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A mostrar mensagens de Setembro, 2020

Quem diria!

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Este ano (atipico) até passa a correr. Tivemos Janeiro, Fevereiro, um longo tempo de quarentena em que os dias e, por conseguinte, os meses eram iguais, Setembro melhorou - e começamos a ter dias diferentes - e amanhã começa Outubro. Quem diria que estamos quase no natal! Até lá que seja um tempo de calma e de esperança, que se cumpram as regras estabelecidas para que possamos celebrar o natal. Q ue todas as festas em família sejam replectas de amor e carinho. Para que todos os abraços e os beijos reprimidos possam ser dados. Digo eu que sou uma rapariga dada a festejos! E a abraços. E a beijos. Fotografia: Romãs, fruta de outono

Felicidade...

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A felicidade não é palpável. Sente-se. É um estado de alma. É ter a família reunida à volta da mesma mesa, é assistir às brincadeiras das minhas Pulgas - os meus netos - e poder sentir o amor em cada olhar. É uma manta de retalhos e, no fim, estendida vislumbrar cada retalho vivido. Felicidade é ter a casa desarrumada cheia de brinquedos espalhados porque uma busica de dois anos assim a colocou, é ouvir a palavra "avóóóó" vezes sem conta. É estar sentada de pernas esticadas porque doem de tanto andar e levantar-se assim que um neto pede uma maçã, outro bolachas outro iogurte e a busiquinha quer colo, cada um a seu tempo. "Quero ser feliz", quem nunca disse esta frase...mas cada pessoa sente de forma diferente a felicidade. Para uns viajar, comprar roupas, ter um bom carro, passear. Para outros, como eu, basta estar viva, sentir-me bem e acima de tudo dar valor ao que temos. Apreciar os momentos sem nunca esquecer a manta de retalhos. Fotografia: as minhas Pulgas

Senhor que me conheces...

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Senhor que estás a olhar para mim de olhos arregalados, com as mãos para o céu e com aquele abanar de cabeça de quem sabe que não preciso disto. Senhor sempre que eu meter a mão na embalagem manda-me um calhau bem no centro do dedo mindinho porque eu, Senhor, quando começo não consigo parar esta compulsividade de meter-agarrar-tirar-e levar à boca-mastigar-engolir-e apreciar. E se ainda fosse um de cada vez, o pior é que vão aos pares. Sou tão fraca e esta fraqueza dá cabo das ancas...

Dona de casa não faz nada

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É verdade, correcto e afirmativo mulher que não trabalha fora de casa, que não tem emprego passa o dia de braços cruzados, sentada no sofá a ver as novelas. Elas têm fadas que trabalham para elas, eu não tenho fada mas tenho Moi-Même - a empregada que adoptei e que faz tudo por mim - basta estalar os dedos e logo ela pula da cadeira e faz o que lhe mando. Eu e Moi-Même nem sempre nos entendemos. Ainda hoje eu pedi-lhe para me fazer um café, senhores, um simples café e ela fez ouvidos de mercador, olhou-me fixamente como se ela é que fosse a patroa e eu a empregada e encolheu os ombros. Irritei-me, passei por ela, pisei--lhe o dedo mindinho do pé esquerdo e fui fazer o tal café. Ela, aquela peste, desavergonhada como só ela sabe ser, ainda me disse: "olha como estás de pé faz também um para mim". Olhei para Moi-Même desde a soleira da porta e fiz-lhe um gesto de Zé Povinho. "Ora queres café, toma". Abanei a saia, rodei nos calcanhares e deixei Moi-Même esbabacada a o

Ponho a pedra... tiro a pedra..

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 O Quim Barreiros, cantor popular cá em Portugal, tem uma cantiga "ponho o carro, tiro o carro" mas, aqui, na minha casa é mais ponho a pedra, tiro a pedra... Ontem o pedreiro continuou a pôr azulejos, bem, não são azuis, são brancos por isso deveria chamar-se branquelejos  mas, enfim, quem os baptizou de azulejos devia gostar muito da cor azul ou eram azuis e generalizou. Bem, andemos...ontem o rapaz - estampa capa de revista - colocou um azulejo na parede, digo um porque ele trabalha lentamente e, por dia, coloca dois três porque: corta, acerta, mede, limpa, limpa novamente, afasta-se para ver ao longe, aproxima-se para ver de perto, passa o dedo, passa o pano....é um nunca despachar... Atão, hoje estava a limpar o azulejo que colocou ontem e reparou que estava lascado. Tirou e novamente: corta, dá cimento, cola, bate, esfrega, olha, mira, remira... julgo que lá para o natal estreio a casa de banho. Fotografia: A minha buganvilia cheia de flor

Trabalho vai-te embora...

