Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Só a mim é que não me acontece

Um casal norte-americano (claro, tinha de ser nas américas do norte!) encontrou enterrado no quintal uma (pequena) fortuna em moedas de ouro antigas, quando passeavam o cão (quiçá, foi ele que farejou). Uma coisa avaliada em sete milhões de euros que estava enterradita à sombra de uma árore no seu quintal.
Ora, eu bem que vou tentar a minha sorte lá no meio de tanta terra que tenho no meu rural a ver se alguém no ano de 1847 enterrou por lá umas moedas cá para a escrava que vos escreve deitar a render no OLX se o senhor Governo não lhe deitar as manápulas, que, por cá se isto acontecesse num terreno privado era logo confiscado. O Estado ia chamar-se dono do tesouro.
Eles vão colocar as moedas no Amazon, se estiverem interessados ide lá ver.

Dia do Pijama essa fantochada de carnaval

Nesta semana do Carnaval há um dia reservado ao pijama, parece que institucionalizado e, apoiado por muitas escolas. Resta-me dar a minha singela opinião. Não gosto. Não gosto de ver as crianças na escola de pijama, nem pelas ruas; entendo que esta peça de roupa serve, exclusivamente, para dormir e não para andar pela rua muito menos para levar no corpo para a escola. Acho até ridículo, ainda mais, quando os docentes que corroboram com esta idiotice vão mascarados de: "acordei tarde e não tive tempo de me despir e, já agora, vou mesmo assim que é o dia do Pijama"

E depois lá virá um dia em que a criança quer ir como dormiu e leva umas taponas da mãe para se despir e se despachar. Mas há forma de entender os adultos? Perguntarão as crianças no dia em que quiserem ir de pijama para a escola.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sempre que brilhe o sol lá estarás. A ti, minha comadre e amiga

De que serve viver se a morte espreita? De que serve sofrer se esta vida é feita de trabalho, suor e lágrimas. Não sei como demonstrar a minha raiva. Apetece-me gritar, mas não tenho voz.
Ela chegou. Veio agressiva, determinada a levar alguém. E tinhas que ser tu? Não sei aceitar... Num mês? Somente um mês!
Novamente. Pensei que, durante uns tempos, estaria longe de mim, mas não.
Incrédula. Seca. Já não tenho lágrimas! Sabes que sim.

Amigas há quase cinquenta anos (desde essa altura que combinámos que seríamos comadres). Promessa cumprida.
De sempre. De risos. De gargalhadas. Lembraste, cu...madre, quando na nossa viagem de fim de curso tomámos banho juntas e rimos tanto e barulhamos muito mais que o recepcionista veio pedir....sim, pedir, para fazermos menos barulho. Que idade teríamos, cu...madre? Uns 15 anos?
E quando fomos para Londres, eu para visitar a minha mãe e tu seguirias para Jersey visitar os teus pais e o avião foi para Faro? O que rimos! E depois o que choraste quando não apanhaste a ligação para a ilha do canal! E eu satisfeita, a rir. Reles, disseste tu. Ficaste em Londres uma noite. Choraste e depois rimos. Sim, porque nós ríamos sempre.
E quando eu perdi uma disciplina e teria de repetir o ano e pedi-te para chumbares para assim podermos ficar juntas no ano seguinte, e tu foste a exame e nem o nome escreveste na folha! E lembraste quando fomos ver a pauta e lá estava em frente ao teu nome um redondo zero? Loucas, nós éramos loucas, brincalhonas, alegres e companheiras.
E quando eu saía com o meu namorado, tu cobrias-me sempre. Era contigo que saía se a minha tia perguntasse.

Depois passaste a ser a "Marquita" alcunha dada por mim por fazeres um papel de criança num espectáculo da Madeira Wine; e que mais podias ser com um metro e meio de altura? "Piquininha mas com muita arrumação!" dizias tu quando alguém se referia à tua baixa estatura. "Marquita" e respondias por este nome. Serás sempre a nossa Marquita.

"Cu...madre, já tou reformada, já podemos ir pó café",  disseste tu, a rir, ao telefone no dia em que soubeste da notícia. Somente oito meses! Ingrata. Esperaste pela reforma para podermos ter tempo livre para os nossos encontros. O café das três às três às quartas-feiras, e não nos esquecíamos das bolachas, sim, que vida de reformada não é de exageros, era mesmo só o café.

A Morte não levou a nossa amizade ela perdurará mesmo que na Terra não estejas. E quando eu fôr havemos de voltar a ser o que fomos porque voltaremos a ser crianças.
O teu corpo desce, hoje, pelas 14 horas, à terra, mas a tua memória fica entre nós. Diz-se que, mais uma estrela brilha no céu, mas para mim tu serás o sol porque "Cuando calienta el sol" era a canção que aos berros cantávamos na nossa adolescência.

Para alguns foste a enfermeira Graça, mas para mim serás, sempre, a minha Marquita, cu...madre e amiga. E, porque "Sempre que brilha o sol" era a canção que melhor cantávamos, (e ainda no Natal passado afinámos as vozes, lembraste, no Dia do Cozido?) em dias de festa na minha casa...sempre que ele brilhar será um novo dia...sem ti.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Viola e engravida a filha e só tem dez anos de prisão?

Cá pra mim, além de perpétua cortava-lhe a...garganta (não era bem, mas pronto), e nunca mais via a luz do dia. Na prisão, colocava-o na cela onde estão os três africanos condenados por violação que se aproveitaram do contabilista. Aí sim, ia ver o que é bom. E ainda dizia a todos os outros presos para fazerem fila...

