Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Este não é um blogue de moda, mas de Pulgas na moda

A maioria dos blogues fala de moda. De novas tendências, do que comprou, do que queria comprar e não comprou por falta de tempo, (leia-se cacau sabendo que é uma palavra que substitui dinheiro), mas que deveria ter comprado porque é moda. Ainda de cores que não se usa nesta estação por que enfim, são cores fora de moda.
Também do dinheiro que gastou num trapo, leia-se vestido, para a noite fim de ano e que que agora vai mofar no roupeiro.


O meu blogue também vai atrás dos outros ou como se diz na gíria: "Maria, vai-te com as outras" e pela primeira vez vou mostrar a nova tendência da moda Primavera-Verão para Pulgas.

Comecemos pelo cabelo.
Comece logo nesta estação, Inverno, a deixar crescer o cabelo, para que na Primavera e Verão ele esteja com tamanho suficiente para usar estas tendências.

O cabelo deverá  estar apanhado num rabo de cavalo e por cima colocar um adereço da moda
Outra opção é usar dois rabos de cavalo, um em cima do outro. Ou então somente apanhar no pescoço deixando-o ondulante.

Ainda se preferir, uns rabinhos (ou corninhos como na minha adolescência se dizia) um de cada lado, (obviamente se são corninhos tem de ser um em cada lado, dahh)
Se não tiver cabelo comprido nada como uma fralda e uns elásticos para que simbolize uma longa cabeleira ou então terá de usar outras tendências.

Fotografia: Pulga com algumas tendências de moda de cabelo, sabendo que a fralda é o seu cabelo. 

Falemos agora de colares. E de sapatos.


Use todos os colares que tiver à mão...ou ao pé, mas sempre no pescoço dependurados.
A moda é usar, não importa o padrão da roupa ou se combina com os sapatos. Nada disso. Use e abuse deles.
De preferência os vintage. Ou trintage! Se não tiver vá logo ao baú da avó que devem existir alguns dessa época... ou mais velhos ainda.
 Mas...

Passemos ao calçado ou ao que vamos calçar.
Botas ou sapatos? Uma questão de ver primeiro o boletim meteorológico a fim de poder escolher com segurança. É que na Primavera também chove.

Se a indecisão continuar e o tempo não estiver de acordo com o boletim me(n)teorológico não há como uns nos pés outros nas mãos.

E vá alternando.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

No mesmo dia em anos anteriores


Neste 2011 estou aqui em casa, mas feliz, cheia de Pulgas, "bem-feito, não vais andar sempre de rabo no ar" digo baixinho para mim numa tentativa de convencer-me de que é assim, porque desta forma o sabor da recordação é melhor. Mas eu queria tanto estar em qualquer um sítio destes daqui de cima.
Ainda bem que não vêem o beicinho e a cara de pena que estou a fazer! Nem o amuo. Prontes, tou amuada. E como recordar é viver (lá dizia o Espadinha) vivo ao recordar estes momentos.

Algarve! Londres! Norte de Portugal!
Mas Londres é como se fosse a minha casa. Uma parte, a maior parte, da família está lá. É a casa dos meus irmãos, o repouso da minha mãe e avó.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Fim de semana, e eu a recordar!

Quando digo que ando com o nariz no relicário é bem verdade. Até estou a fungar devido às bolas de pó, vulgar cotão, que tenho debaixo da cama.
Mas valeu pelo encontro com velharias há muito guardadas.

Descobri a minha redacção numa prova de aperfeiçoamento (nem sabia que tinha este  nome pomposo) talvez no exame de quarta classe, olhando à data: Julho1965. Tinha eu 9 anos.

"A Caridade"
Caridade era sinónimo de dar aos pobres, pobrezinhos, mas os que vinham à minha casa. Eu gostava de  fazer bem aos pobrezinhos.
Caridade era também emprestar...objectos, brinquedos.
Eu dava dinheiro! Como se pode dar uma coisa que não temos?
                                          
Mas será que a classificação de Suficiente foi devido à quantidade de vírgulas distribuídas ao longo da redacção? Pelo menos não pequei por defeito!
E dava...vírgulas!... Dinheiro, não sei!

Enfim, passados tantos anos...deu-me uma vontade de abraçar a minha meninice.

Mais um fim de semana. Rápido, vamos lá aos saltinhos abrir a porta para ele entrar quisto de passar a semana a trabalhar há que haver descanso merecido. E enquanto não o agarram, mostrem aquele sorriso: o 26 (o de hoje). E tenhamos sempre presente que a caridade começa de dentro para fora.

BOM FIM DE SEMANA para todos.
O meu será cheio de Pulgas, ou seja Pulguento.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando cheira a dinheiro, inspiro até encher os pulmoes de...dnheiro

"Ganhe dinheiro com o Google AdSense. Configure o Google AdSense para o seu blogue e ganhe dinheiro!"

 "O AdSense permite-lhe ganhar dinheiro através da colocação de anúncios de texto e imagem direccionados no seu blogue."

A Google (humm, também se diz assim? Ou é: O Google?) escolhe automaticamente os anúncios a mostrar com base no conteúdo do seu blogue, e irá ganhar dinheiro sempre que os visitantes virem ou clicarem nesses anúncios" (dava um molhe de notas de 50 para saber que anúncios são baseados naquilo que escrevo!)

Mas como disse ali em cima: dinheiro tem aquele cheiro que sabe tão bem fungar e inspirar. E se for para ganhar sem ter de "avergar a giba" ou seja trabalhar, ainda melhor.(Não, eu não sou materialista, mas também o dinheiro só é matéria quando está ao alcance da mão, não é?)

