Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Vamos à Escócia

Hoje no chá das três às três...eu explico: das três porque somos três (eu, a cunhada e a cu...madre) e às três porque é a essa hora que vamos tomar o chá, ficou acordado que eu, e a cu..madre vamos à Escócia, mais precisamente a Glasgow.
E isto porquê? perguntam e eu respondo; por que somos amigas de muito anos (desde o ciclo preparatório portanto tínhamos uns dez anos) e as nossas promessas fizeram-se para se cumprir e concretizar.
A primeira promessa foi que ela seria madrinha do primeiro crianço que eu tivesse, a segunda era que por muito que a vida desse voltas e por muito que nos afastássemos seriamos sempre amigas.

Há uns tempos para cá vamos às quartas feiras tomar chá e colocar a conversa em dia. Ela falou da Escócia, daí a ideia de irmos até lá, como se fosse somente dar um pulo, como se fosse ali ao lado ao virar da esquina. E perguntam porquê a Escócia? Eu respondo. Porque o filho estuda em Glasgow.

Cuidado escoceses, não sei quando, mas lá iremos. E quero ver gaitas de foles, e quero ver kilts, e quero ver castelos. E quero...ir. 

Até tu?

Mas que raio se passa com o Pedrocas? O diacho virou bipolar?
Sol, para enganar os tolos, depois uma chuvinha muidinha, assim a modos para refrescar, depois uma réstia de sol escondido pelas nuvens para não dizermos mal, nem rogar pragas do género: "se não dás sol nunca mais falo contigo e mando-te a um sitio quente" ou então pior: "não vens à minha festa!"
Umas pinguinhas que mais parece uma velha a fazer o seu chichi: pinga aqui pinga ali...
Ó Pedrocas, tu cura-te, olha que para dar arrepios basta o governo e os cortes que temos tido. Ou será que aproveitaste a onda do corte-corte-corte e vais cortar no sol e no calor?

terça-feira, 28 de maio de 2013

E aquele caso do bebé?

"Um bebé recém-nascido preso dentro de um cano de esgoto ligado a uma casa de banho foi sábado resgatado pelos bombeiros na cidade de Jinhua, na província chinesa de Zheijang." 

Mas...
"A China conta com leis de planeamento familiar rígidas, com a política de um só filho por família em vigor há mais de três décadas.
Existem diversas excepções à regra, mas os casais podem sofrer uma série de multas caso não estejam entre os que estão isentos de cumpri-las.
O país também já registou diversos casos de bebés nascidos fora do casamento e de bebés do sexo feminino abandonados, devido a uma tradicional preferência por bebés do sexo masculino."

E diz a jornalista que na China é normal. Normal deitar um bebé pelo cano de esgoto abaixo como se fosse um dejecto? Que mundo este!

Toda a notícia no Diário Digital.

Cambada de arrogantes!

Detesto, mas detesto mesmo, pessoas que num dia conhecem, e são só sorrisos, e no outro assobiam para o lado quando passam por mim, tentando passar despercebida; apetece-me bater no ombro - para não bater no focinho - e dizer: "ah, sua estúpida de m...cocó sou a mesma de ontem. Não me conheces?
Parva! Vai mazé....caçar grilhos (como se diz por cá)
Não tenho pachorra para isto! Já tás riscada do meu rol.  

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pronto, já rectifiquei

Não sei se já repararam, e se ainda não o fizeram olhem agora mesmo. Depois de muitos alertas da comunidade, isto é, de vários leitores do meu humilde casebre, resolvi  que já era tempo de rectificar ali à direita a coluna das Pulgas ...
Atão onde se lia: Projecto-nora, pois a fase de projecto já passou, agora deverá ler-se: Madame-(projecto-)nora.

