Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

terça-feira, 30 de abril de 2013

Ando eu fora de moda?

 Há cenas que me transcendem. E, o que era foleiro há quarenta anos, hoje é moda.
Meias com sandálias.
Antigamente era do mais foleiro. Hoje é fashone. Mas que homem saía à rua de meia branca e chinelas
Mistura de cores.
Quem é que usava rosa com vermelho? Ou roxo com vermelho? "Vilhoa", sim, só as mulheres do campo é que misturavam estas cores. Mas hoje é totalmente normal.
Calças dobradas no fundo.
Os pesquitos é que usavam.  Só eles para irem à pesca. Quando era adolescente se usássemos assim as calças perguntavam-me sempre se a à pesca ou diziam :" levantem os pés que vai haver água de rega". Hoje  já ninguém ousa dizer nada.
Leggings.
Totalmente normal usar uma ticharte curta, que mal chega às ancas, com leggins que deixam antever a racha do cu e a roupa interior. Ou outras cenas que não me atrevo a dizer, ou então com dobras de gordura dependuras...
Meias rotas.
Antes um problema grave. As mulheres saíam precavidas para disfarçar ao máximo um buraco que pudesse surgir. Verniz era  a solução. Hoje é moda: quantos mais buracos, melhor!
As socas.
Gente de campo. Só a Heidi usava quando ia tirar leite à vaca. Hoje há quem faça outefites, enfim, e até se chamam croques. Pasmem-se.

Há coisas que ainda não consigo, pois parece-me ouvir a voz da minha mãe a dizer: "assim não sais de casa!

É tudo à pressa

Quando escrevo sou disléxica, ou seja, troco as letras na composição da palavra.
Será pressa?
Pressa de dizer o que sinto antes que me esqueça...(sim, que ao ir para a idade a pessoa esquece-se do que vai dizer a meio da frase e fica com cara de parva) ou...
Pressa de ver os donativos que deixam aqui na caixa de esmolas, perdão, na caixa de comentários; donativos por vezes tão engraçados, tão sinceros, tão genuínos, tão reflectores de carácter, que deixam-me a ler e a rir comigo mesma, sozinha, ou mais Ele... É que esmoreço com o calibre de alguns.
Pelo amor da ceguinha! Ou da surdinha!

sábado, 27 de abril de 2013

Perdi a confiança nele

Começou por mandar mensagens a quem estava nos meus contactos, depois foi a parte de ouvir o que falo e o que digo, a seguir fez-me corar por falar em voz alta, de seguida mandava fotografias e fez-me gastar o meu belo dinheiro. Resolvi que para passar vergonha não tenho necessidade, mas é meu há já muito tempo e eu sou renitente e inflexível às mudanças.

Pedi-lhe para mudar, ser discreto, não mandar mensagens, falar baixo. Até ameacei trocá-lo por outro.
Um dia em que estava a falar com alguém e ele a ouvir a conversa, briguei. Exigi que se mantivesse calmo, sossegado. Nada. Teimoso. Casmurro. Igual.
Reuni o conselho familiar e descrevi o problema crescente. Todos acharam que estava na altura de mudar. Ele já não merecia o meu amor, a minha dedicação. Eu sou conservadora e o hábito faz o monge.
Mas estava cansada, desiludida.

Novo, quero um mais novo, moderno, até pedi emprestado a alguém. Enfim..
Falo de telemóveis. O meu adquiriu vida própria. Passei por uma série de embaraços quando ele atendeu-se sozinho e fez com que quem estava do outro lado ouvisse a conversa.
Calha que, esse alguém, era educado e desligou. A conversa era entre marido e mulher e estávamos a almoçar. Imaginem se estivéssemos a....
Dúvidas, só dúvidas.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

E hoje é dia de ...

....Andar com o cravo ao peito. Mas se não quiserem, coloquem-no entre dentes, assim de qualquer forma ficam impossibilitados de dizer aquilo que está entalado na garganta.
Eu já coloquei o meu. E não digo nada. Por hoje...

Tomorou ize anader dei (inglês) como diria a rapariga linda do filme: "E tudo o vento levou". Eu como não faço filmes digo: "E tudo o Senhor Governo vai levando...". Até um dia em que não tenha mais nada para levar! E eu prometi que não ia dizer nada, mas sabem, ainda não coloquei o cravo entre dentes e até lá, sai bujarda.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eu queria tanto!