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Tenho cá em casa dois mestres: um pintor outro pedreiro. O pintor é um homem baixo, quiçá com pouco mais de metro e meio, muito moreno, magro, com 40 anos, disse ele, penso que se der uma ventania ele voa sem destino, o outro, alto, careca, com mais de metro e oitenta, uma figura de cartaz que, por sinal, faz hoje 39 anos.  Fiz uma sandes para cada um e uma cerveja bem fresca porque o calor faz transpirar e não há como abater a transpiração. Dei a sandes ao pintor que disse logo: "ah, pão não me apetece -massajando a barriga em movimentos circulares a indicar que estava cheio -, mas a cervejinha vai", o outro que benzaudeus come como gente grande, avançou logo em duas dentadas a sandes e a cerveja foi de um único golo. Portanto chego à conclusão que o trabalho de pedreiro é duro, cansativo e dá fome. O de pintor, além de ficar todo branco que até na brincadeira lhe disse " é pra pintar a parede não é para se pintar", é leve e não dá fome. (Malvadas obras de Santa E

Apaixonante

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É outono, está tudo dito. Fotografia: Póvoa do Lanhoso, ano passado.

É pró lado que durmo melhor

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O meu humor muda de segundo a segundo. Estou assim, a modos que, "diferente" quase não me reconheço, aborreço-me com pequenas coisas do dia a dia, situações que antes passavam despercebidas, agora fico a matutar sem descanso, durante o dia, pois que, à noite, durmo sem interferências. Aplica-se aqui a frase "é pró lado que durmo melhor".  Se antes não dava atenção e, por isso passava ao lado agora dramatizo e pesa no coração. Coisas mínimas coisas minhas que, certamente, outras pessoas não valorizam eu dou-lhes valor acrescido. O pior é que reflete-se nas minhas expressões e não faço por esconder aliás, não consigo evitar e quem me rodeia descobre logo que algo não bate certo. Quisera eu não demonstrar desagrado e evitar que se aloje nas rugas. Este sentir-me "diferente" faz com que sofra mais do que o devido, aperta-me o coração, deixa-me a penar. Vai passar e, só espero que pese sempre para o lado que durmo melhor. Fotografia: Santana, a pitoresca fregue

Certas pessoas, certas atitudes

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Há aquele tipo de pessoa que aproveita a ida a casa de amigos para tirar a barriga de misérias, basicamente comer o que não come em casa, e são camarões e figos pingo de mel aliás tudo o que aqui, na região, é caro mas que se gosta de presentear os amigos e familia em dia de festa. Estas pessoas vão a todas, como o José Malhoa, mas incapazes de retribuir o gesto convidando os amigos para ir à sua casa. Questionados sobre o assunto arranjam pretextos: a mulher está doente, o filho trabalha, tem de ficar com os netos. A melhor foi que tinha tábua de passar a ferro a meio da sala por isso não convidava ninguém. Adoro estes comportamentos (estou a ser sarcástica).  Fotografia:  Phissalis, tomate cereja, pimentos amarelos e azeitonas

Outono em Portugal, Primavera no Brasil

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  De verdade, de verdade vos digo, adoraria estar a iniciar a primavera que o outono. Embora goste das cores de outono, prefiro as flores a desabrochar e os passarinhos a chilrear. Nada bate os dias alegres da primavera em que crescem ao fim da tarde. Nada como apreciar as  flores nas árvores e esperar pelos frutos.  Fotografia: uma cereja a crescer no Jardim da Serra, Estreito Câmara de Lobos

A saudade é perene

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As leis da vida não têm explicação, temos de as aceitar sem questionar. Por isso vou aceitar a realidade, procurar viver com a saudade, com a falta das tuas mensagens, das gargalhadas sem nexo. Vou tentar encher o vazio que há no coração com recordações, momentos e memórias tuas. Quem me vai oferecer gerberas nos meus anos? Quem vai brindar e tilintar os copos com o Tim-tam-tum pelo Natal?  Quem sabe, meu irmão, se um dia, lá na outra vida, não estás de copo na mão e com um grande ramo de gerberas à minha chegada. Até lá, estarás sempre no meu coração. Fotografia: o último ramo de gerberas oferecido pelo meu irmão.