Ah, só um reparo, as frases repetem algumas vezes a palavra: dinheiro. Não são da minha autoria foram copiadas; só segui o caminho de: "gerar receitas" 

Agora a questão: ganha-se dinheiro ou problemas? Já alguém ganhou?
1...2...3... digam lá...um de cada vez. Vale a pena?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sinceramente!

Não esperava esta ofenda da boca do mê Gu-Gu, o meu neto ruço de 1 ano.
Uma pessoa (eu) faz tudo por ele ...
Eu...

Que cuido dele desde que o sol se levanta até que se deita; que lhe dou colo todo o dia até ficar com os braços a doer. Mudo a "faldra", dou-lhe as papinhas que gosta, aliás faço de propósito para ele.
Eu...
que corro léguas num sobe e desce desce e sobe, sem parar;  pulo, ando todo o dia trás dele e ao lado.
Eu que...

Corem lágrimas pelo meu rosto, sem parar, este rosto já cansado e a latejar de tanto enxugar; escrevo esta missiva, e nem vejo as teclas devido aos olhos inchados e aos óculos embaciados. O pingo escorre pelo nariz e cai na costa da mão.

Já desabafei! Vou contar, mas perdoem-me pela palavra feia que vou dizer e repetir mas como foi ele disse, com "ei lhetras" todas.
Olhou para mim e ...
- Puta!-disse-me.
Fiquei estarrecida! Nunca  tinha dito isto.
Não mereço ser tratada assim por um gorgomlho incapaz de limpar o seu cocó.

Novamente...
- Puta!  (ainda pensei que como por vezes tenho-o ao colo quando leio os comentários podia ele ter lido algum com esta palavra)
Ai que me deu um mal. Olhei-o nos olhos e nem pestanejou. Ai a minha mão voou e larguei-lhe uma "tapona nei beiças". Até rodopiou à minha frente. Não se trata assim uma avó!!

Ficou quieto,  mas de repente...
- Pu-ta!- Silabou a palavra ao mesmo tempo que esticava o dedo indicador.
Segui o caminho do seu dedo e mesmo com a vista turva consegui vislumbrar algo.
- Ai meu menino lindo da sua avó, coisa mai linda no mundo não há! Tu queres fruta!?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Não há remédio ou cura para a curiosidade?

Recebi uma carta da minha irmã com uns documentos que lhe havia pedido, entre eles o seu Bilhete de Identidade.
Abro o envelope e em cima do BI a tapar a sua foto um post-it, com uma frase de advertência: "não olhes para a foto."

E o que se faz assim que se lê esta frase?
Qual a tendência da pessoa assim que alguém diz: não olhes!
Ou quando uma amiga nos diz: Aquele rapaz acolá, não olhes, tá sempre olhando para ti.

Pois eu, a primeira coisa coisa que fiz foi tirar o recado amarelo e olhar a foto.
E ri-me a bom rir! Até me doeu as "cachadas"...da cara.

Na foto, a minha irmã parecia ter visto, não o fotógrafo, mas um leão a vir ao seu encontro ou apanhado um "bigode" (choque).
O cabelo espetado, os olhos muito abertos por detrás de uns óculos de Amália Rodrigues, as faces afogueadas como se tivesse corrido a maratona, a boca apertada e nas orelhas, umas argolas que mais pareciam as da ginástica artística.

Fotografia: o recado, tirado com o meu telemóvel, hoje. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Como se pode esquecer uma coisas destas? Será que me perdoas?

Scarlet Perry, a minha querida amiga com quem já tive o prazer de jantar deixou-me de queixo caído. A mim que dou conta o recado, mas como me pude esquecer de ir ao blogue dela? Mas como me pude esquecer de agradecer?? Sou mesmo cabeça no ar.

Querida Scarlet desculpa não ter lido no dia em que escreveste,e agradecido nesse mesmo dia. Mas... vou pedir desculpas pessoalmente, naquele sítio onde nos encontrámos ou noutro escolhido por ti.
E de penitência, vais arrastar-me, amarrada pelo pescoço até aos Aliados e podes sim, ir dando com a chibata nesta cabeça oca.
Só para que fique registado: eu sou uma estúpida por não ter lido esta mensagem no dia certo.
E para que saibam o que perdi  leiam aqui . Nunca é tarde.
Obrigada.

Vocês sabem lá!!

Bem poderia ser referência à canção de António Calvário, visto eu gostar desta canção interpretada por este senhor no Festival da Canção de 1966.
Eu ainda não era nascida (em 1966) mas assim que lancei a boca à rua em vez do choro trauteei a canção.

Mas isto para dizer... (e lá vou eu... não a caminho de Viseu, mas a descaminho...)...hoje tinha um ardor tão forte numa nádega, caramba, não percebia o que tinha sido. Coçava mas não conseguia virar a cabeça para trás 180º e não me lembrei de me pôr em frente ao espelho (a idade não perdoa).

Assim que o mê senhor chegou, arreei as calças (eita, meus amigos nada de mal, tá certo?) e mostrei.
- Ó isso é uma "bábeda" e grande.- disse-me.
- Mas deu-me umas picadas. Quanto muito dava comichão e não "furtuadelas". - afirmei, estranhando.

Dito isto, o enfermeiro mandou-me à enfermaria (leia-se casa de banho) e nem queiram saber....

Ao contar com todos os  pormenores e fazendo a "imensão" (tradução aqui)..."que estava sentada na sanita e ao levantar-me foi aí que senti a tal picadela como se fosse..."

Olho para dentro, (não, não meti a cabeça dentro, só olhei) e vejo.
Ela, a abelha que me tinha metido o ferrão. Morta, sem dúvida. Por afogamento.