A dor alheia

Salta-me a brotoeja quando estou ao pé de alguém que só fala em doenças. Das suas. É que, por mais que tente não pensar, começo eu a sofrer as dores alheias. Doi aqui doi ali. É mais forte que esta mania de sentir o que os outros sentem.

Tinha uma colega que, ao cruzarmo-nos pela manhã no recinto escolar e, como educada que sou, cumprimentava-a, perguntando se estava melhor pois que, no dia anterior havia-se queixado de dores na garganta. Estou melhor da garganta, dizia ela, mas agora tenho uma dor no ombro. No dia seguinte já tinha ido ao massagista por causa da dor mas ia ao estomatologista por que doia-lhe o estômago a acrescentar à dor de garganta. Poça, irritava-me, solenemente, esta atitude, e todos os dias tinha uma dor diferente no corpo.
Não me peguntem se continua viva e a proceder desta forma, só sei que desde o momento em que percebi que era hipocondríaca, somente lhe desejava os bons dias matinais e a boa tarde ao sair da escola, pois, onde estava ela não estava eu.
Ah, em jeito de "só mais uma coisinha", já que estou a falar dela, estava mais de atestado médico do que a leccionar. E depois? Perguntam vocês, meus anjos. Depois, arruma com os alunos dela mais os teus que, coitados dos pequenos, não têm culpa do hoje doi aqui, mas amanhã vai doer ali porque ontem doeu aquioli.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Custou, mas sempre vem

Não falta muito para a nossa primaVera fazer-se à estrada, e com a sua entrada triunfal alegrar o nosso espírito. Nota-se pelas flores que suavemente despontam. As magnólias nascem juntamente com os lírios a lembrar que a natureza faz o seu percurso habitual e nós, crentes numa época melhor, sorrimos ao ver as árvores cheias de flor esquecendo a estação que nos faz tremer e esfriar.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Coisas que me tiram do sério

Estar na caixa do supermercado e o funcionário em vez de me despachar porque tenho mais que fazer do que estar ali especada, põe-se a brincar com a colega da outra caixa, com o pepino na mão por não saber o código. E, o que me irrita mais é a colega se rir e compactuar com a brincadeira. Se fosses meter o pepino onde Sabastião meteu as favas era melhor e, certamente, não brincavas e, muito menos te rias.

É tão bom ter quem cozinhe por nós

Desde há muitos anos que sou a cozinheira de serviço permanente, uma coisa de trinta e tal anos, (desde que me casei, prontos, que antes eu era a menina que não fazia nada) e, todos os dias tento fazer diferente, mas o que é certo é que se assemelha sempre igual; por mais voltas que dê ao miolo acabo por cozinhar sempre da mesma forma. É um ritual que se repete dia após dia.

De vez em quando tenho quem faça as honras ao meu paladar e me delicie com outros cozinhados. Isto acontece quando visito a minha filha, que tem um cozinheiro esmerado há mais de dez anos, e quando visito o meu filho que tem uma cozinheira há pouco tempo mas que é uma óptima fada do lar.
E eu, que sou apreciadora de um bom prato, tento não abusar quando ele e ela me preenteiam com gastronomia da sua terra: Minho e Beira Interior.

Fotografia: Ponte de São Sebastião, Ribeira de rio Caria (afluente do Zêzere)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Doze anos escravo

Sessão de cinema em casa, sentada no sofá com toda a comodidade.
Nada bate o conforto de ver um (bom) filme aconchegadinha, com um manta nos pés,  pernas colocadas no puf, sem pipocas a serem trituradas, sem ruído de bocas a mastigar batatas fritas, sem telemóveis a tocar e risos trocistas quando a cena é séria, enfim, cinema em casa em boa companhia com uma caneca de chá na mão.
Do filme? Mais um que gostei, aliás, sou cinéfila assumida. Um senão, embora seja a minha modesta opinião: alguns momentos parados na mesma cena, quiçá, para criar emoção, mas não havia necessidade.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Uma dúvida que "matormenta"

Ora digam lá, esclareçam-me. Um aluno no segundo ano de medicina já é médico? E a namorada no primeiro ano também é médica? Presunção e água-benta cada qual toma a que quer, e este casal tem rios de água-benta, para não falar de presunção.
Acho que se é depois de ter a licenciatura que, como o nome indica, é licença para exercer. Ou sou eu a burra?!
Dúvidas, só dúvidas esta minha vida!

A minha não é igual à tua


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Olhai os lírios do campo...

...apanhados por estas mãos crimonosas que não podem ver uma flor a embelezar o campo e, têm de colhê-la para repousar num jarro, na sala, cuidados pelas Pulgas.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Até sempre, um dia talvez, amiga, nos encontremos

Um balde de água fria ou um murro no estômago quando ontem vou ao feicebuque dar os parabéns e desejar muitos anos de vida a uma amiga e deparo-me com um vídeo e umas palavras que a princípio não percebia. Palavras que se referiam à sua curta passagem, às viagens que tinha feito, aos sonhos desfeitos Comecei por ficar incrédula, admirada, pois que sim, desde antes do natal que não publicava nada mas, pensei que seria um pouco cansada desta vida virtual.
Mas não. Apercebi-me que tinha falecido. Com 53 anos achou que não queria viver mais e pôs termo à sua vida.
Um choque, estou desfeita com esta notícia. Já não bastava um...
E, novamente a pergunta: porquê? Uma certeza eu tenho: os amigos que fazemos na vida virtual acabam por ser da nossa família e amigos reais. Ela era real apesar de nunca nos tocarmos. Só ela saberá a razão de colocar um ponto final na sua vida.
Um choque.

