Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Outubro está ao virar da esquina

E o mês inicia-se da melhor forma. Com umas mini-mini-férias. Iupi!
Por isso...
Unhas pintadas (de pés e mãos), mala arrumada, roupa engomada, janelas fechadas, flores regadas, horta limpa, corpo lavado e perfumado, orelhas asseadas, sovacos rapados.
Amanhã é só tirar as lapas e a espada do congelador e meter na mala, fazer as sandes para comer no avião, pronto, eu sabia que aqui iam rir de gozo, mazé assim mesmo. No voo que vou não há aquela bela refeição servida atão eu, que sou pobre como Deus, faço as sandes e só se compra  one borde rote choclate, ai vida de pobre!
As omoletes para o almoço das Pulgas está em confecção, a roupa que vou vestir no cabide, meias e cuecas não preciso levar. Agora é só esperar que as unhas sequem e ir pós braços de Morfeu.
Olhem, se não nos virmos até lá boa viagem, sim? Gradecida!

Às vezes é no meio do silêncio...

...que descubro as palavras por dizer.
Às vezes é no meio de tanta gente que descubro afinal aquilo que sou.
Às vezes sou um sim alegre ou um triste não. E troco a minha vida por um dia de ilusão.
"Silêncio e tanta gente" uma balada de Maria Guinot que bebo cada palavra naqueles dias em que repenso tudo o que vivi. E que, afinal, estou só no meio de tanta gente. Porque não tenho pai nem mãe, irmãos estão longe e, sempre vivi como filha única (orque tenho uma diferença de dezoito anos dos meus irmãos), tia-velha no céu, a famíllia que tenho foi a que construi. Só essa.
Estou só no meio de tanta gente. Como a Maria Guinot.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Quase a ir...

...abraçar até quebrar ossos. Porque é em Braga que está uma parte de mim.

É só para avisar...

...que o mundo não acabou como previsto para o dia de ontem. Caso estejam distraídos o mundo continua rolando...

Paz e Sossego quem não quer?

Na brincadeira, no carro, digo às Pulgas que "Estou rica. Podem pedir o que quiserem que abro o porta-moedas e desembolso logo a fortuna para satisfazer os desejos".
O mê Gu-gu pede o carro que anda a namorar há vários anos e que, por força das circunstâncias a compra tem sido adiada. As circunstâncias, melhor dizendo, é a careza do dito.
A Baixinha pede o conjunto de materiais da Violleta, desde o lápis à escola de dança com todo o elenco (até nem sei se está à venda, mas enfim, deu-lhe para ser esbanjadora uma vez que disse estar rica). Nesta galhofa toda olho para a Maiveilha que de cara à banda, desafogada de pretensões, metida nos seus pensamentos, nem dava conta da brincadeira, ou melhor dava no silêncio. Perguntei-lhe o que queria e, que diga depressa que o dinheiro esfuma-se num instante.
"Olha avó, Paz e Sossego!"
Olhei com admiração e pedi-lhe para justificar.
Sossego: é que estes dois todo o dia fazem barulho ao meu lado e Paz: porque não me deixam (em paz) um minuto.
Sindroma de filha mais velha a desejar ser filha única.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

É isto mesmo. Ou talvez não

Já deu para perceber que hoje estou lamechas. Estou naquelea dias em que todas as atitudes me magoam e vejo um segundo sentido, quiçá onde não há.
Tem dias assim em que equaciono e balanço as emoções. E penso se valerá a pena.

Sem comentários...meus.

Como os valores e o respeito mudaram dando lugar à permissividade e impassividade dos pais, responsáveis pela educaçaão dos filhos. Presentemente a culpa de todos os males é sempre dos outros. E os professores são o bombo do arraial.
Que bom era antigamente onde pais e professores davam as mãos na educação das crianças.

domingo, 27 de setembro de 2015

E perguntam-me como é que foi o domingo?

Foi, foi mesmo. Foi-se nas brumas do vento. Daqui a pouco já é segunda.
E foi passado na casa de banho. Não, não estive a esvaír-me...estive foi a desentupir canos. E há "canos" não tinha esta treta entupida a sair água dos ralos...
Foi, a modos que, um domingo de caca, para não dizer aquela palavra que encaixa aqui que nem colheres num faqueiro.

É de deitar por terra as expectativas!

