Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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domingo, 25 de janeiro de 2015

Era suposto ser eu

Mas é o me Gu-Gu que açambarca a minha lambreta (o mesmo que tablete) e eu, avó permissiva fica ao lado a chuchar no dedo do pé.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Velhinha, eu? Por quem sois...

O meu neto, o Gu-Gu, de cinco anos é um verdadeiro gentleman. Sempre que me pergunta a razão porque não frequento a natação, arranjo uma desculpa esfarrapada, uma que me venha à cabeça no momento. Ou porque não tenho tempo, ou porque já sei nadar e, uma delas, é que não há natação para mim. Sim, não vou dizer a verdadeira razão que me faz ficar a ver sem me meter na água. Friorenta como sou, ainda entrezilhava mais.
Ontem chegou-se ao meu pé e de sorriso largo disse-me:
-Avó, agora - e frisou bem o "agora" - já podes ir pá natação.
Eu pergunto-lhe porquê.
- Porque "a-go-ra" - diz ele de dedo em riste - há natação pós velhinhos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Com netos destes...

O mê Gu-Gu já sabes escrever o seu nome em maiúsculas com letra de impressa, e identifica as letras (nome e o respectivo som). No nome dele há um R e um P, e ao escrever faz, ainda, alguma confusão. Atão, há dias, dizia à mãe já saber a diferença entre eles.
É que o R é o P com uma pilinha.
Como não rir com saídas destas?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Avô com engenho e arte tal qual Camões

Quando temos um avô engenhocas e que trata os trabalhos manuais por tu o resultado é este.
O mê Gu-gu há tempos que pedia uma caixa como a das manas para colocar na baique, e poder meter lá dentro as luvas, o telemóvel, os óculos de sol, e outras coisas lá dele, tais como o martelo, a chave de fendas...enquanto que as manas colocam as bonecas, os vestidos, as escovas o batom, o verniz...
E, o rapaz está tão feliz com a sua caixa que nem uma de ouro incrustada a diamantes o faria substituir por esta. Ah, e a tampa abre e fecha, por isso melhor ca das manas que...não tem tampa. E ninguém lhe tira o sorriso de superioridade da cara.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Porque brincar é preciso

Eu, avó de três, sei o quanto as crianças precisam de brincar. Todos os dias quando as Pulgas chegam da escola vêm esfomeadas de brincadeiras. Sobem a correr as escadas e, nem sabem por onde começar. Se ver televisão, se andar de bicicleta ou se brincar com os seus brinquedos.
Todos os dias o mê Gu-gu queixa-se que não brinca na escola que o recreio é pouco, que quer brincar e, se coincide estar lá quando sai da sala, fica aborrecido por que ainda não brincou.
Por isto, sou de opinião que as crianças não devem ter a agenda cheia com actividades extra-escolares. Porque estar em casa com a família é importante, tão importante como aprender valores. Entre eles o bem essencial, o maior de todos: Família/Lar.
Qual de nós, adultos, não gosta de chegar a casa e simplesmente descansar? As crianças precisam também de descanso.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Meu amor, meu amor!

 Ser chamada de "meu amor, meu amor" ali pela hora do almoço é tão bom! E, foi um rapazinho, a coisa mailhindeinha de sua avó!
Depois de me ter feito passar uma vergonha, com uma birra à porta da escola, no último dia da semana passada, eis que, chega a casa e, vendo-me sentada de perna cruzada à espera dele, e, como já passou o fim de semana, certamente que o assunto está esquecido, sobe as escadas a correr, salta por cima do sofá pela rectaguarda, empoleira-se no meu pescoço e estrangula-me.
"Avó-avó, meu amor meu amor!"
Depois, da mesma forma que veio da mesma forma que foi...preparar outra tropelia. E, mê senhor que vinha atrás dele, aproveitou a onda e repetiu o que o neto lhe ensinara. Bem-bom!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Banho público

E, hoje, segunda-feira, foi um óptimo dia para um banho público, principalmente, para aqueles que sairam de casa sem guarda-chuva. Como dizia o meu Gugu estarrecido a olhar para a quantidade de água que caía do céu: "avó, parece uma cascata."

sábado, 13 de setembro de 2014

Começa com uma massagem

No dia de anos do mê Gugu, a Pulga - a maiveilha disse-lhe: " hoje, como é o teu dia de anos, faço tudo o que tu quiseres".
Sai-se ele de resposta pronta na ponta da língua. "Oquei, dá-me, então, uma massagem nos pés". E, de pé esticado para ela, pôs-se pronto para o favor.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