O que uma triste rapariga faz para alegrar as visitas! É que era cada chamada de atenção! E sempre  insistentes que acabei por me vergar à realidade e à insistência, vá...
Prontes, estou a caçoar para desanuviar esta vida de blogueira. E já que esta coisa tá lenta como um caracol cambado nada a fazer canão ir mudando...

domingo, 26 de maio de 2013

Afinal havia outro!

- Avó, tu cheiras bem - diz-me o Gu-Gu, olhos nos olhos, quando nesta manhã de domingo estava em cima da cama e eu lhe tirava o pijama.
Logo o abraço e procuro o pescoço para lhe dar um beijo repenicado e dizer-lhe que ele também cheirava bem, com aquele perfume de roupa lavada misturado com o cheirinho a bebé, quando olha para mim e diz-me ainda antes de eu lhe dizer: obrigada, meu querido! Sabe tão bem um elogio logo pela manhã!
- Avó, cheiras a pão de cereais.

E eu a pensar que ainda era vestígios do perfume (prontes, eu digo, está aqui a saltar na língua para sair) do DKNY dado na noite anterior quando me preparei para assistir ao espectáculo da Pulguinha - a do meio.
Afinal, cheiro a pão de cereais!

Fotografia: Ele, o mê Gu-Gu, o galanteador!

Este meu caco velho

Não tenho sido leitora assídua de blogues, não tenho retribuído as visitas que tenho tido, não tenho sido bem-educada por não visitar quem me visita e levar uma chávena de chá, tudo por causa deste computador, deste estapor, que achou de enrascar agora.
O do mê senhor está virulento, ou seja, tem um vírus que duplica os acentos, o "piquininho" como eu o chamo, tem o disco encravado; este caco grande agora deu-lhe para não me deixar colocar uma foto (só peço uma foto) no ambiente de trabalho e de cada vez que ligo leva, para não mentir, duas horas para começar. Depois, quando vou atrás de linques, ele prende, e fica  a rolar..a rolar...a rolar... rás parta, aparelho dum raio!
Dá-me uma vontade mórbida de jogar este caco pela janela fora, calha bem que as tenho fechadas não fosse a ira que sinto já ter intentado fazer o que a mente me manda.
Por isso minhas darlingues e meus darlingues por aqui a coisa tá preta, ou seja, muito preta.
Se alguém quiser oferecer-me um assim maneirinho, lindinho, rapidinho e mais inho-inho-inho estou aberta a ofertas.
Vá lá, desculpem, sim?

sábado, 25 de maio de 2013

E a verdade seja dita

- Avó - diz a minha neta do meio, a de cinco anos - não vale a pena estares a limpar isso - quando aí pelas 10 da manhã varria eu ao quintal para que pudessem andar de bicicleta. Com uma cara do género: "coitada da velha que trabalho inglório!"
- Mas porquê? Achas que não devo varrer?
- Ora, daqui a pouco tá sujo!
E nem foi daqui a pouco, foi no preciso momento já saiu com a bicicleta debaixo do braço que deitou o conteúdo da tralha que levava para a brincadeira na rua.

Mas que é uma boa filosofia, lá isso é ... Para quê limpar se vamos sujar?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tão simples quanto isto!

Ao almoço, ouvindo as notícias sobre a Ria de Aveiro, aproveito, como sempre, para fazer uma breve lição de geografia à Pulga - a maiveilha.
- Há rio e ria. Sabes qual é a diferença? - Pergunta mais idiota (digo agora depois de ouvir a resposta), para uma criança de sete anos que vive numa ilha sem rios nem rias e somente conhece Portugal Continental de breves férias.
Sei - diz peremptória - o "o" e o "a" no fim.
Toma para não fazeres perguntas parvas. Mas a resposta, essa, foi tão simples e certeira.
Linda Pulga, coisa mailhinda de sua avó!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mas onde guardei eu a excomungada?

