Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O que se faz no primeiro do ano faz-se todo o ano

Para fazer jus à frase e para que eu faça todo o ano o que fiz hoje resolvi não fazer nada, assim para justificar a ideia que as Minhas Pulgas têm de mim.
E digo: roupa para colocar na máquina um ror dela, roupa para dobrar outro ror, roupa para engomar mais um (hor)ror, regar, bem, o Pedrocas erncarregou-se, lavar a loiça é a tarefa do cabeça de casal, como dizem as Pulgas, e mais não digo, mas só digo que hoje foi a modos que passear as pernas e andar de baique, eu não gente, as PULGAS.
Portanto, o que se faz no primeiro do ano é para fazer todo o ano. Nada a fazer...

Nem tudo o que parece é

Ontem depois do fogo fomos em bando à cidade para a tradicional primeira fartura de  ano novo. Pulgas cheias de pica a saltar e reparam que num carro que passava a senhora sentada ao lado condutor dormia.
Eu digo que, quiçá, trabalhou durante o dia e está cansada.
"Mas estamos de férias" diz Gu-Gu. "Tu estás, a senhora não. É como vocês dizem que eu não faço nada, que sou reformada e por isso não posso dizer que estou cansada. Mas eu faço muito".
"Pois, vês televisão, jogas Candy Crush, vês a novela"...diz o rapaz de seis anos.
"Lavas a loiça"...salta em defesa a Maiveilha, de nove anos que ia dizer mais quando...
"Mana, quem lava a loiça é o avô", diz Baixinha, de sete. "Nem isso a avó faz".
Agora estou aqui desolada! Vou mazé fazer um joguinho sentada em frente à televisão, a ver Disney Channel, enquanto não dá a novela.
Avó sofre...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

E chegou o dia

Hoje é o último dia de 2015, daqui a nadinha os barcos na Pontinha anunciarão o início do novo ano.
Tanto sonho por realizar, tanta tarefa por fazer, mas não há tempo.
Eu, AvoGi, dona deste belisco, e as Minhas Pulgas desejamos um Ano Novo repleto de saúde, e que nunca nos falte um sorriso para alegrar os momentos em que estamos juntos.
Feliz Ano Novo. Que 2016 seja aquele, o desejado, o que nos vai trazer paz, amor compreensão e, acima de tudo, harmonia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

E depois há os otários

Ontem um dia lindo de sol e, como as Pulgas tinham os capacetes para estrear, foi-se em modo "carro de ciganos a caminho da feira" sem ofensa, para Santa Cruz e, se não sabem onde é digo que é onde se encontra o "orioporto".
Atão três Pulgas, três bicicletas, três capacetes, três casacos, três pares de olhos e dois pares a cuidar, sim, que Pulgas não são carneiros por isso não andam atrás uma das outras e por isso tenho de pôr olhos tipo radar...
Parou-se o bólide no parque, pagou-se o "ero" para uma hora e beira-mar passear.
Ai que coisa boa é passear à beira-mar ouvindo o barulho dos aviões com o sol a bater na cara e as Pulgas a tirarem o casaco e a avó a carregar! Parecia um bengaleiro!
Sentados na esplanada nem demos pelo tempo a passar e passou tão rápido que ao chegar ao carro ementes mê senhor fazia o inverso de quando parou, ou seja mete bicicletas, mete capacetes...eu, rapariga dada a observar o redor vejo um papel na montra do carro. Ai, que este passeio saiu caro! Ai que o estapilha dos parcómetros pecou por excesso de zelo!
Resumindo: por dez minutos a mais o castigo é pagar como se estivesse lá o dia todo parado. Oito euros. Coisa pouca, caramba! Ainda sugeri deixar lá o carro parado até à meia noite...mas Santa Cruz não é, propriamente, ali ao virar da esquina.
Ainda disse aos pais das Pulgas que coisa e tal mas eles não tinham dinheiro à mão (brincadeirinha, oquei?).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Férias que não são férias

