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A mostrar mensagens de Junho, 2017

À espera que acabe...e como sempre tão confusa!

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Os santos populares é uma quadra muito vivida cá na região. É a altura em que bandas do continente (que antiganente nem sabiam que existiam uma ilha portuguesa chamada Madeira e as cúpulas não apostavam na vinda até cá) vêm e, é uma roda viva de eventos com as bandas do momento. Ora, esta rapariga que vos escreve nunca teve a oportunidade de ver ao vivo as pessoas que conhecia de ouvido. Por isso não tenho sossego nesta cabeça já de si desassossegada. E é ir a todas como diz o José Malhoa. Mas vejam o meu azar. Meu e de muitos... A Madeira é pequena, toda a gente sabe disso, mas leva tempo nas distâncias. Como os santos fazem anos no mesmo dia as festas são coincidentes, não é verdade? Atão os artistas convidados estão cá nos mesmos dias. Ontem fui ao Diogo Piçarra em Câmara de Lobos, já não fui à Rosinha em São Jorge nem ao Lucas e Mateus na Ribeira Brava. Hoje uma dúvida m'atormenta. A Aurea vai cantar em Câmara de Lobos os Amor Electro na Ribeira Brava. Nem de avião ne

Férias são férias e geralmente a concretização dos sonhos

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Farta de esperar pela sorte e pelos milhões que andam por aí a apregoar que vai sair a quem tenta a sorte vou dar uma volta a esta vida. Sou rapariga de ideias fixas e se me mete uma daquela difíceis não descanso sem tentar - pelo menos tentar, obter. Foi isso! Meteu-se-me na cabeça que este ano vou cruzeirar. Porque é algo que adoro, porque não sei lá se vou estar aqui por mais anos! E pensar em mim em nós também é um dever. Deu-me uma febre e enquanto ela esteve alta - e foi nestes dias que girei o globo, que pesquisei um cruzeiro maneirinho e fiquei embeiçada por um. Um sonho desde há muito guardado nas gavetas e que de um momento para o outro tomou forma. Era uma formiga depois centopeia e tornou-se num dinossauro. Sabem que daqui do Funchal partem muitos cruzeiros, esqueçam esses, pois que de ilhas estou farta. Sabem também que há países que nos tocam seja pelo estilo de vida seja pela riqueza arquitectónica. Foi juntando esses dois ingredientes que me apaixonei pelas Capit

Preparando o destino das minhas férias de verão

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Agarro no globo terrestre coloco-o na mesa, faço-o girar e de olhos bem abertos vejo passar países que adorava visitar. Escandinávia, Rússia, Madagáscar, América, Canadá. Depois, de olhos fechados para dar seriedade ao momento, imagino-me nesses países enquanto ele rodopia sem parar. De dedo esticado preparo-me para baixar e peço os anjos e arcanjos que concedam o desejo... Ao fim de várias voltas e assim que baixei o dedo parou. Abri os olhos. Nem queria acreditar! Os astros conspiram para me atazanar o juízo. Jámé. Irritada, meto-o debaixo do braço e volta novamente ao quarto escuro até aprender a satisfazer os meus desejos como se fosse uma bola de cristal. Estapilha, rásparta esta sorte que tenho nos dedos.

Eu sou daquelas que..

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Faço parte da confraria das amantes de sapatos, mas isso é de domínio público, toda a gente sabe isso excepto os que não sabem.. E brota logo uma paixoneta se vejo uns que me agradam. Sou, como dizia a minha a tia-velha", como o padre nabiça tudo o que vê cobiça" mas só cobiço sapatos nada de pensamentos extravagantes nem fora de contexto... Depois é a vergonha de estar sempre a olhar para eles, de passar a língua na montra, de colocar as mãos na vitrine numa espera desesperante que eles saltem para os meus braços para aquecermos a paixão que está no forno. Andei a calcorrear a cidade na esperança de encontrar aquele amor de verão que sonhei durante o inverno e na primavera decidi que tinha de ser meu antes que chegue o outono. E ontem vi-os nos pés de uma rapariga! Malvados. Nem esperaram por mm, agarraram-se à primeira  é que chegou. E eu aqui com tanto  o amor  para  a dar! Bandidos! Vão ficar de olho à banda  quando me virem enlaçada num outro qualquer, vou fazer cig