Olhem lá, pipole, se souberem da minha máquina fotográfica, ou basicamente, do sitio onde a escondi antes de ir de mini-férias (escondia-a para que os ladrões não a roubassem), agradecia que me dissessem.
É que já virei a casa do avesso e estive até agora a pô-la do direito, novamente, a ver se a descobria e nicles, ticles, laricles.
Cabeça do filha da mãe que esconde tão bem que depois não se lembra mas digo: deve estar tão bem escondida nem ladroes a encontravam.
Shite!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Atão eu ia ficar em casa?

- Avó, tu vais com esses sapatos!? - perguntava-me a Pulga - a maiveilha, com o dedo esticado, apontando para os meus sapatos; quando, depois do almoço, entrava no carro para regressar à escola. Com os olhos tão abertos de surpresa por eu ter nos pés uns sapatos velhos de andar por casa que por sinal até eram da tia-velha.
- Não servem? - E olho para os sapatos ao mesmo tempo que faço uns passos de bailarina e coloco um à frente outro atrás como se estivesse numa passerelle. 

 Ela ri-se. Digo-lhe que não vou sair do carro que regresso logo a casa por isso não há necessidade de levar os sapatos de ir à missa (por que antigamente os melhores sapatos eram os de levar à missa no domingo).
- São sapatos de velhinha! - diz-me com cara de remédio, encolhendo os ombros como quem diz: não há remédio com esta minha avó!, e para terminar sem ofender, remata com - Mas ficam-te bem.
Pudera, se continuasse a reclamar dos sapatos ia a pé...

Fotografia: E ia eu mostrar os tais sapatos? Não, ofecorsse note (inglês).

terça-feira, 21 de maio de 2013

Uma noite em Nova Iorque

Não, não vou passar uma noite em Nova Iorque; não, também não é aquela cena do feicebuque em que se diz quantos dias vamos passar a um sítio em vez de se dizer o dia de anos.
Não, também não é um sonho nem tão pouco um desejo até porque Nova Iorque não é um sitio que me interesse visitar, pois sairia de lá com uma dor no pescoço de tanto olhar para cima; sou mais rapariga de superfícies planas e onde se possa ver o horizonte.

Falo do livro de Tiago Rebelo.
Oferta da minha cunhada pelo meu dia de anos, e já lá vão uns mesinhos (fiz anos no ano passado), mas só agora tive oportunidade de começar.
Está em modo de arranque.

Sinopse
"Uma Noite em Nova Iorque" é uma complexa história de encontros e desencontros, promessas e desilusões; mas também uma história de descoberta e de esperança, que reflecte o dilema dos protagonistas divididos entre duas forças poderosas: a obrigação de perpetuar uma união que já não lhes traz alegria e a urgência de correr atrás de uma enorme paixão que mais não é do que uma carta fechada.

Eu agradeço. Sou rapariga de gostos refinados.

O meu irmão que vive em Londres está cá na Madeira, veio por duas semanas, e sempre que vem traz-me aquilo que eu gosto: perfume.
No Natal trouxe-me  Beyoncé. Agora True Love. Não conhecia nem um nem outro.
Ao entregar-me, ontem, o perfume, batia com a mão direita fechada no lado do coração e dizia: True Love. Eu entendi. É assim, verdadeiro, o amor entre irmãos.


 Ai, este meu irmão, é um homem de  bom gosto. E adoça-me o bico.
E como disse no início pelas mãos  dele já experimentei muitos perfumes.
Tem quiú mai brader, meni tenques (inglês).

domingo, 19 de maio de 2013

E foi assim que aconteceu

Dizia-me a Pulguinha, a do meio, mostrando-me uma nódoa negra que tinha na coxa.
- Sabes, avó, eu fiz esta nódoa no dia em que gritámos: Porto.- (No dia em que jogou o FCP e o SLB).
- Ai foi? Atão devias ter gritado: Benfica e nada sucedia. Mas... tu gritaste Porto!? - Pergunto eu sabendo que quando estou ela diz ser do Benfica.
Abanava a cabeça em sinal de concordância.
Voltei a perguntar - Atão, tu gritaste pelo Porto!? Mas dizes que és do Benfica!
Já não abanava a cabeça, só mexia os olhos. Enfim, os olhos da avó são assim a modos que repreensivos. Coitada da pequena, já não sabia o que dizer para me alegrar. Vira casaca esta estrepela.

