Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sábado, 29 de setembro de 2012

E agora vivós noivos que se vão casar

Mê Dês, é hoje o tal dia! Dia do casamento do mê bisalho.
Tenho uma grande responsabilidade: levar o noivo até ao altar e esperar que a noiva branca e radiante chegue.

Será que vai chegar a horas? Será que vai chover ? Será que vai correr tudo como planeado? Será que vão estar felizes? Será que...
Tantas perguntas! Tantas incertezas!
De uma coisa tenho a certeza: foi tudo planeado ao pormenor.
Eu estou feliz, além de nervosa, ansiosa, cheia de tiques, cheia de esperança, cheia de memórias!

E para acrescentar esta felicidade que me enche o peito o facto de terem escolhido este dia para o casamento. O dia de anos da minha mãe, que se fosse viva faria 93 anos. Enche-me de alegria.
Parabéns, Bisalho.
Parabéns, Mãe!

Fotografia :Os nubentes

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Projecto-nora faz anos

A um dia do casamento a noiva faz 26 anos. Sim, que amanhã é o grande dia de casamento desta linda rapariga de Ponte de Lima com um lindo rapaz da Madeira. O mê bisalho.

Parabéns, Madame, muitas felicidades.
Amanhã é o teu grande dia. O teu, o meu, o nosso, o de todos os convidados.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

E depois há aquele nervoso muidinho...

(...De mãe de noivo, acrescento) Julgo que todas nós, mães, nestes dias sentimos esta dor. Algo que é nosso (e continuará ser) mas que soltou-se. Uma dor de perda, de quem vai dar um fígado, um rim, um coração, um braço, sim é isso, um braço, é como viver sem um braço.
Neste momento já só tenho um, o outro levou a minha filha quando casou. Mas esse braço já se multiplicou e essa multiplicação está ali a quatro quilómetros; agora os bisalhos do mê bisalho!...

Chiça, já estou eu a pensar a nível de futuro, que vício e feitio este, de sofrer pelo amanhã? De penar em pensamentos?
Mas o elástico...(depois explico noutra publicação) de tanto ser puxado, aos poucos perde a elasticidade, mas não se solta. Jamé ou néva (francês ou inglês, escolham, sff)

Fotografia: Plátanos (ainda) verdes na Circunvalação, Porto, Captada com o telemóvel a 24 Setembro 2012.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Venham comigo ver os aviões

E por ser vésperas do casamento começam a chegar os convidados. E quem vai vestir o uniforme de motorista com direito a barreta na cabeça e luvas brancas, quem é? Precisamente, estão a olhar para ela embora não a vejam. É que chegam de Londres os tios do noivos. Lá vou eu a caminho do "orioporto." Voltinha pela baixa para conhecerem e fazer tempo para voltar ao "orioporto" desta feita com uma abelha afretada (carro alugado). Voltar a ver os aviões porque chegam as Pulgas (yep) respectiva mãe e mê senhor.
Só mesmo de carrinha de nove lugares para caber toda a família!

Se virem uma vane (inglês) cheia de Pulgas lá dentro a saltar, a pular alegres como se o mundo fosse acabar e tivesse que se despedir da alegria, já sabem, toca a "açanar" (acenar) que somos nós.

Fotografia: Pulgas da AvoGi no Calhau de São Jorge-Madeira

terça-feira, 25 de setembro de 2012

E depois há aqueles dias...

...em que apetece andar à chapada.
Precisava de ir à casa de banho.Como estava na baixa e não aguentava entro num café. Pedi um carioca (que custou cinquenta e cinco cêntimos) porque na porta da dita, estava um cartaz "para uso dos clientes canão paga 0,50€" e fui à casa de banho. Além de suja não tinha cabide para dependurar a mala e sacos. Penduro na mão da porta.
Ainda nem estou acabada do serviço que ia fazer quando alguém mexe na mão da  porta sem bater e parecia que tinha uma vontade louca de entrar (calha que tranquei canão ia logo mostrar os entrefolhos).

Ora, a bolsa que lá estava pendurada, com a força com que se tentou abrir a porta, caiu ao chão.
Assim que senti, corro logo para a amparar antes da queda mas infelizmente não cheguei a tempo. A minha mala que foi dada pela minha filha com pegas de madeira ... estatela-se no chão! E partiu uma pega (gandaaaaa...esse mesmo, esse nome que estão a dizer baixinho).
Saí à pressa e, antes que lhe fosse às fuças, respirei dez vezes.
Biteche, aquela biteche (inglês) olhava para mim com cara de caso. Ainda lhe perguntei se não costuma bater antes de abrir, mas a vaca...(ai desculpem, saiu), só balbuciou: "desculpe."
Desculpe? Só "desculpe"? E a pega da mala partida, hã?
Ainda pensei armar uma escandaleira, mas com a aparência dela ia sair a perder.
É que há aqueles dias em que não se deve sair à rua, caramba!

Fotografia: Baixa do Porto perto da estação de São Bento. Captada com o telemóvel.

Um desabafo desabafado

Não sou eu quem vai casar, mas parece. Ando a tomar as dores alheias como minhas e ..ai, nem sei o que dizer... estou com uma grande responsabilidade: a de levar o noivo ao altar e caminhar pela nave da igreja de braço dado e...entregar à noiva.
Mê Dês!

E se... e se... e se eu, orgulhosa, não o entrego à madame? Se...quando o padre perguntar "se há algum impedimento para este matrimónio diga agora ou se cale para sempre" eu não me cale? E com voz de trovão eu disser: "sim, há. Eu não estou preparada."