Férias

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As minhas Pulgas estão de férias e nem sabem o que fazer. Julgo que querem fazer tudo num só dia. Senão vejamos: o rapaz deita-se a lastro no sofá, vai à rua dá uns pontapés na bola, joga ténis, anda de bicicleta, sobe vai à cozinha trinca uma maçã, ouve um raspanete porque não tirou a casca nem lavou. As meninas dedicam-se aos trabalhos manuais. Baixinha vai à rede, abana-se num vai-vem a alta velocidade, sobe vai à cozinha come uma banana, ouve um raspanete porque acabara de trincar uma maçã, desce, dá umas pinceladas no trabalho, sai à rua, senta-se na rede, levanta-se, a outra briga com os irmãos, vai à cesta dos vernizes, escolhe o verniz  vermelho-vivo, ouve um raspanete, escolhe outro, pinta as unhas, senta-se no sofá que entretanto vagou que o mainovo foi apanhar pitangas. A Maiveilha pinta o frasco mas quer que seque rapidinho, vai à casa de banho traz o secador de cabelo, deixa as portas dos armários abertas, ouve um raspanete, sobe, fecha o armário, briga com os irmãos,

5 Acessórios essenciais para homem | Trendhim

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Acessórios essenciais para homem Hoje em dia, a imagem tem um papel muito importante no nosso dia a dia. Seja no trabalho, relações inter pessoais ou como as pessoas olham para nós. É a primeira coisa que as pessoas reparem, na nossa imagem. E muitas vezes, a imagem que temos é associada à confiança com que nós temos e se parecermos confiantes com certeza as pessoas vão tratar-nos com mais respeito. Penso que devemos sair de casa sempre como se fossemos conhecer a pessoa dos nossos sonhos. Cada vez mais os homens dão importância à sua imagem , porque querem impressionar ou porque querem sentir-se bem. Isto acontece porque somos muito competitivos, queremos ser os melhores em tudo, e porque não também na maneira de vestir? Uma boa imagem abre portas e cria novas oportunidades, por isso é muito importante destacar-nos. E haverá melhor maneira de fazer isso do que usar acessórios? Aqui ficam 4 acessórios essenciais no armário dum homem. 1.        Relógios : O relógio é funda

De hoje a seis meses...

...vai ser natal outra vez. Tanto tempo... Esta espera deixa-me em desespero. Que eu sou amante do verão, mas o Natal deixa-me embeiçada. Adoro caramba...

Ver a sombra

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É tradição aqui, no meu rural, na noite de São João ir ver a nossa sombra na água. Reza o mito que se não a virmos não chegaremos ao próximo São João. Sei que é superstição, mas o hábito fica enraizado nas pessoas e é vê-las na ponta do cais a fazer brincadeiras para a água na esperança de ver a sua sombra sem dúvidas. Os mais antigos fazem solenemente esta tradição e até contam que fulano, filho de beltrano, irmão do sicrano não viu a sua sombra e morreu antes do são João seguinte. Não sou de superstições mas antes prevenir que remediar e ontem pelas cinco e meia da manhã, estava a dormir...de repente acordo a me lembrar que não tinha visto a sombra. Corro à cozinha, encho uma panela com água e ponho a cabeça em cima dela, abano para um lado, abano para o outro, levanto baixo para ter a certeza que aquela sombra era a minha mesmo estando sozinha. Até para o ano... Fotografia: Caniçal, ponta este da ilha da Madeira

Esta coisa dos sensores...

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Ora eu sou rapariga que nasceu ainda Salazar era vivo e por conseguinte estas modernices bolem-me com os nervos e o sistema nervoso central entra em erupção. Estava eu numa casa de banho de um café quando os sensores apagam, sim, eu demoro muito na casa de banho mas sabem sou "dureira" como dizia a minha santa abuelita que era reles com'um touro. Atão a p'ssoa tá sentada concentrada na obra (por aqui dizemos obrar), e tem de fazer sinagogas e abanar os braços como que a pedir socorro quando está no sítio que merece descanso e sossego? E depois apaga e tem de fazer o serviço todo às escuras (e como estava negro mê dês!), e por mais que mexa os braços, as pernas, e faz que dança a Lambada não dá luz. E o papel? Onde raio está o papel? Só depois quando abre a porta para sair é que descobre que os sensores estão fora da casa de banho na zona do lava-mãos. Mas isto tem cabimento?! Uma p'ssoa tem de ir com as calças na mão à rua para ter luz na casa de banho?!