Eu desejava, eu queria, eu exijo, eu preciso, eu ordeno, eu reclamo, eu julgo ter o direito de receber uma herança livre de impostos. Para dar uma volta, não de 360 graus, mas de noventa para me empinar, me levantar, me encaminhar num projecto que ambiciono.
Se, alguém sabe de uma herança pronta ser distribuída, ligue-me...
Mas, limpinho. Sim, limpinho, como diz o nosso Jesus.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ai, Avogi, o que fizeste ao teu cabelo?!

AvoGi, o que fizeste ao cabelo? Mas tu tás louca?
Mas, deu-te um febrão e, tungas, vingaste-te no cabelo?
Mas, logo tu que tinhas uma presunção mórbida nele; mas tu que tinhas vaidade; mas tu que fazias o que querias com ele; mas tu...
Pronto, chega. Inafe! Oquei? Já pararam de maldizer? Agora came daune ande relache.
Foi um ar que me deu e...
Vai crescer, agora com brancos e amarelos e cinzentos e dourados.
Vá lá, já mostrei o antes ("filha" de cima) e depois ("filha" de baixo).
E...foice...

(Escrevo "filha" porque aqui no meu rural diz-se assim, um l depois do i dobra-se em lh e falar "à politica", diz-se, de quem fala como os continentais, não é cá comigo).

Afinal...

...O fruto da planta que falei ali em baixo de seu nome Costelas de Adão ou Filodendros chama-se fruto delicioso. Eu bem sabia que não era pelo nome que dão os vendilhões do mercado: banana-ananás.
É que, cada vez que eu chamava por eles não me respondiam!
Dissimulados estes frutos deliciosos!

Agradeço à Luísa do blogue Folhas Soltas minha amiga e conterrânea. Já agora vão lá de carreira, sim?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

E o que tem a dizer do tempo?

Já chateia, é isso? Já devia ter mudado, já não se aguenta, caramba, que calor; poça, não aguento; chiça isso tá demais...

Eu imagino o que os amantes do Inverno já disseram ou já pensaram! Que é demais, que não se pode, que devia estar aquele fresquinho, que devia e podia ser sempre inverno, que já não dá para usar as  botas de esquimó, caras como um raio compradas na ultima rebaixa, que o pescoço aquece ao colocar o cachecol, que as luvas ficam húmidas da transpiração e que o sobretudo novo estreado neste inverno já não faz necessidade...que o tempo devia avisar com uma antecedência de três meses a sua vinda ou, pelo menos, não vir assim de repente e, mais iscas e rabiscas...

Pois eu cá não. Eu sou do contra e por isso gosto deste tempo de leste, em que só apetece nada fazer, só apetece descansar, só apetece sentar no sofá a criar umas lombas...
Por isso, querido tempo quente com temperaturas de 30 graus aqui, na minha ilha, no meu rural, mantêm-te assim, eu gosto é do calor!...

Quem ainda não teve que se aproxime

Por aqui anda uma Pulga, a do meio cheia de bexigas loucas. ou se dizia em bom madeirense bexiguei-lhoucas.
Começou com uma depois outra e de repente uma explosão de bexigas. Coça aqui, coça ali, confirmou-se: varicela.
Por isso, quem quer uma dose, praí um meio quilo delas chegue-se aqui; meio "quilhinho" sim, que tem de dar para todos.
Quem é que levanta o dedo? É de borla, nem a Troika, nem Passos de Coelho nem Gasparito metem o dedo, ou seja livre de impostos.

sábado, 20 de abril de 2013

Costela d´Adão...

...Ou cientificamente baptizado de Philodendron, em português filodendro, em Madeirense costela d´Adão é uma planta muito comercializada ou muito impingida aos turistas que nos visitam. No Mercado dos Lavradores é ver os vendilhões injectarem este fruto chamado de banana-ananás aos camones que deambulam por lá. Dizem e eu comprovo tem sabor a banana e a ananás (daí o o nome dado).
É caro pra burro, cheio de espinhos e dá cá um maçadão descascar esta treta.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

E hoje deu-me a febre

Olhei para o espelho e nele reflectia uma mulher assim já pó idoso, cheia de curvas e contra-curvas, pneus, daqueles do michelan enfiados na barriga, as pernas trôpegas e cansadas, uns altos aonde não digo, pois não precisam de saber tudo (pois não?);  riscos na cara, fundos, como se tivesse passado um lápis de cor preta, os lábios descaídos assim como ..bem..não importa só sei que não gostei nada mesmo nada do que vi; botocse aqui botocse ali que incha com o sol e colocado sem permissão. E o sol a lembrar pernas para ele, pernas bronzeadas, pernas musculadas, pernas tonificadas....

