Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

- Avó, se...

...Eu comer muito tomate fico com o cabelo vermelho como o da mãe? - Pergunta-me a Pulguinha.

E eu que tenho resposta para tudo por vezes fico encavacada com estas tiradas de flecha que saem da boca dela.
- Sim, claro. E deves comer também muitos bróculos... e muitas cenouras e ficas como o cabelo às cores.
Mas atenta no que te digo, minha querida netinha, coisa "mai lhinda" no mundo não há, nunca, mas nunca comas couve-flor.

(Que mania tenho eu de escrever bróculos, sabendo que é brócolos!?) E antes que seja tarde, vou copiar para a sebenta 50 vezes: "brócolos" a ver se a coisa entra nesta cabeça de vento. 

Brócolos...brócolos... brócolos... brócolos...mais brócolos... brócolos...

Fotografia: A Pulguinha, na rua, a ler.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Se me lembrar...penso e devo pensar quando me lembro

A tia-velha dizia ao deitar portanto, ontem à noite, que sabia...e dizia ela: "eu sei que dou muita maçada; sou chata; teimosa; tenho a língua afiada; sou confiada" (ora se sabe!) e a tudo eu dizia muito, bastante.
Ripostou ela: -  Pensas que eu não sei?

- Sabe? - pergunto-lhe admirada!
- Eu sei. E penso muito nisso! - Com cara de quem tem a certeza e sabe do que fala.
- Pensa?
Logo ela que não pensa em nada, que tem tudo feito, nem sabe dias nem horas, se é de dia ou noite. Que até para as sua necessidades fisiológicas sou eu que lhe lembro para as ir fazer...

Que só sabe pedir água, água...(ainda vai criar rãs no estômago, mas enfim...) E continuava eu: - Mas, Pensa? Quando?- Esperava que me dissesse: "à noite na cama quando me deito", ou "sempre"..."muitas vezes"..."todo o dia" ou ainda "quando te vejo esbaforida com tanto trabalho!"
Resposta dela.- Quando me lembro!
É que deve ser praí uma vez por mês. E eu que pensava que era sempre ou muitas vezes! Povo-enganado!

Fotografia: Eu (AVOGI) no dia em que fiz anos, 17 anos. Os corações são os balões. Tenho a coroa na cabeça e flores nas mãos. Desenhado pela Pulga (5 anos) explicado por ela.

Inseparáveis

Temos uma relação para durar; pelo menos enquanto houver, e quando não houver...parte-se para outra.

Mas estas cerejas deixam-me de água na boca. Satisfeita, direi. São de Portugal (nem sei de onde, mas também não importa) e são deliciosas.
Comprei-as a 1,99€ enquanto que as regionais (do Jardim da Serra, terra das cerejas, até há uma festa em sua homenagem ) são a 2.99€.
              
Diferença não só no preço, também no tamanho e na cor. Qualidade? Não sei, não estou em condições de falar na qualidade; se as de Portugal são melhores que as da Madeira ou se ao contrário. Falo pelo que me sabe na boca. E as do Jardim da Serra (da Madeira, portanto) não me satisfazem também pela diferença no preço.
Por raio têm de ser mais caras estas cerejas? E nem são apelativas.
E não me venham pedir para consumir o que é regional. Estavam lado a lado em caixas na prateleira do supermercado e as minhas mãos foram logo para as mais baratas. Se querem que se consuma o que é nosso baixem os preços.

E como as cerejas são como as palavras, como para me calar, mais umas mãos-cheias das que estão na primeira imagem.

Fotografias: cerejas de Portugal (e já não existe nem uma para contar a história) e as do Jardim da Serra.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Irra, será que nem posso tomar um belisco de um café?

Ontem à tarde fomos em pacote familiar comprar pão e beber um café que a avó e o avô só funcionam depois de beber o néctar que lhes apraz (e se repararam no começo do texto: "ontem à tarde" e se eu só funciono depois de beber café, isto quer dizer que eu até à tarde não funcionei). Lá no sítio, as Pulgas sentam-se sempre ao meu lado. O avô vai fazer o serviço de cafetaria, traz o café e coloca na mesa; a Pulguinha ajuda; mexe com o pau de canela e...fossadinha, derrama a bica.
O avô vem com o meu carioca, põe na mesa; a Pulga estica a mão para tirar um guardanapo, para limpar a fossadinha da irmã, no preciso momento em que o avô coloca o café em cima da mesa e...fossadinha, derrama o café da avó.

Ficam ambas tristes. E noses, atão nem se fala! Lá se tinha ido o néctar sem provar um trago!
O avô vai buscar um novo carioca e digo-lhe para deixar à minha frente, portanto longe das Pulgas, ele põe o café na mesa, esbarra e...fossadinha, derrama o café.

Irra, será que não posso tomar um carioca? Ou...

Na próxima vou ao café, com o avô e sem Pulgas...
Ou sem o avô e com Pulgas...
Sem Pulgas sem avô...Sozinha...ou comigo...
Ou...peço um galão, sempre tem mais para derramar...

É que geralmente peço uma chinesa (meia de leite, para quem não sabe) ontem só me patecia ...um carioca!

domingo, 26 de junho de 2011

E tem sido assim...

...andar de bicicleta antes do almoço, andar de bicicleta depois da soneca da tarde, andar de bicicleta antes do jantar; portantos de manhã, à tarde e à noite.

