Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Um dia arranco-lhe os dentes

Estou farta de que ele olhe para mim mostrando os dentes numa forma de dizer: "qualquer dia mordo-te".
Sempre que me aproximo dele, obviamente,  mostra-me a dentadura perfeita e completa, mas irrita-me sobejamente esta atitude. Eu sei que ele tem dentes, eu sei que por serem perfeitos deve mostrar aos outros, não a mim que o alimento todos os dias.  Há dias, numa atitude desesperada, abri a porta da rua e disse-lhe: "Sai. Estou farta de ti!". Mas manteve-e estático sem perceber a minha intenção! Fiz-lhe ver que outros já repararam no seu comportamento e que sinto-me frustrada.
Expliquei, fazendo um desenho pormenorizado, que devemos ser delicados com as pessoas, quanto aos intrusos que, porventura, possam invadir o meu palácio, a esses sim que lhe mostre a dentadura, e lhe ferre os dentes. Mas o estapilha do grade não entende (miolos de galinha dum caneco). Melhor dizendo: cachorro estúpido que continua a me mostrar os dentes!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Um dia acordo morta!

Vem a propósito de dormir tão bem que se a Morte me vier buscar nem dou por ela.

Estou constipada, fanhosa e por isso sempre a assoar este belo nariz que vai parecer a abóbora que carregou a Cinderela para a festa e, durante a noite nem acordei, nem me dei conta da bruta da constipação que dormiu comigo porque assim que boto este corpo de sereia no leito conjugal nada me acorda nem que uma bomba, salvo seja, detone aos pés da cama.
Por isso digo que um dia acordo morta num sítio diferente e nem sei que morri. Estranho, não é?

A Pulga faz anos. É dia de cantar os parabéns a ela

Há onze anos, numa segunda-feira, pelas oito e oito da manhã nascia a minha Pulga - a Maiveilha.
Assim que nasceu veio logo para os meus braços, a partir desse momento os nossos braços andam sempre entrelaçados.
Uma pré-adolescente com manias de adulta, que julga saber tudo e, por isso, não aceita ser contrariada. A vida encarregar-se-à de lhe demonstrar que também é saudável aceitar outras opiniões e nem sempre temos razão. Faz-nos crescer com objectivos, dando segurança às nossas escolhas.
Parabéns minha Pulga.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Ora adeus, passe muito bem

Atão não dá que o Janeiro tá quase a ir? E dá-me cá uma alegria! É que Janeiro é comprido, parece que não tem fim! É daqueles meses que detesto e nem é pelo frio chuva ou vento qu' isso na m' atormenta.
Tesa...Desfalcada...fico sempre "nas lonas" por causa do Natal. E dá que é preciso esticar as notas do dinheiro dum ano para a outro.
Por isso, é com muita satisfação que desejo que ele - Janeiro - volte só para o ano e até lá, que venham aqueles meses que realmente gosto.
Mas Janeiro tem coisas boas...Os dias a crescer e os passeios ao entardecer que, aqui, no meu rural é sempre um espectáculo único.

Que notícia mais triste

Em Madagáscar, noivos e convidados que se dirigiam para a festa de casamento morreram quando o autocarro em que seguiam se despistou.
Que tristeza! Um momento que devia ser de alegria transforma-se em dor e mágoa.
Nem consigo comentar esta notícia de tão absurda que é!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

É com muita vaidade que anuncio que...

...O meu rural é um destino popular.
Alô gran-canários e esta que tal? Fiquem lá com as praias de areia amarela, quilos e quilos de areia a perder de vista, as dunas e os dragoeiros  que nós com o nosso basalto e areia preta entrámos a matar logo para quarto lugar. Não temos praias de areia amarela mas temos floresta, levadas, montanhas...
Obrigada a quem nos visita. Voltem sempre.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Da Rússia com amor


Desenganem-se aqueles e aquelas que ao ler o título julgavam que eu ia falar do filme: "From Rússia with love"
Não. Não me refiro a um filme...
Trata-se de Justiça. A Rússia prepara-se para descriminalizar violência doméstica se esta acontecer uma vez por ano no seio da família.