Depois, no feicebuque é só imagens de praia, amigas em fato de banho, corpos assim a lembrar as  deusas do Olimpo...
E eu...com as minhas lombas, curvas e contra-curvas, pneus...
Deu-me uma reina... e fui pedalar. Assentei a cesta no selim, pernas nos estribos e ala que aqui vai disto; não sei até onde fui, mas já voltei.

E quem faz anos hoje? A minha amiga...

Fomos tomar o cafezito de anos (antes do jantar, lembram-se que a minha filha fez anos ontem, trinta e três, recordam-se) ao sítio onde o sol entra pelas costas e aquece a alma. Quando lá chego e como já estava a família Pulguedo dirijo-me ao mê Gu-Gu e faço a pergunta que se impunha no dia de anos da mãe.
- Atão, Gu-Gu quem faz anos hoje, quem? - e toda a família de olhos postos no rapaz à espera da resposta, do género: "a mãe"; "a minha mãe..." ou até que apontasse para ela que estava à sua frente...
Mas a resposta surgiu assim:
- A minha amiga Érica. - A resposta foi surpreendente para nós mas mais para a mãe.
Toma e embrulha.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

E já lá vão trinta e três

Mais um ano para festejar e por favor digam: 33. Mais uma vez: 33.
Nem eu acredito que já fez trinta e três!...

Hoje, dia 17 de Abril, faz anos que nasceu aquela que futuramente daria o mote a este humilde casebre. A mãe das Pulgas.
Parabéns e muitas, mas mesmo muitas, felicidades e alegria.

33...33...33... custa-me a dizer...tenho de me convencer que a idade também avança para a malta mais nova e não é só um custo para os idosos.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Milhões de coisas excepto...pessoas

- Avó, o que queres que desenhe? - pergunta-me a Pulguinha, a neta do meio, com os cinco anos mais espevitados que uma cozinheira a petróleo, folha e lápis na mão, pronta a desenhar o que eu escolher.
Eu respondo - Desenha a tua família.
- Olha - diz-me ela com a mão na anca assim a modos que peixeira (sem ofensa às mulheres que vendem peixe, sim?) - eu só desenho: carros, motas, mesas, cadeiras, óculos, comida, brinquedos... Tudo, milhões de coisas menos pessoas. - E reforça como se eu não tivesse percebido e por via de dúvidas... -  Eu desenho tudo o que há menos pessoas.
Pronto, tamos entendidos? E por isso, descansou o lápis e sentou-se a ver televisão.

Eu, Moi-Même e Euzinha

Estava eu já a deitar lume p´las ventas de tanto escafiar, olho para o sofá e vejo Moi-Même, a minha empregada, sentada a tomar um cafezito e a comer um bom dum pão de cereais que custam os olhos da cara cá à senhora.
Pergunto-lhe se não há nada para fazer. Responde-me logo que está cansada, por isso, merece um descanso e, até aproveitou para me convidar a sentar-me no sofá que é meu, no lugar que é meu, por inerência.
Claro que não me sentei, ora essa, ia cá eu, senhora dona da casa, me sentar ao lado de uma empregada, e até lhe deitei uns olhos de labaredas...

Voltei a dizer a Moi-Même que vai sendo horas de fazer algo de proveitoso e, aconselhei-a, a abrir bem os olhos a fim de constatar que há uma ligeira camada de pó...
Aquase nem me deixava acabar...
E, sabem o que me disse, a mim, sim, aquela bruta de Moi-Même, empregada francesa em modo ilegal?
- Limpa tu que estás na retrete (francês)!
Ainda bem que Euzinha, a outra empregada de limpeza (esta, brasileira) fez o serviço!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Mas por que razão?

- Avó, por que é que as senhoras usam soutien? - perguntou-me a Pulga - a maiveilha numa sessão de perguntas.
Bem, imaginei tantas respostas para dar...