Afastamento obrigatório

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Tenho uma colecção de pessoas para mandar assistir à aula de unidades de comprimento pois que não sabem medir um metro linear e, como não sabem um metro dificilmente sabem medir dois metros de afastamento. A p'ssoa respeita, a p'ssoa tem medo, cuidado e pavor  e, por isso, afasta-se como se tivesse uma doença contagiosa e na fila para entrar na frutaria a p'ssoa mantém o distanciamento qual não é o espanto quando vem uma que cola bem ao meu corpo quase a roçar. E o pior é que se a p'ssoa olhar e manifestar afastamento está sujeita a ouvir uns impropérios, porque a otária sou eu. Na próxima vez que eu for à frutaria levo a fita métrica de mestre e coloco-a no chão para evitar que respirem para o meu pescoço. Fotografia: Machico, desde a Levada dos Maroços

Pessoas....pessoas...

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Aprecio aquelas pessoas que se sentam na primeira cadeira que encontram quando entram no café sem perguntar se está ocupada.  E, depois, quando se diz: "desculpe, está ocupada", olham p'ra nós com cara de bolo-rei e, como se tivessem uma mola presa ao rabo, levantam-se, jogando a cadeira com um revirar de olhos, mandando-nos para aqueles sítios que ninguém gosta. E ficamos assim, a olhar para aquela pessoa que demonstra sinal de educação elevada. Fotografia: Caniço com o seu casario e o oceano Atlântico a seus pés.

Já cá está o outono

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À entrada da minha casa já se adivinha a estação que está para chegar. Essa mesmo o dourado outono. Gosto dos frutos, das cores das folhas das arvores quando caem ao chão mortas e cansadas de todo um verão a fazer sombra. Adoro o pôr do sol no mar, raiando de violeta as nuvens, tornando o céu numa bola de fogo que torna a ilha dourada. É este o outono que gosto, não o outro de dias frios, pequenos, cinzentos e chuvosos.

Vai à internet...

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Presentemente assiste-se à ida ao dr. Google para tirar qualquer dúvida. Não sabes como gerir uma birra de criança? Não sabes como se muda uma fralda, vai ao youtube. Não sabes como desapartar duas pessoas em conflito? Nem coser um botão numa camisa? Não desesperes, senta-te, pega no telemóvel, espera só um pouco e pesquisa na internet... Se tens dúvidas que batatas com bacalhau não combina bem para um refeição, vai à internet ... se estás gravida e tens dúvidas como se processa toda a espera do bebé, não perguntes à tua mãe, isso é ser retrógrado, vai à internet...se estás a preparar o casamento não há como não ir à internet para tirar dúvidas... Com isto penso como é que nós, raparigas com mais de sessenta, nos desenrascamos sem consultar a internet? Como programámos casamento, como cuidámos de filhos sem esta ferramenta? Ou somos deveras espertas ou simplesmemte ouvíamos os conselhos dos nossos antecessores. Ou íamos aos livros... Fotografia: Chegada ao aeroporto do Porto.

Hoje há buffet

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 A minha neta Maiveilha, de 14 anos - e aqui sai um longo suspiro de admiração e nem acredito que aquela pulguinha cresceu tanto! - telefona sempre antes do almoço para saber a ementa. Digo "hoje é buffet"... Fez-se um silêncio que até pensei que tinha desligado. - Siiiiiim? Lindinhaaa, alôôôô, estás aí? ...Não dizes nada... Siiiiim...? - Buffet....buffet....RESTOS... queres tu dizer. Respondeu.