Acácias (ou Mimosas) no Douro

Rio Douro encondido por detrás de uma Acácia (como se diz por cá), ou Mimosa (como se diz por lá), mas sempre belo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Escolhendo o destino das minhas próximas férias

 Recebo um imel (inglês) de propaganda da Easyjet sobre destinos em conta, prontos, laucoste (inglês) e a ter em conta para férias. Viagens acessíveis a cinquenta euros, a vinte euros, a trinta para lugares daqueles que fazem crescer água na boca e adoçar o bico, daqueles que (como eu sou uma amante de viagens) fazem babar até os cachorros. Pior é quando se clica no destino a baixo preço e esses, puf...evaporaram, desapareceram ou, nunca existiram a não ser para chamariz de tontos e tontas como eu que acreditam em destinos exóticos por dá cá aquele euro.
Rásparta esta vida de reformada!
Por isso, como destino escolho aquela ilha paradisíaca ali a meio do oceano Atlântico em frente a África onde está sol todo o ano. Sabem onde é ou querem as coordenadas? Destino laucoste só se for em casa.

A receita do quentão e porque não?

Têm chovido mensagens, telefonemas, imeles, e nunca o carteiro teve tanto trabalho por aqui na minha zona, tudo, mas tudo por causa da receita do "quentão".
E perguntam vocês por que é que o "quentão" aquece e faz sorrir? Ora bem, o nome faz juz à bebida que aquece pa caramba.
Vinho tinto, gengibre, açúcar, canela, umas cascas de limão, cravinho da Índia tudo misturado e...ferver até borbolhar.
Beber quente mas, cuidado, para não cair a pele deibeiças (de tão quente!). Chorar por mais...

Servir em copo de barro para manter o calor.
Se não aquecer o corpo com um copo, não tenha vergonha e sirva-se de mais um. Se mesmo assim não esboçar um sorrisinho não hesite em beber mais um copito e verá as gargalhadas que dá.
Faça a sequência: Beber-cair-levantar-beber-cair e...gargalhar. Tente seguir uma linha recta e verá a dificuldade. Quentão uma bebida que derrete o gelo.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Hoje tirei o dia para surfar

Não passou de hoje até porque o fim de semana está quase lá (viva!) e teria de dar aquela volta. Munida da prancha aproveitei a melhor onda e, cá te vistes!
Surfei e bem, uma prancha, que era mais uma tábua, água para molhar e ondas muitas ondas; em pé meti o turbo nas mãos e surfei...surfei...surfei. Agora estou praquí prostrada, embuseirada no sofá, mas valeu a pena e como diria o outro aquele que diz que a alma não é pequena já fiz o que ainda não tinha feito como diz o outro.
E, como diz o outro: era uma volta que tinha de dar assim já dei. E, voltando a dizer como diz o outro...afinal tudo está bem quando acaba bem, como diz o outro....engomei toda a tarde.

Quentão - uma bebida que dá calor e não só

Nem sabia o que era esta bebida, mas assim que provei gostei e aqueci. Estava um frio de rachar lá para as bandas de Santana e, ao queixar-me de frio, diz a senhora detrás do balcão: olhe, para aquecer beba "Quentão". Bem, só pelo nome aferi que ia aquecer assim num estalar de dedos.
E foi. Aqueci o corpo, a alma e soube-me como se fosse a última bebida existente na face da terra. Tomei dois, pois que só com um iria aquecer meio corpo. Saí da taberna feliz quente e a rir. Quentão, uma bebida para aquecer os ossos. E faz sorrir e gargalhar...

"Dilhema" da minha vida


Assim que emagreço, as bochechas ficam chupadas, metidas para dentro, aparecendo rugas a mais do que as que tenho por inerência da idade e por falta de dinheiro para fazer umas injecções de botox. Ora, isso aborrece-me pois começam a dizer: "ah, tás mais magra" (uau, ainda bem, óptimo, e faço um sorriso largo), "mas tás mais velha" (prontos, borrou a pintura! E faço uma carranca, arregalando os olhos).

Ora, isto chateia-me monumentalmente e resolvi tomar uma decisão: ou como à farta e fico gorda, mas com cara lisa e sem rugas, ou continuo a proibir alguns alimentos à boca e, em contrapartida, meto dois ovos, um em cada lado da bochecha e assim, certamente, ficarão lisas e esticadas e só me dirão: "Whaw, tens a pele lisa, mas tás inchada!"
Só "dilhemas" esta minha vida, só "dilhemas!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Que tal este gato?

Antes que o dia Mundial do Gato termine...

Vá lá, perguntem-me

- AvoGi, já passaste a roupa a ferro? Eu respondo que ainda não, mas estive a olhar a máquina de lavar que além de descer escadas, tingir, encolher e alargar agora deu-lhe para aquecer que até ao abrir a porta fico com as lentes de contacto embaciadas. Mentira, são as lentes mas dos óculos. A roupa ferve a cem graus que nem consigo pegar nela. E depois, prendeu na rotação rápida quese não chegasse a tempo ia encontrá-la desfeita, tal era o calor que libertava. Tudo, mas tudo para atrasar a tarefa de engomar a roupa.
Shite, não consigo me concentrar...
Dilemas só dilemas!

Será que eu não mereço ser feliz?


Uma pessoa quer, uma pessoa deseja, uma pessoa reza, uma pessoa já experimentou de tudo e nada resultou. Odeio-a odeio-a.