É que, por mais que se diga que dois dias não são férias e que não dá tempo a comprar nada elas -as Minhas Pulgas - estão habituadas a que vem sempre calquercoisinha na valise da avó, nem que seja um arelo para colocar no cabelo, mas, e aqui paro e lembro-me que tenho uma pulga - neto macho cujo cabelo curto rapado à tropa não há nada que se cole aos três fios louros da cabeça do rapaz. Atão uma coisinha pó cabelo está fora de lista.
Legos, o rapaz adora legos, é isso e lanternas para se tornar num explorador. E eu que me esqueci da lanterna prometida!
Estas Pulgas deixam-me dependurada na hora que é para comprar calquer coisa para lhes dar. E agora vem o Natal...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Uma surpresa muito boa

E logo eu que dou um rim por uma boa surpresa, entenda-se surpresa agradável.
Estava eu a viajar nas asas de Morfeu, deitada a lastro, cansada da vida e, porque os pais das PULGAS tinham um jantar, elas ficaram a dormir na "azavó", eu, rapariga dada a ver televisão, ontem fui mais cedo para a cama.
Estava já sem aparelhos nos ouvidos, sem dentes, sem a perna postiça, mas com os óculos enfiados no nariz porque estava a ler as notícias, quando acendem a luz do quarto no mais intenso. Olho e vejo filha à minha frente, isto já era quase uma da manhã, a dizer que vão levar as PULGAS que o jantar acabou e assim levava a canalha. "Ai não faças isso. Eles estão a dormir tão bem!", disse. "Ah, mas têm de ser. Vou levá-los".
Levanto-me para falar melhor ver melhor e ouvir melhor quando....
Entra o mê Bisalho e Madame (projecto)-nora!
Ai que me dá uma aflição! Ai qué desta que salta o coração! Ai que coisa maiboa é ter no mesmo espaço filha, genro, filho, nora, marido e as PULGAS no quarto ao lado. A minha família, a coisa que mais preservo, que mais estimo, aquela que eu me propus a constituir quando há quase quarenta anos me casei.
Família - um bem essencial à vida. O ar que respiramos...

domingo, 13 de dezembro de 2015

Prendas e surpresas quem não gosta!?

E ter as duas num embrulho só ainda gosto mais.
Há dois anos tive a minha prenda (de anos) em Novembro pois que não aguentava mais esperar até o dia de anos. No ano passado volto a ser prendada uns dias antes.
Recapitulemos: se há dois anos recebi uma lambreta (o mesmo que tablet), no ano passado uma viagem se bem que é a um lugar recorrente, a um lugar onde vou dia sim dia não, mas sou sempre feliz nesse sítio, este ano que faço sessenta estou morta para ver o que vai ser. Segundo as Minhas Pulgas vou ter uma surpresa...
E falta tão pouco.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

No mesmo sítio à mesma hora

Pela tarde fui ver as Pulgas a aprender a nadar, escusado será dizer que no sítio é um calor tremendo. A mim dá-me uma brotoeja quando vejo pessoas que costumam ir despir e vestir as suas crianças e optam por usar botas de pêlo, camisolonas grossas e calças cardadas. Outras há, como eu, que usam somente uma blusinha leve, umas calças e sabrinas embora os pés fervam, mas isso, é defeito dos meus pés. Também há as outras que estão de topes de alças, barriguinha ao léu, calças descidas nas ancas e chinelas de meter o dedo.
Com um clima sempre prazeroso sem chuva há mais de duas semanas mesmo que de manhã esteja frio nada justifica collantes, botas quentes e pulover, principalmente, se for dia de levar e trazer crianças à natação. Mas isto sou eu e não tenho de me meter nos trajes dos outros. Cada um veste-se consoante o calor/frio que tem no corpo mas atão não transpirem como eu hoje vi. Nem limpem com a gola que têm à volta do pescoço.

