Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 24 de maio de 2009

Isto promete, ai promete!

Os domingos de manhã, quando as netas ficam cá, é sempre uma alegria, mas agora com a presença da minha tia ainda melhor.
A Pulga faz de conta que é a educadora e a minha tia a aluna. Mas a pobre da velhinha tem cataratas e glaucoma e não enxerga um palmo adiante do nariz.
A Pulga senta-se em frente dela a cantar e a mimicar. Escusado será dizer que a minha tia tenta gesticular, mas não consegue fazer igual ao que a "educadora Pulga" faz.
E.....há zanga.
- Faz assim -diz a educadora.-Não é assim, é assim. Isto combinado com os gestos correctos da canção.
Esta manhã era esta:

Atiei o pau ao da..to..to
mas o da..to..to
não moeu..eu.eu
doda ti..ta..ta
atustou.ti..ti
do.. bau..do..bau
co dato deu
miau

Em tima da tamoné..é..é
ta..va uma p*..ta..ta
patiu o pé
o eua toia
o eua bita
o bai i toia
dati pa poia.

Eu ria-me.
A tia-bisavó ria-se sem perceber porquê.
E o avô tremia os ombros, de rir...

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