Chamo pela Pulga - a Maiveilha.  Volto a chamar desta feita mais alto, não fosse a rapariga estar distraída e não ouvir a minha voz. Não me responde porque sabe que é para fazer "algum servicinho". Chamo, mais alto, enquanto me dirijo para ela. Oiço uns suspiros de desalento, mas nem me sente.
Vou até à sala e digo: "oh, rapariga eu chamo, chamo e tu nem apareces nem respondes. Imagina que me tinha dado alguma coisinha e estava morta no chão?"
Olha para mim, com cara franzida de admiração e, nas calmas, diz: "Morta? E a chamar?!"
Raça de pequena!

sábado, 26 de setembro de 2015

Quase quase a dar com o pára-choques nas canelas

Se háa coisas que me fazem saltar a brotoeja pelo corpo todo é ver velhinhos, taditos deles que na sua altura de novo não havia carros nem passadeiras, a atravessarem o caminho onde bem querem sem olhar aos sinais. E ainda afrontam quem vai ao guiador do carro com sinais de "espera, não tás a ver que sou velho? Não vês que sou cambado? Tadinho de mim que já muito vivi e agora voces, novos, vão ter de esperar que eu arraste as patas até ao outro lado e se me apetecer atravessar na diogonal vais esperar na mesma! Bruto que ainda resmunga!" diz o velho.
Mas mais caricato é ver um novo na casa dos trinta, bem formado, de canela engessada a dirigir-se para o centro de saúde e atravesar num cruzamento. E, melhor, a andar como se em vez de gesso fosse ferro, pois que estva custoso para levar a perna engessada com a ajuda de moletas ao outro lado.
É aqui que faço a comparação entre estes dois entes. Se por um lado ambos cometem uma infração, por outro o rapaz de moletas, cambado, como o velho é, ainda pior. O velho, ainda-vá-que-não-vá, e aqui vêm as desculpas da idade, da agilidade, dos comportamentos, mas o novo?, bahhhhhh, era mesmo dar até cambar da outra.
Portantus, novos e velhos tudo "aieito"! Venha o diabo e escolha.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eu cá sou assim

Mete-se-me a mania, e logo ponho pernas a andar para obtê-la.
Já fui, já comprei, não o forno, mas sim um conjunto de base, verniz e gel endurecedor. Já estão aqui a secar e eu morta por ver como se portam quando lavar a loiça de uma semana, brincadeira, aqui quem lava a loiça é o cabeça de casal. Mas estou aos saltos para ver quanto tempo fica o verniz nas belas unhacas que tenho.
Bom fim de semana com muito bom tempo para secar verniz.

É bom ter quem se preocupa...

...e me envie uma mensagem da melhor maneira, e mais baratinha, de curar a mania, sem ter de comprar o forno. Esta mania que me corrói os intestinos de querer ter as unhas pintadas sem andar atrelada ao frasco de verniz.
Querida, assim que as Pulgas saíam da cantina, vou mandar as pernas para o bólide (sim, a pé não vou), e vou "mimbora" para a compra do ano.
"Hádes" ver...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mania é pior que louco

E quando me mete uma na cabeça não há volta a dar, refundio, mexo, escarafuncho até aliviar a mania. Agora entendi de ter as unhas pintadas e, por isso, ando em negociações para comprar uma máquina de secar verniz de gel. Já me lembrei de pintar as unhas e meter no forno, mas tenho receio que fiquem encarquilhadas (estou a caçoar!).
Vou comprar, não há volta a dar, uma maneirinha e daqui para a frente vou ter sempre, ouviram?, sempre as unhas pintadas.
Manienta que sou?

Quem tem filhos tem cadilhos e malas de oito mil euros

E filhos que oferecem à sua santa mãezinha uma malinha coisa e tal mazómenos de oito mil euros é que tem além de cadilhos tem montanhas, rios e vales de dinheiro.
Falo de Ronaldo. Os cadilhos da mãe dele ertamente não são os nossos.
Uma mala Hérmes Vintage bem ao gosto de uma carteira como a dele. Mas porque raio o mê Bisalho não acertava com o pé na bola quando era adolescente?

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O quê? Não acredito!

