Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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domingo, 4 de novembro de 2012

Beber cair levantar


A vida é a arte das escolhas, 

dos sonhos, dos desafios e da acção        



J. A. Wanderley

Os caminhos da vida são feitos pelas escolhas que fazemos. Em todos os momentos, quer queiramos que não conscientes ou inconscientes fazemos escolhas. A escolha requer significado, quando o significado da vida esmorece quando já nada se pode mudar arranja-se culpados, no caso do meu vizinho: a bebida.

O meu vizinho! A bebida tem sido a constante dos seus dias. A sua escolha, o seu denominador comum.
Beber cair levantar. Nem a chuva, o vento, o nevoeiro o impede de sair de casa logo pela manhã numa linha recta e regressar por linhas curvas; mesmo de olhos fechados sabe o caminho de volta. E cai no molhado. Escolhe levantar-se e continuar até casa, de cabeça baixa...
Que vida! Que escolha!
Será possível mudar? Escolher outro caminho com significado?

 Beber cair levantar (clicar na frase para ver o vídeo da canção)

Fotografia: Sempre que há festas em casa identifico o meu copo. Na último  que foi os anos do Gu-Gu foi com folhas de vinha virgem do quintal. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

É desta que me torno uma borracha

Atão não é que acabo de ler que um copo de vinho ingerido ao jantar é equivalente a trinta minutos de exercício físico. Ora, eu sou apreciadora de um bom copo de vinho à refeição, mas é desta que vai avançar mais do que um pelo menos dois e assim faço uma hora de exercício físico, sentada, a bebericar o meu vinhinho.
Mas que grande notícia! A sério tirou-me este peso na cabeça e na consciência pelo facto de não fazer ginástica.
- Mê senhor, serve-me aí um copo, bem cheio, de vinho regional alentejano. daquele que eu gosto: Pera Doce ou Aldeias de Juromenha.
Se não acreditam confirmem aqui.

Fotografia: Copo ornamentado com heras do meu jardim servindo assim como para personalizar e identificar o copo

domingo, 24 de junho de 2012

O vinho branco faz mal à cabeça?

Ouvi dizer (e como não pesquisei não sei se é verdade ou não), que o vinho branco provoca danos cerebrais?
Sabia que, além de deturpar as ideias, fazer com que se faça figuras parvas, emocionar-se, chorar ou rir em demasia, despir-se, cantar, enfim, um manancial de atitudes, faz mal ao cérebro. Quem bebe vinho branco fica, além de bêbeda, tonta, parva, pouco inteligente e com danos cerebrais? 

Há bem pouco tempo sei quem molhava o dedinho dos filhos ainda jovens no copo de vinho, e que passava o dedo nos lábios deles enquanto bebés para dar um gostinho; oquei, se querem, continuem, mas no vinho tinto nunca no branco, sim?
Será que há mais adeptos do vinho branco do que do tinto?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Garapa - sumo de cana de açúcar

Em relação à bebida falada na mensagem anterior - Garapa, deixo aqui as propriedades e valor nutricional da dita. É somente sumo sem álcool, fresco e uma bomba de vitaminas.
Quem nunca teve o prazer de chupar uma cana de  açúcar pode muito bem agora fazê-lo na forma líquida.
Por aqui, no meu rural, era hábito desde criança chupar canas. E roubar, também. Quem nunca chupou cana de açúcar que se acuse.



7 - Bebida de Verão

Mas há bebidas exclusivas de uma estação do ano? Não, para mim não.
Cá está um tema que me é particularmente difícil de escolher.
Tem dias. Depende da ocasião, momento, pessoas, lugar, espaço temporal, estado de espírito, estado de alma.
Sinceramente, estou indecisa em escolher. Cá em casa, nas festas de anos, faz-se muitas ponchas e sangria: de vinho branco, tinto, rosé e de champanhe. A de champanhe... ai, é um néctar, feita pela minha filha, com frutos silvestres, ai, se eu tivesse uma aqui era já.
Mas, há uma bebida que provei há pouco tempo e gostei. Garapa de seu nome. Divinal, próprio dos deuses. Somente cana de açúcar esmagada. Simples ou com gelo uma delicia para matar a sede.

À nossa. Melhor dizendo: "Às nossas" Turista e Scarlet impulsionadoras do desafio.

