Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sábado, 31 de outubro de 2015

Diz que sim

Diz que hoje é a Noite das Bruxas. Elas andam por aí disfarçadas ou não. Por mim já se cruzaram algumas. E já vi tanta durante esta minha curta existência. E das que infernizam a vida dos mortais. Hoje é a noite delas e que comece o baile.

Como as pessoas são

Quando te dizem e recomendam "tem cuidado" referindo-se a uma pessoa, quando se comprovam atitudes, e alertam "um dia vai-te fazer a ti o que fez a mim" e tu teimas em não acreditar e, na certeza de que os outros é que julgam mal, dizes que "não é bem assim, estás enganado"...
Afinal comprovou-se. Eu é que era a estúpida que acredita sempre na boa-vontade, na confiança, nas boas acções. Veio a comprovar-se que "quem é não deixa de ser" por muito que a terra gire...
Pensamentos periclitantes matam-me.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Sem tirar nem pôr...

Por aqui também é assim. Felizes dos netos que têm uma avó que os defenda, que não os maltrate, que deseje tê-los sempre ao pé. Porque há avós que preferem tê-los fora da porta.
Felizes das Minhas Pulgas...

Um dia vou falar daquelas pessoas...

...que, apenas, usam toalhitas para a sua higiene diária. Nunca tomam banho para não gastar água.
Um dia talvez desenvolva este tema e o quanto é desagradável estar ao lado de pessoas que controlam todos os movimentos. Um dia, talvez fale do nojo que se sente de pessoas assim...
Um dia falo sobre certos comportamentos. Hoje não é o dia.

Síndrome de Sensibilidade Selectiva do Som

Eu tenho. Admito. É maizómenos uma embirração com os sons que as pessoas fazem quando mastigam, quando chupam o esparguete, quando bebem café ou chá quente ou quando sorvem a sopa. Se há coisas que não suporto é mesmo estes exemplos.
Mas fiquei satisfeita pois que este sindroma chamado de misofonia (muito parecido a telefonia), só 20 por cento da população o tem. E existe algumas vantagens.
De acordo com um estudo (mais um, chiça!), as pessoas que são hipersensíveis a certos sons são mais criativas. Ora isto deixa-me babada, com guardanapo no queixo a aparar a baba é que, eu sabia que era criativa, mas não sabia, de todo, a proveniência. Agora quando alguém fizer barulho ao comer ao meu lado em vez de me abstraír, vou mazé pensar em novos projectos ou seja, pôr a criatividade em movimento.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Não preciso de pretexto...

...para reunir a família e bons amigos. E sábado passado foi um desses dias. Boa comida, boa bebida, muita conversa e, acima de tudo, amizade sem pretensões, sem cuscuvilhices, sem malícias duvidosas e, como se costuma dizer: o resto pouco importa porque "os cães ladram e a caravana passa".
E venham mais dias dedicados ao repasto mesmo que sejam carnes vermelhas. E de lapas em excesso.

Fotografia: colecção do repasto de sábado passado. E faltam as salsichas, chouriços e outros...

Não, não e não, por favor...

Dizem por aí que as montras já estão enfeitadas para o Natal. Disse a minha irmã que Londres já faz tempo que as lojas estão com decorações alusivas. Eu cá não sei não mas acho uma sobreposição de datas. Para mim Natal é em Dezembro e não quando um lojista quiser. Para mim ainda falta comer as castanhas assadas e o bacalhau, as nozes e a jerupiga, as romãs e diospiros. Ainda não se provou o vinho nem se fez a água-pé.
Cada coisa a seu tempo, e digo que se eu tivesse uma decoração que fosse já de natal era certo e sabido que no dia de Festa ia-me disfarçar de carnaval e comer malassadas com mel.