Ai Mê Dês, atão não é que o mundo vai acabar no dia 28 deste mês? Recuso-me a ver o fim dele. E marquei eu passagem para ir visitar o mê Bisalho no início de Outubro. Quiçá só nos vemos no espaço sideral. Quer dizer que se se concretizar o fim já não o vejo, já não viajo. Depois fiz exames e análises e outros tratamemtos para ter saúde e, afinal, vou morrer cheia dela? Ráspartaosacristo!
Não sei a razão do fim mas é qualquer coisa relacionada com a Lua Vermelha e o eclipse.
Prontinho, foi o suficiente para me pôr de mau humor. Será melhor tomar um calmante "quisto" de saber o dia da morte do mundo deixou -me aos saltos.

Sei de quem

Ora sabem que esta noite trovejou que mais parecia que o céu caía aos bocados? Ou andaram a remodelar o altar dos deuses e a partir pedra ou a arrastar mobília. E sabem que muita gente acordou aí pelas quatro da madrugada e não consegui dormir? Pois, eu também sei. E sabem que houve gente que não ouviu um trovão nem viu um relâmpago e que dormiu a noite toda como um anjo sem saber que outros não dormiram? Eu também sei.
Essa foi eu. Possas, isto de ser surda e não dormir com os aparatos nas orelhas tem cá muito que se diga. É que fico preocupa, qualquer dia levam-me em braços a modos que noiva a entrar no quarto para a lua de mel e eu nem sinto. Nem sinto nem vejo, é  que também durmo sem óculos.

Mas o que é isto?

Não há forma de se decidirem lá nos altos, e certamente, o metereologista do céu faleceu ou desceu aos infernos, é que andam aos tombos sem saber o que fazer em relação ao tempo!
Ontem um dia fantástico, com muita humidade, bem sei, que a água, como disse, caía pela faceira abaixo, hoje acordei molhada, ou melhor, com chuva. Uma pessoa até acorda com fel nos bofes e a espumar bilis só de não sentir o sol a entrar pela janela. Ah, mas isto não fica assim, não fica não, nem que eu remeta um fax directamente ao Pedrocas a orientá-lo. E, como diz o mê Gugu, e bem que disse: "se já choveu no verão não devia chover no outono". Assim como se fosse por quantidade remetida de cima para baixo e, olhem, já tivemos dose dupla.
Vamos mazé dar as mãos e fazer a corrente de oração e avançar com um abaixo-assinado a ver se resulta. Chuva sim mas SÓ no inverno e esse ainda vai tardar.
Caramba, uma pessoa até acorda tristezinha! E ai levar tempo a ficar alegre, pelos vistos. Ai, como detesto estes dias em que nem é carne nem é peixe!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

"Sete vidas"

Vi e gostei do filme. Passou ontem na Foxlife.

Tim Thomas (Will Smith) é um homem que passa a sofrer de depressão após um acidente automobilístico do qual ele se julga único culpado e que causa a morte de sete pessoas, incluindo sua noiva, Sarah Jenson (Robinne Lee). Para se redimir e retirar de si todo peso que esse fato lhe proporciona e que o persegue em constantes lembranças, ele toma a decisão salvar sete pessoas, o mesmo número de pessoas mortas no acidente. Faz-se, então, passar por Ben Thomas, seu irmão, e usa suas credenciais de agente do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, no intuito de localizar as pessoas que serão alvo de sua cuidadosa e premeditada redenção. Seus planos mudam ao conhecer Emily (Rosario Dawson), uma linda mulher que sofre de um problema de coração, por quem se apaixona perdidamente. Ben, então resolve que uma dessas sete vidas que ele irá salvar é a vida de Emily. Após uma noite de amor com a moça, ele resolve cumprir seus planos.

Só mesmo numa de fazer inveja

Estamos com 27 graus. E eu estou aqui embuseirada sem vontade de fazer o que quer que seja pois que os pingos caem pela faceira abaixo. Vou mazé  descansar que o fim do mundo não é hoje e amanhã também é dia e, depois, se fizer tudo hoje amanhã não tenho nada para fazer.
Mas mesmo com 27 graus às cinco da tarde quem pode?

Mas toda a gente me pergunta...