sábado, 21 de novembro de 2015

Duas na Terra uma no Céu

O mê Gugu falava que temos duas mães: a Mãe do Céu que é de todos e a nossa mãe na Terra, e desenhava com o dedo um semi-círculo em frente das suas duas manas, indicando que a mãe era dos três.
A Maiveilha diz que até "pode haver quem tenha três".
- Como assim, mana?!
"Então, se duas mulheres casarem o filho terá duas mães na Terra e mais a do Céu".
Fiquei sensibilizada, como aos olhos de uma criança o amor não escolhe sexos e tudo é claro.
E ainda nesta semana foi assinado...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Acabou

Aquele momento só meu acabou. Chegou marido, netos, e o sossego foi-se. Foi banhos vezes três, roupas vezes três, enxugar vezes três, jantar vezes cinco, pratos vezes cinco, talheres vezes dez, arrasta cadeiras, prepara frutas, formam fila, correm, e ainda têm tempo de se baloiçar na rede, vezes duas e tem sido o pomo de discórdia.
Chega pai vezes um e leva filhos vezes três e ficam dois velhos entregues a si próprios.
Agora jazo embuseirada no canapé, depois de pintar unhas vezes dez, secar vezes dez, e, comássim, bebo café, dos grandes, vezes uma caneca que depois será jogada para dentro da pia vezes uma....
Acabou o momento zen começa o momento de reflexão. E faz-se silêncio.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Sem tirar nem pôr...

Por aqui também é assim. Felizes dos netos que têm uma avó que os defenda, que não os maltrate, que deseje tê-los sempre ao pé. Porque há avós que preferem tê-los fora da porta.
Felizes das Minhas Pulgas...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Só de pensar sobe um arrepio!

Saber que daqui a dois meses já passou o natal, arrepia-me. Arrepia-me, também, saber o quanto se espera por esta data e o quanto ela foge por entre os dedos. Arrepio-me só de pensar que não tenho dinheiro suficiente para oferecer todas as prendas que as minhas Pulgas já falam que vão pedir ao Pai-Natal.
Estou arrepiada, portanto!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Onde andas tu, mulher!

Neste preciso momento estou sentada na galeria a ver as "Minhas Pulgas" a piscinar. E com um calor do demônio que mais m' apetece dar um "bargulho" de pés. Só não dou que não quero molhar o cabelo e estragar os meus loiros-esbranquiçados fios! Sim, que o cloro estraga o cabelo.

domingo, 11 de outubro de 2015

Chega ao fim...

....o fim de semana. Foi uma delícia. Pulgas desde sexta-feira na "asavó", festa de anos neste domingo, limpezas sem fim (até parece que não a limpava desde o século passado).
As Pulgas ajudaram, assim a modos que eu limpava num sítio elas sujavam num outro. Depois, os baús cheios de brinquedos que, por mais que se diga: tira-se, brinca-se, arruma-se, não há forma de entenderem e aqui a velhota da avó mais o avô é que se colocam como se fossem alemães em guerra, ou seja de rabinho pó ar a arrumar, melhorr a ajudar a meter dentro dos baús as milhentas tralhas delas.
Bem, estou aqui, agora, numa de descanso que, a apartir de amanhã tenho a minha mana e cunhado de férias cá na mansão.
Mas isto não acaba!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Agradável rotina

E recomeço hoje o meu dia rotineiro. Levanta, limpa, varre, dá de comer a a quem tem fome e olha pra mim de soslaio, e não, não me refiro às Pulgas, engoma, lava, e bloga. Sim, que isto dá trabalho, isto de ter sempre assunto na manga dá uma trabalheira, embora seja um trabalho agradável. Por isso desculpem a falta das minhas visitas "quisto" de ser socialaite dá cabo do canastro.
E enquanto o almoço cozinha-se sozinho (está no forno, ora), vim de raspão dizer isto mesmo: estou de rotina-faxina.
Daqui a pouco entram por aquela porta (e aqui aponta para ela a fim de visualizarem), as Pulgas para a almoçarada e juro que a primeira coisa que me vão perguntar é pelas prendas.
Ora bem, como seu não soubesse que gostam de mim e mais quando trago algo nem que seja uma "porcaria" do chinês, a pergunta já vem encastrada na ponta da língua. Pobres estas minhas Pulgas!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Paz e Sossego quem não quer?