Pessoas com óculos, egoístas e ríspidas, uma mistura letal

Um dia vou falar sobre as pessoas que têm óculos mas não os usam, fazendo um esforço mórbido para comer e ler está fora de questão, só para não riscar as lentes.
Um dia falo também de pessoas tão egoistas que fazem de tudo para substimar, desqualificar os outros, dizendo tantas vezes: "deixa, tu não sabes como fazer. Eu é que sei". Um dia falo também de mulheres que tratam os maridos com rispidez e eles continuam de orelhas caídas consentindo, mas aproveitando as distracções delas para dar uma avançada...
Um dia abro o jogo e desato a dizer tudo sobre este tipo de pessoas. Hoje não, um dia talvez fale também de mulheres que vestem as calças, mandonas. Um dia talvez! Aguardem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

E, hoje, era dia de surfar...

...na tábua de engomar. Mas não. Não apanhei uma boa onda, por isso guardei a prancha, volto amanhã. Daqui vejo a prancha e a roupa certa para o efeito, falta-me o essencial: a onda.
Amanhã, amanhã será um dia bom para surfar na tábua de engomar, hoje não.

Só de pensar sobe um arrepio!

Saber que daqui a dois meses já passou o natal, arrepia-me. Arrepia-me, também, saber o quanto se espera por esta data e o quanto ela foge por entre os dedos. Arrepio-me só de pensar que não tenho dinheiro suficiente para oferecer todas as prendas que as minhas Pulgas já falam que vão pedir ao Pai-Natal.
Estou arrepiada, portanto!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Detesto ouvir certas frases

"Aquintrodia" como se diz no meu rural, alguém perguntava a outro alguém onde ia deixar o cachorro enquanto ia de viagem. Resposta pronta da personagem: "ele vai ficar com os avós".
Minha gente, podem crer que me cresceu cabelos no céu da boca e as amígdalas desceram à zona dos joelhos. Se os pais dela são os avós do cachorro, sendo ela a mãe do dito, estou em crer que posso tratá-la por cadela uma vez que o grade a trata por mamã.
Que se estime os animais sou de acordo, mas tratá-los como gente, alto lá c' o charuto!

Ele é um deles

Tive o prazer de conviver durante duas semanas com um homem à maneira antiga, daqueles que, ainda, abrem a porta do carro para a senhora entrar ou sair, daqueles que preparam o brequefeste e levam à cama, daqueles que terminam a frase com um  "dálingue", daqueles que tratam a mulher como se fosse uma peça de vidro Morano, um tesouro frágil. Daqueles que colocam a mulher sobre todas as coisas, atenciosos, carinhosos, sempre com uma delicadeza extrema, digo "extrema" sem sombra de dúvida. E não é fogo de vista, ele é sempre assim. E penso que este formato, este calibre há muito que se deixou de fabricar. Com muita pena minha digo que há muitos que não merecem pisar o mesmo caminho que ele.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

E esta, hein?

Atão os enchidos são cancerígenos? E agora como faço um belo dum Cozido à Portuguesa? Sim, que Cozido sem chouriço, sem farinheira, salpicão, chourição, salsichão e paio e sem um naco de carne de vaca não é prato que se apresente na Festa.
Não há o direito! Podiam dizer isso depois do Natal.

E que tal este calorzinho, hã?

Mas está mesmo como se gosta e se quer. A minha irmã é que tem umas beiças de zanga daqui até Barcelona. É que, na semana passada, caíu agulhas e canivetes do céu, além de um espectáculo de relampejada que toda a gente, excepto eu, tirou fotografias. Mas, a minha mana anda "cus"azeites e pimenta no nariz a bufar quanto mais pode devido a estar um dia de verão, hoje, e de saber que vai estar toda a semana. Não há quem a aguente nem eu que tenho uma paciência sem limites.
A bem dizer, julgo que quer levar o sol engarrafado ou no corpo é que não sai de baixo dele, salvo seja.

domingo, 25 de outubro de 2015

Estou aqui viva e sadia

Eu sei que venho atrasada, mas caramba, eu sou uma rapariga do rural, ocupada, com família, com Pulgas, com trabalho até dizer ináfe.
Daí que, ontem, foi dia de receber família e amigos (e saibam que a chuva só me aborreceu, porque churrasco não se faz dentro de casa, não é?). E hoje a mana quis ir até à banda do norte ou melhor, até ao Porto Moniz e, vai daí, este meu humilde casebre ficou a modos que abandonado.
Amanhã a mana (de 75 anos) regressa ao sítio de onde veio e eu regresso à rotina.
Abençoada rotina!
Fotografias: Porto Moniz, hoje, domingo

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não acredito!