....como ocupo os meus tempos livres agora que estou aposentada. Eu respondo: "faço voluntariado".
"Ah, óptimo", respondem. "E onde?" Eu respondo: na cantina.
Ficam a olhar para mim, uma vez que geralmente são professoras aposentadas como eu que frequentam: dança de salão, ginástica, arranjos florais, inglês...
"Mas em que cantina?"
Tenho de explicar tudo, não é? Tenho de abrir o livro na página da cuscuvilhice.
E começo: "como sabes tenho três netos que vêm a minha casa almoçar todos os dias desde que o mundo se formou".
Ficam a olhar e a apanhar papéis a ver se encontram a explicação e a relação entre o voluntariado/cantina/netos/almoço.
E recargo as baterias para dizer que faço almoço (e lanche sempre que necessário), de livre vontade e com todo o gosto em regime de voluntariado para os meus netos, porque entendo que a família está em primeiro lugar, por que muitas vezes os seus parentes são esquecidos, mas os outros não. Há muito boa gente que faz pelos outros, deixando os seus ao deus-dará. Dar sim mas na medida do possível de dentro para fora. E depois passamos a outros níveis. Por enquanto é assim.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Alzheimer

Esta doença é terrível e não páro de pensar nela. Hoje vi a reportagem e com mais medo fiquei. Quando se esquece quem somos, de onde viemos e para onde vamos perde-se tudo. Quando o fio condutor se quebra nada volta a ser...
Na reportagem uma mulher disse que muitas vezes o marido a cumprimenta esticando a mão, nesse momemto ela sabe que ele não está cá e não sabe quem é. Nem ela. Uma vida conjunta, companheiros de viagem, de dias passados, uma vida a dois que deixa de existir. Ou melhor passa a três...
Tenho medo, muito medo. Não sei o que o amanhã me reserva, mas apavora-me deixar de conhecer a minha família, as minhas Pulgas...

Diz que é hoje...

...que começa o Outono.

Fotografia: Braga, onde a 17 de Agosto, deste ano da graça, já havia folhas no chão a lembrar que ele estava a chegar...

domingo, 20 de setembro de 2015

E hoje deu-me pra isto...

...porque, às vezes, tenho a mania que sou rica.

E falam dos portugueses? Olha lá se os outros não são piores!

Ontem na viagem que tinha a fazer de catamarã, oferta do SPM (já agora aproveito para agradecer), a guia que nos encaminha para o passadiço de embarque pedia para formar uma fila, disse em inglês, em francês e, claro, em português. Todas as pessoas respeitaram excepto um camone que se colou a meu lado, verdade seja dita que ainda me apeteceu dizer que colou-se à pessoa errada, mas deixei para depois. Continuando a andar, todos em fila, eu com o "bife" ao lado como se fosse tivesse azougue, chegou-se ao passadiço. À minha frente estava um casal e continuou à frente, eu, alargando os ombros (pois percebi que o bife tinha acompanhamento), disse à guia quando ela intentava receber os bilhetes que aquele senhor não tinha respeitado a fila (pois adiantou-se de trás para se colar à frente) e ainda lhe referi se fosse um português era logo apontado com o rótulo de falta de educação e...riscas rabetas verguinhas de chapéu de sol.
Disse ela que "não se pode fazer nada". Bem, aí levantei as dragonas dos ombros e disse-lhe "ai pode pode, pode começar por receber os bilhetes de quem está na fila como pediu e só depois receber os desses camafeus que julgam ser espertos".
Tardou um pouco pois que o catamaran ainda fazia a manobra de atracação, e eu a morder a coisa.
Mas, pronto a guia fez o que havia de ser feito para manter o manual da boa educação e o respeito pelos outros - os que cumprem- em dia e começou por receber pela ordem correcta de chegada deixando os infiltradores de queixo caído.
Ainda pensei que, se calhar, eles - os bifes acharam que os madeirenses são refilões, que não se contentam com o dinheiro que levanta a economia, que são ingratos, por não levarem em ombros estes turistas desrespeitadores das normas de cidadania.
Colar-se a mim, logo eu que nascem rebentos pelo meu corpo ou seja refilos e desato a fazer rabanadas de vento sempre que algo me pisa um pé.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Cá estou fresca que nem um aipo