Na brincadeira, no carro, digo às Pulgas que "Estou rica. Podem pedir o que quiserem que abro o porta-moedas e desembolso logo a fortuna para satisfazer os desejos".
O mê Gu-gu pede o carro que anda a namorar há vários anos e que, por força das circunstâncias a compra tem sido adiada. As circunstâncias, melhor dizendo, é a careza do dito.
A Baixinha pede o conjunto de materiais da Violleta, desde o lápis à escola de dança com todo o elenco (até nem sei se está à venda, mas enfim, deu-lhe para ser esbanjadora uma vez que disse estar rica). Nesta galhofa toda olho para a Maiveilha que de cara à banda, desafogada de pretensões, metida nos seus pensamentos, nem dava conta da brincadeira, ou melhor dava no silêncio. Perguntei-lhe o que queria e, que diga depressa que o dinheiro esfuma-se num instante.
"Olha avó, Paz e Sossego!"
Olhei com admiração e pedi-lhe para justificar.
Sossego: é que estes dois todo o dia fazem barulho ao meu lado e Paz: porque não me deixam (em paz) um minuto.
Sindroma de filha mais velha a desejar ser filha única.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Mas toda a gente me pergunta...

....como ocupo os meus tempos livres agora que estou aposentada. Eu respondo: "faço voluntariado".
"Ah, óptimo", respondem. "E onde?" Eu respondo: na cantina.
Ficam a olhar para mim, uma vez que geralmente são professoras aposentadas como eu que frequentam: dança de salão, ginástica, arranjos florais, inglês...
"Mas em que cantina?"
Tenho de explicar tudo, não é? Tenho de abrir o livro na página da cuscuvilhice.
E começo: "como sabes tenho três netos que vêm a minha casa almoçar todos os dias desde que o mundo se formou".
Ficam a olhar e a apanhar papéis a ver se encontram a explicação e a relação entre o voluntariado/cantina/netos/almoço.
E recargo as baterias para dizer que faço almoço (e lanche sempre que necessário), de livre vontade e com todo o gosto em regime de voluntariado para os meus netos, porque entendo que a família está em primeiro lugar, por que muitas vezes os seus parentes são esquecidos, mas os outros não. Há muito boa gente que faz pelos outros, deixando os seus ao deus-dará. Dar sim mas na medida do possível de dentro para fora. E depois passamos a outros níveis. Por enquanto é assim.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Calor humidade e pulgas

É assim a modos que um sufoco estar sentada entre duas Pulgas - as manas - que cá o rapazinho anda na baique. Ambas querem ficar ao meu lado e, para não haver "cozido de beiças penduradas" ou melhor chatices, sento-me entre ambas as duas. Mas depois, nem posso mexer e abrir os braços é, literamente, em cima de mim.
Costumo dizer que tenho "azougue" ou em português de Portugal, iman.
E fico a modos que galheteiro. E sem poder respirar!
Com este calor e humidade que nesta santa terra é sempre acima do recomendado por lei, fico a vender calor e suor.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É desta que emagreço

As manas pulgas, é mais a Maiveilha, agora deram para me dar chá todo o dia. Isto porque é facil ir à horta, apanhar caninha e hortelã, colocar água na cafeteira, premir o botão, esperar com a mão à cintura igual à peixeira do Bolhão, que muito admiro, abanar a anca ementes espera que ferva, lavar as folhas deitar no bule e vualá: um bule cheio de chá perfumado para beber. O pior, o pior é ter de correr à "casinha" de meia em meia hora. De fome posso morrer agora de sede é difícil.
São tão prestáveis estas minhas Pulgas e só querem o meu bem-estar. Chá chá chá meu rico chá chá chá...assim a modos que a dança latina.