Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sábado, 31 de março de 2012

Uora se gosto!

E ao jantar vai avançar uma espetada com salada, milho frito e, ah, batatas fritas no Estreito de Câmara de Lobos (onde se come a melhor espetada regional) com as três Pulgas, porque não posso cozinhar nem entrar na cozinha.
Isto e que é uma alegria! Acho que vou  subornar os mestres e pedir para que demorem mais tempo, muito mais, assim a modos que infinito! É que eu até estou a gostar (de não ter cozinha, claro, da poeira, não).
Para hoje já tenho onde comer, agora vamos combinar para amanhã. Alguma alminha caridosa que queira fazer a boa acção de me convidar para o jantar? É só para o jantar, caramba, ao almoço remedeio.

Fim de semana, pois então!

E adeus "Março, Marçagão de manhã inverno de tarde verão" cá nã sei onde se encaixa este proverbio neste ano. É que manhãs de inverno, cá te viste.
"Em Março chove cada dia um pedaço". Onde?
Eu gosto é deste: "Em Março tanto durmo como faço". Por isso, dormir ou fazer, eis a questão.
Eu cá vou optar por fazer...não sei bem o quê.
A todos um bom fim de semana, e já sabem a obrigação cá dagente: desmedida e obrigatoriamente felizes.
Bom fim de semana, pois então!

sexta-feira, 30 de março de 2012

???????

E hoje não posso comentar em alguns blogues.

Afinal já posso nalguns. Durante um tempo esteve inoperacional.
Este blogger anda de candeia às avessas comigo.

Uma questão de...ser mulher.


Será feitio, vaidade, preocupação, vício ou instinto uma mulher olhar-se ao espelho? Porque será que gostamos de ver a nossa própria imagem?
Seja para ajeitar o cabelo, para ver se o baton está borrado, seja para tirar um cisco do olho, não há mulher nenhuma que não se olhe ao espelho, vero?

Eu falo por mim (que de vaidade não tenho nada), sempre que passo por uma montra, uma porta espelhada, mesmo em casa gosto de ver a minha imagem e para vê-la não há como um espelho..Até quando me sento no carro baixo logo o tapa-sol e vejo-me no minúsculo espelho do carro. Narcisismo? Não! Não creio!
E agora a perguntinha inofensiva. E tu, também és como eu que não resiste a olhar-se ao espelho?

Fotografia: A minha imagem reflectida num espelho na Ponta do Pargo. E sim até neste eu miro-me.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sabem para o que nos deu?

Vá, puxem da banquette ou de uma chaise longue se quiserem esticar as pernas, e já digo de seguida, desfrutem do momento primeiro.
Prontes, vou dizer. Atão não é que resolvemos dar uma reviravolta na cozinha? Um make over geral.
Louca eu sei. Mas caramba, mereço uma cozinha moderna!
O pior, o pior é a desarrumação que por aqui vai. As loiças, as panelas, os talheres, as gavetas, a mesa, as cadeiras tudo. As mercearias metidas em caixas, caixinhas e caixões (credo em cruz!), tudo tirado e colocado noutro sítio. Tenho a cozinha sem nada porque vamos começar pelo chão. Mas já hoje os azulejos (não são azuis, são mais pó branquelejos) já saíram da parede.
MÊ Dês a poeira! E começa amanhã. Mas onde tinha eu a cabeça para me meter nesta alhada?

Difícil entrar aqui?

A Fatyly alertou que é difícil entrar no meu humilde casebre. Mas difícil como, Fatyly?
Esmuiçalha ou melhor, põe isso em miúdos para que eu entenda. E aproveito para abrir o livro de reclamações, se mais alguém tem dificuldade em entrar assente o nome e a razão para futura averiguação (eita, até rima). "Se têm algo contra este matrimónio digam agora ou calem-se para sempre." (Brincadeira inofensiva.)
Sou chata, sim, eu sei, já disse isso várias vezes.

Credo! Que soneira!

Fui pôr uma Pulga a dormir - a mai veilha e não é que ia pegando no sono primeiro que ela? E olhem, digo já que o sono era pesado! E quase que pegava nele! Rapariga forte eu.
Levantei este corpo e fui procurar o trabalho, mas como não o encontrei, decidi que, se ele está escondido é que não quer ser encontrado. Atão deixai-o lá e lá vai continuar até se dignar aparecer.
Podes ter a certeza, sim trabalho, é para ti que falo, que não te procuro mais. E, por favor, esquece-me.

Eu admiro, a sério que sim

Admiro as mulheres que não saem de casa sem primeiro limpar esfoliar e hidratar a pele.
Depois disto, basar (dar a base), não sem antes aplicar a pré-base, aplicar o creme anti-olheiras, o blush nas bochechas, mais o pó d´arroz. Logo, olhar para os olhos e delineá-los com o eye-liner sem tremer e aplicar a sombra. Dar o baton, mas antes o hidratante dos lábios e, contorná-los com o lápis. Dar quilhos de máscara nas pestanas (ou rimel) para engrossar, alongar; acentuar as sobrancelhas. Por fim, o fixador de maquilhagem, em spray e, ah, as unhas, sem verniz, não.
Tudo de manhã. Tudo antes de sair de casa.
Admiro. Porque eu não sou assim. Eu pertenço ao outro grupo. Ao grupo das que só lavam a cara com água, aplicam o creme hidratante e baton nos lábios.
E pelo que leio em muitos blogues eu sou um bicho raro. Em vias de extinção.
A beleza tem preço e pelo que vejo muito elevado.
Eu sou assim a modos que deslavadinha, sem sal e sem dinheiro para tanto produto.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ai, mas esta rapariga é cá uma!...