sábado, 18 de maio de 2013

Menina de nove anos dá à luz

A menina tinha oito anos e meses quando engravidou. Aconteceu no México. O pai um jovem de 17 anos está a ser procurado pela polícia. Deu à luz uma menina O nascimento da criança ocorreu no dia 27 de Janeiro, no hospital Zoquipan de Guadalajara. Dafne, tem sido identificada como a menina deu à luz uma menina de 2,700 kg e 50 cm.
E há cada uma que me deixa sem palavras.
Se desejam saber toda a notícia entrem por aqui.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sequeitar, violar, biciclar e estudar

Ainda há pouco ao vir da escola das Pulgas numa conversa sobre: "eu gosto de andar de sequeite, mas ainda nunca andei", dizia eu ao mê Gu-Gu que tenho um, em casa, que era do bisalho.
Bem, as orelhas e os olhos do caçula mainovo abriram de satisfação. Afinal, não estava assim tão longe uma volta de sequeite.
Pulguinha, entre uma dentada na bolacha e uma espreitadela à conversa pergunta:
- E ele - referindo-se ao mê bisalho - gostava de sequeitar?
Achei piada ao termo: sequeitar, a sério, e aproveitei para ...
- Sim - respondo - e também de outras coisas como: biciclar, pianar, kartar, violar...

Fotografia: Eu e a Pulguinha no jogo da comemoração dia da Família,  na escola.

Mas que noite! Que grande noite!

Depois da tal rapidinha dada logo pela calada da manhã deparo-me com uma noite daquelas de tirar o fôlego até a uma rapariga como eu dada a longos movimentos de peito, de expira inspira.
Estava eu embuseirada no sofá que por sinal até já tem uma cova do meu cesto e o queixo cai-me de  tanto sono.
Nada melhor que aproveitar a situação e mergulhar nas asas de Morfeu, só que, levanto a cesta do sofá, encaminho-me para sítio onde costumo lavar os dentes e tirar a pela da cara e, sem abrir os olhos para não perder o sono e sem acender a luz para não acordar Morfeu, perdão, o senhor que dorme na mesma cama que eu vou pé ante pé e deito-me tão sorrateira, tão quieta para que o sono não desaparecesse.
Qual quê? Acordo, ou melhor, desperto e levo a noite a contar carneiros, vacas, ovelhas, bodes e cabritos até sensivelmente as 5 da manhã.
Até sonhei, pasmem-se!, com o Gaspar, não com esse, com o outro - o gato do mê bisalho.
Mas que merda de noite, a ver a boiada e a carneirada a passar por mim e eu sem nada poder fazer senão contá-los!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

E ontem foi dia de dar uma rapidinha

E que bem que me soube.
Há já algum tempo que não acontecia dar uma rapidinha logo pela manhã.
E foi assim: acordei com uma fezada, um desejo moribundo de dar uma. Nem é tarde nem é cedo é pra já.
Meto as mãos ao assunto, pondero nas vantagens, penso se será boa ideia dar uma logo ao acordar, mas, como não há hora certa para a coisa e a coisa prometia e como era o Dia da Familia por que não?
Assim, depois de muito pensar disse pra mim:"Vamilhá à coisa".
E mal pus os pés no chão, fui buscar o balde e a esfregona e dei uma limpeza rapidinha à casa.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dia da Família

Hoje comemora-se o Dia da Família, e por isso, toda a familia se reuniu na escola das Pulgas mais novas para a brincadeira. E é tão bom voltar ao sítio onde já fomos felizes (contrariando a frase que diz nunca voltar ao sítio onde já fomos felizes)

Assim que cheguei, faço a minha entrada triunfal, abanando a saia e rodopiando fazendo vento a quem está quieto e caio nos braços da directora do Infantario, amiga de antanho, de loucuras de juventude e aquele abraço de apertar ossos soube-me como se fosse o último sopro de vida. E deixem que vos diga tenho lá muita gente conhecida, antigas educadoras da mãe e tio das Pulgas.

