Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

É hoje o meu dia

E faz hoje precisamente 57 anos que eu vi a luz do dia. Mentira, eu vi foi a luz da noite, pois nasci às nove de uma noite de trovoada, chuva e frio. Tanto chuva, tanta trovoada que a minha saudosa mãe para me arreliar dizia que eu era reles com uma noite de trovões.
Mas é verdade, por aqui ando há já cinquenta e sete anos e caramba, daqui a nadinha faço sessenta... e depois setenta... e oitenta... e noventa e ...
Por isso, ergam bem alto essas vocês e digam: Parabéns (a esta jovem que estes dias tem andado semenas e sem nada para partilhar).

Fotografia: Num entardecer na praia da Calheta- Madeira


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Eu não queria falar na maldita da crise!

Se há um grupo de pessoas optimistas eu sou a líder, é que sou optimista por natureza, bem disposta (quando não estou com umas trombas que me chegam aos calcanhares, mas isso não importa para aqui, estou a falar de optimismo), mesmo quando me falam de Portugal, da crise da troika, eu digo sempre que vai melhorar, vai mudar, não podemos estar sempre a falar do mesmo porque quanto mais se fala mais nos deprimimos, que o dia de amanhã poderá ser melhor porque há sempre esperança, que se renova, que se adquiri.

Mas, e como tudo tem um "mas" ao meu lado dorme um pessimista (que também se fosse para haver um líder de grupo era ele, sem dúvida). Atão na cama rebola, pensa, não dorme (senão quando ressona que mais parece um avião com problemas na turbina), revira-se, levanta-se, volta-se, tudo por causa deste clima de insegurança em que vivemos, porque o que hoje é adquirido, amanhã certamente será retirado. E porque nesta casa somos dois professores e tudo aquilo porque lutámos quando abraçámos a docência foi retirado (ou vai sendo lentamente) como uma quebra de contrato as esperanças também vão-se esfumando, diluindo.
Mas, eu sou crente da Esperança e de que que tudo há-de acabar em bem, dou-lhe esperanças, mas é dificil porque ele é o cúmulo da Desesperança.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Olha, ouvi dizer...

...Que a enfermeira que deu informações sobre o estado da duquesa de Cambridge - esposa do príncipe de  Gales foi encontrada morta esta manhã?
Foi enganada por dois locutores australianos que fizeram-se passar pela rainha e príncipe Carlos e deu informações concisas e correctas sobre o estado de saúde da duquesa.

Suicídio ou homicídio? A ver vamos...
Só sei que foi de muito mau tom esta brincadeira.
Para ler toda a noticia entrar por aqui, se faz favor.

Frio nos pés, mas de canela ao léu

Hoje, pelas catorze horas indo eu indo eu deixar a Pulga - a "maiveilha" ao colégio, olho para o painel da temperatura na farmácia "Dois Amigos (para quem conhece o meu rural ) que é quase uma obrigação olhar, vejo as horas e logo de seguida a temperatura: +28,5º.
Uóte? Uóte a réle (inglês)! Vinte e oito graus celsius?
Mas sim, era mesmo, mas deixem que vos diga; cá para mim o termómetro deve estar louco. É ele e o Papa.
Ou então, eu sou uma friorenta...que mesmo com esta temperatura ainda saio de casa com gola alta e calças compridas embora veja miúdas de tope e calções minúsculos a entrar pelo "rego adentro", mas nos pés, aquelas botas de esquimó. Prontes, devem sentir frio só nos pés.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Mas o Papa está louco?

Depois de ter dito que a vaca e o burro não fazem parte do presépio agora vem dizer que os réis não vieram do Oriente mas sim de Espanha? De Córdoba, mais precisamente.
 Só falta mesmo dizer que o burro... é o Chefe da Igreja Católica e está no Vaticano.
Já nada é como dantes! Credo em Cruz! Que mais vai dizer? Que Maria não era Virgem e José não era carpinteiro?
Ou que o Menino Jesus nasceu de cesariana?

Este mês já dei duas

Eu que costumo dar uma por mês, mas vi-me obrigada a dar mais uma por ser natal. Como este mês interfere na minha vida, poça!

Acabei de fazer o tal serviço que detesto.
Quando estou em cena o meu pensamento não está naquilo que estou a fazer, mas sim a viajar, e hoje, no preciso momento, estava eu a pensar como há mulheres que adoram estar nessa posição! E até se oferecem para o fazer, eu já tive uma que o fazia por mim, mas o mê senhor tinha de pagar.

E depois, eu faço de borla. Também és a mulher, dirão vocês. Mas por ser a mulher tenho de fazer de borla? O padre disse isso quando nos casámos? Será um dever ? Eu, simplesmente abomino esse serviço, passaria bem sem isso! Mas como sou mulher activa e como se precisa, lá tive eu de dar mais uma. Espero ser a última, a última deste ano, note-se, mas sei que antes do ano acabar lá vou eu de esticar, sacudir, guardar e passar a roupa a ferro.
Detesto engomar! Faque (ingles)!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Este ano o natal não é natal

Já estão desejando de chegar ao Natal?
Já fizeram as compras? Já enfeitaram a casa?
Já prepararam o peru, a carne de vinho e alhos, os bolos de mel, os pickles, as cebolas escabeche, os licores e já puseram o bacalhau de molho?

Ai, este ano estou como todos os anos desde que fiz...ora deixa lá ver quantos...
Não importa quantos fiz, quero é fazer mais uns tantos, o que importa é que este ano estou pior, Envelheci e o meu cérebro já não comporta tanta informação, tanta preocupação, tanta tristeza junta.

E depois...
E depois o mê bisalho só vem à ilha depois do Natal e isso faz com que fique entristecida, monótona, direi. É a primeira vez que não vamos passar o dia de natal e a primeira oitava juntos. O Natal não será o mesmo! Parecendo que não, deixa-me triste e sem vontade de chegar a esse dia.
Prontes, foi um desabafo desabafado.

Naqueles dias

A minha gata - a Mimi anda naqueles dias em que transpira sensualidade e faz aqueles jogos de sexo para atrair a gataria da vizinhança. Não vale a pena trancá- la que mais parece que a estamos a devorar viva tal é a miada que faz. E depois há o gato, o seu amor eterno, um amarelo(ela é preta e branca) que só aparece aqui por estes dias mas faz-lhe uma espera cerrada e não a deixa andar com outros; até brigam
Eu inté penso: "Isto é que é uma desconfiança! Ele não acredita que a minha gata mailhinda seja fiel e tem receio que lhe enfeite a cabeça com, um belo par de cornos! Enfeitar enfeita mas pesa, caramba!

Atão, o mê senhor, cansado destes jogos de sensualidade, fecha a janela da lavandaria (onde ela dorme e passa o tempo) e acabou-se.
Acabou-se, julgou ele. Mal sabe que fechou a janela com o amarelo e a Mimi lá dentro. Isto é, tornou a lavandaria num antro de amor.
E depois quem vai limpar a sujeira que eles fizerem, quem? É que se esqueceu de deixar a letrina para eles. Quem vai limpar? Estão precisamente a olhar e a apontar para a pessoa certa: Moi-Même. A minha doce empregada (imigrante ilegal) francesa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

E ela deixou de ser virgem

A minha vinha que é virgem deixou de o ser assim que ele começou a bufar. Bufa daqui, bufa dali e no seu papel de macho, a plenos pulmões soprou e... tungas,...Tirou-lhe a roupa, pô-la nua ao frio.
E no chão jaz os despojos da vinha que era virgem.

E toca a eu e Moi-Même (a minha empregada para todo o serviço) a limpar os despojos.
Ainda barafustei, praguejei e mostrei-lhe um manguito (sim, estava a comer um mango muito pequeno; não, não fiz nenhum gesto malcriado!) porque vendo bem as coisas, quem devia limpar era ele, o senhor vento que foi quem a desvirginou; mas não, somente tirou-lhe as folhas colocou-a nua e foice, fazer o mesmo a outra. Eu, eu que assisti ao acto de desvirginação, tenho de "avergar a giba ou  azarcas" e assim a modos que de rabo para cima limpei.
Calha bem que ele ainda viu a minha cara de reles! E o meu manguito.

Fotografia: A vinha-virgem do meu quintal depois de lhe terem tirado as folhas e antes de Moi-Même passar a vassoura.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sem palavras...

Vejam, se conseguirem...eu desisti...
Entrem por aqui...

Vocês sabem aquela coisa que cresce e quanto mais se toca mais cresce?

Sabem ao que me refiro, não? Eu sei que sim, ora então!
Ora, aquilo só de olhar e acariciar cresce tanto tanto e só baixa quando se faz o serviço; pelo menos o meu, o que tenho em casa, funciona assim e não me dá descanso.
 Primeiro é preciso colocar a mão, depois esticar, puxar enrolar dobrar e guardar.

Essa coisa hoje olhava para mim assim como se  tivesse olhinhos, a pedir, a pedir, e eu só dizia entre dentes: "Nem pensar! Hoje não. Por muito que queiras e me tentes, hoje não! Amanhã talvez se estiver sem dores de cabeça se não tiver Pulgas aqui (não gosto de coisa e tal quando elas estão aqui) e nada de melhor, de mais sugestivo, talvez."
E ele olhava para mim a pensar: "Mas esta mulher o que tem que não me passa a mão nem me alivia? E eu estou cheio!"

