Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 23 de julho de 2017

Diário das minhas férias (dia 1) - Ponte de Lima

O local onde está uma parte do meu coração. Uma paragem para um abraço e um beijo.
Amanhã novamente uma viagem, desta vez até Copenhaga.

sábado, 22 de julho de 2017

Largar as amarras, soltar âncora e viajar

Em contagem decrescente...É amanhã...bem podia ser já hoje...
Por mim, por minha livre e espontânea vontade andava sempre no léu-léu, no bem-bom, na boa-vida, em gíria "de rabo no ar"...
Sou feita de vento, sou leve, sou como um pássaro não gosto de sentir-me presa com amarras, prisioneira de uma ilha, detesto sentir-me sufocada e por isso andar a viajar é o que mais gosto.
É já amanhã.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Não compreendo as mulheres!

Diz o mê Gugu, à mesa quando nós - as fêmeas cá de casa - estávamos contra ele por algo que fez .
-Avô, não compreendo as mulheres!"
E olha para o avô, de mão na cara, tipo Fernando Pessoa.
O avô nada diz, quiçá a pensar também que as mulheres são um objecto de estudo pormenorizado, talvez de uma dissertação sobre a temática: "Como entender uma mulher em pouco tempo?"

Tão novo, sete anos, e já chegou a esta conclusão. Somos de facto uns seres que dão a volta ao miolo dos machos. Não há forma de nos compreenderem...e somos tão simples e de fácil manejo. Tão transparentes como água límpida num riacho!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

É exactamente assim...

Eu até não queria mas não consegui sair da loja sem este sombreiro e as pantufas a fazer conjunto.
Eu resisti, digo de verdade, mas não sou de ferro e assistir a umas lamúrias não é o meu género. Eu só queria as sandálias, mas o chapéu também veio. E agora andam de mão dada comigo. Para não se perderem.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Peço desculpa, peço imensa desculpa...

... não tenho tido vagar para andar nestes cantos, recantos e encantos.  Sou uma ingrata, pois recebo os meus amigos em casa e nem falo com eles nem os visito, sou a modos que uma rapariga que neste momento anda com a cabeça no ar a planear férias, a limpar o bordel, a escafiar, plantar e arranjar a suíte presidencial porque vou ter família em casa.
Peço desculpa, mas luto diariamente com o tempo e esse malvado leva vantagem e ri-se de mim e da minha fragilidade.
Prometo aqui e agora que vou voltar a ser aquela rapariga que salta de um blogue para outro como se tivesse molas nos pés. Prometo que vou dar corda nas botas e descolar ideias para que possa voltar a ser aquela miuda que vos chateia até aos ossos, mas neste momento estou numa de lutar com o tempo. Não me abandonem que eu sem vocês fico perdida.
Prontus, tinha de me desculpar por não me verem por aí.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A verdadeira banana madeirense

Há quem diga que "banana é banana e ponto final". Errado. Há bananas e há bananas. Há grande e há pequena há grossas e finas, com muitos fiapos e com poucos com muitas num cacho e cachos com poucas.

Por cá, no meu rural, a tradicional é a banana-prata. E perguntam vocês que tipo de banana é? Eu digo, afinal estou aqui para vos ensinar a distinguir bananas.
Banana-prata é pequena - mede entre dez a quinze centímetros, pouco calórica e os cachos são pequenos.

Se adoram bananas mas não querem deitar corpo ou seja engordar comam banana prata, desta podem comer até um cacho inteiro.
Entenderam a diferença entre banana e banana?

Fotografia: banana-prata acabada de ser colhida pelo mê senhor.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A espuma dos meus dias

O melhor é mesmo sentir a alegria que estas Pulgas facultam em cada dia. Uma benção.
É a minha fortuna. Não há dinheiro no mundo que substitua a felicidade por ter três diabetes que me fazem sentir que vale a pena viver cada momento.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sou uma rapariga fraca

Bastou ver os olhinhos dela a pestanejar, bastou ver o beicinho assim que virei costas, bastou uma lágrima derramada e cedi ao desejo. Ainda reprimida fui mais tarde abraça-la e juntas de mãos dadas mostrar que é bela a nossa paixão.
In love...elas seduziram-me...ele também, mas isso são outras contas de outro rezar, são favas contadas.
Umas sandálias e um chapéu que coisa mais linda..
Sou fraca, a sério, não resisti a um abanar e baloiçar e logo se abraçaram a mim. Desde esse dia fazem parte de mim, do meu estilo, da minha forma de estar neste mundo cheio de coisas belas tais como: chapéus e sandálias...
Mas devo deixar que me seduzam? Ou devia deixar lá tristes, sós e abandaonadas sem um carinho de quem tem tanto para dar?
Dúvidas e dilemas de quem não gosta de ver chorar...

domingo, 9 de julho de 2017

No alto do pico do Pico Ruivo do Paul da Serra

E, ontem, subi até ao alto do pico. Aquele ponto branco na primeira fotografia é o mê Gugu. Valente. Foi à frente a abrir caminho.
E quem sobe 700 metros desce os mesmos...mas para baixo todos os santos ajudam, não é? Ajudam ajudam, mas a empurrar...
E a giesta e as silvas...ai as malvadas que arranham o corpo.
Depois, o sol que fervia como água quente a tornar mais difícil a caminhada.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Equilibrando

Se há coisas que faço com uma perna às costas é mesmo equilibrar.
Hoje na aula de ginástica de manutenção o professor dizia:
- Olha ali como ela consegue se equilibrar bem - referindo-se à minha posição de equilíbrio numa só perna. É que nem mexe, nem balança!
Senão vejamos:
Nasci com dois olhos, duas orelhas, duas narinas, dois lábios tudo numa questão de equilibrar a cara. Equilibrei-me dentro do saco antes de nascer, devido a ter o cordão à volta do pescoço. Comecei a andar há sensivelmente 61 anos, depois de me pôr em pé sem baloiçar, e que para manter o equilíbrio só se levanta um pé se o outro estiver bem assente no chão, canão vai-se de trombas ao chão, até rimei. Ora isto só se consegue com perseverança e equilíbrio, não as rimas, entenderam mal, o andar...

Quando passei a usar óculos equilibrava-os no nariz. E descobri que se tivesse uma orelha era difícil o equilíbrio. Perfeitinha e grau de dificuldade acima do normal. Quando comecei a namorar equilibrava as mentiras com as verdades, a modos que a tentar um meio termo e a manter em pratos iguais os estudos com os namorados. E o fiel sem pender... Casei e passei a equilibrar as finanças. Desde aí o jeito ficou.

Presentemente, bebo sempre dois copos de vinho para manter o equilíbrio.
E admira-se o professor como consigo equilibrar este corpo lindo e simétrico numa só perna. Difícil...

Fotografia: Aquintrodia a arrumar uma bolsas descobri estas relíquias...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pensei que...

Sempre estudei que os dias de verão são maiores. Pois acho que não. Estes dias têm sido pequenos, passam a voar. Quando penso que ainda estou na manhã já é tarde... Se julgo ser ainda seis horas já são oito e por aí...

São dias que passam a correr e eu, de pernas cansadas, não consigo apanhar.
São dias bons cheios de Pulgas a saltar, casa desarrumada, brinquedos espalhados.
Mas falta-me tempo. A minha empregada veio engomar na passada quinta e ainda tenho a roupa toda para colocar nos sítios, a propósito algum voluntário ou também estão atarefados?
Enfim, dias de verão e, a saber, eu sou assumidamente uma amante do verão mas ele tira-me o fôlego de tanta paixão.

