Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Eu tão só tão só

Há muito tempo que não tinha um dia só para mim. E, sendo eu como sou, sagitariana ao expoente máximo, adoro estes dias.
Dias em que não programo almoços jantares, dias em que tenho a casa só para mim e oiço até o meu estômago a roncar. Sem Pulgas, sem o mê senhor que foi para o rallie, nem vejo horas. E o que se faz nestes dias em que estou só?
Queriam, se estão a pensar que relaxei deitei espreguicei e sornei, desenganem-se...escafiei a casa, desde banho de lixívia a cera e a roupas lavadas nada ficou por fazer. E Moi-Même? Essa bitche, nem levantou o aspirador do chão quando me caiu em cima do pé.
Gosto de estar só, com a certeza porém que não estou só.

É já a partir de amanhã...

...que fico com o coração cheio.
Aquela parte que me parte e reparte pela saudade chega logo pela manhã. Amanhã, de manhã, a família está completa. Chega o mê Bisalho com a sua Madame (projecto-nora) do norte.
Amanhã salto de alegria. Se o mu do tremer ou chocalhar não se aflijam, saibam que sou eu com aqueles saltos que dou para me pendurar ao seu pescoço e enchê-lo de baba.
Amanhã pode o mundo acabar que não me importo, pois tenho a família à minha roda. É e será sempre a minha maior alegria.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Detesto gente mal-humorada

Tenho o prazer de conviver de perto com gente carrancuda que não esboça um sorriso como se eu tivesse culpa do dia não ter corrido bem.
Custa sorrir mesmo que a vida nos dê limões quando nós queríamos laranjas?

Vá lá chamem-me estúpida

Tonta, tantã, parva, retrógrada, velha, inculta e outros, mas que eu não oiça, vá lá, respeitinho, sim?, mas comer bolas de Berlim na praia tem um não sei quê que não me agrada.
Aquele açúcar, aquele creme, aquele pegajanço nas mãos aliado à areia que com o vento salpica na bola, deixa-me nauseabunda. E, bolas de Berlim com areia não é para mim, mas já se for um prato de lapas, camarão e polvo de cebolada vai tudo. Assim a modos que lamber os dedos desde o mindinho ao polegar.
Bola de Berlim só mesmo ao longe. E no Inverno.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Procriar também é um acto natural, não é?

E podemos fazê-lo em público, assim como dar a mama?
Esta dúvida corroi-me. É que por este andar vamos passar a ver tudo só porque são "actos naturais" de animais. E para quando um parto natural enquanto se debate a lei da adopção? Ou a da IVG?
Isto (ainda) a propósito da deputada argentins que amamentou o seu bebé no parlamento.

Peste grisalha

Há para as bandas da Assembleia da República quem chame aos reformados "peste grisalha".
Ora bem senhor deputado eu, na qualidade de aposentada tenho o prazer de ser grisalha, assim como a senhora sua mãe e pai, e, certamente devem estar triste com Vossa Excelência por serem assim considerados. Não sei o vosso relacionamento mas, tendo em conta, a forma como fala dos reformados julgo que os seus progenitores, neste momento, devem pensar que raio de filho que abrótea que misantropo conceberam.
Eu ficaria triste se filho meu me chamasse e incluísse neste fragelo que é a peste.
E já agora, deixo o artigo de opinião de Ferreira Fernandes sobre o assunto.

"Porque me doem as cruzes, a figadeira já não é a mesma e... e... ai, queres ver que me esqueci do que estava a dizer... ah, já me lembro! Porque há razões para isso, só agora vou escrever sobre um assunto que veio à baila há duas semanas. Carlos Peixoto, deputado pela Guarda, deitou crónica no jornal i. Onde escreveu: "A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha." E acabou assim: "Se assim não for, envelhecemos e apodrecemos com o País." O resto do texto era sobre não nascerem portugueses suficientes, o que é facto, mas escrito por ângulo insultuoso para os idosos. Daí as tais duas frases em que aos velhos o deputado colou as seguintes ideias: contaminar, peste e apodrecer. Ele disse e foi silêncio. Na semana seguinte, Peixoto disse que quem aceita "o casamento homossexual pode também vir a aceitar o casamento entre irmãos, primos diretos ou pais e filhos...". Foi um escândalo. Ora num país que já foi governado por D. Maria I, casada com o tio, o que deu com que o seu filho, D. João VI, fosse primo direito dela e sobrinho-neto do pai, D. Pedro III, comparações tão tolas como a do Peixoto deveriam levar ao sorriso. Mas foi um escândalo, porque com a sua tolice Carlos Peixoto indispôs-se com poderoso lobby. Já o insulto à peste dos apodrecidos velhos passou incólume... E Carlos Peixoto apresentar-se-á fresco às próximas eleições, na jovem Guarda, terra de ganapada, maternidades prenhes e liceus à cunha."

