Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quinta-feira, 31 de março de 2011

2 de Abril - Dia MundialL da Consciencialização do Autismo

A fita feita de peças de quebra-cabeça, representando o mistério e a complexidade dessa patologia, é um símbolo mundial da consciencialização em relação ao autismo.

Dia 2 de Abril dia Mundial da Consciencialização do AUTISMO.
Neste dia vamos vestir roupa azul ou acender uma vela azul pelo autismo.

Para o Bruno, filho da Mãe MINA. Aceita esta singela lembrança.
Obrigada Mina pelos momentos relatados na primeira pessoa. Mãe de um adulto com síndroma de Asperger não cruza, não cruzou e não cruzará os braços. Aliás os braços é a sua força de viver.

Olha, ouvi dizer...

 ...Que o aeroporto da Madeira é o melhor do país?

Bem... esta notícia deixa-me com o ego bem inchado, caramba! E por isso a fotografia até vai grande para se ver bem o aeroporto. Vejam bem, em toda a extensão (da esquerda para a direita da foto).
Primeiro lugar senhoras e senhores, cabeça de lista numa escala de 0 a 5 no parâmetro "Satisfação Geral com o Aeroporto" obteve a classificação de 4,2 imediatamente seguido pelos aeroportos de Porto e Faro. "A amostra foi constituída por um número de companhias que correspondem a 76% dos passageiros transportados em 2010." (Copiado pelo JM)

Ó diacho! E Lisboa? Cadê?
Grande aeroporto que ainda mete medo a muita gente. (Ai cala-te que és uma delas, mas eu não conto, pois não?) Mas deixo aqui o repto: venham venham. E comprovem.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Amigos e amigas e público em geral

Com muita pena minha não consigo andar a "bilhardar" convosco nem meter o nariz na vossa casa. Ando em remodelações, uma vez que as fotografias do blogue (www.omeurural.blogspot.com) desapareceram. Nao foi bem desaparecer; eu excedi o tamanho e ando aqui às voltas para colocar as que lá estavam. Às voltas não direi, pois estou sentada e tenho já o rabo "abulajado" que mais parece um bolo do caco (sem manteiga de alho, claro).
Peço desculpa pelo incómodo. Prometo ser breve.

Eu podia ter ficado rica se fossem pepitas de ouro

Limpei, aspirei, encerei a casa toda; fui a todos os cantinhos. Receber gente em casa é caso para limpar e escafiar. Sabem, é que há sempre alguém que olha para os sítios recônditos onde está uma teia, uma poeira ou até mesmo uma bola de pó ou de cabelo.

Acabei e digo, podia-se passar a língua no chão. Eu não fiz, mas podia ter feito não havia um cisco. Fiquei com a alegria toda e, inchada que nem um pavão, abri as narinas e inspirei aquele aroma de casa fresca e asseada. O chão bem encerado até me vi reflectida nele. Olhei, sorri e suspirei. Ainda passei as mãos nos cabelos. Era mesmo um espelho!
Andei sempre a inspirar, tanto que tinha a sensação de que engordara, é que há quem engorde só com o ar (mas cá para mim que nada sei, dizem que não comem nada e rebentam pelas costuras. É ar é ar!)

Fiz um café estiquei as pernas. Chamei a tia-velha para o lanche. Café e bolachas.
A tia -velha levanta-se logo após o lanche...até parece que tem de entrar a horas e está atrasada!
Só fui ao escritório, vulgo casa de banho, fazer o que ainda não tinha feito.
À saída, olho para o chão. Pepitas brilhavam. "Ouro" pensei. "Petróleo não é deve ser, não escavei! Ouro. Estou rica!"
Salpicos aqui e ali formavam um carreiro e indicavam a casa de banho (esquerda), a sala (direita) e a descida para a rua (frente).

Agacho-me que a vista não alcança ao longe.
Qual pepitas, qual ouro. Torradas, migalhas de torradas a formarem um T.
Só pode ter sido...
Ai malvada tia-velha que me tira do céu e tem a afronta de me dizer na cara que "não comi nem torradas  nem bolachas".
Ai não? Então recebeu um velho, foi? - perguntei.
Olha, ficou toda ofendida. Caramba!

terça-feira, 29 de março de 2011

Sou uma carrasca

E porque a Primavera já começou e nesta estação há muitas moscas e como detesto estes insectos, iniciámos (eu e o mê Gu-Gu)  a caça à mosca.
E porque elas estão loucas de desejo, de sexo, apressadas para iniciarem a reprodução, e antes que ponham 400 a 600 ovos...bumba, matei uma em cima de outra. É o chamado dois em um.


E não me perguntem se era um mosco em cima da mosca ou se somente estavam numa de sexo sem reprodução. Não sei, não vi, só estive lá e... vergalhada certeira no lombo.
Eu já imaginava mosquinhas a voarem. Eu e eles. E ali em cima do parapeito uma sessão de sexo explícito. Ora se iam agora estar no bem-bom à frente de crianças!

Julgo que era tântrico... pelo tempo...E nem me viram. Nem viram o mata-mostas pelo ar. Cegos pelo desejo. Depois de mortas ainda sorriam! Soube-lhes!

E até digo mais, cortei o cabo do mata-moscas para  melhor o Pulguito cumprir a sua função. Ele é tão carrasco, mas tão mesmo que vergalha em tudo: flores, plantas, cântaros, chão, portas, janelas... Até em mim. Mas nas moscas...só eu.
E assim se passa a tarde atrás de moscas em cima de moscas. Esperem um pouco, tá qui uma a zunir zzzzzz...zumba. Fostes.