Fotografia: desde a Pontinha (ou doca) a ver a baía do Funchal

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Porque estou em retiro espiritual

Cansada...por isso a meditar...e esta paisagem é um encanto e um canto sossegado que convida à meditação.
E, depois, uma segunda-feira assoberbada de tarefas...

Fotografia: Ponta de São Lourenço, sendo que este mar é um colírio para olhos cansados.

domingo, 2 de julho de 2017

Ai domingo! Ai destino! Ai corpo partido!

E a calmaria "estalou-se" (como diria um aluno meu se estivesse aqui a escrever) ...
Hoje, avó e Pulgas jazem a lastro nos canapés da sala, em cima do tapete ou no chão extremo... Ontem foi noite grande.
Começámos por ver Zambujo, sentado numa cadeira, soltando acordes que aprecio mas Pulgas não. Ao fim de cinco minutos se pudessem mandavam o Zambujo cantar o "bailhinho" ou a Mula da Cooperativa para poderem dar largas às canelas. Mas não, Zambujo continuou nas suas melodias independentemente se se gosta ou não, e já Pulgas pediam para ir ver o C4 Pedro que é, por assim dizer, mais a onda delas.

Depois de escarreirarem pela Avenida do Mar e ementes Zambujo não cantava "o pica do sete" esta aqui foi entoando as canções, mas assim que "O pica" chegou trouxe a Maiveilha para cantar, e os outros continuavam nas carreiras.

Rápido para o carro e C4 esperáva-nos em Câmara de Lobos.
Só que não! Ele ainda estava no camarim a fazer as trancas (piadinha foleira) e a atar os atacadores das sapatilhas e demorou. Avança então uma fartura para ajeitar o estômago. Sim que o jantar já estava assim a modos que pronto a desfazer-se.
Pela meia noite entrou em palco. A partir daí foi a loucura, já nada foi como dantes! A pica "estalou-se" e toca a kizombar até às duas da manhã.
Rásparta este tipo de música que nos faz mexer sem querer e afugenta o sono dos olhos. E eram braços no ar, pernas a saltar, cabeça a rodopiar, ancas a bambolear. Só sei que não preciso de ir à aula de ginástica no próximo mês para poder juntar todos os cacos do meu corpo e colá-los. Estou assim a modos que partida!

sábado, 1 de julho de 2017

Pois então, bom fim de semana, amor electro e frango podre

Feriado mal-injusto aqui na Madeira. Hoje é o Dia da Região Autónoma da Madeira, mas também é sábado, fim de semana e como tal para muitos o feriadinho passa ao lado. Mas não importa daqui a dois anos será uma segunda-feira e aí sim vamos gozá-lo na sua plenitude.
Ora bem, falemos de ontem. Sexta-feira, dia de concentração de amigos e familiares para em romaria rumármos ao concerto dos Amor Eletro. Tudo topi, tudo legau, uma boa onda, com muitas enerrrrgias positxivas como dizem os nossos irmãos portugueses do Brasil.
Falemos do jantar! Ai esse malvado!
Como sabem é tradição nos arraiais madeirenses comermos espetada com bolo do caco e beber vinho com laranjada. Mas, muitas vezes, a carne é tão rija tipo sola de sapato que optamos pelo frango assado. Ora bem, pedimos três frangos para alimentar doze bocas, para começar...
De três comemos um dois foram devolvidos. Veio outro.. Foi devolvido...outro, devolvido... Enfim... Mas quem é que comia frango podre? Que  cheiro, que sabor, que nojo... Como é possível?
Ainda a empregada recomendou  chicharros.... Nem pensar... Era para hoje estarmos com uma coceira nas urgências do hospital.

Fotografia: este bolo do caco foi comprado num super, somente fiz a manteiga d'alho e coloquei o chouriço porque uns gostam com manteiga outros com chouriço. Avó sofre!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

À espera que acabe...e como sempre tão confusa!

Os santos populares é uma quadra muito vivida cá na região. É a altura em que bandas do continente (que antiganente nem sabiam que existiam uma ilha portuguesa chamada Madeira e as cúpulas não apostavam na vinda até cá) vêm e, é uma roda viva de eventos com as bandas do momento.
Ora, esta rapariga que vos escreve nunca teve a oportunidade de ver ao vivo as pessoas que conhecia de ouvido.
Por isso não tenho sossego nesta cabeça já de si desassossegada. E é ir a todas como diz o José Malhoa.
Mas vejam o meu azar. Meu e de muitos...
A Madeira é pequena, toda a gente sabe disso, mas leva tempo nas distâncias. Como os santos fazem anos no mesmo dia as festas são coincidentes, não é verdade? Atão os artistas convidados estão cá nos mesmos dias.
Ontem fui ao Diogo Piçarra em Câmara de Lobos, já não fui à Rosinha em São Jorge nem ao Lucas e Mateus na Ribeira Brava.
Hoje uma dúvida m'atormenta. A Aurea vai cantar em Câmara de Lobos os Amor Electro na Ribeira Brava. Nem de avião nem nas costas do Batman se vejo os dois concertos.
Dúvidas só dúvidas....dividida sem saber o que escolher! Dúvidas de quem aproveita tudo porque é à  borla.

Fotografia: esta escriba até tira fotografias à propaganda no diário da região para não ter de fixar na memória...

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Férias são férias e geralmente a concretização dos sonhos

Farta de esperar pela sorte e pelos milhões que andam por aí a apregoar que vai sair a quem tenta a sorte vou dar uma volta a esta vida. Sou rapariga de ideias fixas e se me mete uma daquela difíceis não descanso sem tentar - pelo menos tentar, obter.
Foi isso! Meteu-se-me na cabeça que este ano vou cruzeirar. Porque é algo que adoro, porque não sei lá se vou estar aqui por mais anos! E pensar em mim em nós também é um dever.
Deu-me uma febre e enquanto ela esteve alta - e foi nestes dias que girei o globo, que pesquisei um cruzeiro maneirinho e fiquei embeiçada por um.
Um sonho desde há muito guardado nas gavetas e que de um momento para o outro tomou forma. Era uma formiga depois centopeia e tornou-se num dinossauro.

Sabem que daqui do Funchal partem muitos cruzeiros, esqueçam esses, pois que de ilhas estou farta. Sabem também que há países que nos tocam seja pelo estilo de vida seja pela riqueza arquitectónica. Foi juntando esses dois ingredientes que me apaixonei pelas Capitais Bálticas.
É uma pipa de massa, mas para que quero o dinheiro?

Fotografia: e depois recebo estes cartões que me fazem sentir especial. Da Maiveilha

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Preparando o destino das minhas férias de verão


Agarro no globo terrestre coloco-o na mesa, faço-o girar e de olhos bem abertos vejo passar países que adorava visitar. Escandinávia, Rússia, Madagáscar, América, Canadá. Depois, de olhos fechados para dar seriedade ao momento, imagino-me nesses países enquanto ele rodopia sem parar. De dedo esticado preparo-me para baixar e peço os anjos e arcanjos que concedam o desejo...
Ao fim de várias voltas e assim que baixei o dedo parou. Abri os olhos.
Nem queria acreditar! Os astros conspiram para me atazanar o juízo. Jámé.
Irritada, meto-o debaixo do braço e volta novamente ao quarto escuro até aprender a satisfazer os meus desejos como se fosse uma bola de cristal.
Estapilha, rásparta esta sorte que tenho nos dedos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Eu sou daquelas que..

