Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 11 de junho de 2017

Não roubei só surrupiei....oh diacho... gamei, prontus

Adoro figos (e bêberas e tabaibos e goliabas e pitangas...)
E por gostar tanto de figos ( e bêberas e voiabas e tabaibos) e por serem caros (8 euros), não resisti a roubar. Dizem que a ocasião faz o ladrão. Nada mais verdadeiro.
                                            
Passava eu debaixo de uma figueira quando olhei e vi aqueles malvados cheios de mel no bico. A escorrer.
Pensei: "Ai se era de noite!"
Mas eu sou uma mulher que quando se lhe mete algo na cabeça é o inferno.
Deixei anoitecer e...
Voltei à figueira.
Mas o que me sobrava em coragem para roubar, faltava-me em estatura.
Estavam altos, demasiados altos para o meu comprimento, por mais que me esticasse.
E como me estiquei!! Pus-me em ponta de pés, fazendo inveja à Margot Fonteyn. Nem ela conseguiu tanto!!
                                          
Apanhei um. Apenas um. Vim triste com um figo na mão! Um?! Não dá nem pá cova d´um dente.
Mas isto não fica assim...
Não, que eu não deixo que esses melosos se riam de mim.
                                       
Por isso, deixo aqui um aviso, um alerta vermelho: afastem as figueiras de mim. Tapem-nas. Com rede verde, se possível. A primeira que eu veja,  vou-me a ela. Ataco. E se não a vir vou pelo cheiro.
Estou disposta a roubar. Mas pagar oito euros por um quilo de figos, não. Jamé!!!

sábado, 10 de junho de 2017

Absolutamente imperdoável

Para quem não tem amor-próprio, para aqueles que não se prezam e esquecem a sua dignidade. Ninguém merece a perda de tempo. E há uma vida lá fora para quem quer viver.
Imperdoável esperar que alguém modifique as suas atitudes. Tempo perdido...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Esta sou eu e não quero nem tenho tempo para mudar, caramba!

Sabem, estou preguiçosa e como tal a lida da casa está ali a um canto à espera de melhores dias e da pachorra para colocar a touca, o avental o espanador nas maos  e servir a casa.
Já pedi à minha empregada, Moi-Même, mas aquela biteche (cabra em português) vira o rabo, abana a saia e faz-me um manguito daqueles que faz inveja ao Zé Povinho.
Atão como o pó acumulava debaixo da cama quase a fazer de colchão, resolvi não tirar o pó, mas limpar as  casas de banho que se soubesse o que sei hoje em vez destas colocaria um buraco, talvez até dois, lado a lado, com caminho directo ao mar e assim evitava ter de limpar o cagatório. Hoje foi o dia!

Vesti um vestido velho, mas lindo, diga-se de verdade que eu em casa ando sempre como se estivesse à espera da bladi cuine (inglês silvu plé), e lá parti para a limpeza. Não tardou muito estava mais molhada que um bisalho e tive a brilhante ideia... (sim, que se há raparigas com ideias que brilham sou eu)...de despir o belo do vestido e meter-me na banheira. Lindo! Dois em um! Ao mesmo tempo que limpava a banheira tomei um banho tão, mas tão bom, com uma água quentinha e só me lembrava da chuva fria que não cai e vai daí vou ter de regar as hortaliças.
E ainda me chamam de princesa! Escrava, isso sim, sou eu!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Estava a morrer e ressuscitou

A minha filha tinha uma Phalaenopsis mais murcha que os dedos quando estão muito tempo na água. As quatro folhas que a compunham estavam a apontar para o chão de tristes e cansadas e, quiçá a precisarem de um alento para prosseguir.
Ela disse que a planta não dava nada assim naquele estado . Eu, como boa samaritana, livrei-a (a planta) de morte anunciada  e recolhia na minha humilde casa.
Prestei-lhe os cuidados paliativos, facultando-lhe: bem estar, apoio psicológico e emocional. Até música lhe dei. A planta, cujas folhas olhavam para o chão, aos poucos elevaram-se para o alto.

Eu estava satisfeita com a progressão da dita phanaenopsis, lenta, mas mesmo assim a arrebitar. Mudei de vaso, deitei terra fresca e quando a minha filha veio buscar as Pulgas, eu quis logo mostrar a evolução da planta.
 Ela olha para a planta e...
- Óh, mas não tem flor!
Ora agora! Já queria uma flor! Na próxima espeto-lhe uma de plástico do chinês.

E, depois, minha filha, aqui nesta casa tudo floresce, mas leva o seu tempo. É como o dinheiro, sempre vai aparecendo, demora é muito.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Agora a sério: vamos para a brincadeira...

Tendo em conta o anterior poste sugiro escrever numa frase o que querem que as pessoas digam, um dia, quando falarem de vocês.
Usando a letra da canção vencedora da Eurovisão, acrescentem agora...

"Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu...."

Vamilhá...porque é importante deixar a nossa marca neste mundo.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Se um dia alguém perguntar por mim...

....digam que eu nasci para viajar. E que vivi a sonhar com isso.
Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu extravasei, cansada de magicar numa forma de ser rica para poder viajar.
Digam que ninguém ouviu as minhas preces e o meu coração sofreu, sentiu paixão e cedeu...
Se um dia alguém perguntar por mim só têem de dizer que fiz muitos planos e, devagarinho, voltei a aprender que não se faz nada sozinho e nem com preces e oração o dinheiro chega.
Digam que sem nada para dar sou uma pobre rapariga com um desejo imenso de ser rica...
Meu bem, se um dia aqui não estiver é que sem fazer planos do que virá depois o meu coração sucumbiu por dois.

Hoje deu-me para isto: ser parvinha. Olhem se um dia alguém perguntar por mim digam que também era parvinha nalgumas horas...