Fotografia: Azália no meu quintal. Estaria mais cheia de flor se o Pulguito não matasse as moscas. Captada por mim com o telemóvel.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Já tenho a solução, uora se tenho. E sabem? Resulta mesmo

Meus caros, depois da promessa feita que não chorar mais; depois da cruz que fiz em cima do coração; depois de ter experimentado colocar pão na extremidade da faca, um batoque ... Como? Estão a arquear as sobrancelhas? E porquê? Entendo! Não sabem o que é um batoque? Prontes eu digo em bom português: rolha.
Meti as cebolas no frigorífico. Deitei água a escaldar, mas...escaldada ficaram as mãos e elas a rirem-se de mim. Com palito na boca, óculos de sol, de mergulho. Os óculos ficaram embaciados de tanta lágrima. Disseram água quente, fria, morna, com água, sem água... a engolir ou bochechar...Chorei. Chorei e...Chorei. Sabem que até as congeladas me fazem chorar? Li que com a língua de fora dá resultado (imaginem a minha figura!) Só faltou experimentar tudo junto, mas achei que óculos de mergulho em cima dos de sol e os de sol em cima dos de visão era muito. Não tenho nariz para tanto!
Desisti sim, foi melhor.

Mas tenho a solução aqui à minha frente.
E digo, é comprovado, testado em frente aos meus olhos. 
Preparados? Puxem duma baquette, não fiquem de pé, cansa. Aproximem a cabeça do monitor...
A solução foi...
E repito (mais um pouco para dar suspanse) não chorei. Foi remédio-santo!

Mas houve alguém que chorou... (Ohh! Quem? Quem? Devem estar a perguntar!)
Ele...o mê senhor. (Riam à vontade que ele não ouve, nem vê)
"Eita, aquilho" é que foi. Fungou, espirrou (em séries de cinco atchins), tossiu, bufou...uf... uf... uf... e as lágrimas a correrem...pela cara dele. E eu? Bem, eu pus a mão na barriga e saltei de contente.
E agora afastem a cabeça já devem ter os olhos tortos e a lacrimejar e a cabeça a doer de ir da esquerda para a direita. E da direita para a esquerda.

sábado, 26 de março de 2011

Geração à rasca, à rasca mesmo.

Um chouriço, vulgo arrumador de carros, encravava um cigarro a um homem que passava.
-Olha, tem mais gente ali dentro vai lá encravar a eles.- respondeu-lhe, apontando para dentro do café e não lhe deu o cigarro.
Ele, o arrumador, zangado respondeu.
- Nem sequer dão dinheiro para comprar cigarros!
Ora bolas, malta ingrata esta gente que vê um arrumador a fazer o serviço, a trabalhar para todos nós, ali no duro, limpinho como todos, sem cheiro a álcool e nem uma moeda lhe dão? Ingratos que até um cigarro lhe recusam.
O homem está ali ao sol, ao frio com um cigarrinho para lhe aquecer as beiças e de vez em quando vai a dentro do café tomar um sumo de uva fermentado e ninguém se compadece dele?
É obrigatório contribuir com uma moeda para poder comprar uma carteira! Caramba, até é barato e na volta compra também uma garrafa de vinho do barato que a vida está cara.
Cambada de tesos e forretas como chamou-me a mim e a a todos os que não contribuíam.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tens de prometer que não me fazes chorar mais

Chorei muito. Ah sim, muito mesmo. Mas juro que foi a última vez. Já fiz uma cruz no peito e cruzei os dedos das mãos. Até amarrei um "atilho" no dedo para me lembrar da promessa. Juro. Juro. Não voltarei a chorar.
Há muito tempo que não acontecia! Talvez...desde a última vez.

Caramba, será que não há volta a dar? Fazes sempre a "rebendita" e eu não me "escramento."
Estou arrependida de ter voltado a acreditar em ti e nas promessas que me fizeste...
Jurei que seria a última e hoje ao fim de tanto tempo as lágrimas vieram e caíram por tua culpa. Não voltas a gozar comigo. Eu, a olhar para ti com a cara inchada, óculos embaciados, fungando e sem conseguir te ver e tu a fazeres-me chorar ainda mais? Foi o fim...desiludiste-me! Não te compadeceram as lágrimas nem as  palavras mal-ditas.
Eu prometo...tu prometes...e nenhum cumpre! E depois...volta tudo ao mesmo.

Sou fraca por acreditar que um dia vou deixar de chorar. E parva por voltar a acreditar que melhorou. Mas sei que és assim...rude, agreste, desagradável. Até dá pena, francamente! O problema é que te adoro. Adoro o teu cheiro. E até a forma como me fazes chorar sem eu querer.
Mas hoje foi o fim não voltarás a fazer-me chorar ...sua maldita cebola que me fizeste deitar lágrimas gordas pela cara abaixo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tal filha tal pai ou tal filho tal mãe

a filha da avogi
 - Vou até lá acima... - disse o mê senhor - ver o que o trabalhador já fez. - Referindo-se ao homem que está a tratar a terra para a sementeira e lá acima é o terreno onde tenho a horta.- Aaaah, e levo o Gu-Gu.
Respondo eu - Vai depressa...antes que ele faça merdinha!
Gu-Gu rapazinho tento à conversa diz...- Cocó.

Boa, mê Gu-Gu pelo menos já sabes o significado de merdinha. E quem sai aos seus...

E fez-me lembrar a sua mãezinha, minha filha, que disse certa vez em que estávamos presos no transito e o mê senhor bufava e sai-lhe pelo boca fora: Esta merda não anda! 
E eu, mãe consciente e educada com uma filha que tinha  sempre as antenas no ar disse: Olha a pequena!
E ela a bater-me nas costas suavemente em jeito de "tá-descansada-mamã-que-eu-não-ouvi-nada" ou então "não-te-preocupes-que-não-sou-mal educada-como-o-papá" disse: "Agora que xou piquinina digo pucaria max quando for grande vou dizê merda como o papá" 

Os exemplos vêm de cima e são para se seguir e se o papá diz...tá dito.
No caso do Gu-gu ele, rapaz filho de sua mãe, também não diz merdinha, mas cocó. Não se pode dizer nada à frente da canalha, não é? As crianças são todas iguais mesmo as que agora têm 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90 anos.