Depois dos jogos houve tempo para conversar sobre o estatuto dos educadores e professores, das novas  mudanças, porque uma vez professor sempre, para toda a vida professor, enquanto as Pulgas corriam pelo relvado alheias ao facto de serem filhas e netas de docentes.
Só digo que todas as famílias  se foram assim que acabou e nós - família das Pulgas ficámos a conversar e, como sempre, fomos os últimos a abandonar o estabecimento.
Meilhá que foi bom foi, foi.

Porque eu tenho tomates

São pequenos mas são meus. Plantados, regados, cuidados e ainda há pouco comidos.

Eu também acho, e respondo aos vossos pensamentos, pois sei que em boca pequena estão a dizer: "Caramba, ela merecia ter uns tomates maiorzinhos que estes.
Mas prontes e como se costuma dizer: "cada um tem aquilo que merece" e este deve ser o tamanho próprio para mim, mas sei que há quem os tenha grandes, carnudos e pesados, mas os meus são assim: enfezados, pequenos e murchos mas pelo menos tenho tomates, e depois?

terça-feira, 14 de maio de 2013

Se há cenas que me transcendem...

...É ver meninos pequenos a fazer uma escandaleira no supermercado, a deitarem-se no chão, a lamber e morder as mãos, a rastejar como recruta por que querem algo que a mãe não dá, e, a sua santa mãezinha impávida e serena como se a criança fosse filha das ervas verdes, isto é, como se  não fosse sua. E toca toda a gente a ter de ouvir os berros, a birra e a má educação da criança e a impassividade da mãe.
Ai belas taponas e viesse a LPCMTI (Liga Portuguesa Contra Maus Tratos  Infantis) que iam ver...
Antigamente dizia-se: "quem dá o comer dá o ensino" mas hoje em dia parece as mães têm medo dos filhos e este adágio passou à historia.
Ai Pulgas cá da AvoGi que nem tentam...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

E hoje é segunda feira

Início de uma semana de trabalho.
Boa semana.
Não se cansem muito olhem que para o fim de semana ainda faltam cinco dias.

domingo, 12 de maio de 2013

Hoje acordei a pensar...

...(Coisa rara em mim pois quando acordo é a brigar) que depois de um jogo visto na companhia de muitos benfiquistas e somente uma portista que festejou sozinha a vitória, algo havia mudado. Era uma sensação, um desejo.
Mas não, o mundo continua a girar, o dia continua com as mesmas vinte e quatro horas, o sol nasceu a oriente e caminha para ocidente. A vida continua assim a modos que igual,  afinal o que tinha mudado?

Nada, a não ser a classificação do campeonato, a não ser a vitória do Porto sobre o Benfica. Afinal é tão somente um jogo de futebol e a vida tem tantas razões para ser vivida.
Mas que chateia lá isso é verdade e eu que não ligo muito a futebol acho que não há razões para desmoralizar.

Mas isto sou eu uma rapariga que tem um gosto especial para vermelhos, tais como: morangos, cerejas, melancias, framboesas, groselhas, mas aceita tanto o verde das árvores como o azul do céu. Mas o vermelho é mais apelativo e os frutos não são azuis.

Fotografia: Porque além de frutos vermelhos também adoro sapatos (vermelhos, mas isso já sabem), e estes são meus.

sábado, 11 de maio de 2013

Tirando hoje qualquer dia...