Ora bem, vamos por partes: maridos, mulheres, filhos, avós e netos podem aquecer o pêlo (sim que por lá é frio, caramba), à família uma vez por ano, se for duas já dá cadeia. Até arrancar os dentes, desde que não vá para o hospital (faça o tratamento em casa, ora!).
Tanta coisa por causa de umas chapadas entre marido e mulher, uns puxões de orelha e castiguinhos de dormir ao relento na neve aos filhos e uns abanões ao pai e mãe. Até mesmo um neto lindo de sua avó dar uma martelada nos dedos gelados é violência? Nada disso. É para aquecer os dedos! É carinho, é amor é acima de tudo respeito.
Que mundo! Num país onde a cada 40 minutos morre uma mulher vítima de violência doméstica é um absurdo. Uma cultura onde o machismo faz parte da tradição.
Vamos à notícia...

"De acordo com a nova legislação, que tem vindo a ser debatida no parlamento russo, bater num filho, mulher ou avô - provocando-lhe hematomas e arranhões - deixa de ser crime punível com prisão, desde que o agressor não repita o ataque, e ao mesmo familiar, no prazo de um ano.
"Temos de diferenciar claramente as relações familiares dos casos de reincidência". 

Os deputados russos aprovaram esta quarta-feira, em segunda leitura, a nova legislação. A partir dessa data, as agressões ocasionais contra familiares na Rússia apenas incorrerão em responsabilidade administrativa, desde que não ocorram mais do que uma vez por ano.

"A descarada ingerência na família" pela justiça "é intolerável", considerou Vladimir Putin recentemente, ao responder a um ativista que o questionou sobre a conveniência de acabar com uma lei que permite "prender um pai só porque deu umas palmadas num filho porque o mereceu".
No entanto, o artigo 116 do Código Penal - que o governo russo quer agora despenalizar - não menciona bofetadas ou palmadas, mas sim "tareias", que podem deixar lesões como hematomas, arranhões e feridas superficiais.

E agora que faço? Deve ter perguntado ela ao ver o TGV a andar!

Uma jovem de 18 anos, ementes o combóio parou na estação de Lê Mans, saiu para dar atenção ao vício, deixando o seu bebé de seis meses na carruagem. Ora, o comboio não se compadece de quem por um instante vai "ali e já volta" e segue viagem. Quem se preocupou foram mesmo as restantes pessoas que estavam na carruagem e ainda puxaram o alarme, mas o TVG não podia voltar atrás nem parar.

Resta-me pensar que esta jovem deve ter apanhado um pequeno susto, ou seria grande susto!?, e daqui para a frente vai pensar duas vezes antes de puxar um cigarro e fumar deixando o seu rebento ao Deus dará. Ou na próxima vai a mãe e fica o pai sem vez de irem os dois. Mas que querem?, sabe bem uma passa a dois!
Este mundo de cão!

Se não chega o que escrevi leiam tudo, entrando aqui.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Ai sim?! Ai pois é!



Ai pois, agora chupa essa manga, melhor dizendo, atão vocês autarcas da minha vida queriam roubar o erário público e era para manter segredo?
Mas vocês, autarcas do meu mundo, pensavam que essas voltas que iam dar...quando faziam as viagens à conta dos munícipes, usando não o da algibeira mas sim o do cofre...que ninguém ia saber?
Otários! Agora andam com as calças na mão a correr no tribunal!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

The Big Picture

Não sei se acompanham este programa na RTP. Refiro-me ao The Big Picture. Cá para mim que ninguém me ouve ou me lê digo que parto-me a rir, deixem-me usar esta metáfora, ao ver a cultura geral dos concorrentes. Eu também não sou uma enciclopédia e a minha cabeça já não é o que era, mas sei que tenho 32 dentes na boca sem precisar de a abrir, meter o dedo indicador e contar em frente às câmaras...
E depois ainda duvidar da contagem, dizendo que na realidade são 36 pois faltam-lhe os do siso.
Mas a melhor foi nem ter essa opção nas alíneas. Posso rir?