Alguém sabe o que fazer a uma cesta cheia de roupa para passar a ferro sem ser passar a ferro, tipo, esgaçá-la toda?
Roupa para engomar não me dá felicidade. Eu mereço ser feliz.
Dava-me, sim, saber que a moda era andar nu. Nessa altura, eu seria feliz.

Eva, para que olhaste pá maçã do Adão? Bem, enquanto não me respondes vou passar a roupa a ferro e ser infeliz.

Não gosto...

...De unhas coloridas com desenhos motivos e alusões a dias determinados, nem com pintinhas, bolinhas, fitinhas risquinhas...
Já disse que sou conservadora, não já?
Para mim, unhas como manda a lei: de uma só cor. Vermelho o meu ideal
Já disse que gosto do Benfica, não já?

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Antes de me retirar quero que saibam que...

...passsei um fim de semana pra lá de bom.  Maravilhoso mesmo. Muito frio, muito aconhego, muita amizade, boa comida, boa conversa, boa bebida e, de entre essa boa bebida o "quentão" foi o escolhido.
E neve não vi nenhuma, mas adorei sentir o granizo a bater no corpo.

Neva, onde?

  • Aqui não. E foi onde estive. 

A melhor imagem do dia é...

...O meu gato - RucaII a olhar o céu e ver a chuva cair. Até que se apercebe que chuva é água e, como bom gato instruído e letrado que é, recolhe-se. É que, do céu cai baldes e banheiras cheios de água. Agora jaz, deitado, a passar por umas brasas depois de ter comido uma pratada de ração.
Que vida boa.

Fotografia: Dentro da máquina de lavar lugar de eleição, mas agora não.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Por vezes, até me surpreendo com a minha esperteza


A sério. Surprendo-me, como posso ser tão...tão... caramba.
Coloquei os sapatos no parapeito da janela para arejar do cholé diário e, porque estes camafeus não são de raça e enjoam como o demo, ponho-os no parapeito assim o cheirete vai para fora, mas esta cabeça de melancia não se lembrou quando viu chover que nem cascatas, só quando uma pessoa vai fechar a janela é que...
Ai, esta treta! Digo para mim e para os sapatos que mais pareciam umas canoas, mas que coisa esta!
Agora estão ali a secar, mas dentro de casa, em cima do desumidificador e a libertar um belo dum semelle (inglês)...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hoje é dia dos namorados? E isso contribui para a minha felicidade?


Atão se sim, se acham que, por haver um dia reservado aos namorados há que comemorar, abra-se os festejos e siga para bingo, embora eu esteja mais virada para o dia dos avós, da mãe, do pai, da família. Que querem? Sou retrógrada eu sei, mas há muito que passei a fase do namoro.
E que tal, já que estamos a falar de namoro, namorados, haverá algo mais romântico que namorar ao luar?

Fotografia: Lugar de Baixo, Ponta de Sol (sou mesmo uma romântica! Adoro o luar)

Por esta blogosfera fora é o que mais se vê. E não me refiro ao dia dos namorados

Eu, repito, eu e só eu, não consigo estar mais do que um segundo num blogue que só apresente roupas - e há muitos a proliferar nesta blogosfera onde é mais fácil copiar e pastar fotos de roupas do que escrever. Possas, pah, não sou feichone já me convenci disso mesmo no dia em que percebi que roupas a mais só ocupam espaço e criam mofo. Mas se fôr uns sapatinhos já o galo canta de outra forma.
Manias, pronto.

Eu sei que o blogue é a minha cara...

...Também sei que por uma questão de fidelidade não se deve andar (sempre) a mudar o aspecto. Eu sei isso tudo, mas também sei que gosto de inovar, mudar e, como diz o mê senhor, qualquer dia chega a casa e está ela virada para poente em vez de para nascente porque, eu sou rapariga que, embora conservadora em vários aspectos - e a prova é que conto com 36 anos de casamento - mudo os móveis de sítio, as plantas e tudo o que consigo arrastar sozinha.
Isto a propósito da mudança de modelo do meu humilde casebre. Até ver, está assim, a modos que, esverdeado.
Dúvidas, só dúvidas esta minha vida.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Irrita-me solenemente...

...ver uma criança que já frequenta a catequese e deve ter, quiçá, sete anos vir de chucha na boca. Pronto, era só isso, é que, mete-me nojo. E dá-me uma coceira no miolo.
Não tenho nada a ver com isso, eu sei, e até pode vir de fralda, de cigarro na boca ou até a mamar (refiro-me nas mamas da mãe) mas é que, há situações que me transcendem. E, volto a dizer: não tenho nada com isso. Eu sei.

E foi assim que aconteceu

O tempo tem-me ajudado na tarefa de secar a roupa. Tive o estandal cheio, agora não. Tive um cano entupido e tive de mexer na porcaria. Tive o cheiro nas mãos durante um dia. Tive uma proposta para passar o fim de semana fora. Tive uma festa de anos no sábado passado. Tive de fazer uma visita ao hospital. Tive uma tarde de conversa com quem nem conseguia falar. Tive tanto trabalho a fazer que nem sabia para que lado me virar. Tive amigos em casa e o jantar foi piza. Retribuí a visita no dia seguinte. Tive uma noite em pleno. Tive de ir ao aeroporto fazer uma pergunta. Tive a resposta logo e já transmiti a outros. Tive de fazer um esforço para não chorar quando falei com a minha comadre. Tive de relatar a forma como a vi a outras pessoas. Tive tantos telefonemas de pessoas a querem saber do seu estado. Tive de engolir várias vezes para dizer tudo sem embargar-me a voz. Tive tantas saudades de dançar que dancei no hospital. Tive um sorriso tão franco de uma criança. Tive tosse e rouquidão durante a manhã.
Enfim, de resto tudo normal.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mas há mais alguém que chore a ouvir fados?