Faço parte da confraria das amantes de sapatos, mas isso é de domínio público, toda a gente sabe isso excepto os que não sabem.. E brota logo uma paixoneta se vejo uns que me agradam. Sou, como dizia a minha a tia-velha", como o padre nabiça tudo o que vê cobiça" mas só cobiço sapatos nada de pensamentos extravagantes nem fora de contexto...
Depois é a vergonha de estar sempre a olhar para eles, de passar a língua na montra, de colocar as mãos na vitrine numa espera desesperante que eles saltem para os meus braços para aquecermos a paixão que está no forno.

Andei a calcorrear a cidade na esperança de encontrar aquele amor de verão que sonhei durante o inverno e na primavera decidi que tinha de ser meu antes que chegue o outono. E ontem vi-os nos pés de uma rapariga! Malvados. Nem esperaram por mm, agarraram-se à primeira  é que chegou. E eu aqui com tanto  o amor  para  a dar! Bandidos! Vão ficar de olho à banda  quando me virem enlaçada num outro qualquer, vou fazer ciganas, inveja aos outros de não terem sido meus! Vão-se arrepender quando já de bico aberto passarem por mim e eu, "oh, pra mim toda linda e vistosa, e tu aí já com a biqueira  fora de de cena". Sou uma Imelda Marcos em larga escala, não tenho é a fortuna dela, mas não importa, tenho sapatos sapatinhos, sapatões, sapatilhas, pantufas...
Eram a minha cara, embora não tenha cara de sapato.
Amante sofre!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Férias

As minhas Pulgas estão de férias e nem sabem o que fazer. Julgo que querem fazer tudo num só dia.
Senão vejamos: o rapaz deita-se a lastro no sofá, vai à rua dá uns pontapés na bola, joga ténis, anda de bicicleta, sobe vai à cozinha trinca uma maçã, ouve um raspanete porque não tirou a casca nem lavou.
As meninas dedicam-se aos trabalhos manuais. Baixinha vai à rede, abana-se num vai-vem a alta velocidade, sobe vai à cozinha come uma banana, ouve um raspanete porque acabara de trincar uma maçã, desce, dá umas pinceladas no trabalho, sai à rua, senta-se na rede, levanta-se, a outra briga com os irmãos, vai à cesta dos vernizes, escolhe o verniz  vermelho-vivo, ouve um raspanete, escolhe outro, pinta as unhas, senta-se no sofá que entretanto vagou que o mainovo foi apanhar pitangas. A Maiveilha pinta o frasco mas quer que seque rapidinho, vai à casa de banho traz o secador de cabelo, deixa as portas dos armários abertas, ouve um raspanete, sobe, fecha o armário, briga com os irmãos, leva mais um raspanete porque deixou as minhas botas a meio da sala
E hoje é ainda o primeiro dia....

5 Acessórios essenciais para homem | Trendhim

Acessórios essenciais para homem

Hoje em dia, a imagem tem um papel muito importante no nosso dia a dia. Seja no trabalho, relações inter pessoais ou como as pessoas olham para nós. É a primeira coisa que as pessoas reparem, na nossa imagem. E muitas vezes, a imagem que temos é associada à confiança com que nós temos e se parecermos confiantes com certeza as pessoas vão tratar-nos com mais respeito.

Penso que devemos sair de casa sempre como se fossemos conhecer a pessoa dos nossos sonhos.

Cada vez mais os homens dão importância à sua imagem, porque querem impressionar ou porque querem sentir-se bem. Isto acontece porque somos muito competitivos, queremos ser os melhores em tudo, e porque não também na maneira de vestir?

Uma boa imagem abre portas e cria novas oportunidades, por isso é muito importante destacar-nos. E haverá melhor maneira de fazer isso do que usar acessórios?

Aqui ficam 4 acessórios essenciais no armário dum homem.

1.       Relógios:

O relógio é fundamental no outfit dum homem, e é o mais clásico e intemporal.

Dependendo da ocasião, usar um mais clásico ou mais informal. Sendo os de couro e de metal mais clásicos e os de plástico e cores mais informais.

É importante que o relógio tenha boa qualidade pois é um acessório para usar diariamente. Uma cor como o preto ou castanho também uma boa opção pois combina com tudo.

 

 

 

 

2.       Carteiras

  

A carteira masculina é completamente esencial. O estilo debe ser simples e clássico, na maioria das vezes feita de couro ou camurça. Com uma cor neutra, que combine com os seus sapatos e roupas.

Se tiver muitos cartões aposte numa com varios compartimentos e se andar com muitas notas e moedas, aposte em dois grandes compartimentos e moeda.

 

3.       Gravata

A gravata é acessório fundamental no armario dum homem, no entanto não é necessariamente um acessório para usar diariamente. Mas para ir para o trabalho ou para ir a eventos formais. A gravata dá uma excelente impressão e imagem profissional.

E também lhe dá persoalidade, uma gravata é muito pessoal pois tem infinitas possibilidades de padrões, cores e tecidos.

 

4.       Pulseiras

As pulseiras são um acessório que não é ainda muito usado por homens, daí ser ainda mais especial usá-las.

Uma pulseira de couro ou contas que fica muito bem em conjunto com o relógio.

As pulseiras de contas, geralmente feitas de pedra natural ou contas de madeira permitem que adicione um pouco de cor ao look. Pulseiras de couro, se você apostar em um de couro, tem um aroma maravilhoso e são muito duráveis.

   

 

 

Como podes ver, ter um look sofisticado e elegante não é difícil de conseguir, e também é barato, bastam uns acessórios chaves para fazer a diferença. Para looks inspiração visita: Trendhim.


*Post Patrocinado

domingo, 25 de junho de 2017

sábado, 24 de junho de 2017

Ver a sombra

É tradição aqui, no meu rural, na noite de São João ir ver a nossa sombra na água. Reza o mito que se não a virmos não chegaremos ao próximo São João.
Sei que é superstição, mas o hábito fica enraizado nas pessoas e é vê-las na ponta do cais a fazer brincadeiras para a água na esperança de ver a sua sombra sem dúvidas. Os mais antigos fazem solenemente esta tradição e até contam que fulano, filho de beltrano, irmão do sicrano não viu a sua sombra e morreu antes do são João seguinte.

Não sou de superstições mas antes prevenir que remediar e ontem pelas cinco e meia da manhã, estava a dormir...de repente acordo a me lembrar que não tinha visto a sombra. Corro à cozinha, encho uma panela com água e ponho a cabeça em cima dela, abano para um lado, abano para o outro, levanto baixo para ter a certeza que aquela sombra era a minha mesmo estando sozinha.
Até para o ano...

Fotografia: Caniçal, ponta este da ilha da Madeira

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Esta coisa dos sensores...