E de uma coisa fiquem certos, se ela não estivesse já morta, iria morrer com as picadas de um alfinete. Daqueles de kilt dos escoceses. Ou de fralda de bebé. Mas ia ser torturada.
Pena! Livraste-te da tortura, mas não te livraste da morte.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ai como eu detestava o domingo!!

Mas agora não.
Venham mais domingos iguais a estes de agora, eu recebo-os de braços no ar e até faço "sinagogas" ou "modilhos" para o domingo saber onde estou. Antes abominava e se pudesse trancava-o num sótão e jogava a chave para o fundo de um poço cheio de ratos mortos. De certeza que não iria lá buscá-la.

Quando estava no activo profissional (agora estou no passivo profissional) pronto, eu digo as palavras mágicas: quando trabalhava, o domingo era do mais chato que podia haver.

Era o inicio de uma semana de trabalho e o fim-de-semana.
Era o trabalhar em casa para amortecer as actividades semanais: engomar, cozer, coser, limpar...
Mais a planificação das actividades a leccionar, a pesquisa, o andar com a pasta debaixo do braço.
A preocupação e a ansiedade.

Era ainda a pasmaceira depois do almoço familiar em que toda a gente deitava a cabeça de lado e...passava umas brasas.
Era olhar o relógio a ver o tempo a passar, a agonia a entrar e horas de deitar.
Era o chegar à cama e de repente: "Ai Mê Dês esqueci-me de ...", e levantar-se a correr, olhar o relógio, maldito, que não esperava por mim e ter de fazer o esquecimento.

Por estas razões e uma mais dúzia que agora não me lembro, fecho a porta das recordações desagradáveis do domingo de antes; tranco-a bem trancada não vá ele se lembrar que... há dois anos atrás eu praguejava sempre que acabava o sábado. 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Hoje é Domingo

...Por que ontem foi Sábado.
Antes tinha sido Sexta-feira
E...antes do antes Quinta

O tempo esteve como sempre esteve
Semenos.
O dia 24 horas.
Mais noite que dia
Anoiteceu quando escureceu.
Escureceu ainda de dia
E antes de amanhecer...
Vai continuar escuro

E prontes...
"Vai vir" dias melhores.
Eu nem sabia que tinha este dom da escrita...
Se considerarmos escrita a isto que acabei de escrever.
Estava lá no fundo, tão no fundo que nunca veio ao de cima.

E saiu de lá do fundo tão fundo por que...

Hoje é domingo...
Ontem foi Sábado...

E antes...
Escureceu...
O dia...
E por causa do escuro eu não vi a flor do maracujaleiro.

Ah, levei um tempo a escrever isto. Demorou, mas....saiu uma coisa linda! Estou perplexa comigo mesma, com tamanha grandiosidade! Foi um momento...único!

Fotografia: Flor do "maracujaleiro". E depois ...vai dar um "maracujal"  ou "murucujal" ou ainda maracujá. Já!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quando eu sirvo de inspiração!

... Fico com uma vontade de saltar da cadeira e entrar no monitor para abraçar a pessoa.
                       
Esta tarde chuvosa e escura de sábado, nada agradável mas nem assim desagradável faço a via-sacra das visitas aos blogues.
Chego ao Turista Acidental* e fico de boca aberta.

O dia que até estava carrancudo de repente... abriu.
É que nem sempre correm de feição e este sábado um telefonema deixou-me apreensiva, mas ao ler o artigo da Manuela melhorei. É como um beijinho dado na bochecha quando alguém se lembra de nós.

Querida Manuela ainda bem que as conversas que tenho com as minhas empregadas servem de inspiração. Pois comigo estas conversas, tanto com Moi-Même como com Euzinha, dão em transpiração. Inspiro e expiro. E por fim...transpiro.
Sigam em frente que vão ter aqui.

Fim de semana, pois então!... Vamos lá a descansar

A Pulguinha jogava a bola com o irmão na cozinha. Uma bola grande, vermelha, mas leve. O irmão tinha uma de ténis. Jogavam um para o outro.

Quando a bola vermelha voa mais alto do que devia o avô temendo que partisse algo disse-lhe:
- Essa bola é muito grande. É melhor jogares no pátio (sala contígua, comprida onde se reúne a família quando está completa e não tem nada que possa partir. Quer dizer, até tem lá uns cacarecos, mas sem importância)
- Porqueeeeeê? - pergunta no seu tom de voz cantante - Não cabe aqui? - Mas o seu ar sério de admiração é que nos fez rir.

Ora se ela tem razão! É caso para ficar surpreendida! Uma cozinha  rectangular, uma bola redonda por quê tanta preocupação?
                         
"Mas que avós me saíram na rifa da quermesse! Para além de chatos, chatos!
E usando a frase que me joga à cara quando não estou pós ajustes e a contrario: és uma reles.

BOM FIM DE SEMANA para todos e descansem quisto de trabalhar sete dias na semana é cansativo diabo. Quanto mais anjos!
Anjos, tenham então: Um Bom Fim de Semana.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Se não tiver cabeça, pelo menos tem pés...para subir na vida!

O meu neto - o Pulguito adora livros e dá-lhes muitas utilidades: riscar, rasgar, arrancar as folhas, entre outras. Agora descobriu que os livros têm outra utilidade além destas. Ler ainda não, mas eles, os livros, também servem de degrau ou escadote e como tal usa-os para chegar às mesas, prateleiras...
E se um não chega, vai às carreiras buscar outro. De degrau em degrau...
Eu bem lhe digo que o livro é um trampolim para a cultura. E que se deve andar com eles debaixo do braço e não debaixo dos pés, mas ele não me dá ouvidos. Antes pelo contrário, enche-me os ouvidos com as suas pianadas desafinadas.

