Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Agora só lá para 2015 é que cá venho...

...por isso, vou aproveitar o que o Velho tem para dar que o Novo ainda ninguém o viu nem sabe como vai ser. Só sei que é mais novo que o velho.
Até pró ano, meu pipol... E sigam o meu conselho: explorem bem este, ainda vão a tempo.
Atão voltamos a nos ver no ano que vem, sim?

Fim do Ano na Madeira

É assim a modos que único. E os barcos põem-se a jeito para que os milhares de turistas a bordo tenham um melhor ângulo de visão.
Que soltem os foguetes!

Boas Entradas e Boas Saídas

Eu, AvoGi e as Minhas Pulgas, desejamos que o Novo seja o ano esperado por todos nós, que nos traga aquela concretização que o Velho não soube dar. Que este seja O Ano de todas as realizações.
Feliz Ano.

Boas Entradas e Boas Saídas

Eu, AvoGi e as Minhas Pulgas, desejamos que o Novo seja o ano esperado por todos nós, que nos traga aquela concretização que o Velho não soube dar. Que este seja O Ano de todas as realizações.
Feliz Ano.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Recaída

Os médicos que estiveram doentes no dia de Natal voltam a estar na noite de Fim de Ano.
Coitados! Azar do caneco, dar a recaída uma semana depois! Só gostava de saber se melhoram a tempi de passar a noite num hotel de luxo a comemorar a passagem do ano. Melhoras doutores doentes, só espero que no Domingo se Páscoa estejam bem de saúde. E no Entrudo.

Depois desta cena, o que fazer?

Cha-cha-cha que rico cha-cha-cha, e não é uma modalidade de dança mas sim, uma modalidade de líquido. De preferencia frio. Estou a rebentar pelas costuras. Malvado Cozido com todos que se acumulou nas ancas e nas "nalgas"...

Mas esta até tem piada

Atao não é que alguns médicos adoeceram no dia de Natal? Algum virus que se propagou neste dia. Eu até tenho alguns médicos amigos que fazem consultas ao domicilio, era só pedir que iam a casa do doutor doentito dar a mão e, passar o atestado médico. Há cada uma!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Por que razão?

É uma pergunta que me martela a cabeça sempre que me lembro de alguém que passa o tempo a dizer que tem muitas dificuldades, que não sabe como manter os filhos a estudar, em suma chora todo o ano e depois...e depois no Natal aparece com um Porsche 911. Bem sei que não é novo, mas é um brinquedo caro.
Outro caso de alguém que sofre da mesma doença "do lamentar-se, do chorar, dos cortes do governo, das dificuldades", durante todos os dias do ano e depois...e depois  vai de férias para África.
Ou Pai Natal tem alzaimer ou a Telexfree voltou.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Acabava já hoje

Falo da época natalícia. Por mim, dava por encerrada as festividades.
Assim que o mê bisalho vai, o Natal acabou. Olho as decorações e um desejo mórbido de desmanchar passa a correr por mim.
Ele foi ontem e, volvidos catorze anos, ainda choro no aeroporto como se fosse a primeira vez...
Ai, avoGi, ele está ali, em Braga, dizem-me, numa de encurtar as distâncias, e eu respondo: é como se estivesse na Austrália.
É difícil para mim e para ele também. Mas porque é que os filhos crescem e procuram vida própria?

sábado, 27 de dezembro de 2014

E, por aqui, continua-se no modo tipo, comer

Hoje é dia de Feijoada feita pelo beirão, senhor meu genro.
E eu continuo zangada com a balança, coisa durar até ao Ano Novo...Carnaval... Páscoa... Decididamente, até ao Verão.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Hoje já se trabalha, não é?

Uora se é! Eu que o diga! É que daqui a pouco tenho mais de vinte pessoas a entrar p'la casa dentro para degustar um brutal, um divinal, um estrondoso Cozido à Portuguesa com todos...
Se estão de descanso vinde, pois é aqui que se está bem. Já agora, por uma questão logística, levantem o dedo para confirmar o lugar...esse dedinho não, por favor, há crianças...
Conto com mais quantos?
As portas abrem às catorze horas...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Noite da Conso(l)ada

Poizé, esta noita come-se bacalhau, não é? Nós por cá só há poucos anos é que se conso(l)a na noite, o forte é mesmo é o Almoço de Natal, mas ter um beirão e uma minhota na família faz com se coma o tradicional bacalhau.
E digo, já não sei o que comer mais. Ontem raclette, hoje bacalhau, amahã perú, carne de vinha d'alhos, no dia seguinte - a 26 o meu brutal Cozido, logo de seguida, a 27, a feijoada do genro...
Por isso lá tenho de conso(l)ar nesta Noite de Natal. Não é que eu queira, mas...(estou a caçoar, claro)
Por isso amigos, se vocês também vão comer bacalhau desejo uma boa noite da Consoada. Consoemos bem com a família. Feliz Noite de Natal. Boa Conso(l)ada.

E ainda não comprei os ingredientes

Mazeu cá sou uma atrasadinha para quem dá sempre tempo e nada de pressas. Deixem que vos diga: tenho um brutal Cozido à Portuguesa para estar pronto à hora de almoço do dia 26 de Dezembro, que aqui, no meu rural, é feriado por ser a primeira oitava do natal  - dia santo de guarda e, esta escriba que vos escreve todos os dias que Deus deita à Terra ainda não se prontificou a comprar as tretas para o almoço. Só espero que no dia 25 haja algum supermercado aberto para Moi-Même ir de cesta no braço às compras.
Canão vai haver Sopa de Ar Encanado e para segundo prato Cozido Sem Nada no Prato em cima da mesa.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

É oficial

Estamos no Inverno e como tal no tempo do frio e dos dias curtos e, sendo eu uma rapariga que gosta de dormir, detesto estes dias escuros e sombrios. Mas sei que Janeiro fora cresce uma hora e isso deixa-me bem-disposta.
Oficialmente eu decreto que Dezembro seja só o dia dos meus anos (19), de Natal, Primeira- Oitava e Fim do Ano.

As bolas do Ronaldo andam de boca em boca

Nunca imaginei que um par de bolas estivesse no centro de uma cidade e que desse tanta polémica.  Epá (assim como o gelado) deixem as bolas do CR7 da mão. Se são grandes ou pequenas só quem já as viu e quem já as teve na mão é que pode aferir.
Mas também aqui deixo a minha frase: não era necessário estarem tão afincadas querendo sair do sítio, quase a rebentar. Bolas! E são de ouro, caramba!

Quantas vezes tenho de dizer isto?

Dar o braço a torcer, para quê? Para partir, é?

domingo, 21 de dezembro de 2014

O pior da festa...

 ...é ter que lavar, enxugar, arrumar...e saber que daqui a oito dias volta ao mesmo. Mas com uma certeza porém, faço-o com enorme prazer.
E não há dúvida de que o melhor da festa é esperar por ela.
Para o ano há mais e melhor.

Preciso de ajuda

Alguém voluntaria-se?Um, pelo menos...
Agradecida.

sábado, 20 de dezembro de 2014

E em verdade em verdade vos digo...

...dormi como um anjo.
Nem o peso dos anos no carrolo nem a pré-entrada nos sessenta me tirou o sono. Nem me inibiu de pensar que quero uma festa de arromba com fogo de artifício a modos que o Ano Novo antecipado. Que bom ter 59 anos! Feitos ontem.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A festa ainda não começou...

...e as pernas já doem, será do peso dos cinquenta e nove? Pesa assim tanto!? E, para melhorar o dia nada como receber amigos e família. Estou feliz por que desde há muito que não tinha os dois filhos juntos neste dia.
Caramba, há patrões lixados que não entendem que quando a mãe faz anos pára tudo e, como nas festas dos filhos os pais fazem um esforço para deixarem o trabalho e irem à escola assim, nas festas dos pais os filhos podiam deixar o trabalho e ir não à escola mas a casa, que no meu caso fica do outro lado do mar.
Prontes, era só isto qu' agora vou mazé receber as visitas.

Por que eu faço anos

De braços abertos porque vou fechar a década de cinquenta. Parabéns a mim que mereço estar aqui. Completo, hoje, cinquenta e nove invernos...Sim, que sou aquela que nasceu numa noite invernosa com trovões e tudo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Começo a ficar farta

Hoje só recebo mensagens de ofertas. Primeiro foi uma limpeza dos dentes, depois um tablet, agora uma viagem de sonho. Parem, se faz favor.
Não quero limpar os dentes, não quero um tablet e sonhar dá tempo quando estiver na cama.
Irra pah! Desimpeçam a caixa de correio.

O que eu me ri

Acabadinha de limpar os vidros da porta, olho para eles e comprovo que estão muito bem limpos e, até me lembro de uma cornada dada pelo meu cunhado na Primeira Oitava do Natal quando ia entrar sem ter corrido a porta e bateu de frente, só não partiu o vidro, mas quase...
O meu gato, um pequenino que me atropela por estar sempre a curvar nas minhas pernas, estava ao meu lado a ver, claro, que limpar ele diz que não sabe, quando enxoto-o par a rua e, faço-o a bater palmas, mas nem eu nem ele reparámos que  porta estava fechada. Coitado o bichano, ia obedecer tão rapido, antes de levar um pontapé no traseiro que fez exactamente como o meu cunhado, que Deus o tenha, bateu de frente no vidro que até abanou. Abanou o vidro e ele esfregou o focinho, só não chorou o peste.
E eu ri-me da cena. Ri-me por me lembrar do falecido que andou uns dias com a testa inchada e, ri-me do gato que vai andar uns dias com o focinho vermelho.

Gingó beles gingó beles

Eu cá não sei vocezes, mas eu sou apanhada pelo Natal. É assim, custa a entrar, mas depois já custa a sair. Tou desejando, prontus, é aquela magia que anda no ar como a poeira, é as iguarias que provocam largura na zancas, mas nada importa, pois que este é o mês da engorda. Enfardar sandes de vinh' alhos e pão frito na banha de porco é a meta, abrir as prendas e ter aquele almoço de família que nos faz dormir toda a tarde uns em cima dos outros é o desejo.
Mas estou ansiosa para ver pela milésima vez o "Sozinho em casa" e "O amor acontece", e ver circo ainda com animais. Estou a caçoar, detesto um como o outro e circo. Por isso, enquanto dá estes filmes eu durmo com Morfeu. Ai, sou pior qu' a canalha.
Gingo Beles...Gingo Beles..

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Mas querem mesmo saber?!

O Bisalho chegou bem, com as penas molhadas mas já sequei-as. A aterragem foi péssima e, aqui, o rapaz tem a quem sair, pois é, pra mim as aterragens no meu rural são sempre péssimas, pode até o avião nem abanar, e até deslizar bem mas eu, rapariga com pânico travo com os pés assim que o aparelho bota as rodas na pista.
Ora, como estava a dizer, antes de me interromperem, os voos anteriores ao do mê Bisalho, foram desviados...não, credo, não foi  pelos terroristas, por Deus, foi por causa do vento e chuva eh, pah, ventava tanto!
Houve um que fez-se à pista e nem poisou a roda da frente, alevantou-se logo.
E eu a ver o rapaz cagado de medo (desculpem a expressão) lá dentro do avião! É que mãe sofre cá fora como se estivesse lá dentro.