Só quem vê é que entende!

Meus senhores (e minhas senhoras também) que falta de responsabilidade existe neste mundo redondo! Que falta de civismo, meu Deus! Mas anda tudo louco?!

Atão não é que alguém entra numa via rápida e bate em quem lá circula e arma-se em triste coitada?! Atão não é que para se armar em vítima diz que quem circulava é que tem de assumir a culpa!?
Onde já se viu entrar numa via-rápida, cruzar logo duas faixas arrastar quem lá circula até os rails de separação, encurralá-la e dizer que esta pessoa bateu atrás quando é o lado dianteiro que está amolgado!?
Haja civismo e responsabilidade...Admitir os erros custa, mas liberta a consciência!

Quem não lhes apertasse o pescoço!

Ora bem, há notícias que me transcendem, esta é uma delas.
Só desejo que as esposas destes senhores juízes leiam a notícia e aprendam e, na próxima lhes apertem o pescoço. Não uma mas várias vezes sem deixar marcas...Lentamente...Sem afectar a sua dignidade...A ver se eles na próxima entendam o papel de vítima!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Crianças transgénero

"Às vezes a ecografia mente: não são os órgãos genitais a definir o género, é o cérebro."
Sabemos é que há cada vez mais provas de que o género não é determinado pelos órgãos genitais (pelo que está entre as pernas), mas sim pelo cérebro e pela mente (ou seja, pelo que está entre os ouvidos). Na maioria das pessoas há uma concordância entre os dois. Em outras, essa ligação não faz sentido.

Transgénero é o termo comum, mas disforia de género é o termo técnico usado para definir a incompatibilidade entre o género com que nascemos e o género com que nos identificamos.

Eu costumo ver a série "I am Jazz" que acompanha a transição de um rapaz para o género feminino. Jennings foi diagnosticada com Transtorno de Identificação de Género Infantil, fazendo dela uma das mais jovens identificada como transgénero. Tem apenas 16 anos.

Eu, mulher de meia idade sou de opinião que  se mude de sexo se assim o desejar, mas entendo a transição ser precoce para crianças em crescimento. 

domingo, 22 de janeiro de 2017

"In her shoes"

Embora em português de Portugal o título seja "Na sua pele" e em português do Brasil "Em seu lugar" o original é, sem dúvida, o mais adequado, uma vez que as irmãs calçam o mesmo número de calçado e usam os sapatos uma da outra.
Não é por esta razão que é um bom filme, é porque baseia-se no amor entre duas irmãs com características distintas.

Eu, como sou chorona, ainda verti umas lágrimas...

Por que a vida não permite construir castelos ....

...De pedra sobre pedra, construímos de cartas...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Tudo vai mudar! Era após Trump(a)

Diz o senhor Trum(pa) que agora é o dono da América que tudo vai mudar. Eu acredito só quando presenciar a mudança.
Espero que seja para melhor porque para pior está bem assim.
Será que agora a Terra vai girar à volta do Trump(a)? É que ele tem um ego do tamanho do mundo! Quiçá julga que o seu umbigo é o centro da Terra.

Hoje é o dia em que...


....A América comete um crime contra a Humanidade.
É o dia em que o povo superior, a grande potência mundial, demonstra uma fraqueza sem igual.
É o dia em que a América elege um déspota, um futuro Hitler, um líder sem respeito pelas pessoas.
Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas com um presidente sem escrúpulos à frente de um país que comanda o mundo.
Que Deus nos acuda!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Não entendo! Camada de gente insatisfeita!