Tão bom.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Faz muita falta

Como já referi o meu telemóvel aquece como se fosse uma panela de água a ferver, atão, hoje, munida do respectivo, mais a garantia, mais a caixa ainda nova e guardada religiosamente para o dia em que ele adoecesse, fui até à FNAC, passo a publicidade.
"Tem algo aqui com importância?" Pergunta o empregado. Retórica, a pergunta, uma vez que tudo o que tenho é importante, seja jogos, contactos ou fotografias.
"Mas tenho uma cópia de segurança, porquê?" disse eu.
"Ah, vou ter de limpar tudo, pode haver aplicações em conflito. Se não resultar assim tem de ir à fábrica e demora um mês.
Aí arregalei os olhos o quanto pude. "Um mês e que faço o quê, sem telemóvel durante um mês?"
Encolheu os ombros. Claro, se fosse o dele outro galo cantaria, mas é o de uma cliente. Daí que para ele um mês ou um segundo equivale ao mesmo.
O peito, o meu, sobe e desce de raiva. Raiva da boa, assim como há inveja da boa, suponho que haja, também, "raiva da boa".
E salta e pula olé olé


Ai é!? Os portugueses têm uma má imagem de Portugal?

Pudera, se somos nós que vivemos neste país como não ter uma (má) imagem, quiça a mais correcta?
Pensem comigo, se faz favor. Os estrangeiros adoram Portugal, acredito, eles ganham mais que nós e estão de férias logo, toca a não olhar a meios, e desembolsar o que amealharam para as férias, cpisa que nós não temos hipótese de fazer. Nós quando vamos de férias para a estranja tudo é mais caro. Atentem no exemplo: em Espanha Continental, uma bica custa mais de um euro em qualquer café espeluncoso que por lá haja. Em Portugal uma bica custa menos de um euro em qualquer sítio tomando de exemplo a espelunca que falei. Um castelhano que por cá faça férias toma dois café pelo preço de um, logo, acha que em Portugal é barato. E depois, o ordenado mínimo e a reforma de outros países da zona Euro, são superiores ao nosso e, por isso, mesmo doentes, de bengala, em cadeira de rodas, e de idade avançada têm possibilidades de férias. Nós por cá...bem, não preciso de dizer que os nossos reformados não possuem verbas suficientes para férias, preciso ou sabem do que falo?
Ah, e Portugal é lindo, dizem eles. Oquei, venham para cá, e tenham a ousadia de adoecer, assim estão aptos a comparar a lindeza deste com o seu país de origem.

Vida difícil a minha e a de Moi-Même.

Ementes os netos piscinam, a avó - eu, coloco-me em posição de relax. Assim que esta criatura - eu, assento a cesta na rede, Moi-Même faz exactamente o mesmo. Esta diaba de empregada imita-me em tudo! Farta, fartinha dela!
A bicha que me ajuda nas lides domésticas, imigrante ilegal do Caribe, acha-se dona do espaço, quando me vê de perna esticada na rede, tungas, vai de descanso, exactamente para o mesmo sítio.  Diz ela que a vida é dura. E eu não sei?

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Isto de colocar a mama de fora para dar de mamar

Uma deputada argentina está a ser tema de conversa devido a ter amamentado a filha bebé no parlamento.
Ora, a mim não me choca o facto de dar a mama, o que faz soltat a brotoeja é ter colocado a mesma de fora, e diga-se uma grande mama, sem se cobrir, uma vez que estava num local público. É um acto natural, sempre foi, não é de agora, mas antigamente a mama não era para mostrar a todo um país.
Caramba, há tantas formas de amamentar sem ser tirar a dita por cima do soutien.
Só me lembrei da Ciciolina que foi tão afamada e difamada por isto mesmo: andar no parlamento com a mama de fora. Qual a diferença?

Este meu telemóvel...