Diz um estudo, e hoje em dia há estudos para todos os gostos e preços....aliás, deviam fazer um estudo à quantidade de estudos, mas adiante.
Um estudo britânico afirma que a temperatura ideal para produzir trabalho é uns míseros 13 graus. Ora, na Inglaterra as oficinas, como dizem os portugueses emigrantes, estão sempre aquecidas, as casas idem, atão, no Reino Unido não se produz, por exclusão de ideias.
Eu sou do contra, que trabalhar a bater queixo não é pra mim. Eu produzo bom trabalho quando está acima dos vinte. Trabalhar sim, mas quentinha.

Ó senhor guarda não leve a mal...

Um acidente num dia de chuva, coisa muito comum por aqui, no meu rural. Um polícia de apelido ou alcunha, como quiserem dizer :"Robocop", estava a gerir o trânsito, aliás, estava de telemóvel em punho, diz ele que "pedia o reboque", a sério!?, pergunto eu, e...linha contínua, portanto, proibido passar, principalmente, quando a polícia está por perto. Ele distraído com o telemóvel, dei um apitinho para acordar. Bem, acordou mal-disposto a esbracejar, assim como eu gosto, e que me dá uma coceira no céu da boca, e a mandar, com os braços mudar de rua para um sítio completamente oposto ao que eu ia. Fiz-lhe, também, com o dedo a indicação "por aqui" enquanto ele, com os braços no ar dizia "por ali". Até que fez o que devia estar a fazer, ou seja, controlar o trânsito, e mandou-me passar mas com a indicação de parar ao cruzar com ele.
E começa o "bailhe". De braços no ar como se dançasse o vira e a dizer "olhe, quando vou às urgências espero pela minha vez". Uóte?...ai que me dá uma aflição!, esta foi demais! Ainda lhe disse que, ali, não era as urgências, mas não valia a pena...
Bem, eu estava calma, ele nem por isso, depois de falarmos termina com esta pérola da ciência, sempre esbracejando e espumando: "detesto gente com falta de paciência" e repetiu, repetiu. Eu, com calma, disse: "senhor guarda, não leve a mal, mas, neste momento, quem está com falta de paciência é o senhor."
Calou, não percebeu e eu, com paciência, voltei a dizer a mesma frase.
Fulminou com o olhar...e mandou seguir, calado, sem paciência para responder.
Adeus, "Robocop"...

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Já chateia

Eu sei que ela é necessária, eu sei que há quem precise, eu sei que sem ela não haveria vida na terra, eu sei...eu sei...
Mas também sei que em demasia não é agradável, que em demasia prococa estragos provoca depressão. Eu sei disso tudo. Mas sei que já aborrece esta chuva miudinha e, por vezes, grossa, esta humidade no corpo.
Será que não chega já? Caramba, ainda é Outono. Que mania de pensar que outono é inverno!