Ora eu sou rapariga que nasceu ainda Salazar era vivo e por conseguinte estas modernices bolem-me com os nervos e o sistema nervoso central entra em erupção.
Estava eu numa casa de banho de um café quando os sensores apagam, sim, eu demoro muito na casa de banho mas sabem sou "dureira" como dizia a minha santa abuelita que era reles com'um touro.
Atão a p'ssoa tá sentada concentrada na obra (por aqui dizemos obrar), e tem de fazer sinagogas e abanar os braços como que a pedir socorro quando está no sítio que merece descanso e sossego?
E depois apaga e tem de fazer o serviço todo às escuras (e como estava negro mê dês!), e por mais que mexa os braços, as pernas, e faz que dança a Lambada não dá luz. E o papel? Onde raio está o papel?
Só depois quando abre a porta para sair é que descobre que os sensores estão fora da casa de banho na zona do lava-mãos. Mas isto tem cabimento?!
Uma p'ssoa tem de ir com as calças na mão à rua para ter luz na casa de banho?!

Fotografia: Ribeira Brava, cidade na zona oeste daMadeira

Vim de cesta cheia

Fui à horta (àquela que anda esquecida e que tenho descuidado a sua limpeza, rega e tratamento), e vim de coração cheio. Na cesta onde coloquei salsa, couve, pimpinela, tomate cacho, além dos que a foto reproduz: tomate cereja e tomate lagartixa, trouxe também uma certeza: mesmo que eu não cuide a natureza segue o seu ritmo. E eu agradeço...

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Tenho de falar com ela mais vezes. Ela levanta-me o ego

As avós de agora são as raparigas do meu tempo de menina e de escola. Não nos encontrámos como mães mas reencontramo-nos como avós. Olho para as minhas amigas e vejo o quanto estamos fofinhas, redondas, rugosas, esbranquiçadas ou com tinta castanha, preta e as mais extravagantes de vermelho, mas felizes claro, a correr atrás dos netos.

Ora estava eu a "meter na jaca" (o mesmo que enfardar/comer) e olho para uma - a mais redonda de todas - comendo do mesmo...não do mesmo mas igual ao que eu estava a comer e, em jeito de brincadeira, digo-lhe: "Hoje ninguém se pesa. Proibido. E não há-de fazer mal, não achas? É por eles."
- Ah, pois tu queixas-te! ? Tu podes comer de tudo que não engordas, estás magra; sempre te conheci assim, eu é que sou uma bola, sempre fui gorda.
- Ó rapariga tens falta de vista! Eu engordei 10 quilos.- digo-lhe.
- Engordaste o quê, onde é que está "essa gordura". E mirava-me de cima abaixo com ar de de que diz: "parva, depois de velha deu-lhe. Eu é que sou gorda. Vê-se que quer tirar-me o lugar! ".
Ora bem, ou ela tem falta de vista agora ou tinha na adolescência! É que engordei dez quilos que por mais que os esconda eles fazem questão de me lembrar que estão embutidos por este pedaço de corpo acima!

Depois disto, e como ela disse que não estou gorda (cegueta ela, caramba!) sabem o que fiz? Vinguei-me nas batatas fritas, por todas as vezes que me apeteceu devorar uma saca de quilo delas e não o fiz para não ganhar umas gramas. Sim, e também mostrar ao mê Gu-gu que sou mais rápida que ele na devoragem e, por isso, assentamos praça na mesa dos salgados.
Já agora vou ali buscar um saco daquelas de presunto...

Fotografia: Massaroco, planta endémica da região, no Pico do Areeiro.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Implicâncias. A destruição de um casamento

Esta história começa como outra qualquer. Uma história de amor, uma paixão.
Mas com o andar do tempo...
Era uma vez um marido que implicava com a mulher. Nada do que ela fazia estava certo, fosse nas actividades de vida diária, fosse no relacionamento entre amigos. Ela era alegre, bem disposta, mas a implicância dele provocava mal-estar. Tornou-se taciturna, triste. Estava farta. Farta de não ser compreeendida, de ser desajeitada, triste de não conseguir satisfazer, de ser diminuída, ostracizada por ele.
A sua prepotência martirizava-a. O desinteresse e o desprezo dele corroía-a.
Cansada das suas implicâncias resolveu desaparecer.

Ele procuro-a. Andou desorientado sem saber o seu paradeiro. Perguntava a todas as pessoas por ela. Adoeceu de dor. Uma dor infinita de culpa. Nunca a encontrou por muito que a procurasse. Ela desapareceu sem deixar rasto.
Hoje, na cama grande e fria da sua casa grande e fria ele pensa nela. Tateia o seu espaço na cama mas o lugar, outrora quente e húmido, está frio.
Ela também. Fria mas feliz. Feliz como nunca conseguiu um dia estar. Feliz por ser uma mulher livre das implicâncias de um marido déspota e frio.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai

Nestes últimos dias tenho rido muito, foi um fim de semana recheado de boas energias, família reunida, passeios pela ilha, mas...
Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai. O avião que desceu e pousou na quinta levantou hoje e os que entraram na minha mansão saíram. Entraram quatro numa assentada e hoje foi dia de despedida. Tudo o que entra sai e leva um pouco de nós.

É mais forte do que eu e ainda não consigo despedir-me sem derramar aquele líquido precioso que Nero guardava numa pipeta. Assim que o avião levanta baixa uma corrente delas.
Agora só, orgulhosamente, só vou entreter-me a limpar, sacudir, esfregar e resta-me pouco tempo para brincar. Só assim esqueço que durante uns dias fui mãe-pata com os patinhos atrás.

Fotografia: Ponta de São Lourenço, península a este da ilha da Madeira, onde se avista a sul as Desertas e a norte a ilha do Porto Santo

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Para onde é que ela vai?

Chego à lavandaria e vejo a máquina de lavar roupa - a tal que faz tudo desde esticar a encolher - a correr. Esperei para ver o jeito dela e pensei cá comigo: "deve ir à tasca do Bexiguento mas está, redondamente, enganada". Não que eu não permita, por mim até pode, mas ainda não a vi dar grandes passeios, só de aqui para ali e mainadinha".
Deixei um instante mais, sempre atenta a ela, não vá a estapilha da máquina meter-se a descer três lances de escadas.
Esperei. Enquanto pôde lá foi a toda a velocidade até que parou.
- Paraste? - Perguntei-lhe. - Tens medo. Ah, atão era isso!- Ainda lhe disse.
E voltei a chamar à atenção da menina e a ameaçar que é a última vez que vou buscá-la à porta da entrada e a dar-lhe a mão até ao sítio de onde nunca devia ter saído.
"Agora de castigo vais lavar enquanto não chega o dia do Juízo Final e sem sair do lugar, canão...."
Nem lhe disse que depois da afronta de borrar os meus lençóis brancos de rosa choque, de ter encolhido um casaco que eu estimava tanto e que nem nos nenucos das minhas Pulgas serve, além de ter perdido meia dúzia de meias e cuecas que estou a pensar em mandá-la a Marrocos que fica mesmo em frente à minha casa, numa viagem sem camebaque (em inglês, pelise).
Mas ela nem sonha!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Duas num dia... Não aguento

Ontem, de manhã, ali pelas nove horas, fui acordada com uns "pampulhões" na porta do meu quarto. Ora, eu que ia no quarto sono acordei sobressaltada e logo o meu fraco coração saiu do peito. Eu sou rapariga que em toda a sua curta existência teve surpresas a entrar pela casa adentro. Mais uma, a primeira do dia. O mê Bisalho e respectiva madame-nora.
Credo! Abri os braços como o Cristo Rei de Almada e foi um abraço forte: eu, ainda deitada, e ele em cima de mim como quando era criança. Bom, bom, bom, não há no mundo nada melhor que um braço entre duas pessoas que se amam.
Foi uma alegria para mim, a minha filha e Pulgas. Surpresa do mê senhor para nós.