- Avó, quero pão com manteiga doce e queijo - pede a Pulguinha, de mão à ilharga, como uma peixeira (sem ofensa) a apregoar o peixe.
-Só? Não queres mais nada? - Pergunto, a gozar, pois adoro ver o jeito dela.
- Tens fiambre? - Já agora... De olhos bem abertos e já a saborear. Respondo que não.
- E paio?
- Também não - respondo. E de verdade não tinha mais nada.
- E chourição, tens? - Desatei a rir. É que ela gosta mesmo de sandes recheadas com estes ingredientes.
 Digo só que a sua costela beirã está tão presente na comida. E venha chouriço, salsichas, que ela devora, tudo.

 Fotografia: A Pulguinha

E aqui a prova

Tenho ou não tenho razão?
"Vejem". Foi ou não foi a pique?

Uma descida vertiginosa

E desastrosa. A pique direi.
Tinha sempre mais de setecentas (e tal) visualizações de páginas no painel do blogue. De repente, desce para duzentas (e tal).
Ó raio, uma diferença de quinhentas. Ou o blogger anda a se alimentar de visualizações ou então algo se passou.
Cá para nós que ninguém nos ouve e até digo baixinho, eu tenho o reles hábito de fossar em tudo por aqui (para aprender, claro, que ninguém me ensina) e se calhar mexi em algo que não devia. Mas o quê? Já clique numa frase que diz :"nao controlar as minhas visualizações de página".
Agora a pergunta indiscreta: Foi só comigo que aconteceu ou há mais?
Relpe! Samebodi relpe! (inglês)

Mas esta criança tem a língua solta

Ontem à noite, estava sentada por aqui e as Pulgas brincavam enquanto que o Pedro Abrunhosa cantava: "Vamos fazer o que ainda não foi feito".
De repente, assim, saído do nada, a Pulguinha, a espevitada de quatro anos, remata com: o que ainda não está feito...é o jantar.
E nem olha para mim. Assim como uma indirecta. E sabem? Levantei-me e fui fazer o jantar.
Nada como uma petiz para me fazer levantar a cesta ou o "rabichol" da cadeira, e subir as escadas a toda a pressa com um peso na cabeça. Ou seja a consciência pesada, pela verdade.

terça-feira, 27 de março de 2012

E hoje no Funchal...


...Estavam quatro barcos de cruzeiro. Isto quer dizer que por aqui nesta ilha dos amores (como diz uma amiga, muito minha amiga, não é Shirley?) passaram milhares de turistas.
E a baía ficou ainda mais bonita. E o Funchal mais cheio.

E depois, o calor, a quietude de férias da Páscoa, as roupas leves de primavera e o sol a brilhar. Um quadro perfeito. Como perfeita é esta ilha, apelidada de Pérola do Atlântico.

Olha, ouvi dizer...

...Que os madeirenses vivem menos que os restantes portugueses? E os porto-santenses ficaram de fora?

Ai que fiquei triste pa caramba! Eu a pensar que ia ficar aqui até me nascerem  novamente os dentes, até ..bem, até ver estas Pulgas e as vindouras, casarem, até ser tetravó, penta, hexa, nona...

Vou mazé mudar a minha naturalidade e residência e dar de frosques, pôr-me ao piro, fechar a porta por aqui. olhem, vou  Norte (79,58) antes de bater as botas. E mesmo asism ainda bem que sou mulher, porque as mulheres vivem mais tempo que homens.

"Vamilhá" (vamos lá) todos viver pó cont´nente! Ora não querem lá ver que vou ter de emigrar depois de velha!

Fotografia retirada do Diário de Noticias da Madeira.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Alcançar o quadro de honra é como alcançar o Céu

Nunca vi tanta preocupação dos pais para que os filhos pertençam ao quadro de honra da escola. Mendigam, pedem, subornam, acusam, mexem, remexem, ajoelham-se e fazem tudo, tudo para que os seus filhos (que não merecem este lugar) estejam no quadro. Tudo fazem para uma classificação num placard.

E, o que se pretende com o quadro de honra? Incentivar a excelência, claro. Só que os excelentes alunos não precisam de incentivos, prémios, recompensas, reconhecimentos e muito menos o nome colocado num quadro. Eles são excelentes e ponto final parágrafo.

Mas há o reverso. Há os que não são excelentes, nem bons (mas que os pais querem que sejam) e por isso cabulam, mandriam, baldam-se, preguiçam, mas sabem que por fim o nome lá vai estar devido à insistência, à impertinência, ao pedido dos pais ao director de turma.
O que mais me aborrece nisto tudo e falo com o sentido do dever, com o sentido do rigor é que há professores que pactuam com estes pais.
Haja rigor. Haja honestidade. Haja justeza.

Fotografia: A Primavera vista pelos olhos da Pulga (seis anos)

(Ressalvo todos os outros: pais, alunos e professores que não se integram neste texto. Porque nem todos são assim. E ainda bem)

Não há nada mais foleiro...

...Que uma briga entre mulheres.
É o puxar cabelos, é o linguarejar, é o bater nas nádegas, é o pôr as mãos nas ilhargas, é o abanar de ancas, é o gesto, senhor, é o gesto (característico das brigas), é: "o que tu queres é disto" zumba, gesto, e "levas aqui", bumba, aponta para o sítio, é o ofender marido, mãe e pai... e isto tudo com os filhos pelo meio. De olhos esbugalhados, a aprender... E a vizinhança a presenciar, uns ao perto e a dar opiniões, outros ao longe, como eu, que apanhei com isto quando punha roupa no estendal a secar.

domingo, 25 de março de 2012

寿司, 鮨 ou 鮓


Melhor e mais perceptível: sushi.
Pois, como não fomos ao tradicional almoço do dia dos pais por ser na segunda feira, foi-se hoje, domingo. E a tradição manda que seja sushi, até porque a canalha mainova adora comer com pauzinhos.

A título de curiosidade e de informação saibam que o termo "sushi" significa, literalmente, "é azedo".
É azedo mas bom. Tenho dito. E por cá, é comer e depois lamber o prato. E só o mê senhor é que não come com os  筷子 (pauzinhos).