Estou muna chorona, aceito. Ouço um fado e, tungas, as lágrimas saem dos olhos e, por mais que não queira, elas - as lágrimas, têm mais força que eu.
Há fados que me marcam. As letras, a sonoridade a entoação fazem com que aconteça. A Chuva, Gente da minha Terra, Povo que lavas no rio, Barco Negro que, até quando trauteio a voz fica embargada.

Isto a propósito do fado: "Chuva", originalmente cantado por Jorge Fernando e que cantado por ele, não tem tanto impacto, para mim, como cantado por Mariza, Berg e até mesmo Vânia.
E o que me corroi é pensar que sou só eu, isto de chorar a ouvir alguns fados (pronto, admito são quase todos) ou se há mais alguém que chore também é que, podíamos combinar uma tertúlia com comes e bebes a ouvir fadinhos.
Aquilhoáquiacer (madeirense, em português quer dizer: aquilo é que ia ser), comer e chorar-chorar.

Fotografia: chuva no Alvão, perto de Lamas de Olo.

Como é difícil aterrar na Madeira!

A perícia de quem tem na mão a vida de muitos passageiros. Que força, que sangue frio para manter este pássaro equilibrado. É difícil, foi difícil, mas aterrou num dia de inverno com muito vento. E eu que adoro viajar, mas tenho pavor, vejo estas coisas e penso como me sentiria se estivesse lá dentro. Ou não me aperceberia, até.

Alguém diz, e eu assino por baixo: "Veja como é realmente difícil aterrar na Madeira. Tendo em conta as condições climatéricas, este avião consegue fazer uma aterragem perfeita e à primeira tentativa, mostrando a verdadeira qualidade dos pilotos." 
Não percam, vejam.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Supermercado essa volta que tenho de dar

Como já deixei aqui expresso, detesto andar pelos supermercados, como também não gosto de andar nos shopengues a ver as montras (mas para o caso pouco importa) se calhar o defeito é meu, se calhar não sou mulher ou sou uma mulher sem gostos, fica ao vosso critério escolher a melhor opção para me criticar (mas para o caso pouco importa), o que é certo é que não gosto de fazer milhas dentro de espaços fechados sem um destino. Isto a propósito de ter de comprar os alimentos para pôr em cima da mesa ou no fogão (para o caso pouco importa).

Descobri que, a melhor altura do mês e do dia para fazer a ronda no supermercado é na semana anterior aos vencimentos e na hora em que a função pública, incluindo professores está activa. É um regalo! Nada de confusões, atropelos e filas, como daqui à lua, nada de gente mal-educada a afincar-se à frente, nada de choro de bebés e birrras do quero-aquilo-e-se-não-me-dás-grito-até-rebentar-os-tímpanos-dos-outros.

Nada disto. Somente os velhinhos de bengala, os reformados sem bengala, e os que, como eu, que não sou reformada e não uso bengala (para o caso pouco importa) mas aproveita o tempo em que os outros estão no seu posto de trabalho (a trabalhar ou não, para este caso pouco importa), para ter o supermercado à sua vontade. E podem chamar-me de anti-social, egoísta que, para o caso pouco importa.

Fotografia: A bella da Paella feita pelo senhor cunhado.

Já sabem da última?

Agora não há razão para não telefonar, do outro lado haverá alguém para ouvir a nossa reclamação. A propósito da notícia que o senhor dos Passos, nosso primeiro ministro, contrata uma empresa por 25 mil euros para atender telefones em São Bento.
Vá lá, vamos todos telefonar nem que seja para dar trabalho aos telefonistas. E já agora, reclamem, façam do telefone um portal de psicologia.
Grande homem, este que dá trabalho, nós é que somos ingratos, não apreciamos a sua dedicação, empenho e poder de encaixe.

Agendar postes

 Eu sou uma máquina neste capítulo do agendamento de postes. Uma excelsia cabeça que pensa conseguir acartar o progesso à frente dele mesmo.
Atão, não é que agendei um poste para, pasmem-se, abram já a boca de espanto, coloquem a mão à frente para reprimir o riso, que isto até tem a sua piada.
Andei à procura de uma coisinha que tinha gatafunhado e, que tinha agendado, para ontem, dia 9, tal foi o meu espanto quando não vi a coisa prantada na face do meu humilde casebre!
"Oh, diacho!" disse pra mim, uma vez que não estava mais ninguém ao meu lado, pois é o dia de folga de Moi-Même, "queres ver que ...." e nem terminei a frase, fui logo a correr ver a asneira, sim, que só podia sair asneira...
Chego à mensagem, já cansada de tanto correr, para ver o agendamento e...é agora, pasmem-se...
Ia ser publicado a: 09-06-2184.
2184?! Não me perguntem como aconteceu, pois não sei.
Até me ri, e gostaria muito de cá estar nessa data para ver publicado o meu postezinho. Mas, nem que pedale, nem que seja boa rapariga, nem que me porte bem não terei essa graça.

Fotografia: Eu e a Pulga - a maiveilha no Parque de Santa Catarina

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tudo por causa de uma vaca

Há cada vaca, e o pior é quando se atravessa na nossa vida, ou na vida dos outros, e causa danos.
Foi o que aconteceu, hoje, em Vila Viçosa, a duas pessoas quando o carro em que seguiam colidiu com uma vaca que se meteu entre eles.
Isto não tem piada, mas estou aqui a pensar o que diacho aconteceu ao triste do bovino.
 Falam que as duas pessoas foram encamimhadas para o hospital e, não se referem se, a vaca foi encaminhada para o matadouro. Ou para casa.
Leiam tudo aqui. Sei quem não vai comer carne dde vaca nos próximos dias. Eu aviso, se comerem carne de vaca tenham em atenção, ainda vem com um volante embutido.