Sabem, a Pulga...tinha  a bicicleta desde há dois anos foi-lhe oferecida no Natal de 2009 pelos avós. A rapariga nem queria ouvir falar de bicicleta, andar; rodas; tentar; é bom; vais gostar ...nada. Tinha medo. Até chorava quando lhe dizíamos para se sentar,  experimentar  pedalar, ui a pobre da Pulga encolhia-se; dava-lhe aquela dor de burro na barriga e ficava enfiada, coitada.

O pai (e por insistência cá dos avós que viam o dinheiro mal empregue e a dita a criar teias de aranha, caramba, é da olo kiti! ) trouxe a bicicleta juntamente com a mota do Gu-Gu e o triciclo da Pulguinha. Nem vos digo o quanto custou pôr a rapariga sentada no selim, e hoje depois de ter experimentado, o quanto custou tirar a rapariga de cima do selim. Provou e gostou e agora não quer outra coisa; e é vê-la encavalitada na sua bicicleta a pedalar tal qual Joaquim Agostinho.
Tenho para mim que se deixássemos ainda estava a pedalar. Não há como umas algemas para pôr no pulso da rapariga e algemá-la à cabeceira cama canão ainda se levanta de noite e...vai pedalar.

sábado, 25 de junho de 2011

Fim de semana, pois então!

BOM FIM DE SEMANA.


E obrigada por desejarem que o meu seja também um Bom Fim de Semana.
E está a ser, sem dúvida. Sol, brincadeiras ao sol com Pulgas. Quilos de bronzeador...não engano meu, protector foram empastados no corpo porque estas Pulgas são brancas, branquérrimas, assim tipo alva- branca-das-neves e mesmo os dias ensombrados têm um efeito camarão nelas. Por isso, todo o cuidado é pouco.

Fotografia: As três Pulgas de manhã (caramba, acho que nem dormiram a pensar em pedalar!)

Uma dúvida bem pertinente

A Pulga, com o livro da Branca de Neve na mão, queria que alguém lhe lesse a história. Mas não havia ninguém disponível, ou seja: eu não estava disponível. Então diz ela - Se a avó não poder contar a história o avô conta. - E de repente - Avóóóó....(e este óóó não tem fim)...o avô sabe ler?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ai são joão!...Tu não me faças isso!...

Atão não é que sonhei, nesta noite de São João, que tinha sido chamada para ...trabalhar?
Nem imaginam o desgosto, a "fraima", o sobressalto e o salto que eu dei na cama!
Credo abrenuncia!... É caso para dizer: taquiúpariu (desculpem a linguagem escrita, mas se ouvissem o que disse em boca-pequena assim que acordei deste pesadelo até deitavam as mãos à boca e nunca mais me visitavam! Nem sei como sei tanto palavreado e como penso em tamanha podridão!)
Mas inda bem que foi um sonho, um mau sonho, irra!...
E o pior é que tinha sido só eu (daí o meu palavreado), poças, tanta gente a querer trabalhar no ensino e iam logo recrutar-me. A mim? Logo eu que não quero trabalhar!
Mas tudo não passou de uma partida de São João. Não foi, meu santo matreiro?
E....vou ou não vou...trabalhar?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ceia de São João

 ...Mas também é dia de Ceia de São João.

E serei tida por gulosa se disser que é dos manjares que mais aprecio? Além de ser altamente simples, estupidamente bom e sinceramente uma delícia.
Oras é assim a nossa ceia: simples, boa, deliciosa.

Num tacho mete-se (ou joga-se) lá para dentro depois de se lavar bem e sem tirar as cascas (daí ser simples) as semilhas, as batatas doces, as pimpinelas, o feijão e as massarocas (estas sem casca, lógico), água sal oregãos e azeite.
Noutra panela, o atum salpresado vai a cozer com cebola (sem casca) salsa, azeite e água. À parte prepara-se a salada de alface, tomate, cebola, pepino.
Depois de tudo cozido coloca-se nas bandejas e vai para cima da mesa e agora é que é: Cada um serve-se, tira a casca ou não (eu só tiro a casca ao feijão) e saboreia. Depois ... é repetir enquanto houver e enquanto a barriga comportar tamanha quantidade e leveza. Sim leveza, quisto é leve como uma barra de ferro. Terminamos com uma taça de cerejas (das do Jardim da Serra que são pequenas e por isso é comer às mãos-cheias) e abrunhos.
Para digestivo sai um passeio a pé pela Avenida de Mar a ver se temos mais um ano de vida. Não sabem desta superstição? Se virem a vossa sombra na noite de São João reflectida na água do mar, de um poço ou até mesmo de uma banheira têm garantidamente mais uma ano de vida.
Atão é ver as pessoas a fazerem "macacadas" gestos de braços no ar, saltar, pular e falar alto (como se reflectisse o som ) e dizerem "vou viver mais um ano". Abraços, beijos, juras de amor e projectos feitos nesta noite.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Olha, ouvi dizer...

...Que o Governo, neste caso a secretaria da Educação da Região Autónoma da Madeira, anda  a perguntar se..."Está grávida? Está a pensar ficar grávida?"

"A pergunta tem sido feita nas últimas semanas a funcionários de escolas, infantários e creches de toda a Região. O Governo alega que se trata de um procedimento normal em nome do planeamento do próximo ano lectivo, os sindicatos lamentam a ridícula intromissão na privacidade."