Refiro-me aos seus pianos de brincar, que não há dinheiro que chegue para a cauda de um  Steinway & Sons. Nem para uma tecla, quanto fará.... mas já que não pode ter um verdadeiro contenta-se com as imitações.
O azul serve para se pôr em cima, e mesmo assim ainda toca...mal...mas toca, quando não tem um livro ali à mão ...ou ao pé. O outro-o vermelho também toca mesmo sem as teclas pretas que essas...já "forem-se". Precisa é de pilhas, e o tempo é de crise! Por isso, não toca. E que bom!

Um dia virá em que o piano servirá para tocar, espero que longe dos meus ouvidos.
Começa-se assim... a sentar-se em cima do piano, a usá-lo como degrau, a jogar e lá virá o dia de pianar e depois...um vulto aos comandos das teclas do piano! Ai se era bom! Seria!
Voltando atrás ou rebobinando, acho que tudo serve para ele se colocar em cima. Até...eu!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ai senhor padre se tu visses o que eu tenho!

Antúrio para ser antúrio tem de ter aquele espeto amarelo. Aliás o espeto é que dá o nome à flor. O que nós chamamos antúrio é a folha modificada e colorida. As verdadeiras flores -antúrios são os pontos amarelos na espádice-espiga (o tal espeto).

Numa púcara ou infusa nasceram dois belos exemplares: um com espeto outro sem.

E para quem me lê e é madeirense, sabe muito bem que houve em tempos um padre, Canarinho de seu nome, que achava o antúrio uma flor pornográfica. Atão as paroquianas amigas do senhor padre Canarinho, quando alguém ofertava um ramalhete de antúrios tiravam logo a espiga. Ou seja,  tiravam o espeto pois o senhor padre achava que assim era pornográfico. Será que lhe davam à parte? O espeto?

Onde estava a pornografia senão na cabeça dele?  Ai Gi pára! Pára! Não enveredes por esse lado! 
Ao ver este capado, mutilado...e alto lá, antes que pensem e digam, não fui eu que cortei, ele nasceu assim...ao vê-lo lembrei-me que iria fazer as delícias do Senhor Padre Canarinho!

E quem não se lembra da flor de Jorge Tadeu da novela: "Pedra sobre Pedra? E das mulheres (casadas, solteiras, viúvas enfim, vivas) debaixo da árvore que nasceu no meio da praça depois de ele ter sido assassinado? Esperando para comer um antúrio, só para terem uma noite com o finado Jorge Tadeu?  


Vá lá matem saudades da abertura da novela enquanto enchem o peito de ar e dão um longo suspiro pelo Jorge Tadeu (Carreguem na frase)

E por favor, não arranquem as ervas da minha púcara!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Só...

...Para agradecer as palavras deixadas nesta publicação.
Agradeço a todos os que deixaram uma mensagem de carinho pela passagem do segundo ano sobre a sua morte.
OBRIGADA.

As sogras não gostam das noras, mas dos genros uora se gostam!

 "Aquintrodia" encontrei uma amiga e claro conversa puxa conversa o tema embicou para filhos. De que vamos falar? Da crise? Não, deixo a crise para os entendidos.Tal estão os teus filhos?  A tua filha? E tens um filho, não é? Já casaram? Tal é o genro? E a nora? Aqui, aproveitei para desabafar, já que no blogue não posso dizer tudo. E comecei a desfiar o rosário de contas..Olha, a minha filha casou e tem um homem que é um verdadeiro gentleman. Teve muita sorte, ele é uma jóia. Ela não faz nada em casa. Ele faz-lhe tudo. Sabes, TUDO!
Assim que chega a casa ele vem logo com as pantufas na mão e calça-lhe. Na outra traz um copo de chá. Ela vai logo para o sofá e lá fica a ver televisão até ele a chamar quando o banho está quente e cheio de espuma. E ainda lhe esfregar as costas. Logo de seguida jantam, ele faz sempre a comida que ela gosta...parte-lhe aos bocadinhos, para ela não partir as unhas de gel. Deita-se por que está cansada e ele fica a limpar tudo e a passar a roupa a ferro. Nem isso ela faz. Nunca vi coisa igual! Havias de ver as unhas dela! Cresceram tanto. A minha filha teve muita sorte com o marido! Tanta!

Ah, e o teu filho também teve sorte?Ai coitado do meu filho!!!  Casou com uma que se arma em lady. Não teve sorte nenhuma. Ela não faz nada em casa. Sabes, NADA! Assim que chega a casa ele vem logo com as pantufas na mão e calça-lhe. Na outra traz um copo de chá. Ela vai logo para o sofá e lá fica a ver televisão até ele a chamar quando o banho está já quente e cheio de espuma. E ainda tem de lhe esfregar as costas. Logo de seguida jantam, ele faz sempre a comida que ela gosta...parte-lhe aos bocadinhos, para ela não partir as unhas de gel. Deita-se por que está cansada e ele fica a limpar tudo e a passar a roupa a ferro. Nem isso ela faz. Nunca vi coisa igual.Havias de ver as unhas dela! Cresceram tanto.
O meu filho não teve sorte com a mulher! Nenhuma!

Fotografia: O genro da sogra.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

E porque eu adorava a minha irmã..e ela adorava a vida...a vida continua...e eu continuo também..

Afastem-se! Saiam da minha trás...qu´ eu hoje "abico" esta peste "dei passadas" (escadas) em baixo! Vai ter de se haver comigo. É isso ou vai "avergar a giba" ao trabalho.

A minha empregada, Moi-même, além de francesa é imigrante ilegal. Está aqui por que meti uma cunha a um amigo dos Estrangeiros para fechar os olhos enquanto eu abria os olhos a ela. Prometi. Mas isto está a passar dos limites. Já não chega deitar só um olho, tenho de deitar os dois à "esteporada" dum raio.