Ironia é isto

Eu não diria melhor que esta página do Facebook: "Sem abrigo, uma questão social."

Agora que acabou o FactorX...

...o que vou fazer ao domingo à noite?
Pronto, ocorreu-me uma brilhante ideia. Vou fazer tricot. Afinal....não posso, não sei onde guardei as agulhas. Ah, exacto, crochet. É isso. Vou fazer uma toalha, uma colcha e umas cortinas. É melhor não. Da forma como gosto de me despachar, e ver o fim das coisas, iria sair um naperon, uma manta de bebé e uma tira para colocar no parapeito da janela.
O ideal será mesmo ir buscar as meias que tenho ali e apontear. Mas não tenho o ovo, aquele que se coloca dentro da meia, (bai de uei, alguém tem?) eu sabia que não, por isso, opto por pegar nelas meter os indicadores no buraco tornando-o maior e deito-as no lixo.
É que, realmente, não sei o que vou fazer nos serões de domingo, agora que o FactorX acabou.
Dúvidas, só dúvidas!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A Catedral está a cair

O estádio do Benfica é coberto de lã de vidro, e isso é lixo?! Oh, diacho, não percebo, nem sabia! E está a cair.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Já não há homens como os de antigamente

Quando eu ouvia a minha irmã mais velha dizer: "mas o que é que a Elisabeth Taylor tem mais que eu? Só se for os casamentos!" Eu, que era miúda, não entendia esta frase, pois que, nessa altura não havia casamentos entre duas pessoas, mas sim, casamento. Era outra época, e, nessa época, os homens tinham amantes. Dava, até, estatuto ter mais que uma.
Abre parêntesis para dizer que: conheci quem tivesse sete. Repito, sete, uma para cada dia da semana, além da mulher com quem tinha casado. Era o "Come Terra". Não me perguntem a razão do apelido, quiçá, comia terra para poder alimentar as sete...não, as oito mulheres, ou então...enfim, deixo aqui umas reticências e pensem que ele em vez de comer carne...
Mas, adiante, e fecha parêntesis...
Isto vem a propósito desta onda de casamentos e descasamentos. É que, assim que se desvinculam de um vinculam-se a outro. Será a busca constante da felicidade? Ou será que os relacionamentos são como a moda, e muda de estação para estação?
Ou, então, as pessoas deixaram de ser conservadoras e agem com o casamento como fazem com a roupa. Não gosta deita fora ou dá a outra pessoa. O pior, o pior é quando, depois de ter deitado fora, ou dado a outra pessoa chega à conclusão que, aquela pecinha de roupa, afinal, era a que assentava que nem uma luva!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

E eu não disse que havia mouro na costa?

Afinal há mazé uma moira. O Teixeira, ex da Claúdia Vieira, foi apanhado aos beijos com a Sara Matos.
Até os trato, hoje, tu cá-tu lá. Oras, eu adivinho cada coisa excepto os números do estapilha do totoloto, euromilhões e sorte grande.

E quando se pensa que não há mais nada que possa acontecer...

...Rebenta a bomba entre os amigos, espalhando a revolta, a indignação e o espanto.
Ou seja, não podia ser pior o início do ano. Uma catástrofe para abalar a amizade e pôr à prova os sentimentos que julgávamos não existir. Destroçados, incrédulos, questionando a razão, depressivos, mas vamos aproveitar os momentos e guardar as questões que nos matam para outra altura.
E, hoje, soube bem aquele café ao fim da tarde. E muitos haverá...
Depois, depois que venham os tratamentos, a queda de cabelo, os vómitos, as tonturas que tudo se consegue quando temos amigos à nossa volta.
Melhoras, minha cu...madre (tratamo-nos assim, sempre).

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Here comes Honey Boo Boo

O que tenho aprendido a ver esta família, nem imaginam.

Para saber se o esparguete está cozido, joga-se à parede. Uma maneira de o comer é chupar até mais não, colocando a boca na roda do prato. Um molho especial é tomate e maionese, que vai ao forno para aquecer, depois deitar por cima do esparguete com muito queijo. Chupar e chupar, comer com as mãos e limpar na roupa.
Falemos agora de salsichas. Comem-se cruas e mete-se toda na boca, logo de seguida aperta-se o frasco de quetechape que está em frente à boca praí a uns dez centímetros, para que o conteúdo caia directamente na boca.

Falemos de assoar o nariz. Basta para isso ter à mão uma ti-sharte, que vá para lavar ou seja: suja. As meias que andaram todo o dia a esfregar no chão servem para dormir à noite, não importa que estejam sujas ou encardidas.

Não consigo fechar a boca quando veja esta série. É que me espanta, e pergunto a mim mesma se será assim na realidade ou se é encenado.
Vejam o vídeo.

Mais uma vida perdida!

Novamente, a Ponte do Ribeiro Seco no Funchal foi palco de um suicídio. Estas situações vão sucedendo com maior frequência. Nunca se verificou tantos suicídios como de há uns temos a esta parte. Problemas familiares, amorosos, de dinheiro ou somente falta de estímulo, achando ser esta a melhor solução.