...aquece tanto que julgo poder estrelar um ovo em cima dele.
Ainda há dias estava eu com ele encostado à orelha e tive a sensação que ela - a orelha pegava fogo, ou então, estavam a falar mal de mim. Não dizem que as orelhas fervem quando somos objecto da conversa alheia?
Mas vero, vero, este estapilha dum raio ferve e aquece que se puser uma frigideira faço um bolo do caco. Para comer com o ovo frito que falo em cima supra.

Amor sem limites

"A menina, de doze anos pertence a uma família de baixo nível socioeconómico e tem perturbações de desenvolvimento, o que torna o caso, descoberto em abril, ainda mais polémico.
Os psicólogos que acompanham o caso sublinham que a rapariga não está consciente da real situação e que ao desejar ter o bebé pretende preservar o relacionamento com o pai, que atualmente está preso."
Transcrito do Jornal de Notícias.

Mais um bandido a ver o sol aos quadradinhos.

domingo, 26 de julho de 2015

O que é que vais fazer domingo à tarde?

Ora bem, queria eu trocar a perna, dançar, kizombar como se fosse o dia do Juízo Final; queria eu cruzeirar pela Europa do Norte; queria eu adormecer e acordar nas Caraíbas ao lado do pirata Jonhnny Depp, mas não.
Não sei se continue a sonhar ou se acorde porque...
Domingo à tarde vou mazé surfar! Tenho a prancha, tenho o fato, alguns, melhor dizendo, tenho o tempo a meu favor, só falta mesmo agarrar uma boa onda.
Bora lá passar a roupa a ferro que faz-se tarde.

sábado, 25 de julho de 2015

Eu prevejo, eu adivinho tudo, excepto...

A sério, muitas situações consigo prever com antecedência (prever tem sempre de ser com antecedência, não é? Um pleonasmo!), mas sim, consigo adivinhar algumas reacções das pessoas, frases que vão dizer mediante uma situação à qual são postas à prova, prevejo, também, quando numa estrada o carro da frente vai voltar à direita mesmo sem fazer o pisca, imagino o que acontecerá em certos momentos da minha (curta), existencia e, não tarda, acontece exactamente como imaginei, mas só não consigo prever os números que irão sair da tombola à sexta e ao sábado. Ou seja, os números que me dariam uma felicidade tamanha!
E isto irrita-me, completamente.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ciúme patológico

Hoje debati este tema com uma vítima desta patologia. Uma vida controlada e vasculhada até ao ínfimo pormenor. Uma obsessão que faz da vida conjugal um inferno. Raiva, vingança e sofrimento de ambas as partes numa relação já afectada pela doença. Um flagelo.
Ela morreu devido à doença, ele tenta, agora, viver. Bem merece, pois viveu no inferno estes últimos anos.
E eu que, na maioria das vezes, defendo as mulheres, neste caso, estou do lado dele.

Esta história de mandar mensagem

Vulgarizou-se o envio de mensagem que, agora, em vez de se dizer telefona, diz-se "manda uma mensagem".
Mas, a mensagem, não explica nem exprime o nosso tom de voz, os nossos sentimentos, nem favorece o debate de ideias o que leva muitas vezes a más interpretações.
Por isso, mandem mensagem aos vossos familiares e amigos, sim, façam uso desta nova forma rápida e vulgar de praticar a escrita, mas, telefonem de seguida, nem que seja a perguntar se receberam a mensagem, numa de se certificarem que não há mal-entendidos. Conselho de quem usa muito a mensagem e já foi mal interpretada.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Não há quem possa!

E se houver dê um passo em frente ...
Acabei de tomar um banho depois de transpirar rios de água durante a tarde pois, hoje, foi dia de plantar couves, e até parece que oiço um zum-zum de vocês a dizerem baixinho: "mas esta agora deu-lhe para ser agricultoura?"
E eu, que respondo a tudo o que me perguntam e até mesmo quando não me perguntam eu respondo, digo: "tendes razão. Tendes razão. Agora sou cultivadora". Também faço voluntariado mas isso é coisa para outro postezinho.
Mas, dizia eu, antes de me perder nos intermédios que, transpirei, tomei um banho e ao sair da banheira já estava a transpirar. Ora isto é certo? Isto de transpirar tomar banho e apetecer voltar para a banheira? Calor do demo!
Mas digo: não tomo mais nenhum banho.  A não ser que chova!

Louca do cão!