Moganga, chila ou courgette vai dar tudo ao mesmo

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O mê Gugu, neto de onze anos acabados de fazer, adora sopa de moganga (como a chila  é conhecida na Madeira) e, por isso, pediu-me para fazer a sopa. Andei a percorrer supermercados, frutarias, barracas e afins e em nenhuma havia moganga, mas eu não queria entristecer o meu mainovo. De repente surgiu-me uma ideia e logo pu-la em prática. Comprei courgette. Sim, porque não? Courgette é abobora. Atão, descasquei três courgettes, adicionei duas pimpinelas, um bocado de abobora amarela, uma batata, cebola, azeite e sal e coloquei numa panela. Deixei cozer e depois triturei. Agarrei num pouco de esparguete, parti com as mãos muito miudinho e meti na panela. Cozi ovos para depois retirar a casca e acrescentar à panela. Quando chegou a pergunta vinha pronta a ser disparada: "avó, fizeste a sopa de moganga?". Custou-me a mentir e disse que sim. Comeu três pratos da deliciosa sopa de moganga sem moganga. Não digam nada é melhor que ele não saiba...para não julgar que a avó é uma aldra

O cachorro do meu vizinho

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Esta seria a redacção que iria entregar à professora no início do ano lectivo como prova de que tinha feito os trabalhos de casa, nestes meses de pandemia e férias... se eu tivesse ainda 8 anos e fosse para a segunda classe.                           O cachorro do meu vizinho O cachorro do meu vizinho é um estapilha d'um grade que salta o muro da casa dele para vir fazer xixi na minha casa. Ele é preto e feio e acho que é hiperactivo pois não sossega um instante e anda sempre às voltas à procura do rabo. O cachorro do meu vizinho gosta de vir para a minha casa e, quando não salta o muro, entra pela porta se ela estiver aberta. Já aconteceu estar cá dentro, quando eu cheguei a casa, altas horas da noite. Se não houvesse aquele partido dos animais já lhe tinha mandado um pau 'à zarcas' para aprender a respeitar o espaço. Ele acha que a minha casa é urinol e vai marcando todo o território. O que mais me aborrece é ter de limpar as mijadelas que dá à roda da casa, e a minha cas

Meus ricos netos!

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- Bem, meus netos lindos, quem vai ajudar no jantar? Perguntei eu na soleira da porta aos três que estavam sentados a ver televisão. Respostas à pergunta: - eu parto os ovos - eu corto as batatas - eu fico no sofá Cada um ajuda à sua maneira, às vezes, não atrapalhar também é bom. Fotografia: Foz da Ribeira do Faial, nordeste da Madeira

Se eu ainda for viva...

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Dizia eu à Maivelha das minhas netas já com14 anos, quase uma mulher que, quando ela for adulta, vai agradecer-me o facto de eu implicar com a sua postura, porque tem por hábito curvar-se como se estivesse com dores de barriga.  É que a minha avó também exigia que eu não estivesse curvada e até me dava palmadas  nas costas, não devagarinho, entenda-se, e eu, então com a mesma idade que ela, não gostava daquela implicância, muito menos das palmadas mas agora agradeço-lhe por isso."Vai acontecer contigo, vais agradecer-me mas só quando fores adulta", digo-lhe.  Diz o Mainovo, onze anos cheios de língua afiada. "Se ainda fores viva." Prontes, é a vida que levo na mão destas Pulgas. Fotografia: Casa típica de Santana, costa norte da ilha da Madeira  

O que será que acontece lá dentro?

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Coloco as meias casadas, ou seja aos pares na máquina de lavar e ao tirar coloco no estendal, quando estão secas faço o que se faz: juntá-las ou casá-las duas a duas. Mas vida ingrata esta que me faz dar voltas ao miolo e procurar o que não existe? Procuro meias. Há sempre meias a menos... ou a mais depende da perspectiva. Isto leva-me a pensar que entram de mão dada e lá dentro da máquina, zangam-se e assim que saem à rua, separam-se. Divorciam-se. Só pode ser por esta razão que ao dobrá-las há sempre meias solteiras. Ou divorciadas. Ou viúvas. Sim se calhar as que não estão no estendal, morreram afogadas, coitadas! Mas que sobram ou faltam lá isso é verdade! E eu juro: meto-as aos pares, com toda a certeza. O que será que acontece lá no tambor? Responda quem souber, mas não me façam perder mais meias. Nem a cabeça. Fotografia: Centro histórico de Guimarães, Agosto, 2020

São tantas as pedras no caminho....