Eu entendo como um acto de coragem colocar-se em cima do varandim e atirar-se sem pensar em mais nada a não ser em pôr um ponto final. A falta de vontade em procurar ajuda, a falta de motivação para resolver de outra forma, a não aceitação da verdade ou da realidade e, principalmente, o desespero serão os motivos para concretizar a ideia. Foi, certamente, o caminho mais fácil e ali, na ponte, à mão.
Deve estar amaldiçoada, ou quiçá, um magnetismo que impulsiona aqueles que têm pensamentos suicidas, porque este é um acto pensado, estudado, não acredito ser de ocasião, do género: E se....? Já agora.... Porque não....?
Mais uma vida perdida, mais uma família destroçada!

A notícia de uma separação é tão badalada?

Já não há cabeça que aguente nem olhos que leiam a notícia da separação de um casal mediático.
É a vida espalhada e exposta em todas as revistas.

«Nestes últimos meses temos vindo a lutar pela nossa relação e ficamos com a plena consciência de que fizemos tudo para mantê-la. Não conseguimos, porém, ultrapassar estes momentos menos bons e decidimos separar-nos. Ficam 9 anos muito bons e intensos e uma amizade para o futuro», indica, por seu lado, Pedro Teixeira.

Meses? Amiga e amigo, num casamento luta-se anos, e tenta-se ultrapassar esses momentos, não é ao primeiro sinal que se arruma as bagagens e, certamente, não fizeram tudo. E depois, passar de amantes a amigos.....hummmmm, não era para mim. Eu até acho que, hoje em dia se casa já a pensar que, ao primeiro sinal, ou ao primeiro desacordo, arruma-se as botas. Estou a generalizar, nem sempre é assim. Nem sempre se abandona o barco ao primeiro sinal de tempestade.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pensamento meu: Mãe aos quarenta avó aos oitenta

Isto de ter filhos depois dos quarenta, deixa-me estarrecida. Imagino que, quando o adolescente já com vinte anos encetar o caminho da universidade é acompanhado...se for, claro, por uma mulher já na casa dos sessenta.
Ora, sessenta, para mim, é idade de avó. Nem a melhor cosmética e as cirurgias que por ventura possam subtrair e alisar as rugas, conseguem inverter o processo. Os anos continuam a somar. E a pesar, pronto.

Se esse jovem tomar como exemplo o percurso da mãe, só terá filhos já na casa dos quarenta, o que tornará a sua mãe, avó aos oitenta anos, mais ano menos ano. Com oitenta anos não terá, provavelmente, "tempo" para usufruir dos netos. São os riscos que se corre quando, por força das circunstâncias, ou por vontade própria, se opta por ser mãe na idade de ser avó.
E, deixem-me somente dizer que não sabem o que perdem...

Fotografia: A Pulga - a maiveilha na apanha dos maracujás.

30 Graus no Brasil? Vou mazé pra lá

Eu já vou para aí, não que, aqui, no meu rural, esteja frio, a saber, estamos com vinte (de)graus e até podia subir mais que eu, cá, não me importava nada.
Porque gosto é do verão, e a falar com uma amiga que vive no Brasil...(Olá Cida olá Brasil prepara a cama e deita água na piscina que já tou indo, mi aguardi)

Ela diz: Veja como são as coisas... Ninguém está satisfeito com o que tem... Qual a temperatura por aí? Por aqui, estamos bem mais de 30... Me manda um pouquinho do frescor da sua ilha tão linda, amiga Gi.


undefined Funchal
quarta-feira, 14:00
Parcialmente nublado
20°C

De uma vez por todas aprendam a circular nas rotundas

Acabem com as dúvidas. Aprendam a circular nas rotundas. Este vídeo explica de uma forma lógica, simples e segura como se deve proceder, acabando de uma vez por todas com as dúvidas. Caramba, será assim tão difícil? Eu, fiquei elucidada. E como não sou inguísta, partilho.
Quem é que quer a vossa segurança, quem é? Claro, eu.

Hora de ponta em Ho Chi Minh - Vietname.
Ide já rotundar...mas antes vejam o video e deleitem-se...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Peço desculpa pela má cara...

...mas estou tão aborrecida com a vida que só me apetece dizer aqueles palavrões impróprios de uma boca saudável, e teria de a lavar com sabão azul e deitar umas gotas de lixívia, da forte; assim, quedo-me, por só mostrar a cara mais agreste à vida. É ingrato saber que alguém tem uma sentença de  morte assinada.
Para quê viver se a morte é certa? Para quê lutar se a vida se encarrega de mostrar que a luta nem sempre se trava num campo de batalha. Para quê trabalhar com afinco se a recompensa é a doença (maldita).Para quê oferecer resistência, se o mal vem de dentro?
Para quê? E por quê tu?

Vamos fazer a dança da chuva ou a corrente de oração

Isto dá maçada, mas dá prazer comer.
Li, algures, que no continente português chove baldes e banheiras, que o Pedrocas (nome muito carinhoso com o qual eu chamo o São Pedro) tem deitado litradas de água de cima para baixo.
 Pois, eu entendo que já estejam fartos de chuva, mas eu, como sou do contra, até peço umas gotas dela para eu não ter trabalho a regar as hortaliças. É que, por cá, neste reino encantado da cidade do Funchal, há muitos dias que não cai nada do céu, a não ser poeira.
Tenho sorte, mas também tenho de regar as alfaces.

E já planeia o segundo filho

Mulher corajosa, esta, que aos 45 anos ainda quer um filho. Teve o primeiro aos quarenta (que, na minha estúpida maneira de ver é tarde, muito tarde) e, agora, reune as condições para encetar a saga das fraldas, mamas, sonos, etecetera e tal. O que, para mim, já devia ter começado mais cedo, mas isso sou eu uma retrógrada conservadora e fundamentalista que entende haver uma altura própria para ter filhos, não é depois dos quarenta.