Mas a coisa prometia, e depois, há algum tempo que eu...enfim, percebem, não preciso de fazer desenhos pois não? E pensei: uai note (traduzido do inglês: querias há muito mas só hoje é que vais ter). Não tenho Pulgas estamos sozinhos em casa, uai note?
E prontes, fomos para o quarto, sozinhos, nós os dois, ele ao meu lado, mas depois vi que seria melhor ele por baixo, e ...
Por fim, quando terminámos, ele relaxou, está vazio, não precisa de me atormentar mais durante uns dias, um mês, talvez. Mas eu...eu fiquei extenuada de tanto puxar, empurrar, esticar, passar a mão, enrolar, dobrar...mas por fim dei-me por satisfeita. Esvaziei o cesto da roupa para passar a ferro.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Pelo olho do mê senhor*

Porque a qualidade da vida pessoal é determinada pela maneira como nos organizamos. Porque o alinhamento começa com o propósito da vida...  
E porque, se há pessoas organizadas e equilibradas em que para tudo necessita de régua e esquadro procurando realizar na perfeição uma tarefa é, é sem sombra de dúvida, o mê senhor.


Fotografia: Caminho das Carreiras, domingo passado.
* porque foi captada por ele.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

E daqui a dias faço anos

Já faltou mais do que falta agora, e ando a pensar nas prendas que vou ter (se tiver alguma!). Se antes eu gostava de uma prenda pessoal, para meu uso próprio, agora até nem por isso porque começo a ver que por este andar tenho de comprar uma mansão, ou fazer um andar em cima desta, para colocar a roupa, sapatos, lenços, casacos, casaquinhos, botas, bijutaria, ouro, prata e "pichibeques" que tenho; por isso vou pedir uma coisa para a casa que também, em abono de verdade, sou eu que faço uso próprio.
Atão não sou eu que limpo a casa? Eu e aquela louca da minha empregada francesa: Moi-Même.

Dormi sobre o assunto, acordei com esta matraca na cabeça e, embora já tivesse lançado a ideia ao mê senhor para a prenda pessoal (um perfume. Que querem, sou doida por perfumes) acho que à lista vou acrescentar um aspirador. Um daquele pequenotes que para aspirar uma migalha do chão é preciso se colocar de cu pó ar, até o sangue querer sair pelos olhos, mas faz-me falta, caramba! Muita falta mesmo.
Portanto, filho, filha, genro, nora e netos cheguem-se aqui se faz favor e... vaquinha pá avó. E toca a comprar um aspirador pequenino que o outro deu o berro. Que do perfume o mê senhor não se livra.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

E hoje vi "A Condessa"

Ando numa onda cinéfila e a beber tudo o que passa na televisão. Não posso fazer todos os dias porque tenhoa Pulga, a maiveilha, para almoçar, mas à noite quando o silêncio impera ponho a televisão alta e...não alta, que eu não a tiro de onde ela está para a colocar mais acima, "alteio" o som (não tanto como estão a pensar, e não venham os maldizentes anónimos dizer que há a lei contra o ruído) é assim "maizómenos" e vejo os filmes que gravo.
Que querem? Agora deu-me para isto e podia ter-me dado para pior!
E atão como estava a dizer, gravei e vi: "A condessa"

Sinopse:
Baseado na história real daquela que foi recentemente incluída no Guinness Book of Records como a maior assassina de todos os tempos. Elizabeth Bathory sacrificou tudo por amor. E sacrificou outros por beleza. The Countess é um filme sobre a condessa Erzebet Bathory. É o terceiro trabalho de direcção de Julie Delpy, que também estrela o filme, no papel da Condessa. Delpy tem dito, do projecto  que ele "soa como uma história gótica, mas é mais um drama. É mais centrada sobre a psicologia dos seres humanos quando lhes é dado poder.

O filme é um drama de época sobre a Condessa Bathory, cuja lenda diz que ela acreditava que se manteria jovem banhando-se no sangue de virgens e, para isso, assassinou mais de 650 pessoas, a maioria mulheres jovens e virgens.

Se quiserem saber a sua história é só seguir este caminho

Ontem vi o "Cavalo de Guerra"

E, porque já tinha tudo limpo e arrumado cá em casa (mentira, tenho montes de pó debaixo da cama e dos tapetes) resolvi ter um afére (inglês) com o sofá, e colocar-me em cima dele para uma sessão.
Depois de passar a lista de todos os filmes gravados à espera de um dia em que estivéssemos sozinhos, eu o e o sofá, quedei-me pelo "Cavalo de guerra".
Pensava eu que era cenas de guerra e cavalos, mas não. É a história de uma paixão acavalassadora (se é por um cavalo!) de um rapaz por um cavalo.

Sinopse
Em Devon, Inglaterra, enquanto a Primeira Guerra Mundial eclodia, "Joey", o cavalo de Albert Narracott, é vendido para a Cavalaria do Exército e enviado para França. Joey serviu nas Forças Armadas do Reino Unido e da Alemanha, e é pego por fogo inimigo; morte, doenças e o destino levam-no a uma verdadeira odisseia, servindo em ambos os lados do conflito antes de parar sozinho no meio da Terra de ninguém. Mas Albert não se esqueceu de Joey e, ainda jovem demais para se alistar no Exército, ele embarca em uma perigosa missão para encontrar seu cavalo e trazê-lo de volta para casa em Devon.


Cavalo de guerra 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Eu sou de opinião que...

...Neste caso (o da bebé abandonada e trucidada no ecoponto*) a pena de morte funcionava às mil maravilhas.
Ora leiam e pensem até que ponto a crueldade humana pode ir. E quão indefeso é um bebé.
Pena de morte a quem fez. Pena, a pena não existe em Portugal!

*Lido e retirado do Jornal de Notícias.

Isto não vai nem com cacau!

Foi no domingo passado (até parece a casa da Mariquinhas da Dona Amália) que fui à Camacha na expectativa de ver as cores de outono nas árvores, mas as cores estavam a preto e branco, ou seja, era quase noite e nada visto.
Atão disse às Pulgas que como não vemos as cores das árvoes pelo menos vamos comer uma fartura. Elas deliraram com a sugestão, mas (e tudo tem um mas), a roulotte das farturas estava a fechar devido à falta de pessoal para comprar.

Olha, não há como com este frio (pois Camacha é sinónimo de frio), tomar um cacau quente.
Claro que elas, as Pulgas, adoram cacau ou chocolate quente, e eu, verdade seja dita e embora não me abra por chocolates nem seus familiares, por ele o cacau abico-me de cabeça, mas só no Natal.
Isto para completar uma publicação do andar de baixo, àcerca do espírito natalício, que nem um cacau quente na Camacha no mês antes do natal me fez estremecer de contentamento por estar quase quase na Festa.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

E depois há esta felicidade

O meu aluno. Um aluno muito querido de há vinte anos atrás. Assim que eu o vi, gordinho, sorridente, cheio de tiques e medos por encetar uma etapa tão importante como a do 1º ciclo, preocupado por não saber ler e escrever (imaginem só!), pela mão da sua mãe soube logo que ali havia potencial.
É cá uma satisfação, uma alegria enorme saber que está bem a fazer o que gosta, de vocação e não de  obrigação.

Pedi-lhe licença para publicar aqui no meu humilde casebre; como resposta obtive esta frase: "Obrigado por tudo minha professora Gi Avogi, por me ter ajudado a ser quem sou!"
E eu, rapariga sentimental, com as "armonas" à flor da pele, que pingo por tudo e por nada, só lhe disse: "Tu não me faças chorar!"
Mas fez, de felicidade.
Já tem a vinheta em seu nome. Eu não caibo em mim de tanta felicidade.

Bem haja. Muitas felicidades, meu muito querido Doutor Milton Camacho, um nome a fixar.

Erano i giorni dell´arcobaleno

E porque hoje assim que vi o arcobaleno desatei a cantar, e porque...
...Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true 
O céu azul convidava. A tarde estava espectacular, a temperatura amena, então cantei uma música que faz lembrar a minha adolescência (sim, eu também já fui criança e adolescente embora as minhas Pulgas achem que já nasci avó).
Ofereço esta música. A ti, sim, para ti também; claro que também pode ser para ti, e tu, queres? Atão também te ofereço, e, tu que estás sempre aqui e que és da minha idade relembra. (Música vencedora do festival de Sanremo (Itália) de 1972 na voz marcante de Nicola di Bari.

Fotografia: o arcobaleno. Captada por mim, hoje, pelas 16 horas.  

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pelo olho do mê senhor*

E porque "o alerta vermelho" também pode ser furado, e porque uma promessa não se quebra mesmo estando chuva, nevoeiro e vento, e porque Pulgas não entendem o porquê de proibição de sair de casa se cá em baixo (no Funchal) está sol de rachar pedras...
Fomos até ao Montado do Pereiro e embora o nevoeiro se impusesse o passeio foi dado, a fartura foi comida, as couves foram compradas, lá no Santo da Serra.

Fotografia: Cogumelo vermelho.

* porque foi captada por ele

Mais uma vez ela tem toda a razão!

 - Mas quem me chateia, quem? - pergunto eu às três Pulgas que dentro do carro faziam uma algazarra tal que eu, pobre rapariga com dores de cabeça devido às preocupações do tempo, perguntava à espera que alguma, ou todas, se acusassem e dissessem em coro: "eu" como têm por hábito responder quando se faz uma pergunta do género: quem quer chocolate? Quem quer uma fartura?
Mas não, mantiveram-se calados a apreciar a beleza da paisagem, sem se quer ouvirem e sem me ligar pevide. Coseram-se todos, todos menos a espevitada da Pulga do meio que, no pico da sua altivez, me disse.
- És tu. És tu que te chateias ti própria.- E abana a cabeça em sinal de concordância com aquilo que dizia.
E tem toda a razão esta gasguita, tem sim senhora e sim senhor (para o caso de algum macho andar por aqui..) nós adultos é que nos chateamos a nós próprios quando ao remexer na tristeza aprofundamos o desgosto e matutamos na nossa vida.