Vim de cesta cheia

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Fui à horta (àquela que anda esquecida e que tenho descuidado a sua limpeza, rega e tratamento), e vim de coração cheio. Na cesta onde coloquei salsa, couve, pimpinela, tomate cacho, além dos que a foto reproduz: tomate cereja e tomate lagartixa, trouxe também uma certeza: mesmo que eu não cuide a natureza segue o seu ritmo. E eu agradeço...

Tenho de falar com ela mais vezes. Ela levanta-me o ego

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As avós de agora são as raparigas do meu tempo de menina e de escola. Não nos encontrámos como mães mas reencontramo-nos como avós. Olho para as minhas amigas e vejo o quanto estamos fofinhas, redondas, rugosas, esbranquiçadas ou com tinta castanha, preta e as mais extravagantes de vermelho, mas felizes claro, a correr atrás dos netos. Ora estava eu a "meter na jaca" (o mesmo que enfardar/comer) e olho para uma - a mais redonda de todas - comendo do mesmo...não do mesmo mas igual ao que eu estava a comer e, em jeito de brincadeira, digo-lhe: "Hoje ninguém se pesa. Proibido. E não há-de fazer mal, não achas? É por eles." - Ah, pois tu queixas-te! ? Tu podes comer de tudo que não engordas, estás magra; sempre te conheci assim, eu é que sou uma bola, sempre fui gorda. - Ó rapariga tens falta de vista! Eu engordei 10 quilos.- digo-lhe. - Engordaste o quê, onde é que está "essa gordura". E mirava-me de cima abaixo com ar de de que diz: "parva, dep

Implicâncias. A destruição de um casamento

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Esta história começa como outra qualquer. Uma história de amor, uma paixão. Mas com o andar do tempo... Era uma vez um marido que implicava com a mulher. Nada do que ela fazia estava certo, fosse nas actividades de vida diária, fosse no relacionamento entre amigos. Ela era alegre, bem disposta, mas a implicância dele provocava mal-estar. Tornou-se taciturna, triste. Estava farta. Farta de não ser compreeendida, de ser desajeitada, triste de não conseguir satisfazer, de ser diminuída, ostracizada por ele. A sua prepotência martirizava-a. O desinteresse e o desprezo dele corroía-a. Cansada das suas implicâncias resolveu desaparecer. Ele procuro-a. Andou desorientado sem saber o seu paradeiro. Perguntava a todas as pessoas por ela. Adoeceu de dor. Uma dor infinita de culpa. Nunca a encontrou por muito que a procurasse. Ela desapareceu sem deixar rasto. Hoje, na cama grande e fria da sua casa grande e fria ele pensa nela. Tateia o seu espaço na cama mas o lugar, outrora quente e h

Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai

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Nestes últimos dias tenho rido muito, foi um fim de semana recheado de boas energias, família reunida, passeios pela ilha, mas... Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai. O avião que desceu e pousou na quinta levantou hoje e os que entraram na minha mansão saíram. Entraram quatro numa assentada e hoje foi dia de despedida. Tudo o que entra sai e leva um pouco de nós. É mais forte do que eu e ainda não consigo despedir-me sem derramar aquele líquido precioso que Nero guardava numa pipeta. Assim que o avião levanta baixa uma corrente delas. Agora só, orgulhosamente, só vou entreter-me a limpar, sacudir, esfregar e resta-me pouco tempo para brincar. Só assim esqueço que durante uns dias fui mãe-pata com os patinhos atrás. Fotografia: Ponta de São Lourenço, península a este da ilha da Madeira, onde se avista a sul as Desertas e a norte a ilha do Porto Santo

Para onde é que ela vai?