Ainda o dia completava as doze horas, portanto pelas nove da noite, com o jantar na mesa outra surpresa: a minha sobrinha e companheiro entram pela porta dentro surpreendendo-me. Não aguento, é desta que morro! (Esta minha sobrinha nasceu em Londres mas vive em Santarém. Um dia conto a história de vida dela, uma história de vida como poucas... ). Ela faz cinquenta anos a próxima segunda feira e então, mê senhor, sabendo do gosto que eu tinha de estarmos juntas nesse dia fez-me a surpresa de trazê-la até ao meu rural.
Duas num dia é assim a modos que uma felicidade redobrada.
Estou nas nuvens, quando descer aviso.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Segunda volta. Outra vez os óculos! Ai vida minha!

Ontem foi a vez do passaporte pois daqui a dias vou precisar e o que tinha estava caducado.
Em chegando ao sítio a mesma coisa por causa dos óculos. Desta vez ripostei menos e convenci de que é um documento que não uso tanto que não faz diferença. Mas antes contei-lhe do sucedido e da minha pega de caras com o touro, perdão, com a simpática menina, rimo-nos e até acrescentei que nasci sem dentes e sem cabelo ...e que a resposta do "adereço" referente aos óculos não me caiu bem no estômago.
Desta vez tirei os óculos e com a recomendação que "pode sorrir não pode é mostrar os dentes".
Quer dizer uma p' ssoa gasta dinheiro para ter uns dentes lindos e não pode mostrar? Arranja o cabelo e pedem-me para afastar da cara? Que cena é esta?
Coloquei-me sem óculos, sem dentes e sem cabelo em frente à máquina.
- Tá a ver o círculo vermelho? Pergunta ela.
- Não senhora. - resposta seca.
- Não vê um círculo vermelho aí em cima!? - Já admirada.
- Não menina, não vejo. Como quer que veja sem óculos? - digo. Riu-se.
Depois...
- Veja se a foto está boa. E assine nesse papelinho que está por baixo. - Pede ela já a rir...
- Espere, vou pôr os óculos. Eu devia mazera assinar sem eles postos para verem o que acontece.
- Ah, senhora que coisa horrorosa! Parece que estou morta, desfalecida devia ter dado pó de arroz e umas rosas vermelhas nas cachadas.... Que horrível: sem óculos, sem dentes e sem cabelo....pareco uma morta! Credo, almas do céu!
- Tiramos outra, então?! - Pergunta a rir.
- Olhe deixe assim. Que pode piorar!
Olhei para a fotocópia do passaporte, caramba, aquela não sou eu: branca, arregalada, sem feição, lábios cerrados, esta pode figurar na minha campa, pois é assim que vou para a outra banda. Como sabeis, ir eu vou mas contrariada e aos empurrões.
Farta farta saí a rir com a minha Pulga - a Maiveilha que a saber com aparelho nos dentes está fora de questão uma fotografia para passaporte.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Usar óculos é um adereço e não uma necessidade

Quando precisei de renovar o cartão de cidadão dirigi-me à loja do cidadão ao balcão correspondente e  disse ao que ia. A menina pede para que me sente para a fotografia.
Ah, e tal, tem de tirar os óculos, diz a menina linda, olhando para mim.
"Comé?" pergunto em bom madeirense à simpática e adianto que não tiro, que uso desde sempre, que é a primeira e a última coisa que faço todos os dias é pôr e tirar do nariz, que identifica-me....
Ela mostrando desalento e tornando a dizer que "é sem óculos" e eu a ripostar que não tiro, chame quem quiser, os óculos para mim são uma necessidade, a minha vida é com eles, sempre usei....
Ela olha para mim e diz que "os óculos são um adereço, você não nasceu com eles."
Aí deu-me aquela volta no estrampalho e antes que vomitasse tal era o desejo que tinha disse-lhe serenamente.
- Também nasci nua, devo despir-me?
Calou e engoliu em seco pois tinha gasto a saliva a mastigar o "gâmesse" que dava voltas na boca.
Na foto do cartão de cidadão estou com óculos. É assim que sou.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Por falar em roubar...

Não sou rapariga de ver e não mexer no que toca a fruta, não sei, deve ser um trauma de pequena e não consigo me  curar. Já fui ao Brasil, Praia e Bissau, Angola, Moçambique, Goa e Macau já fui até Timor e em nenhum sítio houve alguém capaz de curar este vício de roubar figos também diospiros também cerejas entre outras que estejam na estrada.
Conhecem o Santuário de Nossa Senhora da Abadia e o Mosteiro de Santa Maria ambos em Amares? Já passaram por Tarouca por esta altura em que as cerejas estão vermelhas, apetitosas e caras?
"Vaiam" por lá em Junho e por Amares em Outubro e depois contem-me se resistem a tanto diospiro caída no chão e outros mais nas árvores, arreganhados, e em Tarouca tanta cerejeira em fila indiana com elas tristezinhas, de olhinhos cheios de ramelas de tanto chorarem de tristeza a pedir: "poramordedeus come-me, leva-me numa viagem da boca até ao estômago, quero conhecer o teu interior porque dizem que o interior da pessoa é que é o genuíno, quero descer até ao fundo do teu ser numa corrida louca às voltas dentro de ti".
Quem resiste? Eu não.

Fotografia: estes dois pousaram para o retrato antes de serem devorados sofregamente cumprindo o seu último desejo.

domingo, 11 de junho de 2017

Não roubei só surrupiei....oh diacho... gamei, prontus

Adoro figos (e bêberas e tabaibos e goliabas e pitangas...)
E por gostar tanto de figos ( e bêberas e voiabas e tabaibos) e por serem caros (8 euros), não resisti a roubar. Dizem que a ocasião faz o ladrão. Nada mais verdadeiro.
                                            
Passava eu debaixo de uma figueira quando olhei e vi aqueles malvados cheios de mel no bico. A escorrer.
Pensei: "Ai se era de noite!"
Mas eu sou uma mulher que quando se lhe mete algo na cabeça é o inferno.
Deixei anoitecer e...
Voltei à figueira.
Mas o que me sobrava em coragem para roubar, faltava-me em estatura.
Estavam altos, demasiados altos para o meu comprimento, por mais que me esticasse.
E como me estiquei!! Pus-me em ponta de pés, fazendo inveja à Margot Fonteyn. Nem ela conseguiu tanto!!
                                          
Apanhei um. Apenas um. Vim triste com um figo na mão! Um?! Não dá nem pá cova d´um dente.
Mas isto não fica assim...
Não, que eu não deixo que esses melosos se riam de mim.
                                       
Por isso, deixo aqui um aviso, um alerta vermelho: afastem as figueiras de mim. Tapem-nas. Com rede verde, se possível. A primeira que eu veja,  vou-me a ela. Ataco. E se não a vir vou pelo cheiro.
Estou disposta a roubar. Mas pagar oito euros por um quilo de figos, não. Jamé!!!

sábado, 10 de junho de 2017

Absolutamente imperdoável

Para quem não tem amor-próprio, para aqueles que não se prezam e esquecem a sua dignidade. Ninguém merece a perda de tempo. E há uma vida lá fora para quem quer viver.
Imperdoável esperar que alguém modifique as suas atitudes. Tempo perdido...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Esta sou eu e não quero nem tenho tempo para mudar, caramba!