Não, não estou ainda preparada, mas aos poucos terei de me acostumar à situação de que estaremos separados. De que o mar que sempre nos uniu agora irá nos separar. E custa e dói.
Eu que, como sabem, o meu ideal de família, o meu desejo era ter marido, filhos e netos ali à minha roda; não, nao sou matriarca, mas guardadora daquilo que eu e o mê senhor formamos: a nossa família. Eu que fui filha (e ainda sou irmã e tia) de emigrantes agora sou mãe...de emigrante. Sim, o Porto é mesmo ali, mas não é tão linear como parece.
Para mim, é longe, tão longe como a lua. E essa vejo-a todas as noites.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Se não perguntasse não ouvia o recado

Vou ao banco para levantar dinheiro. Espero pela minha vez o senhor de fato diz-me pode sentar-se aqui .
Cá comigo pensei e disse a Moi-Même "queres ver que vai demorar?"
Sento-me. Ponho a perna esquerda sobre a direita. Desfaço o que fiz. Estico as pernas. Bocejo. Vejo fotografias no telemóvel, escrevo mensagens em rascunho. Escorrego na cadeira já farta de esperar. Volto a olhar, o senhor de fato ainda atende o rapazinho. Chega um casal de idosos. Sentam-se. Vem outro senhor de fato e atende-os logo. Disse pa Moi-MÊme: "Devem ter entrevista marcada." Ela nada responde. Também!Tá cus humores! Volto a cruzar as pernas. Descruzo. Abro a boca tipo jacaré. Fecho e vejo a chuva lá fora. Conto as pingas que ficam no vidro. Poça! Ca demora!
O banco fecha as portas. Passa uma hora. O casal sai do gabinete e vem o senhor de fato todo prestativo e ..
- Posso ajudar?
Fulminei-o com os olhos ao mesmo tempo que...
- Já podia ter ajudado antes de atender o casal. É que eu estava primeiro. - Isto assim a modos que  não-me-venhas-com-merdas-que-tou-irritada-e-só-me-apetece-ir-te-às-trombas.
- Ah, não reparei e como eles não se acusaram!?
- A sério? E iam dizer o quê? Abra os olhos e esteja atento a quem chega primeiro, era isso??

É o desejo de muitos

- Ai, tia! - diz a minha sobrinha adolescente, que iniciou no ano passado o ensino superior, olhando para mim depois de termos dado uns passeios pela Invicta. - Quem me dera ser reformada! - acompanhado de um grande suspiro.
Referia-se a mim e ao facto de estar a passear e para mais, longe de casa (de férias, prontes), enquanto o resto da família, neste momento, trabalha.
- Ai sobrinha! - disse-lhe no mesmo tom de voz - o que eu trabalhei enquanto tu mamavas!

domingo, 23 de setembro de 2012

Noivo que é noivo vai sem vinco

Noivo vai para despedida de solteiro. Noivo pede à mãe para dar boleia até ao outro lado do rio Douro. 
No elevador, mãe repara que a camisa tem um vinco ali perto do ombro, mas cala a boca. Prima que é desbocada abre a boca e diz :"tem aí um vinco. Fica feio!"
Noivo pede à mãe para tirar o carro da garagem.

Noivo vira as costas à mãe e prima e dá de frosques pelo elevador acima. Mãe pensa logo: "vai engomar a camisa." Prima pensa: "esqueceu-se de algo."


Entrementes, dentro carro, a levar uma seca está a mãe e a prima já em sufoco devido à demora.
Noivinho chega. Mãe dá de caras com o sítio a ver se está lá o vinco. Desapareceu. Como se eu não soubesse...
Vai-se todos. Atravessa-se o rio, à louca, passa-se o Dragão, nem se olha, forbiden, demora-se bué de tempo. Amália, a menina do Tom-Tom, avisa: "chegou ao seu destino."

Quando noivo sai do carro, mãe fica assim a modos que bico-aberto. Queixo cai-não cai. A camisa que outrora estava com um vinco, somente, está agora cheia deles. Toda enovelada. À frente, atrás devido ao cinto de segurança. Mas vincos de ferro, jamé!!
Valeu a pena?

A ver se nos entendemos

Digo à minha sobrinha, ao pequeno-almoço que coma algo. Não quer, e faz nariz de enjoada e cara de cheia.
Sento-me a usufruir do meu, e se há momentos que aprecio é este, enquanto ela sentada, olha para a televisão. Volto a lhe perguntar e sai uma explicação de como é o momento mais importante do dia e pataqui-patali. Ouvidos de mercador. Continua sentada.
Entretanto levanta-se, aproxima-se do frigorífico e tira aiceti (inglês).
Volta a explicação de como é tão importante o pequeno almoço como os elementos que o compõem, neste caso, o leite.
Olha para mim com cara de mete-nojo, com cara de repulsa e diz que não gosta de leite. Só se estiver frio.
Até falo mais depressa, não vá esquecer-me do que vou acrescentar e digo: - "Mas o leite está bem frio. Está no frigorífico."
- Refiro-me ao tempo, tia. Só quando está frio lá fora é que gosto de leite.
Portanto, venha o inverno, a chuva, o vento, as temperaturas baixas, o escuro dos dias, as mantas, as lareiras acesas e é ver a rapariga de pacote de leite... frio, do frigorífico, à boca.

sábado, 22 de setembro de 2012

Já cá está o Outono com seu sol doirado

"Já cá está o Outono
com seu sol doirado
o vento soprando
a chuva caindo
e as folhas tombando.

Caem levezinhas
e ao chão vão parar
é o vento outra vez
que sopra com força
e as vai levantar"

Só há uma coisa que gosto no Outono é o crunch-crunch ao pisar as folhas no chão. Aquele som crocante agrada-me, mas para me fazer gostar desta estação... somente a esperança de que daqui a três meses é Natal.

Adeus Verão.
Eu serei sempre uma amante do Verão mesmo que as outras estações me encham de ouro e me coroem com diamantes.
Eternamente tua.

Fotografia: Proteas (se não estou em erro) num jardim perto de mim.