Pensamento meu: Como criar inimigos, isso eu sei bem

"Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa."
Essa frase foi dita pelo (meu amigo) Martin Luther King e está cheia de verdade. Senti e sinto cravado ainda na pele os inimigos que criei por ser verdadeira, por ter uma opinião contrária, por expôr as ideias, argumentando a realidade. São poucas as pessoas que aceitam ideias divergentes, fazendo com que desperte a ira num rebate-bate até que, cansado por não convencer, abandona a conversa, virando as costas, deixando o outro a falar sozinho. Eu entendo como covardia, falta de educação levantar-se da mesa, com esta frase: " não tenho pachorra para lavar a cabeça a burros". 
Burros? Burros por divergir, burros por apresentar um ponto de vista deferente, um raciocínio baseado na veracidade, burros...por que em falta de argumentos é a forma mais fácil de acabar a conversa. Só os ignorantes não sabem respeitar as opiniões diferentes, li algures e encaixa perfeitamente nesta situação.
Amizade não é eterna.

Mas nesta altura toda a gente tem pressa?

É que é um ai-nos-acuda andar nas ruas da cidade. Toda a gente apressada cheia de sacos, num entra e sai das lojas, carros e mais carros a tentar um lugar para estacionar, mal-parados em cima de passeios, atravessados na rua a obstruir outros...
Enfim, neste mês toda a gente tem pressa.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sagitariana, a idealista do Zodíaco

A mulher nativa de Sagitário é muito social e extrovertida. A essa personalidade efervescente junta um grande idealismo. As Sagitarianas acham que é possível fazer sempre mais e melhor, e mudar o mundo.
Para uma mulher Sagitário a palavra "impossível" não existe.

Não são palavras minhas, mas é o meu retrato. É mesmo isto sem tirar nem pôr.
Sou Sagitariana com muito prazer e bebo cada uma das palavras escritas, nesta página. E bai de uei, sou não sou? E ainda faltam outros atributos...

E vou ter mais um em cima de mim

E estou tão empolgada e desejosa de o carregar nas omoplatas.
Amigos, eu bem queria mas, não é neto que vem a caminho, é somente o meu dia de anos. Se induzi em erro e fiz-vos pensar em Pulgas ou Bisalhos desenganem-se, eu bem mando umas piadas, umas bocas ou até mesmo indirectas, mas nada. Não há moita por onde saia coelho.
E vem mais um (ano) a caminho...
E vou ter mais um (ano) em cima de mim...
Daqui a três dias...
Nada de mais netos por enquanto. Bem que eu queria!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

BenFica e faltava eu falar...

E fica bem estar no topo para alegria do sócio cá da casa. Pronto, eu também me manifesto calada, mas esta não podia deixar escapar. Deixem passar o Glorioso - o maior de Portugal.
Ser benfiquista, como é o mê Bisalho, é ter na alma a chama imensa...

E vem mais um a caminho

E não estou preparada para o receber. Estamos tão bem assim para quê mais um? Estou contente e vou recebê-lo de braços abertos, de sorriso largo e de coração cheio de felicidade.

Por que razão as mulheres gostam de coisas grandes?

Eu respondo: para depois terem dificuldade em manejar.
Ela leva a coisa para a cidade e procura enfiar no primeiro buraco que encontra, olha para um e chega à conclusão que é apertado, nem tenta, neste não. Decididamente, a coisa é comprida, larga, o buraco é pequeno...
De repente, mais à frente um buraco fica livre e...agora sim, um buraco bom. Vai à frente e toca, vai atrás não entra. Nem de frente nem de trás. Como sozinha não dava conta, pede ajuda à p' ssoa que de fora olha pó buraco, olha pá coisa, mentalmente tira medidas e diz que sim, cabe. Ela tenta. Não dá. Desiste. Se não entra à primeira mais vale desistir. A coisa não entrava mesmo, nem com a ajuda  de dez camelos. Ela desespera. Não entra, o espaço até é largo, dava para meter dois, mas não quer estragar a coisa que é grande, bem sei, que é do marido, ainda por cima, embora tivesse visto uma mulher a sair do mesmo buraco com uma coisa que até parecia ser um pouco mais comprida. E os outros em fila à espera, também, de um buraco e ela ali...
Ai, se fosse mais pequena tinha dado para meter mas o tamanho aliado à falta de jeito faz com que não estacione o carro e desista, procurando um buraco ainda maior.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Não sabia!

E se não lesse o Diário de Notícias continuaria na penumbra. Diz que "a onda de frio que se está a sentir na região deve-se a uma descida de temperatura".
Esperteza.

Tão preguiçosa a minha empregada

A minha empregada doméstica - Moi-Même, imigrantre ilegal, recolhida em minha casa por mim, grande benemérita das causas perdidas, anda com umas ideias no que toca à limpeza da casa.
Ainda ontem vi-a de perna cruzada, sentada no sofá, precisamente no lado que uso para descansar, a ver um filme indiano-policial-de amor no faroeste e a casa toda para aspirar, e o pó a brilhar ao sol.
Eu, dona do palácio, pergunto a Moi-Même - empregada, se não era boa ideia fazer as limpezas da Festa, uma vez que elas estão a chegar.
Estava a roer uma maçã reineta e continuou sem me passar cartão. Irritei-me, caramba, eu falo com ela e finge que não me ouve. Mas amanhã sssim que Moi-Même se levantar da cama lá estarei a dar-lhe as boas-vindas, de pano, avental, vassoura e pá numa mão e o aspirador na outra para lhe explicar como se faz a limpeza da Festa.

Na Festa mata-se o porco

Lido e pedido para trazer até ao meu humilde casebre e veio directamente de Macau, deste blogue: "Devaneios a Oriente". 

Passos Coelho e o motorista passeavam por uma estrada no Alentejo quando, subitamente, atropelaram um porco matando-o instantaneamente.
Passos Coelho disse então ao motorista que fosse até à quinta e explicasse o que tinha acontecido ao dono do animal.
Uma hora mais tarde, Passos Coelho vê o motorista a cambalear em direcção ao carro, com um charuto numa mão e uma garrafa de uísque na outra. 
A roupa estava toda amarrotada.
- O que é que aconteceu? - perguntou Passos Coelho.
O motorista respondeu:
- Bem, o dono da quinta deu-me vinho, a mulher cigarros e a boa da filha de 19 anos fez amor comigo apaixonadamente.
- Meu Deus! Mas o que é que lhes disseste? - perguntou Passos Coelho.

- Sou o motorista do Passos Coelho e acabo de matar o porco!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Quem tem?

Quem tem um jantar de família para preparar, quem? Eu, claro e Moi-Même (a empregada) também. E quem tem de ter a cama feita e fresca, quarto a brilhar e sem uma réstia de pó, quem? O mê Bisalho e respectiva madame. E, quem tem de pôr tudo a preceito, quem? Eu, claro.
E quem, em vez de preparar tudo isto está aqui a escrever? Eu, claro. Atão, se me dão licença, vou escafiar a casa, preparar a janta e ir ao "orioporto buscar-ele." que se não for eu a  fazer não há quem faça. Só Moi-Même é que me entende e ajuda.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Neste momento, neste preciso momento...

....estou de copo na mão a saborear um Tim-tam-tum. Um néctar dos deuses, uma delícia de licor feito com passas, figos, vinho Madeira, chá preto sem esquecer o alcool para dar aquele calor, vendo as luzinhas do pinheiro a piscar e o Menino Jesus nas palhinhas sem poder provar este licor.
Pena, pena tenho de não conseguir mandar via net um cálice a quem me visita. Mas saibam que bebo a pensar em vocês. Isso chega, não é?

Amanhã é o dia

Quase quase a dar aquele abraço a este bonitão. Aquele abraço que une corações, que quebra ossos. Saudades! Amanhã é dia de alegria.

Mil seguidores, mil membros honorários, mil agradecimentos

Eu, bem queria fazer um ....como se chama?, um...giveaway ou inventar um selo para oferecer, ou até uns talões de desconto para prendas, um concurso de pais-natal, uma descida de carro de cesto desde o Monte até ao Funchal, mas nem todos têm a adrenalina necessária para levar essa empreitada a sério, por isso, e por que atingi os mil seguidores (nunca pensei!), ofereço licores.
Sirvam-se de quantos quiserem. Há de tangerina, maracujá, morango, tutifruti, chocolate, leite e tim-tam-tum, este feito pela minha filha - mãe das Pulgas, com a receita da minha tia-velha e, quanto a mim, o melhor.
Obrigada, sim? E disponham. Esperem, antes de sairem, elevem o copo ao ar e, vá lá, em coro: "À nossa". E deixem o copo que eu lavo depois.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Porque é que tenho de provar que não sou um robot?

Irritante, esta treta que cada vez mais aparece nos comentários dos blogues. Se antes eram palavras em língua russa, checoslovaca, romena imperceptíveis ao português agora são números, mas é extremamente aborrecido.
Estou para aqui a falar e até nem sei se aqui, no meu humilde casebre, também aparece. A saber, eu não coloquei, mas se por ventura tenho essa coisa blogo-irritante, dizei-me.
Mas ante respondam-me, se faz favor: quem é o robot? Tem blogue?

Prendas de Natal para todos os gostos

Muito se fala de prendas por esta blogolândia a fora. Há para todos os gostos e preços: os que só dão às crianças, os que sorteiam um membro da família do género "o amigo secreto" e só compram uma prenda, os que já receberam ou que vão recebendo antes e no dia de Natal não esperam nada, os que fazem uma (grande) lista para si, os que, sendo esquisitos, preferem dinheiro e compram a seu gosto, os que não gostam de nada do que os outros oferecem e preferem não receber nada, enfim....há quem só dê ao marido (nem pai nem mãe?!) e conheço quem nem ao marido dá. Há os que não dão mas também não recebem, "que me importa", como me responderam. Portantus, há de tudo.

Ora, meus e minhas darlingues vou aqui dizer como a nossa família resolve o assunto das prendas. Todos dão a todos. Sim, leram bem, ninguém fica de fora. Somos mais ou menos vinte pessoas e todos recebem mais do que uma prenda. E  estamos juntos no dia de Natal na mesma casa e abrem-se as prendas começando pelo membro mais novo, ou seja o mê Gugu, o que equivale dizer que, neste momento eu sou a matriarca da família e por conseguinte sou a última a abrir as prendas. E desespero, porque eu adoro prendas.
Ainda há para amigos a quem vamos visitar, mais compadres, comadres e afilhados.
Em desabafo digo que ficaria muito triste se só recebesse uma prenda no Natal.
Eu já disse que esta é a época que mais gosto? Se não disse digo outra vez: "esta é a minha praia, esta é a minha onda."

