Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 5 de julho de 2015

Mulher corajosa sem medo das outras...

...é aquela que, de cabeça erguida, passeia de mão dada com o marido da outra - da vizinha do segundo erquerdo - ao mesmo tempo que distribui carinhos num arraial onde toda a gente se conhece. E ele feliz ao lado dela, e a mulher, perguntam vocês, bem, a mulher está em casa a mudar fraldas à canalha.
Eita, ca corage!

Sim, sou parolinha, mas à mesma gosto

Hoje é dia de mamar nos peitos da cabritinha, de pôr o carro e tirar o carro à hora que eu quiser...enfim, certamente já deu para perceber que vou ver o Quim Barreiros.
Eu sei, sou "vilhoa da meia-serra", mas "bailhar" debaixo do coreto era coisa que adorava quando, em miúda, ia ver a banda d "Os Guerrilhas" na festa do Santíssimo Sacramento. E o vício ficou. Presentemente, já não caibo debaixo do coreto por mais ginástica que faça, esta coisa alojada nas ancas e na barriga impossibilita-me de estar de gatas, mas as memórias, essas voltam sempre.
" Chupa Teresa, chupa Teresa esse gelado gostoso é feito de framboesa..."
Vamilhá a cantar...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

É quase a mesma coisa

-São biológicas? - pergunta o mê Gu-Gu, o neto de cinco anos, ao homem que à porta bateu para vender as ameixas que havia colhido.
- Não, são de damasco - responde o homem.

Uma pessoa não é de ferro

Claro que não se assim fosse não podia comer e beber como se fosse o último dia em que pairasse neste mundo dos homens.
Mas sou de carne e osso, não há como resistir a um convite onde o prato principal é atum salpresado. E vamos encher o pandulho numa ceia de São João...sim, eu sei que há muito que foi o seu dia mas se o natal é sempre que o homem quiser também São João o é. E desde que seja para comer e beber não há santo-devoto que resista. Nem uma rapariga como eu.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Isto de andar de bicicleta cansa

As Pulgas, agora que é sempre a abrir no que toca a bicicletar, ninguém as apilha. No fim de semana retirámos as rodas de apoio e agora é andar para a frente, cair e levantar.
Hoje foi dia de espairecer e andar em espaços largos. O lugar escolhido foi Machico. O local onde aportou Machim com a sua Ana D'Arfet quando naufragaram e, com isto descobriram a bela ilha da Madeira. Machico é a consequência de Machim.

Quantos queres?

E eu pergunto: quantas taponas vou dar a quem faz este serviço na mesa da sala?
Aí Pulgas, Pulgas que m'atormentam. E, oficialmente, aberta a época do jogo: "Quantos queres".

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Vão a correr para lá

E ainda há jovens a abraçar estas fileiras! Voltámos à Idade Média ou, quiçá, ainda há quem acredite em bruxas.

Por esta não esperava! Chuva em Julho!?

Lembram-se de saberem que, hoje, por aqui, neste pedaço de céu é feriado. O que não se lembram nem o diabo se lembrava de como podia chover toda a santa manhã.
É isso, darlingues, santinhas da minha vida, do céu não caiu notas nem moedas caiu chuva da grossa, senhoras e senhores, que parecia o Dilúvio Final. Meio-dia mais parecia meia-noite tal era a escuridão, estou a hiperbolizar um pouco para dar ênfase, entendem? Mas que estava escuro lá isso é verdade.
E prontes um feriado com chuva é deveras aborrecido e apetece chamar à sala escura o senhor São Pedro e lhe dar umas taponas no...focinho, perdão, nariz, fuças, ventas...

terça-feira, 30 de junho de 2015

Amanhã sou eu a folgar

E porquê, perguntam vocês. Porque amanhã é feriado cá na região. É o dia da Autonomia. Além disso é o 182.º dia do ano no calendário gregoriano (183.º em anos bissextos) e faltam, precisamente 183 para acabar o ano. Portanto, já percorremos metade. Um conselho de amiga: vamos acabar o que começámos?
(As coisas que eu sei! Aí se não fosse a Wikipédia!)

Fotografia: Seixal, um local pitoresco a norte.

Uma desgraça nunca vem só!

Cada vez com mais medo;

E, parece que só leio notícias destas ou, já não há notícias agradáveis para se ler.
Caiu um avião na Indonésia. Não há sobreviventes.
Leio e fico sem vontade de viajar de avião, depois penso que é parvoíce, pois se a dormir se morre e eu gosto de dormir. E todas as noites me deito.
Mas o medo esse fica alojado no coração.
Digam-me, vocês também têm medo de "avionar"?
http://m.noticias.sapo.pt/internacional/ultimas/55929439ce81491d4cc3122c

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Abre a porta que eu dou-te um beijo

As minhas Pulgas fêmeas brincavam na porta, uma por dentro a outra por fora, numa porta de vidro transparente.
- Mana, abre a porta, deixa-me entrar - pedia Baixinha que estava na rua.
A Maiveilha, que estava dentro ria e não abria.
-Mana, abre a porta, não estou a brincar e quero entrar. - já de narinas abertas e cara de poucos-amigos. - Abre.
Durante um tempo só se ouvia: "abre a porta"; "abre a porta, mana", e a porta mantinha-se fechada. Uma ria a bandeiras despregadas outra deitava línguas de fogo. Até que...
-Só abro a porta se me deres um beijo - disse a Maiveilha, com o indicador a indicar na face o lugar onde a outra tinha de dar "o beijo".
- Oquei, Mana. Atão, abre a porta! - isto já de sorriso aberto e palmas das mãos para cima e encolher de ombros.
Levou a sua avante. A porta abriu-se e juro estava esperando ver o beijo. Não o vi.

domingo, 28 de junho de 2015

Não te metas com ela. Eu avisei-te

Depois de um pequeno-almoço cheio de cereais, leite, café para os adultos, fruta e, assim que a oportunidade surgiu, vestimo-nos para um leve passeio até à padaria do costume a fim de comprar pão, beber uma bica bem forte e ler as notícias.
À saída de casa a Baixinha alertou que, assim que chegasse à padaria ia comer um pãozinho. O avô fez-lhe ver que já tinha tomado o pequeno-almoço.
"Ora, avô, tu também já tomaste café ao pequeno-almoço e vai tomar mais um."
Por isso, meu-zamigos, com esta há que medir as palavras antes de falar.

Eu sou e vocês?


sábado, 27 de junho de 2015

Mês de São João

Está a acabar e com ele os dias de capacete. É que dá sono daí se dizer que o mês de São João é o mês do sono.
Ora bem, e perguntam vocês o que é tempo de capacete, e eu, rapariga dada a respostas digo. Proteger a cabeça. O tempo de capacete é como se houvesse um entre o céu e a terra ou, como se cada um de nós andássemos com um não possibilitando que o sol brilhe nas nossas cabeças.
As coisas que eu sei!