Esta treta da mudança da hora

Posso até ser parva, posso até ser inculta, posso até ser estúpida, ignorante... e mais; daí a razão de não entender a mudança da hora, prontes. Poder até posso, mas não sou.
E esta, ainda vá que não vá, aumenta o dia encurta a noite, mas a de Verão para a de Inverno que põe o mundo ainda mais escuro é que não gosto nada, mesmo.
E, vá lá, se me explicarem bem, com palavras curtas, silabando cada uma pode ser que eu entenda, mas desde já digo que vai ser uma tarefa bem difícil. Sou muito lenta a entender o que não quero e ainda ninguém me deixou boquiaberta e convencida da razão da mudança da hora.

sábado, 24 de março de 2012

Convenceram-me

E até porque a minha comadre (madrinha da mãe das Pulgas) assim que eu coloquei o postezinho a pedir opinião por qual começar ela deixou logo um comentário a dizer: "porque não pelo que eu te ofereci?"
E prontes, comecei e agora é a "viceira" de ler o dito. Ninguém "mapilha" na corrida. É começar e acabar enquanto a fogueira arde, fogueira como quem diz. A febrite. Sim, que eu cá dá-me a febre forte e é ver-e correr para a casa de banho (lugar onde tenho livro, para as ocasiões especiais) para avançar uma quantas folhas enquanto avança umas quantas outras coisas.

Fotografia: "Raparigas da Vila", já passei da capa e prólogo, agora é sempre a abrir.

Obrigada, só isso

Pelos comentários e desejos de felicidades ao pai das Pulgas.
A família agradece.

sexta-feira, 23 de março de 2012

33 - A idade de Cristo

Cristo, como se sabe, morreu com 33 anos e por aqui quando alguém faz 33 anos dizemos que tem a idade de Cristo.
É o caso do rapazinho - meu genro. Natural da Beira Baixa para cá veio estudar (na Universidade da Madeira) e por cá foi adoptado, por mim.
E, porque  hoje é o seu dia de anos, não posso deixar de expressar aqui os meus sinceros parabéns.
Por isso, Parabéns, pai das Pulgas, pelas 33 primaveras (e são mesmo primaveras!).

Fotografia: Pai e Gu-Gu na brincadeira, na festa dos 31 anos. E pensava ele que se livrava de ter um 31 na sua vida!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Crise. Muita crise. Mas de barriga cheia.

Não posso ouvir mais falar em crise. Acho que se banalizou a palavra e muitos não sabem o quer dizer; julgam que poupar é só no supermercado e no mercado.
Falar em crise é, estar sentada na padaria com filhos, na hora quase do jantar (e os pequenos ainda com a bata da escola) e na mesa bolos, pão com queijo e fiambre, mais leite achocolatado e galão e à saída um saco de batatas para cada.
É o pequeno-almoço na pastelaria; é o lanche na pastelaria. Eram assim os meus alunos. De manhã, pastel de nata e um garoto. Ao lanche, antes de irem para casa, uma ferradura e um leite achocolatado. E viviam ali na curva do caminho.
Crise?
Eu é que sempre andei com a crise às costas. Todos os dias levava o meu pãozinho para a escola (ou as minhas bolachas e iogurte), e lá só tomava o café e via as minhas colegas, as mais novas na profissão, encostadas ao bar e sai tostas mistas mais um sumo de  laranja natural e a olharem de lado para a cota velha, e se calhar a pensar: "olha-me esta unhas de fome!"
Eu é que era a parva que não fazia despesa na escola.
Crise? Qual crise? Tanto ontem como hoje.

Já alguma vez disse...

...Que adoro pezinhos de bebé?
Se nunca disse digo agora.

 Nada como morder os dedos, os calcanhares, fazer cócegas para se rirem com aquela boca aberta mostrando a epiglote, contorcionando-se para se afastar das dentadas. Rindo... rindo.
Nada como aqueles dedinhos gorduchos, a pele branca...

Fotografia: Pés do mê Gu-Gu e Pulguinha, aqui, dentro dos sapatos já esfolados das tropelias que muito sofrem.

Não há volta a dar com esta

- Não metas essa colher na boca. - Peço, de forma imperativa, à Pulguinha (a de 4 anos) porque eu havia acabado de mexer o café.
- E porquê? Porque não devo meter na boca?- Esta "gasguita" não se contenta com uma explicação rápida, valha-me a santa padroeira dos avós.
- Ficas tonta - digo eu. A ver se fica por aqui ou se é preciso mais!
- Tu é que ficas - responde logo de seguida e de olhos esbugalhados quase a saltarem dos encaixes.
- Eu? Porquê? - espero a ver o que vai sair daquela boquinha santa, que por vezes é um verdadeiro diabinho.
- Porque tu é que bebeste o café, ora!
Mais valia estar calada. Eu.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Não entendo

Ao  pedir a pensão de viuvez a minha irmã deu a morada do local onde vive neste momento: Londres (e onde o marido está enterrado). Desde Junho do ano passado que o cheque tem ido para o local onde vive.
Fevereiro e Março vieram para a minha casa. Ela admirada, telefona para a Caixa Nacional  Pensões a perguntar qual a razão de estar a ser encaminhada para Portugal? Resposta: "novas ordens. Agora vai para a residência em Portugal, mas se quer que volte a ir para a sua residência em Londres tem de escrever uma cartinha (acho graça ao diminutivo: cartinha) com a morada para onde quer que a pensão seja enviada." (Ó poça, não têm a morada? Como mandaram até então?)

Agora pergunto eu: mas alguém escreveu uma cartinha para alterar a morada? Mas porque razão de um momento para outro se altera sem autorização do utente?
E o mais caricato é que se quer a pensão no sítio onde recebeu durante quase um ano tem de escrever uma cartinha.
E se escrever uma cartinha a mandar para o .... trabalho?