E ontem lá fui eu fazer o tal exame que diziam ser cobras e lagartos que ia ficar assim que ia ficar assado e cozido e frito...e com o rabo a doer de tanto evacuar...
Dois dias a dieta sem poder comer as minhas saladas, frutas e cereais, um dia só a líquidos eis que estou aqui nem mais gorda nem mais magra. Simplesmente mais saudável.
Aquele pozinho é que me deixou enjoada, a sério. Uma carteira e de seguida dois litros de á gua é, a modos que, aborrecido, mas lá tomei e ali pelas três da matina dá aquela volta nas tripas e corro para o "escritório" para a primeira descarga. À saída estava mê senhor, o mê amparo, que julgava ver-me de rastos ou de cara franzida. Nada disso. Estava bem, muito bem. Volta para a cama e às oito uma nova carteira de pózinho e duas litradas d' água, e espera que já vais a correr. Nem me deitei. Nada. Nada mesmo. Comecei a ficar preocupada pois tinham-me dito que se evacuava até sair a tripa grossa e eu nada.
Fui até ao "escritório" mas só naquela de "vou ver se sai mais um coisinha". Nada. Nada. Mais preocupada fiquei quando me disserem que se "o intestino estiver com porcaria o exame é adiado". Ai mê Dês. Dois é demais!
Fui sempre com a incerteza comigo. Porque só tinha evacuado duas vezes. É pouco, disserem.
Em chegando ao exame lá rezei um terço do rosário para me sentir protegida, vesti a saia rodada que me deram e entrei com o pé direito. Deitei-me de lado de rabo à mostra para a médica e aí começou a odisseia.

(Continua....)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Levei tanto tempo!

 Eu só via um sapo mas diziam que era um cavalo. Dei voltas e mais voltas só ao fim de dois dias descobri-o. Descubram também o cavalo.

Tenho-me cruzado com pessoas tão secas...

...que julgo que nas veias não corre sangue. Estão secas. Sem seiva da vida.
Não manifestam carinho, gratidão, não sentem o dever...
Acham que tudo o que recebem lhes é obrigado por inerência da socidade. Só sentem direitos nada de deveres. Falo de gente adulta. Sem sentimentos pelos mais velhos, sem carinhos...
Choca-me que passem por mim sem respeito. Dizem que a família é o suporte da sociedade. E quando é no seio da família que se sente esta falta de carinho? Este desamor? Filhos hoje amanhã pais. Semear para colher. E quantos semeiam amor e recebem-se desdém.
E se...e se os filhos agirem de igual forma? Os filhos observam e repete o modelo que presenciam. Entristece-me. Uma sociedade virada para o seu umbigo. Preocupa-me o papel destas pessoas - as sem seiva de vida, na sociedade. Parece-me que, às vezes, têm receio de roçar num idoso, será que as rugas passam só por tocar?

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Durante três meses...

...eu e o mê senhor temos a mesma idade. Quer dizer: ele começa nos 59 e eu dirijo-me para o final. Daqui a três meses entro nos sessenta e aí ninguém me aguenta (prontus, era só para rimar). Melhor dizendo e agora um pouco de matemática, uma situação problemática como se diz hoje em dia ou um problema à maneira antiga. Se eu sou mais velha do que o mê senhor três meses atão, quando a minha mãe estava na agonia do parto, a gemer e a gritar pela Senhora das Dores e pela Virgem do Parto, a mãe dele estava no prazer da....falta-me a palavra. Coloquem lá vocês que eu tenho de ir a correr a um sítio, posso?

O que faço eu?

Sim, digam-me, se puderem, o que faço eu aliás, o que como eu durante três dias se estou proibida de ingerir saladas, hortaliças, futa, cereais e tudo o que tenha fibra?
O outro, o cantor, procupava-se sem saber o que fazer se não tivesse o beijinho, o carinho, o abraço, pois eu estou mais preocupada por não comer frutas, legumes e cereais. Bem, vou viver de beijos e abraços...até quinta-feira, data do exame.

Duas num dia já não aguento

Acalmem-se e aquietem-se que isto ainda nem começou.  Ontem foi a festa de anos do Gu-gu aqui, na casa da avó e, porque o avó faz anos hoje, dia treze de Setembro do ano da graça, resolveu-se juntar o shampoo e amaciador num só, perdão, de repente esqueci-me de que estava a falar de aniversários, ora bem, juntou-se a festa do neto e do avô, como (quase) sempre.
Então foi assim: jantámos ainda no dia doze e a partida do bolo foi a treze, assim que deu as badaladas no relógio da igreja o bolo entrou.
Por isso hoje é dia de arrumação porque ontem foi dia de diversão.
Parabéns ao mê senhor pelas suas 59 primaveras. E pronto, duas num dia é pra rebentar com os intestinos, com o fígado, com o estômago, vesícula, esófago e...com a cabeça porque quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga, não é?

