Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

terça-feira, 31 de março de 2015

Este rapaz é um judeu

O mê Gugu acaba de jogar um rato de computador com o qual brincavam. Baixinha, a alcoviteira de serviço permanente sobe a correr os degraus, de dois em dois, para não perder as palavras que vinha dizer, e comunicar em primeira mão, o acontecimento.: que jogou pelo, que caiu ao chão, que partiu...e agora, avó!...
Chamo o rapazinho para a respectiva sarambanda e mando-o sentar de castigo no banco da cozinha e reflectir no que fez. Senta-se e ri-se, enquanto eu, avó extremosa, tenta, vá lá, arranjar com fita-cola o desdito, olho para ele e digo-lhe, muito séria, que vá pensando em tirar dinheiro do mealheiro para a compra de um.
Bem, aqui é que abriu a torneira dos olhos, e como se dizem em bom madeirense: "ai, Virgem Maria, aquilho à que foi chorar!" Assim que ouviu desembolsar dinheiro parecia filho e neto de judeus.

É ouvir, calar e obedecer

- Avó, já jantaste? - pergunta a Pulga - a Maiveilha, quando ontem, à noite, chegou para dormir. Disse que não.
- E já fizeste o jantar, pelo menos?! - novamente disse que não.
- Atão o que fazes, sentada, agarrada ao telemóvel?
Lá língua afiada tem ela.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Error 503

Mulheres e homens da minha vida e lides blogosféricas, hoje, sempre que entro nos blogues dá "error 503". Nem refrescando se volta à página inicial. Sempre este malvado, logo agora que tinha um tempinho livre para (meter o bedelho) visitar, retribuir as visitas.
A gerência.

Pensamento meu

Não entendo, a sério. Pessoas que andam desde Outubro a maldizer o frio e, nas férias da Páscoa vão para a neve em vez se optarem por lugares com sol, calor. Não é um contra censo?

Poder eu posso, mas com calma e quando puder

Domingo cheio de sol e de gente já em biquíni a passear o corpo pelo Paul do Mar...
Estava eu à beira do balcão para pedir duas caipirinhas quando um jovem com uma criança às cavalitas, muito educadamente, pedia-me licença para passar. Eu olhei para ele e mantive- me quieta, sem, contudo, desviar o olhar. Volta a pedir, mas em tom mais alto já com labaredas a sair dos olhos e dos ouvidos.
- Pode-se afastar, por favor? - pronunciando cada letra muito bem, não fosse eu estrangeira ou surda.
Olhei-lhe bem dentro do olho e a sorrir digo.
- Poder eu posso, mas só quando tirar o pé de cima do meu.
E as labaredas dos seus olhos transformaram-se em desculpas. E risos.

domingo, 29 de março de 2015

Eu explico, afinal nasci para indicar o caminho da luz

Há dias, uma amiga de muitos anos das lides tauromáquicas, perdão blogosféricas, dizia-me, e com razão, que este meu humilde casebre antes colocava uma fotografia em cada mensagem e agora não.
Tens toda a razão e dou a mão à palmatória, mas não batas com muita força olha a minha idade, respeito, sim?, é que antes eu "trabalhava" como dizia a tia-velha, saudades dela, saudades!, no computador onde tenho o pequeno espólio de 234 578 123 fotografias arquivadas.
Os tempos mudaram e, presentemente, trabalho na "lambreta" (o m q tablet) ou no telefone, vai daí nestes dois só tenho assim uma módica quantidade. Ela até teve o desplante, brincando...de dizer que muitas vezes vinha cá " só para ver as fotografias", ora uma p' ssoa escreve escreve e afinal só olha pó retrato?
Atão sirvam- se de uma bola de Berlim enquanto eu trato das fotografias. Uma só, sim?

sábado, 28 de março de 2015

É mais ou menos isto

Aos que me visitam sirvam-se do belo de um tinto, que ofereci ao meu genro no seu dia de anos, é assim a modos que uma pomadinha para a garganta.
Bem, mas desta já não há "foice" toda nesse dia...Mais houvesse...

sexta-feira, 27 de março de 2015

Eu, Moi-Même e Euzinha três a dançar o tango

Sentadas no canapé, logo a seguir ao almoço digo a Moi-Même que a casa de banho está para limpar. Ela olha para mim com cara de "mete-nojo" e mantêm-se deitada, sem contudo me fazer crer que dali não tiro nabos da púcara nem limpeza da casa de banho. Olho para Euzinha, a brasileira à experiência (uma vez que Moi-Même não tarda muito vai ser recambiada para a sanzala de onde veio, em virtude de ser uma calaceira para o serviço), que é dócil, trabalhadora, sensível às limpezas, uma verdadeira fada do lar. Ela olha para Moi-Même e abana a saia rodada como se fosse desfilar na escola de samba do Tipué, no carnaval e desata logo a limpar o pó e a varrer o terreiro.