Quando cá chegou mal sabia fazer um ovo estracelhado quando mais estrelado. Mas agora com esta confiança, deu-lhe para se armar em Madame.

Esperem. Eu já conto, deixem-me só tomar fôlego, respirar, quisto hoje não fácil.Tenho de deitar todo o ar que tenho no cano antes que rebente de tanta "esteporação."

Logo pela manhã levanto-me e assim que dou com os olhos no sofá vejo-a a lastro, deitada, escalfada a comer uma torrada cheia de manteiga e queijo da Serra da Estrela (que o meu genro me ofereceu) e a beber um café, do bom, e ainda por cima a sujar o meu sofá com a torrada esmigalhada.
Olhei e disse a Moi-même:
- Olha lá sua preguiçosa, não vês as teias de aranha aí por cima da tua cabeça? Tens falta de vista? Tás à espera que a aranha desça até à ponta do teu "foçuinho"?
Ela, olhou para mim e com aquele sotaque francês a puxar madeirense e...
- Minha senhorrra, errra pa não terr vindo, que ontem, como sabe, foi o dia dos namorrados  e fui comemorrar com  o meu namorrado-aquele xavelha de Câmarra de Lobos, lourro, lindo de morrrerr .
Tou muito cansada. Limpe a senhorrra. - E dito isto virou-se para o outro lado.
Eu olhei para Moi-Même à procura do melhor sítio para lhe espetar a vassoura.

Se ela continuar assim mal educada como uma besta, não há outro remédio: "vou acusar-ela" e pedir à Euzinha, a brasileira para limpar a teia de aranha antes que...eu limpe.

E foi há dois anos!...

...Neste dia que disseste adeus a todos. Com muita pena minha deixaste-me. Fechaste os olhos ao mundo.
Mana, mãe para muitas pessoas que nos viam sempre juntas e devido à grande diferença de idade entre nós. 18 anos!

Partiste sim, mas não para mim. A tua presença é constante no dia a dia pois eu e tu somos parecidas. Basta olhar para os meus jeitos, olhar para a minha maneira de ser, de sorrir, de brincar é como ver-te ao espelho.

"Estou bem! Muito bem! Acredita!" dizias, quando a morte estava já deitada a teu lado.

E por que foste a cremar ao som da canção que foi a tua vida aqui a deixo tua em honra. Viveste cheia de penas, cheia de lágrimas. Muita lágrima derramaste.... Mas vamos comemorar a vida, a que adoravas e que bem a viveste, cada dia enxugando as lágrimas, que ninguém viu deslizar...

Descansa em Paz. Até sempre!
E nós vivemos a vida contigo. Por ti e para ti.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pensamento meu: sogra/nora

Puxem dum banquinho que as poltronas já estão ocupadas e vamos lá falar de... ...sogras.

E noras.
Noras, não daquelas que puxam água, mas das que dão água...a beber. Ou seja, que arregaçam as mangas e não cruzam os braços.

Toda a nora diz mal da sogra, certo? Toda a sogra diz mal da nora, correcto?
Ou não será assim tão linear?

Bem como já estão todos sentados uns nos banquinhos improvisados para o debate, outros bem instalados em poltronas e outros ainda (os que chegaram tarde) sentados no chão...vou só fazer uma breve resenha do assunto.

Muito se fala nesta relação sogra/nora. E não é um mito é uma realidade. Feitios diferentes, idades diferentes modos diferentes, pensamentos diferentes resulta em empatias diferentes.
Se para o sogro ela é a mulher ideal para o filho, aos olhos da sogra não é assim.
Para a sogra é a mulher que vai levar o seu menino que vai apaparicá-lo, vai fazer as mordomias (comida, roupa, a fruta descascada, tudo como ele gosta) todas, essas que eram da mãe. É a mulher vai está em primeiro lugar no coração do seu filho.

...Vou falar por mim.
A minha sogra é uma santa. É uma santa na Terra pois ainda anda por cá.
A minha (projecto-) nora...bem, essa é paciente (eu diria: perfeita, mas lá vêm depois as críticas desfavoráveis à perfeição da rapariga). Cada vez me convenço mais. Mas também tinha de ser, não é? Para aturar o mê bisalho tem de ter paciência de Job.
 
E digo: se eu como nora sou assim-assim, como sogra sou assim-assado.

..."Vamilhá" dar inicio ao fórum.
Noras, digam lá algo sobre a vossa sogra. Claro que isto é uma brincadeira, sem ofensa às sogras e noras.
E comecem a orar para que as sogras não leiam os comentários, isto se for a cascar... por que se for a dizer  bem ou muito bem, sou senhora para ir de corpo presente (salvo seja) alertar cada uma para ler, heim?
E siga o baile!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dão-me cabo do canastro e das unhas

Eu que raramente pinto as unhas, mas hoje por estar combalida as Pulgas fazem de mim gato-sapato. (Não pinto por que detesto vê-las depois descascar e por isso prefiro ao natural.)

Atão a Pulga que anda sempre com as dela pintadas resolveu dar uma tintinha nas minhas. Mas o pai chegou para vir buscá-las quando o trabalho ia a meio e ando aqui com as unhas da mão direita pintadas e as da mão esquerda por pintar.

E usando as palavras da Pulguinha que adora beicone ao ver as unhas pintadas, abriu um sorriso e disse: avó tás muito feichone.

E se bem me lembro não devo ter acetona. Onde raio está o diluente? Deve fazer o mesmo efeito. E já dizia o outro quando estava a fazer um corredor para a parreira: "se não há varas faz-se a canas".(Cuidado! Explosivo. Não leiam muito depressa para não dizerem que sou mal-criada!)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fim de semana, pois então!