Expressão muito usada pela minha mãe quando se referia a cenas mirabolantes das mulheres. E, hoje, só me apraz repetir está frase quando li, no jornal I, que uma mulher quer casar com o cão depois de ter enviuvado do gato.
Gente louca é o que nasce por aí como ervas. E a frase da minha mãe encaixa na perfeição até porque pode ter duplo significado. Louca pela situação e louca por animais ao ponto de casar. E filhos, quer ter, só numa de acimentar a relação?Bizarrias da vida.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Mudanças de verão

Porque o verão lembra praia, água, risos e brincadeiras. Porque o verão é a época que mais gosto, dias compridos, crianças de férias, alegria, bebidas na praia, almoços tardios na rua. Tempo de festas, arraiais, concertos.
Porque eu sou, assumidamente, uma amante do verão. Porque as Minhas Pulgas merecem um destaque no cabeçalho: Gu-Gu, Baixinha e a Maiveilha no que de melhor sabem fazer: brincar.

Ai, pois tenho!

Estava eu prontinha para sair com uma bruta mini-saia, quando reparo que o cabeça de casal olha para mim a mirar-me de cima abaixo.
Pergunto se há algum problema, julgando eu que poderia ter as beiças borradas de batom, ou as chinelas de quarto em vez da sandália linda de morrer ou, ainda, um monco, ranho ou macaco no nariz.
Nada disso. O hôme olhava de agrado para o meu curto vestido. Estava eu de perfil quando diz-me:
- Mas esta mulher pensa que tem trinta anos.
- Tenho sim. Nesta - e bato na perna esquerda - tenho precisamente trinta. Esta - e bato na direita - ainda tenho: vinte e nove anos, sete meses e três dias.
Por isso estou própria para consumo e dentro do prazo de validade.

Não há no mundo vizinho melhor que o meu

Vizinho foi de férias, bem merece, caramba, casa às escuras sem gato nem cachorro a vigiar, a não ser os meus que saltam para a casa dele, mas era uma escuridão de demo, à noite caté metia dó. É que, no período normal, no dia a dia, vizinho tem sempre, acho que por esquecimento, a luz da rua acesa.
Aproveitei para dizer às Minhas Pulgas que vizinho tinha metido férias, incomodado com o barulho e a galhofa que fazem quando estão na piscina, abre parênteses para dizer que entre gritinhos devido a jogarem água, aos gritinhos quando falam, sim que esta canalha d' agora grita por tudo e por nada, até quando dialogam, gritam sempre, mesmo quando são castigadas, e fecha parênteses para continuar no que prá qui vim, antes que se esfume no pensamento.
Atão vizinho chegou hoje das merecidas férias (e, vai ter de ouvir as Pulgas que continuam a gritar e a galhofar durante o dia), mas como interessa manter a boa vizinhança, a casa já está iluminada. E ele, como sempre, deixa a luz da rua acesa que, por sinal, é a que faz fronteira com a minha casa e vai daí tenho claridade para dar e oferecer. Ontem, à noite, fui regar as alfaces com a luz dele. Interessa não ser mal-criada e usar da sua simpatia, não pretendo que fique amuado e deixe de me dar luz.
Ai vizinho, saudadinhas, da boa e da luz de presença que toda a noite me ilumina!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Que pirosa!

Num lanche com o presidente do Governo Regional da Madeira, ao qual estive presente (ei, batam palmas com força, quero ouvir) uma dona de casa toda perfumada, cheirosa, um vestido branco, orlado a prata (que mais parecia uma noiva), óculos à Amália Rodrigues, pulseira no tornozelo, como se dançasse "morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela...", umas sandálias, prateadas, a condizer com os ornatos do vestido, de salto com tiras em cima dos dedos, por acaso, até achei-as giras e, estando eu a babar em cima e a pensar como ficariam tão bem nos meus pézinhos de Cinderela, tamanho 39, os meus olhos, estes que a terra não vai comer, pararam e esbabacaram nos dedos, principalmente, o mindinho de cada pé.
O dedo, senhores, o dedo mindinho de cada pé, saía por entre as tiras do sapato e arrastava no chão.
Ia-me dando uma aflição caté fiquei com falta d' ar.
Que piroso, que obsceno, diria até! E só me apetecia tirar-lhe o fôlego, isso não se faz a umas sandálias tão giras! E eu, aqui, desejando ver os meus mindinhos dos pés entre as tiras delas!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cabra?