Obrigada

Pelos vossos desejos sinceros de Parabéns ao pai das Pulgas - meu genro.
Já os entreguei e em nome dele e da família agradeço.
Aproveito para rectificar o dia da Festa, não é Sábado, mas Sexta-feira.
O convite está feito resta esperar pela comitiva.
Ah, o lugar...esqueci-me de dizer... é aqui no meu rural.

quarta-feira, 23 de março de 2011

É dia de festa na quinta ...e no Sábado

Por que hoje o pai das Pulgas faz anos, (somente 32 anos) é dia de jantar na casa da família Pulguedo.
Sábado é aqui no meu rural. Sim, que o rapaz não queria nada (é sempre assim), mas vai ter, "uora" se vai. No ano passado foi surpresa e ele ficou assim como que...sem palavras...sem jeito e: caramba rapaz, não é sempre que se faz um 31!

Mas este rapazinho (como às vezes o chamo) faz mais do que um 31 à vida dele para ajudar a minha vida e nunca me diz que não a nada...nada.
Ele trata da tia-velha quando vou de férias. E que grande responsabilidade! Vem cá buscá-la para a levar a jantar a casa das Pulgas volta para pô-la. Ajuda-a...mais do que...eu possa sequer imaginar! Isto sem falar da paciência para a aturar. E ele é sobrinho-neto por afinidade. Esta é... uma forma singela de lhe dizer: Obrigada.
"Atão"  sábado a festa é por minha conta. E venham todos que há lugar. E já sabem: "Barriga cheia e oferta debaixo do braço." 

Não, não é hoje..É Sábado. Dá tempo a comprar a prenda. E a encher a barriga! (Aceitem o convite, vá lá!)

Se tu visse u qu´eu vi ó...i...ó...ai

Bem, vou tomar fôlego para relatar...(aqui na minha terra relatar é dizer mal ou falar mal dos outros, mas não é nesse sentido)..."dinfiada" o que eu vi na padaria.

"Aquintrodia" fui comprar pão à noite. Fui com o "mê chôfer" (uma espécie de dois em um: motorista e marido) tal era o apetite de pão fresco. ("Nã  tou pranha" caramba, não se pode ter um desejo?)
Lá na padaria e, enquanto se espera que o padeiro venha perguntar "o que vai ser..." vejo e o mê senhor também (pois ele olha para onde eu olho) um murganho passar do compartimento de atendimento ao público para o sítio onde se faz o pão. (Prontes, ele também gosta de pão fresco à noite e não espera para ser servido, serve-se.)

Quando o padeiro veio e antes que esquecesse o mê senhor (que é o cabeça de casal por isso é quem fala; a mulher não abre a boca...) disse-lhe que um ratinho tinha saído das paletes e entrado.

O homem sorriu com tamanha naturalidade como se disséssemos que tinha entrado Jesus Cristo na cruz ou até mesmo o Muammar al-Gaddafi.

(Agora está na altura de erguer as sobrancelhas até à raiz dos cabelos e abrir bem a boca como se dissessem Ahhhh e oiçam esta resposta)
- Ahhh...assim que se abre a porta, eles entram.
Destroçar...ou deserguer as sobrancelhas. E fechar a boca também não vá o murganho estar atento...

Hummm, já sei que estão a dizer: "Olha! Ela não disse se comprou o pão ou não?! " Não disse nem digo ora bolas, tenho de dizer tudo, tenho?

terça-feira, 22 de março de 2011

Era uma volta que tenha a dar, pronto, já dei.

Não pude evitar. Tive de dar a mão à palmatória e fazer a fisioterapia  aos dois braços e antes que me perguntem, não não caí. E sim, foi necessário.O problema arrastava-se e tive de....não havia nada a fazer e ninguém. Só eu.
Aliás, já não me lembro a última vez que fiz. 
As dores pioravam e aumentavam a cada dia. A consciência pesava e ...
...Quando acordei pensei cá comigo: " Não passa d´hoje! Tenho de fazer a fisioterapia! Há "canos" não a faço! É uma volta que tenho a dar e quanto mais cedo melhor!"

Há já algum tempo que sentia que tinha de ser, mas o problema é que coloco outras coisas à frente, não do nariz, mas à minha frente e a fisioterapia foi atrasando. Mas resolvi que tinha de dar este passo, mesmo que fosse mal-dado.

A "doença" (que não é doença nenhuma) cresceu, aumentou depois de vir de férias e claro, o desleixo a desmotivação foram factores determinantes ao desmazelo, não é sempre assim? A pachorra para me deslocar até lá e a paciência para estar ali a: levantar-baixar-esticar-encolher-puxar-dobrar-empurrar para a esquerda-direita-direita-esquerda. Pegar num peso com a mão direita, esticar o braço, movimentar até meio corpo, desfazer...e esticar para fora, sem deitar o peso ao chão, sinceramente, aniquila-me o desejo. Difícil para mim, que não aprecio!
Mudar de mão.Fazer exactamente a mesma coisa. Cansativo!

O esforço (para não me lembrar) a preocupação...(de fazer o esforço para não me lembrar)...tomaram conta de mim e decidi que não passava deste dia e por fim ... ao fim de algum tempo...passei a roupa a ferro.

Fotografia: Vila Nova de Santo André

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pá próxima ponho uma barriga falsa e ala que vai disto

 Fui à Segurança Social tratar de uns papéis que já estavam criando raízes devido ao tempo (não clima, tem chovido bastante, mas ao tempo que estavam para entregar). Já foram a Londres e vieram e neste ir e vir passa o tempo.