Chego à lavandaria e vejo a máquina de lavar roupa - a tal que faz tudo desde esticar a encolher - a correr. Esperei para ver o jeito dela e pensei cá comigo: "deve ir à tasca do Bexiguento mas está, redondamente, enganada". Não que eu não permita, por mim até pode, mas ainda não a vi dar grandes passeios, só de aqui para ali e mainadinha". Deixei um instante mais, sempre atenta a ela, não vá a estapilha da máquina meter-se a descer três lances de escadas. Esperei. Enquanto pôde lá foi a toda a velocidade até que parou. - Paraste? - Perguntei-lhe. - Tens medo. Ah, atão era isso! - Ainda lhe disse. E voltei a chamar à atenção da menina e a ameaçar que é a última vez que vou buscá-la à porta da entrada e a dar-lhe a mão até ao sítio de onde nunca devia ter saído. "Agora de castigo vais lavar enquanto não chega o dia do Juízo Final e sem sair do lugar, canão...." Nem lhe disse que depois da afronta de borrar os meus lençóis brancos de rosa choque, de ter enc

Duas num dia... Não aguento

Ontem, de manhã, ali pelas nove horas, fui acordada com uns "pampulhões" na porta do meu quarto. Ora, eu que ia no quarto sono acordei sobressaltada e logo o meu fraco coração saiu do peito. Eu sou rapariga que em toda a sua curta existência teve surpresas a entrar pela casa adentro. Mais uma, a primeira do dia. O mê Bisalho e respectiva madame-nora. Credo! Abri os braços como o Cristo Rei de Almada e foi um abraço forte: eu, ainda deitada, e ele em cima de mim como quando era criança. Bom, bom, bom, não há no mundo nada melhor que um braço entre duas pessoas que se amam. Foi uma alegria para mim, a minha filha e Pulgas. Surpresa do mê senhor para nós. Ainda o dia completava as doze horas, portanto pelas nove da noite, com o jantar na mesa outra surpresa: a minha sobrinha e companheiro entram pela porta dentro surpreendendo-me. Não aguento, é desta que morro! (Esta minha sobrinha nasceu em Londres mas vive em Santarém. Um dia conto a história de vida dela, uma história de

Para que não duvidem do que digo

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Caros figos.... vocês estão caríssimos... Eu disse que não comprei a oito, E acham que comprei a 9,98€? No uei (inglês, silvu plé).

Segunda volta. Outra vez os óculos! Ai vida minha!

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Ontem foi a vez do passaporte pois daqui a dias vou precisar e o que tinha estava caducado. Em chegando ao sítio a mesma coisa por causa dos óculos. Desta vez ripostei menos e convenci de que é um documento que não uso tanto que não faz diferença. Mas antes contei-lhe do sucedido e da minha pega de caras com o touro, perdão, com a simpática menina, rimo-nos e até acrescentei que nasci sem dentes e sem cabelo ...e que a resposta do "adereço" referente aos óculos não me caiu bem no estômago. Desta vez tirei os óculos e com a recomendação que "pode sorrir não pode é mostrar os dentes". Quer dizer uma p' ssoa gasta dinheiro para ter uns dentes lindos e não pode mostrar? Arranja o cabelo e pedem-me para afastar da cara? Que cena é esta? Coloquei-me sem óculos, sem dentes e sem cabelo em frente à máquina. - Tá a ver o círculo vermelho? Pergunta ela. - Não senhora. - resposta seca. - Não vê um círculo vermelho aí em cima!? - Já admirada. - Não menina, não vej

Usar óculos é um adereço e não uma necessidade

Quando precisei de renovar o cartão de cidadão dirigi-me à loja do cidadão ao balcão correspondente e  disse ao que ia. A menina pede para que me sente para a fotografia. Ah, e tal, tem de tirar os óculos, diz a menina linda, olhando para mim. "Comé?" pergunto em bom madeirense à simpática e adianto que não tiro, que uso desde sempre, que é a primeira e a última coisa que faço todos os dias é pôr e tirar do nariz, que identifica-me.... Ela mostrando desalento e tornando a dizer que "é sem óculos" e eu a ripostar que não tiro, chame quem quiser, os óculos para mim são uma necessidade, a minha vida é com eles, sempre usei.... Ela olha para mim e diz que "os óculos são um adereço, você não nasceu com eles." Aí deu-me aquela volta no estrampalho e antes que vomitasse tal era o desejo que tinha disse-lhe serenamente. - Também nasci nua, devo despir-me? Calou e engoliu em seco pois tinha gasto a saliva a mastigar o "gâmesse" que dava voltas na b

Por falar em roubar...