Eu, madame que nada faz por ter, agora, Euzinha, digo-lhe para fazer o que ainda não foi feito, a modos que Pedro Abrunhosa, ementes eu descansava este corpo Danone e massagava o ventre cheio de uma bela duma caldeirada feita por Moi-Même, vá lá, pelo menos ainda faz umas comidas deliciosas.
Olho para o alto do terreno e vejo aquela peste de Moi-Même a plantar umas alfaces que eu havia comprado. Imaginei logo que a confusão entre elas (Moi-Même e Euzinha), pois sei que quando ela mexe na terra suja sapatos, roupa sem falar nas unhas dos pés e mãos, cabelo, pois que dá-lhe sempre a comichão no alto da cachimónia quando tem as mãos sujas.
Imaginei de seguida a casa de banho limpa a brilhar que dá para se ver ao espelho no chão de azulejos, quando a louca de Moi-Même entrar com terra enfiada nos regos dos sapatos de sola de pneu.
Não tardou muito, assim que entra na casa de banho limpa e deixa terra por todo o sítio, oiço Euzinha a maldizer a hora, o minuto e o segundo em que esteve de rabo para o ar assim a modos que alemão em tempo de guerra a limpar, a escafiar a casa de banho.
Eu nem sabia se brigava com Moi-Même se elogiava Euzinha.

Fotografia: Praia do Almirante Reis, no centro do Funchal

quinta-feira, 26 de março de 2015

E depois digam que sou egoísta e não partilho as novidades

Acabei de ler que "ter um bocado de gordura abdominal, pode ser, na verdade, benéfico, pois protege os órgãos mais sensíveis, tais como estômago e intestinos..."
Bem, eu nem li mainadinha, isto chega para me dar por satisfeita por transportar todos os dias este pneu à roda da cintura.
Mulheres da minha vida, falo para aquelas que como eu têm uma roda de gordura ali ou aqui, e massajo, neste momemto, o sítio do costume, sintam-se vaidosas e gritem aos quatro cantos do mundo, embora ele seja redondo como uma bola de catchu, que ela está ali com uma finalidade: proteger os orgãos interiores e, não a tiram porque não querem ficar desprotegidas, sim, não é porque não conseguem por mais exercício que façam. E se virem aquelas com mais gordura na barriga pensem que essas são mais previdentes e receosas, por isso duplamente protegidas.
Ai que alegria abrir o diario e ler esta notícia. É que assim dá-me forças de usar aquele biquini reduzido e mostrar a minha protecção abdominal.

Daqui a dias só há a carcaça da Angelina

Refiro-me à Angelina Jolie. Já tirou mamas, agora ovários e útero, pelo andar tira estômago, fígado, rins e por fim o cérebro.
Não sei se será a melhor opção, mas quem sou eu para dar opiniões, aliás, ela nem me perguntou quando há dias estivemos na passadeira vermelha e olhem que passámos um bom bocado juntas a falar de crianças: ela dos seus seis filhos eu das Minhas Pulgas, de doenças e de, vá lá, do seu Brad que é qualquer coisa de bradar aos céus.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Os dilemas da minha vida

Ponho ou não toalha no chão? É que não houve tempo.

À noite só à noite

Não não estou a trautear a cantiga pimba, nada disso, estou a dizer que é só à noite que conto histórias às Pulgas, na cama. E não há vez nenhuma que durmam sem a história. Ontem não foi excepção.
Avó, conta uma história, pede um de cada vez. Só se estiverem quietos sem abanar a cama, digo. E começo a contar: "era um vez uma linda princesa que casou com um lindo príncipe e foram felizes para sempre".
Silêncio.
Só? Só isso? Quero uma história longa, e no escuro vai a mão da Baixinha desenhando uma linha.
Uma história de mais ou menos quinze minutos, dia agora a Maiveilha.
Era uma vez.....e calei-me. Então? Continua, avó. Vocês disseram longa e  de quinze minutos. Estou a fazer o que pediram. É quinze minutos....de silêncio.
Ai, que chata é esta avó! Quinze minutos com palavras. Entendes?, explica a Maiveilha. Ah, agora percebi, digo.
E começo: "era uma vez uma linda princesa...laranjas limões, anonas, gatos, lagartos, ratos"...e outras imperceptíveis. Hãn?! Avó, não percebo nada. És mesmo chata. Oquei, frases, diz frases em vez de palavras, estou cansada de te explicar tudo, desabafa a Baixinha.
Ah, agora percebi! E contei uma história só que a meio já o me Gu-Gu ressonava, a Maiveilha resfolgava, só Baixinha fazia desenhos no escuro.
Não sou muito chata como ela diz, pois não?

terça-feira, 24 de março de 2015

Era só o que faltava!

Estava eu e mê senhor a preparar a terra para plantar alfaces quando o gato Ruca, que é um preguiçoso que só quer sol e taça cheia de comer (e se fôr do lume ainda melhor, a fumegar se possível) passa entre as minhas pernas, a correr (e eu a pensar que era para fugir antes de levar uma sapatada, mas não). O peste do gato mais preguiçoso que se houvesse prémio para "gato mais preguiçoso não há" ele era o detentor do título, aproveita o buraquinho já preparado para um pé de alface e...ali mesmo agacha-se a fazer a sua necessidade, sem se importar com os presentes, bem, "presente" foi o que ele deixou, não sem antes tapar e bem.
Só depois é que pensou que, por via disto, estava sujeito a um pontapé no traseiro e foge à frente do meu sapato. Mas eu fiz uma boa acção, não o interrompi no acto, deixei- o saborear o momento e depois é que ia levar a trolitada se não tivesse pedido patas ao demo. Gato esperto.