Eu explico

(Acerca desta publicação) Não é bem um banho de água o que dou à gata é mais um borrifo com água, prontes, credo! Lá saiu a LAALBA (Liga Anónima dos Animais que Levam Banhos d´ Água.)

Eu explico: um frasco de limpa vidros, depois de esgotado todo o conteúdo, aproveitei para deitar água e assim quando estamos a almoçar ou jantar na rua para evitar que os gatos andem debaixo da mesa ou a sarrafar nas pernas agarro no frasco e... borrifo aqui borrifo ali. Olhem, ela gosta, eu gosto, o Ruca também, a Mimi, a Preta, o Preto (que falta de imaginação para nomes! Queredo!) e até as Pulgas gostam quando, nos dias de calor, faço partidas e diabruras do costume debaixo da mesa, neste caso é borrifar as canelas delas ao mesmo tempo que borrifo os gatos.
Satisfaite?

Fotografia: Mimi, Cinzas e Preto, Mimi e Pitucha, RucaII

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Só mesmo para ...

...Desejar um bom fim de semana.
O meu já começou com uma queda da cama abaixo por causa de um homem seguida de um duche a dois que como quem diz levantei-me cedo para levar o carro ao mestre e apanhamos chuva. Ele e eu.
Caramba, levantar cedo dá saúde e faz crescer dizem mas cá para mim dá mazé fome e faz crescer a barriga. Já bebi três cafés comi três pães (a acompanhar cada xícara). E depois fico a modos que "onçalifante" que é mais ou menos cara de onça com tromba de elefante.

Bom fim de semana, pois então exageradamente e obrigatoriamente felizes e tão luminoso como a foto, sim?

Fotografia: Pôr do sol na Calheta Madeira Agosto 2012

Tirando hoje qualquer dia vou-me a ela

Esta gata de seu nome Pitucha é um estafermozinho. Anda sempre a me atazanar o juízo além de se meter entre as minhas pernas, salve seja, que aquase me abica ao chão. Se paro, ela pára, mas deu-lhe para se deitar neste cântaro de esparto; e se antes ele estava em cone que parecia um pinheiro agora parece o cabelo do Jorge Jesus ou do Toni Carreira: repartido ao meio, espetado e desfrancelhado.

Mas deu-me cá uma vontade de torcer-lhe o pescoço quando a vi ali tão bem recapachada, em vez disso corri a ir buscar a máquina fotográfica, mas do banho d´água não se livrou não. Sou relezinhas.

Habemus sapatus

Chiça, passar o dia a ver sapatos vermelhos dá nisto. Sinto-me avermelhada.
Após várias tentativas e depois de terem sido aprovados por marido e filhos... finalmente comprei os sapatos!
E se vos disser que agora tenho dois pares de sapatos vermelhos acreditam? É que comprei uns e só depois é que mostrei a fotografia dos respectivos e choveram os comentários: sandálias de São Pedro, pouco clássicas, não gosto, com o vestido não vai cair bem, merecia uma coisa mais fina, mais clássicos, uns pipe tois (inglês)
Ao fim de muito andar de shopingue em shopingue procurando: vermelho de plataforma aberto à frente fechado atrás,de salto alto, em suma peep toes ...habemus sapatus.
E são lindos e aprovados pela família desde o marido passando pelos filhos, genro e projecto-nora até à sobrinha.
Mulher sofre para ser aprovada! E até já me empinei (ou melhor empoleirei que mais parece que estou num poleiro) nestes andaimes a ver se me equilibro. Tá nos trinques.
Habemus sapatus. Até quinfim! 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O que uma mulher faz para agradar a um homem

A um, a dois ou a três, eu cá só preciso de agradar a dois. Admiradas? Marido e filho, ora bolas!

Credo, minhas darlingues sempre foi e sempre será uma longa caminhada cheia de percalços e acidentes agradar a um homem à primeira; eu, muitas vezes digo que seria difícil ter mais do que  um. Chega, para mim chega ter um marido, inafe ise inafe (inglês).

Isto para dizer que ando a ver sapatos-vermelhos-de-plataforma-abertos-à-frente-de-salto-alto e, em cada sapataria que entro para experimentar, pergunto se posso tirar uma fotografia, justificando que estou cá e mê senhor lá e quero a opinião dele; não é por nada, mas gosto sempre. Que querem? Hábitos antigos que se calhar estes casais novos não têm, mas sinto-me bem assim e não estou apta a mudanças.

Mas que é dificil é. Atão mando a fotografia, espero pela resposta e... não obrigadas. Além de mandar a foto para o mê senhor mando para a filha e filho, o que piora, e só nestes últimos é que a opinião foi unânime.
Por isso habemus sapatus.

Aos poucos...lentamente...

"Apresenta claras perturbações mentais"

Quem? Alberto João Jardim? Cá nada!

A análise de Rubina Sequeira, ex-deputada do PND e advogada, mulher jovem, aguerrida e com pernas para andar.
Esta notícia.  

Devo ter um problema

Afinal descobri que tenho muitos problemas e não um (o título diz um, mas foi antes de começar a escrever), uns mais graves que outros. Mas que posso fazer? Tenho de admitir que a idade passa por todos e eu não sou excepção (isso queria eu, mas não), a p*ta da idade acrescenta em cada dia, ou melhor em cada segundo do dia que passa um item ao já longo rol de problemas que surgem.

Agora descobri que não consigo fechar as mãos, quer dizer, vou explicar melhor, fechar eu fecho mas antes de agarrar as coisas, pois elas voam assim que as quero segurar e quando fecho, pufff... já estão no chão.
É o caso do telemóvel que assim que seguro nele  ele foge. Também fogem os comando da televisão, os óculos, as máquinas fotografias, os ratos do computador, as facas de cozinha...as cebolas, os tomates...até o Pc já voou (mas isso é outra história eu segurei num lado da bolsa ele saiu pelo outro). Irra, só pode ser problema no fecho das mãos!

