Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fome, preguiça, sono ou mal do dono?

Numa loja cá da urbe entro e vejo uma funcionária que pela cara mostrava estar a fazer um frete. Quando a chamei para tirar uma dúvida veio lentamente, que o patrão não lhe paga mais se andar depressa e, a muito custo, explicou-me mas, sempre a abrir a boca sem pôr a mão a tapar. Que dentição, que cavidade bocal quase que vi o esófago e se me pusesse em bicos de pés era capaz de ver o estômago. Mais uma pergunta mais uma resposta a bocejar de uma maneira que me estava a incomodar e lembrava-me um jacaré. Sim, é isso! Um jacaré!
Até que lhe perguntei se tinha fome visto ser hora do almoço. Não, respondeu ela. Acabei de almoçar.
Ah, está explicado o bocejo. Sono. Aconselhei-a a deitar a cabeça numa almofada e passar por umas brasas. E regressar com vontade de trabalhar.
Riu-se.

3 comentários:

  1. Tem me aborreço com pessoas que bocejamos juntando o gesto ao som.

    Ana

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  2. As pessoas não precisam de ser efusivas, mas também não precisam de mostrar frete durante o horário de trabalho, até porque os clientes não têm culpa.

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