E depois ainda me criticam...

...deitam-me abaixo e pior negam-me com frases do género: "ah, idiotices tuas", "só mesmo tu para pensares isso", quando digo que, ultimamente, tem caído do céu não chuva nem cagadelas de pombas mas aviões.
E cada vez mais tenho medo...não é bem medo é pavor daquele que me faz ficar sem pinga de sangue que mais parece chupada por um vampiro e com dores de parto. Sabem aquelas dores que parece chumbo na barriga a precisar de sair por um buraco de agulha? São essas que sinto quando tenho de entrar naquele canudo com uma espécie de asas de águia e faz que voa como um falcão. E, de cada vez que entro num penso que poderá ser a última vez. Digo "última vez" porque juro que da próxima vou a remos e depois abano a cabeça e digo: "ah, sua tonta, atão não vives numa ilha onde viajar de barco é mais caro e mais tenebroso; lembraste dos marinheiros que descobriram esta coisa, lembraste?"
Pronto, e só vinha cá dizer que do céu caiu mais um avião.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Por muito que me custe lá terá que ser

Hoje é dia de festa por aqui, o pai das Minhas Pulgas faz nada mais nada menos que trinta e seis anos (poça, e eu a pensar que era trinta e cinco!).
Reza a lenda que aquele rapazinho que nasceu numa aldeia da serra da Estrela, mais perto de Espanha que da capital, tão cheio de cabelo e tão louro, iria se transformar num homem barbudo e careca. Reza ainda a lenda que quando nasceu uma fada leu-lhe a mão e disse que num futuro próximo ele iria ser cambiado para uma ilha paradisíaca no meio do oceano, e aqui toda a gente olhou admirada para a fada pois desconheciam essa ilha que ficava lá nos confins do sul, para estudar e por lá ficaria, para desgosto dos seus familiares mas, encontraria uma princesa linda de cabelo escuro com ondas como as da sua ilha e seria o pai de três lindas Pulgas que tornariam a vida de uma triste rapariga já entradota na idade e seria estimado como um filho. Ora, a lenda não fala se este lindo rapazinho de cabelos loiros nascido numa aldeia da Beira viverá feliz para sempre pois esta parte a fada só lhe disse ao ouvido, embora os seus pais estivesse de pescoço esticado para ouvir.
Por isso reza a lenda que joje à noite soprará as trinta e seis velas.
Parabéns genro jomem das beiras.
E por isso por muito que me custe lá terei de ajudar o rapazinho, hoje, careca barbudo, outrora cheio de cabelos loiros a comemorar as suas primaveras e a comer aqueles manjares de rei próprios da sua terra-natal.
Digo "por muito que me custe" porque não consigo resistir aos seus pitéus e assim nunca mais eu tiro aquele rolo embutido na barriga.

Por vezes tenho a sensação...

...que sou fotografada pelas costas.

domingo, 22 de março de 2015

Vem dar quase ao mesmo

Estava Pulga - a Baixinha, de sete anos, espevitada mais que uma cozinheira, no colo do avô a olhar o monitor do computador, no google earth, a ver o mundo a rodar e, ao sintonizar a zona da Covilhã, pergunto-lhe se sabe quem vive ali naquele ponto.
Ignora-me e continua atenta ao monitor. É que nem olha para mim, a peste! Não me ouviu? Ó diacho! Volto à carga e, mais alto, lanço a pergunta ao ar, novamente.
''Sabes quem vive ali naquele ponto?" Nada. Não me liga nenhuma, quiçá a processar a pergunta. Então, o avô, baixinho ao ouvido ajuda-a dizendo: "a minha avó."
E, assim que ouviu a resposta, diz em voz alta, desta feita, olhando para mim.
- A avó do avô.

sábado, 21 de março de 2015

É que falam e não se calam

"Bem-vinda, Primavera", é o que leio por todo o lado, mas esclareçam-me, se faz favor, que esta cabeça de melancia oca ainda não entendeu bem: primavera não é, supostamente, dias alegres de sol mesmo que pouco quentes? Pimavera não é dias de chão seco, sem folhas deitadas ao chão pelo vento? Primavera não é idas à praia e cervejas ao fim da tarde juntamente com doses de lapas e camarões?
Atão como é que ainda ontem as Pulgas foram à neve e, deixem que vos desabafe, também adorava ter ido, chove, está frio que só apetece chocolate quente e botijas de água nos pés e ando de casaco, expliquem-me. É que eu estou baralhada ou vocês estão mortos de saudades da primavera e já a vêem por todo o sítio.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Às vezes penso que tenho bom gosto


E os outros, os que respeitam, os que cumprem, é que são os otários, é isso?