Hoje esteve frio; deixem-me acrescentar que para nós, madeirenses, frio é a temperatura aos treze graus. Pelas catorze horas estava a vinte e já se bufava de calor.
Nunca estamos satisfeitos. Se está frio reclamamos, se faz calor há queixas, se está a treze já se briga com o tempo porque está um frio do diacho, se logo de seguida sobe a vinte, como agora, já se ouve gente a dizer que "está impossível"...
Até eu que vesti uma camisola de lã já barafustei com o sol a ferver nos pés...
Será que algum dia vamos aceitar o tempo? Jamé!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dia Internacional do Riso

Porque hoje é dia de rir, sorrir, gargalhar até doer as entranhas, vamos dar aquela gargalhada solta, livre que faz tremer o mundo porque a vida é feita de pequenos e grandes momentos.
Riam darlingues enquanto o governo não se lembra de taxar o riso...

Viver à conta do governo é tão bom!

Que o diga os meus vizinhos, um casal cá da urbe que nada faz a nível profissional, e que faz-me pensar que quem vive à sombra dos que trabalham (e por isso descontam para estes) é que são uns felizardos.
Além de não se apoquentarem com as tarefas inerentes ao trabalho que, como todos sabeis, dão cabo da saúde e desgastam o cérebro, além de não cumprirem horários, além de não terem tarefas de cozinha uma vez que os filhos passam o dia na escola e por lá almoçam têm dinheiro suficiente para ter um Iphone 7.
Iphone7 é uma careza, senhores! Há muita gente que trabalha e não pode comprar este equipamento!

Mas por outro lado penso que uma vez que vivem em casa do governo com renda baixa, ou sem pagar, nem sei!,  uma vez que por isso os filhos têm apoio social, uma vez que auferem um rendimento social, esse é para as futilidades e para comprar um telemóvel topo de gama e andar a fazer "ciganas" a quem não tem.
Por isso, digo e redigo: mais vale viver de esmola do governo do que trabalhar....
Burra, otária que sou em não ter pensado nisso!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Comeu demasiado no Natal?

Recebi um email com este título, escusado será dizer que corri a abrir à procura da dica ideal para parar de comer no Natal.
Ora bem, em nenhum parágrafo encontrei a resposta à pergunta.
Por isso, nada de novo. Toca a enfardar enquanto se pode... E depois uns pulinhos, uns cortes, uma certa moderação, umas litradas d'água, prontes, e tudo vai ao sítio. Ou talvez não.
Mas no Natal não há quem resista à boa mesa. E come-se muito, mas a culpa  não é nossa, não senhor e não senhora, a culpa é dela. Ela é que é a culpada.
A tradição. Sim, cá por mim não comia tanto, mas é tradição, por isso...
E vocês meus darlingues e minhas darlingues também comeram muito para manter a tradição?
Ou assim-assim?....

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Conto do vigário, cuidado

Assiste-se, cada vez mais, a pessoas que caem no engano. E não são "só" os velhinhos há gente culta com boas bases de conhecimento que caem na cantiga de alguém sem escrúpulos (mas com boa lábia, desculpem o termo), para enganar os outros.
Há dias ouvi, numa conversa de circunstância, uma jovem a desabafar que caiu na aldrabice.
Nunca digam "ah, e tal, eu não caio nessa!" porque num momento mais desatento lá está o vigário a contar um conto tão verosímil que acreditamos. Porque as palavras do vigário chegam ao coração. Cuidado com os falsos profetas!
Quem nunca foi enganada diga "eu"...

domingo, 15 de janeiro de 2017

Porque hoje é domingo

Por ser domingo apodera-se de mim um fastio, um desalento no corpo, uma vontade mórbida de nada fazer. Por ser domingo esta monotonia deixa-me desassossegada, sem vontade de falar. Por ser domingo fico prostrada no sofá sem desejos de sair, agarrada à manta quadriculada quente e fofa.
Por ser domingo apetece-me não apetecer nada. Serei a única sem vontade só porque é domingo?