E agora a parte mais gira (vamos lá todos esboçar o sorrisinho amarelo) os cheques são de Portugal para serem levantados pelo próprio, nos CTT, óbvio; mandei-os, como me pediu, e lá vai ela escarrar 9 libras para depositar... cada um. Faque! Góde shave de cuine: (inglês)

9ª - A minha cidade é mais bonita que a tua

Vamos até Swanscombe, Dartford, Reino Unido, local onde vive a nossa Ombemua, dona do blogue Ombemua/Saoirse.
Diz ela:
"Não é uma fotografia da minha cidade, mas sim da igreja que fica mesmo quase ao lado da minha casa. Aproveitei o nevão de 2010 para tirar esta fotografia. Desculpa não ser recente mas de todas as que tinha achei esta a mais bonita."

E é muito bonita, sim, não tenhas dúvidas.
E agora que começa a Primavera é um encanto olhar esta neve.

Obrigada pela participação e contribuição.

Olá Primavera!

canos não te via! Anos não, que ideia! Meses, desde há 9 meses. Vens para ficar ou nem por isso?

Fotografia: A rainha das azáleas. E abrilhanta o meu jardim.

terça-feira, 20 de março de 2012

E nunca digas...

...Desta água não beberei. E quando estiverem para dizer, lembrem-se que eu disse e lixei-me. Agora gozam de mim.

Isto a propósito de gomas, aquelas coisas moles que dentro da boca parece cola UHU, sabem?
Eu não gostava e até falava dos que mastigavam aquela merdinha. Para piorar, até fazia cara de mete-nojo, de enjoada, quando alguém me dizia iscas e rabiscas destas ditas coisas moles como pega-monstros. Eu inté dizia: na minha boca essa coisa mole como lesma não entra. Jamé.
E agora? Agora é ver-me competir com a Pulga na corrida às gomas.

E, se me dão licença, tenho ali um saquito, escondido debaixo de uns frangalhos, vou despachar antes que ela chegue. Orrevuááarre (francês), sim?

Fotografia: Pulga, assim a modos que zangada.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A razão de não gostar do Dia do Pai

Quando leccionava, detestava chegar ao dia do pai e ter de fazer um "berloque" para a criança levar para casa.
A razão? Já devem calcular: filhos de pais incógnitos, filhos de pais separados, filhos com pais emigrados.

E principalmente porque este dia transportava-me à minha infância. E porque eu também sou ou melhor fui, filha de pais separados (desde que nasci vivi só com a minha mãe e irmãos), incomodava-me quando, no primeiro ciclo, perguntavam pelo meu pai e, como na turma todas as meninas tinham a família perfeita, a minha resposta era sempre a mesma: morreu.
Portanto, eu enterrei o meu pai mais cedo do que Deus.
Monoparentalidade não é uma consequência da sociedade actual. Só para que saibam, eu tenho 56 anos.
E neste dia lembro-me sempre da minha mãe, mulher corajosa para a época.

O Dia do Pai é hoje?

E novamente eu esquecida! Só quando a Pulga chega a casa para almoçar e esbaforida a querer fazer um desenho para o pai (e com a pressa escreve pia em vez de pai) é que deitei as mãos à boca e reprimi um: ó caramba! (bem, não foi este, mas é muito parecido).
Atão cá vai. Feliz dia do Pai.

Fotografia: A Pulga (seis anos) a desenhar para o pai. Depois, o trabalho já concluído: a sua família.

E alguém me disse...

...Que esta é a última semana de aulas antes da interrupção da Páscoa. Eu nem sabia! Aliás não me lembrava, mas se estivesse no activo de certeza que levaria os dias contados até ao merecido descanso lectivo.
É que o facto de ser aposentada tem as suas consequências. Boas e más por sinal. Boas é receber logo pela matina de hoje a mensagem que o troliró, cacau, cascalho, mani (inglês), carcanhol, grana, graveto, massa, éreos (há mais substitutos para a palavra dinheiro?) já está no banco. Más é isto mesmo se esquecer-se dos dias e datas.

domingo, 18 de março de 2012

Lamas de Olo


A aldeia de Lamas de Olo (ou Lamas d´Olo) é uma das jóias do parque natural do Alvão, concelho de Vila Real.
 Lugar calmo onde o dia não têm pressa de mudar e as horas passam devagar. Uma quietude onde por vezes o único ruído é o pulsar do nosso coração.
O gado percorre as ruelas estreitas ao ser recolhido ao fim da tarde. As roupas são lavadas no tanque comum e estendidas nas pedras, ou nos fios, que ladeiam as ruelas.
Os estranhos que por ali passam são olhados por entre as persianas das janelas. Nas noites de inverno os homens reúnem-se no café à volta da lareira.

Por favor, façam-se de casa e entrem (aqui). Há mais fotos.


sábado, 17 de março de 2012

E hoje é Sábado

Grande novidade esta!

E ao sábado a blogoesfera é a modos que fraquinha.
Tá visto que durante a semana é o ponto forte.
Tá visto que a blogoesfera também tem horário de expediente.
Tá visto que funciona como uma repartição pública, loja ou serviço.
Um escritório, é isso, funciona como um escritório.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Definitivamente...

...O Inverno para mim acabou.
Na cama já não estão os edredons, mas sim as colchas de primavera. Irra, esta noite pensei que afogava na minha própria transpiração. E punha o pé de fora e outro pé, depois o braço e outro braço, tirava o pé alternava com o braço, desabafava a cabeça. Depois água, pelas costas.

Chega! Ináfe (inglês) disse para Moi-Même, vamos tirar o calor da cama, vamos? Vamos torná-la mais aprazível? E esta manhã, deu-me a fúria descontrolada e tirei o edredon; fui à cama das Pulgas e fi-la também para  a primavera.
Agora se calhar vou bater queixo esta noite!

Fim de semana, pois então!