Quem está a seguir? pergunta o empregado de dentro do balcão, olhando para mim e para uma rapariga ao meu lado. Eu levanto a senha número 92 e constato que as senhas não estão a funcionar, ou seja funcionar funciona, o empregado é que prefere gritar "quem está a seguir". A rapariga ao meu lado começa logo "eu é que cheguei primeiro, ai dele se não me atende, não tirei a senha mas cheguei primeiro".
O empregado clica até chegar ao 91, pois tinha visto o meu, e ninguém responde. A rapariga continua" eu cheguei primeiro, eu tou aqui há mais tempo".
Ele olha para ela com ar de confiança e diz: "quem chega primeiro é atendido primeiro". Perguntei-lhe a razão da senha, se não é para usar, retirem. É quem nem me ligou. E com sorrisos atendia a rapariga como se eu é que fosse a burra, a estúpida, a incivilizada...
Livro de reclamações, pedi.
Escrevi escrevi escrevi em suma desabafei. Quando entrego o livro ainda o oiço dizer, apontando com o queixo, pois tinha as mãos ocupadas: "não era preciso isso". Só lhe disse que se tivesse respeitado a sequência das senhas, se não tivesse atendido quem não tinha senha, embora estivesse colada ao balcão, eu não escreveria.
"Tem razão" diz- me. Eu respondo "agora é tarde".

quinta-feira, 19 de março de 2015

Bem, já que hoje é o dia do pai vou falar de pais e mães e pais das mães e dos pais

Carta aberta...sim, ainda não a meti no envelope nem passei a língua na cola para fechar...aos papás e mamas e pais dos papás e mamas que vão buscar as suas lindas meninas de laço grande na cabeça e  mochila violeta e meninos de colete e calção pelo joelho ao colégio e interrompem o trânsito porque param a bomba assim a modos que mal parada e ficam ali a criar raízes até que os seus meninos lindos de cabelo engomado e meninas lindas de laço virado para Belém cheguem à porta.
Papás e mamas e papás e mamas dos papás e mamas, saibam que a campainha da escola toca às quatro horas e só a essa hora é que os lindos filhos e filhas e netos e netas saem da sala. Saibam que ainda a porta da sala não é paralela ao portão e não fica ali ao virar para norte. Saibam que as professoras...e aqui deixo o meu longo cumprimento a elas, não estão, como pensam que elas estão, atrás da porta à espera que dê o badalo para mandar os alunos sairem a correr qual galinheiro de porta aberta a deixar bisalhos ao deus dará. Saibam que as suas meninas lindas de laço à cabeça e meninos coisa mailhinda do mundo vêm a patinhar ovos à conversa com os seus pares mostrando o brinquedo...refiro-me àquele que custa mais se quatrocentos euros, que o papá deu pela festa dos seus anos e por isso demoram a chegar ao portão, e porque sabem que o seu extremoso pai, avô, mãe ou avó, estão ali já à espera, mas dá tempo, os outros que esperem, porque " eu" sou a filha de quem sou e por isso esperem. Saibam que o parque perto da escola proporciona meia hora sem pagar mesmo a pensar nos colégios ali à beira.
Atão porque raio chegam à porta da escola às dez para as quatro ou melhor três e cinquenta puxam o travão de mão ficam a coçar os cabelos ou a atender um telefonema da empresa que de tão importante nem ouvem os apitos e businadelas dos outros, e os avós que devido à hora perderam uma tarde de sono e aproveitam para passar umas brasas, as avós que entrementes tentam passar de nível no Candy Crush, e as mamas que passam os olhos na última revista sobre a moda de primavera, sabendo que só depois das quatro é que as lindas meninas de laço grande já virado para sul e os meninos de colete e calção e cabelo penteadinho de risco ao lado chegam ao portão.
Poça, difícil entender, caramba! E os outros é que são os otários, é isso?

quarta-feira, 18 de março de 2015

Pensamento meu: os velhos não têm quereres

Incomoda-me saber que há quem trate os seus progenitores, ou familiares idosos, como se de lixo se tratasse. Incomoda-me saber que depois de tudo o que um pai ou uma mãe fez pelo filho ou filha, este se descarte com a desculpa para o institucionalizar, dizendo que "está melhor do que em casa".
"Lá tem tudo" é o que oiço dizer. Acredito, mas os funcionários nunca substituirão a família, tem enfermeiros que fazem o seu trabalho mas, que nunca darão o conforto de um filho(a).
"Os velhos não têm quereres. Ela não quer ir para o lar mas vai" diz-se à boca cheia, "é o melhor para ela" ouve-se dizer a quem se justifica.
Ainda há dias, falando neste asunto com alguém que internou a mãe quando o Alzeimer lhe bateu à porta, dizia ela e passo a citar: " foi a pior coisa que fiz na vida. Nunca devia ter internado a minha mãe." Também sei que, presentemente, quem trabalha todo o dia não tem condições para cuidar de um idoso. Sei disso e não sei o que faria se estivesse nessa situação.
Não sei o que o futuro me reserva mas espero que as minhas Pulgas cuidem de mim como eu cuidei da tia-velha. Dou-me por satisfeita.

Começo a acreditar neles

Afinal, os senhores da metereologia acertaram quando, ontem, disseram que o inverno vai voltar.
Mas digam-me lá, que esta cabeça anda torta de tanto olhar para o céu em busca dos números da sorte, seilhá, pode estar escrito nas estrelas, não é por estes dias que chega a prima Vera? Supostamente, não será altura do senhor inverno deixar de se fazer engraçado (embora eu não lhe encontre a graça, que eu cá sou uma amante do verão embora me inche a veia), e ir-se, será que ele ainda não percebeu que está na altura de abalar!? Quiçá, espera que a sua prima Vera o acorde com aqueles beijos quentes de sol e abraços de calor ao fim da tarde. Entrementes se o virem por aí, digam-lhe que ela está a chegar, que se prepare.

terça-feira, 17 de março de 2015

Como ter netos e não ter filhos?