-  Avó, a mãe é cabra! - diz a Pulga, a Maiveilha na hora do almoço. Engoli em seco, caramba, ouvir isto da boca duma criança referindo-se à mãe, uma p' ssoa até fica encabeçada. - Avó, e tu o que és?
Ai, Jesus, piorou, esta agora!, se a mãe é cabra eu serei, supostamente, um ....
Recuso-me a pensar. Olhei bem no olho da gasguita e ela, arregalada por ver-me arregalada, diz:
-Avó, é aquilo dos signos! A mãe é cabra qual é o teu? - até suspirei de alívio. E bati no peito...e sentei-me a respirar fundo.

Bucho virado

O mê Gu-Gu - o rapazinho que a foto apresenta, andava semenos, emantado, melhor dizendo. Assim que vi aquele estrepela que não pára um instante sossegado, ali jogado num canto de cabeça deitada percebi que algo estava mal.
Ontem esteve num insuflável, deve ter dado tantas cambalhotas e trambolhões que virou o bucho. Atão, não há como munir-me de creme, antes era com azeite, mas está caro para isto, deitar o buzico na minha cama, de barriga para o ar e dar-lhe uma massagem a fim de endireitar o bucho. E não é que, agora, o estapilha do pequeno já corre e salta como nunca? E já se baloiça na rede? Daqui a pouco tem, novamente o bucho virado.
Mãos milagrosas, as minhas! E as minhas manias de endireitar o que está torto.

domingo, 19 de julho de 2015

Já passou, já passou...

Não, não é a canção da Violetta, embora eu a ouça trautear vezes sem conta, também não é a frase que se diz quando uma criança se magoa para atenuar a dor e desdramatizar a cena.
É somente ele. Ele passou por mim a correr. Não foi o autocarro de carreira, também não foi o mê senhor, embora tanto um como outro passou... Foi...foi...foi o fim de semana.
Caramba, queria tanto agarrá-lo e retê-lo pois que foi um bem-bom. A começar pelo Março Paulo em Santana, passando pelos Xutos e Pontapés, no Parque e acabando numa festa de anos, digo, nem o vi. Já passou, já passou como canta a Violetta; já passou e nem o vi.
Boa semana.

Conduzir a ver o Masterchef...

Uma inglesa foi multada por isto mesmo.
Imaginam, por um momento, a cena? Eu não.
Conduzir exige toda a atenção ao processo, como é possível fazer duas coisas tão distintas ao mesmo tempo? E ela, a infratora, ainda se sentiu lesada. Shite, faquingue rell (em inglês, pelise).

sábado, 18 de julho de 2015

A oeste nada de novo, a não ser uma querida que me chateia

É verdade, estou a modos que amorfa sem nada para dizer a não ser que tenho anónimos (ou será só um e faz este estardalhaço todo, hã?) que não me deixa(m) na paz de cristo. Oh, Deus, faz com que dê uma verruga bem grande na ponta do dedo mindinho do pé, mas assim tão grande que não possa calçar um sapato, naquele (ou naquela) que me chateia com frases obscenas e manda-me, assim, para sítios onde nunca irei por mais que ele (ou ela) queira.
Oh, pazinha, ou pazinho (mas não sei porquê, julgo ser mulher, quiçá aquela intuição feminina) já agora vai tu e mete tu no sítio...aquele que sabes pois mandas-me sempre...pois que na minha tenho outras coisas melhores para meter.
Experimenta e depois logo se vê, sim?
Caramba, já não se pode estar aqui, escrever sem ofensas obscenas! Desculpem, vocêzes que não têm culpa do meu azedume e, se ofendo por pensamentos, palavras e omissões peço desculpa.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Outra boa parideira

Uma mulher espanhola de 37 anos escondeu a gravidez da família e marido e, assim que pariu, meteu o recém-nascido dentro de uma mochila, juntamente com um biberão e chucha, num contentor de lixo.
Riquinha mãe está! Merece um louvor por acreditar que no outro mundo ele precisaria de comer e chucha!
Ela está presa e o bebé no hospital tendo já recebido alta médica.
E eu cada vez mais perplexa com a humanidade!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Boa parideira é o que é.

E eu que levei mais de 24 horas para parir, a modos que fico de queixo caído quando leio isto. Há quem diga que prefere parir do que ter uma dor de dentes. Está é mais uma vontade de evacuar.

Uma sombra

Mê senhor está a lavar o quintal e constacto que há uma sombra que o persegue. Mas ao reparar bem a sombra não se assemelha, em nada, a ele: mais pequena, mais estreita, mais nova (como se pudéssemos identificar a idade numa sombra, mas enfim!); e depois tanto está atrás como ao lado como à frente. Uma sombra movediça. Um sombrinha que atropela o avô.