E foi há cinco anos que nasceu o Gugu

É verdade. Este meu Pulgo faz hoje cinco, está num crescido; e não pára de nos surpreender com as suas ideias e manifestações de carinho.
É um amor. Parabéns mê Gugu.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Frases ditas por eles que guardo com carinho

O mê Gu-Gu a olhar para mim e num desabafo dizer: "Avó, tu não és princesa, tu és rainha."
Caramba, até fiquei sensibilizada e só me apeteceu espremer as bochechas mas, se o fizesse, tal era a emoção que, certamente, ficava sem elas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mudastes!? Outra vez?

Eu respondo que sim, mudei.
Caramba, não sossegas, avoGi, eu explico: tenho três Pulgas por que não?
Agora dedicado ao mê Gu-Gu, que é lindo, lindo, com um sorriso aberto, franco, sincero. Oquei, deito litradas de baba ao dizer isto, mas que querem? É a vaidade!


sábado, 26 de outubro de 2013

Mãe fora dia santo em casa

- Avó, podemos beber sumo à refeição? - pergunta o mê Gu-Gu, quando num dia desta semana estive em casa deles, ao jantar, porque os pais tinham uma reunião.
Digo-lhe que as regras são para se respeitar e adianto que sei que ao jantar não costumam beber sumo.
- Mas avó, a mãe foi para a reunião, por isso não está em casa. - Eu olho para ele tentando aguentar um riso quando ele acrescenta - Se ela não está não vê. Ao mesmo tempo que com o copo na mão, esticado, espera que se verta o sumo pedido.

domingo, 26 de maio de 2013

Afinal havia outro!

- Avó, tu cheiras bem - diz-me o Gu-Gu, olhos nos olhos, quando nesta manhã de domingo estava em cima da cama e eu lhe tirava o pijama.
Logo o abraço e procuro o pescoço para lhe dar um beijo repenicado e dizer-lhe que ele também cheirava bem, com aquele perfume de roupa lavada misturado com o cheirinho a bebé, quando olha para mim e diz-me ainda antes de eu lhe dizer: obrigada, meu querido! Sabe tão bem um elogio logo pela manhã!
- Avó, cheiras a pão de cereais.

E eu a pensar que ainda era vestígios do perfume (prontes, eu digo, está aqui a saltar na língua para sair) do DKNY dado na noite anterior quando me preparei para assistir ao espectáculo da Pulguinha - a do meio.
Afinal, cheiro a pão de cereais!

Fotografia: Ele, o mê Gu-Gu, o galanteador!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sequeitar, violar, biciclar e estudar

Ainda há pouco ao vir da escola das Pulgas numa conversa sobre: "eu gosto de andar de sequeite, mas ainda nunca andei", dizia eu ao mê Gu-Gu que tenho um, em casa, que era do bisalho.
Bem, as orelhas e os olhos do caçula mainovo abriram de satisfação. Afinal, não estava assim tão longe uma volta de sequeite.
Pulguinha, entre uma dentada na bolacha e uma espreitadela à conversa pergunta:
- E ele - referindo-se ao mê bisalho - gostava de sequeitar?
Achei piada ao termo: sequeitar, a sério, e aproveitei para ...
- Sim - respondo - e também de outras coisas como: biciclar, pianar, kartar, violar...

Fotografia: Eu e a Pulguinha no jogo da comemoração dia da Família,  na escola.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

E quem faz anos hoje? A minha amiga...

Fomos tomar o cafezito de anos (antes do jantar, lembram-se que a minha filha fez anos ontem, trinta e três, recordam-se) ao sítio onde o sol entra pelas costas e aquece a alma. Quando lá chego e como já estava a família Pulguedo dirijo-me ao mê Gu-Gu e faço a pergunta que se impunha no dia de anos da mãe.
- Atão, Gu-Gu quem faz anos hoje, quem? - e toda a família de olhos postos no rapaz à espera da resposta, do género: "a mãe"; "a minha mãe..." ou até que apontasse para ela que estava à sua frente...
Mas a resposta surgiu assim:
- A minha amiga Érica. - A resposta foi surpreendente para nós mas mais para a mãe.
Toma e embrulha.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uma flor, uma pequena flor que eu colhi só a pensar em ti.