Poça, até achei que tinham um "camadão" de olhado por que de cada vez que lá ia faltava sempre uma coisinha. Esta foi a quinta vez!

Indo eu...indo eu...o Gu-Gu a cuidado do avô, chego lá pelas 15 horas, ainda faltavam uns minutos. Tiro a senha que agora é com senha...e se querem saber...piorou. No tempo em que não era de senha a coisa andava e bem.

Senha 49. Ia no 32. "Vou amarelar aqui!" pensei. 
Sento-me, que esperar de pé é uma canseira. Espero pela minha vez. Entretanto tiro o livro e folheio para passar o tempo, mas sem tirar o olho de quem entra e sai e do placard.

 Entra uma grávida (e bem grávida) com um grande "pandeiro" passa à frente. Logo a seguir uma mamã empurrando um carrinho com um minúsculo lá dentro. Passa à frente. Mais uma grávida, não tão grávida como a primeira, passa à frente. Outra mamã com  bebé ao colo prá í com 5 meses, passa à frente.

Irrito-me. Solta-me a brotoeja, o tique no olho direito começa; pareço um pisca-pisca, a hemorroida lateja e coço-me. Não me coço, telefono ao mê senhor.
- O Gugu acordado? - pergunto.
Não - respondeu - Porquê?
- Pena! Para o trazeres. (Só não tive coragem de dizer: acorda o gasguito. Já!)
- Hã? O quê? - fica admirado sem perceber...
- Sim, quem tem pequenos passa à frente. Devia ter trazido o rapazinho. Já tava despachada.

Lá pelas 17 horas estou na rua. Safa, tiro as gotas de suor que ainda estão coladas na testa e sacudo-as para o chão. Esta coisa de serviços públicos é mesmo uma chatice para quem não tem tempo...nem bebés.

sábado, 19 de março de 2011

Fim de semana, pois então! E é dia de...

... De arrumações. Aproveitei para arrumar este pardieiro. "Já não era sem tempo" dirão vossas excelências, mas o tempo falta-me.  É verdade. Julguei que aposentada irei ter tempo de cruzar as pernas, mas cá nada! É que o dia continua a ter as mesmas vinte e quatro horas...


E hoje é Dia do Pai, além de Sábado e fim de semana. Caramba! Tanta coisa junta, podíamos poder (credo que redundância) escolher: Sábado, Fim de Semana ou Dia do Pai?

Eu escolheria Sábado!
Adoro Sábado, só o pronunciar da palavra dá-me aquela sensação de bem-estar. De relaxada (salvo seja, que relaxada aqui no meu rural é pessoa de maus bofes!)
Mazé meus amigos estive a arrumar esta coisa chamada  blogue . Mudei a foto de perfil e a do cabeçalho. Cansei de amarelo, além de que amarelo faz a boca grande. Para a dizermos temos de abrir bem a boca, "fica foleiro" e parecemos a MMG (Manuela Moura Guedes)
Azul. A boca fecha-se para pronunciar esta palavra. Fica assim uma boquinha de coração.

Prontes, agora tá na altura de fechar a boca depois de terem experimentado dizer: azul e amarelo.
Venham daí ver algumas das fotografias de Londres entrem  por aqui, se faz favor. Divirtam-se e aceitem a minha beijoca daqui deste lado do mar.

BOM FIM DE SEMANA a todos.
Ah,  "mesquecia-me"  para os Pais...olhem, levem uma beijoca também.

Fotografia: Londres, férias Março 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mas porque não me avisaram que ...

Deitem as mãos à cabeça, vá lá todos ao mesmo tempo. Agora tirem da cabeça e coloquem na boca como se estivessem a aquecer as mãos. O que vou dizer merece um: OOOOOOHHHH!! Daqueles verdadeiros, de admiração, mas reprimidos. Não digam!

Mas... porque não me avisaram? Porque não me disseram que...?
Sim, família, amigos reais, mais os amigos que me visitam, que me comentam e não houve uma alminha que me avisasse que...esperem... embarga-me a voz e vai custar a dizer, mas cá vai: Ninguém me avisou (ou pelo menos alertou) que fish and chips ENGORDA!

Tou zangada com toda a gente, a começar por mim que também sou gente (burra, mas sou).
Ai Mê Dês, vim de Londres com excesso de bagagem no corpo. Dois quilos. Dois quilos? Bem, não foi só fish and chips, foi também...outras coisas...(boas, daquelas que levam molhos) e sem contar com o Bacalhau à Braga comido num restaurante português (caro como estrume) e o hot dog em London Eye (o da foto). E nos entrementes mais..."prova este aqui" "aquele acolá". Come. Come. Era a palavra d´ordem. E eu  como não faço a desfeita e não quero ser indelicada, comi.
And...agora que meti pelo cano abaixo, dois quilos, uns míseros dois quilos que vendo bem não foi nada mas, tenho de desfazer...
E se em vez de uma semana fossem quatro?

Uma semana dois quilos...
Duas semanas quatro quilos...
Três semanas seis...
And, parou!
Caramba, podia ser mais. Faque! 

And é uma piada a uma pessoa que conheci em Londres que em toda a sua conversação metia o and, era mais and...a...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Não é que agora sou rei?!

Ele, o mê senhor, sentado. Eu de pé. De repente, olha para mim e diz, mirando de cima abaixo e de baixo acima, e eu a pensar cá comigo: Hummm, o gajo vai dizer que tou linda, que sou a mulher dos seus pensamentos, que sou uma anja, a mais bela, que só tem olhos para mim, que eu ocupo o seu pensamento, que...

