Querida Gisele. Vou deixar de falar à madeirense, pois há observadores que só observam o outro lado da página. Possívelmnte ainda não tiveram ocasião de falar em Portugal o Menderico, o Crioulo o Algarvio, ou mesmo ir até à região do Pêgo... De certeza que ainda não passaram além da Fonte da Telha.Se me permitires, vou passar a falar o Francês trazido pelos emigrantes que sairam a salto de Portugal e, de vez em quando vêem passar as " vacanças" ou vêem para a "retrete" Vacanças " Vacances", "Retrete " "Reutret". Portanto Férias e Reforma. Será? Eu não tenho vergonha de falar de forma a que meus conterrâneos me compreendam. Também não preciso de andar de tradutor quando viajo pelo meu Querido Portugal.
Quante aos cornes, eu bem queria ter muintes.Ai vezes vou por esse Alinteje abaixe e veje tantes que chegue a preguntar a minha milher porquê mê pai nã me deixou plo menes um par deles. Daqueles que existem prá lá do Marão. Os mirandezes que cheguem a ter um afastamente entre pontas de mais de um metre. Ê cá queria ter bastantes e muintes hectares de terrene para pastages. Despois que me chamassem o que quizessem. Quante ás laranjas e limões tenhe bastantes. Ei laranjas são muinte ducinhas pois passaram o serene de Janeire. Auguenta-se até quase o fim de Junhe. Já agora se um dia fizeres a gentileza de vires até à minha casa, vou contar-te.
Se cá vieres de verdade à nossa santa terrinha Levarás uma dúzia de queijos da vaca da tua madrinha.
Pois o cavalo do teu pai é sempre a cabeça tonta A mulas machos e éguas A todos ele lhes dá conta.
Vou terminar canão vou ser escmungade. Um beijo de amizade João. Já me esquecia:- as minhas habilitações académicas, são até ao segundo livro.Um pouco mais que minha mãe e, então do meu pai nem se fala.
Muitas vezes marco reunião de emergência comigo para falar de mim. É sempre um encontro emotivo e falamos de variados assuntos. Nesta ultima reunião o tema foi "A falta de educação dos mais jovens para com os mais velhos." Eu usei da palavra para dizer que tenho sofrido desse mal que alastra na nossa sociedade. Falei alto comigo e bati palmas à minha intervenção. Ao mesmo tempo que falava de mim comigo desabafava sobre esse assunto. É deveras constrangedor a falta de educaçao e respeito para com os mais velhos. Não sou saudosista dos tempos antigos em que se um neto não cumprimentassse os avós a mão do pai ou da mãe girava no ar e caía na cara, nada disso, mas caíu-se no cúmulo de defender estas situações de má educação e falta de respeito por parte dos filhos. Os avós é que estão errados, os avós é que têm de calar, os avós é que são inconvenientes em certos assuntos e nem falar devem para não perturbar os netos... Enfim, caminhamos para uma sociedade em que as crianças ou a...
E eu respondo com uma pergunta: mas com este tempo de chuva, frio e baixa temperatura por onde posso andar? Mas ando, ando a empacotar loiças, copos, panelas, armários, sofás, camas, colchões... E nos intervalos vejo o movimento no shopingue. E saí eu de casa pra isto! Vida de mãe não tira férias.
Agora que estou aposentada e começo a trabalhar logo de manhã em casa (sim, mas é trabalho à mesma) faço umas passagens pelos canais generalistas portugueses: SIC, TVI, RTP. Que programas mais deprimentes que lá passam de manhã. E de tarde não é melhor. Há muita gente triste com histórias tristes. E com vontade de as contar. Por que há quem as esconda. Quedo-me a pensar se será Portugal um país triste? Ah, então não é que há uma senhora que todos os dias está no programa do Goucha? Sempre. Eu até já ligo na TVI todas as manhãs, a ver se se esqueceu de ir, mas não...
Querida Gisele.
ResponderEliminarVou deixar de falar à madeirense, pois há observadores que só observam o outro lado da página. Possívelmnte ainda não tiveram ocasião de falar em Portugal o Menderico, o Crioulo o Algarvio, ou mesmo ir até à região do Pêgo... De certeza que ainda não passaram além da Fonte da Telha.Se me permitires, vou passar a falar o Francês trazido pelos emigrantes que sairam a salto de Portugal e, de vez em quando vêem passar as " vacanças" ou vêem para a "retrete"
Vacanças " Vacances", "Retrete " "Reutret". Portanto Férias e Reforma. Será? Eu não tenho vergonha de falar de forma a que meus conterrâneos me compreendam. Também não preciso de andar de tradutor quando viajo pelo meu Querido Portugal.
Quante aos cornes, eu bem queria ter muintes.Ai vezes vou por esse Alinteje abaixe e veje tantes que chegue a preguntar a minha milher porquê mê pai nã me deixou plo menes um par deles. Daqueles que existem prá lá do Marão. Os mirandezes que cheguem a ter um afastamente entre pontas de mais de um metre. Ê cá queria ter bastantes e muintes hectares de terrene para pastages. Despois que me chamassem o que quizessem. Quante ás laranjas e limões tenhe bastantes. Ei laranjas são muinte ducinhas pois passaram o serene de Janeire. Auguenta-se até quase o fim de Junhe.
Já agora se um dia fizeres a gentileza de vires até à minha casa, vou contar-te.
Se cá vieres de verdade
à nossa santa terrinha
Levarás uma dúzia de queijos
da vaca da tua madrinha.
Pois o cavalo do teu pai
é sempre a cabeça tonta
A mulas machos e éguas
A todos ele lhes dá conta.
Vou terminar canão vou ser escmungade. Um beijo de amizade João.
Já me esquecia:- as minhas habilitações académicas, são até ao segundo livro.Um pouco mais que minha mãe e, então do meu pai nem se fala.
João
ResponderEliminarSó tu hôme. Mas que piada tens! Que humor genuíno! Adoro-te conterrâneo. Continua assim.
"Há canos"...que não me ria tanto ao ler o comentário do João:):):)
ResponderEliminarfatyly
ResponderEliminarEste nosso amigo João tem montes de piada.
Sabes fatyly
ResponderEliminartenho uma pasta com todos as comentários do João. acho-os de morte.kisses
Ena pah!!!
ResponderEliminarAh "canos" assim.
:)