Para sustentação dos seios,
para não abanarem quando andam de  carro,
para puxarem para cima quando estão descaídos,
para dar volume quando os seios são pequenos, colocando uns enchumaços,
para não descaírem, se são grandes e evitar que cheguem aos joelhos,
para não andarem soltas, e ajeitá-las
para proteger de cotoveladas.

A cada resposta dada ela rematava a rir: " não é! Não é nada disso! Não sabes? - por fim, perguntou-me e respondi que não  já sem saber a razão de se usar um sutião (como se dizia por cá)
- Para não apanharem frio - continuei a olhar para ela à espera de mais... - As maminhas! - e apontando para as suas, sorriu.
Tão claro como água cristalina da ribeira. Nós, adultos é que complicamos.

domingo, 14 de abril de 2013

Havai...

...Ah vai não. Ah foi! Aliás, fomos até Santa Cruz com as Pulgas e o dia estava assim ...
Pelas 19 horas, marcava 21,5 graus no termómetro da farmácia no centro da cidade.
E ainda me perguntam qual o melhor lugar para fazer férias!...

Só eu...e mais ninguém!


Estava eu, no chão, de rabo para o ar, assim como os alemães quando perderam a guerra, a recolher todos os brinquedos espalhados e pergunto, cantarolando.
- Quem vai ajudar a avó? - a ver se havia alguma alminha caridosa e altruísta...
- A mana - responde logo a Pulga, apontando para a Pulguinha que, sentada, brincava, descartando-se assim da arrumação.
- E mais? - pergunto eu, olhando para ela a ver se dizia que dava uma mãozinha.
 - Mais ninguém! - responde o mê Gu-Gu muito antes de, sequer, a irmã poder responder sem deixar de olhar para a televisão.
Portanto...averga a giba, avoGi!...

Fotografia: Num dia oferece-me uma flor no outro dá-me cabo do canastro!...

sábado, 13 de abril de 2013

Dicas para ser feliz

O que temos de fazer para ser feliz? A busca pela felicidade é uma constante na vida de todos. Não existem regras e nem fórmulas exactas para alcançar a felicidade. Dinheiro, amigos, viagens?
E...Porque estava aqui sem fazer nada, ou seja, a cuidar e olhar para as Pulgas, resolvi pesquisar a fórmula mágica para ser feliz.
Encontrei o linque: "51 dicas para ser feliz". Nem abri, "vou reduzir", pensei, nas minhas deambulações e pensamentos tão profundos...
Reduzir, não é o que o Governo pede? Atão vamilhá...
24. Tantas? Não são precisas tantas! 21. Nada disso! São ainda muitas... Haverá menos? Claro, 12. ..11...10...
Não consigo encontrar a felicidade... Se para ser feliz são necessárias tantas dicas.

Reduzir ...reduzir...reduzir...passei para seis... ainda menos...5.
Pronto, cinco é um número razoável.

Eilhas, as cinco dicas para aumentar a felicidade:
- Procure se lembrar só das coisas que são boas!
- Aja sempre com alegria. Brinque, conte piadas, espalhe a felicidade.
- Saia com as amigas. Ficar com pessoas queridas é a segunda melhor coisa para mulheres, logo atrás de ficar sozinhas com seus parceiros.
- Acostume-se a escrever o que acontece de bom. Não é surpresa que as mulheres que possuem um diário sejam mais entusiasmadas.
- Evite realizar várias tarefas ao mesmo tempo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uma flor, uma pequena flor que eu colhi só a pensar em ti.

E porque o mê Gu-Gu é uma jóia de neto, sempre muito atencioso com a sua avó, descobriu uma pequena flor e, de joelho na relva, apanhou-a, com todo o cuidado, não fosse ela se desmanchar... Ofereceu-me.
- Põe no cabelo, avó - e como geralmente é isso que faço quando me dão uma flor...
Coloquei-a e recebi um sorriso bem grande e rasgado do rapaz.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Preciso de um advogado

O meu descontentamento transformou-se num processo em tribunal.
Vou processá-lo. Vou colocá-lo na barra do tribunal. Vou desmascará-lo na presença de toda a gente. Vou acusá-lo de: falso, enganoso, traidor, fingido, simulado e outros.
Ontem fez-me olhinhos bonitos. Fez-me crer que ia mudar. Prometeu sol e deu chuva. Fez-me viver na ilusão de que tudo ia ser diferente. Mas hoje voltou ao que era dantes.
Não posso viver assim com esta incerteza, com a promessa que vai melhorar. "Fia-te na Virgem e não corras!" como se dizia antigamente.