Depois de ter dito às Pulgas que nunca na vida enquanto os meus filhos andaram na escola acartara as mochilas às costas ou aos ombros como agora faço por eles que, mesmo pequenos levavam-nas porque eu não era a mula de carga e que mesmo me pedindo eu dizia que era função deles ajudarem a mãe...
Gu- Gu, nem me deixou acabar a lição de moral e bons costumes e interrompe-me.
- Mas, avó, tu tiveste filhos? Tu tiveste filhos, avó? - muito admirado de com esta idade ainda ser fértil e produtiva e por não os ter visto nascer, quiçá, estou a caçoar, mas certamente é porque para ele filhos são crianças e não adultos.
Baixinha que está mais atenta à vida alheia, olha-o de boca aberta de admiração e com as palmas das mãos viradas para cima como se estivesse a rezar o Pai nosso, diz.
- Ó rapaz,  mas então de quem é que achas que é filha a mãe e o Bisalho, hã? Como é que a avó tem netos se não tivesse filhos? Credo! - diz muito admirada revirando os olhos numa de desconsolo por o irmão não perceber... de parentesco.

Como eu era e como eu sou

Ontem, em cada ombro trazia uma mochila, na mão três lancheira e ainda a minha bolsa mais três casacos, e ainda um Gu-Gu na outra (sim, que este menino é um estrepela e tenho receio que corra e pule, atão, afinco as garras na mão dele). As Pulgas, essas, iam à minha frente com as mãos a abanar.
Em chegando ao bólide, mê senhor olha para mim e antes que dissesse algo, perguntei:
- Mas alguma vez eu acartei as mochilas dos meus filhos? - e antes que respondesse respondi eu. - Nunca. Jamé. Sempre foram eles. Mudei, não?

Às vezes tenho a mania...

...que sou fotógrafa.

Regent's Park, Fevereiro 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

Tem realmente muita piada! Eu sou assim

Há pessoas que não medem as palavras. Eu sou uma delas. Há quem não pese. E ainda há quem não pese nem meça.
Medir palavras é um exercício que me dá muita maçada. E não tenho à mão um medidor, mas tenho uma balança. Pesar palavras é um exercício que me dá prazer.

Cameleiras ou Japoneiras vai dar ao mesmo

Por aqui, no meu rural chamamos camélia a flor da Cameleira enquanto que, no Norte de Portugal são Japoneiras. Seja por que mome échamada é sempre um regalo olhar para as camélias que enchem as árvores por esta época.
Não me dá jeito nenhum chmar de Japoneiras, mas o que é certo é que nos referimos à mesma flor quando olhamos para uma camélia.
Terá vindo do Japão a camélia e daí ser conhecida por este nome? Mas por que razão por cá se chama de camélia?

domingo, 15 de março de 2015

Pensamento meu: Cada macaco no seu galho

O problema dos macacos é que alguns se esquecem em que galho estavam quando, nas suas brincadeiras saltam para outros galhos. O problema é que há macacos que não saltam e por isso não saem do seu galho, na esperança de que, nenhum o ocupe. O pior é quando o rei da selva manda que saiam do lugar para dar lugar a outros. Aí, os macacos discutem uns com os outros por causa de um galho, porque na sua perspectiva aquele seria um galho vitalício.
Macacos há que choram quando o seu galho se parte ou quando é partido, deliberadamente, por outros.

Há cada uma! Esta do padre até tem piada.

Atão não é que o senhor padre, homem de Fé, da Esperança e da Caridade não fez o enterro de alguém que devia uns míseros trezentos e tal euros, referente à côngrua, que como diz a Wikipédia "contribuição financeira dadas pelos paroquianos para a honesta e digna sustentação do seu pároco" (a bem dizer, nem sabia da existência desta contribuição). Eu com esta fico a pensar que ninguém vai enterrar o senhor dos Passos Coelho, aquele que deve uns míseros milhões à Segurança Social (ah, deve ter sido perdoado por falta de conhecimento, sim, é diferente deste caso). O morto sabia que tinha esta dívida. O senhor dos Passos não.

sábado, 14 de março de 2015

O que fazer num sábado à noite?

Aceito propostas. Mas desde já digo que não me apetece fazer nada. Fazer algo ou não fazer nada. Dilemas só dilemas esta minha vida!

Isto é que vai ser mandar papaias!

Num cântaro cá do jardim, e sem que tivesse eu deitado sementes à terra, nasce a olhos vistos papaieiras.
Ainda perguntei a Moi-Même, aquela minha empregada que não tarda muito vai de volta para a Jamaica, se tinha plantado. Responde-me, olhando para mim com aqueles olhos esbugalhados como se eu tivesse a doença do esquecimento, e tamborilando os dedos no tampo da mesa vira a cara como se fosse a rainha deste palácio.
Preparada como estava ainda pensei, já de seguida, mandar-lhe umas papaias, mas abri a boca e fechei. Mas não perde pela demora. Sou senhora de mandar algumas.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Gosto de mulheres que falam português...