Tirando hoje que tenho mais que fazer do que...qualquer dia que eu esteja espojada de pernas esticadas à frente deste caco que se chama televisão a ver as notícias e que seja sobre cortes aos pensionistas.... Juro, e até faço uma cruz sobre o peito para creditar a jura que agarro no comando e atiro à cabeça do excomungado que esteja a falar sobre assunto, principalmente, se essa pessoa for o mister rabit ou o portas e janelas.
Agarrem-me na mão antes que seja hoje o dia.
Desculpem, mas não há cu que aguente tanta...sabem a palavra certa para acabar a frase não é necessário escrevê-la, pois não?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Agora é moda levar a vasilha

Tornou-se chique levar o termo (ou a marmita ou a vasilha como queiram) para o trabalho, e à minha mente aflorou os tempos em que leccionava e levava o pão, o iogurte ou até mesmo o pacote de bolachas para a escola e via as colegas a olharem para mim de lado por ser uma velha retrógrada e furcas, por não comprar o papo-seco ou a tosta mista no bar da escola.
Não, eu levava o pão e só comprava o café - o meu galão.
Eu era a forreta, eu era aquela que levava a sandes embrulhada em papel de alumínio e olhava para o lado quando as via dar cotoveladas umas às outras e com o queixo apontarem para mim.

Adorava saber se presentemente essas minhas colegas ainda dão sinal de queixo ou se já fazem como eu. Sim, bastou ser chique e para acompanhar a moda faz-se uma corrida aos termus que estavam guardados no sótão da casa, limpa-se as teias de aranha e estão prontos para o uso ou, bastou vir a crise para justificar a marmita.
Eu sempre vivi em crise e o dinheiro era mais bem empregue noutras situações.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mas digam-se só uma coisinha...

...A loja vai abrir hoje e vai logo falir? Estão a dar vales de descontos, oferta de peças de vestuário para que se forme filas antes da abertura?
Isto a propósito da abertura da loja H&M na Madeira.

 "A primeira loja da H&M na Madeira só abre portas às 11 horas, mas na rua formam-se filas de clientes para serem os primeiros a ver o que propõe a cadeia, que abriu a primeira loja em Portugal há dez anos, para a Madeira."

Não há nada que se faça ou serão reformados, pensionistas e desempregados? P´la mor da ceguinha! 

Só mesmo para desabafar

Adoro passar em frente às lavandarias ou engomadorias adoro aquele cheiro a engomado.
E quando por lá passo espero e fungo com toda a força e levo para casa o cheiro.
Manias eu sei, mas prontes, sou maniada.
Quando for velhinha levo um banquinho e apranto-me em frente da engomadoria.

Eu é mais fotografias

 Há quem seja mais bolos, há quem seja mais chocolates, eu como não me abico nem por um nem por outro sou mais fotografias.

E esta máquina retrateira, a que está aqui representada, era da minha filha (digo era, pois agora já não é), que pô-la de lado porque o flash não funcionava.
Ora, eu que sou atrevida pedi-lhe "emprestadada", assim a modos que uma combinação de emprestada com dada. A bem dizer, não sei se as minhas mãos são mágica, é que comigo o sacristo funcionou sempre. Quando lhe disse que funcionava ela ficou calada. Depois, só perguntava: A sério?!

Claro que é a sério, atão eu ia brincar? 
Agora, diz-me que vamos fazer negócio. Negócio? Pois tá claro, terá de me pagar pelo trabalho que tive para pôr o flash a funcionar.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mas que nojo!

Se há cenas que me incomodam e faz-me deitar as vísceras pelo nariz é ver, como ainda há pouco vi, um trabalhador rural cuspir para as mãos para pegar na enxada.
Até se me revirou o estômago! E ele a se rir da minha cara. Mas que bruta escaradela.
Nojentinho.

Que fiz eu para merecer isto?