Agora falo eu: Mais palavras para quê? Mas que tem piada lá isso tem e qualquer dia, tirando hoje, ainda vão querer saber se...triqui-triqui (e...quantas vezes), se toma precauções, qual a sua tendência sexual (homem, mulher ou assim-assim) isto tudo em nome do planeamento da escola e dos docentes a leccionar no próximo ano lectivo. Só gostava de saber onde entram as gravidezes não planeadas e/se as docentes serão penalizadas por terem dito que não ("não estou grávida" e não, "não penso engravidar") e afinal: "sim, estou grávida" e não "não pensava engravidar".
Será uma parceria com os Assuntos Sociais na área do planeamento familiar? 

Notícia lida no Diário de Notícias

terça-feira, 21 de junho de 2011

Oh, céus!...Já tou farta do verão!

E ainda hoje começou.

Não, nada disso, eu adoro o Verão. Almoços no quintal, churrascos na serra, pôr-do-sol lá para depois das nove, tardes compridas, calor de tirar a pele, lesmice, pasmaceira, moleza. São os frutos de verão: nectarinas, pêssegos, cerejas, dióspiros (que hoje já avançou um só), as ameixas... 
Ai meu rico verão fica não só três meses, mas para sempre e manda esse carrasco do Inverno lá para o inferno que por sinal é quente como tu. "Estúpida!...Como és bronca! Pois se nunca desceste ao inferno como sabes?" "Não desci nem vou descer ó parva, eu vou mazé pó céu com chinelas e tudo."

Isto sou eu a falar com Moi-Même, aquela parva pensa que eu falo sozinha, a estúpida da empregada!, e eu a responder a ela, e a parva a fingir que não me ouve, por isso não se admirem, ou admirem-se, mas dá-me assim esta paragem no cérebro (no pouco que resta) mal começa o verão. Ou é da  moleza do caracol (que eu nunca comi nem vou comer) que se instala no meu corpo ou da pancada na "cachimónia" que dei indá pouco. É a alegria, é...olhem nem sei, mas sei que estou alegre e prontes. (Isto depois de ter limpo uma grandessíssima "buseira" da tia-velha, não era preciso dizer, mas já agora...)


Fotografia: Maças de Ponte de Lima da casa do projecto-nora

Dar ordens ou fazer-me "tesa" em frente a canalha...

...É sinal que tenho de cumprir o que disse.


Chego a casa  pela tarde, e a tia-velha estava a lastro, ou seja deitada qual bela adormecida à espera do príncipe para o beijo que tarda a chegar.

Vou ao quarto e logo mando-a levantar pois que à noite não dorme e anda a subir paredes.
Digo-lhe: - Na próxima, vou trancá-la na retrete.
(Costumo prometer às Pulgas quando se portam mal que vão para a retrete de castigo, mas ainda não cumpri.)

Mas dizer ou fazer à frente de Pulgas não é bom, aliás é mau muito mau.
Pergunta-me a Pulguinha (3 anos bem espevitados) olhos brilhantes. - Vai ser hoje?
Morta de desejo, morta de não ser a primeira a ser castigada ...na retrete. 

Fotografia: Desenho da Pulga (5 anos) "Bonecas e flores no jardim num dia de vento" (os risquinhos)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu não consigo...

...Comer caracóis...terrestres.

Para mim caracóis deixam baba, logo são babados e coisas babentas não obrigada! E não me digam que é o melhor manjar, o melhor aperitivo e que com cerveja cai que nem ginjas que aqui...(estou a pôr o dedo na boca a indicar lugar onde)...não entra, mas se for uma pratada, um "quilho" de caramujos.... ai aí sim.
Caramujos são caracóis também, mas do mar logo estão e são frescos e salgados. Agora coisas rastejantes na terra...

Caramujos ou burriés comem-se cozidos e para retirar da concha no acto de comer é necessário um pouco de perícia, engenho e arte para não o partir; usa-se um alfinete, fazendo movimentos circulares da mão. É uma iguaria típica da Madeira.E repito: nunca comi...dos outros, dos brancos, daqueles que sobem pelos caules acima! E já agora como se come esses caracóis? É também puxando com um alfinete?

Fotografia: Caramujos do mar.retirada da net

domingo, 19 de junho de 2011

Já que estás com a mão na massa...

Aos sábados há jantar de familia na casa cá desta humilde avó. Somente os Pulguedo´s (filha, genro, netos), nós (eu e moi-même - a cozinheira), o mê senhor e a tia-velha .
Ontem, Sábado, como havia fogo de artificio na baía do Funchal - festival do Atlântico, a minha filha convidou-nos a ir depois da janta à cidade. Ora, estava o mê senhor a se vestir, a Pulguinha (3 anos cheios de imaginação e curiosidade) que sabe delas e fala com as letras todas sem rodeios, ao ver o avô vestir-se pergunta-lhe:
- Avô, tens pénis? - Bem o avô fica encarnado que nem um tomate e entalado sem saber o que dizer responde que sim, que todos os homens têm.
- Sim, eu sei. Mas posso ver o teu?

sábado, 18 de junho de 2011

Fim de semana, pois então!

E é tão bom sair à porta da cozinha de mãos a abanar e entrar com uma mão cheia de vitaminas, sais minerais e fibras. Chicória, alface frisada vermelha e verde e alface folha de carvalho vermelha. Da minha horta. Plantadas por mim, cuidadas por nós (eu e o mê senhor).
Sem aditivos, corantes ou conservantes. Só água, sol e lua.