E porque o mê Gu-Gu é uma jóia de neto, sempre muito atencioso com a sua avó, descobriu uma pequena flor e, de joelho na relva, apanhou-a, com todo o cuidado, não fosse ela se desmanchar... Ofereceu-me.
- Põe no cabelo, avó - e como geralmente é isso que faço quando me dão uma flor...
Coloquei-a e recebi um sorriso bem grande e rasgado do rapaz.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O corno é sempre o último a saber, dizem eles.

- Levanta-te, ele já vem. - Foi assim que o mê senhor me acordou hoje pela manhã, comunicando-me que "o outro" já vinha a caminho. Mas como descobriu ele que, logo que sai, tenho um que aquece o  lugar dele? Como descobriu que sai pela esquerda e "o outro" entra pela direita? Terei sido descuidada?
Levanto-me. Passo pelo espelho e arranjo os cabelos, os brancos, que teimam em espetar durante a noite. Belisco as bochechas para dar tonalidade e passo um batom suave, não quero que "o outro" me ache uma boneca de loiça!

Desço apressada, espero na porta e, assim que me vê, soltam-se os braços e deita a cabeça no meu ombro. Subimos as escadas assim. Enlaçados.
Já no quarto pergunto o que quer fazer? Sim, pode ele querer algo que eu ainda não saiba. Abana a cabeça de um lado para o outro, em sinal de: "tanto me faz" e ajeita-se no sítio ponde costuma se deitar.
Abafa-se; eu coloco-me ao seu lado e deito a cabeça no seu ombro. Afasta-me. "Quero ver televisão" diz ele. Não preferes dormir? pergunto-lhe.
- Não - diz com tanta certeza que até me arrepiei. - Quero ver televisão.
- Está bem - digo com tristeza, pois a minha ideia era dormirmos juntos. - E que canal queres ver?
- O Panda. - responde. E coloca a almofada bem debaixo da cabeça sinal de que ia ser longa a sessão.
E eu fico enternecida a olhar para o mê Gu-Gu!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quem sai ao seus não bebe genebra (como eu costumo dizer)

O mê Gu-Gu pede-me duas folhas. Diz ele, e eu acredito, que quer fazer um desenho para mim e outro para o avô.

Logo que oiço isto e sabendo a criatividade do rapaz para as artes gráficas, basta relembrar-me dos grafitis que ele fez nas paredes e no tampo da mesa de cabeceira, sem contar com os do chão e as   marteladas dadas com o lápis e com balde do lixo...dei-lhe as folhas pretendidas e ainda não tinha contado até três já estava ele atrás de mim...

Não tardou muito a vir todo satisfeito assim tipo Miguel Arcanjo quando acabou de pintar a Capela Sinistra.
- Avó, pega, isto é para ti. - E entrega-me a folha que acompanha esta publicação com um sorriso bem grande de artista apanhado no auge da sua obra.
Vendo a obra e...whaw!  para que não ficasse ofendido, elogio, dizendo o quanto estava lindo.
- É chuva, avó.
Boa, pois claro! Tem a quem sair e não é ao avô. Também não é à avó. Será à mãe? Ao pai? Ao tio?


domingo, 27 de janeiro de 2013

Quem diz o que quer ouve o que não quer...

...Lá dizia a minha avó, mulher sabedora da vida e nunca se enganava.

- Companhia... (é assim que chamo as Pulgas quando as quero todas à minha frente em sentido), vamos à padaria.
- Ohhhhh!... - responderam em uníssono, mostrando o seu desagrado por interromperem a brincadeira.
- Não querem dar uma volta de jipe? - ciganei com esta frase pois adoram andar de cabelos ao vento.
- Ohhhhh, não!... - novamente em coro.
Atão salta o avô para o baile e diz que a avó quer ir tomar um café, a ver se assim se prontificavam a sair de casa e deixar a brincadeira.
- Mas tem café em casa! - Com esta é me lixaram e ademais vindo do mais pequeno ou seja do mê Gu-Gu, rapaz com três anos que ainda nem acertar a sua micção dentro da sanita sabe, e já manda papaias!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Estão todos de castigo e pronto!

Pela altura do Natal, o mê Gu-Gu chega-se ao presépio montado na arca de madeira à entrada de casa, e coloca as figuras viradas para a parede desde o Menino Jesus, passando pela Virgem e o São José, até o burro, a vaca (que segundo o Papa não deviam estar presentes na lapinha...)
A mãe aproxima-se e admirada pergunta a razão.
- Estão de castigo - diz ele.