As bananas não são...

...Radioactivas...ricas em potássio...comestíveis...citrinos.
Pergunta no "Quem quer ser milionário" que fez um estudante de medicina com média alta, dezoito vírgula sete, hesitar na resposta.
Radioactivas disse ele, e a Manela ficou a olhar.... Hesitou e respondeu citrinos com dúvidas.
Eu juro que já vi bananas numa árvore juntamente com laranjas, limões, tangerinas, cidra, clementinas, limas e toranjas. Juro. Vi num desenho dum antigo aluno meu.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Só numa de fazer inveja

Hoje, eram praí três e picos, três e coisa, três e tal, e eu cheia de calor calcorreando as ruas da minha cidade.
Quando leio lareiras acesas, botas de pêlo, lençóis de flanela, cachecóis, luvas, gibões, casacões e mais ões como gabardines penso que... sou afortunada. Logo eu que recusei em viver em Londres (e tenho lá a minha família toda) devido ao frio que penetra e arrefece a alma d' agente.

Há cada uma que até fico sem palavras

Sinal vermelho para peões lógico que está verde para o trânsito. Um cara atravessa a correr, fazendo o condutor do carro parar a quatro rodas e, pelo facto, faz uma cara de espanto, meneando a cabeça. Eis que o dito fulano levanta gentilmente o dedo do meio e mostra ao condutor. Mas não só levanta, acrescento que abana o braço, intensamente ao mesmo tempo que continua a andar.
Oha para mim que estava no carro atrás e com um sorriso com quem acha que o outro é que é o otário em ter travado a fundo para não lhe limpar o sebo, desculpem a expressão, em estar a chamá-lo à devida atenção mostrando o sinal bem vermelho, achando ele que o dedo esticado mostra bem a quantidade de razão que tem e que o outro - o parvo do condutor não tinha nada de se escandalizar.
Caramba gente, pipole da minha vida, um dedo no ar faz algum mal?  Um mísero dedo do meio esticado mostra bem que a razão está do lado dele. E nós temos de aceitar que ele - o cara que atravessa no vermelho ainda olhe para mim a rir-se do outro.
Taponas no focinho ainda era pouco. Uns carrolaços era melhor.

Mulher da vida

Deve ser por causa do período estas minhas "armonas" descontroladas. Refiro-me ao período de Natal pois que estou a modos que parva, carente, e desajeitada sem cabeça no sítio.
Atentem no que digo. Ainda há pouco sentada no canapé, perna estirada a pensar: ah, e tal e a roupa para tirar da máquina, já lavou pois que foi posta ontem.
Levanto âncora, contrariada e aprochego-me da dita e...
Espanto-me. Não tinha ligado a máquina e por suposto a roupa não tinha lavado. Ah, pois, estúpida doméstica, carrega no botão para ligar. Carreguei.
Deixo perfazer o tempo e irritada comigo mesma lá vou para tirar a roupa da máquina. Abro e a roupa está fria e seca. Boa máquina, pensei, tenho uma boa máquina.
Mas algo não bate certo. Fria, seca e sem cheiro a lavado!? Estranho.
Caramba, mulher da vida (doméstica), digo, pois se tu não rodaste o manípulo como queres a roupa cheirosa lavada e quente?
Troco esta por outra, alguém chega-se à frente? A cabeça. Não a máquina.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Há aquelas mulheres que pedem...

...para pintar os cabelos brancos quando chegam ao cabeleireiro eu, assim que chego à porta do cabeleireiro, já digo: deixar os brancos e pintar os pretos.
Se há quem goste de cabelos brancos sou eu. E dos meus então nem digo nada.
Acho que ao olhar para eles revejo a minha vida. Os momentos bons e os menos bons, as decisões que tomei, erradas ou não, as amarguras da profissão, as viagens, os filhos, os beijos trocados entre nós, a saudade da família, os anos que já vivi e a esperança de poder viver mais uma centena deles, enfim é um memorial, sim, os meus cabelos brancos trazem memórias, por isso quero mantê-los e não disfarçá-los com um banho de tinta que levam as minhas recordações.

Será que toda a gente viu e não disse nada?

Que vergonha eu passei e ninguém me disse nada. Atão não é que só quando cheguei a casa e ia tirar é que dei conta que tinha a braguilha das calças aberta?
E ninguém viu? Ou viram, riram, gozaram e não me alertaram? Andei toda a tarde assim, pelas ruas da cidade do Funchal, sentei-me com uma amiga num café, rimos pusemos a bilhardice em dia e eu escancarada. Bem que sentia frio, mas que querem?, pensei que era da temperatura, uns míseros dezanove graus (19°) às dezasseis horas.
E, amanhã se sair vou de burka para não me reconhecerem e não ouvir ao apontarem para mim: olha-aquela-d'ontem-que-andou-toda-a-tarde-com-a-braguilha-aberta-na-cidade.

Educação para os valores, há quem precise.

Sinceramente, deixar que uma criança deite abaixo e a arraste pela casa a árvore de natal é cena que a mim me faz saltar a brotoeja, e, se a cena fosse na minha casa...seria pior ao ver o sorrisinho dos pais por acharem uma gracinha a empreitada que o crianço fez era coisa para avançar um par de taponas. A eles, porque a criança, essa, se deita a árvore ao chão e leva-a para todo o sítio, arrastando-a é porque tem a aprovação dos progenitores. E a conivência.
E depois, depois é dizer que a sociedade não está preparada para a receber. Como?
Adoro as minhas Pulgas mas se uma houvesse com esta atitude, certamente, eu não me chamaria AvoGi.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

É caso para divórcio

Esta minha relação vai ter um fim.
O que é certo é que ele ganha-me neste jogo. E por mais que eu lute, ele leva vantagem. E na cama, senhores, ele é o rei. E deixa-me de rastos. Sem dormir. Vou tomar o conselho de quem me aconselhou a sair desta relação. Portanto, a partir de hoje, estou oficialmente divorciada do...sono.

Zanguei-me com ele por causa dela

Sinto-me atraiçoada e estou de rastos, uma mulher não merece. Toda a noite com ela e eu aqui esperando feita parva porque tenho fé que, mais tarde ou mais cedo, ele chegará..
Deito-me sozinha, tem sido assim ultimamente, ele não se deita comigo. Na cama, espero que chegue, uns dias tarda mas vem, outros, como ontem, não veio. Espero, quieta. Abro o olho, não não está aqui, deve estar com a outra. Eu não mereço! Decididamente, não.
Levanto-me, procuro-o pela casa, não vá estar por ali perdido. Quero indicar-lhe o caminho certo: o da minha cama.
Não está em nenhum lado. Volto à cama, fecho os olhos mas não consigo dormir, a minha pergunta mantem-se: onde anda ele? Com ela, digo baixinho. Só pode!
Mas por quê? Por que razão? Onde errei? A cama vazia responde-me. Ela. Ela.
Volto-me, mais uma revivolta, procuro-o. Ainda não chegou. Imagino ele e ela a rirem-se de mim.
Fecho um olho, depois outro, a ver se chega. Nada. Quando ele chegar vou estar ainda de olho aberto, quero vê-lo, quero senti-lo, cheirá-lo. E fazer algumas perguntas. Parece que chegou, vem de mansinho para não me despertar... É melhor manter-me quieta não vá ele fugir outra vez, amanhã, amanhã teremos uma conversa séria e, aí sim, quero saber porque razão ele - o Sono, anda de mão dada com ela - a Insónia.
Mais uma noite em claro à espera dele. Do sono.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Pedras no caminho...

...quem não tem e nunca teve dê o primeiro passo. As minhas vou tentando afastá-las à medida que a  encontro, mas de tanto me agachar para as afastar doem-me as costas, daqui para a frente vai ser a pontapé até que os pés me doam.

Posso ir mas vou de trombas

Não consigo dormir de meias lembra-me mortos. Sim, que os mortos não levam louboutins...
Aquintrodia dormi, porque tinha frio nos pés, ao acordar estava de barriga para o ar com os dedos entrelaçados no regaço, por sorte tinha o coração a bombar, bumba catrabumba bumba, que cá o meu cerebro mandava mensagem a dizer que tinha batido as botas. Caramba, que cagaço apanhei.
Por isso posso ter os pés tipo, bloco de gelo, mas meias, não obrigado. Não vá ela pensar que estou em posição e...levar-me. Recuso-me a ir e quando issso acontecer lá para o ano de três mil novecentos e noventa e nove vou empurrada e contrariada e saibam que vou reclamar esta vida e a outra.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Afinal fui e vim...

Bateu mais forte a decisão de ir. E era só uma ida ao cabeleireiro dar um ar mais jovial para o Natal e, fazer uma mudança de visual, assim a modos que, tornar nova uma peça antiga, agora imaginem se a indecisão era entre fazer uma viagem ou ficar em casa.
E tem q´se gode ai ame blondi agueine (em inglês se faz favor). Saudades! Saudades! Espelho meu espelho meu há no mundo mulher mais bela que eu? Há sim. Moi-Même.

O meu dilema de hoje...

Vou...Não vou...afinal vou...hummm, não vou...sim, vou....não não, não vou...
Dilemas só dilemas esta minha existência. De segundo a segundo perguntando a mim mesma: Vou? E respondo: Não. E pergunto, admirada com a resposta que tinha dado: Não vou!? E respondo: Claro que vou!
Ai que coisa mais aborrecida uma mulher não ter a certeza do que fazer.
E depois...
Mantem-se a indecisão. Vou ou não vou?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

No ano passado foi assim

Este ano ainda não sei. A ver vamos.

Onde posso comprar isto?

Isto refiro-me a pozinhos de perlim pim pim para inalar como se fosse uma dose de cocaína que me dê uma pedalada forte para deitar mãos à obra. Caramba. Meu povo o Natal está quase a chegar e não cheiro vontade de fazer seja o que for (e não tenho nariz entupido, não pensem que é por isso) nem me deu o frenesim. Mas digo, quando me der a febre ninguém m' apilha.

Expliquem-me que não entendo

Primeiro retira-se quatro feriados no ano, depois dá-se duas tolerâncias de ponto à função pública no mesmo mês, deixando os outros a chuchar no dedo como sempre.
Governo justifica decisão com o facto de o dia 25 de Dezembro e o dia 1 de Janeiro calharem numa quinta-feira. É aqui que peço o favor de me explicarem porque, sinceramente, não entendo. Como também não entendo este governo desgovernado.
Será que por haver eleições é uma forma de engodar? E o povo vota...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Eu olho para a direita e pisca-pisca olho para a esquerda e pisca-pisca

Só não pisca-pisca na minha casa, mas de resto já pisca-pisca por todo o lado. Refiro-me à árvore de Natal e demais decorações. Por aqui, non rien de rien ...non je ne regrett rien...parece-me ouvir a Edith Piaf a cantar. E vai cantar mais uns dias...