E já está. Luminoso como se quer, quente como se deseja.
Já chegou. Alegre, bem-disposto, cheio de energia e desejoso de fazer gastar as minhas. Refiro-me ao desejado, (não, El-Rei, Dom Sebastião), ao pedido, ao já saudoso (sim, há uma semana que não lhe ponho os óculos em cima)...
Fim de semana.
E peço, exijo melhor dizendo, que sejam desmedidamente e obrigatoriamente felizes, sim? Vamos fazer por isso!
Bom Fim de semana, pois então!

Fotografia: Entardecer na Ponta do Pargo, Madeira, 30 de Dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ainda tenho os três

Verdade, ainda tenho os três livros que me ofertaram pela "Festa" para estrear e não sei por qual começo.
Acabei de ler o novo do Nicolas Sparks e agora olho para estes três e ponho-me: um na ni poliana uma vaquinha que vem de Espanha (assim canta a Pulguinha). Mas é tão difícil a escolha!
Preciso de um empurrãozinho, por qual me "abico" primeiro?

E como é que se responde?


- Lá em cima - e apontava para o Céu - onde o Jesus está há comida? - perguntava-me a Pulga.
Respondo que não. E pergunto-lhe qual a razão da pergunta.
- Então todos os que lá estão (e referia-se aos que já pereceram: titia, bi e Miguel) morrem de fome!?

Fiquei sem palavras. Expliquei-lhe que no céu passamos o tempo a dormir e se dormimos...não comemos. Ufa, livrei-me desta. Parece que ficou por aqui. Ou não?

Fotografia: "A avó (Gi) apaixonada pelo avô". Eu, com cabelo comprido, o avô de cabelo encaracolado.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Hoje foi assim

E por aqui o calor abunda, por isso o mê Gu-Gu já anda com as canelas de fora e sem meias.
Hoje foi assim para a escola e na vinda uma voltinha de triciclo na casa da avó.
E se há coisas que gosto é de ver pernas ao léu. De criança digo. Branquinhas, roliças, sem pêlos.
Prontes, também gosto de ver canelas de adulto ao léu, mas bronzeadas, magras e com pêlos.

Fotografia: Gu-Gu no intervalo de uma pedalada para a foto que a muito custo foi captada. Ele não sossega.

A sério, admiro

Admiro as pessoas que logo de manhã assim que se levantam e ainda de robe e camisa da noite e quiçá, com as ramelas nos olhos, vão ao facebook escrever: bom-dia.
De tarde, quiçá, sem o pijama vestido, estão lá novamente a desejar: boa tarde. E à noite, quiçá, de pijama vestido antes de se deitarem vão ao facebook desejar boa noite a quem fica.
A sério, admiro a paciência, a delicadeza e a perseverança.
Eu só lá vou saber de coisas novas. Ou seja, "bilhardices".

Fotografia: Desenho da Pulga (seis anos) representa a educadora com o marido e as filhas. Feito ontem na hora do almoço e entregue à educadora. (Cromática esta Pulga! digo eu)

terça-feira, 13 de março de 2012

Pode ser da idade

É que estou aqui a cair para o lado esquerdo de sono. Mas se vou para a cama é sinal de que não durmo e começo a pensar em tolices; por isso, mesmo que eu caia, do chão não passo, atão fico aqui.
E se cair, olha, levanto-me que já cai tantas vezes e de todas me levantei, sozinha.
Prontes, era isto. Enquanto me equilibrar, não está mau. Se falarem e eu não responder, gritem que acordo logo.

À espera

E a gataria espera que a comida caia no prato.
Enquanto não cai, ficam ali, no parapeito da janela da cozinha.
À espera que o sol se ponha, à espera que eu me despache, à espera daquele ruído característica da comida a cair no prato. E só assim se levantam e correm com as patas todas.
Mas entretanto esperam... e posam para a fotografia.

Fotografia: Gata-Gira, Mimi, Ruca II, Preto e o Fuscas que por ter Dom no nome não se junta com a plebe

Calor calor calor

As minhas alfaces, couves, aipos, alhos enfim, os meus produtos hortícolas estão à sede. As minhas flores estão de bico aberto à espera de uma gota d´água. E sempre que apareço à porta elas viram-se para mim a pedir: água água; eu é que faço ouvidos de mercador. E não cai nem uma do céu (eu cá até prefiro assim, sou rapariga dos trópicos, já disse).

"E temos de ter em atenção que vivemos numa ilha rodeada de mar" como diz o novo secretario da educação (novidade não?), por isso água não falta. Mas a água do mar é salgada (será que ele sabe isso?) vou ter de encher o "aguador" e regar as flores que se me ponho à espera da chuva para me substituir nesta tarefa de certeza que elas murcham.
Será que ainda vamos dançar a dança da chuva?

Fotografia: Um vaso do meu rural com novelos (como se diz por cá).

segunda-feira, 12 de março de 2012

Vá, estou preparada...

...Atirem-se a mim, estou cá e vou defender-me.
Não gosto de bacalhau. Fico com "fiapos" (ou fios) entre os dentes e depois tenho de estar a palitá-los, mas se me derem uma boa posta de atum já me atiro de cabeça dentro do prato.
Era só isto. E sim, sou portuguesa, sim senhor, mas não gosto de bacalhau.
Há-de haver mais alguém que não gosta. Ou estou sozinha?

Coitado do homem!

Vamos então puxar um banquinho que isto hoje vai pegar de galho. É assim como um uorquechope sobre a viuvez. Uma dúvida que "marrelia" e me dá bábedas pelo corpo todo como se fossem bexigas loucas esta conversa de viúvos e viúvas.

Um homem que fica viúvo pode logo voltar a andar de braço dado com uma mulher ainda no período de luto.
"Ah, e tal, coitado do pobre do homem! Tem de ter uma mulher; ele gostava muito da  sua, mas agora sozinho não vai aguentar! Ele chora muito, lembra-se da outra, mas já viste? Como vai viver sozinho se sempre teve uma mulher a seu lado?