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Quem nunca tropeçou numa pedra e levou o dia a maldizer a dita que se atravessou no seu caminho? Quem nunca deu uma topada tão grande e se arrependeu de ter ido por aquele caminho cheio de pedras quando podia ter optado por um alcatroado?  Quem ao longo da caminhada foi juntando as pedras para um dia construir um castelo e nunca o construiu porque são tantas as pedras? E, por fim, constatou que é melhor construir castelos de areia que são mais fáceis de desmanchar e não magoam os pés na caminhada. Quem não tem pedras no caminho que atire a primeira pedra. Fotografia: São Vicente, costa norte da lha da Madeira.

Pedras no caminho

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Quem nunca tropeçou numa pedra e levou o dia a maldizer a dita que se atravessou no seu espaço? Qem nunca deu uma topada tão grande e se arrependeu de ter ido por aquele caminho cheio de pedras quando podia ter optado por um alcatroado? Quem não se arrepende de todas as pedras que juntou para um dia construir um castelo e constatou que tem mais pedras do que o necessário e nunca construiu o castelo? Porque afinal os castelos de areia são mais fáceis de desmanchar...e não magoam os pés... Quem não tem pedras no caminho que atire a primeira pedra. Fotografia: do meu espólio pessoal

Phisalis ou tomate-lagartixa vai dar tudo ao mesmo

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Por cá, no meu rural, a Phisalis é conhecida como tomate-lagartixa, porque assim que abrem as lagartixas saciam-se e, como nasce selvagemente pelas beiras dos muros e terrenos, elas acham que é só comer à discrição sem perguntar se tem dono. Antigamente ninguém comia este fruto até porque era considerado erva daninha, e como não comíamos as lagartixas lá sabiam o que era bom....Daí o nome. Lembro-me de ver paredes tapadas e espantar só para apanhar o desabrochar, o abrir da cápsula e ver o tomate, mas era logo: "Tu não toques nisso, não metas na boca, as lagartixas andaram aí". Presentemente mudou de nome, e já é uma corrida à frutaria comprar a Phisalis que é cara como o diacho. Agora até tenho pena das tristes lagartixas! Pobres jacarés que não apanham nem uma.  Na semana passada o meu vizinho que tem imenso e não gosta e até fez uma cara de nojo como que a dizer: "credo, quem come isto!", disse-me que ia arrancar tudo e deitar no lixo. Pedi-lhe que antes diss

Pessoas que não mudam

 Pode o mundo dar a sua volta ao sol, pode o sol brilhar a cada dia e, por mais que haja evolução nas espécies há uma espécie de pessoas que se mantêm fiéis a si próprias na sua individualidade. E com isto continuam com os mesmos defeitos. Detesto pessoas que não dão espaço para que outros intervenham numa conversa. Só elas é que falam. Só elas têm o dom da palavra sobrepondo aos outros a hipótese de também darem a sua opinião. Irrita-me solenemente este comportamento, pois que fico ali como se estivesse numa acção de formação a ouvir um orador que quanto mais fala menos eu ouço. Desligo e pronto.

Um dia mato este gato.

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Reginaldino da Silva Rebelo de Bramcaamp Sobral e Mello de Herédia, mais conhecido por - Ruca, ladrão de meia dose, voltou a fazer das dele. Hoje acabando o almoço na rua, Pulgas levantam-se e vão fazer o que têm feito todos os dias: brincar, avó recolhe os pratos e leva para a cozinha, avô na rua, mas a olhar para os seus ricos netos nem vê que Ruca da Silva, subiu à mesa e roubou um bife de perú. Perú, meus senhores, se ainda fosse frango!, mas não, foi um bife de perú que juntanto a um outro era para amanhã... Só quando Gugu diz "manas, olhem o que o Ruca tem na boca" é que, sabendo que é ladrão, sabendo eu que ele trepa à mesa e mais...sabendo que tinha sobrado um bife, saltei da cozinha para o quintal e tirei o bifinho dos queixos. Avançou também um pontapé no rabo e uma selampada nas ventas e uma vassourada no lombo. Anda fugido o sacristo....ele que venha que dou-lhe o outro bife. Fotografia: dois abandonados que apareceram à porta. O Ruca, não o vejo..