Fotografia: piscinas Naturais do Porto (do) Moniz.

sábado, 24 de novembro de 2012

Mas tem toda a razão, a peste

Na escola alguém disse à minha Baixinha (a Pulga do meio, e a mais atrevida e observadora).
- Sabes, eu conheço o teu pai, a tua mãe e os teus manos.
Ela ouviu e, à tarde, quando transmitia à mãe esta conversa, acrescenta: "quando ela me disse aquilo eu fiquei a pensar: e não me conhece a mim?!"

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Quem te avisa teu amigo é

Sei de fonte segura (comandante dos Bombeiros, amigo de família), que a partir das 3 da manhã de sábado, começarão o vento e chuva, sendo que o pico de temporal está previsto para as 18 horas. 
Alerta vermelho até a tarde de domingo. Novamente em alerta aqui no meu rural. Por isso, meninas virgens (e sagitarianas aquarianas, capricornianas, etc) regressem ao aconchego da sua casa antes das avé-Marias e do sino do campanário da igreja da freguesia dar a primeira badalada. Não deixem dar a segunda, voltem logo. 

Pelo olho do mê senhor*

Serve esta para desejar um óptimo fim de semana a quem por mim perguntar.
Bom fim de semana, pois então! E sejam obrigatoriamente felizes e alegres.

Fotografia: Restaurante no Porto do Moniz, costa norte da Madeira.

* porque foi captada por ele.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Caiu-me mal no estômago

Mandei a orelha esquerda à fábrica (se ainda se lembram sou surda e uso aparatos para ouvir melhor) e hoje vou lá à loja buscá-lo, levei um murro no estômago e quase que vomitava as tripas (à moda do Porto, melhor seria!) quando ele, o técnico, me comunica...
- Trezentos euros.
Caí que nem tordo morto!
- Trezentos euros? - repito eu e, como sem o aparelho não oiço bem, ouvi mais do que pretendia e em perfeitas condições.
Faque! Isto mesmo anda bem por aqui!

Sim, darlingues, trezentos euros para arranjar um raquiú parta dum aparelho que, por esta região ser húmida, avaria com mais facilidade.Tenho eu lá culpa de viver numa região com índices de humidade superiores ao resto do mundo?
Caramba! Ultimamente tenho andado do avesso e com as algibeiras do avesso também.
Portanto, senhores do governo, o subsidio de Natal caía que nem amoras.

Mas onde é que ele está?

Ando por aqui às voltas, tal qual cachorro à procura do rabo, a fungar a inspirar a "escafiar" em todos os cantinhos (como diz a Pulga do meio quando se refere a doce e manteiga no pão) à procura dele e não o vislumbro em sitio nenhum; será que ainda não chegou? Será que estou constipada e vai daí não sinto o cheiro, e tão cega que não vejo o espírito natalício pelo ar?
E já agora, como e que ele se apresenta? Em pó, granulado, cristalizado ou gaseificado?
Por aqui, não o vemos nem mesmo olhando para as decorações. Estou a modos que desespiritualizada.
Oh, Espírito Natalício vinde até mim!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mas que vem a ser isto?

Estou eu a falar ao telemóvel com a mãe das Pulgas a transmitir um recado e a Pulga, a maiveilha, sempre a me interromper porque o que eu estava dizer não era justamente o que ela ia transmitir à mãe quando a visse.
De repente diz ela já me tirando o telemóvel da orelha e a colocar na dela.
- Mãããããe, não acredites no que a avó diz.

Um dois três diga lá outra vez

Telefono para um determinado sítio para convocar uma reunião há muito aprazada mas sempre adiada e sei que a pessoa sem questão está de baixa (não sei se por doença ou por outros motivos, para o caso pouco importa); atende-me uma outra "doutora" e diz-me que a pessoa em questão ainda não está de serviço. Digo-lhe que na semana passada disseram-me o mesmo. E, até quando, até quando a senhora estará, previsivelmente, de baixa.
Resposta do outro lado.
- A doença ainda não evoluiu.

(O quê? Não evoluiu? Está à espera que piore?)
Eu ainda disse disse um: "ainda bem!", mas seguiu-se um longo silêncio sem resposta e depois um "então...obrigada" e "com licença".
Fiquei ali com o auscultador no ar a olhar para ele à espera de uma brecha no meu pensamento.
Serei eu aquela parva estúpida inculta que não entende a língua portuguesa e realmente ache que  a palavra evoluiu não está bem aplicada nesta situação ou estará correcta?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

E hoje está assim...

...A Pontinha ou seja o Porto do Funchal. Com quatro barcos de cruzeiro cheios de turistas; e todos, sem excepção de calções, chinelos e máquina fotográfica a tiracolo.
Eles e eu.
E, estou aqui a roer-me toda com aquela brotoeja a saltar e uma camada de inveja por não poder turistar como eles. Daquela inveja, da boa.

Não, não me vou iludir nem iludir quem está agora aqui. A inveja da boa, essa já acabou, agora é só daquela que deixa marca no corpo, assim como uma erupção cutânea. E nem aquela nuvem negra me faz parar de coçar.
Prontes, eu nunca disse, mas neste capítulo (de cruzeirar) eu sou invejosa.
E queria tanto! Tanto!

(Fotografia acabadinha de tirar)

Conhecem o Martinho?

Aquele bravo cavaleiro que num dia de chuva e frio encontrou um pobrezinho e rasgou a capa ao meio dando-lhe metade para se cobrir e logo o dia que estava sombrio e cheio chuvoso se transformou num belo dia de sol, de verão, direi, conhecem? Este bravo cavaleiro que tem o condão de transformar os dias chuvosos em dias soalheiros? Ele passou por cá pelo meu rural e ...
Estamos decididamente no Verão de São Martinho!
Eu sou friorenta, muito mesmo, e hoje tenho um je ne sé cuá (em francês). Assim até parece que estou na menopausa com aqueles calores...Um calor pela espinha acima.

domingo, 18 de novembro de 2012

O Perfume da Savana

Depois de ter acabado de ler "A Rainha Branca" (adorei adorei adorei, preciso de dizer mais?), depois de ter estado sem paciência para pegar num livro, embora eu seja uma rapariga compulsiva da leitura; eis que, num de repente, a febre voltou e ando a ler pelos cantos da casa aproveitando todos os momentos.
Leio "O perfume da Savana" que prezo muito por ter sido oferta do autor do livro numa troca de palavras aqui no meu humilde casebre.
Obrigada Ludgero Santos estou a adorar.

Deixo aqui a sinopse de "O Perfume da Savana"

Situado nos tempos em que África era uma colónia portuguesa, o presente romance espelha com intensidade os fascínios desta terra quente e inebriante e centra-se numa história de amor entre dois jovens que tudo ultrapassam para viver um amor proibido.
Ao mesmo tempo que este livro se constitui como retrato de uma época, evidenciando os seus traços culturais e, em particular, a forma como mulher é socialmente vista, ele conduz o leitor aos meandros da natureza humana e à filigrana dos sentimentos que dão cor à memória e tornam a vida uma intensa e enigmática aventura. 

Pelo olho do mê senhor*

 E porque o mar orienta-nos e porque o mar é fonte de alimentação e porque limita-nos mas também abrange-nos...e porque o mar...

Podem não acreditar, mas quem vive tendo o mar por companhia é-lhe particularmente difícil viver afastada dele. Vejo o mar todo o dia e mesmo assim não me canso de olhar para ele. É assim a modos que um fetiche.

Fotografia: Mar da costa norte em Porto do Moniz.

* porque foi captada por ele.

sábado, 17 de novembro de 2012

Estou tão atrasada!

Desde ontem que não passava por aqui no meu humilde casebre e noto logo que fica cheio de teias de aranha e às moscas. Mas, ontem, foi dia de reunir a família para planearmos a época do Natal.
Por isso, não é tarde nem é cedo para desejar um óptimo Fim de Semana.

E como tal  para acompanhar um mix de peixe frito um vinho tinto experimentado ontem (e o meu copo ornamentado com folhas de vinha virgem, cá da casa). Sim, darlingues, eu sei que com peixe frito é aconselhável o branco, mas dizei-me, onde está isso escrito? Em que manual?
E depois, eu sou fiel à cor, ao vermelho, vai daí adoro vinho tinto mesmo sendo com peixe frito.

Pois então, Bom Fim de Semana ardente e escaldante (não sei onde, mas enfim, é um desejo).

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Palavras certas

A propósito de uma publicação (esta: Há Pulgas em Viana) que escrevi no blogue em que dizia eu que levei um sermão da mãe das Pulgas por causa dos sapatos esfolados da Pulguinha, um avô comentou assim:
"Quando essas coisas acontecem quando estão com as mães é um percalço normal, quando acontecem com os avós é desleixo ou falta de atenção.
E não é que o Rui da Bica acertou?
Ó Rui, dá cá cinco.

Inveja, olhado e familiares vão todos para o quinto dos infernos

Sou atreita a estas merdas (ai perdão, lá vou eu começar com estas palavras incorrectas de quem não sabe usar a devida língua portuguesa!) de invejas, invejume, invejidades e olhado do mais puro e concentrado que existe. Atão não é que me alertaram que tenho um vírus no blogue?

Oh que chatice! Já não basta o dinheiro que plantei não crescer, já não basta o passos de coelho e a maldita da crise, mais a vaca da mulher nazi me levar uns muitos euros no final do mês; já não basta estes dias de chuva que me inundam a alma; já não basta tantas outras coisas que me acontecem e que não vos digo para não ficarem pior que eu; já não basta querer e não poder; já não basta... estas merdas todas que escrevi ainda vem um vírus bater à porta do meu humilde casebre?