Uma vida perdida

Falo do jovem português do Brasil que transportava 80 bolotas de cocaína no estômago. Oitenta é uma grande quantidade para se ingerir, mas é também uma forma fácil de enriquecer. Mas não chegou a tal pois que bastou uma rebentar para lhe tirar a vida. Oitocentas gramas de cocaína distribuídas por oitenta bolotas, portanto, muita quantidade. Uma pena. Morreu a bordo do avião que fazia a ligação Lisboa/Dublin.
Uma vida tirada, uma vida jogada fora tudo porque queria mudar de vida. E aprender inglês, segundo ele.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Acabaram-se as lágrimas

Li, algures, na ronda que faço pelo mundo que, colocar a cebola dentro do micro-ondas durante trinta segundos faz com que os gases que nos provocam as lágrimas se dissipem. Ora bem, cá a rapariga do rural que chora sempre que descasca e corta uma cebola, aliás, eu choro só de ver a cebola em cima do mesão da cozinha para ser cortada, vai experimentar esta moda. E se vos disser que até com alho-francês as lágrimas caem pela faceira abaixo, acreditam? Acreditem, eu sou, por natureza, chorona e, aqui, aquela música e cantiga da "mulher chorona" aplica-se na íntegra. Eu choro por tudo e choro por nada, mas se corto cebolas, aí as gotas de orvalho saem dos meus olhos, sem que eu autorize. E escorrem até ao pescoço.
Mas acabou ou melhor, vai acabar. Um, dois, três, seca as lágrimas c' agora elas, as cebolas, vão dar uma volta no micro-ondas antes de serem cortadas. Só trinta segundos, o tempo de limpar uma lágrima!

Que coisa desagradável!

A minha mana está cá de férias, fugiu, entre aspas, do frio e da chuva e rumou à ilha onde o sol brilha sempre. Ou quase sempre. E não é que tem apanhado com chuva no lombo o dia todo? Está possessa. Eu estaria também.
Embora com uma temperatura de 25 graus, de chinela no pé, calção curto e blusa fina não deixa de ser desagradável ter de se munir de "regedor", o mesmo que guarda-chuva sempre que sai.
Ela bufa o dia todo, ela esperneia, ela pergunta-me se vai melhor, como se....como se eu, rapariga de meia-serra, rural, percebesse de tempo. Fico aborrecida por que ela trazia fato de banho para mergulhar nas águas cálidas do Atlântico, mas o mar, esse "estapor" está nervoso, como diz ela. Nervoso é pouco para justificar as ondas e a fúria ao bater nas rochas, diria antes agressivo.
Mas não deixa de estar melhor aqui, no meu rural, do que em Londres onde está uma temperatura de partir cabeças e chove desde que nasci.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Só por isso?

Li no feicebuque que quem bebe café sem açúcar tem tendências psicopatas. Pois então eu devo ser uma psicopata do camandro pois bebo café e chá sem açúcar, e detesto alimentos doces, tais como bolos, pudins, e afins...
Segundo o estudo feito por dois docentes, as pessoas que preferem os amargos têm tendências malévolas além de sádicas, enquanto as que preferem alimentos doces são simpáticas.
Ora bem, fiquei aliviada, assim descobri de onde vem estas maldades todas que faço, por isso, deixo aqui, publicamente, o meu pedido de desculpas por ser sádica, malévola, perversa e acima de tudo psicopata. Mas não tenho culpa, é a falta de açúcar e, por favor, mandem-me um saco de batatas fritas com sabor a vinagre e cebola pois são as minhas favoritas, pois bolos não me seduzem.
Continuarei a ser psicopata.

Vinagre puro e adeus unhas descascadas

Li, na minha passagem pelas dicas onelaine, que uma forma de preservar o verniz mais tempo nas unhas é humedecê-las com vinagre antes de dar a base e o verniz. Ora bem, gostei de saber até porque vinagre é coisa que nunca falta nesta casa.
Mas, uma dúvida me assola e me consome o meu pequeno cérebro, só falam em vinagre. Ora eu tenho vinagre de vinho tinto, vinagre de vinho branco e vinagre de maçã. Mas qual deles é que uso?
Dúvidas e dilemas de quem agora meteu-se a ter unhas sempre pintadas. Manienta que sou!

domingo, 18 de outubro de 2015

Há deles e delas

Há pessoas que têm um prazer mórbido de contrariar tudo o que os outros dizem. Seja o que for que se diga lá vem a dúvida jogada ao vento fazendo com que a pessoa que fala duvide até de si própria. Irrita-me solenemente. E, ultimamente, é dia-sim dia sim-senhor. Do género: "aqui jaz o primeiro rei de Portugal", do outro lado vem a dúvida: "não é o segundo?!" ou então: "o mar, hoje, está azul" do outro lado a contradição: "não, está verde."
Dai-me paciência para levar este barco a bom porto.