Mas.. em vez disso...
- Tu hoje pareces um rei! Daqueles da nossa historia...
E eu a olhar para mim mesma, a ver o que ia sair dali. E pensava: " mas que tenho eu para parecer um rei? Se ainda fosse rainha! Se tivesse ostentando riquezas...
E continuou expressando com as mãos (que é o que mais usa para falar..)
- Esse pullover largo e comprido (que é moda, mas ele não sabe)... essas calças justas...( leggings, moderníssimas, mas ele não sabe!)...só te falta a coroa. 
- Mas eu tenho. Tu não vês, mas eu sinto-a.
- Aaaahhhh,- e fazia-me...corninhos. E ria-se, o "estapilha dum raio".

E eu a pensar: "Ainda bem que já tirei  as botas canão ...é que era mesmo o Henrique VIII!"

E anda aqui uma mulher, eu, a aturar isto há 33 anos. E não há forma de mudar. De marido? Não.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Não sei o que se passa......

Só queria saber se há mais alguém a quem tenha acontecido desaparecer a foto de perfil de seguidores no espaço onde se lê: "Seguir"?
A mim, todos os dias desaparece um ou dois. Mas o caricato é que na página de perfil dos seguidores que desapareceram (do meu) está lá o meu link "nos blogues que estão a seguir". Estranho, não é?
Até há algum tempo atrás sempre que punha o cursor em cima da foto do seguidor mostrava-me o link e por conseguinte nome do blogue. Agora...catrapum......foice, bem como alguns seguidores.

Se por acaso eu desapareci...não, se a minha foto desapareceu nos seguidores no vosso blogue, digam que eu volto a repor.
Por que por uma questão de equidade: eu sigo quem me segue. (Mas há quem eu siga que não me segue, mas prontes, não faz mal. Nao deixo de seguir por isso).

Este blogger está a deixar-me desiludida! Não tarda nada...dou uma volta.
Pronto, já dei (a volta).

Ah, só para acrescentar que esta situação só acontece neste blogue (avogi) no das fotografias não (www.omeurural.blogspot.com)

Tou à rasca!

Estou derreada (como as mulheres de Câmara de Lobos quando os maridos chegam da pesca). Sinto-me como se tivesse estado a descarregar areia de um camião, com as mãos.

Cansada! Com o corpo todo partido, o rabo a latejar, as costas quebradas. Não sei porque razão; não trabalhei de cócoras nem a fazer a dança do ventre, mas enfim a idade pesa, mais a uns que a outros.

Ou então esta "derreação" deve-se a saber que nem os reformados escapam! Também estou à rasca. Preciso é de aumento e não que me tirem dinheiro da reforma. Caramba. Toda a vida foi sempre: paga paga paga. Doeu e muito. E ainda vai doer vai.
E agora...
Agora, há cinco empresas interessadas em mim que não param de me ligar. Todo o dia atendo o telefone.

Levanta-baixa-levanta-baixa o auscultador e isto cansa, não sou de ferro! (Deve ser por isso que ando derreada). Todas querem saber: se sim se não. Então? perguntam.
A cada uma digo apenas que esperem. Estou a tomar decisões e levo algum tempo. Mas estão impacientes...
Precisam de mim...

Eu sei que não devia divulgar as cinco empresas interessadas em mim que não param de me ligar até por que este não é o sitio correcto para fazer publicidade, mas cá vão: água, luz, telefone, gás e tvcabo.

terça-feira, 15 de março de 2011

"Nãããããã Póóóóóssssseeee!"

A minha tia-velha fez-me lembrar uma aluna que tive em Câmara de Lobos que só dizia: "Nã poooosse" quando na cantina, lhe pedia para comer a sopa.
- Tens dores de barriga? É o dente a doer? Tá quente?
- Não - respondia.
- Então come a sopa.
- "Nã pooooooosse!"
- É a cabeça a doer? - perguntei ao vê-la com a cabeça entre as mãos. 
- Nããã!- respondia com ar aborrecido quase a chorar.
- Ó rapariga, então come a sopa. Despacha-e para ires brincar.
- "Nã pooooose!"
- Não tens fome? - E ela respondia que sim com a cabeça - Então come.
- Mas eu "Nã poooooosse!"
- Mas... por que é que não podes? - perguntei já aborrecida com a situação.
- Nã tenho colheeeer!

A tia-velha foi diferente.
Coloquei-lhe a sopa e a colher à sua frente ao mesmo tempo que preparava o segundo prato.
Comeu a sopa e...
Oiço um barulho esquisito de metal a bater no prato. Uma arrastada...
Como eu não tinha colocado a faca e o garfo, comeu de colher o arroz, a carne e os legumes empurrando-os com o dedo.
E não disse: "Nã poooooose!" Desenrascou-se.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ao fim de algum tempo após nos conhecermos decido que era hoje o dia

Começo por abrir parêntesis (Espero que o  mê senhor não leia o que aqui vou escrever. E vou fechar parêntesis)
Decidi que ao fim de algum tempo de vida conjunta hoje seria ideal para dormir com o meu toy-boy ruço.
Já aqui referi que assim que o mê senhor sai da cama e de casa eu meto um rapazinho por ela adentro (ela, casa).

Hoje ele chegou assim que o mê senhor saiu. A cama ainda estava quente de um e aproveitei esse calor para o meu toy-boy.

Mas ele não estava para aí virado. Queria os preliminares antes dos preliminares, ou seja o pão, o sumo, as bolachas e o meu colo quente. Disse-me que tinha saudades do meu calor de velha, do meu colo franzido, do meus braços cansados.
Eu fiz-lhe a vontade, e porque não? Ele merece. Atura-me todos os dias a troco de umas carícias, de uns carinhos.