Alto e pára o baile!
E se for uma mulher a ficar viúva?
Bem, aqui a coisa muda de figura. É logo apelidada de desvairada, que não aguenta sem um homem, que não respeita o luto, que já andava embeiçada, que sempre foi assim, que não pode ver um homem, que o marido ainda não arrefeceu e já anda na boa vida!  E...coitado do marido!
Portanto sempre e sempre coitado do homem: esteja viúvo ou morto.

Fotografia: Ponte de Lima, Julho de 2010

domingo, 11 de março de 2012

Só...

...Mas só mesmo para agradecer os comentários de parabéns e votos de felicidades. Não posso ficar mais tempo porque tenho loiça para arrumar, ainda varrer e limpar, mais deitar no vidrão os cacos dos copos que parti, pois não há festa nesta casa que não haja copos partidos (na próxima é de plástico, colorido, para ser lindo!). Eu parti um ao pegar nele para dar ao o mê senhor, bumba, cacos; ele riu-se, aquele sorrisinho amarelo e a pensar: esta minha senhora faz tudo à louca!, eu modero a rapidez dou-lhe, ele coloca com todo o cuidado e oiço: pliiiim, plimplim, plimpimpimpimpim.
O meu ao partir foi tão perfeito perfeito que só partiu, mas o dele... ai Jesus, esmigalhou-se e ainda se lhe meteu um caco no dedo.
Boa, agora ri-me eu (não se deve rir dos outros, é muitá feio. Atão tirem lá esse sorriso da cara, sim?)
E ainda dizem que a pressa é inimiga da perfeição!


sábado, 10 de março de 2012

Parabéns, Pulguinha.


E hoje cresces mais um bocadinho.
Os teus 47 centímetros de nascimento aos poucos foram aumentando.
És baixinha todos dizem, mas o teu tamanho não te impede de ser: carinhosa, meiga, esperta, criativa, observadora, perspicaz e faladora, sim, quanto baste, a conversa é o teu forte.
Como? Porquê? Porque? Os advérbios mais pronunciados...perguntas com direito a resposta.

Parabéns, minha Pulguinha!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Amanhã há festa no rural

Obrigada obrigada obrigada.

Já cheguei, já dormi e já tenho trabalho, um monte dele à minha espera. E à minha espera estava o senhor e um ramo com três rosas, uma por cada neto.

A bem dizer, tenho uma festa para preparar. A Pulguinha faz 4 anos. Quem havia de dizer que a minha Baixinha tem quase quase 4!? Baixinha, arrumadinha, "muciça" (em vez de maciça) como se diz por cá. Mas na esperteza, ui!, dá cartas.
E cresce, cresce. Estas Pulgas crescem!

Por isso e porque amanhã é o seu dia fica aqui o convite. É sempre com prazer que recebo os amigos. E os não amigos também.
Vá, dedinho no ar para a contagem, quero saber quantas cadeiras ponho à roda da mesa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

E daqui a pouco...

... Já vou.
Tenho um avião para apanhar. Vou matar saudades das Pulgas. E do meu rural.
 E como diz a Pulga (a de seis anos):
- Já estás aí há muito tempo! Tenho tantas saudades tuas! E vamos ficar coladinhas durante muuuuuuuuito tempo. Não te vou largar.

Até amanhã.

Fotografia: Casa em ruínas no apeadeiro de Alegria. Alto Douro Vinhateiro.

E porque o romance está no ar...

..Porque não um passeio de moliceiro?

Passear pelo canal, sentir o vento, olhar a água. De braço dado, aquecendo as mãos, respirando o ar frio, partilhando palavras quentes. Só nós dois. Eu e tu caminhando...sem rumo sem destino, mas sempre olhando a água. Magia? Saudade?
O anoitecer em Aveiro é belo, romântico.

E esta cidade está cada vez mais bela. Surpreende-me. Atrai-me.
E desta vez superou. Não há nada melhor que uma boa companhia!

Fotografia: Anoitecer em Aveiro, captada com o telemóvel


7º - A minha cidade é mais bonita que a tua

Voltamos a Portugal, depois de termos viajado até aos EUA, desta feita pela mão do João Menéres do blogue: Grifo Planante. Um homem do Porto e que tem uma mão especial para a arte de fotografar.
E perguntou-me ele: - Esta serve?
Eu respondi-lhe que é de cortar a respiração!

Obrigada, João pela contribuição e participação.

A minha cidade


Quem quiser participar, basta enviar uma foto da sua cidade (onde nasceu ou vive) e mandar para giselda234@hotmail.com; dizendo de que cidade se trata e o nome do vosso blogue, e se quiser acrescentar uma frase ainda melhor.

A direcção agradece
Obrigada

quarta-feira, 7 de março de 2012

Não há remédio. Tenho de aceitar

- Olhe, diga-me por favor - pergunto ao senhor que me serviu uma chinesa (chinesa é meia de leite, nada de confusões). Há por aqui um supermercado?
- Ali, o Pingo Doce (publicidade gratuita). É só atravessar a rua.
Rodo a cabeça seguindo a direcção do seu dedo e lá estava ele.

Chiça, construíram o raio do supermercado nesta semana? Garanto que na semana passada não estava lá. Isso juro. E não sou mentirosa.
Sou mazé distraída. Não há volta a dar!

Eu sei, sim, mas podia pelo menos ser simpática

Na padaria escolho o saco com pão mais moreno, bronzeado, ou seja, queimado. Não gosto do pão mal cozido, branco, adoro aqueles casquinhos crocantes.
De repente o saco rebenta, cai ao chão (mantendo três dentro), mas sai um que rebola. Agacho-me para apanhar ao mesmo tempo que olho para a senhora padeira, para me desculpar...
Mas que cara que me fez! Se aqueles olhos fossem labaredas queimavam-me!

Entrego-lhe o saco (com os três pães dentro) e o que caiu separado ao mesmo tempo que peço desculpa pelo sucedido e atiro as culpas ao saco que rebentara.
Sempre de má cara, tira-me o saco da mão, que quase voa, atabalhoada como um "estapor" e sempre com cara de pau revirou os olhos como que a dizer: "olha-me esta parva! Tava a ver que não aparecia uma hoje! 
E...sabem o que fez? Imaginam?