Nós somos o que comemos

Diz um estudo que a personalidade da pessoa muda consoante aquilo que come. Acredito, o corpo também sofre mutações. Que o diga eu após comer um bela duma feijoada transmontana que estou "que nem posso" parece que ingeri um porco inteiro.
Já sei, estão a dizer "depois não te venhas queixar". Eu prometo não dizer nada nem mesmo que me soube como se fosse a última ceia.

sábado, 17 de outubro de 2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Amanhecer em Veneza

Isso queria eu, mas não foi assim. Amanheci mas no hospital depois de um passeio na ambulância. Eram sete de uma manhã que tinha tudo para ser linda.
Lembram-se de contar da queda do mê senhor? Pois, não se lembram, certamente passou despercebida.

Mê senhor resolve passar de um escadote para outro sem pôr os pés no chão, isto no sábado passadfo e, saibam que o hôme nunca foi ginástica, mas pensava que tinha sido um alto gabarito em trapézio. E estatelou-se, ou melhor partiu-se no chão, ainda andei a colar os cacos, mas velho com ossos velhos não cola. Aliás, não há nada que resulte nem a cola dos dentes nem superglo.
Sem contar a cena das horas no hospital, sem contar a cena da suspeita de costelas partidas, sem contar com as dores e gemidos do mê senhor mais a dos trezentos doentes na sala de espera, até foi uma manhã bem passada.
Abreviando, o hôme do demo não partiu mas roturou (ou rupturou) o músculo e anda empalamado das costas. Coisas de velhos c 'os novos não entendem. Falo da ideia que os idosos, têm de pensar c' o tempo não passa por nós e c' ainda, temos a mesma agilidade de outrora.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Onde andas tu, mulher!

Neste preciso momento estou sentada na galeria a ver as "Minhas Pulgas" a piscinar. E com um calor do demônio que mais m' apetece dar um "bargulho" de pés. Só não dou que não quero molhar o cabelo e estragar os meus loiros-esbranquiçados fios! Sim, que o cloro estraga o cabelo.

Agora vou zumbar

Prontes, é assim, quando me mete uma ideia nos cascos não há volta a dar, percorro meio mundo até ver de caras "aquilho" que pretendo. Agora dá que quero praticar zumba. Que querem?, outra mania minha, e assim como quem não quer a coisa ali pós lados da minha casa há, ou melhor, vai haver quem se disponibilize para entreter velhos, perdão, idosos todos os sábados que deus deita ao mundo.
Hã?, vejo aí umas caras franzidas de admiração e uns sobrolhos esticados a quererem sair da testa? Não acreditam que eu, mulher de ideias fixas possa zumbar num sábado pela fresca? Pois amolem os dentes que ainda me vão ver na capa da revista como "a mulher que aguenta isto e muito mais". E salta e pula olé...olé...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Como não sou egoísta e quero fazer o bem...

...serve esta para informar que aproveitei a promoção de uma grande superfície, aquela que começa com "con" a meio tem "ti" depois "nen" e acaba em "te", e já tenho a adega cheia de sumo do Baco até à Festa. Caramba, burra era eu se não aproveitasse este néctar com desconto de setenta por cento!
Custou, mas até arregalo as vistas ao olhar para a quantidade que tenho! E, penso: "e... se arranjássemos motivo para comemorar todo os dias?"
É melhor deixar chegar à Festa, é que daqui a nada é Natal; mas natal não é sempre que um homem quiser?
Deixo ou bebo? Dilemas, esta minha curta vida na terra, só dilemas esta minha vida!

domingo, 11 de outubro de 2015

Chega ao fim...