Eu poderia oferecer-vos uma mão cheia delas com muito boa vontade se estivessem aqui perto de mim, mas na falta da vossa presença permito que olhem e tentam saborear; até dou uma ajuda e só digo que a vermelha tem um leve sabor a noz. Acreditem, eu sozinha dou conta do recado ou seja, papo uma taça delas regadas com limão ou vinagre balsâmico e azeite, uma taça sem mais nada só verde e vermelho.
Já viram um coelho a comer "sarralhas"? É tal-igual a mim a comer alfaces. Aliás eu acho que sou mais rápida.

E se quiserem, apareçam que eu partilho algumas. Dedinho no ar e toca a contar. Esse é o dedo do "fixe", não é esse; é o outro, irra, não é o mal-criado! Vá lá, o indicador! Vens? E tu, vens, também? Ah, sim, e tu claro, não podias faltar! Também tu? Vens só ou acompanhado? Não, a família toda não! (Credo, que abusador, dá-se uma alface e quer casa, cama, roupa lavada!... Vais ter vais, só dou a alface e ...mais nada!)
Pronto. Chega. Acabou a contagem.

 BOM FIM DE SEMANA.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Levanta a pata do chão seu parvalhão. Não disse, mas apeteceu!

No café, as Pulgas gostam de brincar com a carteira do avô, para contar dinheiro concretamente. O avô dá e rola uma moeda para o chão. Dois euros. Logo de seguida uma moeda de um euro. Bem, a avó põe o traseiro no ar...ajoelhou, procurou e...nada.

 O avô segue os mesmos passos e as Pulgas também. Nem sombra de moedas. Balcão cheio de homens colados (ou grudados), mãos nas canecas de cerveja, pés bem assentes no chão. Chamámos o dono e contámos-lhe; sempre são três euros. Arrasta a caixa de gelados; arrasta a caixa de cigarros, as mesas as cadeiras. Nada. Porra (desculpem, se incomoda troquem por poça) o chão não tem buracos. Os pés dos homens grudados com cola super-glue ao balcão não se movem. Nada. Nem olham. À saída disse o mê senhor: "algum viu as moedas caírem  e pôs o pé em cima delas."
Hoje perguntámos ao dono se tinha aparecido quando limparam o café. Ah, cá nada! Algum daqueles que estavam ao balcão deve ter posto o pé em cima delas.
E sai três cervejas à conta da canalha que brinca com a carteira do avô! "Estapilha, seissentei patacas" na moeda antiga.

Fotografia: Um recanto do meu quintal.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Traíste-me seu... e mulher traída é...e digo-te nunca mais me afrontes!

Nem queria acreditar quando tu me disseste: "apanha-me. Se conseguires!" pensando que eu não te apanharia. Feita estúpida e para não te desapontar, mostrando toda a minha garra "de mulher que tudo faz para te apanhar" galguei os pés de amor de burro. Ingénua e bronca. Ainda acreditei que ao fim de algum tempo tu...Nunca mais na vida, podes crer, acreditarei em ti; seu...espinho encravado no meu pé e mesmo que me faças aqueles olhinhos de: "anda cá!"

Bem, estou aborrecida, é um facto. Esta situação incomoda-me, a sério que sim, já é tempo de saber que...a vida tem espinhos como a roseira e fazeres-me crer que podia trepar até ti sem me arranhar...nunca mais; além de ficar cheia, cheia daquela praga que se cola na roupa; por ti e só por ti faço destas loucuras: por que te adoro; porque adoro o teu cheiro, e adoro ver-te ali... juro por tudo o que tenho, por tudo o que quero, nunca mais acredito que posso passar por entre as roseiras nem me arranhar e pelos amores de burro sem colar. Por tua causa estou aqui com os braços em sangue, mas, terá valido a pena?

Não há o direito de me iludires dizendo que os espinhos não deixam marca e, caramba, podias estar mais perto; assim não tinha de atravessar todo o canteiro para te apanhar seu ...pé de roseira brava.
E hoje ao ver-te ali na mesa com as rosas a desfolhar lembrei-me de ti. E do trabalho que vou ter a limpar as  pétalas espalhadas pelo chão. Mas valeu a pena só para te cheirar durante uns dias.

Fotografia: E foi por causa delas que me arranhei! Pestes. Mas são lindas, não são?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E sabem quem vi indá pouque?

A Fulumena. Há canos nã ná via! Ela tava cu mareide e cuma rapareiga cagente ná chama de Cabide por ela ser magrichinha. Mas o noume dela é Imílhia. Ela tava da filha da fermácia do Bom Secesse. Agente pôs-se ao paleio.Tá meia trompicada e olheirenta, coitada! Eu nã atremei bem que tava uma azuada, mas parece canda cumas cangueiras nas pernas e comichão da boca do corpo. Apanhou du mareide...a doença; é quele anda na má-vida cas meninas da rotunda, apilhou (a doença) e pegou dela, aquele bode! Estepilha, ca cangalha quele tem! Agora é chibarro, não há nada mais bem-feite!
Ah, louca du cão! Até  fiquei entujada! Vim demitada pa casa pa rabiçar!

Eita, quem não atremou deiga, queu traduzo!