Quase que morro

Eu aqui cheia de calor sem me mexer para não desfalecer e não é que duas Pulgas acharam de se pôr ao meu lado? Uma de cada lado bem juntinhas a mim. Eu bem me afasto mas elas chegam-se e chegam-se que os nossos corpos colam-se. E somos três sentadas num sofá quando há mais um enorme ali ao canto mais duas cadeiras de bambu e um chão plano e com tapete onde podem fazer ninho, mas não. Aninham-se ao meu lado, mas bom, bom é mesmo em cima de mim. Canalha do diacho!
Sim, eu sei que devem estar a franzir o sobrolho de admiração pois sabem vocêzes que eu adoro-as, mas é que não posso com estas aderentes colantes que mais parecem feitas de velcro. Ou de cola.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Preparando a terra...

...para novas sementeiras.
Hoje foi dia de comprar alfaces, coentros, pimentos e aipo para plantar. Se gosto? Claro que sim, com a certeza porém que não levam aditivos, químicos, conservantes e afins. Só água da Câmara e muito empenho. E que São Pedro regue quando eu não puder. Já meti a cunha.

"Aquilho" é que foi bater!

Uma professora de primeiro ciclo foi condenada a seis anos de prisão por maus tratos a alunos, no caso, foram dezanove crianças de seis anos que frequentavam o primeiro ano.
Que conduta, Meu Deus! E as crianças seriam merecedoras de tamanha agressividade? Não creio. Por muito activas, por muito rebeldes que sejam maltratar uma turma inteira é sinal de malvadez.

Pitangueira

Quem nunca provou que levante o dedo para a logística. Pronto, eu sabia!
Uma maravilha.
Experimentem, agora colocar numa taça uma grafada delas, juntem leite condensado e natas, e depois digam-me se não é bom. Bom é pouco, bom...bástica. O pior é que se aloja nas ancas durante uma vida.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Rosovo

Há quem chame "Roscovo" , "Arrozconvo" eu prefiro: "Rosovo". Não há quem resista a este prato de origem russa. As Pulgas adoram, o avô também. E então misturado ainda melhor... Comida de pobre mas que faz as delícias na boca. Ingredientes? Arroz cozido, ovos, de preferência dois, fritos com a gema mole.
Rosovo uma receita antiga da minha avó desde que um dia leu o Pravda...

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Lá isso é verdade!

"É uma escola com boas saídas", diz um aluno à reportagem feita numa escola secundária devido ao afluxo de matriculas que, ao fim do terceiro dia, já está lotada.
Eu acredito, também andei lá, e reparei há pouco tempo que alargaram as portas, hoje já ninguém se atropela ao sair. Tem boas saídas, sim senhora. E boas entradas também.
Referia-se, obviamente, às saídas profissionais mas engasgou-se... nas saídas.

De mês a mês um beijo?

Bem, o meu carrito, o "pontinho vermelho" aquele que me leva a visitar os recantos e encantos de Portugal Continental e Espanha levou um beijo em Amares, lembram-se?, e vai para a oficina amanhã. Assunto arrumado este.
Ontem à noite levou mais um beijo mas desta feita de um estranho que beijou e pôs-se na alheta. O filha da pouca sorte que fez isto há-de ser um estafermo bem grande, pois que meter uma porta dentro e fugir é de pessoa sem princípios e sem civismo.
 Mas, pronto, o relaxado ou relaxada que agiu desta forma hoje deve estar a rir-se, mas espere que a justiça divina é implacável.
Por mim, desejava-lhe uma diarreia durante sete dias sem parar...

sábado, 11 de julho de 2015

Hoje foi dia de ...

...praia.
E esfoliação do corpo, principalmente calcanhares e massagens de pedras quentes nas costas, acompanhado de uma bela dose de lapas e camarão com uma bejeca fria. Foi bom, não?

Fotografia: Praia da Ponta de Sol

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Não gosto nada...

...quando me dizem: " depois ligo-te para tomarmos um cafezinho", é que sei, de fonte segura, que nunca vou tomar esse café.
Também tenho a promessa de um jantar há...deixa cá ver e fazer as contas...
A tia-velha já faleceu vai para quatro anos e ela também tinha sido convidada.
Portanto, tenho a haver um jantar e um café, não sei é quando.
Mais valia não convidar para não me deixar de bico doce. O melhor é esperar que a galinha tenha dentes...