sábado, 14 de janeiro de 2017

O varrer dos armários




Aqui, no meu rural, o Dia de Santo Amaro marca o fim das Festas, o dia em que se desmancha o pinheiro e se guarda todos os ornamentos do Natal.
Ontem e hoje é dia de varrer os armários ou seja, comer tudo o que restou do Natal. É o momento de guardar os frascos de licor.
Por esta época as pessoas reunem-se em casas de amigos para dar fim das iguarias da Festa.
Como manda a tradição, e eu sou rapariga de cumprir à risca, logo vou a casa de amigos para "varrer os armários".
Ora bem, aqui deixo umas quadras da época

Dá-nos licença de entrar
Ó minha rica vizinha
Queremos varrer os restos
Que sobraram da lapinha

Vamos varrer a lapinha
Deixai-nos entrar senhora
Trazemos connosco a pá
E também a vassoura

É o Santo Amaro
Que hoje aqui vem
Varrer dos armários
Os restos que tem.

Por isso meus e minhas darlingues hoje é dia de festejar o santo. O Santo Amaro.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

E perguntam vocês o que tenho a dizer sobre o assunto

Ora bem, deixa-me cá ver se arranjo uma boa desculpa para esta ausência de dez meses. (Chiça, caramba! Nem me dei conta do tempo!)
Tenho viajado. Certo? Tenho brincado mais e jogado...aquele Candy Crush, jogo do demo daí que o blogue ficou a um canto. E pensava: recomeço ou não?!?
Moi-Même, aquela bicha danada da minha empregada coreana, enchia-me a cabeça de ideias, eu refutava-as todas, dizendo" tu namatentes com isso"! Mas ela não parava de m' atormentar!... E foi ficando o bichinho....E Moi-Même que não se cansava de dizer para recomeçar...
Mas sabem, não tinha uma ponta de saudade...
tMas agora "ou vai ou racha"...E tanta coisa se passou ementes eu hibernava!

Sexta-feira dia 13

Usando as palavras da minha Baixinha, a neta de oito anos sempre pronta a responder, assim como eu, prontes, dizia ela para não me preocupar pois que é um mito.
Ora bem, eu sou rapariga dada a medos e superstições, mas é coisa que não me atemoriza é mesmo sexta-feira dia 13.
Logo eu que tenho amor pelos gatos pretos, tenho vão de escada por onde passo muitas vezes, mas também tenho uma cruz de alecrim debaixo do tapete para evitar os maus-olhados e deito uma pitada de sal para trás das costas. Viram? Não sou supersticiosa, mas não vá o diabo fazer cenas....

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lugares de sonho. Londres para sempre




Sentada na minha cadeira de braços ao lado da Pulga, a Maiveilha, dou por mim absorta em pensamentos bons, de lugares por onde este corpo danoninho já andou.
Lugares esses cheios de memórias boas outras nem tanto.
Recordo-me da última vez que estive em Londres e foi precisamente em Novembro passado, para o funeral do meu irmão.
Oras, Londres, para mim, é a minha casa. É o sítio recorrente quando o dinheiro não abunda para acalmar o desejo de viajar. Quando uma vontade mórbida de arejar se instala no pensamento e fica a moer. Em banho-maria
Londres. Só a pronúncia da palavra me deixa de água na boca...

É difícil recomeçar

Seja em que situação for o recomeço custa um pouco, até mesmo na vida virtual. Refiro-me ao blogue. Parece que não é meu. Tenho a sensação que estou a escrever em algo que não me pertence. Eu que tinha está vida tão entranhada em mim agora só to-me como se fosse colocada aqui num sítio estranho. Imagino que os casais que se separam sentem-se exactamente como eu. Pegar em algo nosso e tentar de novo.
Mas vou superar sta sensação de intrusa num espaço que é meu e que em tempo amei mais do que tudo no mundo.
Tempo, preciso de tempo para me habituar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Dia de folga

As Minhas Pulgas deram-me um dia de folga e aproveitei para as trocas de Natal.
Não sou apologia de trocar o que se oferece, costumo ficar com a prenda, mas quando já tenho, claro que troco, obviamente.