Só digo que, coitado de quem levou o saco para casa; comeu um pão que tinha rebolado pelo chão, mais três que já tinham caído, voado e jogados a toda  a toda a pressa dentro de um saco novo.

Fotografia: Árvore nas Termas de Peso, Melgaço

Megan is missing. E eu no sofá

E quando dizem: não vejas, não olhem, não é aconselhável, é quando suscita mais curiosidade.
Foi assim que aconteceu.

A Ana FVP  do blogue: Laranjaverderosa" publicou um poste (este, concretamente) acerca do filme "Megan is missing" com recomendações do género:...terror psicológico puro...assusta os pais e as criancinhas...bandidos que aparecem na internet...poupem-se a um aperto no coração...pesadelos nocturnos....filme pesado..


Prontes!  Caldo entornado! Sabem o que se faz nese caso, não sabem? Foi excatmente isso que fiz. Aquela vontade mórbida de ver o filme, de ter a minha opinião, fez com que roubasse logo da net e, à noite, sentada que de pé ia-me dar a "cangueira" nas pernas, vi.

É baseado em factos verídicos (foi este o motivo que impulsionou a minha curiosidade). E, de verdade, quando há filhos adolescentes e um computador ligado à net ao seu dispor todo o cuidado é pouco. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Andar de cabeça no ar

Uma coisa que gosto de fazer: andar pela cidade e olhar o céu, ver o sol, observar os edifícios, telhados, basicamente (que querem? devo ter uma telha corrida ou partida daí gostar de ver os telhados), fotografar o sol, ouvir as conversas de quem passa (prontes, já sabia, não sou adepta do Voyeurismo, simplesmente, ouvir sem duplas intenções).

Mas não posso olhar o céu olhar, os telhados. Com muita pena minha tenho de estar de cabeça baixa e ver só ver chão. É que se levanto a cabeça sujeito-me a patinhar as "buseiras" de cachorro espalhadas pelos passeios.

Fotografia: Telhados do Porto vistos da Sé.

Menina, tenha modos

No comboio senta-se à minha frente um casal. Ela adolescente, ele já entradote, com entradas na cabeça ou seja quase careca. Assim que se sentam, ela dá-me um pontapé foi sem querer eu sei, mas deu. Trocámos um sorriso, o meu amarelo o dela esverdeado.

Mal o comboio desliza começa o arraial, a festa. Eram beijos daqueles de tirar o fôlego, depois uma lambidela na orelha dele, logo de seguida uma transfusão de cuspo. Mexe, remexe, troca a perna, coloca em cima dele. Braço no pescoço, mão na cara, repenica mais um beijo.
Eu nem sabia se olhava ou...se olhava!

Bem tentava não olhar, fechava os olhos mas, caramba, não ia fazer uma viagem às cegas! Ele, mais comedido, talvez por ser mais velho sorria, mexia-lhe no cabelo. Ela pedia beijos. Beija-me dizia. Só faltou fazerem meninos! A sério!

"Querida filha (isto para não te chamar: adolescente "asneirona", parva, sem modos nem decência!) atenta ao que te digo; não era preciso tanta demonstração, deu para perceber o que tu querias dele, agora ele... não sei não! Nem tanto ao mar nem tanto à serra."

 O que estranhei foi que no final da viagem cada um segue o seu caminho. Diferentes por acaso.

Fotografia: Aveiro. Março, 2012. Captada com o telemóvel.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Há um ano atrás

Estava aqui. Londres.
Nove graus, céu azul, sol a brilhar e um frio de rachar ossos. Mas vale a pena. Sinto-me em casa.

domingo, 4 de março de 2012

Eu e o Albert Nobbs sozinhos em casa

Jantar de sábado foi uma reunião de jovens (eu incluída) de madeirenses. Madeirenses estes que saíram do seu rural para virem estudar no continente, entre eles uma antiga aluna minha.

Comida caseira e bem nossa: milho cozido com peixe. E foi mais ou menos assim: "minha mãe vai cozer milho, queres?" Resposta: "Eu adoro milho! Saudades! Conta comigo. E éramos sete mais a "madame" (projecto quase nora).
Um "panelão" de milho, uma travessa de pescada e muito molho (de cebolada), sim, que madeirense não come só o milho, tem de ter molho para pô-lo a nadar. E molhar cada colher na "molhanga" antes de a meter na boca. Foi literalmente um ataque ao molho.

Depois foram para a naite (inglês).Vamos? perguntaram-me. Eu sou jovem, sinto-me jovem, aliás ainda aguento uma noitada, mas...
- Não. Tenho um filme para ver - respondi.

E vi: Albert Nobbs.

sábado, 3 de março de 2012

Ande o vento por onde andar no Inverno há-de chegar

E o que me dizem deste vento?
Chato, não é? Bom para estar em casa no aconchego.
E ainda não saí à rua, só olhei e vi que as árvores abanam,  mas cá p´ra mim, e diga-se que de meteorologia não percebo peva, árvores a abanar é sinal de que por aí vem coisa grossa!
"Uora" se vem!

Vá, expliquem-me: a chuva encolhe os estacionamentos como encolhe o cabelo?

Estou na rua ao lado do carro e digo: hummm, os vizinhos apertaram-me, mas isto (referia-me ao carro) vai sair daqui nem que seja batendo à frente e atrás! Eu vou e não é a pé!

Não foi difícil, depois de medir cá fora dentro do carro penso nas medidas e lá fui, sem bater em nada, a não ser no pára-choques (mas é mesmo para isto, não é?) do da frente e no de trás. (Estou a inventar! Não bati, poça, conduzo há 30 anos!)