O Mata-gatos

É o meu vizinho, pessoa bondosa e altruísta que não pode ver um gato a respirar e a andar que lhe trata da saúde e coloca-o  em posição deitado.
Um dia convido-o para jantar e ajudo-o a provar do mesmo.
Bem, não tenho coragem para tal, mas ele tem e muita. Não há gato que consiga passar pelo quintal dele e sair vivo. Rás parta este filho da mãe insensivel! Que o diabo o carregue para o inferno. E só me faz dizer blasfémias!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Despe e veste

As minhas Pulgas têm o dia muito ocupado, taditas delas!, entre a piscina, a rede para apanhar raios de sol e as brincadeiras é um ai-nos-acuda que o tempo foge por entre os dedos.
De manhã tiram o pijama e vestem o fato de banho; à noite tiram o fato de banho e vestem o pijama. Cansativo, não?
Mas ainda há tempo para escrever na companhia da gata Juju.

Sem resposta

Estava eu "nuínha só com um véu", mentira tinhas as cuecas vestidas, quando reparo que Pulga - a Maiveilha olha mirando bem com um franzir de sobrolho e cara de repugnância para o meu corpo de viola portuguesa, hummmm, é mais harpa, mas enfim...Pergunto qual a admiração, ao olhar para a minha barriga com lombas e valetas e digo-lhe que, quando tiver a minha idade, certamente, terá gordura na barriga e nas ancas, por isso não faça aquela cara de "mete nojo".
Pois avó, também vou ter as mamas descaídas. Como tu.
Eu ainda olhei a confirmar...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Por falar em biquini

Há mulheres que devem ter em casa um espelho adelgaçante e não vêem a realidade do seu corpo. Ainda há dias vi uma que na marginal da estrada sobranceira à praia precisava de uma amiga sincera ao lado a alertar para o tamanho XXS do biquini num corpo tamanho XXL.
Por sinal, acho que antes de colocar o biquíni (não sei se aquilo era biquíni, mas vá lá) aconselhava uma dietazinha localizada ali na zona da barriga, ancas, coxas, peitos, ombros, braços...isto antes de se estender na marginal, onde era a única mulher com uma tira nos seios, género gravata e um fio entre as nádegas que não se via atrás e na frente um triângulo que também não se via devido à dobra da barriga.
Porque não um fato de banho de gola alta? Há tão giros! Mas adiante que não tenho nada a ver com isto. Se era para dar nas vistas claro que conseguiu.
E fica tão mal!

Olhem-m' esta! Overdose de silicone!?

O filho do magnata brasileiro Eike Batista, Thor Batista, o mesmo que atropelou mortalmente um homem e foi absolvido, foi hospitalizado devido a uma overdose de silicone. Ao que li quem tem demasiado não é ele, mas sim as mulheres com quem anda. Segundo fotos publicadas elas colocaram silicone nas mamas (e ele é que ficou intoxicado?).
Ou sou muito burra ou ali anda alguém a usufruir das mamas das mulheres para fins terapêuticos (e aqui soltam o arquear de sobrancelhas) e usando a cantiga do enorme Quim Barreiros há "mães que não têm leite e os filhos são criados como bezerros enjeitados por isso habituam-se a mamar nos peitos das cabritinhas e mamam à hora que querem....
O pior é quando intoxicam! Agora vai ter de esperar seis meses até colocar novamente a boca no apito.
Para ler tudinho entrai aqui.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Ora digam lá que ainda não entendi

Que história é essa do bolo de anos da Elsa do Frozen? A princípio pensei que ela fazia anos, mas achei demasiada celeuma por causa disso. Depois...

Foi assim como se lê ou, novamente, é patranha das redes sociais?
É que, presentemente, não se pode acreditar em tudo o que se lê, desde a morte de actores a bizarrias no corpo, passando por vídeos falsos é um vendaval de mentiras.
Mas essa do bolo não acredito que seja como relataram, não imagino a pasteleira entregar um bolo tão diferente do que o pedido. Desculpem, e não acho que os pais da criança, americanos como são que reclamam de tudo, tivessem levado para a festa o bolo como a imagem que vi.
Há que filtrar a informação.

Jéssica, responde à mãe, oh, filha!