E depois assim que eu vejo as coisas pelo ar em direcção ao chão, em vez de tentar agarra e fazer com que elas dêem a pirueta mortal à retaguarda ou o triplo salto encarpado antes de se estatelarem no chão, fecho os olhos. Será para não as ver cair?

Fotografia: Mãozinha de velha, nem vale a pena dizerem.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Perigo na estrada

E hoje, eu ia entrando em contra-mão, não fosse a minha sobrinha me alertar "tia, não é por aí, tia, não é por aí." Só quando vi três faixas de carros alinhadas à minha frente (e julgava eu que estava certa e eles é que estavam em contra-mão) a olharem para mim preparados para avançar... é que me dei conta de que...afinal era eu qu estava mal. Acordei.
 Asneiras de uma rapariga principiante na condução. E sim, esta rapariga tem permissão de conduzir há mais de trinta anos, mas parece uma novata. Ali para os lados do Hospital de São João, no Porto.
A modos que só deu tempo de virar o guiador para a esquerda e entrar na faixa certa. Cruzes, bendita, por um triz que não fui cilindrada.
Já ontem a piquena (a minha sobrinha) que está sempre atenta às minhas asneiras só dizia: "Tia, tá vermelho". É que para mim está sempre alaranjado.

Eu sei que não se deve rir, mas deu-me cá uma vontade!

Numa festa à beira-mar chegou uma linda rapariga com uns sapatos assim muito altos, de plataforma, vermelhos (como eu desejo para o casamento do mê bisalho), até achei que para uma festa naquele sítio o calçado nao era o mais apropriado, mas enfim, cada um sabe que sapatos tem e que deve usar, quem sou eu para dar bitaites.

A minha amiga sabendo que eu adoro sapatos vermelhos de salto alto, de plataforma, abertos, de laço diz-me logo com uma cotovelada quando a rapariga estava de costas.
- Olha, Gi, olha os sapatos como tu queres, vai lá e pergunta se ela te empresta.
Eu volto-me para ver e analisar melhor no preciso momento em que ela, a rapariga do sapato de salto alto de plataforma vermelho aberto à fente dá uma tropeção e camba das pernas e, se nao fosse o namorado, ela espalhava-se ao comprido à minha frente. Juro, juro que não dei olhado!

Mê Dês! Que tentação de rir que martírio ter de encolher o riso, que sufoco não poder dar aquela gargalhada que reprimi na garganta. Mesmo assim ainda dei uma bem pequenina, daquelas que só se abana os ombros pois não aguentei.
Mas não é isso que acontece quando alguém estampa-se à nossa frente?

E o Mê senhor todo amigo da sua senhora ainda para aumentar o riso diz:
-Queres uns sapatos assim altos de plataforma vermelhos abertos para andares a trocar as pernas à entrada e saida da igreja te partires toda e ainda ter eu de reunir os cacos?

Ou sou lerda ou burra, a sério, não entendi

Este aviso está colado no chão, na descida das escadas rolantes no centro comercial Norteshopping, Matosinhos.
A sério, não entendo. Peço ajuda a quem souber que eu estou assim a modos que ...burra. Alguém entende "há"subir e "há" descer?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

E hoje...

...A Pulga mais velha iniciou uma etapa importante na sua vida: a escolaridade obrigatória.
Ela estava nervosa, ansiosa, eléctrica. E eu também.
Como o tempo passa! Seis anos? Já?

Ontem depois do almoço nem queria dormir só descansar. Descansou? Se descansar é falar, imaginar, rebolar, saltar, fazer o pino, conversar com o tio-padrinho que está a milhas de distância...
Só sei que eu dormi como um anjo. Ainda lhe pedi que não abanasse a cama, pois parecia uma lancha  sobre as ondas do mar, à deriva tal era a cadência! Perguntei-lhe a razão de não estar sossegada. Responde que está nervosa.

Hoje dará o primeiro passo ao encontro da instrução. Na mochila os livros na cabeça os sonhos. Deixemo-la sonhar! Que seja um ano auspicioso cheio de sucessos e de concretização de sonhos: dela e da família. Porque a família também sonha com o futuro no presente.

Fotografia: A Pulga num momento de descanso.

Querido anónimo!

E devias ter continuado anónimo, não fosse eu criatura de não saber ouvir e calar, neste caso ler e calar.
Perguntaste-me ali na publicação sobre a viagem de avião se não há barcos. Credo anónimo, há e muitos: lanchas,  xavelhas, botes, canoas, ainda navios de carga, uma  caravela quinhentista, vês? O que não falta é barcos. Ah, mais uma coisinha darlingue anónimo, também há navios de cruzeiro que fazem escala no porto do Funchal além deste porto ser também de embarque, mas...

Aqui está a questão, não há ligação de barco para o porto de Leixões nem para Lisboa. Porque será? E serás tu capaz de me responder? E digo-te já, não sei se conheces a Madeira e se sabes o quanto ela está afastada de Portugal Continental, por isso, de lancha, de xavelha, de bote, de canoa, e até a nado não há quem se atreva, Satisfeito? Deu para perceber porque razão venho eu de avião?

Depois de tormentosa viagem...

...Já beijei o chão.
Poça, caramba, bem que podia abanar menos o avião. E assim que levantou, o sacristo deu uma volta no céu que uma asa ainda arrastou no mar ao mesmo tempo que a outra tocou na túnica de São Pedro. Eu, dentro, inclinei-me para o lado contrario da asa que arrastava no oceano, a fim de equilibrar a coisa, não fosse o peso estar concentrado num lado e ele não se poder endireitar e eu ficar com um peso na consciência que podia ter feito mais e não fiz!