....o fim de semana. Foi uma delícia. Pulgas desde sexta-feira na "asavó", festa de anos neste domingo, limpezas sem fim (até parece que não a limpava desde o século passado).
As Pulgas ajudaram, assim a modos que eu limpava num sítio elas sujavam num outro. Depois, os baús cheios de brinquedos que, por mais que se diga: tira-se, brinca-se, arruma-se, não há forma de entenderem e aqui a velhota da avó mais o avô é que se colocam como se fossem alemães em guerra, ou seja de rabinho pó ar a arrumar, melhorr a ajudar a meter dentro dos baús as milhentas tralhas delas.
Bem, estou aqui, agora, numa de descanso que, a apartir de amanhã tenho a minha mana e cunhado de férias cá na mansão.
Mas isto não acaba!

É mais que justo!

Segundo o que li no Público, os partidos admitem aprovar o regime especial de aposentação dos professores, sendo que seria de 55 de idade e trinta e dois de serviço, ou 36 anos de trabalho independentemente da idade.
Ora, eu até cresci ao ler a notícia. É que tenho em casa alguém já com quarenta de serviço à espera que dê a sua hora, salvo seja, credo em cruz vá de rastos Santanás!
Isto até que caía bem no estômago, e assim, já se podia alargar o o bico à boa vida.
Mas, e aqui ponho um ponto de interrogação, será que não tem malefícios? Ou falando em linguagem do dia: cortes, penalizações e contribuições?
Cortes, penalizações e contribuições na aposentação fazendo com que a pessoa venha para casa, depois de ter avergado o lombo durante 36 anos a receber o mesmo que os colegas no início de carreira. Seria um pau pelo olho dentro!
A ver vamos! E se vocês, minhas darlingues, pretenderem ler todo o artigo enveredem por aqui.

sábado, 10 de outubro de 2015

Eu e Moi-Même uma dupla perfeita

As Pulgas pediram para comprar castanhas para comerem assadas. Avó que é avó cumpre logo e mata o desejo da canalha. Só que...
Estava eu na lide doméstica, sim, darlingues, tive de avergar a giba e fazer tudinho que a louca de Moi-Même, a empregada imigrante, faltou hoje à picagem do ponto no trabalho. Atão, eu, madame, rainha deste palácio substituí Moi-Même. E vai na volta mê senhor escorrega na escada bate cu traseiro na esquina da gaveta e, as castanhas cá-te-vistes, ou melhor, ficaram adiadas do almoço pó jantar.
O problema é que esta canalha não me larga a roda da saia sempre a me perguntar se já estão cozidas, assadas ou refogadas. Ora, uma mulher, que é uma autêntica fada do lar não faz duas coisas ao mesmo tempo, ou seja, não posso cortar as castanhas e aspirar. Por isso, elas jazem dentro do saco à espera da sua sorte.
E as Pulgas estão aqui ao meu lado a puxarem pela saia,vou ter que ir canão em vez de castanhas tenho "Cozido de Beiças" pó jantar.
E deveria ser Moi-Même a descascar as castanhas por que é trabalho de uma empregada de alto gabarito, mas vou ter de ser eu, já vi a coisa!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Ameijoas à Bulhão Pato

Faz hoje oito dias que comi uma dose delas e, "palavra donra" ainda lhes sinto o sabor. Que maravilha e, ainda por cima ali, na Costa Nova, na marisqueira com o mesmo nome. "Vaiam" lá e saboreiem...
E, hoje, sabia-me bem para tirar este amargo que tenho na boca.