"Para a minha irmã", livro de leitura obrigatória para quem, como eu, adora um bom enredo. Mas já o tinha. Oferecido por alguém a quem muito estimo e que já não se encontra entre nós.

Mulher traída

Falando com alguém cujo marido salta a cerca de casa e vai comprar cigarros ao quiosque lá da esquina, dizia-me ela que "todas as noites deito-me com o meu marido na mesma cama".
Oras, uma coisa é estar deitada com uma pessoa outra coisa é ter o espírito dessa pessoa, tê-la completamente não só o corpo presente.
Ela sabe que ele dá umas curvas e até sabe o nome da curva, mas perante a sociedade são uns queridos que socializam juntos que se apertam e se beijam e dizem frases amorosas.
Não sei não, mas a esta que vos escreve faz uma certa brotoeja. E que não consigo compactuar com cenas da sociedade. Nem consigo fingir que "vivemos num conto de fadas" quando afinal a vida trata de mostrar o oposto.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Vai dar quase ao mesmo...

Baixinha, a minha neta de oito anos esperta que nem um alho (não sei a razão deste dito, mas também pouco importa para o caso), perguntou-me se tenho o "Cheróme" na lambreta (nome carinhoso com que trato o meu tablet).
"Cheróme"? Não sei quekogo é esse.
Jogo? Qual jogo avó! É para pesquisar...
Pesquisar....cheróme...ah, pois. Era o Chrome.

Ora bem, ai pois, o feicebuque

Muito se fala desta rede social, dos efeitos negativos na vida das pessoas, das fotografias de crianças, da vida-alheia, das intrigas, das falsidades and so on...
Critica-se os que lá coloca todos os momentos da sua vida, como também se crítica quem só lá vai para ver a vidinha dos outros. E, geralmente, são estes que os criticam os que lá colocam toda a sua vida.
Mas o feicebuquet em coisas boas, uma delas é a possibilidade de ter grupos fechados.
Ora, o que é isto? Muito simples. Neste grupo só quem está inscrito é que vê e pode publicar comentários.
Oras, eu e mais uns quantos amigos temos um grupo onde se coloca as fotos que tiramos em conjunto (uma forma de mostrar e partilhar com as pessoas que fazem parte da fotografia, uma vez que nem sempre estamos juntos) o que faz com que as fotografias captadas nos momentos especiais,aqueles momentosemque somos apanhados desprevidos, a mexer no nariz,a coçar certos sítios, entemdem? sejam vistas e comentadas por todos os intervenientes do tal grupo fechado.
O Feicebuque quando usado convenientemente é uma boa ferramenta na vida social.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Existo por isso penso

É por pensar que decido escrever. É que tenho tantos pensamentos cá dentro e, antes que chegue o primo alemão, o Alzaimer, quero deixar registado todos os meus bons e maus pensamentos.
A vida é demasiado curta para se dar atenção a mesquinhices de segundo nível.

Oras, no natal, numa das minhas viagens alguém a quem prezo muito, disse que sentia saudades dos meus registos (das minhas parvoíces, quiça), do meu sentido de humor e acima de tudo da forma metafórica como escrevo. Isso começou a mexer cá dentro e um desejo mórbido de recomeçar fez com que deixasse de parte certas cenas menos boas e mostrar ao mundo que ainda estou viva e com vontade de partir a loiça toda.
Por isso meus aqueles e aquelas aqui, perante vós, de joelho ao chão numa forma de remissão de pecados passados, estou pronta a estoirar os dedos e as unhas pintadas de vermelho-sangue com a batida nas teclas e escrever até meter dó...
Bem-vindos de novo e bem-vinda eu...

domingo, 8 de janeiro de 2017

Não morri...

...e vou regressar.
Não sei quando.
Obrigada pela preocupação....não mereço tanto carinho. Sou grata por isso. Nunca devia ter abandonado sem uma palavra...
Peço desculpa. Vou recomeçar porque...
Esta sou eu e não há tempo para mudar. Nem quero.