Bem, desculpem, mas vou-ir (esta é bem do falar madeirense) à cozinha encher a mão de sal grosso e deitar por cima do ombro direito a ver se a maldade desaparece.
Ah, e limpei  os linques (inglês) ali no lado direito a ver se o vírus desaparece (sei lá, até podia ser dali) e fiquei sem caminho aos blogues que visito. Isto é que é uma merda, hã?!
Também vou lavar a boca com sabão para tira esta merda toda que ando a dizer, ultimanente.

Fotografia:  Museu de Arte Sacra iluminado de azul (Dia Mundial da Diabetes)

Ai desculpem!

Dei um espirro e molhei o monitor, chegou aí algum respingo? Se sim, nada como passar uma toalhita e, se  não têm uma à mão é só levantar esse rabinho da cadeira, tirar o pijaminha que já são horas, melhor dizendo, vestir uma roupinha decente para sair à rua, agarrar na chave do carrito, pôr as mãos no guiador, guiar até ao supermercado mais próximo que até pode ficar assim a modos que uns quilómetros para  se precaver e estarem prevenidos de futuras espirra-delas ou deles; canão, esperem que esta rapariga tenha mais cuidado na próxima ou pelo menos ponha a mão na boca. Bem, o melhor será vocêses afastarem-se do monitor assim que ouvirem um...Atchiiiiiiimmmmm...
Desculpem, foi sem querer!

(Ah, darlingues, esta do pijaminha sou eu a falar com eu, sim, ainda estou de pijama e que mal faz? Não vou receber o passos de coelho?!)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Olha, ouvi dizer...

Eu acho que ouvi bem a notícia que vou divulgar; é que ando sem as orelhas postiças (foram para a limpeza)  e oiço assim a modos que umas tontarias de vez em quando e percebo mal as palavras, mas, adiante.
Estava eu a fazer a  janta quando na televisão passava os números de adesão à greve e a jornalista (acho eu que depois disto até tenho dúvidas!) dizia ou pelo menos foi assim que ouvi: "a paralisação dos comboios na Madeira foi de cem por cento."

O que me admira é não saber onde eles estão, os  comboios? Juro a pés juntos e que não dê mais um passo ontem não havia nada, nem carris nem comboios e o que me dá a brotoeja e desato a coçar sem nunca parar é saber que em 24 horas se construiu, inaugurou e paralisou a 100%.
Dá cá uma vontade de rir!

É isso mesmo

Com este tempo, de chuva e sol, e chuva novamente, dá-me para abrir a boca  (pena que não tenha como a do jacaré tal é a vontade de a abrir!) e sai cada bocejo que mete dó.
Ainda há pouco a fazer os TPC´s da Pulga mais velha, perdão, eu estava a ajudar nos trabalhos e não a fazer, sai um bocejo tipo: jacaré-à-beira-do-pântano-ao-sol-da-tarde e começo a lamentar-me da falta de alento para os meus deveres de dona de casa, a arranjar desculpas para a preguiça, como se o tempo de chuva fosse o culpado por esta pasmaceira infiltrada no lombo.
- Queredo! Com tanto abrir a boca! Já não posso!
Sai a resposta adequada à situação.
- Não dormiste o soninho da tarde! - e faz um franzir de testa, aumentando os olhos, já de si grandes, sem contudo deixar de fazer os seus deveres. E eu, bem, eu encosto a cabeça à mão para não dar uns "bodeões"  valentes em cima da mesa.

Hoje, Dia Mundial da Diabetes

Para assinalar o Dia Mundial da Diabetes, os edifícios da Praça do Município do Funchal estarão iluminados de azul entre o dia 10 e 17 de Novembro. Esta iniciativa que abrange centenas de monumentos de todo o mundo, pretende sensibilizar e chamar a atenção da população em geral para o problema da Diabetes.
Câmara Municipal do Funchal, Colégio dos Jesuítas (ou Igreja do Colégio como é mais conhecido), e o Museu de Arte Sacra (por esta ordem nas fotos) estarão iluminados com a cor azul no sentido de chamar a atenção de todos os que por ali passarem para esta realidade.
A iluminação dos monumentos relevantes nas cidades é feita desde 2007 sendo que a cor azul simboliza o firmamento, o céu e além disso é a cor das Nações Unidas.

 "A Diabetes é uma pandemia que tende a crescer em todo o mundo, sendo que a Federação Internacional da Diabetes aponta que existam cerca de 320 milhões de pessoas com a mesma."

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Pelo olho do mê senhor*

Uma cidade que adoramos e por consequências da vida passámos a visitar vezes sem conta. O Porto, o meu Porto.
Um rio, uma das sete pontes, luz muita luz, o reflexo nas águas, é a noite na zona ribeirinha. Sinceramente, um motivo para adorar esta cidade. E eu deito-me aos seus pés rendida com tanta beleza.

 * Pois foi captada por ele.

"Daquilhá" é como de lá aqui

Adorava conhecer a Austrália mas nunca, repito nunca irei lá; não pelo preço das viagens que dinheiro é coisa que abunda nesta altura de crise (ironia, claro!), mas pelo tempo de viagens daqui (Madeira) até lá (Austrália). Acompanhem-me virtualmente nesta viagem de sonho.

Da região até Lisboa, porque quem vive numa ilha tem de se deslocar até à grande capital, a viagem dura 1 hora e trinta minutos. De Lisboa a Viena de Áustria, sensivelmente 3 horas (2 horas e 52 minutos) de Viena a Singapura treze horas e trinta e quatro minutos de Singapura a Sidney nove horas (oito horas e cinquenta minutos), isto se ficar em Sidney.

Portanto, 25 horas de voo, é obra! Se eu pobre rapariga das ilhas para ir daqui ao Porto que é mesmo ali ao virar da esquina, indo pelo caminha chão, fico a tremer e vou quase empurrada, e,  já dentro do avião ando sempre à procura de focos de incêndio, a olhar para as asas a ver se cai uma turbina, a controlar o movimento das hospedeiras, ver se estão apressadas, assustadas, ou atemorizadas ou tão somente relaxadas, a me agarrar de cada vez que ele "embalança"  sem conseguir fechar um olho quanto mais os dois...
Nan nan nan, Austrália só de barco quando conseguir acertar naqueles malvados números da sorte.

Estes cachorros comem uma vez mas...

- Ráis partam estes grades que cagam em todo o sítio (desculpem  a palavra "cagam" mas foi assim que disse, se incomoda, coloquem evacuam ). - Dizia eu já fula e a bufar gases pela boca ao ver mais uma cagadela do cachorro assim que abro o portão de casa.
Pensava eu que tinha falado para dentro, em pensamento, e não tinha aberto a boca para dizer nada quando oiço uma voz fininha atrás de mim.
- Avó, tens que ensinar que o cocó é na sanita.
E volta-se para os cães de dedo espetado a dizer: "cocó na sanita, sim?"
Era o mê Gu-Gu que está na fase do faz-não-faz (na sanita), certamente lembrando-se das recomendações que tem ouvido acerca do assunto. "Gu-Gu, cocó faz-me na sanita, sim?" É a frase mais dita cá em casa.

Pois tá claro! Nunca lhes disse! Ora esta?! Cocó na sanita, sim cachorros cá de casa?
Mas, onde é sanita, perguntar-me-iam se falassem?
Quiçá na casa ao lado? Debaixo da ponte? Que tal, nunca fazer, hã?

Fotografia: o mê Gu-Gu

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sabe bem pagar tão pouco

Não se fiem no título, mas antes tenham "olho no preço" como dizia o outro que entretanto faliu, quiçá de tanto apregoar este slogan as pessoas passaram a ter olho nos preços e, tungas, lá foi. Deu à costa.

Isto a propósito de no dito que diz sabe bem pagar tão pouco eu ter tido a sensação de me estarem a enganar. Na peixaria vejo o bodião a €5, 54 ao quilo e logo peço à senhora que tire dois, pese, escale e embrulhe. Já com eles na mão digo pó mê senhor, companheiro nas horas boas e más e vai daí vai comigo para pegar nos sacos mais pesados (hihihihi, deixa-me rir!) que, dois peixes depois de limpos quase não dá para nada e deve pesar um quilo. E, ao elevar o saco ao nível dos olhos, a ver o peso olho o preço a pagar: 8,00 euros.
- Olha lá, oito euros? Mas isto tem mais de um quilo? - desta vez olho o peso: um quilo.

O preço lá marcado referente ao quilo não correspondia ao apregoado cinco euros e cinquenta e quatro, mas sim sete euros e noventa. Bem, abanei logo a saia, puxei dos colarinhos e, apressada, vou logo reclamar à peixaria.
De repente uma multidão (estou a aumentar só para dar suspense) reuniu-se à minha volta: a peixeira, o peixeiro, a supervisora, mais uma supervisora, outra também, ainda uma caixeira. Falam baixinho rodopiam...Não sei a razão de tanto movimento mas sei que paguei ao preço apregoado.
Por isso minhas e meus darlingues olho no preço que sabe bem pagar tão pouco desde que não sejamos enganados.

Ora bem!