E se não tenho não posso dar...e sai um "quilho" de pachorra à cobrança

A tia-velha perdeu os dentes novamente, pela milésima vez, mas desta feita disse-lhe: "vá procurar, tem todo o dia para encontrar."
- Não tenho pachorra - responde-me. E atravessa os olhos logo depois de limpar o nariz nas mangas da camisola. (Irra como fico fula com esta atitude!)
Olha, e eu...como não tinha ali à mão, nem na gaveta havia um grama para lhe dar, nem na venda do Ti Zé do Cabeço, aquela que fica na cruz do caminho, porque houve uma ruptura no stock (de "pachorra", claro)... então comeu sem dentes. Não lhe fez falta nenhuma. Tamém era só engolir!

Tem dias que só me apetece esgaçá-la. Principalmente nos dias, como o de hoje, que contraria-me em tudo, desde o nascer do sol até o acaso. E agora que o ocaso chega depois das nove!...
Eu não disse que me apetecia deitar as mãos às go(e)las de alguém? "Fujem, desmarquem-se da minha trás!"

terça-feira, 14 de junho de 2011

Sou uma mulher de pancadas. Já levei muitas, mas também já dei!

Venho cá falar de iogurtes. E de pancas, as minhas. Um tema deveras interessante e deveras profundo como o caneco onde vem o iogurte. Isto para dizer que adoro iogurte de limão, como também gosto de pudim de limão  vodka limão, gin tónico com limão, poncha de limão e até gelado de limão. Limão limão limão. Estes pitéus descobriu-os há muito, desde os tempos em que saía de casa à noite que agora sei que ela - a noite fez-se para dormir ... pois antes não sabia e aproveitava a  para conversar, dançar, beber... agora danço sim, mas deitada, e olhem que é bom .

Mas falemos de iogurtes que foi para isso que aqui vim. É novo na minha boca e bem que sabe pela goela abaixo! Descobri na semana passada e agora não quero mais nada. E antes que pensem eu digo:
Será que sou azeda? Será que o iogurte vai pôr-me ainda mais azeda?

Ando com uma vontade de deitar as mãos às goelas de alguém. Algum voluntário? 
Se isto não me passar nas próximas vinte e quatro horas, internem-me.  Mas deixem-me levar uma palete de iogurtes de limão!

Saibam que...(luto com falta de imaginação para os títulos) e que...

...Aqui no meu rural come-se as sardinhas e deita-se as espinhas ao gato que por sua vez partilha com o cachorro que por sua vez rosna, (mal-agradecido!) mas no fundo todos comem da mesma refeição.

Ah, e não há tradição e se comer sardinhas na véspera de santo António, mas se havia de ir para o gato, e já que estavam baratuchas, comeu-se, e eles chuparam as cabeças, aliás gato que é gato come as espinhas enquanto que dono que é dono come a carne, e os meus ...adoram, adoram comer carne, mas chupam é as espinhas. Também acredito que se lhe deitasse a carne e chupasse eu as espinhas eles iam achar estranho. Muito estranho, mesmo!

E a frase: "brigam como cão e gato" nem sempre é verdadeira. Para brigar não precisamos de ser cão nem gato basta sermos...humanos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nesta preciso de ajuda

Estar no colo da mãe é castigo?

Explico:
Certa dia uma criança estava a portar-se mal, muito mal; incomodava toda a gente com os seus gritos e arrastar de cadeiras. A mãe lia uma revista, mãos nas orelhas, não sei se para não ouvir os gritos do pequeno ou/e para melhor se concentrar, absorta na vida das actrizes e actores e no resumo das novelas. As pessoas olhavam em volta, a mãe nem por isso. De repente levanta a cabeça quiçá devido ao intensificar de ruídos olha "crianço" e diz-lhe: Se te portas mal vens, de castigo, colo da mãe.

Ora aí está uma coisa engraçada eu sempre achei que o colo da mãe não era uma forma castigo mas de aconchego. O menino continuou até que a sua rica mãezinha muito extremosa deixa a leitura? Não. Isso pensaram vocês! Não, concluiu a leitura, dá-lhe um "puxete" no braço e enfia-o no colo. E sabem? o "crianço" calou-se. Será que ele entendeu como um castigo? Ou a birra, gritos faziam parte da chantagem do menino para estar aconchegado no colinho quente da sua mãe?


Ora agora digam lá: um dois três, um de cada vez: colo da mãe castigo ou aconchego?

domingo, 12 de junho de 2011

Só quero que saibam que...

...Depois de um certo e determinado blogue ter sido removido da face da blogosfera, nunca mais tive comentários anónimos de:
1- Palavras indecorosas, vergonhosas e obscenas;
2- Ameaças à minha pessoa e aos meus netos (que culpa têm ele de terem uma avó que diz tudo o que pensa e manifesta sua opinião contrária à das outras pessoas?)
3 - Ofensas à  minha família desde marido até mãe, tia-velha;  
4 - Divulgação de dados pessoais.
Ora, isto leva-me a acreditar que era só e exclusivamente uma pessoa e uma vez que o blogue foi removido este meu espaço voltou ao decoro nos comentários. Infelizmente, algumas pessoas sentem necessidade em ofender os outros na esperança de diminuir a sua dor só porque a felicidade está ausente do seu mundo, funcionando como catarse do desespero, uma espécie de libertação pelo facto de não ser feliz. Uma coisa sei que quem é infeliz  não suporta ver a felicidade alheia.
E por isto estou feliz. E por isso, digo aos sete ventos para que se espalhe a boa nova.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fim de semana, pois então!