Fotografia: Garapa. Provado e aprovado em São Vicente, no arraial

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Era uma vez... Uma garrafa de vinho Colombo

Vá, vamos lá sentar-se em semicírculo, que não quero ninguém atrás de mim a fazer "sinagogas" ou "modilhos" que hoje vai avançar uma história. Verdadeira, por sinal.

Fui ao "orioporto" despachar uma encomenda, não era bem uma encomenda, era a minha irmã, mas como  levava encomendas ...
Estava no bar a tomar um alento para a jornada de volta e a apreciar os "camones" (termo madeirense que quer dizer come on e refere-se aos estrangeiros) quando vejo um casal, (de camones). Ela, de rabo para o ar a mexer na mala, que estava no chão, ele, atrás, de mãos nas algibeiras (assim como todos os machos... prontes, alguns machos). Mexia, remexia à procura de algo na mala, suddenly retira de dentro uma garrafa de vinho. Dá ao senhor seu esposo que para segurar na garrafa tirou só uma mão do bolso e, encaminha-se para o balde de lixo: "Não! Ele vai deitar a garrafinha do néctar dos deuses no lixo?" disse para mim.
E deitou, sim senhora. Excesso de bagagem, pensei.

Assim como eu, estava um segurança a morder a cena.
Ai que pena! Que consciência! Uma garrafa de vinho das nossas castas madeirenses no lixo! Ai que eu vou lá buscar, disse para mim já que as Pulgas saltavam à roda e não valia a pena falar com elas. Era o mesmo que "bater com a língua nos dentes". Mas, de repente, a vergonha meteu-se a meio e eu ...fiquei sentada a olhar para o lixo.
Contei ao mê senhor: uma garrafa de vinho da Madeira, das nossas castas! Das nossas encostas. E, enquanto encostas e desencostas, eu mordia a garrafa no lixo. Eu, e o segurança. Ele desistiu ao fim de algum tempo. Eu...

Agora moral da história, mas peço a ajuda do público.
Fui ou não fui buscar a garrafa de vinho da Madeira ao lixo? Se fossem vocês, iam?
Será sorteado um brinquinho de entre os que acertarem, pela lotaria do Natal.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu bebo sim, estou vivendo, tem gente que não bebe e está morrendo

Porque temos de tirar o  batoque* da garrafa de vinho algum tempo antes de servir??
Esperem, não digam, eu sei a resposta. Para respirar. 
                                      
Mas aqui no  meu rural assim que o mê senhor vai à adega buscar a garrafa de vinho.... vamos todos atrás dele como os patos atrás da pata. Ó despois quando ele regressa já com a garrafa e vai tirar o batoque, a gente estende a pata....,perdão, a mão já com o copo em riste ...e quando sai o primeiro respiro do vinho...é a guerra a ver quem é o primeiro. 

Agente emborca pela goela abaixo é aí que ele respira. 
Não o vinho. O mê senhor.

Sabem, mas não consigo deixar o vinho respirar...!! É que enquanto ele respira, eu não. Fico à espera, de olhos arregalados, não vá ele dar o último suspiro e eu não estar presente.  E quando não sinto a respiração dele, penso: será que está morto?
"Atão" cheiro. Hummm tá vivo.
E antes que dê o ultimo suspiro, eu bebo. Bebo sim...um copo de vinho alentejano.
Ai como adoro!

*Pelo sentido percebem, mas vá lá eu digo: batoque é rolha em madeirense.

E não, não sou alcoólica.

domingo, 5 de setembro de 2010

Café, esse meu abatedor de calor!

Não há nada melhor para combater o calor que uma caneca de café bem quente, de preferência a fumegar.

Nada de gelados, café/chá frios, sumos de laranja ou de maracujá, nem limonada. Engolir pedras de gelo também não é solução. Nada frio.

Just... a cup of  hot coffee.

(Eu já referi que é chique usar expressões em inglês. Dá um je ne sais quoi ao blogue).

sábado, 21 de agosto de 2010

Não sou esquisita

(Colar de rebuçados característico dos arraiais madeirenses)
   Se há coisas que não gosto é de beber café num copo de plástico. Daqueles de usar e deitar ao chão (bem, no chão não, mas jogar para cima de uma árvore ou na pior das hipóteses...à cabeça do empregado).
É que não me sabe bem. Perde o sabor. 

Para mim...é...como chupar um rebuçado com papel.