Estava sentada no sofá a limpar os moncos ao mê Gu-Gu que está constipado quando me lembro da recomendação da sua mãe para deitar soro nas narinas; olhando para os lados vi que não estava ali perto o bendito do frasco.
Digo entre dentes para mim mesma, desalentada, pois acabara de me sentar (e como sempre, o meu mal é pensar que ninguém ouve. Será que falo alto?)
- Tenho de ir lá dentro buscar o frasco do soro. Caramba, acabei de me sentar!
Mas em vez de me elevar do sofá e dando uma volta com a cabeça constato que ali bem perto saltam umas  Pulgas.
- Pulga linda? - olho para a mais velha. - Flor mais bela do quintal da avó! Coisa "mailhinda" neste mundo não há. Vais buscar o frasco do soro para  a avó deitar no nariz do mano, vais?
Salta o mê senhor que consegue ouvir um jerico a espirrar no Porto Santo: - Atão tavas a dizer que ias buscar!?
Qué dizer, ir eu até ia, dizer eu até disse, mas, p´ra que raio tenho três Pulgas ao meu lado? Não será para me ajudar?

domingo, 11 de novembro de 2012

Cumplicidades

Adoro esta fotografia.
Poderia catalogá-la como: "o entardecer em Lanzarote"; mas prefiro "Cumplicidades".
Eu e uma das "Minhas Pulgas". A maiveilha.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Quando a nota máxima é uma obrigação

Fico toda com a coceira quando vejo pais obrigarem os filhos que, por terem nota superior a dezoito, têm de cursar medicina. Dá-me uma brotoeja tal e fico com pena, muita pena, desses filhos. E dos pais.

Isto a propósito de conversas que oiço de adolescentes que fazem braço de ferro como os progenitores porque embora tenham média para tal curso pretendem formar-se noutra área. E aqui começam os desentendimentos entre pais e filhos. Há os submissos que (para vaidade dos pais) vão para medicina; há os destemidos e nem com chicote e pau no lombo vão para medicina e há aqueles que vão e depois mudam de  curso (para desgosto dos papás).

Sei de um rapaz que queria engenharia, mas medicina era o sonho dos papás. Para amortecer a vaidade do pai obedeceu. Anos depois tentou mudar de curso, solta o pai as dragonas e...
Concluiu medicina a namorar engenharia com um desejo de mudar, de fazer aquilo que gosta.
Mas os pais, esses, dizem a boca cheia: "o meu filho é médico". A troco de muito esforço; de muita abnegação, de sofrimento, contrariado. Sem qualquer realização e brio.
Um dia, diz ele, mudará.
Espero que sim, mas tenho dúvidas.

Onomatopeiando

Estava eu a falar com o mê Gu-Gu sobre as vozes dos animais e perguntava eu: Como faz o gato? Ele respondia miau.
Como faz o cão, a vaca, o galo, o lobo...e, de cada vez  ele reproduzia a onomatopeia referente ao animal em questão.
Entretanto, ele lembra-se do burro.
- E o burro faz assim como o avô: ronc ronc. Mas a cara dele a imitar o avô a ressonar! A ressonar não, o rapazinho enganou-se. A respirar, que o mê senhor não ressona somente respira com intensidade. E inspira e expira.

Já era altura de ser

E não é que já passou uma semana? Uma semana cheia de chuva, calor, vento, muitos estragos na zona norte da ilha da Madeira, com picos de sol alternando com chuva muidinha, mas sempre quente com temperaturas a rondar os vinte e dois graus centígrados, chegando aos vinte e cinco, embora ontem e hoje o mercúrio do termómetro esteja nos dezoito graus.
Mas onde é que se sai à rua, tanto de dia como à noite, de guarda chuva em punho com toneladas de água a cair e mangas curtas sem saber se a água que escorre no corpo é chuva ou transpiração?

Prontes, está na hora de desejar um bom fim de semana, com lotes de amizade, carinho e boa disposição, pois então! (Até rimei, sem querer, serei poeta sem saber!?)
E, vá lá, sejam obrigatoriamente felizes. Bom fim de semana.

Por aqui neste momento está o sol a bater-me nas costas, quente e risonho. O céu e o mar num tom azul que até fere os olhos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"Acordei com o tração no rabo"

É uma expressão madeirense para justificar as atitudes menos agradáveis; é como dizer que acordei com o rabo de fora ou com o cu pá lua; em suma irritada, esbaforida com a vida. Nós dizemos com o tração, e por favor não me peçam para explicar o que é o tração (se é carne peixe ou marisco) que eu própria não sei o que é, mas, bom não deve ser, disso tenho a certeza absoluta.
Por isso, depois de ter acordado reles com um cavalo tenho ainda a energia toda, assim sendo já aspirei, lavei, pus roupa no estendal, tirei outra porque canão não havia espaço, lavei o quintal, prontes, acordei como um cavalo e trabalhei com´um burro e estou aqui mais rija cum corno velho pronta a fazer mais umas actividades; ou seja, espairecer e ler as últimas publicações enquanto não é hora de fazer o jantar.
Abram alas caqui vou eu.

Desisti

Tou raivosa por isso vai assim uns palavrões por aqui abaixo.

Desisti. Desisti de me privar de comer aquelas merdas boas só para não engordar.
Porra, uma rapariga assim como eu olha para aquelas merdas boas nas mostras, e não me refiro a chocolate; por mim até podiam alcatroar as ruas com isso que eu não me poria de cu pó ar para lamber, essa não sou eu. Mas refiro-me a coisas boas e doces que, por vezes olho e logo fecho os olhos para privar a tentação.

Desisti, simplesmente. Ainda há pouco coloco-me em cima dela, da cabra da balança, e até para me alegrar rodei um pouco o ponteiro para a esquerda somente para não entristecer logo que abro estes lindos olhos cor de alface, e não é que a biteche (inglês) ainda vai mais além do que estava ontem?
Porra! Uma rapariga dorme e em vez de queimar gorduras o que acontece? Incha? Insufla? É o ar? É a bondade? Eu preferia não ser tão bondosa!

"Metabolismo rápido" dizem de alguém que conheço que ataca mais que eu e, porra, caramba, é mais magra que um palhete: "ah, e tal, ela tem o metabolismo rápido". Que merda é essa?

(Bem, se os palavrões os incomoda substituam-nos por chocolate ou rosas mas não é a mesma coisa! Eu avisei, também tenho dias em que acordo com o rabo ou cu de fora e isso dá-me para ser mal-educada. Perdoada?)

Digam-me só uma coisa a ver se entendo

Em quem votou Obama para a presidência dos Estados Unidos? Certamente que votou nele próprio (burro seria se não o fizesse) e não no seu rival.
Em quem votou Albert Johnny Garden (ou Alberto João Jardim) nas eleições para a presidência do partido? Seria em Miguel Albuquerque? Não creio mesmo nada
E, já agora, gostaria de ser mosca ou mosquito e estar presente quando votou Miguel Albuquerque. Seria no seu opositor?
E Cavaco Silva nas eleições para a presidência da república, votou no Coelho?

Atão vamos lá a ver porque razão se faz um bicho de sete cabeças quando Cristiano Ronaldo diz que votaria em si próprio (se pudesse) para a Bola de Ouro? E se chama de vaidoso, egoísta, arrogante.
Todos os que votam em si próprios quando há eleições mesmo sendo para chefe de escuteiros (sem menosprezar este cargo), para delegado de turma, delegado sindical, director, associação de estudantes são vaidosos, arrogantes, prepotentes ou somente querem garantir um voto a seu favor?
Ou será implicância com tudo o que Ronaldo faz ou diz?

Fotografia: Outono na Circunvalação, Porto. Novembro de 2010

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ou é da minha vista ou não avisto o baptista

Alguém dá-me uma ajudinha a procurar o comando da televisão?
Poça, já estou derreada com as canelas a doer de estar ajoelhada a ver se o encontro e népia nicles do estuporado dele. Já procurei em todos os cantinhos imaginários e possíveis de se encontrar (hum, certo, não procurei onde ele está).

As Pulgas estiveram cá para lanchar, sim, é sempre, todos os dias, que mal faz? Eu gosto, elas gostam, nós gostamos, todos gostam e se não gostam ...paciência; mas estava a dizer que elas aqui em casa a televisão só dá Disney, Panda, Panda Biggs e essas tretas de criança, o problema é que como não encontro o filha-da -mãe do comando ligo manualmente e que aparece? Claro, o Panda, e eu não sou rapariga de à noite me pôr a ver este canal, ainda se passasse um filme quente, abrasador, mas macacos?
Comando? Darlingue? Úúúú, atão querido estafermo dum raio? Onde tás? Aparece, dou-te um beijinho no carrolo ou um carrolaço! Escolhe.

Vitória Vitória

Fomos (eu e mê senhor) buscar as Pulgas à escola a pedido delas. Não há dia em que não peçam, e hoje não foi excepção.
Mas à quarta-feira a Pulguinha tem dança. Ainda na escola, na porta, começa ela a lamuriar-se que não quer ir à dança (isto porque sabe que entrementes os irmãos vão para a casa d´avó). Faço-lhe a ver que uma vez inscrita na actividade tem de cumprir os horários e marcar presença e remato com...
- Pulguinha "mailhinda" de sua avó, não é negociável, vais e "vivó velho".
- Mas...avó eu não quero ir. - Com umas tombas que lhe chegavam aos joelhos, de braços cruzados ao peito.
- Tens de ser. Está combinado com a mãe: eu vou deixar-te e ela é quem te vai buscar, e depois, não se pode mudar os planos.

Vamos já subindo a ladeira até à escola quando a minha filha liga. Aceito o que me diz e transmito ao mê senhor.
- Desce. Não há dança, a professora tá doente.
Só oiço um "yyyyyyyyyyes" vindo da esganiçada da rapariga com braços estendidos em forma de “V”, punhos fechados, virados para cima (a chamada "pose de vitória").

Foi difícil convencê-la

(Ora bem vamos mudar de assunto que já fede e falar de comentários anónimos dá-me uma comichão no sítio).

As Pulgas estiveram aqui na asavó (como diz o Gu-Gu quando se refere à casa d´avó) durante cinco dias enquanto os pais forma namorar até ...bem, não importa onde foram o que importa é que tiraram uns dias para namorar bem longe daqui. Ficaram comigo e, claro, sexta e segunda foi dia de escola e lá teve de fazer de "chofére" (palavra derivada do francês mas usada aqui no meu rural) dos netos, esta rapariga que vos escreve.