Mas já cá tou! Eu e Moi-Même viemos a fazer paciências (Solitário, de seu nome correcto) para distrair para não sentir os solavancos do diacho do pássaro, para me distrair e não soltar aqueles gritinhos estridentes.
Abanou, abanou e no fim assim que pisou terra firme, ai, Jesus até bati palmas.
Eu sei que é foleiro! Sim, também sei que só os "vilhões" de campo é que batem palmas. Sim, eu nasci na cidade, mas quando o medo aperta as palmas das mãos soltam-se. E Moi-Même ainda fez pior, levantou-se e beijou o comisário de bordo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tá quase...

...E quanto mais perto, mais o nervoso muidinho se transforma em pânico.
Tenho pânico de andar de avião e vou sozinha, bem, sozinha-sozinha não que há-de ir a tripulação. Caramba, e se eles adormecem? E se algum deles tem um ataque cardíaco ou uma simples diarreia e deixa de segurar o guiador? E se nos passageira está algum Moahmed, (lagarto-lagarto-lagarto, vai de rastos Santanás), e se um OVNI aparece? E se alguém me rapta?
E se....
Ai, credo, vou mazé rezar um terço a ver se acalmo, canão rebento. E se eu tivesse dinheiro como não tenho fazia uma ponte... aérea, marítima ou terrestre e ia a pé. Tinha era de comprar umas sapatilhas.

Vá lá, digam qualquer coisa para me acalmar assim do género: que não vai acontecer nada, que vai ser óptima a viagem, que não está previsto nenhum ataque, que... vá lá uma palavrinha de conforto.

Amadornada*

É assim que me sinto. Mal me sento dá-me um amadorno tal que era capaz de passar por umas brasas; só que a bitche (inglês) da minha empregada francesa - Moi-Même, anda assim a modos que sem pachorra pó trabalho e pior...tão pior, mais pior quando ela me disse que...

Atão não é que ela vai viajar? Aquela sane ove a gode máder (inglês) lembrou-se que era altura de bater botas, sacudir a poeira da mala e...ir até ao Porto.
Ora, caramba, lá vou eu ter de a levar. E prontes, era isto, eu e Moi-Même vamos hoje, daqui a nadinha até à banda d´além. E claro que...

Já me deu da "chorrica e aquase que rabiçava." Mas porque é que tenho um estômago fraco? É que, só de pensar que para ir tenho de entrar (pa dentro) daquele pássaro grande! E depois, mesmo que queria ir na esplanada não me deixam! Mas vou, dentro, contrariada mas vou, nem que tenha de ser empurrada. Fraldas preciso de fraldas para mim e...Moi-Même.

Fotografia: Moinhos Apúlia. Julho de 2012

*"Amadornada" ou "dar um amadorno" são termos madeirenses, muito usados que significam  sonolenta e vontade de dormir.

Comentários

Bem, inaugurei a época da retribuição e resposta aos comentários. Como tal, agora em vez de janela de pop-up, avança caixa incorporada. A ver se resulta. Parece que é o que tá a dar, a moda dos comentários incorporados na mensagem, e eu não quero ficar trás, vai daí, vamilhá a experimentar.
- ar iú satisfaiteObservador?
O que uma rapariga, nova que nem eu, é capaz de fazer para agradar!

domingo, 16 de setembro de 2012

Bem, vamos lá a fazer a contabilidade

Quintal varrido, lavado e escafiado; mais, três máquinas de roupa, feitas; estendal cheio, mais, lençóis mudados e frescos como a àgua da fonte, mais, casa limpa e arrumada de tralhadas da festa do mê Gu-Gu e mê senhor de ontem (acumulação de anos é obra!)
Resumo alargado: fruteiras-25, talheres-124 pratos-59, travessas-34, copos de sumo, vinho e poncha-678; toalhas de mesa brancas cheias de manchas de vinho-35, lixívia para tirar as nódoas-9 (das grandes, as nódoas, não a lixívia), limpa-vidros para as manchas do vinho-13...Isto para não me alargar e para não mentir que se há pessoas que não mentem sou eu e...Moi-Même (aquele reles empregada francesa que me tira do céu!).

Depois disto, um banho esfoliante, da cabeça aos pés com direito a relax, em pé, no poliban, e agora um peixe assado no forno que bronzeou enquanto eu tomava o dito banho (eu pedi ao mê senhor para deitar o olho ao peixe, ele deitou o olho ao futebol, que querem, não percebeu bem!)
Por isso, minhas e meus darlingues, bom apetite e boa-noite, eu volto assim que acabar de jantar, pode ser?

Hummmm,

Parece que não está ninguém por aqui.
Ou por ser dia after ou por ser domingo ou quiçá  dia de missa ou por haver preguiça. Onde andam?
Eu pergunto e respondo.
Eu não ando, estou sentada sem vontade de fazer seja o que for a não ser desancar. Estou a modos que anestesiada!
Um torpor invade o corpo e o pensamento.

Fotografia: Filodendro, de seu nome baptismal, Costela de Adão nome pelo qual é mais conhecida esta planta cujos frutos se podem comer e são muito apreciados pelos camones que visitam a Madeira.

sábado, 15 de setembro de 2012

Vamos lá a contas

Quem foi à manifestação?
Pelo que vi...
O povo saiu à rua, como cantava José Cid, mas em de vez "com alegria que costumava ter" foi mais do género "com a tristeza que nunca tivemos".

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

E é isto...

As geleias, oquei, as gelatinas estão feitas, o mousse de chocolate com chantilly também, o leite-creme idem idem aspas aspas, a carne de porco com ameixas, alperces, nozes e passas, ibidem, a melancia está cortada já numa taça pronta a enfiar na boca. O espaço arranjado, a música pronta a tocar a pimbalhada da costumeira; só falta limpar a casa, decorar, colocar as mesas na rua, mas, antes de tudo, lavar o quintal com lixívia (trabalho do meu senhor que está ser feito neste momento), e amanhã, porque: "tomorrow is another day" como disse, e bem, Scarlet O´hara no filme: E tudo o vento levou, há mais coisas para fazer...
Por agora, vou mazé preparar-me para ir jantar fora, mais o mê senhor e uma casal amigo. Jogar umas cartadas enquanto se espera pela bela da feijoada à brasileira.
Posto isto, minhas e meus darlingues, tá visto que é...até amanhã se não for antes.