Após este preliminares, sugeri irmos para a cama. Sim, é verdade, há já algum tempo que queria estar com ele na cama. Aceitou sem dizer nada. Calado, foi à minha frente.
Fechei a janela, escureci o quarto para melhor desfrutarmos dos nossos corpos sem nos vermos. Não queria que ele visse o meu corpo franzido enrugado, nem os meus olhos abertos.
Esticou-se primeiro, enrolou-se de seguida assim como um gatinho à procura de calor.

Não deu tempo para muito. Só passei o meu dedo indicador pelo seu corpo jovem, desde a cabeça aos pés. Riu-se. Olhava para mim. Voltei a passar o dedo nos seus olhos e pestanas para ajudar a que os mantivesse fechados. Nem se mexia.
Não deu tempo para mais nada. Dormimos lado a lado ele. Eu somente trespassei o meu braço pelo seu corpo para sentir que ele ainda estava ali, ao meu lado.
Foi o primeiro a acordar. Assim que abriu os olhos, levantou-se e indicou-me o caminho para a cozinha.

E lá fui eu preparar a sopa para o mê Gu-Gu.

sábado, 12 de março de 2011

E como hoje é o dia dela....

Estávamos, eu e ela, a arrumar a sala para a festa logo à noite. Eu a esticar-me para colocar um quadro na parede, ela sentada... eu sei, devia sr ao invés: eu sentada e ela a trabalhar, mas caramba é o dia da festa e a rapariga é nova, tem ainda três anos e vai ter tempo de...e os seus ossinhos são fracos, os meus já estão calejados de trabalhar...
Então estava eu esticada a mais não poder; ela a meter-se comigo, dando aquela força mental, a esforçar-se para me alegrar e também para não me sentir incapaz de colocar o quadro sem ter de subir a cadeira.
Diz-me:
- Tu não chegas. Tu és baixinha.
E tomando fôlego acrescenta - Como eu.

Eu, muitas vezes chamo-a de Baixinha. Realmente é pequenina em relação aos da sua idade. Mas a falar...ui, ninguém a ultrapassa.   

Olha, ouvi dizer...

...Que o pai e a mãe das Pulgas casaram no mesmo dia?

Não pude deixar de rir ao ouvir a Pulguinha, no pico dos seus três anos feitos ontem, e festejados hoje e amanhã, dizer-me baixinho como se de um segredo se tratasse, mas com meandros de coscuvilhice:
- Sabes avó, o pai e a mãe casaram no mesmo dia.

E à mesma hora e na mesma igreja e fizeram a festa conjunta sempre ficou mais barato, acrescento eu.

De pi-canino...

...É que se torce o pepino assim se diz, mas isto não tem nada a ver com dizer, com torcer nem tem tão pouco com pepinos, mas tem tudo a ver com pi-canino como diz a Pulguinha quando se refere a ela: "Eu sou pi-canina."

A sua voz esganiçada de três anos, a sua desenvoltura e expressividade, a  forma de mandar ou de julgar que manda... e de pensar que sabe tudo é que nos faz rir, pois é uma adulta em miniatura.
Ao arrumarmos as compras do supermercado ela tira de um saco uma garrafa de Sunquick segura, levanta e vira-se para mim...
- Avó, isto é poncha, não é?

Ora lá se ela não sabe!
E...Quem sabe sabe, conhece bem como é gostoso...qual gostar de alguém. Gostar de poncha.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Já tenho acentos e assentos

"Aquase" que não chegava,  faque! (Ainda tenho resíduos e má educação londrina. Shite isto custa a passar! Ah, os ingleses são todos bem educados onde é que ela ouviu os palavrões? Estarão a pensar! Eu digo, mas noutra publicação. E ouvi logo no dia em que cheguei. E se fosse só estes! E digam comigo: "andar com portugueses aprende-se a falar inglês. Do bom. Do British.")

Mas já cá tou. Com acentos e no meu assento. Ele, o meu assento, olhou para mim com ar de quem:  já vem esta pa sentar o cesso aqui e não me deixar respirar! Acabou-se o ar puro. Agora vou ter outro ar! Impuro.

Mas vou contar a minha saga da perda do avião, não hoje que tenho pó para limpar, roupa para lavar, e mais? Ah, a bruxa de Portobello...( não é o livro de Paulo Coelho, não)...a minha empregada, pumfff, meteu o dia de folga, a sane ove a biteche.

E mais ? A minha filha que é uma grande Pulga e boa comó milho "estraçoado"  convidou gente, muita gente, para a festa da Pulguinha amanhã. Só resta dizer onde é a festa. Preciso de dizer mais, ou adivinham?

Atão minha gente hoje não me vão ver nem aqui nem em lado nenhum e já tenho saudades de saber de uma boa conversa, de uma boa bilhardice, de uma boa leitura.

Fotografia: The Clock Tower ou Big Ben

Só mais uma coisinha

A todos os que deixaram mensagens de Parabéns à minha Pulguinha, em nome dela e de todo o Pulguedo eu agradeço aqui neste espaço.
Isto sem vocês... não é nada. 
Sointo-me honrada e feliz por ter vocês por perto e sempre aqui ao lado esquerdo. Dentro do coração. 
OBRIGADA.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Hoje é dia de festa

E hoje a Pulguinha faz tres anos.

E quase que os avos nao estavam na festa fazendo juz a sua frase: "Nao vais a minha festa."

Rebelde, esperta, atrevida, faladora, simpatica e acima de tudo expressiva.
Esta Pulguinha e uma reguila.

E usando o adjectivo com que se caracteriza: Pirosa. Que na sua forma de dizer e como se fosse um elogio. Es uma pirosa com apenas tres anos.

PARABENS Minha linda Pulguinha.
Hoje estaremos juntas.

E continuo sem acentos graficos

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ter uma coisa e perder!