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Não sou rapariga de ver e não mexer no que toca a fruta, não sei, deve ser um trauma de pequena e não consigo me  curar. Já fui ao Brasil, Praia e Bissau, Angola, Moçambique, Goa e Macau já fui até Timor e em nenhum sítio houve alguém capaz de curar este vício de roubar figos também diospiros também cerejas entre outras que estejam na estrada. Conhecem o Santuário de Nossa Senhora da Abadia e o Mosteiro de Santa Maria ambos em Amares? Já passaram por Tarouca por esta altura em que as cerejas estão vermelhas, apetitosas e caras? "Vaiam" por lá em Junho e por Amares em Outubro e depois contem-me se resistem a tanto diospiro caída no chão e outros mais nas árvores, arreganhados, e em Tarouca tanta cerejeira em fila indiana com elas tristezinhas, de olhinhos cheios de ramelas de tanto chorarem de tristeza a pedir: " poramordedeus c ome-me, leva-me numa viagem da boca até ao estômago, quero conhecer o teu interior porque dizem que o interior da pessoa é que é o genuíno, q

Não roubei só surrupiei....oh diacho... gamei, prontus

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Adoro figos (e bêberas e tabaibos e goliabas e pitangas...) E por gostar tanto de figos ( e bêberas e voiabas e tabaibos) e por serem caros (8 euros), não resisti a roubar. Dizem que a ocasião faz o ladrão. Nada mais verdadeiro.                                              Passava eu debaixo de uma figueira quando olhei e vi aqueles malvados cheios de mel no bico. A escorrer. Pensei: "Ai se era de noite!" Mas eu sou uma mulher que quando se lhe mete algo na cabeça é o inferno. Deixei anoitecer e... Voltei à figueira. Mas o que me sobrava em coragem para roubar, faltava-me em estatura. Estavam altos, demasiados altos para o meu comprimento, por mais que me esticasse. E como me estiquei!! Pus-me em ponta de pés, fazendo inveja à Margot Fonteyn. Nem ela conseguiu tanto!!                                            Apanhei um. Apenas um. Vim triste com um figo na mão! Um?! Não dá nem pá cova d´um dente. Mas isto não fica assim... Não, que eu não deixo que es

Absolutamente imperdoável

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Para quem não tem amor-próprio, para aqueles que não se prezam e esquecem a sua dignidade. Ninguém merece a perda de tempo. E há uma vida lá fora para quem quer viver. Imperdoável esperar que alguém modifique as suas atitudes. Tempo perdido...

Esta sou eu e não quero nem tenho tempo para mudar, caramba!

Sabem, estou preguiçosa e como tal a lida da casa está ali a um canto à espera de melhores dias e da pachorra para colocar a touca, o avental o espanador nas maos  e servir a casa. Já pedi à minha empregada, Moi-Même, mas aquela biteche  (cabra em português) vira o rabo, abana a saia e faz-me um manguito daqueles que faz inveja ao Zé Povinho. Atão como o pó acumulava debaixo da cama quase a fazer de colchão, resolvi não tirar o pó, mas limpar as  casas de banho que se soubesse o que sei hoje em vez destas colocaria um buraco, talvez até dois, lado a lado, com caminho directo ao mar e assim evitava ter de limpar o cagatório. Hoje foi o dia! Vesti um vestido velho, mas lindo, diga-se de verdade que eu em casa ando sempre como se estivesse à espera da bladi cuine (inglês silvu plé), e lá parti para a limpeza. Não tardou muito estava mais molhada que um bisalho e tive a brilhante ideia... (sim, que se há raparigas com ideias que brilham sou eu)...de despir o belo do vestido e meter-me

Estava a morrer e ressuscitou

A minha filha tinha uma Phalaenopsis mais murcha que os dedos quando estão muito tempo na água. As quatro folhas que a compunham estavam a apontar para o chão de tristes e cansadas e, quiçá a precisarem de um alento para prosseguir. Ela disse que a planta não dava nada assim naquele estado . Eu, como boa samaritana, livrei-a (a planta) de morte anunciada  e recolhia na minha humilde casa. Prestei-lhe os cuidados paliativos, facultando-lhe: bem estar, apoio psicológico e emocional. Até música lhe dei. A planta, cujas folhas olhavam para o chão, aos poucos elevaram-se para o alto. Eu estava satisfeita com a progressão da dita phanaenopsis, lenta, mas mesmo assim a arrebitar. Mudei de vaso, deitei terra fresca e quando a minha filha veio buscar as Pulgas, eu quis logo mostrar a evolução da planta.  Ela olha para a planta e... - Óh, mas não tem flor! Ora agora! Já queria uma flor! Na próxima espeto-lhe uma de plástico do chinês. E, depois, minha filha, aqui nesta casa

Agora a sério: vamos para a brincadeira...