Se há fraldário devia haver mamário

E, assim, acabavam-se os olhares indiscretos. E os constrangimentos. É que a fralda é mudada no lugar próprio para que a criança não seja exposta a olhares, assim a mama seria facultada no local para o efeitopelo mesmo motivo: exposta a olhares. Em ambos os casos estão sempre partes do corpo à vista.
(A propósito do poste do andar de baixo.)

Poste para levantar poeira. Ou talvez não

Uma mãe estava a amamentar a filha, com o seio de fora, num hotel luxuoso no centro de Londres quando o empregado veio com um guardanapo e aconselhou-a a tapar-se. Política do hotel, disse ele.
Acho correcto. Pois que se outra pessoa estivesse com a mama de fora no restaurante do hotel também teria de se cobrir. E não me venham dizer que é a coisa mais natural do mundo expor a mama para dar de mamar.
Natural é colocar a foto no feicebuque e no tuiter e dizer-se ofendida por ter de se cobrir. Mas onde já se viu sentir-se ofendida por ter de se cobrir?
Em meu entender a amamentação é uma atitude privada entre a mãe e a cria tal como a mudança da fralda. Mas será que o bom-senso e decoro estão fora de moda?
Todo o artigo, indo por aqui.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sou assim. Digo uma coisa e faço outra

- Avó, olha uma aranha. Uma não, duas. - Chama-me a Pulga - a maiveilha, ao mesmo tempo que aponta para o sítio onde elas estavam. Na parede da cozinha. Como sempre, disse para não matar pois se elas existem é porque são necessárias e têm um papel importante na vida animal.
- Ah, pois, para fazerem as teias. 
Podia ter dado uma lição de biologia, mas ocupei-me a matar as aranhas antes de fazerem a teia, mas claro, depois das Pulgas sairem para a escola não quero ser tida como "faz o que eu digo não faças o que eu faço".

Detesto perguntas óbvias...

...tanto quanto detesto gente estúpida e bolos de chocolate.
"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. No que respeita ao universo ainda não há certeza absoluta", lá dizia o grande, o enorme Einstein e, pelos vistos (lidos, ouvidos e falados), tem toda a razão.

E diz que é moda pintar os sovacos de cores berrantes

Diz que sim, que pegou de galho a moda de deixar as barbas de milho, vulgo pêlos das axilas e pintar de cores vivas. A moda foi lançada por uma cabeleireira de "aliuúde" (e não é lá que se inventa tudo?) e está a ter muitas adeptas ( não tarda muito e os machos também vão aderir).
O mulheredo, lá nas bandas do tio Sam, anda todo a deixar crescer pelo no sovaco para pintar de lindas cores berrantes e poder exibir nas redes sociais.
Não tarda muito e a moda vai ser pintar lá mais abaixo, bem, imaginam onde, não? Pernas claro, acertaram. Era bem giro pernas peludas e pintadas de rosa-choque.
E uma dúvida me assola. Quem fez depilação definitiva agora como vai ser para poder estar na moda? Implantes só se for. Só preocupações esta minha existência!
Ora entrai, por aqui, para ler a notícia toda.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Se isto não é fazer publicidade...

...atão, publicidade não sei o que é. Mas é bom disso tenho a certeza, pois bebo como daqui para aí. Tão a ver quilómetros? É isso.

E a propósito de Cante (Alentejano)...

...lembrei-me que aqui no meu rural há quem use a frase "de cante a cante" quando se refere a alguém que vai bêbedo. O mesmo que "de canto a canto".
Há pessoas que "falem assim" são os que vivem em São Martinhe ou em Sant' Antoine. Ali nas bandas onde vivia o Cristiane Ronalde - mê rique filhe.

Em verdade em verdade vos digo: esta é a melhor época do ano

Natal.
Natal é...cheiro a bolos e a broas de mel, a pinheiros acabados de cortar, a picles cortados na panela com mostarda, é cebola de escabeche perfumando a cozinha, é licores a repousar nas garrafas, é a matança do porco, as compras de última hora, é o cansaço das limpezas, é o desejar "Feliz Natal" a quem por nós passa.
Natal é sem dúvida alguma em Dezembro e a melhor época do ano.
Sem antecipações.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

E eu levei tanto tempo a dizer "canto alentejano"

Sim, que para mim achava que era canto. Pois se cantavam. E, quiçá, julgava que quem dizia cante estaria a pronunciar mal a palavra. Foi preciso ser considerado Património Cultural Imaterial da Humanidade para passar eu a dizer Cante. Mas que me soa mal isso é verdade.
Pois, que no canto se cante em modo alentejano.

Uma grande verdade

Lido na porta da casa de banho de um centro comercial, quiçá onde esta princesa lhe fugiu a boca para a verdade.

Há barco na Pontinha

Pela quantidade de camones descascados que passeiam pelas ruas do Funchal há barco. E o tempo que faz? Isso é ponto assente. Eu disse: descascados, não disse?
Maravilhoso este meu rural. Se dúvidas há...venham até aqui.

E o Juramento de Hipocrates é o quê?

Mandar o doente para casa com alta e morrer duas horas depois? Medicar Brufen para todas as maleitas? Achar que uma dor no corpo é baboseira? Dar pancadinhas nas costas de quem entra nas urgências e dizer: "isso não é nada" e logo depois mandar para o bloco operatório quando a pessoa suja os sapatos do senhor doutor com golfadas de sangue? E, por fim, ser tão frio com os doentes, mais que um bloco de gelo e, não mostrar sentimentos quando alguém perde um entre-querido?
Ou todos estes médicos faltaram à aula de ética médica? Estou a generalizar? Nem por isso.

Já agora, porque não dizer cinquenta vezes a frase seguinte:

"Ao lidar com pessoas, lembre-se de que você não está lidando com seres lógicos, e sim com seres emocionais."(Dale Carnegie)

Ai ele é isso?

Não entendo o que faz as pessoas tomarem como suas as dores alheias? Será por amizade?
Uma pessoa deixa de ser (meu) amigo por razões que aqui não vou divulgar, então um amigo comum aos dois deixa de falar (comigo), vira a cara, tenta passar despercebido, em suma, finge que não vê. Eu pergunto: não me viu? Será que estou a tirar conclusões precipitadas? Por acaso estou diferente? Ou deixou de ser (meu) amigo? Se é isso, que chatice.
Risca-o da lista, avoGi, sei que estão a dizer em surdina. Não era teu amigo, mulher, oiço também, tomou partido, só pode. E eu respondo: mas sabe de algo que eu não sei? É que eu não contei nada.
Quanto a mim, apelido de tonto, parvo, e está a votar do lado errado. Isto de tirar ilações sem ouvir as duas partes é reles, pois vê somente um lado da questão. E eu que o tinha em grande consideração.
Paciência!

E hoje era suposto ser feriado

Mas o governo troca-nos as voltas. Numa de produzir mais, mas sempre se diz que produz-se mais e melhor quando estamos felizes e, português descontente por ter sido roubado o feriado trabalha sim, mas sem alegria. E ia saber tão bem esta segunda feira de descanso.
E lembro-me de roubar giz no colégio que frequentei para escrever nas portas a data: 1640. Era uma alegria! Não escrever, mas roubar às freiras um pau de giz. Eu era uma boa bisca quando era criança.

domingo, 30 de novembro de 2014

A propósito do primeiro congresso de madastras e padrastos

Cá para mim madrasta é aquela que substitui a mãe quando ela morre. Não a nova companheira do pai. Presentemente algumas crianças têm um pai, uma mãe, uma madrasta e um padrastro.
Mais uma mostra do quanto eu sou antiquada!

Eu sou aquela que entra na confeitaria e...

...não come bolos, nem um, só pergunta preços. Agradece e sai quando o empregado todo gentil pergunta se quer alguma coisa. Não, só vim conhecer o espaço.

sábado, 29 de novembro de 2014

Mantenha o seu filho longe das tecnologias

Há muito que faço uso desta frase. E hoje até cresci quando li o artigo. E para mim perguntei: "mas é necessário um estudo?"
Ainda há dias, lembram-se, de ter escrito que uma certa criança só come se estiver com o tablet na mão?
Aqui em casa não há telemóveis (de brincar há muitos), para crianças, nem nada que se assemelhe, embora a Pulga - a maiveilha aponte sempre as colegas, e chama-me  com a frase: "avó, tás a ver, aquela menina é mais pequena que eu e tem telemóvel".
Pois minha busica, mas tu não precisas pois eu venho sempre te buscar. Só se for tabletes. Mas de chocolate.
Estou a brincar, até por que não sou avó de dar chocolate nem guloseimas às minhas Pulgas.
Se estiverem interessados em ler o artigo, ide, por aqui.

Se um é lindo dois é...

Acho que ontem todos os funchalenses andaram de nariz no ar. Ver dois arco-iris é motivo de alegria. E todos nós pedimos um desejo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Esta coisa do vento é uma treta, não é?

Não se pode andar na rua que prece que somos jogados de um lado para o outro, e os peneiros que caem deixam-nos húmidos mas com vento não há hipótese de abrir o guarda-chuva. Mas é uma treta, não é? É que, por cá, estes alertas laranja e vermelhos não surtem efeito. E depois, chuva e vento é próprio desta estação e sempre houve não de agora, pois não?
Mas esta coisa do vento é uma treta, não é? Encerrar o aeroporto, desviar aviões para Tenerife, cancelar a vinda de cinco cruzeiros que trariam oito mil pessoas à região e, os comerciantes estavam à espera de fazer algum, é uma treta, não é?
E nós por cá a ver as ondas no mar alto, ferozes como só elas nem estamos aflitos, a vida segue igual porque a Madeira está para estas intempéries como os Açores para os vulcões e os tsunamis para o Japão.
E o mais importante é que a água não chegue aos pés da cama, que o sol brilhe e que as crianças brinquem de mangas curtas. Mas é tudo uma treta, não é?
Há gente que só passa na vida d' agente. Não fica.

Sexta-feira negra ou dia de dar movimento ao dinheiro?

E mais uma forma de não deixar que o ordenado crie raízes no porta-moedas. Mas, se antes havia o subsídio de Natal que se recebia neste mês, e havia dinheiro, agora com ele diluído pelo ano inteiro, a carteira está igual ao mês anterior. Se faz falta dias destes durante o ano? Sim. Se é uma oportunidade de comprar mais barato? Sim, creio. Mas é aqui que imagino as filas na caixa de pagamento, os empurrões, o puxa-empurra. A sexta feira pode ser negra para quem compra, vendo o dinheiro que sai a jorros, mas será clara para os que aderiram a esta ideia quando fizerem a contabilidade. Uma forma de atrair mais consumidores atravês dos descontos e, iniciar a época das compras de Natal.
Lá vai o povo aproveitar as promoções, descontos, tentando agarrar a melhor oportunidade. Quanto a mim, sentada, espero que o negrume passe.