domingo, 13 de setembro de 2015

59 anos

Faz hoje anos o senhor desta fotografia que, por acaso, e foi mesmo por um acaso se tornou "mê senhor".
Parabéns e venham mais cinco, pelo menos...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Desceu sobre mim o manto

Estou aqui "embuseirada" metida no canapé, canela esticada, olhar lânguido, com a força e a vontade de me levantar ao longe, vejo-as daqui mas não chamo por elas, deixo-as onde estão, bem longe de mim. O manto da preguiça tapa-as.
gmas, penso que desta forma nada se faz. Há que produzir, há que deitar as mãos ao trabalho, agarrar com unhas e, se necessário, com os dentes, "canão" a moleza iinstala-se.
Bem, vai disse tudo o que tinha a dizer a mim e a Moi-Même que se encontra sentada ao meu lado, agora vou convencer Euzinha, a empregada suplente brasileira que está em minha casa até agarrar um visto, se possível Gold para permanecer nesta ilha do sol que as coisas fazem-se não aparecem feitas, que as fadas só existem nos livros.
Bem, já falei já disse agora vou mazé preparar umas coziquitas para amanhã, uma vez que a grande festa, o arraial de comes e bebes de aniversário decorre aqui na mansão. Umas coisitas poucas para adoçar os cinquenta convivas (e aqui aumento um pouco para dar suxpense e deitarem aquele ahhhhhhhh para fora e porem a vossa imaginação a funcionar, ao mesmo tempo que de testa franzida exclamam: " ah, coitada da avoGi!").

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Uma bela pança

"Tens aqui uma bela pança", diz Baixinha segurando no meu rolo, vulgo pneu abdominal, entre os dedos e a apertar subindo e descendo.
É caso para uma pessoa que se preparava para ingerir a refeição do dia perder o apetite. Mas eu não o perdi! Com esta frase senti os remorsos a bailar o "Bailhinho da Madeira", sentei-me à mesa com a mão na testa e pensei: "se já o tenho, nada feito, vou mazé contribuir para que se mantenha".

Dia de erguer a voz bem alto...

...e cantar os "parabéns a você".
O mê Gu-gu faz, hoje, seis anos. E vai encetar a caminhada da escolaridade obrigatória. "Vais ser político", digo-lhe eu. " Não, avó, vou ser o homem do lixo".
E digo-lhe que todos os trabalhos são importantes e dignos do nosso respeito.
Mas..."no carro do lixo?" digo eu sem que ele me oiça. Até lá que mergulhe na vida sempre de cabeça, que faça as escolhas correctas, que nos dê muitas alegrias. E nunca perca o sorriso de boca aberta, franco, estridente e sincero.
Parabéns.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Fiquei sem pinga de sangue!

Está aberta a época das análises e exames cá da escriba que vos escreve. Depois da série dedicada às fezes que, cá para mim, é do pior que se pode fazer, depois vem a micção para dentro do frasco hoje foi dia de tirar o meu precioso líquido da veia.
Logo eu que sou, desculpem o termo: "cagadinha" desta cena e é ver-me pensar em cavalos brancos e prados verdejantes ementes a enfermeira puxa e suga da veia. Mas, o que me fez esbugalhar os meus limdos olhos cor de alface foi constatar que o meu néctar é diferente do do mê senhor. O meu é a modos que escuro assim como mosto, escumoso, cheio de bolhas, o dele é mais sangria, mais líquido sem bolhas.
E, não sei a razão de estar sem foças. Ou sei. Pois, é isso, umas bisnagas de vinho mosto, perdão de sangue faz muita falta ao meu precioso corpo.
E depois daqui a dias vou ter de fazer aquele exame que, segundo dizem os "homemsexuais" gostam. Preciso de explicar ou chegam lá?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A mim transcende-me

Há situações as quais fico estarecida só de assistir.
"Aquintrodia" uma mãe dava bolo na boca dum menino, ele só fazia o favor de abri-la e o bocado de bolo era metido lá dentro, mesmo assim mastigava, já não era mau. O menino tem, seguramente, oito anos, gordinho e sem paciência para comer, nem sei cmo está fofo, deve ser por conta da comida que é facultada pela mãe.
Até aqui nada de mal cada mãe faz pelos seus filhos o que acha ser a melhor forma de os educar para a vida. O que me transcendeu foi o facto do menino ter o tablet ligado nos jogos e usar as mãos para movimentar os bonecos.
Ora, se não tivesse mãos, aí sim, sentiria que a mãe era o elo de ligação entre a comida e a boca mas, com aquelas mãozinhas gorduchas a mexer no tablet deu-me uma vontade mórbida de dizer àquela triste coitada que está a criar um pequeno monstro gordo e sem saber que as mãos também são usadas para levar o comer até à boca e não só, mas também para mexer no pequeno tabloide.

domingo, 6 de setembro de 2015

Oh, gente amiga!