A Pulguinha, a de quatro anos e meio, acho que nunca me viu pôr as mãos no volante (eu sou mais co-piloto do avô) e qual não foi o seu espanto quando eu abro a porta do lugar do condutor. A modos que parou como se estivesse grudada ao chão, e pergunta quem vai pô-la à escola ao que respondi: eu. E espeto o dedo indicador no peito.
- Tu, avó?! Mas tu sabe conduzir? - pergunta-me admirada, de olhos abertos, sem entrar para o carro. Disse que sim e que sempre conduzi embora presentemente esteja reformada dessa actividade.
 - Avó, de certeza que sabes conduzir? Mesmo conduzir? E com as mãos faz o gesto.
Foi difícil convencê-la. E, ao mesmo tempo que chovia na rua, dentro do carro choviam as perguntas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tu que dizes: "tal mãe tal filha", obrigada

Porque será que o clube os anónimos, os mal-amanhados (já agora cg vai pentear-te, ou seja, pentear macacos) tendem a nos achincalhar; acham que podem dizer tudo o que lhes apetece, neste caso escrever, tratar-nos com sarcasmo, desdizer, fazer comparações com os membros da família, ameaçar, amofinar o juízo, chamar-nos intragáveis, além de arrogantes e nós, bloggers, donas absolutas do espaço, não podemos levantar a voz que logo vêm com:  "é a arrogância de quem no sabe aceitar um comentário diferente do seu."

Oh que coisa, atão podem contrariar-nos e nós não nos podemos defender? Será que é a desdita de quem tem um blogue? É ter de ouvir nas tombas tudo o que um anónimo decide dizer? E levar e levar até a lancha encostar? Poça, eu não sou masoquista.

E depois, falam como se nos conhecessem a fundo. Porque diz ela (a tal cg) que: " tal mãe tal filha".
A minha filha é parecia comigo? Tem graça, toda a gente diz isso! E fico satisfeita. Contente e feliz, dá-me uma alegria tão grande! E sabes, darlingue a minha neta, a mais velha, é parecida com a mãe logo é parecida comigo. Novamente, bumbas, mais uma alegria para mim, mais uma satisfação, mais um motivo para ficar contente. E quando a minha neta tiver uma filha se for parecida comigo ...ai Deus, eu até salto de  nuvem em nuvem no céu. E se a filha da filha da minha neta tiver uma filha se for igual a mim eu darei voltas no túmulo de contente porque sim será uma...Avogi e nunca mais esta espécie terá fim. Será imortal.
Obrigada darlingue por me teres proporcionado este pensamento.

domingo, 4 de novembro de 2012

Beber cair levantar


A vida é a arte das escolhas, 

dos sonhos, dos desafios e da acção        



J. A. Wanderley

Os caminhos da vida são feitos pelas escolhas que fazemos. Em todos os momentos, quer queiramos que não conscientes ou inconscientes fazemos escolhas. A escolha requer significado, quando o significado da vida esmorece quando já nada se pode mudar arranja-se culpados, no caso do meu vizinho: a bebida.

O meu vizinho! A bebida tem sido a constante dos seus dias. A sua escolha, o seu denominador comum.
Beber cair levantar. Nem a chuva, o vento, o nevoeiro o impede de sair de casa logo pela manhã numa linha recta e regressar por linhas curvas; mesmo de olhos fechados sabe o caminho de volta. E cai no molhado. Escolhe levantar-se e continuar até casa, de cabeça baixa...
Que vida! Que escolha!
Será possível mudar? Escolher outro caminho com significado?

 Beber cair levantar (clicar na frase para ver o vídeo da canção)

Fotografia: Sempre que há festas em casa identifico o meu copo. Na último  que foi os anos do Gu-Gu foi com folhas de vinha virgem do quintal. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Chu chuá...

Atão vamos cantar.
E dançar o Chu chuá

Entretanto, Bom fim de Semana, pois então. Divirtam-se com o Panda
Co-me-çar...

Companhia...
Braços estendidos...
Punhos fechados...
dedos pra cima
Chu chuá chu chuá-a-a-aa
chu chuá

(Para visualizar a coreografia é necessário clicar numa frase, das que estão em cima). Coooooo-me-çar...

Por fim consegui!

Porque será que o clube os anónimos, os mal-amanhados (já agora cg vai pentear-te, ou seja, pentear macacos) tendem a nos achincalhar; acham que podem dizer tudo o que lhes apetece, neste caso escrever, tratar-nos com sarcasmo, desdizer, fazer comparações com os membros da família, ameaçar, amofinar o juízo, chamar-nos intragáveis, além de arrogantes e nós, bloggers, donas absolutas do espaço, não podemos levantar a voz que logo vêm com:  "é a arrogância de quem no sabe aceitar um comentário diferente do seu."

Oh que coisa, atão podem contrariar-nos e nós não nos podemos defender? Será que é a desdita de quem tem um blogue? É ter de ouvir nas tombas tudo o que um anónimo decide dizer? E levar e levar até a lancha encostar? Poça, eu não sou masoquista.

E depois, falam como se nos conhecessem a fundo. Porque diz ela (a tal cg) que: " tal mãe tal filha".
A minha filha é parecia comigo? Tem graça, toda a gente diz isso! E fico satisfeita. Contente e feliz, dá-me uma alegria tão grande! E sabes, darlingue a minha neta, a mais velha, é parecida com a mãe logo é parecida comigo. Novamente, bumbas, mais uma alegria para mim, mais uma satisfação, mais um motivo para ficar contente. E quando a minha neta tiver uma filha se for parecida comigo ...ai Deus, eu até salto de  nuvem em nuvem no céu. E se a filha da filha da minha neta tiver uma filha se for igual a mim eu darei voltas no túmulo de contente porque sim será uma...Avogi e nunca mais esta espécie terá fim. Será imortal.
Obrigada darlingue por me teres proporcionado este pensamento.

Ai se eu te pego, ai..ai

Às nove da manhã, de uma linda manhã de chuva e orvalho com nevoeiro à mistura (até parecia que o Pedrocas estava a fumar e a mandar o fumo cá para baixo, maroto!), eis que sou alertada pela Pulga "maiveilha" que alguém estava a tocar à campainha. Levantei-me com aquele humor próprio de quem é acordado, assim, com uma bela dumas trombas de fazer inveja ao elefante, e lá vou ao intercomunicador mesmo sem óculos a ver a se distingo tão bela personagem que me fez levantar a âncora logo cedo num dia feriado. Até pensei que eram aquelas personagens, as bruxas, perdão, as testemunhas, mas não.

Digo "sim" com aquela voz de aguardente ou bagaço...
_ Professora - e identifico logo a voz de um antigo aluno meu que costuma vender produtos que cultiva.- Quer abóbora amarela?
- "Só se for para te mandar pós cornos desde aqui do segundo andar até ao beisemente!" pensei eu ao mesmo tempo que colava a boca para que não saísse nada mal-educado pela manhã (caramba, ainda eram 9 horas não ia começar logo com bujardas!)
- Não, obrigada tenho ainda - respondi  a pensar que devia ter dito: "e da próxima vez vai chatear mazé a tua antiga professora em vez de chatear esta reformada que merece o descanso matinal."
- E "muracujales"? - pergunta-me ele não satisfeito por não lhe comprar nada.
"Ai, acudam-me que eu desfaleço e dá-me um mal apopilhetico com esta!
Muracujales? Onde rapaz do abono, onde aprendeste esta? Que me digas maraculajes eu aceito, agora: muracujales!? Ai valha-me a santa padroeira dos muracujales...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de Pão-Por-Deus e não das Bruxas

Hoje é Dia de Todos Os Santos. Dia Um de Novembro, também conhecido pelo dia de Pão-por-Deus.

Tradicionalmente, desde que me conheço e já lá vão 56 anos, sempre vivi como o dia em que ia de saquinho de pano feito pelas mãos habilidosas da minha mãe, de porta em porta pedir o Pão por Deus (nada de doçuras e travessuras isso é outra historia). Foi assim que o vivi, foi assim que o transmiti aos meus filhos, aos meus alunos e assim transmito às Pulgas (meus netos) como manda a tradição.

Íamos de saco ao ombro, a tocar à campainha dos vizinhos (que apesar de ser a brincadeira recorrente da época: tocar a campainha e fugir, neste dia) ficávamos à espera que colocassem algo no saco. E enchíamos e/ou comíamos na ocasião os frutos da época (pois era o que havia). Foi assim que como profissional via chegar os meus alunos com os seus saquinhos cheios para partilharmos no recreio.
Era um momento de partilha, de solidariedade. De amizade, de reviver as tradições da época.

Foi assim. E digo às Pulgas que este é o dia de Pão-por-Deus, e não o Halloween (nada de roupas de bruxas nem abóboras nem doçuras e travessuras). Isso é América. Isso é produto importado (americanizado ou inglesado).
Hoje é dia de comer figos, castanhas, dióspiros, romãs, amendoins, bananas, nozes. E de partilhar.
Esta é a nossa cultura - a cultura Portuguesa. Não permitam que outras tomem o lugar.
 Fotografia: Romãzeira- anã do meu quintal.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Esta temperatura

Vinte e cinco graus (25º) aqui no meu rural, às 17 horas.

Estava eu a lavar o quintal (quem tem cachorros há que lavar todo o dia, detesto cheiro a cachorro!) com as minhas botas Burberry (prontes, tão-se a rir de quê?) olhando de vez em quando para o céu a ver se caía uma gota; nisto, o Pedrocas urina em cima de mim (mas que mijadela, pah!).
- Ó Pedrocas, além os tapetes que sacudiste de manhã e provocou um nevoeiro fino, tinhas tu de... mandar essa chuvada precisamente quando estava a lavar o quintal? Com as minhas botas Burberry?