Convém irem para o Algarve se querem sol que aqui na Madeira está a chover. "Pode lá ser!" Dirão vocês. Ela está a delirar, ou a brincar como é hábito. Nada disso. Chove e chove bem. Ainda bem que foram de férias ou mini-ferias para os Algarves.

E se não foram (como eu) façam coisas que ainda não tenham feito como por exemplo: repouso, que já cansa tanta trabalheira, não acham?

 Mas uma coisa é certa se aproveitarem ao máximo dando o melhor que há em vós vão de certeza precisar de repouso. É que quando nos damos até ao fim das forças, até à exaustão, ficamos de rastos sem préstimo para mais nada. Eu sou assim e julgo que quem por aqui passa é do mesmo calibre que eu; por isso toca a descansar para arrancar uma semana bem produtiva, sim? E aqui (na Madeira) a semana de trabalho começa logo na segunda-feira que  ninguém casa no dia de Santo António.

BOM FIM DE SEMANA.

Fotografia: Raquéis num jardim público.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Isto de não ter de cumprir horários por vezes...

...Dá que não se saiba os dias, as horas, os feriados.

Ainda aqui há dias ao ler o blogue da Luisinha ela escrevia que esta semana era curta. Eu comentei e disse: "Ah pois, vocês têm o Santo António". Resposta dela: "Mas eu vivo no Porto. Tenho é o São João e Sexta é o feriado do 10 de Junho". Desfiz-me em desculpas que era devido à cabeça, à lua, ao tempo que entende com o meu pensar...à reforma, ao facto de não trabalhar fora e tal e coisa...

Hoje, vou buscar as Pulgas à escola e a Pulguinha não está na sala. Faço conversa de circunstância com a educadora e pergunto pela "busica" ao que ela diz que está na aula de música; e digo eu avó extremosa, cuidadosa, responsável pelas crianças que sabe onde estão que leva tudo à conta e armada aos cágados digo:  - Ah pois, hoje é Terça!
- Não, hoje é Quinta. - Elucida-me a educadora a rir. E novamente as desculpas de que...isto, de que aquilo... Mas nunca assumindo que a minha cabeça já foi em tempos uma boa cabeça e que agora é só uma bola de catchu.
Isto de não dar o braço a torcer por ser esquecida e aérea tem os seus quês, não tem?

Digam-me cá uma coisinha...ó mulheres daqui do burgo

O é que fazem... ou melhor... o que é que não fazem para manter o verniz mais do que um dia nas unhas?

Há mulheres, e eu aprecio-as, que pintam consoante a roupa. Eu sou demasiado preguiçosa para andar de acetona e frasco de verniz a mudar dia após dia. Atão, prefiro tê-las ao natural. Pinto-as, mas só em ocasiões especiais (que dou uma camada de verniz já dentro do carro e o mê senhor a cuspir e a bufar devido ao cheiro) e assim que começa a quebrar, pumf, vai tudo, e se pensam que levanto o rabichol do sofá para ir buscar a acetona estão enganadas; eu tiro com os dentes  e cuspo para o chão os bocados de verniz que ficam na língua. Lindo, não é? E depois vem Moi-Même (a trilhouca da empregada francesa) com a  pá e a vassoura em riste limpar os despojos. E com umas beiças!...
Mas gostava de ter um verniz  suficientemente duradoiro, suficientemente perpétuo, suficientemente vitalício como o BI (ai credo, agora é o CC) e assim nunca mais me aborrecia de ver as unhas a escamar! E estava sempre com elas em pé ao invés de esconder!

Fotografia: E hoje, festa  na escola das Pulgas e acertaram, pintei -as no carro e era ver o mê senhor de vidro aberto a tomar fôlego!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

E levou uma selampada na cachada do rabo para aprender!

Estava a tia-velha no poliban e eu a esfregar os fundilhos pois havia feito uma buseira monumental que foi necessário uma lavagem de interiores e claro estava agachada...eu, que ela estava agarrada aos varões canão espalha-se pelo chão e tenho de andar a juntar os bocados, e como dizia estava eu agachada com o nariz na zona do cano de escape quando escapa um som assim como um trovão. Não foi um fó-fó, nem um "traque" nem mesmo um pum, nem peidinho, nem tão pouco um vento, foi um grandessíssimo peido nas minhas ventas. Calha bem que foi só som, não veio molho nem cheiro.


-Titia o que é isso? Já não há respeito, ou quê?
- Expediu.- Respondeu. E assim que disse isto dei-lhe uma "tapona" na "cachada" do rabo.
- Aaaai! Tamééeem! - Queixou-se ela.
- Olhe, desculpe! Expediu. E novamente toca a esfregar os "entrefolhos" ainda com mais genica.

E ainda há dias me perguntavam se esta tia-velha era invenção minha ou real. Real meus senhores e minhas  senhoras, tão real como o peido que me deu "nei ventas".

Fotografia: Restaurante em Ponte de Lima, muito bom, pelo menos para mim, e quem bem come...bem peida. (isto hoje é só pum puns, desculpem)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fico tão preocupada quando...