Farta e cheia de ouvir a vizinha do bairro a chamar pela filha. É que a estuporada da Jéssica mete-se em lugares onde a mãe não a vê quando está à janela e começa aos berros chamando a "Jéssica" que faz orelhas de mercador à mãe.
"Jééééééééééésica, onde tás, filha". Todo o santo dia é isto!
Rásparta a filha da mãe da piquena que não ouve chamar. Ou é surda!

Contentam-se com pouco...

...estas Minhas Pulgas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Plenamente de acordo

Aliás, até acho que é um desperdício as crianças frequentarem a escola, bastava a inscrição na pré e só iam ao fim de cinco anos à festa de finalistas (com cartola e tudo) receber o diploma.
E porque não, senhor secretário, virar o discurso para os alunos e pais e fomentar o estudo em vez do facilitismo?
Grande secretário de fato, gravata e cartola!

domingo, 5 de julho de 2015

Mulher corajosa sem medo das outras...

...é aquela que, de cabeça erguida, passeia de mão dada com o marido da outra - da vizinha do segundo erquerdo - ao mesmo tempo que distribui carinhos num arraial onde toda a gente se conhece. E ele feliz ao lado dela, e a mulher, perguntam vocês, bem, a mulher está em casa a mudar fraldas à canalha.
Eita, ca corage!

Sim, sou parolinha, mas à mesma gosto

Hoje é dia de mamar nos peitos da cabritinha, de pôr o carro e tirar o carro à hora que eu quiser...enfim, certamente já deu para perceber que vou ver o Quim Barreiros.
Eu sei, sou "vilhoa da meia-serra", mas "bailhar" debaixo do coreto era coisa que adorava quando, em miúda, ia ver a banda d "Os Guerrilhas" na festa do Santíssimo Sacramento. E o vício ficou. Presentemente, já não caibo debaixo do coreto por mais ginástica que faça, esta coisa alojada nas ancas e na barriga impossibilita-me de estar de gatas, mas as memórias, essas voltam sempre.
" Chupa Teresa, chupa Teresa esse gelado gostoso é feito de framboesa..."
Vamilhá a cantar...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

É quase a mesma coisa

-São biológicas? - pergunta o mê Gu-Gu, o neto de cinco anos, ao homem que à porta bateu para vender as ameixas que havia colhido.
- Não, são de damasco - responde o homem.

Uma pessoa não é de ferro

Claro que não se assim fosse não podia comer e beber como se fosse o último dia em que pairasse neste mundo dos homens.
Mas sou de carne e osso, não há como resistir a um convite onde o prato principal é atum salpresado. E vamos encher o pandulho numa ceia de São João...sim, eu sei que há muito que foi o seu dia mas se o natal é sempre que o homem quiser também São João o é. E desde que seja para comer e beber não há santo-devoto que resista. Nem uma rapariga como eu.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Isto de andar de bicicleta cansa

As Pulgas, agora que é sempre a abrir no que toca a bicicletar, ninguém as apilha. No fim de semana retirámos as rodas de apoio e agora é andar para a frente, cair e levantar.
Hoje foi dia de espairecer e andar em espaços largos. O lugar escolhido foi Machico. O local onde aportou Machim com a sua Ana D'Arfet quando naufragaram e, com isto descobriram a bela ilha da Madeira. Machico é a consequência de Machim.

Quantos queres?

E eu pergunto: quantas taponas vou dar a quem faz este serviço na mesa da sala?
Aí Pulgas, Pulgas que m'atormentam. E, oficialmente, aberta a época do jogo: "Quantos queres".

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Vão a correr para lá

E ainda há jovens a abraçar estas fileiras! Voltámos à Idade Média ou, quiçá, ainda há quem acredite em bruxas.

Por esta não esperava! Chuva em Julho!?

Lembram-se de saberem que, hoje, por aqui, neste pedaço de céu é feriado. O que não se lembram nem o diabo se lembrava de como podia chover toda a santa manhã.
É isso, darlingues, santinhas da minha vida, do céu não caiu notas nem moedas caiu chuva da grossa, senhoras e senhores, que parecia o Dilúvio Final. Meio-dia mais parecia meia-noite tal era a escuridão, estou a hiperbolizar um pouco para dar ênfase, entendem? Mas que estava escuro lá isso é verdade.
E prontes um feriado com chuva é deveras aborrecido e apetece chamar à sala escura o senhor São Pedro e lhe dar umas taponas no...focinho, perdão, nariz, fuças, ventas...