Orgulho d' avó

Ter alguém que faz estas tranças sem levar dinheiro algum só por que eu sou cliente, é ter alguém que nos é querido. Todo o resto vem por acréscimo. E tenho orgulho em ter estas Pulgas vaidosas que quase nem mexem a cabeça.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Só numa de...

...matar saudades deste bicho. Já fui tão feliz nele. E já levei a família a ser feliz, porque a felicidade que sinto gosto de partilhar com os meus. E, sempre que por aqui passa bate uma saudade. E esteve na Pontinha, hoje. Tão bom cruzeirar!

Mas que enjoo!

Acabei de passar por uma madame que de tanto perfume que tinha enjoava.
Mê Dês, é preciso tanto para dar um ar de sua graça? Inda por cima daqueles fortes...
Fiquei com uma dor de cabeça! Agora vou ali fazer uma cura de desenjoo. Com alecrim. Para tirar este pivete. Perfume em demasia cheira mal, ou seja enjoa.

Sou, realmente, abençoada

Apanho as Pulgas e decido passar no cabeleireiro onde sou ciliente, embora, como já referi, há muitos anos que por lá não ia, mas a amizade ficou, para apresentar as Pulgas à dona do espaço, pois que na última vez em que lá estive havíamos falado delas.
Entro e digo "pronto, o prometido é devido cá estão as minhas Pulgas".
Depois dos cumprimentos...
'Ai, dona Gi, sente-se para dar um jeitinho" ao cabelo, mas respondi que não tinha tempo que queria ir ao cais e a  nmãe das Pulgas estava à espera...
"Não sai daqui sem dar um jeitinho, não demora muito" e já me põe o penteador segura na escova e começa.
Entretanto fazem duas tranças à Baixinha e uma à Pulga maiveilha. O mê Gu-Gu a ver que nada ia chegar resolve que quer uma crista. Alta, muito alta.
Depois de todos penteados, Gu-Gu feliz com a sua crista não parava de a amaciar...
A Baixinha, neta de seis anos com humor sui generis, olha para o irmão e diz...
Ai, rapaz pareces um ananás.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Por acaso sabem me dizer...

...onde é que está o comando da televisão? É que tenho o técnico da Zon para arranjar a box já desmontei a casa e não o encontro. De uma coisa tenho a certeza: aqui há mão de Pulga. Elas escondem para que o outro não mude de canal. Já telefonei a ver se se lembram, nada; nenhuma escondeu, nenhuma sabe...não foi uma não foi outra e não foi o buzico...
Até que...
Baixinha lembra-se. Ah, já sei onde está, diz ela. Claro, foi ela quem escondeu. Desta vez.
Mas que Pulgas que põem a cabeça da avó pior do que já está. E o técnico agradece! Eu também, mas quando estiverem aqui vão levar uma malha de fio de luz dobrado. Olarilha! Uora se vão! Aqui há mão de Pulga, não sei é de qual!

Eu, como sempre, muito convidada

Ainda não comprei nada, nadinha de prendas de natal. Ainda não decorei nada nadinha da casa, ainda nem sei para que lado me voltar devido a tantos convites para jantar. Viro-me para um lado, lá está um convite; viro-me para o outro, ops, um convite, levanto a cabeça, mais um. É de antigas colegas....ops...colegas de profissão (não venham lá os quiduchos levantar poeira outra vez!), é de amigos, família, dos aposentados, de ginástica, do voluntariado, do póquer, da canastra e depois as missas do Parto e o mais importante: o meu aniversário...hip hip hurra.
Caramba, é tudo em Dezembro? E Dezembro só tem 31 dias. Sou, realmente, uma rapariga muito socialaite.

Árvores de natal dentro de casa ainda não, obrigada

Que se enfeite os shopingues (pois que é uma manobra de marquetingue), que se decore as ruas ainda vá-que-não-vá, que nos entre em casa a publicidade através da televisão, que se faça listas imaginárias e listas de desejos, que se prepare os licores e as carnes, bem como os picles aceito mas decorar a casa com o pinheiro e a lapinha...jamé.
Vivamos cada mês intensamente...aproveitemos o Novembro sem antecipar o Dezembro. 
Mais dia menos dia a lapinha é enfeitada em Outubro ou no primeiro dia de aulas.
Ainda hoje comi castanhas assadas. Enquanto me cheirar a outono...
...E, no meu palácio, enquanto houver castanhas o pinheiro continuará na floresta.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Não percebo nada de política

Sou, portantus, inculta neste capítulo, mas percebo de justiça. Sei que pode tardar como o frio, que ande por onde andar no inverno há-de chegar. Entendo que, num de-repente muda o governo assim como se muda de meias e, aqueles que agora esfregam mãos de satisfação, cá fora, num instantezinho estão lá dentro.
É uma questão de tempo. Também acredito em manobras de diversão tanto quanto acredito em bruxas.

E o que dizer disto?

Estou pronta para sair. Lábios pintados de vermelho escarlate, cara fresca cheia de creme anti-rugas, carteira numa mão, chave do carro na outra, olho ao espelho e sorrio. Estou bem, muito bem mesmo. Ego nos píncaros e saio.
Mas algo não batia certo nem mesmo a insistência do olhar das Pulgas me alertou. Só quando coloco o pé na degrau das escadas é que o branco do calçado contrastava com a meia castanha. Oh, diacho! Oh, mulher perdida! Nãn tás bem!
Tinha as chinelas de andar em casa ainda calçadas. E não fazia conjunto! Estas que, aqui, estão nos pés da Pulga-a maiveilha.

Numa de reduzir encargos

Adeus Telecines 1,2,3 e 4 e tv séries. Fomos muito felizes enquanto durou. Mas olha, o dinheiro é pouco para supérfulos e prefiro alimentar a boca que viver de ilusões; é que não prescindo de um bom vinho acompanhado de um bom queijo antes da refeição. Posso ainda vir a cortar mais mas nisso eu não corto ou não me chame avoGi-aquela-que-abre-uma-garrafa-de-vinte-euros-para-molhos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

É tão fácil ser feliz...

...Nós é que complicamos a vida com as decisões que tomamos, com as escolhas que fazemos no caminho que traçamos.
Para ser feliz há que dar apreço aos momento que vivemos, encontrar prazer no que fazemos. Para ser feliz há que viver a vida consoante as nossas expectactivas e não de acordo com o que os outros pensam ser melhor para nós. Para ser feliz não podemos permitir que as opiniões dos demais nos distraiam do caminho.
A vida tem um fio condutor, é a modos que um elástico preso entre os nosso dedos; pelo caminho da vida deixe-o esticar até mais não, mas não o solte. Nunca. Assim perderá o controle sobre a sua vida, deixando que os outros se apoderem da ponta do elástico. Não tente agradar a todos, essa é uma missão impossível pois que somos todos diferentes.
É este o meu lema de vida. E tento aproveitar ao máximo nunca me esquecendo de mim própria só para que os outros gostem de mim.
Esta sou eu e não tempo para mudar, quem quer quer quem não quer que queira.

E dizem que os homens são mais desarrumados?

Meu povo, estais enganado. Há homens tão mas tão arrumados e mulheres tão mas tão desengonçadas no que toca à arrumação.
Há homens que mesmo estando num hotel para passar duas noites, assim que chegam ao quarto, mesmo ainda antes de ver as vistas, vão logo tirar a roupa da mala e colocar nos cabides tão alinhados, milimetricamente colocados, no roupeiro. Eu, mulher despachada e com outros interesses em mente deixo a mala e dirijo-me à varanda, observo as áreas circundantes, olho para as varandas a ver se tenho vizinhança, ver as vistas vá lá...só depois é que faço uma vistoria ao quarto. Cheiro os lençóis, passo a mão na cabeceira, vejo debaixo da cama, sei lá, pode ter um esqueleto...e concentro-me na casa de banho. Verifico a desinfecção, cheiro as toalhas...e depois disto olho para a mala e penso: desarrumar para quê? Está tão bem assim. Já arrumada para a saída.

E depois há aqueles momentos em que...

...reparas que estão todos entretidos e aproveitas para te sentares no trono, porque quando lá estás precisas de estar só. E, sentada ouves passos. De repente entram três Pulgas apressadas, uma que quer pentear-se, outra que quer uma mola para o cabelo e o mais novo pretende fazer chichi, e já salta e pula logo seguidas pelo macho da casa que, sabendo o quanto gostas de sossego quando obras vem atrás (das Pulgas) para que não aborreçam a avó.
E, assim, a obra que ia fazer...não foi feita.
E existem mais dois tronos nesta casa. Pulgas mãos chatas não há, têm de destronar a avó.

domingo, 23 de novembro de 2014

Eu indico o caminho da luz, sigam-me

Dizem que não sou a única madeirense na internet. Oh, que coisa! Eu aqui a pensar que não havia mais ninguém com internet cá no rural.
Chatice! Mas de uma coisa tenho a certeza: sou a única com este blogue. E, neste reino sou a rainha, por isso, mando eu, sim? Faço e aprovo as leis também. Aqui recebo amigos, faço as honras da casa e dito as regras. Quem vier com um sorriso recebe um de volta, ou até dois vá lá, os outros que vêm com pedras na mão cá estou de peito aberto para receber e me defender como posso. Cuidado, pode fazer ricochete. Este espaço não representa os madeirenses em geral mas sim eu e as minhas Pulgas, em particular.
Que fique bem claro que escrevo como quero, uso as palavras da forma que gosto. Sou como sou e não deixarei de ser quem sou só para satisfazer egos que por aqui povoam.
E agora falemos de flores e da fotossíntese. Ou se preferirem, e porque estamos a um mês da Festa, de sandes de vinha d' alhos e de cebolas descabeche. Chega de amargos de boca!
Afinal nasci para mostrar o caminho da luz.

Pensar uma coisa e fazer outra

Resume-se a isto. Pensava eu que ia ter uma tarde sentada de sofá a preguiçar depois de ter dado descaminho às Pulgas, ou melhor depois de tê-las entregue aos pais, eis que, aquele com quem vou à bola, lembra-se de ir até aos píncaros da montanha captar uns momentos pois que não chove, está sol e uma temperatura que convida ao passeio.
Atão esta rapariga que vos quer bem, vai ter de se levantar âncora da cadeira que já tem lomba, e acompanhar o hôme. De uma coisa tenham a certeza: vou tomar uma bela poncha.
Mas estes maridos não deslargam...

Parecem bandos de pardais...

As minhas vizinhas do bairro até parece que vigiam a chuva é que, assim que dá um esteio, metem a chave da porta no dedo mindinho da mão, telemóvel última geração entre os dedos, porque as unhas de gel, compridas, com estrelinhas e corações não permitem agarrar, porta-moedas debaixo do braço, e caminho chão com elas até à tasca da esquina para aquele cafézinho em grupo. E viva a ajuda do senhor governo.

sábado, 22 de novembro de 2014

Se há coisas que adoro...