É sexta-feira

E, por aqui, no meu rural chove. É o bastante para me pôr de mau humor, de beiças, com a brotoeja em erupção e com a bílis a sair pelos cantos da boca. Por isso, darlingues, "saiam da minha trás" que isto hoje está numa de espalhar-brasas...
Boa sexta-feira àqueles como eu que adoram um naco de chuva a cair do céu como se fosse canivetes.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Desejosa de chegar a Janeiro

Segundo o que ouvi dizer, de fonte segura, se os partidos não chegarem a acordo sobre o OE, o mesmo que Orçamento de Estado, vai voltar a ser como antes. E venha o subsídio de Natal por inteiro, e venham salários e pensões roubados aos portugueses e, segundo ouvi dizer, de fonte segura, a era "Passos Portas e Múmia" está pelas pelinhas.
Bem, enquanto a vara vai e vem sempre alivia as costas, dizem por aí.
E cantemos o troliró...

Troliró venha o roubado à minha pensão só, troliró venha o subsídio numa vez só, troliró vai cair o governo duma banda só. Troliró esta malta não se entende uma vez só, troliró as medidas implementadas pela Coligação vão cair só. Troliró sem maioria absoluta a coisa não vai só. Vou voltar a respirar de alívio de uma vez só....
E outros trolirós...

Pronto, estalou o verniz!

Como sabem, minhas darlingues do coração andava aqui às voltas como um cachorro em busca da esmeralda perdida para ter as minhas lindas unhas sempre e repito: sempre pintadas e, estive em vias de comprar a máquina a lazer para tê-las como as apresentadoras de televisão ou como as socialaites da urbe, e, assim de repente, uma grande amiga cá deste berlogue e que frequenta o meu palácio deu-me a receita milagreira, sem ter de comprar a tal da máquina cara como o diacho.
Segui os passos à risca como se de uma receita de bolo se tratasse e, quando hoje de manhã vi uma rodela vermelha na cama nem por um rasgo de memória me inclinava para a unha.
Procurei o sítio de onde poderia vir a mancha vermelha, poderia ser um botão, uma gota grande de sangue, um olho (credo em cruz!) e quando olhei o meu dedão do meio, aquele mal-encarado que a canalha gosta de espetar, soltei o grito do Epiranga, mais forte que o dele e um sonoro:ooooooooooohhhhhhh!!!!!,  saíu das entranhas.
Darlingues, nunca tive as unhas pintadas mais que um dia e desta vez tive-as mais que uma semana.
Agradeço a quem contribuiu pra isto e, todos os dias, olhei para as minhas lindas unhas, agradecendo a quem me deu a cura.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Crianças omnipotentes

Palavras santas! Há muito que digo: "as crianças têm direito a dar a sua opinião, mas a decisão compete aos adultos"
Detesto quando oiço pais ou avós a dizer" elas é que escolheram", "ele é que decidiu", ela quer..."
Não os tornem omnipotentes, a fazerem tudo à sua maneira. O mundo não é só das crianças, não lhes dêem o poder da decisão, deixem-nos brincar enquanto as responsabilidades da vida adulta não chegam, não tornem crianças em adultos frustrados e ditadores.
Crianças mandonas, egoístas é o que abunda e a culpa é de quem as deixou tornarem-se adultos à pressa, gerindo a vida deles e dos pais. Como se fossem o centro do mundo.

(Parte de um texto escrito por uma psicóloga. Artigo de opinião do JM)

Vou sentar-me para ver...

...porque, certamente, de pé vai cansar-me as canelas, pois que vai demorar muito esta "obrigação" que decretou o senhor poresidente "Múmia da Silva".
Entendam-se, pede ele aos partidos, com o mesmo timbre de voz, como se dissessse: "ohhh, pra mim todo lindo a mandar!".
Sento-me ou mantenho-me de pé? Oh pra mim já a prever a queda.....

