Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Esta coisa dos sensores...

Ora eu sou rapariga que nasceu ainda Salazar era vivo e por conseguinte estas modernices bolem-me com os nervos e o sistema nervoso central entra em erupção.
Estava eu numa casa de um café quando os sensores apagam, sim, eu demoro muito na casa de banho mas sabem sou "dureira" como dizia a minha santa abuelita que era reles com'um touro.
Atão a p'ssoa tá sentada concentrada na obra (por aqui dizemos obrar), e tem de fazer sinagogas e abanar os braços como que a pedir socorro quando está no sítio que merece descanso e sossego?
E depois apaga e tem de fazer o serviço todo às escuras (e como estava negro mê dês!), e por mais que mexa os braços, as pernas, e faz que dança a Lambada não dá luz. E o papel? Onde raio está o papel?
Só depois quando abre a porta para sair é que descobre que os sensores estão fora da casa de banho na zona do lava-mãos. Mas isto tem cabimento?!
Uma p'ssoa tem de ir com as calças na mão à rua para ter luz na casa de banho?!

Fotografia: Ribeira Brava, cidade na zona oeste daMadeira

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Para onde é que ela vai?

Chego à lavandaria e vejo a máquina de lavar roupa - a tal que faz tudo desde esticar a encolher - a correr. Esperei para ver o jeito dela e pensei cá comigo: "deve ir à tasca do Bexiguento mas está, redondamente, enganada". Não que eu não permita, por mim até pode, mas ainda não a vi dar grandes passeios, só de aqui para ali e mainadinha".
Deixei um instante mais, sempre atenta a ela, não vá a estapilha da máquina meter-se a descer três lances de escadas.
Esperei. Enquanto pôde lá foi a toda a velocidade até que parou.
- Paraste? - Perguntei-lhe. - Tens medo. Ah, atão era isso!- Ainda lhe disse.
E voltei a chamar à atenção da menina e a ameaçar que é a última vez que vou buscá-la à porta da entrada e a dar-lhe a mão até ao sítio de onde nunca devia ter saído.
"Agora de castigo vais lavar enquanto não chega o dia do Juízo Final e sem sair do lugar, canão...."
Nem lhe disse que depois da afronta de borrar os meus lençóis brancos de rosa choque, de ter encolhido um casaco que eu estimava tanto e que nem nos nenucos das minhas Pulgas serve, além de ter perdido meia dúzia de meias e cuecas que estou a pensar em mandá-la a Marrocos que fica mesmo em frente à minha casa, numa viagem sem camebaque (em inglês, pelise).
Mas ela nem sonha!