Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 9 de julho de 2017

No alto do pico do Pico Ruivo do Paul da Serra

E, ontem, subi até ao alto do pico. Aquele ponto branco na primeira fotografia é o mê Gugu. Valente. Foi à frente a abrir caminho.
E quem sobe 700 metros desce os mesmos...mas para baixo todos os santos ajudam, não é? Ajudam ajudam, mas a empurrar...
E a giesta e as silvas...ai as malvadas que arranham o corpo.
Depois, o sol que fervia como água quente a tornar mais difícil a caminhada.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Equilibrando

Se há coisas que faço com uma perna às costas é mesmo equilibrar.
Hoje na aula de ginástica de manutenção o professor dizia:
- Olha ali como ela consegue se equilibrar bem - referindo-se à minha posição de equilíbrio numa só perna. É que nem mexe, nem balança!
Senão vejamos:
Nasci com dois olhos, duas orelhas, duas narinas, dois lábios tudo numa questão de equilibrar a cara. Equilibrei-me dentro do saco antes de nascer, devido a ter o cordão à volta do pescoço. Comecei a andar há sensivelmente 61 anos, depois de me pôr em pé sem baloiçar, e que para manter o equilíbrio só se levanta um pé se o outro estiver bem assente no chão, canão vai-se de trombas ao chão, até rimei. Ora isto só se consegue com perseverança e equilíbrio, não as rimas, entenderam mal, o andar...

Quando passei a usar óculos equilibrava-os no nariz. E descobri que se tivesse uma orelha era difícil o equilíbrio. Perfeitinha e grau de dificuldade acima do normal. Quando comecei a namorar equilibrava as mentiras com as verdades, a modos que a tentar um meio termo e a manter em pratos iguais os estudos com os namorados. E o fiel sem pender... Casei e passei a equilibrar as finanças. Desde aí o jeito ficou.

Presentemente, bebo sempre dois copos de vinho para manter o equilíbrio.
E admira-se o professor como consigo equilibrar este corpo lindo e simétrico numa só perna. Difícil...

Fotografia: Aquintrodia a arrumar uma bolsas descobri estas relíquias...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pensei que...

Sempre estudei que os dias de verão são maiores. Pois acho que não. Estes dias têm sido pequenos, passam a voar. Quando penso que ainda estou na manhã já é tarde... Se julgo ser ainda seis horas já são oito e por aí...

São dias que passam a correr e eu, de pernas cansadas, não consigo apanhar.
São dias bons cheios de Pulgas a saltar, casa desarrumada, brinquedos espalhados.
Mas falta-me tempo. A minha empregada veio engomar na passada quinta e ainda tenho a roupa toda para colocar nos sítios, a propósito algum voluntário ou também estão atarefados?
Enfim, dias de verão e, a saber, eu sou assumidamente uma amante do verão mas ele tira-me o fôlego de tanta paixão.

Fotografia: desde a Pontinha (ou doca) a ver a baía do Funchal

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Porque estou em retiro espiritual

Cansada...por isso a meditar...e esta paisagem é um encanto e um canto sossegado que convida à meditação.
E, depois, uma segunda-feira assoberbada de tarefas...

Fotografia: Ponta de São Lourenço, sendo que este mar é um colírio para olhos cansados.

domingo, 2 de julho de 2017

Ai domingo! Ai destino! Ai corpo partido!

E a calmaria "estalou-se" (como diria um aluno meu se estivesse aqui a escrever) ...
Hoje, avó e Pulgas jazem a lastro nos canapés da sala, em cima do tapete ou no chão extremo... Ontem foi noite grande.
Começámos por ver Zambujo, sentado numa cadeira, soltando acordes que aprecio mas Pulgas não. Ao fim de cinco minutos se pudessem mandavam o Zambujo cantar o "bailhinho" ou a Mula da Cooperativa para poderem dar largas às canelas. Mas não, Zambujo continuou nas suas melodias independentemente se se gosta ou não, e já Pulgas pediam para ir ver o C4 Pedro que é, por assim dizer, mais a onda delas.

Depois de escarreirarem pela Avenida do Mar e ementes Zambujo não cantava "o pica do sete" esta aqui foi entoando as canções, mas assim que "O pica" chegou trouxe a Maiveilha para cantar, e os outros continuavam nas carreiras.

Rápido para o carro e C4 esperáva-nos em Câmara de Lobos.
Só que não! Ele ainda estava no camarim a fazer as trancas (piadinha foleira) e a atar os atacadores das sapatilhas e demorou. Avança então uma fartura para ajeitar o estômago. Sim que o jantar já estava assim a modos que pronto a desfazer-se.
Pela meia noite entrou em palco. A partir daí foi a loucura, já nada foi como dantes! A pica "estalou-se" e toca a kizombar até às duas da manhã.
Rásparta este tipo de música que nos faz mexer sem querer e afugenta o sono dos olhos. E eram braços no ar, pernas a saltar, cabeça a rodopiar, ancas a bambolear. Só sei que não preciso de ir à aula de ginástica no próximo mês para poder juntar todos os cacos do meu corpo e colá-los. Estou assim a modos que partida!

sábado, 1 de julho de 2017

Pois então, bom fim de semana, amor electro e frango podre

Feriado mal-injusto aqui na Madeira. Hoje é o Dia da Região Autónoma da Madeira, mas também é sábado, fim de semana e como tal para muitos o feriadinho passa ao lado. Mas não importa daqui a dois anos será uma segunda-feira e aí sim vamos gozá-lo na sua plenitude.
Ora bem, falemos de ontem. Sexta-feira, dia de concentração de amigos e familiares para em romaria rumármos ao concerto dos Amor Eletro. Tudo topi, tudo legau, uma boa onda, com muitas enerrrrgias positxivas como dizem os nossos irmãos portugueses do Brasil.
Falemos do jantar! Ai esse malvado!
Como sabem é tradição nos arraiais madeirenses comermos espetada com bolo do caco e beber vinho com laranjada. Mas, muitas vezes, a carne é tão rija tipo sola de sapato que optamos pelo frango assado. Ora bem, pedimos três frangos para alimentar doze bocas, para começar...
De três comemos um dois foram devolvidos. Veio outro.. Foi devolvido...outro, devolvido... Enfim... Mas quem é que comia frango podre? Que  cheiro, que sabor, que nojo... Como é possível?
Ainda a empregada recomendou  chicharros.... Nem pensar... Era para hoje estarmos com uma coceira nas urgências do hospital.

Fotografia: este bolo do caco foi comprado num super, somente fiz a manteiga d'alho e coloquei o chouriço porque uns gostam com manteiga outros com chouriço. Avó sofre!