Vai melhorar. Mas vai mesmo? Já não acredito em ti! Não posso acreditar que tudo irá ser diferente.
És um grande mentiroso.
Preciso de um advogado para dar início ao processo.
Preciso de testemunhas que corroborem o que digo.
Tempo, já não acredito em ti.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Pensar eu até penso e demasiado se calhar!

Ao almoço estávamos sentados à mesa: eu o Mê senhor e a Pulga, a maiveilha e com a televisão ligada nas notícias.
Abre parêntesis (Sim, eu sei que não se come a ver televisão. Sim, também sei que é o momento de reunião da família.  Sim, eu sei isso tudo e também sei que devo usar o que tenho por isso vai daí a como sobra televisões foi uma para a cozinha. Eu só digo isto pois antevejo os comentos maliciosos que aqui me deixam. Não, não são todos vocês... Valha-me Santa Justa dos Madeirenses...
Fecha parêntesis)

A noticia era sobre o mesmo: cortes, IRS, pensões...
Até que digo: - Lá vai o  gajo cortar nos pensionistas outra vez!
- Avó, o que são pensionistas? - pergunta a curiosa da pequena. Respondo que são aqueles que recebem uma pensão.
- Ah! - Diz ela muito admirada. - Julgava que "pensionista" - e soletra bem a palavra - é a pessoa que pensa muito!

domingo, 7 de abril de 2013

Eu vi com estes olhos que a terra há-de comer...

...A Placa Central no Funchal, na passada Terça feira (dia 02 de Abril) a abarrotar de gente.
Uma placa cheia de camones a ouvir música ao vivo, no Ritz e no Café do Teatro, perninha ao sol, mangas de cabelo, cervejinha e tremoço, só alguns, que outros querem é sol e cadeira...e boa música à borliú. 
E...vivá vida.

Fotografia: Captada com o telemóvel às 14:54.

sábado, 6 de abril de 2013

E não é que dizem...

...Que é fim de semana!?

Dizem que o Tribunal chumbou umas normas do OE. Também ouvi dizer que vai haver uma frente fria em todo o Portugal e por isso as temperaturas vão baixar (outra vez? Mas quando chega a Primavera?) e, não me disseram, mas eu vi com estes olhinhos cheios de curiosidade, os jacarandás a florir e a Pulga - a maiveilha, a se pôr a jeito para a fotografia; há quem diga por aí que a vida vai melhorar, outros dizem que temos o sábado e o domingo para descansar; por isso...
Ide, ide rápido descansar e levem os meus votos de Bom Fim de Semana, pois então!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Carne de cão?

"A informação, que teve origem no diário holandês Telegraaf, sugere ainda que a Guarda Civil tinha investigado há cerca de dois meses o recurso a cães domésticos sacrificados para a produção alimentar."

Uóte? Carne de cão na confecção de almôndegas holandesas! Depois da carne de cavalo agora carne de cachorro.
Mas onde é que isto vai parar? Ao canibalismo, será?
Ai, desculpem, vou ali rabiçar (que é o mesmo que vomitar) e já volto, é que esta notícia embrulhou-me o estômago.
Se não acreditam leiam tudo.

Está mal-injusto!

Esta cena do governo e dos partetaimes que falei ali no andar de baixo não está certo. Não, senhor Governo, isto deve de abranger todos os portugueses e não só pais.
E os avós? E os tios e os padrinhos? Atão não se dá tempo também, para se fazer netos, afilhados, sobrinhos?
Quem me apoia nesta contra-proposta ao governo? Já tenho escrito a frase para a manifestação "Queremos tempo para fazer netos, sobrinhos e afilhados"
E repete: "Queremos tempo para fazer netos, sobrinhos e afilhados."
Até se pode acrescentar a lista...

Se já se esqueceram do que falo leiam 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Governo quer criar part-time para que haja tempo de "fazer filhos"?

Será que ainda vou a tempo? Será que vai ser desta que vai haver bisalhinhos? E mais Pulgas? Agora é que vai ser!
 Esperança para os avós só isso, que há muitos já sem esperança de ver netos à porta.
Vá, meninas, saiam do computador e dirijam-se aos aposentos e comecem a...a ouvir o ministro da Solidariedade e Segurança Social e aumentem a taxa de natalidade porque Portugal tem a mais baixa taxa da União europeia.