...e utilizam todas as letras, calmamente. E se possível ensinando aos filhos a maneira correcta de silabar palavras e expressões que não se encontram no dicionário.
Um mulher com o marido e filhos a falar aquele português da ribeira. Para cima de "...que pariu" vale tudo. O marido ri-se, os filhos pensam: "que bem que fala minha mãe, p******  que a ....ariu"
Ai vida!

E vão devolver o dinheiro?

Afinal as SCUT's são ilegais? O nome diz "Sem Custos para os Utilizadores" mas os iluminados de Portugal, que deviam iluminar a cidade não sabem o que quer dizer: Sem Custos para o Utlilizador e toca a taxar quem por lá passa.
E eu, rapariga do rural sempre que ia à civilização avançada tinha de andar a procurar um posto onde pudesse pagar as tretas das portagens antes que os custos fossem superiores ao valor estipulado. E quando saía de Portugal pela porta grande rumo a Espanha e por lá ficava alguns dias? Era "um vê se te despachas" a pagar antes da fronteira que, dar de .....eu ia aqui deixar uma palavra mas é melhor não...comer ao estado é coisa que a mim não me agrada.
Afinal comprova-se que são ilegais as taxas. E vão devolver o que foi pago?
Este nosso país já foi um bom país agora é o que se vê.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Basta eu saber que ele está ali...

...que corro para satisfazer esta gula. Sim, sou gulosa por ele. Se não o tenho não lhe sinto a falta mas se pressinto que está no mesmo espaço que eu, não consigo deixar de pensar nele. E agarro-o com estas mãozinhas sedentas, e meto dedo após dedo dentro dele, bem para o fundo a procurar algo que me satisfaça. Quero tudo, só para mim. Tiro cá para fora e fecho os olhos a saborear o momento. Chupo cada dedo...lambo a palma da mão...limpo os vestígios na boca. Que maravilha! Não é sempre que o agarro com todos os dedos. Hoje sim, e desejo-o porque sei que está ali à minha frente. A minha mente está ocupada, vou lá e agarro-o novamente. Não, é melhor não. Mas só penso nele. No prazer que me dá meter na boca, aos poucos, e trincar...
Meu Deus, porque razão não páro de pensar no pacote de batatas fritas?

Uma chapada nas beiças...

...é o que me parece quando olho para pessoas, digo pessoas porque não são só as mulheres, que colocaram botoquesse nos lábios e neste caso no superior. Olho e penso que está inchado. Levou uma chapada. E nem digo o que me parece quando estão os dois insuflados. Feio, caramba!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Criança não rima com palavrões

Salta-me a brotoeja e coço-me sem parar ao ouvir da boca de crianças pequenas, palavrões. E ainda pior fico, aí a brotoeja espalha-se pelo corpo todo, quando vejo os pais se rirem em vez de os repreenderem. E depois fazem aquele encolher de ombros do género: que querem?, ele tem tanta piada, não tem? E enfiar-se pelo esgoto abaixo, não seria melhor?
Mas afinal, que educação é esta que se permite? Esperem até eles mandarem os pais ver navios no cais.
Ai, credo hoje tou com azia a estas coisas. Desculpem.

Pensamento meu:O que é preciso para ser feliz?

Para mim, mulher exigente, só preciso de me sentir feliz. E basta. Porque a felicidade sente-se. Há pessoas que têm tudo para ser feliz e não são. Porquê? Porque a felicidade é um estado de alma. Não se adquire, não se dá, sente-se. E você, é e sente-se feliz?

Há quem precise de silêncio para dormir...

...e há os que só precisam de ter sono, pois que até dormem de pé no meio da pista de dança com o copo de cerveja na mão.
Adoro dormir, mas de pé, jamé. Há que ter o ambiente certo.
E admiro aqueles que é só deitar e logo desligam-se da vida e ligam o rádio transistor e procuram a música certa mas nos entretantos o rádio vai fazendo aqueles ruídos próprios enquanto não acerta na frequência. Por vezes só música clássica, mas a maior parte das vezes música instrumental...aquilo é piano, é viola, é acordeão, mas a bateria é a que se ouve com mais intensidade. E ópera, não?

terça-feira, 10 de março de 2015

Alguém, por aqui, voluntaria-se?

Fazemos assim: eu coloco a vossa roupa na máquina, sento-me de pernas esticadas a apanhar este sol tão bom enquanto a máquina faz o seu trabalho, que é lavar, sem dúvida alguma, e tu, sim, tu que me lês neste momento...não revires os olhos como se eu não soubesse que estás aqui, não é necessário, tu...vens cá e transformas o monte Everest de roupa para engomar em serra da Estrela, ou até em pico Ruivo, sempre é mais baixo, pode ser?
Quem? Quem?

Mais uma neta...

...a fazer anos.
Hoje é a vez da Baixinha. Sete anos de vida plena, cheia de sorrisos e travessuras. A minha Baixinha é a do meio. A do meio- termo, a do meio-cheio, a da meia-bola, mas não a das meias- medidas.
Parabéns, minha Baixinha, a mais parecida à avó.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Não entendo, a sério

O que passa na cabeça de meninas adolescentes que deixam o meio onde vivem para se juntarem ao Estado Islâmico, é uma pergunta que me assola quando vejo as notícias.
A resposta é simples: a promessa de uma vida melhor.
Ei-las que partem em busca dessa vida. E que recebem?

Há quem não goste de ver dois machos abraçados...