Eu tive-o aqui, na palminha da mao e perdi. Mas como se perde uma coisa desta forma e deste tamanho?
Um par de oculos, uma mola do cabelo, uma bolsa, uma camisa, uma jaqueta, mas... um aviao?
Como e que um objecto daquele tamanho escorrega por entre os dedos? Bem, por entre os dedos escorregou mas foi uma nota para pagar uma nova passagem.
E foice pela pista e eu a ver! E a resondar o comandante e toda a gente que ia dentro. Como se eles fossem culpados.
Mas quem vai assumir a culpa? Quem? Eu, claro!

Posso dizer uma palavra feia? Oquei, vou dizer mesmo sem me permitirem: Shite, nao era esta mas agora fica. Era uma bem pior, assim para o lado de faque (em ingles)

Ah, acentos graficos e cedilhas nao existe neste teclado. Faque! 

Jantar com os bombeiros não me esperava nada!

Ontem fui jantar a casa de um amigo. Jantar óptimo. Costeletas grelhadas, mas...
O apartamento cheio de fumo. Ele na cozinha nem o víamos.
"Olha, está fumo na sala" dissemos-lhe. "Fechem a porta" respondeu.
Assim se fez. Porta fechada com ele dentro.

Estava eu no escritório dele, perdão, na casa de banho, quando o alarme toca. Ai, que susto. Dei um pulo da sanita.
O fumo foi tanto que o alarme desatou a tocar. Não parava! As pessoas do prédio saíram à rua, a maioria acima dos 65 anos, algumas com mobilidade reduzida, alarmadas, preocupadas.
O meu amigo continuava a fazer o jantar. E grelhava! E grelhava! O fumo aumentava, o alarme a tocar.
Ao longe ja ouvia a sirene! Chegam os bombeiros com todo o apetrechamento. Mas que grande aparato. Desligam o alarme. Mas queriam certificar-se que estava tudo bem.

O meu amigo nunca saiu da cozinha...e continuava...a grelhar ...impávido e sereno. Como disse ele: "tinha o jantar para fazer".
Assim que os quatro bombeiros saíram o que se fez? Isso mesmo: comeu-se as costeletas.
E sem gosto a fumo!

terça-feira, 8 de março de 2011

E hoje é o dia da Mulher

E é só hoje?
Cá p´ra mim todos os dias são o meu dia  porque todos os dias eu sou mulher.

E sai esta mulher do seu habitat para ver nevar e cá nada!
Ando a rezar e a cantar: vai nevar, vai nevar, vai nevar.
Também não acrescentei onde.
Mas bem podia ser aqui, em Londres.
Afinal, a  neve foi de férias para  a Serra da Estrela e Areeiro (Madeira)

Deixo aqui o meu desejo de que hoje os homens se sintam felizes por haver mulheres.
Um grande beijo a todas as que me visitam e aos homens que por aqui passam façam das suas mulheres a MULHER.  

Feliz Dia da Mulher.

Bom Carnaval


Para qualquer direcção é sempre Carnaval.

Fotografia: Londres, hoje.    

domingo, 6 de março de 2011

Agarrei e não mais larguei!

Eu....
Que não consigo agarrar os números da sorte, que não tenho jeito para segurar uma bola, que não soube agarrar um homem rico nem agarrar as moedas que me escorregam entre os dedos.Que deixo a loiça cair e até fecho os olhos.
Eu...
Que detesto quando alguém se gruda e não desgruda. Que agarrar é sempre uma dificuldade...
Agarrei e ainda não a larguei.

Mas também...e é para ti que falo ó malvada constipação do caneco, digo-te o que disse a camacheira quando o namorado...a agarrou e ...enfim, a fez dançar o "bailhinho" no chão do palheiro: "Ó Manel , já que tá deixa ficar!"
Bem-vinda!  

sábado, 5 de março de 2011

Fim de semana, pois então e vamos lá entender porque razão...

...Havendo tantos marcadores de página (lindos, com mulheres nuas, com homens nus, com flores, com reclames de livros novos, da Hello Ktity) ainda há umas alminhas que dobram a folha do livro para marcar a página que estão a ler?
A precisão com que fazem o triângulo no canto superior, dá-me cá uma gana de estracelhar as mãos de quem faz.
Uma brotoeja nasce e a "almorroida" fumega e depois há aquele desejo mórbido de bater com um martelo nos canhotos das mãos.

Adorava saber a razão. Será falta de marcador à mão? Hábito? Ou simplesmente...falta de civismo? 
Irrita-me ver a forma como se trata o livro.
Bem, enquanto fico a pensar em mil e uma razões para esta atitude desejo a todos um bom fim de semana.

Não. Desejo UM ÓPTIMO FIM DE SEMANA

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mas estes dias passam por nós sem os vermos

Fui ao "Funchial" ou "cidiade" (é assim que algumas pessoas dizem) entre as quatro e as seis e a tia-velha ficou em casa como é perfeitamente aceitável; pois que ir com ela para a cidade teria de sair de véspera e só chegaria à noite do dia seguinte (isto para não exagerar) além de parar, encostar e sentar em todo sítio e estar sempre cansada. Por isso fica em casa e porque eu vou num pé e venho noutro.

(Adiante para não me perder e começar a fazer um caldinho de peixe e acabar numa sopa de carne que é o mesmo que começar num assunto e acabar num outro ou...pumf....esquecer-me, como já me aconteceu por isso: fecha parêntesis).

Atão a tia-velha ficou em casa.  Deixei a porta trancada porque ela tem uma tendência de ir para a rua, estando sol ou chuva. E chapéu para o sol ou para  a chuva os grades já roeram, por ter deixado no quintal.