E como já disse ando "semenas" ou seja "emantada" . Não percebem estes termos? Pois, são cá do burgo usadas ainda hoje em dia por muitas pessoas e quer dizer doente.
Ainda estou com tosse e rouca. O médico recomendou descanso. Eu não o vi mas se o visse era isso que diria. "Nada de andar pelos blogues durante a noite. Nem durante o dia". Mas quem me tira isto tira-me o ar que respiro. E como quero respirar...estou aqui mesmo com tosse.

Cuidado! Afastem-se! Sai um atchiiiiiiim...com molho, irra... e uma fungadela. E assoadela. Entretantos meto  uma Mebocaina pela goela abaixo, não, não engulo. Chupo. E rás parta como detesto chupar!
Não era melhor uma poncha? Vou ver se encontro uma alma caridosa que me faça uma. Ou duas que isto com uma não dá resultado.
- Querido-fofinho-lindo-da-sua-senhora, apetece-te algo? Uma poncha? Atão já que te apetece e a mim  também faz duas meu-docinho-de-morango-com-cobertura-de-chantilly!

Mas não surtiu resultado o mê senhor admirou-se de tanto mel.
Bem, vou ter de me arranjar sozinha, mas antes desejo um Óptimo Fim de Semana sem tosse, sem espirros, sem assoadelas e fungadelas que o nariz já está cozido!

E vivam a vida que é bela demais para ser desperdiçada. Bom Fim de Semana a todos.
Fotografia: casinhas de Santanna Madeira

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

E tenho saudades do cheiro

...Da roupa lavada na ribeira e estendida nas pedras a corar.
Um cheiro da minha infância que infelizmente não voltará a acontecer.

A minha avó lavava a roupa da família na ribeira com água cristalina, corrente e pura vinda das montanhas.
Ver a roupa a corar e secar enquanto elas, as lavadeiras, conversavam sentadas nas pedras é uma imagem que hoje em dia revejo na minha memória.

Depois, era vê-las à noitinha com a trouxa à cabeça a caminho de casa. Só vinham quando a roupa estava seca.
O dia nas pedras da ribeira! As gargalhadas, a conversa, o convívio. Ainda me lembro destes sons, destes cheiros, deste gargalhar que na altura não gostava mas que hoje sinto uma nostalgia!
Ai Avó, que saudades da tua roupa e do cheiro que, se inspirar com muita saudade sou capaz de sentir no fundo da gaveta da  memória.

E deixem-se só acrescentar que a minha avó tinha uma postura correcta devido a acartar as trouxas à cabeça. E chamava-me à atenção quando curvada eu estava sobre os livros. E dava-me com a colher de mexer o milho (que era de pau) nas costas para as endireitar. Esta avó não era como as velhinhas lindas queridas que contam historias. Era uma mulher poderosa e curtida pela vida. Nem por isso deixo de ter saudade dela e do seu cheiro a roupa lavada.

Todos nós temos um cheiro que nos faz recordar um tempo da nossa vida. Querem recordar? A caixa de comentários é vossa. Encham-na com os cheiros da vossa infância.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Isto...não me encaixa na cachimónia. Reformada é ...não ter trabalho?

Toda a gente deste mundo e do outro se calhar...(hummm, bom tema para uma dissertação: "Há trabalho no outro mundo?")...constata que os dias passam a correr ou às carreiras como se diz por aqui no meu rural, principalmente para quem trabalha como eu.

Como eu sim...
Hã? Movimentam a cabeça para a esquerda e para a direita? É o exercício físico do dia ou a negar o que digo? E dão estalinhos com a língua? E a boca ainda não fechou? De espanto?
Mas que coisa esta de julgarem que os reformados não trabalham? Eu não trabalho? Repito: Eu não trabalho?

 Aaaaaaaai não me ponham já a jogar bolos do caco ou semilhas daqui para aí!!
Se pensam assim, pensam erradamente.
Ora vamos aos factos e: conta fatos não há argolentos.

Isto de ter um blogue não dá trabalho? Isto de ler os comentários não dá trabalho? Isto de visitar os outros (blogues, ler, escrever o comentário, esperar pela aprovação) não dá trabalho?
Isto de ter um neto "estrepela" não dá trabalho? Isto de ter uma tia-velha com cabeça de cabaça sem pevides não dá trabalho? Isto de fazer voluntariado não dá trabalho?
Isso, agora movem a cabeça de cima para baixo? E a dizer baixinho: dá!
Isto, tem muitos "istos" não tem?
Mas isto...agora fica assim...

Trabalho é só quando se sai de casa e se entra num estabelecimento. Isso é trabalho? Não meus amigos, trabalho é tudo o que se faz seja de borla ou a ganhar. Seja com decência ou indecência, a escolha é de cada um.
Eu trabalho sim, que para sustentar esta família alguém tem de dar ao litro. Sou eu (que dou a litro) e o mê senhor (que dá a metro. Tenho de falar nele canão à noite cose-me as orelhas com um "atilhe".)

E agora já não sei para o que vinha, mas vinha aqui para dizer algo e não era isto com a certeza absoluta. Bem, vou descansar que hoje já trabalhei muito. E ainda não comi nada.
E com a barriga vazia não consigo levantar um dedal do chão, mas com a barriga cheia não levanto nem uma agulha.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

E logo a mim que detesto. Mazé bem-feito! Uora se é... para mim aprender!