Tudo tudo para ler se quiserem.

Avó é...

Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem: Despacha-te! Vai dormir! Come tudo!
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão! ”

Redacção de uma menina de 8 anos, publicada no Jornal do Cartaxo, em Floripa - SC.

Só digo: Lindo! Sincero! Real!  Será que as Minhas Pulgas pensam assim?
Vou tirar a dúvida daqui a pouco. Quando a Pulga, a maiveilha, chegar vai fazer uma redacção, que agora se chama composição. Ai vai!

Fotografia: A avó e netos no Calhau de São Jorge- Madeira

Mas que figura!

 Andar em cima de saltos bem  altos tem o seu quê de equilíbrio.

Hoje na cidade vi uma rapariga com uns belos duns sapatos e uns belos saltões, demasiado altos, que a faziam bambolear de um lado para outro quando atravessava uma rua empedrada.
Se não fosse o apoio do bói frende que lhe deu a mão e a segurava penso que não ia atravessar a rua. É que além disso pareciam-me maiores que o pé pois atrás tinha o espaço de um dedo.
Eu, só calçaria aqueles sapatos quando saísse acompanhada, caso contrário  ficariam em casa a criar mofo, é que além de não conseguir me equilibrar em
cima de andaimes, pela sensação vertiginosa que sofro, também não consigo dar um passo sem ser ajudada. O pior é que...não tenho namorado! E a calçada portuguesa e os paraleliopípedos (como dizia uma colega minha) são terríveis para saltos.

Fotografias gentilmente roubadas da net

quarta-feira, 3 de abril de 2013

É assim o amor

Uma jovem deixa o companheiro com o qual teve um filho e uma vida estável e vai para um país africano casar com um rapaz que conheceu na internet. A ideia é trazê-lo para a Europa.
Pelo feicebuque  estão mensagens cheias de ternura e amor a dar cum pau! E parece que se conhecem há longue taime ago!
Louca do cão! Diria a minha mãe se fosse viva! Embarcar neste barco sem conhecer o comandante.

É cá uma vergonha!

De cada vez que vou ao banco falar com a minha gestora de conta venho de lá com um sentimento de culpa  do tamanho da vergonha. Sabem, ela tem as unhas sempre tão bem arranjadas e grandes, que me dá uma vontade de lhe pedir emprestadas.

Atão, sento-me no carro e em vez de chorar pelas minhas desajeitadas pinto-as. E chego a casa com elas lindas de morrer e assim que meto mãos na cozinha vai-se o verniz.
Caramba, verniz foleiro e barato que cai logo à primeira passagem de água. E sabem? Ainda não parei de  olhar para as minhas e de resondar estas estapores por não serem grandes, bonitas e envernizadas, em suma, bem arranjadas como as da minha gestora.
Até já ameacei cortar rente e roê-las de rebendita!
Mas porque não arranjo uma mulher para tratar da lida casa? Ah, já sei: porque não tenho tempo para isso, sabendo que tempo é dinheiro.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Este PS

É deste PS (que quer dizer Porto Santo) que não gosto.

Vigiem só a quantidade de areia que por aqui vai! Mas acham que eu coloco os meus ricos pezinhos neste sítio? Já muito fui quando não tinha dinheiro para ir mais além.
E digo em verdade vos digo: é areia na cama, areia na mesa, areia debaixo da prótese, areia nas orelhas, axilas e afins; nas curvas dos cotovelos, mais abaixo: no "imbigo" e ainda mais abaixo: nas dobras dos  joelhos, entre os dedos dos pés... Areia com pão e manteiga, areia com uvas, areia com melancia... Areia... Areia.. Areia...
E chegando cá à região ainda se sacode areia do cabelo. No ano seguinte ainda se leva areia para o Porto Santo! Isto chega para justificar?

Não gosto do PS

E posso aqui escrever mil e uma razões para detestar, mas vou só dizer uma, pois vejo que estão de sobrolho enrugado por esta afirmação. Não gosto. Ponto final, parágrafo, linha abaixo, travessão.
Sei também que não sou a única madeirense a não gostar, há mais. Mas falo por mim e deixem de me questionar porque não gosto do PS.