A minha mãe teve-me aos 36 anos e achava-se velha, o que, para a época, era perfeitamente aceitável, uma vez que as mulheres eram mães muito jovens, e diziam, que o bebé - eu podia nascer deficiente e/ou com problemas. O meu único problema é, foi e será, a falta de dinheiro para as extravagâncias.

Há cada uma!

Agora mesmo, esta é bem fresca e fofa, o telefone de casa toca, arrasto-me até ele, atendo e...
- "É a Sandra?" - Isto sem bom dia olá como está fala o...
Digo que é engano e o rapaz não largava, continuava: "então não é de uma loja de electrodomésticos?" Não, respondo já com as labaredas a sair da boca. "Não é da rua tal...?" E diz-me o nome da rua, soletrando e o número da porta. Pelas indicações era a porta ao lado. Digo, novamente, que é engano, que sim é a mesma rua mas é na porta ao lado.
- "Ah, então conhece a Sandra da loja de electrodomésticos?"
Respondo já bruscamente que não tenho de lhe dizer se conheço ou não.
- "Mas olhe era só para dizer à Sandra para me ligar."
Era coisa pouca eu sei, mas eu sou moça de recados? E ia para a beira do muro chamar a vizinha aos berros, é isso? Mas fiquei a saber que a minha vizinha se chama Sandra. Há cada uma.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

E depois fico muito admirada quando não consigo fechar o fecho das calças

A partir destes, sim?
Nem todos os exercícios do mundo, nem zumba, nem (poncio) pilates, nem kuduro, nem a ginástica obrigatória que ainda me vem à lembrança quando penso em coisas tristes, de uma professora de seu nome: Dona Águeda, senhora que me fez a vida mais negra quando andava no Ciclo Preparatório (já agora, que as pulgas de mil camelos te infestem o rabo) me fará fechar e subir as calças, até à zona da cintura, sim, que eu cá não uso calças a cair pelo rabo abaixo, se eu, avoGi da Silva Passos Coelho e Portas comer da forma que tenho comido e da forma que tenho bebido.
Fica aqui o registo e, que me caia um tijolo no dedo mindinho do pé quando me aproximar de uma taça de sonhos ou malassadas.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Quando o telemóvel toca no carro

Será necessário atendê-lo logo ou podemos esperar um pouco até verificar que não põe, em risco, terceiros?

É que, em plena baixa citadina, uma menina ia conduzindo o seu bólide, quando, de de repente, pára. Pára e, até uma pessoa que vai atrás pensa logo que aconteceu algo de grave. Mas não. Era para atende o telemóvel; e os outros, os que seguem atrás que se desemerdem (se a palavra é muito forte substituam por desenrasquem).

Pára, atende e, coloca os piscas, os quatro, a piscar... e ainda bem que os ligou, assim o carro da polícia que rodava atrás dela viu e mandou avançar, mas a menina, que certamente não pensou que era com ela, ou não pensou que era a polícia, deixou-se ficar na faixa, parada (que mais podia fazer?), e, os outros continuaram a mudar, a mudar.
O polícia, como viu que a menina não se movimentava e continuava com a mão na orelha, sai do carro e dirigir-se a ela.
Prontos, o resto eu não vi, mas adivinho.
Toma lá um cartão de ano novo e vai ao multibanco descontar.

Fotografia: Estrelas ou Margaridas num canteiro, na baixa citadina. 

Confirma-se, de fonte segura

...em Janeiro os ginásios enchem-se de gente que quer queimar as calorias adquiridas no Natal.
Se em Dezembro estava às moscas, neste mês, o ginásio que frequento, está apinhado, não há espaço nem para um mosquito. Estou morta por ver se chegam ao final do mês de Fevereiro. E eu só quero espaço para poder esticar braços e pernas. Manias.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ora toma, para aprenderes a ser delicada

Já aqui falei que há uma personagem que, tem dias fala, tem dias que vira a cara, finge procurar o diacho do telemóvel e, só o encontra, depois de passar por mim; outras vezes, sentada à minha frente quando espera pela filha na mesma escola em que espero pelas Pulgas, mexe o cabelo, olha para o céu, quiçá, à espera que caia um bocado de boa educação ou tão somente baixa os cornos, perdão, a cabeça, sempre, mas sempre, para evitar dar de caras comigo para...caramba, dizer um simples "olá".
Ainda há dias a Pulga subiu com a filha e, a dita, falou e sorriu, mas, a maior parte das vezes, ignora-me.

Oras, eu não sou rapariga de deixar créditos por mãos alheias e gosto de tirar dúvidas. Já estive para lhe perguntar se não me conhece ou, se só me conhece às vezes, ou se não quer falar...
Hoje foi o dia. Ela descia eu subia num tratoário estreito, onde não havia forma de passar despercebida, nem com óculos de sol num dia sombrio. Ao aproximarmo-nos e quase a nos cruzar, ponho o meu mais belo sorriso na cara, embora ela estivesse carrancuda e, no momento do cruzamento, olho bem para ela e, com o tal soriso resplandecente que o dia até se iluminou, disse:
- Olá, boa-tarde, como está? - Tudo de enfiada para não me esquecer.
E teve sorte ser só isto, ainda pensei parar em frente dela e pedir para ver o seu menino, mas não quis abusar. E, somente disse "boa tarde" quase sem abrir os queixos. Mas disse. E vai dizer sempre que por mim passar.