Estávamos na Foz do Lizandro, lugar bonito por sinal, e ao fim da tarde ainda mais por que tem aquele toque de encanto próprio do pôr-do-sol.
Para mim que sou romântica acho que o sol ao esconder-se para dar espaço à noite é das coisas mais relaxantes e belas, mas para outras outras pessoas o pôr-do-sol é somente...o pôr do sol.
Há quem goste do nascer; há quem goste de se deitar a lastro debaixo dele; eu somente olho para ele e aprecio o seu descer!

Num bar, olhei e li: chocolate quente.
Boa. É mesmo isso que quero. Garganta a doer, rouquidão, voz de bagaço vai saber bem um chocolate assim como o do Starbucks (aquele em copo de papel com uma mistura de chocolate, açúcar e leite)... Mnham...mnham... até já salivava, e os cantos da boca fervilhavam só de lamber "ai beiças".
O empregado vem e eu sou a primeira a pedir: um chocolate quente, antes que me esquecesse do que queria.

Lá vem lá vem o meu chocolate quentinho.
- Mas que merda é esta? Isto é chocolate quente? - Foi o que disse (e para os mais inibidos não leiam a palavra merda e substituam por outra: titica, caca...)

Bem, nem queria acreditar! Eu que detesto chocolate, eu, que nunca peço um chocolate a troco de nada, eu que não me deito por um chocolate... e vem uma chávena cheia de chocolate derretido...e uma colher!? Para comer!? Em vez de beber!?

Comer comi, que não sou mulher de deitar fora seja o que for principalmente uma coisa que me custou 1,60€, mas andei embrulhada do estômago toda a tarde.
- Bem-feito! - dirão vocês e eu aceito. Devia era ter deitado fora. Mas ainda dei a provar e a comer ou beber nem sei, a todos e ainda sobrou tanto que fiz um esforço a imaginar que sim, era um Hot Chocolate do Starbucks.

E esta merdica devia era chamar-se: "Bombom fondu au four à micro-ondes" em vez de chocolate quente. Ora que coisa!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Desacordo com o acordo

Eu que gostava de ver o "Quem quer ser milionário" agora detesto. Mas detesto mesmo. E sabem por quê?
Claro que é por causa do acordo ortográfico que o canal público já adoptou e eu abomino.

Durante anos perguntei aos meus alunos: olha lá, nasceste em Portugal ou no Brasil? Quando eles por omissão já estavam de acordo com o acordo ortográfico.
E levavam com um traço em cima da palavra por andarem à frente do tempo. E de castigo, escreviam dez vezes a palavra correta (que agora é incorreta, credo não me adapto a isto).
E fico a pensar: coitados deles! Se calhar ficaram traumatizados!

Agora devem estar a rir-se de mim por já escreverem de acordo com o acordo e eu sou uma retrógrada do caneco que não sou capaz de me adaptar a esta treta. Tenho tempo até 2015.

 E já agora será que os livros vão passar a ser traduzidos ao abrigo do acordo ortográfico? Se assim for é uma maneira de eu, e falo exclusivamente por mim, poupar dinheiro. Não compro nenhum.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pronto. Já cá estou!

Uma pessoas fica dois dias-um fim de semana-sem vir ao blogue e é logo um monte de reclamações no livro. Fiz-te mal? Estás zangada comigo? Não andas por aqui? Não me visitas?
resposta: Não

Foste de mini mini férias? Fugiste da tia-velha? Deste-lhe um descanso?
Resposta: Sim

E quando vais recomeçar a escrever? E vais ao meu blogue? 
Resposta: Daqui a pouco, depois de organizar o desorganizado.

E mais digo: Atão de onde retiro inspiração senão dos blogues? É também onde capto a informação e me actualizo. Como poderei saber do mundo, dos encontros e desencontros, das separações e reconciliações, das doenças, das curas, das constipações e obstipações, das modas e bordados, das tendências femininas e masculinas, das compras (de sapatos, de roupas, de vernizes...) se não andar pela blogolândia?

Ah, e mais uma coisinha, para os que não deram pela minha ausência...é sinal que passo despercebida.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fim de semana, pois então!

Bom Fim de Semana para todos os visitantes amigos e simpatizantes.

Faça chuva ou faça sol o que importa é que  este é o primeiro fim de semana  de Fevereiro.
Daqui a nada vem a Primavera...(ai que saudades... das fortes, daquelas que apertam o coração na hora da despedida)...e o sol quente.

Que este seja aquele, o tal , o que se espera, o que se deseja e seja vivido em plenitude entre amigos e família.

Divirtam-se mesmo com chuva que o frio colmata-se com o calor dos nossos corpos e onde houver dois haverá de certeza calor.
Eu vou tentar divertir-me e muito. E calor se não houver...faz-se.
A chuva desta vez não me vai cortar as asas.

Fotografia: Padrão dos Descobrimentos

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vai ver se tá chovendo

À noite é difícil de se saber se está  chovendo.
Há os que vão à janela e deitam a mão fora. Não, não cortam e jogam fora, credo em cruz, colocam mazé a mão fora da janela. Outros esticam o braço horizontalmente como se estivessem debaixo de um guarda-chuva aberto, mesmo dentro de casa (esta é da tia-velha)

Há os que sem ver julgam. E já dizem: "tá chovendo" talvez por conseguirem ouvir a chuva a cair.
Há os que perguntam só para não terem de se levantar do sofá. E mandam: "vai ver se tá chovendo".
Ainda há quem olhe para o chão, mas nem sempre é seguro pois pode ter sido lavado.
Há os que olham para o candeeiro da rua.
Há ainda os que quando querem despachar alguém dizem: "vai ver se tá chovendo."

Enfim... cada pessoa tem a sua forma de confirmar se está a chover.
Eu...viro a cara para o céu. Se estiver a chover caem pingos nos óculos.

