Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pede desculpa à menina (ainda a propósito da palavra: desculpe)

"Aquintrodia" no parque estava eu com as Minhas Pulgas e chega um pai com a sua cria, coisa mailhindinha do mundo mas coisa mais estupidazinha da terra, um inção com quatro anos que faz as delícias do seu dadi. A minha Baixinha queria andar no escorrega lá estava o tampão perdão, a criança coisa linda a obstruir a descida. "Tu és feia" disse ela. Baixinha não estimou a afronta até porque não é feia e veio fazer queixinha à sua avó.
Avó diz à Pulga para não fazer caso até porque " quem chama é que é". Vai o GuGu andar de baloiço vai a peste a correr e tira-lhe o lugar. A coisa ferve cá no corpo da AvoGi e uma brotoeja começa a saltar. A dita continua a chamar feia a torto e direito. Caramba, já chateia e vai avó das Pulgas perguntar ao dadi da criança se pode dar uma palavrinha à sua cria. Abana a cabeça que sim e digo à estuporada pequena, coisa mailindinna do universo se acha a Baixinha feia? E depois faço a lição de moral enquanto o dadi continua a resolver os negócios por telemóvel.
Quer saber o que foi, conto-lhe que a minha neta já chora devido à insistencia da menina em chamar feia. Pois, a culpa é da escola, diz ele. Caíu-me o queixo ao ouvir isto.
"Pede desculpa à menina. Não ouves? Pede desculpa à menina". Moita, boca fechada e não sai nada.
"Deixe lá...não faz mal mas que não se repita", digo.
À saída do parque o dadi olha para mim quando passo por ele e com olhos melosos diz-me: "desculpe" com um leve encolher de ombros.
Respondo: " quem tem de pedir desculpa é a sua filha e não o senhor". E anda pá frente, AvoGi c 'atrás vem gente... E com gente deste calibre mais vale não falar.

8 comentários:

  1. Claro, a culpa é sempre da escola...

    r: A das sete deve estar tão gira *.*
    Ainda não me aventurei a fazer uma, mas gostava imenso de fazer, só que tem que ter significado e ser pequena e simples

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  2. Raio dos putos. Tão pouca idade e já armados aos cucos :))

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  3. Ora cá estou para começar a pagar umas dívidas, GI.

    Pois, gentinha assim nem vale dar conta.

    Um beijo.

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  4. A menina era aquilo a que se chama "inducada".
    E o pai um idiota que gosta de chutar para canto.
    Beijinhos, bfds

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  5. nessas situações não me meto, digo-lhes que se defendam...porque zangam-se os adultos e passado um bocado a canalha brinca toda junta. Claro que há pais e pais e miúdos e miúdos...mas delegar "as culpas na escola" é quase sempre essa a resposta de quem não está aí!!!!

    Beijos

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    1. Fatyly, uma das minhas funções na vida profissional era a gestão de conflitos, o hábito ficou. A menina não deixava a minha neta andar, agia como se o parque fosse dela. Além disso mostrava a língua e chamava feia, constantemente. Se o pai não agia como protector de uma das partes agi eu como defensora da outra parte. Falando é k se entende.
      O pai nada fez a não ser dizer para se desculpar, não sei se por a chamar feia , mostrar a ki gua ou por não permitir que outros usassem o escorrega
      Kis:=>}

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  6. Há pessoas hoje em dia que não sabem educar...

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  7. Eu não sou de bater, mas que às vezes dá vontade de andar a distribuir chapadas, dá!
    Até no meu sobrinho, quando andava na fase de dizer que tudo era cocó. Ou nos meus primos mais novos, que era a moda do "chulé". Enerva!

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