Fui dar as voltas que tinha a dar quando cheguei a casa, o lugarzinho ainda estava à minha espera. "Olááááá, óptimo, ainda estás aí? Vamos lá a meter o carro! Vou transpirar mas vou pôr-te ali nem que seja de grua."

"Oh! Mas esta coisa encolheu com a chuva, ó que foi?" disse para mim.
É não é que não consegui meter o carro no espaço de onde o havia retirado! Cá p´ra mim, que ninguém nos ouve, ele - o vizinho chegou o dele mais para a frente só para me ver transpirar! Ou então foi mesmo a chuva!
Mas não transpirei, prontes!
Mas também desisti, prontes!

Fotografia: Comboio que faz a ligação São Bento - Pocinho, em Alegria.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fim de semana, pois então! Primos e amigos sempre

É verdade, este é o primeiro fim de semana de Março, aquele mês em que as árvores começam a despontar. E faça chuva, faça sol marcamos encontro aqui, neste sítio onde os amigos se encontram para trocar umas palavras de amizade e votos de bom descanso.
Por isso e porque a amizade não se mede só por desejos, exijo que sejam desmedidamente e obrigatoriamente felizes.
Bom fim de semana, pois então!

Fotografia: E porque hoje há um grande jogo e porque estes dois primos (Bisalho e Bia) partilham o mesmo gosto pela cor e porque são ambos imigrantes e acima de tudo amigos.

E ontem pesquei "bodeões"

É verdade. Ontem depois do jantar quase que batia com a cabeça no "imbigo" de tanto cabecear de sono. E assim como se diz no meu rural pesquei uns "bodeões" valentes.
Digo para mim: "Ó sua tonta, o que fazes? Porque teimas em manter-te acordada?Porque não te deitas? Sempre é melhor que estares aí a pescar bodeões e por esse andar ainda vais "desnucar" o pescoço!"
Prontes, apaguei a luz, mantive-me no calor, mas de televisão "acesa". Mas, o sono era tanto, tanto que nem olhava para a matraca da televisão. Continuava a pescar...Desliguei-a. Fez-se escuro...

Mas para onde, raio, foi todo aquele sono que eu tinha? Comecei a falar inglês: shite, faque...ó camone! 

Procurei-o. Ainda olhei para os lençóis não fosse ele estar ao meu lado, olhei para o tecto a ver se estava lá escondido a jogar aos "escondarelos" comigo; olhei a porta, não estava lá. Tacteei para agarrá-lo. Perdi-o, sim perdi o sono, aquele que me fizera pescar uns bodeões, num instante, evaporara-se. Tive-o e deixei-o.
Estive "vai nã vai" para "mandar-ele" dar uma volta, mas depois, ao fim de muito tempo de desespero chegou.

Fotografia: Termas de Melgaço, Fevereiro 2012


quinta-feira, 1 de março de 2012

Tanto pedem, tanto rezam, tanto se preocupam...

...Tanto falam dela... que a bendita da chuva chegou.
Ainda há pouco começou com umas gotinhas, depois umas gotas bem fortes,  uns risquinhos e depois  um valente pé d´água.
Tanto se preocuparam que ela não vinha que devia vir que está no tempo dela... tanto, mas tanto se falou que ela chegou. É como a má sorte!
E veio com força, apanhando muitos desprevenidos. Como eu.

Agora deixai-me pensar: Não podia só chover à noite? Não podia só chover em cima das alfaces, couves, brócolos, vaginha para regar sem ser em cima do lombo das pessoas incautas como eu? Não podia só chover nos que estão munidos de guarda-chuva, capa e botas de água?  Não podia só chover na cabeça dos que queriam chuva?
Não podia só chover...no Equador?

Fotografia: Rio Castro Laboreiro em Castro Laboreiro. Serra da Peneda. Fevereiro 2012

E depois não querem...


Diz ela:

 Uma Avo(GI) que é de todos (bom, quase todos...)

http://avogi.blogspot.com/

Para mim, o melhor dos melhores blogues que sigo. A quem não conhece, obrigatorio ler correndo o risco de ficarem fãs!Que me desculpem as minhas queridas amigas que tb sigo, mas a AvoGi é a minha eleita nº1!Tem o dom de me fazer rir qd me apetece chorar e faz-me querer ir à Madeira só para a conhecer! (diz que agora até é mais fácil, pois anda de máquina em riste aqui pelo "contenénte"!!!)

AvóGi, desta tua neta, segue um grande beijinho e a esperança de irmos ao Goucha um destes dias!!!!!!!!!!!!! :)

Da Patrícia do blogue: Diário de uma mulher (im)perfeita.

...E depois não querem, digo eu, que seja convencida, vaidosa, presunçosa... (e já agora, obrigada minha doce Patrícia) e outras coisas mais. Fiquei perplexa, quando vou visitá-la e deparo-me com um poste dedicado cá à rapariga que sou eu.
Obrigada mais mil vezes, sim?

 

Pára escuta e olha se não queres ser atropelada

Estou a encetar a travessia da rua na passadeira, aliás estou já na passadeira, de repente páro porque vem uma senhora a conduzir uma viatura (sinal de perigo ao volante) a toda a pressa. Estou parada a três quartos da passadeira, ela acelera (por isso parei) e com a mão no ar em sinal de stop, diz-me: " desculpe!" (vejo pelo movimento das beiças), e passa a acelerar, aliás, até desvia um pouco.

Minha senhora, minha rica senhora se conseguisse ler as minhas beiças (como eu consegui ler as suas), veria para onde a mandei, mais os palavrões e as pragas que lhe roguei.

Esqueçam essa de: "e tal e coisa não se deve rogar pragas..."
Eu sei, mas já viram a praga que era eu ser atropelada? Sem testemunhas, ela continuaria na "esgalha" e eu estendida no chão, espalmada como se tivesse passado um cilindro em cima de mim?

Fotografia: Na linha, no apeadeiro da Alegria, Fevereiro 2012. Atrás, o Alto Duro Vinhateiro.