Mas mas pa que raio quero saber se chovendo?
A noite fez-se para dormir (e não só) não para vigiar a chuva! Irra...espirra...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A pedido de alguém do outro lado do mar

Alguém muito querido muito querido dali em frente lá na linha do horizonte mandou recado que nunca mais eu tinha falado da tia-velha.

Ora hoje vai um postezinho cá da tia.
A tia-velha não muda. Continua tia e velha aliás mais velha e a sua cabeça parou, estagnou há muito tempo. Penso até que se eu abrisse a cabeça assim como se faz a um melão não encontraria nada dentro. (Perdoai Senhor que ela não sabe o que diz. Perdoai os que usam o Santo nome do Senhor em vão). E vão ouvir esta da tia-velha. E vão rir um pouco. Porque eu e o outro interveniente da história também se riu.

A tia-velha foi operada às cataratas há dois anos e desde essa altura vê bem, aliás vê tão bem até um mosquito a zunir mesmo às escuras. O problema é que continua cegueta quando a luz está acesa.
Ainda "aquintrodia" foi fazer um chichi, como diz ela. Porta fechada, não faz mal, abre-se. Bater? Isso não se usa. (ela não usa) Luz acesa? Óptimo, já tinha deixado da vez anterior (deve ter pensado ela).

Entrou, sentou-se na sanita, fez um chichi e nem reparou que estava um homem a tomar duche.
Quem ficou "alcançado" (envergonhado), quem?  A tia-velha não foi de certeza, pois ela deixa a vergonha à porta.
Acabou o serviço, puxou água o que fez com que a água de quem tomava banho ficasse fria, saiu, fechou a porta e ...apagou a luz. (coisa inédita nela). Completamente segura e satisfeita por que tinha feito desta vez o que eu peço: feche a porta, apague a luz.

Ainda perguntei se não estava ninguém na casa de banho.
Resposta: não.

E só para avivar a memória, lembrem-se que todos os passos da tia-velha são dados lentamente, um pé pede licença ao outro para levantar-se do chão e só depois da licença concedida é que enceta o passo em câmara lenta.

E lá dentro continuou o mê senhor desta feita às escuras, de porta fechada, à espera que a água aquecesse...de novo. E...quieto.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E eu? Mas isto é mesmo assim?

Eu que divulguei o método para tirar nódoas de vinho tinto sem ser usando a tesoura, nem o canivete, nem o remendo, nem o lixo.
Eu que divulguei um conselho o que podia ter guardado, mas como não sou "inguísta" lá disse.
Eu que tirei fotografias da roupa branca sem máculas.
Eu que editei as fotos, coloquei no blogue e esperei.
E continuo esperando que ... 

Mas ainda ninguém lavou toalhas desde ontem?
Mas ainda ninguém lavou janelas de vidro desde ontem e já que estavam com o limpa-vidros na mão pensaram: já agora...vou ver se a velhinha simpática que de simpática não tem nada...(desculpem, eu prometi, mas é superior às minhas forças e tenho de dizer, pois acho esta frase um must. Obrigada anónimo)...disse uma verdade. 
Ai, esta espera desespera-me! Olhem que o meu coração não é de papel. E anda aqui a cem à hora devido a esta espera.

Acalma-te Gi, diz-me o meu alter ego, alguém há-de dizer alguma coisa nem que seja: ela é um saco roto! Não acredito em mais nada que ela diga!

Olhem as minhas toalhas já secaram e e já estão guardadas.

Ali alguém faz-me um sinal. Não percebo. Diga? Como? Aquela senhora de casaco vermelho...sim, diga. Faz-me um gesto de...
Ah, percebo. Passar a ferro as toalhas? É isso? Para quê? Para depois voltar a enxovalhar?
Ah, cá nada, minha senhora! Já me deitei em cima delas e ficaram...lisas.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vá, é agora que vou divulgar a solução

Já sei que estão à espera desde ontem com os óculos postos na cana do nariz, o lápis na mão e o papel a esta hora já serviu para escrever outra coisa, mas primeiro tive a pôr a roupa no estendal queria ter a certeza de que não ia vender banha de cobra.

Eu sei que houve quem dormisse com os óculos e houve quem nem dormisse.
Sei que houve quem passasse a noite aqui em frente ao monitor à espera.
Eu sei... mas eu disse que era hoje e o dia ainda não acabou.

As fotos estão editadas, a roupa no estendal embora o sol não brilhe,  mas já estou farta de ter roupa dentro de casa e como está vento pode ser que sim pode ser que não...
Ora bem estava eu a dizer que...ah, a roupa seca lá fora, as fotos editadas, os dedos das mãos frias de estar na rua, a cabeça a fervilhar já a pensar que depois tenho de passar a ferro.

"Ah, chata! Poça! Caramba! Já chega. Diz lá qual a solução para tirar nódoas de vinho tinto?" Devem estar a dizer entre dentes. "Esta mulher irrita-me com tanto paleio!"...
Prontes vou dizer...

Já disse. Não ouviram? Querem que diga mais alto? Vou dizer mais alto.

Ainda não ouviram? Ah, tenho de escrever?! Pois, tonta eu, aqui a dizer aos berros, a gritar até ficar afónica e ninguém me ouvia.

A solução para tirar nódoas de vinho tinto é borrifar a nódoa com limpa-vidros. Verdade. Eu experimentei e elas, as diabas, saíram todas.
Borrifar a nódoa, com um qualquer não precisa de ser de uma marca específica, e deixar um pouco. Depois colocar na máquina e ela fará o resto.
Este método até funciona nas nódoas em sofás se por acaso alguém entornar.
É um milagre.

Será que também tira as nódoas que ficam no estômago depois de uma carraspana?

Olhem vou experimentar e depois digo. Não há-de ser reles de beber!