25 graus aqui no meu rural e ainda há quem vá passar férias ao frio. Eu ia mazéra para o trópico de capricórnio.
Estas botas encontram-se à venda aqui. Eu só roubei a fotografia.

Nada de confusões

Darlingues, os Perinhos da Festa ou Pyracantha não são os "Tomates Ingleses" ou "Tomate Arbóreo" como nós chamamos aos Tamarilhos, nada de confusões.
Os Perinhos da Festa, amigas do Continente, vocês também têm aí pela A1 acima na separação das faixas descendestes e ascendentes.
Quando passarem na A1 lembrem-se de mim, olhem para a esquerda e, vualá, estão à vista. Depois, "degavarinho" a menos de cinquenta na faixa da esquerda e munidos de máquina de tirar retratos, parem, preparem a máquina, não se importem com os apressados, as businadelas, a proibição de parar e de andar a mais de 90 nessa faixa, e da bófia, claro, mas captem um belo dum exemplar dos perinhos. Ah, também existem em amarelo na mesma autoestrada.

Fotografia: Roubada do Espaço do João, o blogue de um madeirense errante a viver em Vila Nova de Santo André.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Perinhos da Festa ou Pyracantha

 Os frutos deste arbusto assemelham-se a pêros, daí que por cá no meu rural são conhecidos como "Perinhos da Festa", e se não sabem ficam já a saber que nós madeirenses chamamos Festa ao Natal, e estes frutos que, segundo li na wikipédia são comestíveis (vou já apanhar estes da fotografia que estão ali na árvore no cimo do meu terreno e fazer uma compota, depois digo e se não disser é que me esqueci) aparecem pela altura do Natal, daí "Perinhos da Festa".
E mesmo que me recuse a aceitar... (com licença, estão a bater na porta será ele, o Natal? Espero que não, ainda não fiz as limpezas!) hoje ao olhar para a árvore lembrei-me que não falta muito para a Festa.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Olhem-me pra isto!

Eu explico.
Saí de casa por esta hora para dar um giro e até me arrepiei não de frio, mas de satisfação.
E não resisti a captar o momento em que no painel eu vi 22º centigrados às dez e meia da noite. Saí à rua de blusa e corsários; o mê senhor de t-shirt, em mangas de cabelo.
Mas onde, em que parte do hemisfério norte se sai à rua a esta hora com roupa de verão?
Respondo eu: aqui, no meu rural, Madeira Island (mas ontem choveu todo o dia e toda a noite). Este bafo quente e húmido mata-me...de prazer.

domingo, 28 de outubro de 2012

Está aberta a época...da leitura

Já vou...(mentira, não vou a lado nenhum), melhor dizendo já li quase metade, faltam assim umas duzentas e tal para chegar a metade do meio, mas lá chegarei, não sei é quando (é que só leio quando estou no trono, sabem onde é, não sabem?).
Por isso, declaro aberta a época da leitura ao mesmo tempo que a época da caça ao faisão. E como não caço faisões vou mazé ler.

A apresentação do livro pela autora pode ser visto aqui.

Se há coisas que detesto ...

...É este horário de inverno, esta mudança de hora, que às seis e meia da tarde está noite. E se é para poupar na luz... não entendo, a sério, por mais que me expliquem... como se poupa electricidade se as luzes estão acesas desde as seis da tarde?
E depois, só de pensar que o sol ainda brilha no hemisfério sul, dá-me vontade de "pegar em mim caminhar mimbora" (como se diz por aqui) à procura dele, do meu amante, claro. Do sol.
Odeio este horário, já disse, mas deixem-me soltar a leoa que há em mim e respingar este ódio pela  terra.
É isto e chuva. E hoje, caramba, chove facas e canivetes do céu.
Não poderia haver sol, calor, praia até às oito da noite, camarões, lapas, esplanadas e roupas leves, sempre?

Ora, digam lá, quem prefere mantinhas nos pés, cacau quente, lareiras acesas, frio e chuva lá fora?

Fotografia: Antiga fábrica de Cerâmica-Aveiro, desde o  moliceiro, num passeio muito agradável com uma amiga. Foto captada com o telemóvel.

sábado, 27 de outubro de 2012

Fim de semana, pois então, e com Pulgas inda melhor






E será que podem explicar às Pulgas que sábado é sinónimo de: "dormir-até-acordar" ou "manhã-de-preguiça" ou ainda "tempo-de-estar-na-cama-e-olhar-para-o-tecto-e-nada-fazer"?


É que além de não ver bem também não oiço bem e às escuras custa-me ler aei beiças de quem fala, e a Pulguinha, a de quatro anos, assim que viu uma claridade (e diga-se eu não vi nada) senta-se na cama e mexe os lábios; eu, para não dar parte de fraca, digo sim com a cabeça julgando que era a pedir a pedir licença para o chichi matinal quando olho e a outra Pulga que estava deitada, assim, como se tivesse uma mola nas costas levanta-se também e vão as duas a correr, antes que eu me arrependesse, porta fora. Claro, o macho-o mê Gu-Gu aproveita a onda e pula pela cama fora.

E tu, o que fizeste avoGi? Devem estar a perguntar e eu não oiço.
Que remédio, não!? Levantei este corpo Grecco (cu Danone foi-se) e fui para a cozinha dar de comer aos bois, perdão, aos cães. E às Pulgas.

Posto isto somente Bom Fim de Semana, pois então! E sejam obrigatoriamente felizes e produtivos.

Fotografia: Pulgas em Viana do Castelo, 27 de Setembro 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Na próxima tomo banho de óculos

Eu uso óculos pois que sem eles não vejo uma nota de cem euros à frente do nariz, bem, também com eles não vejo, mas  isso é outra história.
Ora, como estava a dizer, para tomar banho tiro-os e sujeito-me a estar aos apalpões para agarrar o shampoo o amaciador e, claro, como já devem imaginar, tenho apanhado uns descalabro valentes, ao ponto de dar creme do corpo no cabelo a pensar que era shampoo, e outras que tais. E depois para tirar o creme  foi cá um: " Ai-Deus-mas-porque-me-fizeste-assim-tão-cegueta?"

Desta vez, antes de entrar na banheira olhei bem para o gel feminino e gel masculino. Situei os dois e memorizei. Assim que estou lá dentro, pumbas, esqueço em que lado estava o gel feminino e qual é um e outro, nem mesmo colocando o frasco quase dentro do olho se conseguia identificar. Atão agarrei num e besuntei-me para vir pó meu rural toda cheirosa.
Cheirosa uma ova, ando aqui a cheirar a macho há três dias.É forte este gel. E é melhor cheirar a macho que a cavalo. Há cada uma e eu sem culpa nenhuma. Atiro as culpas à falta de vista e não à cabeça.

Fotografia: (Prima da) Vinha Virgem em Vila Nova de Cerveira. Outubro 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A sério, já não sei o que é

Desde que cheguei ao meu rural e isso tem sensivelmente mais de vinte e quatro horas, que ainda não larguei a vassoura tal qual feiticeira em dia de serviço.
Não sei se será feitio, azar, sorte ou até mania (e diz-se que mania é caso de trapiche), o que é certo é que ainda não a deixei.

Caramba, os cachorros aproveitaram a minha vinda e toca a se deitar nos cântaros não sem antes despejar a terra pelo chão, não sei se julgam que eu fico contente com estas atitudes! Depois, foi o homem que cuida da terra; não viu o chão resplandecente a luzir, de limpa, vai daí coloca as botas d´água em cima. A seguir o Pedrocas manda  uns jactos de água como se estivesse numa banheira de hidro-massagens.

E eu tenho de aturar isto! Haja vassoura e esfregona. A esfregona, essa peste, colou-se à outra mão. É uma na vassoura outra na esfregona. Houvesse  mais mãos e ocuparia com o balde em vez de o enfiar pelo pescoço abaixo como um colar.
Eu sei, eu sei que queriam, adorariam até, ver a minha figura, mas não tenho as unhas pintadas. Jamé deixo me fotografarem com as unhas ao natural.

Fotografia: Foz do Minho em Caminha. 23 de Outubro 2012

Bastou só olhar para o chão...

...E fiquei logo de mau-humor assim que me levantei.
 Ontem lavei o quintal à chuva que mais parecia a outra, a Debbie, a Reynolds no filme  "Serenata à chuva" tal era a indumentaria (e mesmo assim fiquei constipada,merda para a constipação, com licença de vossas senhorias) e assim que colo o nariz na janela, uma forma de controlar o tempo, vejo pegadas de lameiro no chão.

Foi o bastante para inchar as narinas e as queixadas (ou bochechas), de ar e desatar a brigar com o mê senhor, que nem estava em casa mas ouviu, telepaticamente, o que lhe disse.
"Bolas, caramba, anda aqui uma fada do lar a mexer-se como a Shakira  para limpar a casa e vem um lorde  com lameiro nos sapatos e carimba o chão. E acrescentei : Ah, isto não fica assim, quando chegares vais ouvir umas verdades!

Prontes, desabafei com Moi-Même. Depois pensei , e aqui vem o sentimento de culpa por ter sido agressiva de pensamentos: "Oh, coitado do velho, coitado "daquilho", afinal deve ter faltado o gás e foi ainda com sabão no corpo e molhadinho até aos intestinos mudar a garrafa só para não me chamar" (canão ouvia logo na cara que não se acorda uma donzela no seu descanso).

Assim que abri a porta da cozinha para limpar as patadas...
Um saco de legumes esperava por mim descansando na mão da porta. Um saco com bananas, salsa  pimentos, pimpinelas, abóboras...
Afinal tenho de brigar com o homem que trata da terra para quando vir cá abaixo deixar sacos, calçar os sapatos do domingo-os de levar à missa.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sol e chuva. Ó Pedrocas vê lá tu!