O pior é que não posso estar sempre de molho. E juro que fui obrigada a estar ali. Eu não queria, até se vê que estou contrariada.  Isto não se faz à mãe e muito menos ao pai. Mandar dois seres estarem de  molho durante meia hora e depois obrigá-los a uma massagem e passar a noite na serra de Bornes... isto não se faz.
E sabem a razão? É que deixa marcas e desejos de continuar nesta vida boémia...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Realmente é dificil...

...Direi que é impossível  agradar a todos.
Que seria do FCPorto se todos gostássemos do SLBenfica? Que seria do verde se todos gostassemos do vermelho? 
Manias pah.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Este blogue está a modos que...

...A pedir uma limpeza.

Atão não é que não me deixam (nem sei quem é o estapor), personalizar esta coisa que é alimentada por mim, mas parece que adquiriu vida própria? Quero mudar o modelo, tungas, dá erro, quero mudar a cor, tungas, outro erro, e só me deixa ficar assim preto. Ora eu não sou rapariga de sentimentalismos mas o preto dá um arrepio no carrolo que se levantam logo os poucos cabelos que tenho no alto da cachimónia.
Agora uma perguntinha para sem milhões de euros. Também tem acontecido a vacesses?
É que assim for faz-se logo uma manifestação, sendo que o cartaz já está imaginado e eu vou à frente a abrir caminho, sim?
Mas agora a sério, também têm tido problemas com o modelo desta coisa que se chama blogue?

Adenda
Parece que já consegui. É que preto só mais lá para frente, quando tiver praí uns oitenta anos.

E serve a presente para dizer que...

Este paraíso existe. Eu estive ali, onde o vento faz a curva, onde o sol se põe, onde o jacuzzi se encontra, onde se pode sonhar e relaxar...

Oferecido pelos meus filhos, genro, nora e netos pelo Natal (mas só utilizado agora) incluindo uma massagem que me fez esquecer por meia hora, a crise, as dívidas, o Gaspar, o Passos Coelho, a Troika, os cortes na pensão...etcetera e tal.
Obrigada a eles e como já lhes disse, estou aberta a novas saídas...se não for igual a esta pode ser parecida, sou comedida e contento-me com o bom.
Muito, mas muito obrigada. Foi a modos que um sonho..

Ali ao lado n´O Meu Rural há mais fotos."Vejem".

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Eu sei de um ninho

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Miguel Torga

Eu também sei de um ninho com dois passarinhos num galho de laranjeira...

Bom fim de Semana com ninhos, passarinhos, laranjeiras e borboletas. Sejam felizes, obrigatoriamente, eu vou tentar ser...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

E sim, agora lembra-me a Primavera

Estas flores fazem-me gostar da Primavera. E vêem-se muitas, os jardins estão cheios. Há uma pureza no ar. E um aroma quente. Pena estes picos de temperatura que faz num dia estar quente no outro frio. Mas sem chuva até dou palminhas.

A chinesa não tem cuecas!

Atão não é que o mê senhor chega ao meu lado e diz:
- A chinesa já não tem cuecas.
Uote? Arregalei os olhos porque, primeiro, não sabia que ele tinha ido à chinesa e depois o facto de ela já não as ter.
Passou-me tanta coisa pela cabeça: Ela não tem cuecas!? Será que...tirou quando o viu?
Será que ele alguma vez viu cuecas na chinesa? Deixou de ter? Mas parece-me que sim para ele dizer que "Já não tem..." é que já teve.
Assim que a dita chinesa o viu disse logo: "eu já não têle cuecas". E olhem que ela bem procurou, mas não as encontrou! O que não sei se foi com ar triste ou satisfeita, não lhe vi os olhos.

Queredo, uma mulher não é de ferro para ouvir estas coisas!
 Agora, digam-me lá, mulheres do meu burgo, se fossem vocês deixavam isto assim ou tiravam tudo a limpo?
Eu cá tirei tudo a limpo, não sou mulher de guardar frases em pensamento.
Este mê senhor!