...é poder passear pelo meu rural com as Pulgas, num dia de chuva, e ver este colorido, até parece que a natureza se deslumbrou para me receber. Aqui sim, é Outono. Tão pouco e sou tão feliz.

Eu, preconceituosa me assumo

Se por afirmar que uma educadora e uma ajudante não são colegas, se por entender que existe uma hierarquia dentro da comunidade educativa onde as auxiliares têm um papel importante, mas não são docentes, se por achar que não somos todos colegas só por que pertencemos à mesma instituição, se por não aceitar que as auxiliares tratem por tu cá tu lá as docentes, porque são mais novas, se existe um estatuto da carreira docente onde só fazem parte os professores e educadores e, sim, estes são colegas, se entendo que as docentes não são obrigadas a justificar perante as auxiliares certas atitudes da sua vida, certos comportamentos porque partilham o mesmo espaço então sim, sou preconceituosa. E se como já referi há uma hierarquia dentro da instituição é porque, afinal, há diferentes funções, se existem diferentes funções então somos colegas dos nossos pares e não de todos. Se o Sumo Pontífice é o Papa, o padre António não é colega do Papa embora pertença à mesma instituição. Ou seria papa também.

Se, por ter esta opinião sou apelidada de preconceituosa, das duas uma: ou eu não sei o significado da palavra ou ela está banalizada. E tudo ou qualquer ideia contrária a algumas opiniões é preconceito. É um lugar-comum!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Escandalizada

Vou ao parque com as Pulgas ementes a mãe não passa para nos dar boleia mas penso seriamente em deixar de ir; é que, por coincidência, vai também à mesma hora um grupo de adolescentes e, não me incomodam que andem no balancé, nos baloiços, no escorrega, embora seja para as crianças o que me incomoda é o palavreado que usam uns com os outros. Ainda há dias ia perguntar a um deles se falam assim em casa com os pais, mas depois..
Mantive a boca fechada. E comecei a pensar se os pais também não falariam da mesma forma. E depois, sujeitava-me a ouvir umas bujardas dirigidas a mim.
Não sou mulher de não dizer um palavrão, mas na boca de adolescentes dá-me uma coceira na sola do pé.

E com esta me despeço

Quando queremos dar por concluída uma conversa nada como mandar a outra pessoas "caçar grilhos".
Ou então, como se diz em Câmara de Lobos, uma cidade piscatória cá do rural, "sai da minha trás".
Por isso, a partir de agora discussão encerrada ali no andar de baixo.
E isto é só blogues, não é?

Cada macaco no seu galho

Aquintrodia ou melhor dizendo aqui há dias, estava eu na porta do sítio onde vou dar uns pulinhos e umas carreirinhas, juntamente com o resto do maralhal que frequenta o mesmo e cumprimento uma ajudante do infantário onde a mãe das Pulgas é docente. Cumprimento-a e a senhora ao meu lado que também a conhecia pergunta-lhe.
-Ah, conhece a avoGi?
Ao que ela respondeu: sim, claro, é a mãe de uma colega.
Eu reprimi o sorriso pois que, sem menosprezar cada qual e qualquer profissão é digna de respeito vai uma grande diferença entre educadora e auxiliar, assim como também as antigas servas do hospital agora promovidas a auxiliares, certamente, se virem a mãe do médico não dirão que é a mãe de um colega de serviço ou estarei errada?
Somos todos irmãos, lá diz a Biblia, mas não temos todos a mesma profissão para sermos colegas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pensei que era hoje...

...que ia colocar o edredon de penas na cama, mas não. Está frio, sim, mas não o necessário para dormir com penas de galo em cima do corpo.
Este frio já lembra a Festa.

Hoje bateu-me uma saudade

Às vezes fico assim, não que eu queira, mas fico. A saudade bate no coração e relembro momentos passados com aqueles cuja presença física não se faz notar.
Hoje é um desses dias, quiça, porque se aproxima o Natal, época em que se reune família e amigos e, esses que partiram deixaram um lugar vago que nunca será ocupado.
A minha tia-velha, a minha comadre...esta então tem-me feito deitar rios de lágrimas e, a pergunta sem resposta mantém-se. Como? Como deixaste a doença te levar? Nem um mês viveste com ela! Como não percebi, neste mês, há um ano atrás quando nos encontrávamos para o café que estavas tão doente?
Saudade, essa palavra que só existe na língua portuguesa mas que nos acompanha como o fado.

Não entendo, por isso peço ajuda os mais entendidos

Os piscas nos carros servem exactamente para quê? Para sinalizar é que não, se assim fosse o marmanjo que ia à minha frente teria accionado quando parou assim sem mais nem, ontem, tendo eu que adivinhar o que pretendia. E ainda põe-se a gesticular, o sacristo, "passa por cima" dizia ele. Por cima de ti? Nem morta. Se é um adorno o pisca que o ponha na ponta dos....e assim sempre lhe embeleza a cabeça.
E resmungo mais umas coisas só para mim.

Que vício este!

É superior ao que eu desejo, é deveras constrangedor, mas não consigo parar de roer os sabugos. Basta sentar-me a ver televisão que começo logo no serviço.
Funciona assim, eu ensino se quiserem seguir este (bom) exemplo.
Primeiro sentem-se relaxadamente em frente à televisão, em seguida estiquem as pernas de uma forma confortável, depois procurem uma pelinha de um dedo qualquer à volta da unha que já esteja levantada, segurem, não a deixem fugir, com os dentes puxe-a de soquête, como diria a tia-velha referindo ao puxão, quando já está eriçada é hora de juntar o indicador e o polegar da outra mão e puxar até sangrar. É uma alegria vê-las espetadas e, aí sim é como gosto, deito logo mãos ao trabalho e nem dá tempo. Depois é contemplar a obra tal qual Miguel Ãngelo contemplava os seus quadros.
E havia logo de transmitir este vício ao mê Bisalho. Se ainda fosse um bom vício! Mas ter as pontas dos dedos inchadas e vermelhas de tanto puxar peles é feio.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Hoje deu-me para falar de beleza

Dizem por aí que a beleza não está por fora ms sim por dentro, eu, rapariga do rural, pergunto: atão por que raio as pessoas mudam de visual? Se está por dentro, o que têm a fazer é mudar os interiores, ou seja os órgãos, mas não, as pessoas preocupam-se é com o que vêem no espelho e não no raio x.
Isto a propósito do noivo árabe que, depois de ver a sua mulher sem o véu pediu pernas ao demo para fugir.
Mal sabe ele que a rapariga em um bom coração que bate forte por dentro, ao invés da má cara e que até os pulmoões são saudáveis, bem como os rins e a bexiga e que tinha ali uma mulher com uma longa longevidade e, como não gostou da cara, nada como vê-la sempre às escuras ou de véu.
Mas não, a beleza exterior pesou mais que o interior.
Beleza a quanto obrigas!

A beleza é como um pêssego

Por fora uma textura fina, aveludada de cor suave, um delicado sabor doce e fresco, um aroma delicado que, apetece trincar mesmo antes de o ter. Pêssego uma fruta saborosa e plena de vitamina C. Pega-se num e, à primeira dentada algo não está bem. Um sabor amargo enche a boca. O pêssego que por fora estava apetecível, por dentro está estragado, corroído, cheio de hematonas, pisaduras... E deita-se fora.
Estou a falar de pêssegos mas a beleza enquadra-se bem nesta descrição. Conheço mulheres que bem podiam ser pêssegos.

Fotografia: Pêssegos da casa da comadre da Covilhã. Obrigada, oh comadre, sim?

Mas todas as vacas são felizes

Está provado que as vacas felizes dão um bom leite e, até se faz disso estandarte.
Acrescento que pelo que sei todas as vacas que conheço são felizes e todas têm tetas cheias. De leite penso eu.
E as cabras também não são felizes? E ninguém fala delas. Mal-injusto!
Agora, o que eu gostaria de saber era se alguém já provou leite de vacas infelizes numa de poder relativizar.

Casa e descasa no mesmo dia.

Um noivo não gostou da cara da sua esposa quando no dia do casamemto a viu pela primeira vez e, logo ali, pediu o divórcio.
Não sei que cara tinha mas, isto das mulheres andarem de burka tapadas dos pés à cabeça dá nisto. Este casal resolveu casar-se sem nunca se terem visto frente a frente, uma espécie de casamento à moda dos tempos da guerra colonial e, quando o fotógrafo pede para tirar o véu para uma fotografia é aí que o mancebo fica desiludido. Coitado! Esperava uma Claudia ou uma Angelina...
Mas não entendo um coisa: durante o casório a manceba esteve sempre de cara tapada? Na Arábia Saudita é capaz de ser assim. Até no casamento vêem atravez das quadrículas da tapagem.
E a noiva, perguntam vocês. A noiva desfez-se em lágrimas, pobre coitada que casou e descasou no mesmo dia.
Há cada uma! Leiam tudo, indo por aqui.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

É preciso tê-los no sítio para dizer isto

"Se é o meu filho que está no vídeo da decapitação, então que seja executado"

Peter Kassig foi ontem vítima da violência do ISIS. Num vídeo difundido nas redes sociais, os terroristas do Estado Islâmico decapitaram o norte-americano. Mas nestas imagens apareceram mais pessoas e nela surge, alegadamente, um estudante de medicina, oriundo do Reino Unido, de nome Nasser Muthana. Hoje, em declarações ao Telegraph, o seu pai diz que se provar que é o seu filho este deve ser executado.


E eu pergunto: O que leva um rapaz, estudante, a tornar-se um assassino a soldo de uma religião? Onde é que, durante o seu crescimento, houve uma quebra de valores? Onde é que os pais erraram, se erraram!

Tantas perguntas que faria aqui, mas, certamente, não obteria respostas, estas só mesmo o rapaz.
Agora, eu não teria coragem de dizer a frase que o pai disse.  Por muito que seja, c'um catano, é  filho.

Há quem não saiba o que isto é

Eu e devoro assim um "quilho" delas. É uma na boca outra na mão.
Que coisa mai baua!

Corijam-me, se estou errada

Para evitar birras, melhor dizendo, para evitar má educação, entre irmãos dá-se um telemóvel a cada e assim a família viaja de carro em paz e sossego? Mas antes passa a vergonha de ter filhos a lutar, a espernear aos berros chamando o pai, num puxa e empurra para tirar o que a outra tem nas mãos, porque toda a vida foi assim, as crianças sempre querem o que a outra tem. E, antes que lutem por um telemóvel o melhor é dar um a cada uma. Egoísmo a cem por cento.
É a imagem que a Vodafone está a passar com este novo anúncio e, digo, crescem-me cabelos no céu da boca quando o vejo.

Tá tudo louco?