...eu gosto.

Atão mulheres da minha vida...

....contem tudo, não sejam acanhadas. Os vossos amores trataram-nas bem no dia de ontem? Fizeram a comidinha, da boa, enquanto vocês descansavam a canela e o corpo no sofá? Não me digam que foi um dia normal!
Por aqui, juntaram-se os três à esquina, marido, genro e cunhado, deitaram as mãozinhas à comida e saciaram as mulheres. E digo, nunca vi o mê senhor tão empolgado. Eita, ca coisa boa é ver as mulheres sentadas com um copo de vinho na mão e os homens de avental à roda do fogão. Até rimei, caramba!

domingo, 8 de março de 2015

Destas eu gosto, e vocês?

Vá, não se acanhem, sirvam-se da boa da "salshicha" em promoção e são frescas...

Quem será a próxima?

Há uns anos atrás quando éramos meninas casadoiras e preparadas para dar o nó, sempre que alguma casava perguntávamos: "quem será a seguir?", com aquele soriso largo de emoção e felicidade.
Cinquenta anos depois a mesma pergunta se faz às restantes, sem aquele sorriso característico da felicidade. Mas com emoção.
Quem será a próxima...


sábado, 7 de março de 2015

Mas quem é que resiste a um bom pão!

Estaladiço, crocante, fazendo crunch crunch ao meter o dente, daqueles que vão ao forno mais um pouco para adquirir tonalidade bronzeada, um céu em terra, que nos leva a ver estrelas em pleno dia...
Eu não resisto.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mas quem será?

Alguém daqui ganhou uma coisa parecida a cem milhões de euros no Euromilhões?
Caramba, não guardem segredo, digam lá. Eu não fui, rás parta a falta de sorte que tenho ao jogo!

Pensamento meu: amizade não é eterna

"Ah, sabes, ele é assim desde que o conheço, não se serve (de comida) para deixar para os outros". Dizia uma esposa a mim tentando justificar a razão de lhe encher o prato antes que faltasse.
Ouvi tantas vezes esta frase até me convencer do contrário. Ele não come porque não lhe apetece porque tem o prato já a transbordar. Ele não se serve porque está cheio, farto, empanturrado e nunca porque tem receio que falte para os outros.
Povo enganado!

Cremada ou enterrada, eis a questão

Começo por dizer que não quero ser cremada, não me perguntem porquê, pois não vos daria uma razão sólida, mas não quero e ponto final.
Bem, se me apontarem um benefício, um ponto que me demova da opinião que tenho ainda posso considerar.
"Vamilhá" a ver...

quinta-feira, 5 de março de 2015

Bole-me com os nervos

Aquelas pessoas agarradas ao telemóvel. Se antes falámos no vício da droga e que não viviam sem ela, presentemente, assiste-se ao vício de estar sempre em rede. A impressão que me faz é que numa sala replecta de gente ninguém fala com ninguém, mas está todos à janela do mundo. E salta a brotoeja quando vejo meninas sempre de telemóvel na mão usando somente uma para todas as actividades, ai que eu vou-me a elas.
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, diz-se e acredito, mas a minha vontade era saltar às taponas na juventude que publicam tudo e esperam para ver quantos "gostos" têm. Sempre na rede, sempre.

Um ano depois...

...outra amiga parte. Eramos quatro amigas inseparáveis no tempo de escola. Desde o quinto ano, actualmente, até ao nono. Na altura de rumar para a vida profissional duas escolheram enfermagem, mas eu, por ter medo de agulhas, sangue e traumas optei pela docência. A outra seguiu a parte administrativa. Foi ela que partiu esta noite. Há muitos anos foi-lhe diagnosticado cancro e por cá andou em tratamentos. No ano passado foi ao funeral da minha comadre e estava bem. Voltou o "salvo-seja" e nesta semana esteve mesmo muito mal, mas julgou-se ser da quimio, pois que esta a debilitava bastante.
Partiu e deixou um vazio no meu coração. Estará, certamente, a jogar à "matança" com a minha comadre, lá nas nuvens, pois éramos loucas por este jogo.
Ainda há pouco alguém me dizia que restam duas, e pediu para nos mantermos cá em baixo. Esse é o meu desejo. Espero que Deus na sua Infinita Misericórdia me conceda esse desejo. Descansa em Paz, Manela - a ruça.

Mas porque não acreditam em mim...

...quando digo que: "Viajar deixa as pessoas mais felizes do que comprar bens materiais."
A mim, deixa-me, seguramente, mais feliz que um carro novo ou até um trapo que logo uso e fica ali a criar raízes.
Abanem uma viagem (nem que seja daqui para aí) à frente do meu nariz e verão os saltos que dou, assim como um cachorro quando vê um osso replecto de carne.. Está-me na massa do sangue.
Viajar é uma experiencia única.
Pois, eu entendo, é mais barato um vestido que uma viagem, mas um carro é, supostamente, mais caro. E mesmo assim...
Enfim, pensamentos de quem não tem mas faz que tem para enganar-se a si própria.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Há no mundo alguém mais chorona que eu?

Não há não, eu sei.
Até me aborreço comigo mesma e dou taponas na cara a ver me emendo ao mesmo tempo que repito até cansar: "Não chorar em frente à televisão quando vejo um filme e fungar está proibido."
Até a ver séries! Estas "armonas" matam-me...