Mal cheguei ao meu rural...ah, desculpem, ainda não disse, mas já devem ter percebido.
Já cheguei vim cedo aí pelas oito da manhã (queredo! Abomino viajar pela calada da manhã!) viagem aos trambolhões, aos solavancos, julgo que o piloto veio pelo caminhocaminho antigo, por algum municipal e não pela via rápida, tal era o chocalhar de órgãos dentro do corpo.

Ora, estava uma linda manhã e se ontem segurei as domingas todo o dia hoje já tirei a poeira que elas adquiriram e mal cheguei foi uma trabalheira: lavar o quintal (quem tem cachorros sabe do que falo. E por falar em merda, está um dia de...isso mesmo), desfazer as malas (eita, tanta roupa para lavar!) e agora desfaleço de cansada. Apesar de ter apanhado uma molha (imaginem lavar o quintal com chuva, fiquei que nem um bisalho toda molhada) molhei-me outra vez mas desta feita um banho quente.
Mas ia dizer que estava uma bela manhã e eu a dar palminhas de contente quando ele, o Pedrocas despeja o autoclismo do céu. Por isso nem digo mais nada é que ele está de mau humor.

E porque tudo tem um fim...

...Chegou o dia de dar por acabadas as férias por terras lusas, mais precisamente pelo norte de Portugal.
Parecendo que não há mais de um mês que por aqui ando. Vim a 17 de Setembro e fazendo contas com os dedo não tenho assim tantos.
Por isso, para concluir esta estada, nada melhor do que na véspera (ontem ) voltar a ver sítios bonitos do nosso Portugal.Vila Praia de Âncora, Caminha, Vila Nova de Cerveira, praia de Moledo, Foz do rio Minho... olhar em frente e ver Espanha.

Espanha! Só o nome deixa-me com um sabor agradável na boca, que se há pessoas que gostam de Espanha eu chego-me à frente e digo bem lato: eu gosto. E acrescento, numa Península Ibérica tão grande vou eu cair, como quem diz nascer num ponto minúsculo no Atlântico.
Com muita pena minha!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mas que lindo dia!

Está lindo lá fora! Aquele dia em que apetece lavar tapetes e estender ao sol.(Ainda bem que não tenho tapetes. Oh-oh!)
Também é um daqueles dias em que apetece lavar roupa no tanque e molhar o corpo todo com o mexer na água. (Ainda bem que tenho máquina de lavar! Oh-oh!)
Ou então, está um belo dia para lavar as janelas. (A (projecto-)nora já as lavou no fim de semana. Oh-oh!)
Está um lindo dia para dar banho aos cacarecos de Natal e colocar na rua ao sol. (Mas que é cedo para o Natal. Oh-oh!)

Resta-me aceitar que em virtude de não poder nada disto que referi, resta-me cruzar os braços debaixo das "minhas domingas", melhor dizendo seios ou mais bem explicado, mamas, e esperar que o sol se vá, chegando aí eu digo : Oh-oh! Esteve um lindo dia hoje e eu não lavei janelas nem roupa nem tapetes nem cacarecos só segurei as "domingas!
"Vamilha dizer" que está um lindo dia para...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eu pus-me como os alemães quando perderam a guerra

Andei eu a fazer de conta de que era alemã e em guerra para apanhar a maior quantidade de castanhas que agora cozem ali ao meu lado esquerdo com uma mão-cheia de sal e erva-doce.
E o cheiro ataca as narinas ao ponto de já ter ido meter um garfo numa a ver...a ver... a ver se já se trinca.
Mas não. Ainda estão rijas com´um corno. E cornos, perdão, castanhas, querem-se tenrinhas.
Mais um nadinha e volto à panela é que este cheiro é assim a modos que penetrante: o cheiro da erva-doce.
Vamilhá a ver se chega para todos. Vai uma castanhinha?

Fotografia: E foram destes ouriços as castanhas que repousam na panela à espera...

Também! Caramba!

Tinha de chover hoje?
É que assim como o café Nicola (passo a publicidade à borla), hoje é o dia. Dia de chópingue. 
Aqui vou eu...feirar. Feirantes, preparem-se, abram alas, esperem por mim que a chuva (rás parta esta!) não me atrapalha.
E eu sei que não gostam de feiras, mas se vos disser que no meu rural...para lá daqueles montes atravessando o mar e descendo em direcção a África, e depois virando em frente a Casablanca (porque a Madeira está localizada a 520 km da costa de África e a 1000 km do continente, aproximadamente)...não há feiras, acreditam?
É que não há mesmo! Incrível, as coisas que eu sei e disponibilizo!

Fotografia: Entardecer nos Prazeres - Madeira

domingo, 21 de outubro de 2012

O raio do envelope

A mãe das Pulgas pediu-me: "já que tás aí.. compra umas roupinhas para elas."
Digo-lhe que, em virtude da cabeça já ter sido boa mas que agora já nem tanto, me mande numa mensagem o que quer que compre. E, como havia uma camisola do mê Gu-Gu para trocar ficou que, metia-a num envelope e enviava. Como trabalha todo o dia ia pedir ao pai - mê senhor - para a despachar o envelope e, repito: "manda a lista".
- Sim, vai dentro do envelope - sossega-me ela.

Até aqui tudo nos conformes só que o pai não deitou o estapilha do envelope na segunda-feira, mas sim, na terça feira (e estou aqui há quase um mês, mas madeirense de gema é atrasado e deixa tudo para o final). Por isso, andei a vigiar o carteiro na sexta todo a manhã.
Nada.
Telefono-lhe e peço: "manda uma mensagem com tudo o que queres."
- Pode ser à noite?
Poça !!!!!! Caramba! Shite! Facofe! E porque não agora, raio? - disse para mim sem sequer abrir a boca
- Ah, e tal e coisa e vou trabalhar e não posso.

Poça! Sempre para o final e eu aqui a coçar a hemorroida todo o dia sem nada fazer!
E o raio da mensagem que não vem ...E o raio da mensagem que não chega....E o raio do envelope que não chegou e o raio do desespero a aumentar...
À noite...

Chega o bisalho do trabalho e quem vem com ele vindo directamente da Madeira?
O raio do envelope. Ou melhor, o mê senhor com o raio do envelope debaixo do braço.
E todos sabiam e todos andaram a me enganar. Adorei a surpresa e o raio do envelope.  

sábado, 20 de outubro de 2012

O carteiro toca sempre duas vezes

Errado, o carteiro só toca uma vez deixa o papel a dizer que tocou (uma vez) e ninguém atendeu. Agora, não há outro remédio senão dar cordas nas botas e ir caminho acima até ao posto de correios para receber a tal encomenda e caminho abaixo pelo mesmo caminho para não se enganar de encomenda debaixo do braço. isto tudo porque o senhor carteiro não tocou duas vezes por isso...
- Oh, senhor Pablo Neruda, responda lá com toda a sinceridade e sem gaguejar, é costume, no Chile, o carteiro tocar "sempre" duas vezes?
É que aqui no Porto ele toca uma vez e põe-se na alheta. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E hoje é dia de compras

Domingo é dia de arrastar malas e bagagens até ao "orioporto" e abalar que é como quem diz dar à bala até ao meu rural que as Pulgas já anseiam pela minha presença.
Ora, e por falar em Pulgas, nada como gastar uns, alguns euros (que uma pessoas continua a nadar em dinheiro) para não chegar de malas vazias (havia de ser o bom e o bonito!) e fui comprar umas roupitas que é tradição e um brinquedo que também é tradição, só faltam as gomas, os rebuçados, os chupa-chupas, as batatas fritas, e mais? Ah, os smarties, que se chego sem um adoçante para  a boca quebro a tradição.
Olarilha, se a mãe das Pulgas lê isto vou dançar o "bailhinho" ainda antes de chegar!

Fotografia: Circunvalação-Porto, num dia de chuva, 25 Setembro 2012 (captada com o telemóvel)

Quem tem quem tem

Imaginem a Mariza a cantar esta cantiga mas substituam "amor a seu jeito" por "dor de cabeça a jeito" e, precisamente, estão a olhar de caras ela. Eu. E prontes, uma dor de cabeça por dia nem sabes o mal que te faria. Ontem e hoje ando semenas. A cabeça não anda boa, as ideias no lugar também não (devido à cabeça não estar boa), sinto-me como se tivesse um melão em cima do pescoço.
Alguém quer metade do melão? Uma coisa boa para encetar o fim de semana.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Maças com canela

A comadre nova (termo que tenho de me habituar que na Madeira comadre é madrinha dos filhos), a mãe da noiva, tem um manancial de árvores de frutos em frente da casa; e de cada vez que lá vou estabaco-me para elas. Macieiras, tangerineiras, cerejeira, nespereira, nactarineira, pessegueiro, ameixieira, bem é cá um pomar que me meter inveja mesmo a quem não é invejosa, como eu (mas que fico a coçar a brotoeja só de ver).

Atão no domingo quando já estava a bordo do "Qasqalho" para encetar a descida até ao Porto, olho p´rà macieira-reineteira (inventado agora mesmo, tá boa!) e digo-lhe para me oferecer umas para vir roendo no carro (eu sei que não se deve fazer duas coisas ao mesmo tempo como comer e conduzir, mas que querem?). Bem, ela volta-se e no mesmo já regressa com um saco com mais de cem quilos, para não mentir. Claro que não consigo consumir tamanha quantidade, e tenho comido assim umas cinco por dia atão cozi as restantes. E é cá um semelle!

Não chega para todos mas os dez primeiros a bater à porta ainda se safam!