Sabem, estou preguiçosa e como tal a lida da casa está ali a um canto à espera de melhores dias e da pachorra para colocar a touca, o avental o espanador nas maos  e servir a casa.
Já pedi à minha empregada, Moi-Même, mas aquela biteche (cabra em português) vira o rabo, abana a saia e faz-me um manguito daqueles que faz inveja ao Zé Povinho.
Atão como o pó acumulava debaixo da cama quase a fazer de colchão, resolvi não tirar o pó, mas limpar as  casas de banho que se soubesse o que sei hoje em vez destas colocaria um buraco, talvez até dois, lado a lado, com caminho directo ao mar e assim evitava ter de limpar o cagatório. Hoje foi o dia!

Vesti um vestido velho, mas lindo, diga-se de verdade que eu em casa ando sempre como se estivesse à espera da bladi cuine (inglês silvu plé), e lá parti para a limpeza. Não tardou muito estava mais molhada que um bisalho e tive a brilhante ideia... (sim, que se há raparigas com ideias que brilham sou eu)...de despir o belo do vestido e meter-me na banheira. Lindo! Dois em um! Ao mesmo tempo que limpava a banheira tomei um banho tão, mas tão bom, com uma água quentinha e só me lembrava da chuva fria que não cai e vai daí vou ter de regar as hortaliças.
E ainda me chamam de princesa! Escrava, isso sim, sou eu!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Estava a morrer e ressuscitou

A minha filha tinha uma Phalaenopsis mais murcha que os dedos quando estão muito tempo na água. As quatro folhas que a compunham estavam a apontar para o chão de tristes e cansadas e, quiçá a precisarem de um alento para prosseguir.
Ela disse que a planta não dava nada assim naquele estado . Eu, como boa samaritana, livrei-a (a planta) de morte anunciada  e recolhia na minha humilde casa.
Prestei-lhe os cuidados paliativos, facultando-lhe: bem estar, apoio psicológico e emocional. Até música lhe dei. A planta, cujas folhas olhavam para o chão, aos poucos elevaram-se para o alto.

Eu estava satisfeita com a progressão da dita phanaenopsis, lenta, mas mesmo assim a arrebitar. Mudei de vaso, deitei terra fresca e quando a minha filha veio buscar as Pulgas, eu quis logo mostrar a evolução da planta.
 Ela olha para a planta e...
- Óh, mas não tem flor!
Ora agora! Já queria uma flor! Na próxima espeto-lhe uma de plástico do chinês.

E, depois, minha filha, aqui nesta casa tudo floresce, mas leva o seu tempo. É como o dinheiro, sempre vai aparecendo, demora é muito.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Agora a sério: vamos para a brincadeira...

Tendo em conta o anterior poste sugiro escrever numa frase o que querem que as pessoas digam, um dia, quando falarem de vocês.
Usando a letra da canção vencedora da Eurovisão, acrescentem agora...

"Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu...."

Vamilhá...porque é importante deixar a nossa marca neste mundo.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Se um dia alguém perguntar por mim...

....digam que eu nasci para viajar. E que vivi a sonhar com isso.
Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu extravasei, cansada de magicar numa forma de ser rica para poder viajar.
Digam que ninguém ouviu as minhas preces e o meu coração sofreu, sentiu paixão e cedeu...
Se um dia alguém perguntar por mim só têem de dizer que fiz muitos planos e, devagarinho, voltei a aprender que não se faz nada sozinho e nem com preces e oração o dinheiro chega.
Digam que sem nada para dar sou uma pobre rapariga com um desejo imenso de ser rica...
Meu bem, se um dia aqui não estiver é que sem fazer planos do que virá depois o meu coração sucumbiu por dois.

Hoje deu-me para isto: ser parvinha. Olhem se um dia alguém perguntar por mim digam que também era parvinha nalgumas horas...

Ando a sonhar com barcos...

....e dizem que "quem fala no barco é que quer embarcar". E eu quero. E muito.
Andei a ver fotografias de anos atrás (esperem, tenho de limpar o nariz devido ao pó é que faz comichão), e a última vez que me meti num barco foi há sete anos, exceptuando os dois cruzeiros no Douro no ano passado, pois refiro-me a um cruzeiro num navio grande.
Há sete anos fiz o cruzeiro pelas ilhas de Córsega, Sardenha, Palma saindo de Roma. Ora para mim é muito tempo em terra a olhar os barcos que chegam e saem desta ilha minúscula no Atlântico.
E como comsrumo dizer: "tanta terra, tanto mundo, tanto país imenso e vim nascer numa ilha - que para aparecer à vista num mapa qualquer é preciso ampliar - perdida no oceano que me dificulta e aprisiona os desejos de viajar! Que é necessário ter um fundo de maneio ou pé de meia sempre reservado para as passagens de e para o continente.
Se eu vissessse num continente seria rapariga de navegar todos os anos.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amor de mãe

A minha gata embora não aproveite as promoções do Pingo Doce nem do Continente não faz com que as suas crias se privem do melhor manjar. E ontem houve um belo dum repasto.
Caçou um murganho e trouxe para o sítio onde estão as crias no intuito de lhes mostrar - já que estão em crescimento e em aprendizagem - a arte da caça e da confecção da comida. E estavam todas satisfeitas de boca fechada e olhos abertos à volta da sua vetusta mãe a observá-la na preparação do jantar. E ai delas se se mexessem, ouviam logo uns rosnares entre dentes. Quietas e caladas.
Temos muito a aprender com os animais!

domingo, 4 de junho de 2017

Poncha de tangerina e torresmos coisa maiboa

Eu não sou o Quim Barreiros nem sou um mestre de culinária mas se há coisinhas fofas que eu sei fazer é a bela da poncha. Uma poncha por dia nem sabem a gripe para onde ia. Ia e não voltava.
Este belo exemplar não foi feito por mim. Eu simplesmente emborquei goela abaixo é que parece que vou ter gripe e como diz o outro "mais vale prevenir" e "mulher prevenida vele por duas", bebi, portanto, duas.
E soube-me tão bem, é que estive a queimar gordura na serra - uns chouriços, umas tiras de bacons, umas salsichas, porque a minha médica de família diz: "queimar gordura e beber muitos líquidos". Atão, depois de queimar a gordura, passei aos líquidos: Pera Doce, Capote Velho, Mula Velha, Piteira...e por fim a bela da poncha de tangerina. Estou satisfeita a dar saltinhos: cumpri na íntegra o conselho da médica de família.

Estou apaixonada. Perdidamente apaixonada

Vi-o e o meu coração acelerou de tal forma que saiu do peito e corri para o apanhar.
E depois, os meus olhos não viam mais nada a não ser ele. Uma audição de bandolins e nem conseguia ouvir a música só porque o som aos meus ouvidos não era tal qual o do meu coração apaixonado.

Mê Dês, que sufoco! Ainda disse em boca-pequena à minha filha, sem que nada ninguém ouvisse, se ela conhecia. Disse-me que  não. Pedi-lhe que perguntasse à professora, mas, certamente, era mais conveniente mandar mensagem para que ninguém ouvisse.
Lindo e estou completamente perdida de amores por ele...e sonho....e imagino-o aos meus pés rendidos a mim...
Dsejo há muito tempo uma lufada de ar fresco na minha vida...tem de ser meu....