Tendo em conta o anterior poste sugiro escrever numa frase o que querem que as pessoas digam, um dia, quando falarem de vocês. Usando a letra da canção vencedora da Eurovisão, acrescentem agora... "Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu...." Vamilhá ...porque é importante deixar a nossa marca neste mundo.

Se um dia alguém perguntar por mim...

....digam que eu nasci para viajar. E que vivi a sonhar com isso. Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu extravasei, cansada de magicar numa forma de ser rica para poder viajar. Digam que ninguém ouviu as minhas preces e o meu coração sofreu, sentiu paixão e cedeu... Se um dia alguém perguntar por mim só têem de dizer que fiz muitos planos e, devagarinho, voltei a aprender que não se faz nada sozinho e nem com preces e oração o dinheiro chega. Digam que sem nada para dar sou uma pobre rapariga com um desejo imenso de ser rica... Meu bem, se um dia aqui não estiver é que sem fazer planos do que virá depois o meu coração sucumbiu por dois. Hoje deu-me para isto: ser parvinha. Olhem se um dia alguém perguntar por mim digam que também era parvinha nalgumas horas...

Ando a sonhar com barcos...

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....e dizem que "quem fala no barco é que quer embarcar". E eu quero. E muito. Andei a ver fotografias de anos atrás (esperem, tenho de limpar o nariz devido ao pó é que faz comichão), e a última vez que me meti num barco foi há sete anos, exceptuando os dois cruzeiros no Douro no ano passado, pois refiro-me a um cruzeiro num navio grande. Há sete anos fiz o cruzeiro pelas ilhas de Córsega, Sardenha, Palma saindo de Roma. Ora para mim é muito tempo em terra a olhar os barcos que chegam e saem desta ilha minúscula no Atlântico. E como comsrumo dizer: "tanta terra, tanto mundo, tanto país imenso e vim nascer numa ilha - que para aparecer à vista num mapa qualquer é preciso ampliar - perdida no oceano que me dificulta e aprisiona os desejos de viajar! Que é necessário ter um fundo de maneio ou pé de meia sempre reservado para as passagens de e para o continente. Se eu vissessse num continente seria rapariga de navegar todos os anos.

Amor de mãe

A minha gata embora não aproveite as promoções do Pingo Doce nem do Continente não faz com que as suas crias se privem do melhor manjar. E ontem houve um belo dum repasto. Caçou um murganho e trouxe para o sítio onde estão as crias no intuito de lhes mostrar - já que estão em crescimento e em aprendizagem - a arte da caça e da confecção da comida. E estavam todas satisfeitas de boca fechada e olhos abertos à volta da sua vetusta mãe a observá-la na preparação do jantar. E ai delas se se mexessem, ouviam logo uns rosnares entre dentes. Quietas e caladas. Temos muito a aprender com os animais!

Poncha de tangerina e torresmos coisa maiboa

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Eu não sou o Quim Barreiros nem sou um mestre de culinária mas se há coisinhas fofas que eu sei fazer é a bela da poncha. Uma poncha por dia nem sabem a gripe para onde ia. Ia e não voltava. Este belo exemplar não foi feito por mim. Eu simplesmente emborquei goela abaixo é que parece que vou ter gripe e como diz o outro "mais vale prevenir" e "mulher prevenida vele por duas", bebi, portanto, duas. E soube-me tão bem, é que estive a queimar gordura na serra - uns chouriços, umas tiras de bacons, umas salsichas, porque a minha médica de família diz: "queimar gordura e beber muitos líquidos". Atão, depois de queimar a gordura, passei aos líquidos: Pera Doce, Capote Velho, Mula Velha, Piteira...e por fim a bela da poncha de tangerina. Estou satisfeita a dar saltinhos: cumpri na íntegra o conselho da médica de família.