Como é possível esquecer uma criança de três anos num autocarro escolar? A quem imputar culpas?
Mas não percebi muito bem a notícia. A criança ia para a escola, com três anos, sozinha, num autocarro sem supervisão?!
Não entendo. Sinceramente.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Para mim tanto se me dá como se tira

Falo do chocolate. Já aqui referi que não me deito em troca de uma barra de chocolate. Sou eu, o mê Bisalho e a Pulguinha - a Baixinha nós os três não vamos à bola com ele, por isso, não me arrefece nem aquece uma barra ou um gomo.
Agora, há sempre excepções e, aqui vou ser parva ao dizer isto mas, não gosto de chocolate e adoro cacau. Uá, ca coisa parva de se dizer! Sou estúpida, não sou?
E o que malembra a Festa é, nem mais nem menos que, uma caneca de cacau, logo na manhã de Natal antes de abrir as prendas que o Pai Natal traz.

Fim de semana prolongado na casa da avó é a loucura.

Os pais das Pulgas foram dar uma volta até Londres e as crianças ficaram comigo, uote else? Foram uns dias de felicidade, brincadeiras, sestas não dormidas, cama a altas horas, enfim...a alegria delas. E minha.
Hoje, quando eu lhes disse que a mãe ia chegar, uma ficou contente, "yep" outra rematou logo: "JÁááá? Quer dizer que vamos para casa?" Isto acompanhado com uma cara de mete nojo.

Ela já cá está

Veio e não sabe o caminho de volta. Desde sabádo que cai, mas não está frio, antes pelo contrário. Nada de mantas, nada de chocolates quentes nem botas de esquimó.
Deixá-la (como se diz por cá), há-de se fartar de cair...
E o sol brilha lá fora e mangas curtas a passear...

Vou ali ver se a cama está no sítio

E como está vou mazé dormir mais um bocadinho que este corpo não vive a levantar-se com as galinhas, mas também não se deita cus galos, bem, deitar até se deita, mas com um que canta toda a noite.
Por isso, depois de ter posto as Pulgas porta fora para mais um dia de escola, eis que eu, aposentada da função pública, vou ali pós lados do quarto de dormir e...
Até já, trabalhem muito que este Portugal precisa de gente activa.

domingo, 16 de novembro de 2014

"O meu filho, de dois anos, só come a brincar com o tablet"

O meu comia mas era um par de palmadas naquele rabo, disse eu, em voz baixa.
E o ar de felicidade com que o papi disse isto, deu-me mas foi uma volta no intestino. Dois anos e já com tablet? Dois anos e dependente dos jogos? Será que o crianço já se lembrou de jogar o aparelho à cabeça do pai quando não gosta da comida?
Uá mãe, que vontade mórbida de chamar chamar uns nomes ao pai.
Mas serei eu uma cota retro que acha um desperdício dar a uma criança de dois anos um tablet? E porque não uma mota para o rapaz quando não quiser comer dar uma volta e colocar o papi a correr de taça na mão pelo caminho acima?
Já disse que sou cota retro, não já?

Coisas do arco da velha!

Uma idosa de 91 anos, polaca, foi declarada morta e onze horas depois, os funcionários da funerária aperceberam-se que o saco, onde o corpo se encontrava mexia (aqui eu pedia pernas ao demo para fugir!).
Foi do género:" levanta-te e anda", a velhota voltou a sua casa sã como um pêro, quiçá, a precisar de uma boa vodka.
Mais um morto-vivo. E diz a médica que declarou o óbito que ela estava bem morta. E eu digo que ela estava bem enganada!

sábado, 15 de novembro de 2014

Mas que rica ideia!

A minha neta de seis anos, a Baixinha como eu a chamo, tem um humor fora do vulgar e umas ideias um tanto ou quanto espatafúrdias. Ainda há pouco numa conversa sobre carta de condução dizia-me ela.
"Quando eu for grande não vou tirar carta de condução".
"Mas porque razão" -  perguntei eu.
"Ora, avó, eu roubo uma carta de condução de alguém e colo a minha fotografia".

Londres, o quanto eu fui feliz!

 Há quem tenha dado um saltinho por esta altura até lá, e, se há cidades dignas de se visitar no Outono é esta mesmo: Londres.
Londres tem folhas no chão espalhadas pelo vento, Londres tem o frio característico, Londres tem as batatas quentes e milho doce em barracas espalhadas pelas ruas, Londres tem cheiros típicos do aglomerado de povos, Londres é o lugar onde o delicioso cheiro a especiarias se confunde com o nevoeiro. Mas Londres também tem o sol de Outono, sem calor mas brilhante.
E o Portobello! Ai o Mercado de Portobello, o quanto eu fui feliz deambulando pelas ruas de nariz aberto a inspirar aquela miscelânea de odores!
Londres é, por assim dizer, a cidade que não escolhi para viver!

Fotografia: Portobello Road Market, 5 Março 2011

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Lumber...quê?

"Os lumbersexuais definem-se por terem barba, usarem camisas de flanela aos quadrados e apresentam uma espécie de desleixo que dá a sensação de que estes acabaram de vir do meio da floresta."
E tomam banhinho só ao domingo ou não? Asssim tipo homem das cavernas.
A modos que os metrossexuais passaram à história. E, digam-me, aqueles que fizeram remoção definitiva dos pelos, agora vão implantar, é isso?
Leiam, se quiserem, não obrigo ninguém.

Será que os vistos Gold vão dar pulseira de metal na perna?

Tanto se empolga o povo quando é descoberto mais um caso de corrupção e batemos palmas e pensamos que sim, a justiça tarda mas não falha.
Mas depois...
Passa o tempo devagar nem é dia nem é hora...
E só gostava de saber em que loja chinesa é que estão os tais dez postos de trabalho.
As que conheço nem um português tem.

Maldigo este vício que tenho

E não há maneira de emendar, e não me digas não faças, modera-te, antes de fazer pensa que, o diacho está intrincado em mim e sendo eu mulher de quase sessenta não há remédio, não aprendo novos hábitos nem desaprendo os velhos.
Ainda há pouco vi uma mancha vermelho escuro nas calças, oh, não! Esta coisa não!, não fosse voltar a ter aquilo mensal, deus me livre e e guarde de tamanha treta, antes cabra toda a vida.
A mancha era de beterraba, sim, tinha acabado de cortar rodelas e, comme d' habitude, limpara as mãos nas calças.
Mas que cagaço apanhei!

Alguém vai a Paris?

Não vá, anda por lá um tigre à solta.
Diz o CM que a polícia continua nas buscas do  tal felino que foi visto no parque de estacionamento de um supermercado.
Caramba, já não se pode ir às compras? Deve pensar o tal tigre.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Eu digo estas e outras


E o meu tio - o Cambado também, principalmente, quando alteia a racola.

Com netos destes...

O mê Gu-Gu já sabes escrever o seu nome em maiúsculas com letra de impressa, e identifica as letras (nome e o respectivo som). No nome dele há um R e um P, e ao escrever faz, ainda, alguma confusão. Atão, há dias, dizia à mãe já saber a diferença entre eles.
É que o R é o P com uma pilinha.
Como não rir com saídas destas?

Hoje descobri

Que estou a ficar com duplo queixo. Com papada, prontes, já disse. Por isso, meu pipol, se me virem pelo caminho abaixo com nariz de confiada, ou seja empinado, não julguem que estou a ser emproada ou a me fazer de fina, não, é para disfarçar a dita coisa pois que, é quando vou de olhos postos no chão que piso que fico assim a modos que Churchill.
O meu medo é ...pisar titica de cachorrro ... Ou melhor dizendo: boseira mole. Bosta.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Aos meus queridos anónimos deixo este poste

Que se faça luz nas suas cabeças.

Oh, a sério?! Não me digam!

Li que "o mau comportamento das crianças é fruto da educação dada pelos pais desde o berço", diz Luís Maia, psicólogo e pergunto eu, professora aposentada, se era necessário uma investigação para se chegar a esta conclusão?
Quilhos de tempo, quilhos de dinheiro, e a resposta está ali, no berço. A educação começa no momemto do nascimemto. E digo, os filhos tornam-se para os pais um recompensa ou um castigo segundo a educação que recebem, li esta frase e assenta que nem milho.
Pronto, não sei o que me deu, se foi jeito no dormir mas hoje tirei o dia para falar de crianças...
Mas era preciso um estudo? De pequenino é que se torce o pepino.

Bruxo! Há canos eu digo isto

"Demasiadas horas na creche afectam crianças" é uma das notícias de hoje do Jornal de Notícias, e não é necessário um trabalho exaustivo do estudo de caso para se chegar a esta conclusão, basta ser humano, basta colocar-se na pele da criança.
Bem sei que, presentemente, a vida profissional é exigente, há que fazer mais horas e mostrar resultados, o brio profissional, o esmero são factores que condicionam uma promoção.
Mas, e os filhos? Os filhos são o elo mais fraco, o sítio por onde quebra. Dez horas num berço a olhar um mobile que se move é frustrante até para o ser mais forte do universo.
Leiam, aqui, a notícia completa.
E, pronto, hoje deu-me para falar de crianças.

The Voice Kids vs exploração infantil

Sou só eu a achar que é um martírio para as crianças este programa? A pressão a que estão sujeitas é uma situação indutora de tensão e ainda saem do programa com historial de doença cardio-vascular.
Eu até choro com eles em solidariedade ou porque sou chorona ou ainda porque as minhas "armonas" de meia idade são sensíveis à exploração infantil.
Digam-me que estou a ver para além do que é, desenganem-me que eu aceito. Não estamos diante de um caso explicito de exploração infantil?

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Salta-me logo a brotoeja

Oito e meia da noite, de uma bela noite melhor dizendo, entro na padaria a fim de mercar o alimento para a matina e que vejo? Vejo crianças a lanchar.
Sim, criancinhas de seis anos de mochila às costas, sentadas à mesa com um copo de leite com chocolate, um papo-seco com queijo e fiambre, mais um bolo de chocolate.
E eu pergunto: oito e meia não são horas de jantar? Ou será que estão a jantar?
Não sei porque razão me preocupo, não são da minha família, não tenho nada a ver se jantam, lancham ou o caneco, mas na minha maneira de ver entendo que a esta hora se deve estar portas adentro sentados à mesa com a família a comer tudo menos um papo-seco com leite achocolatado e um bolo.

Madeira perto do trópico

Não há no mundo maior felicidade, maior orgulho como este que tenho em viver perto do trópico. Viver numa ilha tropical com um clima fantástico, uma temperatura de água do mar de tal forma amena todo o ano, frutas deliciosas dá-me uma verdadeira alegria. É um paraíso na terra. A sério. Ainda ontem à noite estava eu de mangas curtas a comer o bacalhau, a ouvir o meu querido Vasco a cantar...(Vasco é assim a modos que o Marco Paulo ou Tony Carreira cá do rural), sentada no adro da igreja em amena cavaqueira com família e amigos ali perto da meia noite.
É com tamanha vaidade que digo isto. E, neste momento, tenho o sol, essa maravilhosa fonte de calor a bater-me nas pernas. Não quero com isto fazer inveja, mas é somente a vaidade de ser ilhéu. Uma ilha privilegiada do Atlântico onde se deveria exportar o que melhor temos: o clima.