Estou à espera que me diga. Por favor, por favor, pelise (e aqui colo as mãozinhas para o céu), diz-me se sabes onde posso comprar um par de sandálias iguais às que estavam nos pés da professora de bandolim, diz-me filha linda, canão a mami morre de desejo!

sábado, 3 de junho de 2017

É isto que a família ensina em casa? Certamente, não sei...

Num jardim público os adolescentes, de cigarro entre os dedos, jogam à bola - mesmo estando a sinalização que proíbe jogos - imunes à força com que a lançam, esquecendo que as pessoas passam; o que interessa é satisfazer o seu ego, quiçá, numa espécie de desejo em ser o próximo CR7 cá do burgo.
E a bola bate nas pessoas? Bate. E isso que importa. E pedem desculpa? Mas acham mesmo? Essa palavra foi riscada no manual de boas maneiras.
Desculpe, com licença faz favor bahhhhhhhhhh coisas de cotas, já não se usa.
E continuam a jogar... Falar com eles, chamá-los à atenção é melhor não, ainda oiço alguma frase desagradável e, pelo que vejo, é malta que não hesita em mandar uma velha para qualquer sítio. "Se estás mal muda-te" deve ser o lema desta rapaziada.
E eu mudei-me. Procurei um sítio onde não houvesse adolescentes mal-encarados...
A que ponto chegou a educação!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mas só a mim!? Porquê mas porquê?

Uma pessoa toma banho, está toda ensaboada, de repente apercebe-se que a água esfria. Chama pelo cabeça de casal, ele não ouve. Berra o nome dele "caté" os cachorros responderam, mas ele não.
Uma pessoa gela dentro do poliban, embrulha a toalha no corpo cheio de sabão. Chega à boca da escada volta a gritar pelo hôme, hôme responde, aleluia! Diz que estava longe, caramba, a casa é grande, mas...
Diz-me que provavelmente não há gás... Uma pessoa arregala os olhos ementes treme de frio...uma pessoa desespera enquanto o hôme arrasta a garrafa, muda a cabeça, encaixa, roda, guarda, fecha o espaço das garrafas entra em casa e grita que está pronto.
Valha-me Nossa Senhora do Banho Tomado e da Água Quente! Agora sim vou -me vingar! Não há  corpo que aguente este estado de congelação!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

É o início do fim...

Agora já posso voltar a ser adulta. É que neste dia fico assim  tonta, pó patética e desejando de ser (e como não posso ser por razões que a própria razão não me diz) posso pelo  menos parecer e tentar ser criança. É isso que faço.

Adoro este dia. E, devem estar a dizer: ah, que giro! É por ter netos, é por gostar de crianças, é por ser lembrar de quando era criança, é por ter estado sempre rodeada de crianças, é...

Não é não senhor. Estão quadradamente e alguns triangularmente enganados.
Gosto porque começa o mês de Junho. Tenho uma paixão por este mês. É o final do ano lectivo, é o início do verão, é o calor, as sandálias, os calções, o entardecer na praia, as lapas, as cervejas, os almoços tardios, os bailaricos ...
Mais razões? E você que me lê, porque gosta deste mês?

Eu também já fui criança

Falando da infância...
Eu também fui criança. Embora pareça que ainda sou e tenho um grande prazer em ser/parecer uma criança embora crescida - pois que, com o meu pequeno metro e noventa, ninguém diria - esta situação agrada-me, porque para as crianças há desculpa assim a mim desculpam-me nestes meus desvarios.

Adorei ser criança. Daí que não queira deixar de ser...ou parecer vá lá...
Como costumo dizer às minhas Pulgas quando tentam me passar a perna "sabem, eu já fui criança, também tentei enganar a minha avó, mas ela também tinha tentado enganar a avó dela e não conseguiu. Por isso não vale a pena porque quando vocês iam eu já vinha".

Fotografia: numa excursão pela ilha eu a dançar com a minha madrinha. Se há memórias que não fogem do pensamento esta é uma delas.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Não aguentava mais esta situação

Pus termo a uma relação que já durava há algum tempo. Não se admirem, aqueles que me conhecem sabem do que falo.

Há uns tempos para cá sentia-me desconfortável, a sua constante presença tirava o ar. Era um sofuco, eu estava no limite. Olhava para ele e pensava no quanto o amei, o quanto sofri para o ter ao meu lado. Mas nestes dias, sozinha, equacionei esta relação e  cheguei à conclusão que já era altura de partir para outra que não me deixasse desconfortável, ansiosa e, acima de tudo, que me fizesse feliz.
Ontem, depois de muito ponderar olhei bem para ele ali, esticado na cama disse do alto da minha pessoa, do alto do meu quase metro e noventa....
- Hoje vais sair daqui. Vais dar lugar a outro.
Ele ainda questionou que "quem aguentou até agora aguenta mais uns tempos".
Mas eu, altiva e orgulhosa, jogando todos os trunfos que tinha na mão, ripostei:
- Chega! Ináfe (inglês). Esta relação termina agora.

E, juntando todas as forças que ainda dispunha tirei-o da cama, embrulhei com todo o cuidado e pus na janela a apanhar sol antes de ser guardado até ao próximo inverno.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Pressa muita pressa

Estou na casa de banho a arranjar-me porque as Pulgas estão quase a chegar para o almoço - e só acrescento que "Pressa" é o meu segundo nome o primeiro é "Muita"- abro a gaveta e tiro ao mesmo tempo o desodorizante e o batom.


Tenho de explicar a cena seguinte ou chegam lá?
Pronto, foi isso mesmo. Debaixo do braço dei batom...
Cabeça de catchu...

Mandem-me para Mercúrio, mas tirem-me deste mundo!

Macabro as notícias que se ouvem e que se lêem. Desta vez uma idosa que estava desaparecida desde quinta-feira passada foi achada congelada dentro de uma arca.
Parece que foi um assaltada, tendo sido roubado 15 mil euros...(aqui abro os olhos de admiração por ter tanto dinheiro em casa), assassinada e colocada dentro da arca da casa onde residia.
Julgam ser um acto de vingança.

Pelo amor da Santíssima Trindade, quando é que estes actos de malvadez vão acabar? Nunca se viu tantos. E antes que me digam "sempre houve", é verdade sempre houve, mas no presente são mais rebuscados e mais atrozes.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Dia fresco

Hoje foi dia de mudar os lençóis da cama. Já não os mudava desde a primeira guerra mundial e hoje foi o dia. Atão, estou aqui desejando de saltar para ela, pois se há momentos dignos da minha adoração um deles é meter-me numa cama cheirando a fresco. E eu uso Lenor - amaciador - que vem directamente não da Tailãndia mas de Londres. Adoro o cheiro deste amaciador que perdura desde a primeira guerra até à segunda.
Estou ansiosa para meter este belo corpo enxovalhado, cheio de pregas, nuns lençóis engomados pelas mãos da minha Paula  - a que substitui Moi-Même quando ela está sem pachorra para tarefas domésticas.
Lençóis cheirando a lavado e a Lenor é qualquer coisa como ir ao Céu e voltar enquanto o diabo não vê.
Aguarda-me um momento de verdadeira paixão.