...Alguém abandona o blogue assim sem mais nem menos. Refiro-me à menina do blogue "Olhos Dourados" quase há três meses que não actualiza.
O que será que lhe aconteceu? Ela que diariamente colocava um artigo e publicava os comentários assim de há uns tempos a esta parte o blogue está desamparado (por ironia, foi este o título da última publicação, a 17 de Março)
Gostaria de saber, e se alguém souber qual a razão do abandono por favor diga-me. Algo muito grave ou muito intenso se passou!

Olhinhos (como eu a trato) se leres...mas penso que não, não te zangues comigo pela publicação dos teus  olhos dourados.

Vou transmitir o que aprendi...

... com uma idosa, e vá lá, aprendam também e repassem. É útil, é dois em um. 
Como sabem e se ainda não se esqueceram a tia-velha dá cabo dos dentes todos os dias, é mais às noites quando se deita que eles fazem barulho de noite, diz ela, e atão tira-os e tenho de andar a procurar em todos os possíveis sítios onde possa ter guardado; sim, que eles são o seu bem mais precioso e vai daí muda de sítio (deve ser por causa dos ladrões).
Aquintrodia, disseram-me para colocar um copo com água na mesa de cabeceira e "ensinar" a tia-velha a metê-los lá dentro. Óptima ideia para uma pessoa que tem cabeça, mas para ela, que já perdeu a cabeça e não tem valor, palavras dela...hummm...não sei não, mas como adoro desafios lá pus o copo na mesa expliquei-lhe tim-tim, por tim-tim e a ver vamos.
Hoje de manhã pergunta-me onde estão os dentes; faço sinal que estão dentro no copo com água.
Maravilha! Ela adorou a ideia. Colocou os dentes na boca e .... bebeu a água de seguida. Nem tive tempo de me benzer! Dupla função: dois proveitos de uma vez. E  olha para mim a rir...já com dentes.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Toca a cortar e corta sem parar. E vivó velho!

Cortava eu as minhas unhas, que parecendo que não são 20, e pensava que a minha filha (mãe das Pulgas) quando corta são as 20 dela (se cortar no mesmo dia mãos e pés) e mais 60 das Pulgas, isto porque são três Pulgas cada uma com 20. E será que também corta as do marido? Se sim, juntar mais 20.
Total: 100 unhas para cortar! Isto sem contar com as do Ruka - o gato, que como felino tem somente 18 unhas. (Se tiver uma unha em cada dedo)
É muita unha caramba! Eu até podia ajudar, mas ela não gosta, diz que corto muito rente, ora, as unhas da canalha crescem à velocidade de uma bala. E, nunca, jamais, cortei um dedo nem uma pele do dedo. Mas pronto eu obedeço. Calívio! Seria eu a cortar as tais 60, mais as 20 minhas, mais 20 do meu senhor, 20 da tia-velha, mais as dos 3 gatos, 4 cachorros, e ainda bem que os passarinhos "azoigaram"...
Vá lá, então, nem tentem pôr os dedos esticados...poupem-me, não corto unhas a mais ninguém. Mas que coisa!

domingo, 5 de junho de 2011

Lá fui...

...Votar. Olhei para aquele papel. Nada. Aquele boletim de voto li de cima para baixo, de baixo para cima podia ser que visse melhor; não achei nada a meu gosto. Olhei, mirei, não conheço nada não sei de nada.
Mas...coloquei a ponta da caneta num ângulo e tracei uma linha na diagonal. Novamente coloquei-a no outro ângulo outra linha na diagonal. "É assim?" Perguntei a mim mesma: "É isto que queres?"
Sinto que não fiz nada de novo, não votei em consciência uma vez que a minha consciência ditava-me: "Dá um risco de cima abaixo e sai!" Nenhum partido neste momento me enche o estômago. E pela primeira vez à boca da urna apetecia-me voltar atrás!
Vamos a ver se que o futuro nos diz que valeu a pena.

sábado, 4 de junho de 2011

Era só para dizer que ...

..O mê Gu-Gu cheira a bolachas acabadas de mastigar e eu adoro este cheirinho. E na cama coloquei a mãozinha dele debaixo do meu nariz (sim, que ele agarra no meu dedo para saber que estou ali ao lado dele) e fui cheirando enquanto ele tentava dormir.

Já disse que adoro o cheiro a bebé, não já? Excepto merdinha. E não me digam que é santinha que não cheira que não faz mal que é de bebé que é virgem e tal e coisa ...mas só sei que cheira a merda (desculpem a palavra, se incomoda, substituam por cocó, titica, merdinha, obra, fezes...) e merda é sinónimo de mau cheiro; mas que coisa, eu vinha só falar de bolachas e entrei com cheiro a bolachas no nariz  e saio daqui a falar de merda e pior, com o cheiro no focinho! Que mania a minha!

Fim de semana, pois então já vai a meio e é tempo de reflexão!

A partir de hoje estou em retiro...eleitoral. Só assim, olhe pra mim e vejam como estou...a lastro, deitada recostada e sem pressas.
Vou fechar os olhos e reflectir. Vou dormir sobre o assunto.

Sei de antemão que no domingo vai... um ná ni poli ana uma vaquinha que vem da Espanha um ná ni. (Pulguinha a dar à letra, para contar) isto se votar que o mais certo é... abster-me. Pronto já sabia que iam arquear as sobrancelhas e a arregalar os olhos, mas depois de tantas vezes o rato ir ao moinho já perde o focinho pelo caminho; eu estou assim: amorfa.