Fotografias: As geleias, e a ajuda da candidata a masterchef- a Pulga, a maiveilha, mais conhecida por rapa-tachos-e pás-com-chocolate. Mas foi uma ajuda preciosa, a dela.

Um passo de cada vez

Até porque as forças já não são o que eram, até porque já não consigo correr, até porque não vale a pena. Para quê andar apressada se a meta está ali à vista?
Até porque os estímulos da vida, devido a esta austeridade, não permitem sonhos, até porque o sonho (que comanda a vida) deixei de tê-lo a partir do momento em que me cortam as asas.
Até porque a monotonia penetra...
Até porque ...

Hoje é sexta feira é dia de preparar a festa do avô e neto amanhã.
Bom fim de semana e sejam desmedida e obrigatoriamente felizes e... por favor, não desanimem, vamos dar um passo de cada vez. De mãos dadas é melhor a caminhada.

Fotografia: Praia artifical de areia Calheta, Madeira

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O velho o rapaz e o burro

Quem não se lembras deste conto popular: O velho, o rapaz e o burro que levante o dedo?
Como ninguém levantou, continuo, e de como nunca estamos bem perante aos outros?
 De uma  forma ou de outra, a opinião difere de pessoa para pessoa, nunca a sociedade está satisfeita,ou em sintonia perante as nossas decisões, mas como não nos devemos importar com o que dizem os demais...

Ora bem, isto vem a propósito de uma ida ao supermercado no jipinho de Moi-Même.
Ele tem capota somente a cobrir os bancos da frente. Atão, eu e Pulga mais velha (que dá o cu e os três vinténs, para andar de jipe) fomos sentadas nos bancos de trás a comer um bocado de sol e vento; e o avô, que por fazer anos tem o desconto, foi o homem do leme.
E só me lembrava da historia do velho do rapaz e do burro.

Quem nos visse diria:
"Olha o velho à frente sentado, protegido do sol e do vento e a velha atrás com a" piquena" a apanhar sol nei ventas!"
Mas se eu fosse sentada à frente, ao lado do mê senhor e a Pulga atrás, diriam:
"Olha os velhos todos lampeiros sem sol nem vento e a piquena, coitada, atrás ao sol!"
Se eu fosse a conduzir e o mê senhor atrás com ela era logo:
"Olha a velha toda pimpona, debaixo do toldo e o velho atrás, que nem consegue abrir os olhos, com a piquena!"
E se fosse a Pulga a conduzir soltariam um...
"Ah, olha práquilho! A piquena leva o carro e os velhos atrás ao sol!" E nem iam se importar se a piquena tinha carta de condução.


Moral da história: cada cabeça sua sentença. E como não podemos calar a boca do mundo, e agradar a todos atentem nesta: quem muito se agacha o cu lhe aparece.

Mais um ano

E hoje o mê senhor conta com mais um ano para acartar às costas. Se no ano passado por este dia fez 55 hoje, acrescenta mais um.
Ainda há dias era um rapazinho lindo magriço, espadaúdo, hoje, é precisamente o mesmo... aos meus olhos. Também os meus olhos já não vêem tão bem como viam...

Parabéns.

Fotografia: O mê senhor com um monte de felicidade e alegria às costas: o mê Gu-Gu que "aquase" que fazia a brincadeira de nascer no seu dia de anos. Mas têm o prazer de partilhar a festa no sábado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Primeiro a obrigação e depois a diversão

Ontem, a mãe recomendou à Pulga, a maiveilha (seis anos e que vai iniciar o 1º ano de escolaridade) que em vez de ver televisão, de manhã,  na casa da avó, podia fazer uma fichinha do livro. Hoje, assim que chegou, por volta das nove e meia, pelo braço do pai, ouviu novamente a recomendação.

Ainda na presença do progenitor dirigiu-se ao sítio onde tem o caderno e até o pai lhe disse, que não era necessário começar já, tal era a pressa, era para fazer umas fichinhas (e entretanto fechava-me o olho) ao longo do dia.
Mas ela lá trouxe o livro, o lápis, a borracha e até o apara-lápis e sentou-no sofá da sala. Caderno nos joelhos, olhos na televisão. Claro, porque não? Se sabemos que hoje em dia se coloca  o PC nos joelhos e os olhos na TV e fazemos duas coisas ao mesmo tempo?
Não tardou muito, encontro-a nesta posição.
Mas sim, tinha feito uma ficha.

(E nem sei como vou ajudar nos TPC´s se desacordo com o acordo! Vai ser para andar sempre cheia de brotoeja! E a coçar a hemorróida!)

A teta tá no teto?

Eu cá sou tão antiquada quanto de conservadora por isso, o acordo ortográfico solta-me a brotoeja pelo corpo todo.
Eu não consigo ler: direto (é), leio sempre direto (ê). Não sei porque razão dá-me a comichão na hemorróida se não vejo o c antes do t. Mariquices? Embirranço?
Vamos lá a ver...
Se eu digo espeto (ê) também devo dizer direto (ê). Correto (ê)?
E mais...

Panfleto (ê) ou também se lê panfleto (é)? E os afectos (é) passaram a afetos (ê) da mesma forma que os espetos (ê)?
Eu passo-me dos carretos (ê) ou será dos carretos (é)?
Isto dá tão mau aspeto (ê)! Sim que se espeto (ê) é espeto também aspeto (é) é aspeto (ê), oraite?
E a teta (ê)? e o teto (é)? A teta (é) pode estar no teto (ê)? Ou vai continuar a teta e o tecto?