Ainda há dias a falar com uma amiga no feicebuque, ela a dizer que adora que é bom que eu devia estar incluída no rol dos amantes do PS, que há lá tanta gente que conheço...e iscas rabiscas verguinhas de chapéu de sol...
Ela a querer saber a razão de não gostar e eu sempre a assobiar para o lado; até que, irritei-me e cuspi que:

"Não gosto do PS por causa da areia". Aliás, "é muita areia para a minha camioneta" como diz o outro. E sempre que lá vou trago para casa quilhos dela; e mais,  lá, encontro: gente em cima de gente, gente ao lado de gente, gente a fazer gente, gente a falar de gente que até enjoa. E, isso chateia-me.
Não acham que é uma boa razão para não gostar do PS?
Haverá outras razões?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

E a Bíblia?

Atão, não há nada para dizer d´A Bíblia?
Gostaram ou ainda não acabaram e ver? Ou nem viram?
Falo por mim, ainda vou no início da 2ª parte. Caramba, é grande para se ver de um só vez.
Hã? Como? Não me digam que não ficaram tentadas a ver o nosso Jesus! Lindo como só Ele. Acho que de todos os que interpretaram esta personagem, ele - o nosso Jesus - é o mais adequado. Prontes, eu digo: e o mailhindo!

E lembram-se do filme Ben Hur?
 Raparigas da minha idade cheguem-se à frente, não se acanhem e ponham o dedinho no ar (já sabem qual é não já?) se viram Ben Hur.
Seis horas sem levantar a cesta da cadeira quando o vi no Cine-Parque (cinema cá da urbe,que, coitado, já foi abaixo, também!)
Mas eu, rapariga dada a estes filmes, vejo com todo o prazer.

Sinto-te a falta

É isso mesmo. Sinto a falta dele.
Verdade pipole, sinto saudade do meu longo cabelo louro (pintado, sim, e o que tem de mal?), dos meus caracóis (oquei , levava tempo a meter o rolo, mas eu amava o estapor!), da leve ondulação, assim como a da Marina do Lugar de Baixo em dia de calmaria, do seu cheiro ...é que agora por mais que puxe e estique não chega ao nariz

Cortei o cabelo. Não foi peta  nem mentira.
E agora venham as cãs, os cinzentos, os azulados, os cendrê (isto em francês soa melhor) que eu estou preparada para os receber. Deixei de pintar. Sim pipole, ca tinta tá cara e a pachorra escasseia, por isso, meto a tesoura no cabelo, por que aqui ninguém mete as garras e... vai disto ó Evaristo.
Diz quem  já viu que está melhor assim, mas sou incrédula e sinto tanto a falta dele: de brincar com as pontas, de enrolar no dedo indicador quando estou a ver um filme, de meter os cinco dedos no "casco" da cabeça (como se diz por aqui) e acompanhar até às pontas, de pentear...
Já tenho saudades de ti e sinto-te a falta do aconchego que me davas no pescoço!
Eu e os meus dilemas do corta-não-corta.

Separei-me

Era uma volta que tinha de fazer era um passo que tinha de dar. E foi dado. Custou-me muito mas estou satisfeita até parece que tirei dez anos de cima do corpo. E, ao fim de tanto tempo de vida em comum achei que era a altura certa de acabar com esta relação.

Começou por ser uma coisa linda, forte, cheia de graça, depois, lentamente, acabou por se tornar fraco, quebradiço. Não gostava dele assim e por mais que lhe pedisse para mudar, mantinha-se igual. Ameaçava cortar com tudo, mas nada. Olhava para ele e..."como pôde uma coisa linda se tornar nisto?
Como pôde ele se desleixar ao ponto de me fazer pôr um ponto final nesta situação?"
E pensava: "é hoje!"
Não. O dia acabava e eu sem força para o enfrentar. Até que...
Num dia em que a tristeza e os pensamentos mais negativos estavam presentes, num dia em que olhei o espelho e os meus olhos lacrimejavam de tristeza disse: Basta. Inafe!

Lentamente, que isto de se cortar uma relação de muitos anos deixa marcas e eu não queria ficar com mazelas, foi uma...outra...e mais uma...Pronto, acabou.
Depois de fazer o que fiz, olhei para o espelho e aquela que lá estava reflectida não era eu. Era outra mulher, mais jovem, mais alegre, mais dinâmica.
Digo-vos, a vós que me conheceis, tirei um peso de cima dos ombros. Já devia ter sido feito há mais tempo.