...Ariu...e aralho...(poste mal-criado)

Não, eu disse a frase toda completa aquela que começa com pu e acaba em ariu, depois de dar uma valente cabeçada ao entrar no táxi que me levou ao aeroporto.
Vou a entrar e alevanto os cornos de repente, perdão, a cabeça e, dou uma cornada...perdão, cabeçada na porta ao mesmo tempo que a pancada me empurrou para o chão ficando eu em posição de defecagem.
O taxista até arregalou os olhos perguntando se me magoei.
- Cá nada! - respondi para não dar ar de fraca, mas mentalmente só dizia: pu....ariu! E o aralho também veio de seguida quando passei a mão pela cabeça!
As lágrimas, essas biteches, teimavam em correr, mas não deixei é que, não havia tempo para as apanhar...por isso reprimi. Ariu...e chegando ao aeroporto ainda eu dizia: ariu e aralho!
E, agora, neste momento disse novaamente pois acabei de passar a mão nos cornos! Perdão, cabeça.
Eu assim comássim também digo palavrões

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Isto sim é boa vida! Ah, depois de hoje podem falar de Natal

Véspera de São Martinho e, a partir de hoje, contagem decrescente para a Festa.
Mas nada como chegar ao meu rural e ter já um convite para comer o bom do bacalhau, com quilhos de manteiga d' alho num bolo do caco. Isto sim, pipol é vida. E nem digo mainada, tá bem? Canão inda ficam a salivar...

Desta forma não chego longe

Mas que fim de semana, podem crer, daqueles que não deixam saudades. Depois da saga da mala, do carro que não pegava, da chuva copiosa que caía ainda tive mais uma facada nas costas. Chego a casa e, olhando o relógio comprovo que sendo dez e um quarto e, as lojas fechando às onze no Parque Nascente, não dava margem para compras. Assim, não houve remédio senão jantar. E é aí que vejo as horas no relógio.
Dez horas. Dez horas, como pode ser? Se já tínhamos empurrado o carro pelo caminho abaixo e gasto tanto tempo nesta treta, como pode ainda ser dez horas? O tempo anda para trás? Não ...
Mas porque não me avisaram que a hora tinha mudado ementes eu não estive cá? E porque não me disseram que o relógio de parede não atrasa uma hora sozinho, hã?
Que fim de semana atribulado! Tudo junto dá uma sopa minestrone!

Ora, adeus que me vou embora

Que mimbora vou. Vou daqui pra minha terra que desta terra não sou.

domingo, 9 de novembro de 2014

A reter: Primark num domingo às cinco da tarde nunca na vida!

Mas quem no seu perfeito juízo se lembra de ir à Primark, num domingo, perto do natal (prontes, lá tou eu a falar do Natal), pelas cinco da tarde, de um dia frio de Novembro. Quem? Eu, claro!
Não havia lugar nem para uma formiga! Filas intermináveis para pagamento, filas como daqui até Bagdad para os provadores, filas e filhas a correr, pequenos a berrar cheios de sono, pequenos em carrinhos mais as compras dependuradas nas manetes a esbarrar em toda a gente.
Não é sítio para mim, a minha condição, o meu estatuto social há que mantê-lo a todo o custo.
Jamé, jamé. Je e muá-méme enquanto nos lembrarmos das cotoveladas, dos encontrões, das pisadelas nas lindas pernas nos metemos na loja do shope pelas cinco da tarde num domingo, perto do natal. Vou sim mas às onze menos uns minutos quando a canalha dorme, quando os carrinhos de bebé repoisam atrás da porta, quando as mamãs estão a dar de mamar aos crianços, quando as adolescentes estão adormecidas em cima da cómoda escolhendo o outefite para o dia seguinte.
Jamé jamé...

Se me dão licença vou ali à Primark

Recuso-me a falar de natal, recuso-me a aceitar este natal antecipado com que os shopes e os comerciantes, numa ânsia atropelada nos impingem, mas...
Quem, como eu, vive numa ilhota aproveita o natal antecipado quando sai da sua zona de conforto. E é o que vou fazer já de seguida. Meter-me no "barato e bom" e atestar a cesta com algumas prendas de natal.
Prontes, lá disse a palavra "natal" em Novembro, umas poucas de vezes neste poste, numa perspectiva de convencer-me.
Portanto, se me dão licença, vou ali e já volto.

Mas ele tem um humor inconstante

Estas mudanças de humor do senhor São Pedro deixam-me escadeirada. Julgo que ele está a entrar na menopausa. Isto de num dia levarmos com baldes de água e noutros sol de rachar pinhas deve-se às suas hormonas. Ou à incontinência, sei lá!
Mas, amanhã se o vir à porta do céu quando resvalar por lá pode crer que vou mostrar-lhe a língua e mandá-lo plantar semilhas.
Não há cabeça para aguentar estes humores incontinentes.

E isto ainda não terminou! O mundo virou-se contra mim.

Depois da saga da mala no aeroporto, que contei ali no andar de baixo, nada como ter de empurrar o ponto vermelho, pela rua abaixo devido a não ter bateria.
Atão mê senhor coloca-se em posição de ataque, que é como quem diz rabo espetado mãos em cima do porta bagagem do bólide e eu, madame, com as unhas cravadas no guiador, acelerava pelo caminho abaixo até que via o mê senhor grande pelo retrovisor e depois já só o vi mais pequeno cumaformiga achei de guinar para a direita e..
Vai-se abaixo, o estapilha dum raio que o parta! Espero pelo triste do hôme que estava à chuva, manga curta, sim, cagente veio-se do trópico e lá o sol brilha até à meia-noite e um quarto. Mas o diacho não vinha. Nem vinha nem o carro ia.
Dava a mise e ele não ligava, nem fechava vidros nem andava.
E o hôme não aparecia!
Saio do carro e tento passar por entre a chuva sem me molhar, mas não consegui. E tinha ido ao cabeleireiro. Shite! E o hôme não vinha! Até que aproximou-se a tiritar a bater os dentes de frio. E o carro não pegava. E não pegava mesmo. Toca o mê senhor se colocar, novamente em posição de ataque e a chuva era tanta que não o ouvia gritar: "acelera". Aí, dei-lhe umas valentes que pensei que o afogava.
E, foice até ao shope ca fome matava.

sábado, 8 de novembro de 2014

Epá, como o gelado

Mas que poça é esta caté me faz falar tipo lisboeta. E sai epá como o gelado mas não me refiro a isso. Refiro-me sim a este tempo por aqui neste penico do norte, que se chama Porto. E perguntam-me o que vejo da janela? Não vejo nada, nadinha é ca chuva é tanta que me molha as lentes dos óculos. E tenho frio, tou assim a modos cas velhas com um xaile em cima dos ombros. Tá frio, pá (novamente a falar à lisboeta, chiça...)
E saber que no meu rural estão todos de bico aberto a bufar ondas de calor, até me aperta os calos.

Só faltou vomitar quando vi isto!

E o Norteshopping está pronto a receber o Natal....em Novembro. Eu, se fosse frequentadora asssídua deste shope, em Dezembro já rabiçava galhos de azevinho, lãmpadas, espiguilha, neve e o Menino Jesus vinha por acréscimo. Só não rabicei porque reprimi. Mas deu-me engulhos, como se tivesse prenha.
E continuo esperando o dia de comer o bacalhau assado e contar a lenda de São Martinho.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Um susto do tamanho do aeroporto.

Malas iguais dá azo a que se confundam e foi isso que aconteceu ontem. Ao chegar ao aeroporto do Porto, depois de uma viagem para lá de agradável, agarro na mala que, por sinal era a única no espaço por cima das cabeças e ala que faz-se tarde e chovia, como sempre, aqui, neste penico do norte. Pelo caminho mê senhor, para vestir a camisola deixa cair a outra, que ficou mais molhada que um bisalho, e já ia esbaforrido. Chegando ao tapete rolante esperando pela mala de porão, ele,  homem previdente como daqui até Bagdad, abre a que eu trouxe para tirar o porta-moedas, quando...
Oh, mas o que é que enfiaste aqui?, pergunta à rapariga ao lado dele, que por sinal era eu, e eu, que não tinha metido Cd,s olho esbugalhada para ele. Hã? Cd,s?!
Mas o que é isto? E isto?
Oh, raio, esta não é a nossa mala! E pede pernas ao diabo para correr,  sei lá para onde, procurando a sua mala que, como eu lhe disse, até podia estar a caminho de Paris, uma vez que o voo seguia viagem. Nunca o triste do hôme correu tanto atrás de uma mala! Corre, vai lá acima ao balcão da Transavia a ver.. A ver....dizia eu e, com o braço mandava-o subir.
Era ele e eu a correr pelo Sá Carneiro afora...olhando para todas as malas...
É que dentro da bendita estava a chave de casa, o porta-moedas, e toda a nossa fortuna.
Ai mê Dês!, rezava eu para que a mala não tivesse ido para Paris de França porque na mala que eu tinha havia literatura em francês, e fatos de homem, gravata, artigos de barbear, o que fazia eu com isto?  Iria fazer a barba agora e vestir roupa masculina?
Até que...
No balcão do voo a senhora telefonou para a porta de embarque e a mala não tinha viajado. Por sinal, estava um rapaz também a reclamar que a mala que tinha não era a dele. Soube-o quando a abriu para tirar o cachecol.
Encontramo-nos, trocamos as malas e rimos da peripécia, e, a casualidade de cada um abrir a mala ainda no aeroporto, porque se fosse pelo caminho ou em casa havia de ser lindo! A preocupaçaão do rapaz era também que a mala dele tivesse ido para Paris.
 Mas o susto ficou. Podem crer que vou colar na mala uns macacos quaisqueres, mas com a certeza porém que de feia ninguém a vai trocar. Que treta esta!

Se eu tivesse um buraco metia-me

- Mãe, olha uma Barbie.
Foi desta forma que uma criança de três anos alertou a mãe para mirar uma rapariga alta, de cabelos compridos louros, calças pretas justas, sapatos de salto bem alto com correntes à roda, boca pintada de vermelho e uma blusa esavoaçante que estava na fila do balcão do check in.
A mãe do crianço arrebata-o antes mesmo de ele voltar a dizer a mesma frase, mas não chegou a tempo.
- Mãããe, olha uma barbiiiiiiie - como a mãe não fazia caso, ele puxava -lhe a saia e apontava.
A mãe puxa-o para a frente, numa tentativa de distraí-lo para que não repita, mas ele continuava firme e hirto.
A barbie fez de conta que não percebia o que ele dizia. Mas foi só ela.