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Uorqueshope de boas maneiras precisa-se

Paguei eu um uorqueshope de boas maneiras e educação aos meus grades, o mesmo que cachorros cujo título era "Como ladrar sem incomodar as pessoas e manter-se de boca fechada quando a senhora está em casa", para agora estarem eles de olhos abertos e boca fechada, e os da vizinhança a ladrar como se fosse o Dia do Juízo Final.
Irrita-me solenemente esta situação. Estou eu, mulher de fraca cabeça e a precisar de descanso depois de umas mini-mini-férias galopantes, e os meus grades em silêncio e o cachorro do vizinho, sem ofensa a ele, a ladrar e a escumar pelos cantos da boca.
Devo pagar um uorquesope também ao vizinho, só numa daquela de "Como manter a bocarra dos grades bem fechada e não incomodar quem precisa de descanso?"
Ao vizinho, vizinho! Fecha a boca! Já.

Agradável rotina

E recomeço hoje o meu dia rotineiro. Levanta, limpa, varre, dá de comer a a quem tem fome e olha pra mim de soslaio, e não, não me refiro às Pulgas, engoma, lava, e bloga. Sim, que isto dá trabalho, isto de ter sempre assunto na manga dá uma trabalheira, embora seja um trabalho agradável. Por isso desculpem a falta das minhas visitas "quisto" de ser socialaite dá cabo do canastro.
E enquanto o almoço cozinha-se sozinho (está no forno, ora), vim de raspão dizer isto mesmo: estou de rotina-faxina.
Daqui a pouco entram por aquela porta (e aqui aponta para ela a fim de visualizarem), as Pulgas para a almoçarada e juro que a primeira coisa que me vão perguntar é pelas prendas.
Ora bem, como seu não soubesse que gostam de mim e mais quando trago algo nem que seja uma "porcaria" do chinês, a pergunta já vem encastrada na ponta da língua. Pobres estas minhas Pulgas!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Deixem-me que vos diga

Jaccuzzei, espumei, turquei, saunei, piscinei, sardinhei, petisquei, descansei, cansei, abracei, amei, beijei... e...regressei.
Pior de tudo: não votei. Prometo que não reclamarei! Jamé!

Bom-dia para ti também

Para mim que volto hoje ao meu rural. Era bom era. Mas acabou-se.

domingo, 4 de outubro de 2015

Fuji ao voto e à presidência da mesa de voto

Estou mal-humorada hoje, porque queria tanto cumprir o meu dever cívico, mas que culpa tenho eu da indecisão da múmia, perdão do presidente, na marcação do acto eleitoral? Sim, cherries, estas mini-mini-férias já estão marcadas muito antes do demo acordar para a marcação das eleições.
Se me causa revolta? Sim, claro. Se queria mostrar o meu desagrado pelos sucessivos roubos ao meu mealheiro? Também. Mas a indecisão da múmia foi a culpada por estar longe da mesa de voto. E logo eu que era presidente numa delas! E tive de declinar e toda a gente ficou a saber que ia estar a quilómetros de distância!
Mas, por vivermos num país de tricacu, por eu ainda por cima viver numa ilha careira como o diacho as viagens são marcadas com muita antecedência a fim de ser mais baratinhas...
E a indecisão da múmia...corroi-me os intestinos...porque eu queria...eu devia...eu merecia...mostrar o desagrado!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Já cheguei-já comi-já me desterrei

Eita, gente, isto é mesmo grave. Já cheguei e fui logo meter-me naquela loja do diacho, aquela do primo mark, mas quem manda
Bisalho desta mãe galinha viver em frente ao aglomerado de lojas? É que daqui vejo as luzinhas a piscarem e sempre que piscam eu lembro-me de que preciso de "calquercoisa". Assim que descansei a valise, e foi logo na entrada da porta, fui às carreiras à loja do primo, ementes madame-nora fazia um arrozinho de marisco. É que tinha uma "listrinha" de compras. Eram meias, cuecas, pantufas, e camisetas, mais peúgas, camisolas, cortinas, lençóis e afins.
Agora, descanso as canetas no sofá. Vida de ilhota é mesmo assim, sempre que sai para a grande cidade vem com lista de compras.