Ora bem, eu cá sou de outros tempos, não vou mudar ao fim de tantos anos a corrigir erros na escola, digo e escrevo: aspecto, directo, afecto.E mais, até abro bem as goelas para pronunciar maizómemos assim: aspéqueto, direqueto, correqueto...
Confuso, não é? Mas, du iu andersetande?

Fotografia: Bai de uei, estes pêssegos têm um tão bom aspequeto!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Por amor ao partido

Os meus vizinhos, os que vivem no bairro social perto da minha casa, são fieis ao partido.
Fez domingo oito dias, munidos de cachecóis, bandeiras do PS mais a cesta do comer e o garrafão de vinho foram à festa popular /comício deste partido. Escusado será dizer que à vinda traziam uma bebedeira de tal forma que alguns vinham de gatas (estou a hiperbolizar, mas foi quase).
No domingo passado só mudaram as bandeiras e os cachecóis e foram à festa do PSD. Escusado será dizer que à vinda ...vinham com a mesma da semana passada: de gatas com o garrafão vazio às costas.
E vivó-velho, como se diz por aqui
Amor ao partido. Mas a qual?

Fotografia: Percurso pedonal para a lagoa das 25 Fontes- Rabaçal- Madeira

Sabem o que descobri?

Nas minhas viagens pela net descobri que chá de oliveira ajuda a emagrecer seis quilos num  mês.
Poizé, por aqui, como tenho aquele casamento no final do mês e quero estar magra como um palito (sonha! Sonha!), ando a beber litradas de chá de oliveira. Seis quilos?  não tenho um mês mas mesmo assim ainda me restam três semanas. Vá lá, já me contento com três, aqueles que introduzi e embuti nas ancas.
Tou em crer que vou refilar e vão nascer azeitonas.
Ora vejam lá se estou a mentir! (cliquem aqui e também aqui)

Uma dúvida que me assola

 E me consome, diga-se.
Quando vocês minhas darlingues agarram num ovo para cozer com casca, lavam-no antes de o meter na panela?
Eu já perguntei a uma nutricionista e diz-me que não se deve lavar, há quem diga que sim. Onde ficamos?
É que alguns ovos ainda trazem excrementos e sabendo que saem pelo canal por onde sai a caca da galinha...
Lavar ou não?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Obrigada

Eu entreguei os beijinhos e carinhos que deixaram ali em baixo na mensagem de aniversário do mê Gu-Gu e aproveito para convidá-los para a festa de anos do rapazinho no próximo sábado dia ...esperem, nem sei quantos são do mês...mas, prontes, sábado, sim, é dia de reunir família e amigos e não, a p**a da austeridade não vem, por isso vinde até aqui que a festa vai ser de arromba.
Já sabem, barriga cheia e oferta debaixo do braço é a senha de entrada. Quem não estiver conforme não entra.
Obrigada pelos comentários vocês são assim...mesmo como eu gosto.

Três anos de Gu-Gu

E hoje é dia de afinar as vozes e sem desafinar cantar os Parabéns ao mê Gu-Gu. O rapazinho faz três anos.
É dia de festa para ele e para a família.
Parabéns meu neto mais novo.

domingo, 9 de setembro de 2012

E terminar o dia com um beijinho, hã?

É verdade, se há coisas que gosto é de beijinhos: beijinhos de netos, beijinhos de  filhos, beijinhos de maridos, ops, marido quero eu dizer (que aturar um é reles o que fará aturar mais do que um); mas beijinhos no carro, não obrigada.
Mas aconteceu anda há pouco. Vínhamos para casa quando sai disparada de um STOP uma condutora. Bateu no meu jipinho e...

E...ainda vai dar que falar; é que, bem, é complicado quando não se quer admitir a culpa.
E dizia a policia (telefonei, mas como não havia mortos nem feridos ...) que deve assinar a declaração, as pessoas devem ser responsáveis...  e... iscas e rabiscas, e tal e coisa... mas é quando os intervenientes assinam, e quando ambos acham que têm a razão do seu lado?
Poça, caramba, stop quer dizer parar, não quer dizer: vou-sair-daqui-depressa-e-passar-à-frente-daquele-que-vem-ali-em-frente-que-vai dar-tempo-a-passar. Afinal, não deu.

E lembrei-me da minha avó

A grande reportagem da noite na SIC (de hoje, domingo) é sobre as lavadeiras (também há um lavadeiro) que lavam no rio. Ora, cá no meu rural não há rios, como sabeis, mas há ribeiras e a minha avó lavava a roupa, na água cristalina e corrente da ribeira perto de casa; e punha a corar nas pedras.
Se bem que nessa altura não gostasse do cheiro da roupa, hoje, eu, rapariga com 56 anos quase 57, sinto uma saudade imensa desse cheiro que me acompanhou desde que me lembro. A minha avó saía de casa com a trouxa à cabeça e, verdade seja dita, ela tinha uma postura correcta ao andar, devido a ter de equilibrar o monte de roupa.

Nessa altura sentia até um pouco de vergonha pois que já as mulheres lavavam no tanque em casa (e nós tínhamos um no quintal), mas a minha avó que era teimosa como uma mula persistia em lavar na ribeira.
Hoje tenho até prazer em falar sobre este assunto pois o cheiro característico da roupa lavada na ribeira com sabão azul, atormenta-me ao ponto de ainda não ter um sabão certo, um que me mate a saudade da minha avó, para lavar a roupa.