"O amor é um lugar estranho"

Filme para ver e reflectir até que ponto o amor não é suficiente para superar o vício do álcool. Baseado numa história verdadeira que deu início aos Alcoólicos Anónimos.
Título original: "When Love Is Nor Enough."

Por isso os meus filhos são inteligentes

Li, que a inteligência é hereditária e é transmitida pelas mães aos filhos.
Foi por este motivo que o mê senhor casou comigo, ele viu em mim um poço de inteligência e só assim poderia ter filhos inteligentes. Eu sabia, eu desconfiava que havia um motivo, não sabia era qual. Desvendado. Ai Pulgas da AvoGi que saem à avó!
Sigam http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/inteligencia-vem-da-mae.html

terça-feira, 3 de março de 2015

Pode haver quem não goste. Eu gosto.

Das rotinas.

Aqui mando eu

Na minha casa enquanto os meus filhos foram pequenos sempre houve democracia. Cada qual tinha direito a se expressar livremente e as conversas tinham assento na assembleia de mesa. Era, geralmente, ao jantar. Cada qual opinava sobre o assunto em questão mas, a decisão sempre coube aos adultos.
A frase: "todos têm direito a dar a sua opinião" era muito usada cá em casa com o restante..."mas a decisão agora será nossa".
Julgo que os meus filhos não ficaram traumatizados por não terem poder de decisão. É que traumatizada ficaria eu se estivesse à mercê da decisão das crianças.

Vamos falar das rotinas

"Crianças sem rotinas para dormir apresentam problemas de comportamento".
E eu não sei? Durante toda a minha vida profissional debati-me, guerreei com mães por causa da ida para a cama a horas certas. "Às nove?, ela não gosta de ir cedo para a cama. Só depois da novela".
Estas e outras do género: "não consigo metê-lo na cama cedo, ele vai quando quer" ouvi da boca de algumas, muitas direi, de mães que não queriam contrariar os seus descendentes. Um obrigado àquelas que por mim passaram que eram excelentes mães e que não se importavam de contrariar os filhos.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Eu sei, mas ele não

O meu gato Ruca é castrado, pobre bicho que não pediu mas teve de ser, a Juju é uma tigresa linda que neste momento está no período fértil e a notícia deve ter chegado a Santana, pela quantidade de gatos que vagueiam por aqui não são só os da vizinhança. Ruca - o Castrado,volha para as cenas e fica a modos que burro a olhar para o palácio do Governador das Indias, não sabe para que é tanto barulho nem a fila indiana de gatos prontos a .... Olha, mas é que nem se importa e mantém-se esticado a apanhar sol.
Mas há um senhor que por sinal é meu que anda a fazer uma espera a cada gato que se atravessa à frente. E é vê-lo de vassoura em riste preparado para atacar.
E tem avançado umas vassouradas fora do pêlo, é que ninguém consegue ser mais ágil que gato. Mas uma coisa é certa, assim que vêem mê senhor dão de frosques pelo terreno acima. E abaixo.

E eu a pensar que era o avô!

Uma criança de três anos, barulhenta, demasiado rebelde, a gritar e a pular estava acompanhada por um senhor de cabelo branco, com rugas, assim a modos que com a minha idade. O senhor falava alto, quiçá era surdo devido à idade, assim como eu, a criança abria e fechava a porta, pena que não trincou um dedo, assim sossegava, eram praí oito da noite e o crianço não se cansava de incomodar.
Até que ouvi-o chamar "pai". Procurei de entre os presentes o pai do crianço.
Era o tal senhor de meia idade cabelos grisalhos, assim como eu que, devido à idade de ser avô  não tinha paciência para educar o filho.
Cheguei à conclusão que: Pais com idade de serem avós são demasiado permissivos.

domingo, 1 de março de 2015

Agora já posso esticar os braços

No mês de Janeiro, na sala onde dou uns pulinhos e cambalhotas, ou seja faço ginástica, nem podia esticar os braços nem alongar as canelas. Era tanta a gente a querer queimar as calorias devido aos excessos de carne de vinha d' alhos que não havia espaço nem para poisar um mosquito. Passou Janeiro, entrou Fevereiro as calorias derreteram tanto que já não os vejo. Ainda na última aula havia espaço suficiente para fazer uma maratona. Vamos para Março e a sala está cada vez maior. Agora já posso esticar pernas e braços sem dar chapadas no colega. C' alívio!

E pela primeira vez

Ontem, o me Gu-Gu queria tirar a rodinha que tinha na bicicleta, lá andou atrás do avô que ele lhe fez a vontade. Sozinho intentava andar, perna aqui, pé acolá, meia volta, um trambolhão, outra meia um raspão na parede mas, aos poucos, foi aprendendo sozinho.
Hoje a história era essa mesmo: a de um menino que com perseverança começou a andar sem ajuda de ninguém.
Contava eu às Pulgas, já na cama que quando queremos conseguimos com esforço e vontade. "Pela primeira vez " o menino conseguiu e que "pela primeira vez" andou...
E fui logo interrompida pela Baixinha, a de seis anos, que rematou e "pela primeira vez" o menino rebentou com a bicicleta.
Não há volta a dar, esta Pulga vai-me comer as papas na cabeça.