Hoje foi dia de médica de família para as costumeiras análises de entrada de ano, sim, que por mais que passe os anos como aposentada eu continuo a funcionar com o ano novo em Setembro, que querem?, ossos do ofício...e a médica já conhecida cá da gente, dizia ao mê senhor que tem de ter cuidado com a alimentação, está um pouco acima da média e depois, o coração...!
De repente olha para mim e diz:
- Ele não come o mesmo que a senhora. É que tá magrinha!
Soltei uma gargalhada daquelas sinceras, fortes, ressonantes. Logo eu que tenho a mania que estou gorda, que preciso de dieta, que não caibo na roupa, que fico triste ao olhar o meu corpo empregado (cheio de pregas, leia-se), afinal estou "magrinha".
Ou as lentes dos óculos não estão com a graduação certa dos olhos dela, ou quis ser delicada, ou fez confusão com outra. Outra, leia "outra mulher" e não "A outra mulher".
Por isso meu pipole darlingue ofe mai rarte hoje vai avançar uma dose de tripas ao almoço com um arroz de cabidela e umas entremeadas, ou quiça uma dose de feijoada com umas entradas de paio, chourição, morcela, farinheira, hã? Que tal?
Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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Aiiii, um arrozinho de cabidela, que delícia *.*
ResponderEliminarUi! Cada vez estás mais malvada, a falar de coisas que marchavam e era já :)
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