Sosseguem. Não emigrei, não escafedi, não fui de férias, não me econdi e muito menos azouguei. Estou cá de corpo e alma, mas com outras prioridades e vai daí o "bilhogue" fica entregue aos deuses. Nenhum deles escreveu, dizem vocês. Eu deixei bem expresso que sempre que me ausente umas horas da bloga, eles devem escrever calquer coisinha, mas não escreveram nada? Diabos.
Mas estou cá, por enquanto...

Muito mal vai o nosso Portugal

"Em 32 cursos houve entradas com média inferior a dez", é um dos títulos do "Notícias o Minuto". São, precisamente 829 alunos que vão "patinar" logo no primeiro ano.
Muito mal se estuda, muito mal vai esta permissividade de entrar num curso com média baixa e esperar que uma estrela brilhe no céu e uma porta se abra no mercado de trabalho.
Mas uma dúvida me assola a consciência, quantos com médias altas não poderão entrar na faculdade por causa de meios económicos? Continuo a achar que a sociedade é injusta e premeia os que menos se esforçam na vida.
A notícia toda (aqui).

Meu rico filho!

Um adolescente mata a mãe, não sei porque motivos ou, melhor dizendo, se porventura há motivo para tirar a vida a alguém que nos deu a vida, mas este jovem lá das américas, mata a mãe e depois vai dormir, descansadinho na sua caminha.
Era um jovem excepcional na escola e boa pessoa, dizem mas, algo não esteve bem naquele dia.
Dscobriram o corpo da mulher de 44 anos, morta, quando um técnico bateu à porta e ela foi aberta pelo rapaz que tinha sido acordado pelo som da campainha. Quano lhe perguntaram pelo sucedido não mostrou qualquer arrepenimento.
"Mê rique filhe, ézomê orgulhe!" como diz a minha amiga Dolores ao falar do seu Cristiano.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Não consigo olhar!

Aquela imagem do menino afogado, de barriga para baixo numa praia turca é a "fotografia do naufrágio da humanidade" como refere o "Público". Não consigo estar mais do que um milésimo de segundo a olhar sem que as lágrimas bailem nos olhos. É deveras constrangedor! E a imagem do polícia que o leva nos braços o é também.
Vinham à procura da Vida e encontraram a Morte. Eu não consigo olhar mas ao mesmo tempo olho aquele menino que morreu no mar e penso que algo está mal. Algo está a acontecer e o mundo deixou de ser um lugar seguro.
Se quiserem ver entrem (aqui).

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Obrigada, é bom saber que não sou maluca!

Ide ler o artigo e depois digam calquer coisa.
Logo eu que falo com Moi-Même todo o dia! E ela responde, o que é o pior grau de maluqueira. Vou já dizer a Moi-Même - aquela empregada que tenho desde há muito e que é uma mula teimosa - que neste momento está de perna esticada no canapé ao invés de fazer as lides domésticas para ler.
Ai entrai (aqui) e aliviem-se aqueles que como eu falam sozinhos.
Não sou maluca, não sou maluca, afinal sou um génio. Coisa maibaua de se saber!
Até a afta bucal deixou de doer.

Ora bem! Vamilhá a ver se nos entendemos!

Alguém muito querida cá deste "bilhogue" que é omeu humilde casebre, uma vez que é nele que me refugio, que me escondo, que me divirto também, apontou-me para o erro da palavra "deixá-los". Dizia ela que estava errada, que escrevo com erros, que sou burra que os meus alunos devem ter tido dificuldade em me entender que não coisa que coisa, que mais coisa e merdinhas sem a importância que não dou, mas, este, vou dar resposta.
Querida carrapata de estimação, nós madeirenses dizemos esta expresão em vez da correcta e, se não sabe a menina, vai ficar já a saber que eu esrevo muito "à madeirense" muito à forma peculiar que nós falamos e que é do conhecimento de todos. Eu sei que é "deixai-os", uora se sei não era necessário ter escrito "cinque milhe" vezes ou perto disso para que eu aprendesse.
Sabe, dizem que "burro velho não aprende" eu sou mais não querer aprender porque capacidade tenho.
Mas obrigada, minha carrapata que não deslarga aqui a porta, "vamilhá" a ter um pouco mais de educação antes que eu a mande "caçar grilhos", é que está na época deles.
Com a paciência de sempre. Afinal eu nasci para indicar o caminho da luz.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Úlceras bucais e outras lesões orais