Ao chegar a casa dei por falta dela. Procuro em todos os cantinhos onde ela poisa. Vou ao quarto e... está a dormir uma soneca.
Acordo-a dizendo: "Venha tomar um cafezinho". E claro, logo pula p´la cama fora pois a "viceira" é tanta no café que até corre.
Chega à cozinha e:
- Bom-dia - diz, esticando o pescoço (ela é baixinha) como um passarinho para o beijo matinal.
- Boa-tarde! E já deu beijos hoje (é que sempre que se cruza com alguém espeta o pescoço para o beijo). Não está de manhã. Olhe para o relógio. São seis horas da tarde! - Disse-lhe.
Olha para mim com cara de zangada...e se pudesse, engolia-me inteira.
- Para que me deixaste dormir até às seis da tarde!

Pertantos, um novo dia nasceu entre as quatro e as seis da tarde e enquanto dormia. Só ela deu por isso.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Hei, você aí

Vamos lá a aproximar a cabeça do monitor. Ei, não batam com ela canão piora a situação. O que vou dizer é sério. E vou falar baixinho.

Sabem que eu uso aparelhos nas orelhas (e se fosse só nas orelhas!) Eu oiço mal, muito mal, sou surda não profunda mas sou e preciso de ajudantes para ouvir melhor sem ter de olhar pás beiças das pessoas ou  imaginar o que estão a dizer.

Mas estes dias andei sem um deles.
Não notaram que eu falei muito alto? E até punha a mão em forma de  funil na orelha? Nem repararam! Não faz mal!

Atão venho só dizer isto: Eu hoje oiço até muito, por isso tenham cuidado nada de falar mal de mim, bem até podem, que isto de ter um blogue é só mesmo para se gabar e ser gabada (há cada panca neste mundo!)
Mas como estava a dizer isto de ser surda tem o seu interesse, às vezes, mas agora oiço bem ...demasiado bem e ao longe atão nem sei o que diga. Aliás digo: oiço melhor ao longe que ao perto. Estão a fugir? A afastarem-se? Já estão preocupados? 

Pedi ao técnico para aumentar o volume. "Ponha alto, muito alto". 
Pum...catapum, pum...catapum o meu coração. Quero ouvir tudo e não perder nada. Ouvir o que se passa no Brasil ou no Norte de África sempre é mais perto. Caneco, tá mesmo alto, tenho de baixar canão endoideço! Vou sentar-me pode ser que resulte.
Mas que maravilha! Até oiço os meus dedinhos a bater nei teclas! Impressionante! O que tenho perdido! Espectáculo!
Oiço agora o vizinho do lado a falar ..bem...a brigar com alguém e agora...
Não é que deu um traque? Um daqueles...enjoentos!
Vizinho!? Ouvir não me importo, agora cheirar...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Será esse realmente o objectivo do blogue?

"Eu acho que quem tem blogues públicos deve tentar fazer dinheiro com eles!
O objectivo dos blogues públicos penso eu é ter reconhecimento, elogios, se gabar, ensinar, destruir, elogiar, fazer publicidade a outros e ganhar por trás, por isso estupidez é quem se dá ao trabalho de andar por aqui só para se gabar...pelo menos que ganhe algum.

Quem me dera ter cabeça, jeito, tempo e vaidade para ter um blogue ...ia também ganhar euros."

Comentário deixado neste artigo e transcrito aqui na íntegra. Escusado será dizer que era anónimo.
Não sei não,  mas cá para mim o (meu) blogue só serve mesmo para me gabar e receber elogios.
Ainda bem que este anónimo não tem cabeça, nem jeito, nem tempo, nem vaidade para ter um blogue, "canão" era mais um/a a se gabar, a se elogiar, a destruir, a ensinar, a fazer publicidade a outros e ia ser estúpida de se dar ao trabalho de andar por aqui só a se gabar sem receber uns euros.

E por falar em se gabar...fotos de umas férias em família. Não é para me gabar, mas foi das melhores férias que fizemos: Roma e Cruzeiro pelas ilhas gregas com saída de Veneza. Nada melhor que um passeio de gôndola em família, visitar o Vaticano e nadar  mar Egeu.  
E continuando sem me gabar digo, para mim o melhor que tenho é a minha família. Por isso deixem-me ser gabarola! Tenho imenso prazer em falar dela (da minha família) e não da dos outros. 
Fotografia: férias e cruzeiro em família 2007

terça-feira, 1 de março de 2011

E o mê Gu-Gu é o trabalhador rural

Não sei não, mas este mê Gu-Gu não me pode ver sentada. Vem logo dar-me a pá e a vassoura.
Ele não fala, comunica em gestos tudo o que quer. (E só me faz lembrar o seu rico tio-o Bisalho que era assim tal igual, até na forma de ser. Chato, tremendamente chato)

Sempre que descanso este corpo Danone...(pronto eu bem vejo o esboçar de um sorriso malicioso)...já cansado do peso da idade o rapaz vem logo com os ditos instrumentos.

Ainda lhe digo: Ó rapaz deixa-me descansar os calcanhares que estão a arregoar como os figos no verão! Mas ele vira-me as costas e aponta para a pá e a vassoura.

Nao querem lá ver que vem ensinado! Deve ter sido a empregada aquela bruxa que nada faz!
Eu penso...(uau eu penso... até me admiro...às vezes)...que se lhe perguntarem com que brinca na casa da avó, e se ele falasse diria logo: com a pá, a vassoura, a esfregona, a banheira cheia de água (com as camisas que deitam cor até encharcar as mangas) os Tupperware, o comando da televisão, as garrafas d´água, as taças dos cães...(sim, ele é o rapaz que arruma as taças assim que os grades acabam; vá lá sempre é uma ajuda!) 
Não fiquem admirados, não é escravidão é mais servidão infantil.

Atão ele está aqui o dia todo e não vai ajudar a avó? Isso queria ele, mas tem de trabalhar que: "é de  pequenino que se torce o pepino" e vai aprender a ajudar os que mais precisam, neste caso: eu.