Se não fosse porque....enfim, entendem, não é? Os tempos mudaram, mas, sinto um desejo de fazer como a minha avó. Agarrar num lençol, estender no chão, colocar a roupa suja em cima, atar as quatro pontas num nó, descer as escadas com a trouxa e sair para a ribeira. Se não fosse porque...não tenho o equilíbrio, a desenvoltura, a esbelteza da minha avó, juro que era isso que faria.

sábado, 8 de setembro de 2012

Silêncio, que se vai ouvir cantar o fado

Foi ontem. Foi ontem cantado pelo grande fadista português: Pedro Passos Coelho. E todos os portugueses ouviram.
É o fado da nossa vida; é o fado dos portugueses nos próximos meses; é o fado=destino...
A sua voz inconfundível levou-nos ao silencio de palavras mas não de pensamentos. E entre dentes já se trauteava a melodia. Era assim a modos que o esperado. Uma interpretação magnífica de um fadista português bem conhecido de todos. Trajava de negro como a noite escura, só lhe faltou a boina ao lado a mão nas algibeiras e o ar gingão. E mais uma vez cantou: "Austeridade".
Ai Mouraria, seria melhor!

Conduzir e falar ao telemóvel

As Pulgas andavam de bicicleta no quintal. Ao mesmo tempo imaginavam que conduziam por entre túneis e viadutos da nossa ilha falando uma com a outra através do telemóvel.
Eu, avó muito responsável e sabendo o quanto é perigoso além de proibido conduzir e falar ao telefone, disse à mais velha quando à pressa passa por mim.
- Sabes que é proibido falar ao telemóvel enquanto se conduz... - e, nem me deixou acabar a frase, pois ia-lhe dizer que além de proibido era perigoso.
Resposta pronta da "gasguita"
- Estou em alta-voz. - Dito isto continua a pedalar pelo quintal como se estivesse a conduzir um bólide pela via rápida.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Pelo meu olho*

Seixal. Porto Moniz. Nordeste da ilha da Madeira.

E com esta beleza da ilha, uma praia de areia preta e uma piscina natural desejo um bom fim de semana; que este seja o tal bom aprazível e acolhedor.
Bom fim de Semana, pois então!

*Pelo meu olho por que foi captada por mim. As fotografias do cabeçalho do blogue referem-se a esta praia.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Uma dúvida que me assola

Já alguém viu um funeral chinês? Onde são enterrados os chineses que morrem em Portugal?
Ou não morrem? Ou os seus restos mortais são transladados para a sua terra natal ou ainda... nem digo o que andei a ler!
É que nem me trevo a abrir a boca, canão...deixo muita gente de estômago embrulhado. Nunca mais come comida chinesa enquanto me lembrar!Queredo!
Afinal, é mais do que uma dúvida.

Fim de semana mais pimba não há

O próximo fim de semana na Fajã do Penedo- Boaventura vai ser de arrasar. Imaginem só: Ágata, Quim Barreiros e José Malhoa. Não todos juntos que isso seria de mais, mas um em cada dia.
Ide ide a correr que eu já os apanho. Não sei qual o que ver. Dilemas, só dilemas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pensamento meu


Um blogue é assim a modos que um Tamagotchi. Se não o alimentamos morre.

Lembram-se do brinquedo que consistia em cuidar do animalzinho virtual como se fosse real, dando-lhe carinho virtual, comida virtual, banho virtual, cuidados virtuais, etc?
É assim o blogue.
A ver se o encaminho; se volta a ser o que já foi...

Ai, e ainda dizem que a minha cabeça não é uma abóbora?!

Comprei um amaciador para o cabelo, ora até aqui nada de mais nem de menos; era necessário tive de o comprar que ninguém me dá nada.
Mas, adiante, comprei um que achei ser o ideal e cumpria na integra o seu papel: amaciava.
Só depois de lavar o cabelo e deitar quilos de amacador  e só quando ele secou é que constatei que o bendito amaciador era colorante, ou seja, agora tenho a cabeça ainda mais amarela do que já tinha.
Esta grande cabeça de melancia!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Esta minha cabeça!

É verdade, a minha cabeça assemelha-se a uma abóbora: grande, quase gigante, oca mas cheia de pevides e ... já agora amarela. E às lombas, shite nem a casca é lisa.
Ideias... népia, tempo nenhum.E Setembro já começou a todo o gaz.
Agora já não há volta a dar. Nem à cabeça!
Mas há-de haver dias melhores.

Fotografia: Abóbora da casa da comadre. Covilhã.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

692

692 era a quantidade de mensagens que tinha no telemóvel. Acabei de apagar todas. Isto só na caixa de entrada. E depois, dizia ele que tinha a memória cheia. Pudera, fixar, coitado, tanta mensagem é obra!
Engraçado é que vinha cá escrever qualquer coisinha sobre um assunto e escrevo esta futilidade. É que para iniciar sessão tinha de entrar um número que me mandam para o telemóvel e não  conseguia ler a mensagem que correspondia a esse código de verificação.
Afinal estava a abarrotar de mensagens.
 Um poder de Deus (como se diz por cá referindo-se a grande quantidade ou coisa grande) ou um um orror (querendo dizer: um ror) de mensagens era o que tinha!

domingo, 2 de setembro de 2012

Setembro aqui ao meu lado

Sem me aperceber que Setembro está aqui, sem me lembrar que já iniciou, desejo um bom mês. É que só agora reparei, olhando o visor do telemóvel, que era Setembro.

Setembro aqui tão perto e nem me cheirava! Eu serei sempre uma rapariga de Setembro, pois o ciclo do ano começa neste mês. Ainda. Mesmo aposentada este é o meu do ano novo.
Setembro, o mês que gosto. Aquele que me fazia e ainda faz estremecer. O que me faz lembrar que só faltam três meses para o Natal. Natal! JÁ?!

Setembro o mês o início do ano lectivo. O mês da indecisão dos docentes. O mês de todos os meses do resto do ano. Para mim será sempre o mês do ano novo. Novo ano, novos desafios.

Fotografia: O Risco-Calheta, Madeira
Risco, a palavra que me estremece quando penso nos docentes que ainda não sabem da colocação.