Para quê casar?

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Um casal vive mais de vinte anos juntos, têm filhos, casa e uma vida em conjunto. Há três anos decidem casar com uma festança de fazer inveja, convidados de todos os quadrantes, prendas, lua de mel...De repente decidem divorciar-se. Dizem-se incompatíveis. Mas, agora intervenho eu com as minhas dúvidas...só descobriram ao fim de vinte anos a incompatibilidade? E agora andam numa roda viva em discussões: quem fica com quem, quem fica com isto e aquilo, a atribuir culpas mutuamente. Papéis para assinar, divórcio em andamento sem hipótese de reconciliação. Juro que não entendo.  Fotografia: numa casa madeirense as flores não podem faltar

Acordem-me suavemente com café e torradas

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Há que agradecer cada dia por um novo despertar. E há despertares... - de bandeja: com café, sumo, bolos, torradas e uns "craçāes" com doce e - ...despertares. O meu de hoje insere-se na segunda categoria. Estava eu ainda no calor das minhas penas quando, ao de leve, sinto uma mão no meu corpo, abri um olho a pensar que era sonho pois se fosse continuaria no que estava a fazer porque não tinha acabado. Mas não. Era mesmo o segundo despertar. E agora estou desperta porque o mestre está de brocadora a furar os meus ouvidos, perdão, enganei-me, a partir pedra bem ao meu lado. E eu a imaginar o primeiro despertar! Povo enganado! Fotografia: Bolas de Berlim em Braga, mês passado.

Ora digam lá se souberem....

Quando a um bebé começa a cair o cabelo dizemos que é para nascer outro mais forte, mais saudável e ficamos contentinhos. E se for a uma rapariga de 65 anos cujo cabelo está a cair é também para nascer mais forte e mais saudável ou nem por isso? É que eu não estou contentinha!

Há dias perguntaram-me...

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                                    ...qual a parte de Portugal Continental que gosto mais. E eu respondi sem medo: Gosto do norte.  Ai o norte! Eu fico desnorteada quando perco o norte. Gosto dos castelos, das citânias, das praias fluviais. Gosto do interior tão esquecido. Mas também sou cosmopolita. Adoro cidades - e aqui um suspiro ao Porto - os rios, as pontes, a bela arquitetura, os centros históricos, e esta paixão que tenho pelo meu Portugal faz-me sentir abençoada. Gosto do norte (com isto não quero dizer que não goste do centro ou sul). Mas... O clima... o clima, essse malvado, aqui solto um longo suspiro. Seja outono, inverno ou primavera saio da minha ilha - ilha da Madeira, com o seu clima ameno todo o ano - deixo vinte graus para trás e vou ao encontro de oito, sete, seis ou até menos... Não há maneira de aquecer o corpo. Falemos de comidas... bem, aqui sou 'biqueira', faço bico a algumas tradicionais e, a bem dizer não sou nada apreciadora. Não gosto de frances

E depois há aqueles que querem subir no balão...

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...outros que na lista de actividades a fazer antes de morrer consta: atirar-se em bodyjumping, fazer parapente, pular uma década, ir a lua, fazer rapel...e outros radicalismos. Eu só queria fazer uma tatuagem ... E fiz. Mas não quer dizer que já posso partir, nada disso. Porque descobri que tenho outra lista, esta mais sentimental de coisas a fazer antes de fechar os olhos. E tem a ver com momentos únicos de felicidade e de amor. Aquele momento em que testemunharei... o casamento das Minhas Pulgas. Que querem? É um desejo tão grande que, por mim, até podia ser amanhã, mas a Maiveilha que tem catorze anos, nem pensa em namorar, nem tão pouco quer, e ainda não há quem lhe arrebata o coração com aquela paixão de adolescente. Vamos aguardar.  Fotografia: Madalena do Mar, oeste da Madeira