Estou farta de ter estas estafermas na boca. Além de incomodar impossibilitam-me de falar. Atão não é que tenho uma úlcera bucal aqui mesmo à entrada? Estão a ver? Aproximem-se, caramba, estou farta de estar com a boca aberta para verem e vocês nem se aproximam? Não é contagioso, podem chegar-se ao monitor.
Uma pessoa até lhe custa a engolir a comida, uma pessoas quer falar e a malvada da dita estorva, uma pessoas até pra rir fá-lo de boca fechada como se tivesse um dente podre! E arreganhar está fora de hipótese.
É o frio, é o quente, é o ácido, o doce, o amargo ...estou mesmo aborrecida! Não'podia dar na língua dos que falam mal do outros em vez de na minha gengiva?

Deixá-los falar um dia engasgam-se

Se é! Uma mulher nunca está só, há sempre uma outra a falar dela. Ou um outro. Que nisto de ofender os homens também são fadistas. Uora se são!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Feliz ano novo

Por muito que eu não queira pensar no quanto eu trabalhei e, no quanto eu me diverti, neste dia vem sempre à lembrança estes bons momentos. Porque, para nós, docentes, o dia 1 de Setembro é o dia de desejar "Bom Ano" a quem por nós se cruza no espaço educativo.
Por isso, deixo aqui o meu apreço  a todos os que iniciam o ano escolar. Deixo, também, uma palavra amiga aos que como eu enquanto não agarrei um lugar para me fixar, andava nestes dias com um formigueiro pelo corpo acima.
Mas, com uma certeza porém: sabia que ia ser colocada. Cá ou lá, mais perto ou mais longe sabia que, algures, existia um lugar onde podia por em prática os meus ensinamentos. Hoje não. Presentemente é um vai-vem de emoções! Um vendaval que desmorona a cada dia que passa e não chega a "carta de chamada".
A todos desejo "Um Bom Ano". Que seja profícuo, desejado e acima de tudo que transmitam valores de cidadania aos seus educandos. Que o mundo seja melhor porque um docente contribuíu para isso.
Bem hajam, educadores!

Calor humidade e pulgas

É assim a modos que um sufoco estar sentada entre duas Pulgas - as manas - que cá o rapazinho anda na baique. Ambas querem ficar ao meu lado e, para não haver "cozido de beiças penduradas" ou melhor chatices, sento-me entre ambas as duas. Mas depois, nem posso mexer e abrir os braços é, literamente, em cima de mim.
Costumo dizer que tenho "azougue" ou em português de Portugal, iman.
E fico a modos que galheteiro. E sem poder respirar!
Com este calor e humidade que nesta santa terra é sempre acima do recomendado por lei, fico a vender calor e suor.

A minha médica de família é cá uma fadista!

Hoje foi dia de médica de família para as costumeiras análises de entrada de ano, sim, que por mais que passe os anos como aposentada eu continuo a funcionar com o ano novo em Setembro, que querem?, ossos do ofício...e a médica já conhecida cá da gente, dizia ao mê senhor que tem de ter cuidado com a alimentação, está um pouco acima da média e depois, o coração...!
De repente olha para mim e diz:
- Ele não come o mesmo que a senhora. É que tá magrinha!
Soltei uma gargalhada daquelas sinceras, fortes, ressonantes. Logo eu que tenho a mania que estou gorda, que preciso de dieta, que não caibo na roupa, que fico triste ao olhar o meu corpo empregado (cheio de pregas, leia-se), afinal estou "magrinha".
Ou as lentes dos óculos não estão com a graduação certa dos olhos dela, ou quis ser delicada, ou  fez confusão com outra. Outra, leia "outra mulher" e não "A outra mulher".
Por isso meu pipole darlingue ofe mai rarte hoje vai avançar uma dose de tripas ao almoço com um arroz de cabidela e umas entremeadas, ou quiça uma dose de feijoada com umas entradas de paio, chourição, morcela, farinheira, hã? Que tal?