Estou apaixonada. Perdidamente apaixonada

Vi-o e o meu coração acelerou de tal forma que saiu do peito e corri para o apanhar. E depois, os meus olhos não viam mais nada a não ser ele. Uma audição de bandolins e nem conseguia ouvir a música só porque o som aos meus ouvidos não era tal qual o do meu coração apaixonado. Mê Dês, que sufoco! Ainda disse em boca-pequena à minha filha, sem que nada ninguém ouvisse, se ela conhecia. Disse-me que  não. Pedi-lhe que perguntasse à professora, mas, certamente, era mais conveniente mandar mensagem para que ninguém ouvisse. Lindo e estou completamente perdida de amores por ele...e sonho....e imagino-o aos meus pés rendidos a mim... Dsejo há muito tempo uma lufada de ar fresco na minha vida...tem de ser meu.... Estou à espera que me diga. Por favor, por favor, pelise  (e aqui colo as mãozinhas para o céu), diz-me se sabes onde posso comprar um par de sandálias iguais às que estavam nos pés da professora de bandolim, diz-me filha linda, canão a mami morre de desejo!

É isto que a família ensina em casa? Certamente, não sei...

Num jardim público os adolescentes, de cigarro entre os dedos, jogam à bola - mesmo estando a sinalização que proíbe jogos - imunes à força com que a lançam, esquecendo que as pessoas passam; o que interessa é satisfazer o seu ego, quiçá, numa espécie de desejo em ser o próximo CR7 cá do burgo. E a bola bate nas pessoas? Bate. E isso que importa. E pedem desculpa? Mas acham mesmo? Essa palavra foi riscada no manual de boas maneiras. Desculpe, com licença faz favor bahhhhhhhhhh coisas de cotas, já não se usa. E continuam a jogar... Falar com eles, chamá-los à atenção é melhor não, ainda oiço alguma frase desagradável e, pelo que vejo, é malta que não hesita em mandar uma velha para qualquer sítio. "Se estás mal muda-te" deve ser o lema desta rapaziada. E eu mudei-me. Procurei um sítio onde não houvesse adolescentes mal-encarados... A que ponto chegou a educação!

Mas só a mim!? Porquê mas porquê?

Uma pessoa toma banho, está toda ensaboada, de repente apercebe-se que a água esfria. Chama pelo cabeça de casal, ele não ouve. Berra o nome dele "caté" os cachorros responderam, mas ele não. Uma pessoa gela dentro do poliban, embrulha a toalha no corpo cheio de sabão. Chega à boca da escada volta a gritar pelo hôme, hôme responde, aleluia! Diz que estava longe, caramba, a casa é grande, mas... Diz-me que provavelmente não há gás... Uma pessoa arregala os olhos ementes treme de frio...uma pessoa desespera enquanto o hôme arrasta a garrafa, muda a cabeça, encaixa, roda, guarda, fecha o espaço das garrafas entra em casa e grita que está pronto. Valha-me Nossa Senhora do Banho Tomado e da Água Quente! Agora sim vou -me vingar! Não há  corpo que aguente este estado de congelação!

É o início do fim...

Agora já posso voltar a ser adulta. É que neste dia fico assim  pó  tonta , pó  patética e desejando de ser (e como não posso ser por razões que a própria razão não me diz) posso pelo  menos parecer e tentar ser criança. É isso que faço. Adoro este dia. E, devem estar a dizer: ah, que giro! É por ter netos, é por gostar de crianças, é por ser lembrar de quando era criança, é por ter estado sempre rodeada de crianças, é ... Não é não senhor. Estão  quadradamente  e alguns triangularmente enganados. Gosto porque começa o mês de Junho. Tenho uma paixão por este mês. É o final do ano lectivo, é o início do verão, é o calor, as sandálias, os calções, o entardecer na praia, as lapas, as cervejas, os almoços tardios, os bailaricos ... Mais razões? E você que me lê, porque gosta deste mês?

Eu também já fui criança

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Falando da infância... Eu também fui criança. Embora pareça que ainda sou e tenho um grande prazer em ser/parecer uma criança embora crescida - pois que, com o meu pequeno metro e noventa, ninguém diria - esta situação agrada-me, porque para as crianças há desculpa assim a mim desculpam-me nestes meus desvarios. Adorei ser criança. Daí que não queira deixar de ser...ou parecer vá lá... Como costumo dizer às minhas Pulgas quando tentam me passar a perna "sabem, eu já fui criança, também tentei enganar a minha avó, mas ela também tinha tentado enganar a avó dela e não conseguiu. Por isso não vale a pena porque quando vocês iam eu já vinha". Fotografia: numa excursão pela ilha eu a dançar com a minha madrinha. Se há memórias que não fogem do pensamento esta é uma delas.