Porque hoje é domingo e é dia de preguiça

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Do mingo rima com preguiça, certo?  Não sei vocês, pessoas simpáticas que visitam este humilde casebre, mas eu, rapariga dada a ser preguiçosa todos os dias da semana, o domingo tende a ser o conjunto de todos os dias, daí que dá aquela vontade de nada fazer. Não é que eu faça alguma coisa durante a semana, pois segundo alguns (des)entendidos nesta matéria, ser aposentada é sinónimo de não fazer nada. É estar de perna cruzada, 'embuseirada' no sofá a ver televisão ou simplesmente fechar os olhos e descansar. Bom, com esta dissertação chego à conclusão que domingo é isto mesmo seja para preguiçosos ou não, e sei que dá aquela vontade de nada fazer e somos todos preguiçosos. Até a pronúncia da palavra "domingo" deixa-me preguiçosa. Bem, vou até levantar-me daqui para me sentar ali e preguiçar pois que ainda não acabou o domingo. Bom domingo, preguiçosos... Fotografia: Faial, costa norte da ilha da Madeira.  

Ele está a chegar

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 De mansinho abro a janela e reparo que ele está a chegar. Passo a mão no cabelo, retoco o baton, visto o vestido florido, a sandália de meter o dedo - porque são práticas e não bonitas - e aguardo calmamente que ele dê o toque combinado, um leve bater na janela, para que ninguém dê conta que chegou. Assim que me aperalto, dirijo-me ao espelho a ver se o baton tinha escorrido para os dentes, não fosse ele estragar o meu sorriso. Estou pronta e mesmo assim aquela ansiedade não me larga. Não é a primeira vez que me visita, mas fico sempre ansiosa.  Ouço o toque ligeiro dele, a suavidade com que chega deixa-me apaixonada. Sou uma rapariga de afectos e aquele toque suave arrepia-me os sentidos. Atenta aos sinais que me envia, sei que em breve virá mais intenso, mais pronunciado, mas já me convenci que terá de ser. De mansinho, volto a rever os seus sinais. Quase quase... Vem apertar-me no fresco dos teus braços, enrolar-me no suave borbulhar da tua transpiração, deitar-te a meu lado no cal

Sou assim e nada a acrescentar

 Segundo o meu signo - sagitário - sou intensa nas relações, quando dou dou-me na plenitude, seja em família, amigos ou até pessoas que só conheço e cumprimento por delicadeza. Sendo assim, só aceito nas redes sociais pessoas que conheço, que toco física ou virtualmente, pessoas que interagem comigo e ficam no coração, cada uma tem um motivo para lá estar. Acontece que recebi um pedido de amizade de alguém que conhecia de uma pagina onde coloco fotografias da minha ilha - e que comentava sempre, que me pareceu ser genuina, boa pessoa, uma mulher da minha idade, quiçá um pouco mais velha, mas de boas palavras. Logo de inicio desenrolou a sua vida desde que nasceu até ao presente com a condição de nos conhecermos melhor. Ora, eu não preciso de saber onde como e porque nasceu para conhecer e ser amiga de alguém. Depois de desenrolar o rolo de memórias e até me mandar fotografias da família pede-me que eu mande também fotografias da minha família numa de nos conhecermos melhor. Claro, quem

Reconciliação...

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  Um blogue é uma relação a dois, tal como um casamento, e, por vezes, é necessário aquele período de aconselhamento e consequentemente a reconciliação. Ora bem, reconciliar-se nem sempre é fácil, leva o seu tempo e a gente olha "pá p'ssoa" e parece que não a reconhecemos. Eu, rapariga que adora escrever assim umas coisas que até podem ter piada para quem lê, depende se a p'ssoa é de um sorriso fácil ou não, pedi a ele que me aceitasse de volta e prometi estar presente até que a morte nos separe (credo em cruz, esta minha cabeça não regula bem, quem quer morrer num verão tão quente e tão atípico?).  Bem, há tanta coisa para dizer, tanto que me aconteceu nestes três anos em que estive separada que nem sei por onde começar. Reconciliei-me com ele, e agora voltaremos a andar de mão dada como antes. Ele próprio já olha para mim a sorrir e a fechar os olhinhos com aquele amor que sempre me demonstrou e eu, rapariga de coração empedernido, não viu que eram verdadeiros os se

De repente...

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Bateu uma saudade. Acho que vou voltar.... Fotografia: Esta sou eu...