Eu sei disso que estás a pensar sim, também sei que ... e não, não é por isso é mais por aquilo...e realmente tens razão, sim tu que me fazes sinal sei que devo votar mas....
Estou farta de mentiras, do diz que faz e não faz; do diz que sim e faz não, de que diz que vai melhorar, mas no fundo sabe que é utopia; por isso...
Bom fim de semana e façam a escolha acertada.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Desejo profundo da Pulga - ser professora!

Disse à Pulga: - Se a avó se atrasar não fiques preocupada. A avó vai deitar o totoloto, a ver...
Interrompe-me. - O que é o totoloto?
Expliquei-lhe que eram cruzinhas em números num papel e sai dinheiro às pessoas.
- A ver se sai algum dinheiro à avó sem ter de trabalhar. Para ficarmos ricas. Não queres ser rica?
- Eu não quero ser rica. Eu quero ser professora.

Ai neta querida, mai lhinda e mais fofa neste mundo não há! Palavras certas as tuas. Se fores professora não serás rica.

Bem, tenho de começar a virar o miolo à rapariga! Basta de docentes aqui nesta família (e deve ser por isso que puxa esta profissão!) Antes sejas dona de casa, casada com um ricaço de um "venezulano", cheio de ouro nos dentes e corrente de diamantes a segurar as calças, mas por favor minha beleza, não vais para professora. Ou então mete-te na política ou...casa com um político, mas do partido maioritário que os outros...são uns bandidos, drogados, bêbedos, e desordeiros. Atenta no que diz esta velhinha. Não me dês esse desgosto. Enquanto a avó for viva tudo fará para te tirar essa ideia maluca da cabeça; deixa a avó fechar os olhos e só depois atão podes tirar esse curso.
Ma que eu não saiba, canão, vou puxar-te as canelas de noite. Tu!...Livra-te!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por esta não esperava ...e fiquei sem saber em que partido votar!

Lido hoje no Jornal da Madeira.

Liberdade de imprensa.
Jornal subsidiado pelo Governo. Que falta de respeito pelos outros!

Bem, apraz-me dizer que estes: os drogados, os vadios, os desordeiros, os bêbedos votam nos outros partidos.
Ou...
 ...Quem não gosta do PSD é bêbedo, drogado, desordeiro, vadio.

Não sei qual é a evidência, mas enfim... Mas sei que depois disto...fiquei pasma!
E sem mais comentários...(meus)

Fui apontada ali em baixo...

...Num comentário escrita pela Quicas (mãe das Pulgas) que não publiquei (ainda) um desenho da Pulguinha. E quando ela me aponta um dedo é como uma bala que penetra na minha moleirinha e faz estragos.
Oras, a Pulguinha faz risquinhos, círculos, espirais ...atão esperem um pouco; aguardem que vou ali à zona onde elas desenham e ver se há algum.
Bem... já fui e já vim. Não há nada, mas não gosto de desfraldar...(desfraldar!? Credo! Aqui ninguém usa fraldas)...defraudar os meus leitores e muito menos a minha família, e uma vez que não há nada; vamos nós fazer o desenho da Pulguinha. Ide buscar uma folha A4 de desenho papel cavalinho, uma caixa de cores de pau Caran d´Ache ou de cera Giotto ou, quem quiser, até pode desenhar mentalmente...e comecemos.

Risquinhos na vertical, risquinhos na horizontal pela folha toda a simbolizar a chuva; agora círculos sempre pequeninos, usem as cores todas, são as flores. Espirais, triângulos sem ângulos e bolinhas são as folhas; um risco grande com um circulo (meio bicudo) na ponta , é um balão. Peguem num lápis e façam uma "riscalhada" a meio da folha, com muita força no início que vai esmorecendo lá no final, para cima e para baixo sem parar e sem descansar. Não sei o que simboliza.
E prontes concluído.

E eu vou ser apontada com aquele dedo na minha moleirinha. Mas desta vez tem razão "uora" se tem.
Mas prometo que vou pedir à "busica" hoje à tarde para desenhar.
E eu adorava ver os vossos desenhos e essa imaginação!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

E não é que o dia acabou!? Qual dia? O dia da criança, ora então!

Agora já posso voltar a ser adulta. É que neste dia fico assim tonta, pó patética e desejando de ser...e como não posso ser por razões que a própria razão não me diz...posso pelo  menos parecer e tentar ser...criança. É isso que faço.

Adoro este dia. E, devem estar a dizer: ah, que giro! É por ter netos, é por gostar de crianças, é por ser lembrar de quando era criança, é por ter estado sempre rodeada de crianças, é...não senhor nem não senhora estão quadradamente e só alguns redondamente enganados.

Este dia é o da criança, mas é também o primeiro de Junho e quando leccionava era o meu desejo: chegar a Junho. E perguntarão vocês por quê? E eu responderei: por ser o final das aulas, o último mês lectivo! E isso dava-me uma vontade de trabalhar neste mês que nem imaginam. E depois... as festas da escola, as festas de final do ano, o adeus aos alunos, aos colegas...E eu a querer trabalhar e não poder (por causa das festas) "Ai tempo, não voltes para trás, nem me tragas tudo o que perdi!" O Senhor Governo que nem sonhe mandar os reformados activo!

Fotografia: Auto-retrato da Pulga