O amor não se mendiga

Todas as manhãs acordava com a esperança de que ele olhasse para ela. Todos as noites rezava para que ele voltasse a ser o homem que povoava os seus sonhos.
Todos os dias recolhia as migalhas de amor que ele deitava ao chão, mas não enchia o seu coração. Tão poucas! Cada dia menos.
Ela sofria com a humilhação de ser trocada por outra mais nova, mas não mais bonita. Ele dizia que não existia nada entre eles. Mentira. Existia sim: os filhos. Crianças pequenas que também recebiam as migalhas de amor que o pai sacudia.
À noite, sozinha na cama, olhando para o lugar dele vazio, dizia: "amanhã ponho fim nesta relação", mas quando acordava mudava o pensamento ao vê-lo. "Vou esperar...pode ser que volte a amar-me."
Levanta-se e recolhe as migalhas de amor que ele espalhara ao sair...

domingo, 28 de maio de 2017

Deu-me uma...












...Branca, alva, clara,  nívea, assim como quem passou lixívia no cérebro...
Não tenho nada para dizer. Estou vazia de palavras.
Não me lembro de algo com substância e fico aqui a congeminar e a dar cabo da cabeça e não sai nada. Oca, vazia...
Enquanto isso o mundo gira e as horas avançam...
Rezem para que seja passageiro. Vamos fazer a corrente de oração.

sábado, 27 de maio de 2017

Felicidade

Abre a felicidade como se estivesse numa garrafa. Como se fosse champanhe. Inspira o seu aroma, espalha por toda a casa o seu conteúdo. Descansa com a garrafa vazia na mão e olha para ela derramada. Vive a vida. Procura uma garrafa e...
...abre a felicidade, pois então!


"As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade."
                         William Shakespeare


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Um dia na cidade de Melbourne

Vi no feicebuque, lugar onde se sabe de tudo ou quase tudo, que um amigo meu viajou até à Austrália. Havia uma publicação em que dizia "um dia na cidade de Melboune" e apontava ter cerca de cinquenta fotografias. Corri a clicar para conhecer a cidade. Pois, as cinquenta fotografias eram a cara dele em primeiro plano na benditosa Melbourne. Escusado será dizer que da cidade não vi nada mas consegui contar os poros da cara e os pelos que constituem o seu bigode.

Sempre na vanguarda do bem servir

Ai se não era eu não sabiam conjugar o decote com o colar.
Não pensem que sou "ingoista" e guardo as dicas da moda só para mim.
Que seria da blogolãndia sem os meus conhecimentos? Eu que vim ao mundo para ensinar a forma de usar correctamente os colares.
Agora apareçam aqui com o colar de bico sobre a gola redonda que eu mando ver o manual!.
Futilidades.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

No Portinho da Arrábida

Nunca os meus lindos​ pés e sapatos tinham pisado este local e, a bem dizer, não achei tão lindo como se fala. Quiçá também ajudou o dia sombrio e cheio de maresia que dificultava a vista mas, de verdade, até passei por recantos mais bonitos.

Mas não vou falar das visitas, vou falar de uma situação que a mim me incomodou.
Éramos dezasseis e ficámos na parte coberta do restaurante que logo a olho nu não merecia nome de restaurante. Mas tinha uma óptima lista de peixe. (Por exemplo: robalo do mar a 42€ ao quilo e o que duas pessoas pediram tinham um quilo), garoupa também.
Adiante...

Na hora de pagar dirigimo-nos para a caixa de pagamento e vejo numa mesa ao lado duas senhoras e um bebé. O bebé chorava e agitava-se muito. A mãe pega nele deita-o em cima da mesa que até tinha as toalhas e muda-lhe a fralda suja de cocó.
Se ela se importou que havíamos jantado lá (e deixados mais de trezentos euros), e merecíamos um um pouco de respeito, penso que não, naquele momento o que realmente importava era pôr a criança com a fralda fresca na presença de dezasseis clientes e continuar a conversa com a outra senhora deixando o cheiro chegar ao Algarve.
Que a situação nos incomodou, claro que sim! Que após um bom jantar era escusado cheirar "pupu" de bebé, também. Se algum de nós voltará lá....da minha parte nunca na vida.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Com chocolate nas unhas

Eu não gosto de comer chocolate mas gosto de beber um bom cacau quente. Não aprecio bolos (de chocolate) e até a pronúncia da palavra "chocolate" que, à maioria das pessoas faz salivar, a mim dá-me uma volta no estômago.
Não gosto não como, nem dou um passo à frente quando chamam para partir o bolo. Tonterias minhas, e eu não sei!?
Mas voltando ao chocolate só o aprecio nas unhas. Adoro pintar as unhas​ da cor do chocolate.
E quem mais não aprecia chocolate?

terça-feira, 23 de maio de 2017

Estou aqui...estou aqui...

Estou aqui... aqui mesmo em frente a vocês de braço no ar para me verem...sim sou eu, regressei. Não me vêem? Claro, entendo... Foi muito tempo, não foi? Cá nada! Um fim de semana nada mais...

Como!? Estou mais gorda!? Ai, não não comecem! Poupe -me Nannnnnn esses olhos enganam! Eu até nem comi muito! Tudo macrobiótico, dietético, orgânico, saúdavel. E foi robalo selvagem e foi carapaus com arroz de feijão. Também foi picanha, arroz de marisco, bacalhau com frutos do mar, lulas recheadas e grelhadas. Foi também arroz de pato e bolonhesa...

Sim queridos e queridas da minha vida, eu sei que deixo saudades não estando aqui à vossa frente, mas, caramba, eu avisei...
Não me vêem, e oiço ali uma voz rouca de tanto gritar pelo meu nome....
Estou aqui à frente de lenço branco no ar... aquiiiiiii....
Olá para ti também...para ti, para ti...aquele abraço tao sincero. Um abraço do tamanho do oceano que nos separa... E que nos une.
Saudades minhas. Eu também tenho muitas... não minhas caramba, que eu estive sempre comigo. De vocês. Tenho de explicar tudo!

sábado, 20 de maio de 2017

Bom Fim de semana, pois então!

Esta sou eu. Podia dizer que é o meu lema, é a forma que tenho de viver.
Tento tirar sumo mesmo que a fruta esteja seca.
Bom fim de semana que agora vou ali comprar fruta sumarenta.
"Esta Lisboa que eu amo.....

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Há muito muito tempo...esta sou eu e não tenho te po para mudar. Nem quero.

....era eu uma pré-aposentada sem "nada para fazer" - isto para brincar com aqueles que julgam que os aposentados e reformados deixam de ter fases: ou fazes ou não fazes nada - e a minha filha tinha um blogue onde eu comentava já com o meu célebre "avogi", e como já tinha Pulgas (sempre tive melhor dizendo), além da minha tia-velha, uma grande Pulga e que foi o mote para este  blogue, decidi escrever as minhas peripécias.
Quem é novo por aqui não se lembra da minha tia-velha, mas ela deu origem a muitas publicações​ hilariantes devido à sua idade e esquecimentos (ali na etiqueta: "titia").
Oras... e horas passadas aqui neste meu humilde casebre. Tantas mas tantas alegrias (e tristezas mas isso são aqueles carrapatos de estimação que tenho grudados nas pernas)...
Pois bem, são oito senhores e senhoras são oito anos a escrever neste meu projecto. São oito anos a relatar acontecimentos do dia a dia.
Por isso meus amigos que todos os dias ou dia sim dia não, deixam aqui uma pulga para me coçar, a todos vocês o meu muito obrigado.
Parabéns​ a nós porque isto sem vocês não funciona.

(E aqui vai a minha faceira aprantada na publicação​.... vejam​ que dentro de momentos​ a  mensagem desintegra-se). Mas já muitos me conhecem...