Nunca tive tanta pulga. Para qualquer lado que me vire lá está uma. É à frente, é atrás, mas no colo é onde mais as encontro. Todos os dias me perseguem, eu fujo, escondo-me mas encontram-me sempre. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 23 de Novembro de 2014

Parecem bandos de pardais...

As minhas vizinhas do bairro até parece que vigiam a chuva é que, assim que dá um esteio, metem a chave da porta no dedo mindinho da mão, telemóvel última geração entre os dedos, porque as unhas de gel, compridas, com estrelinhas e corações não permitem agarrar, porta-moedas debaixo do braço, e caminho chão com elas até à tasca da esquina para aquele cafézinho em grupo. E viva a ajuda do senhor governo.

sábado, 22 de Novembro de 2014

Se há coisas que adoro...

...é poder passear pelo meu rural com as Pulgas, num dia de chuva, e ver este colorido, até parece que a natureza se deslumbrou para me receber. Aqui sim, é Outono. Tão pouco e sou tão feliz.

Eu, preconceituosa me assumo

Se por afirmar que uma educadora e uma ajudante não são colegas, se por entender que existe uma hierarquia dentro da comunidade educativa onde as auxiliares têm um papel importante, mas não são docentes, se por achar que não somos todos colegas só por que pertencemos à mesma instituição, se por não aceitar que as auxiliares tratem por tu cá tu lá as docentes, porque são mais novas, se existe um estatuto da carreira docente onde só fazem parte os professores e educadores e, sim, estes são colegas, se entendo que as docentes não são obrigadas a justificar perante as auxiliares certas atitudes da sua vida, certos comportamentos porque partilham o mesmo espaço então sim, sou preconceituosa. E se como já referi há uma hierarquia dentro da instituição é porque, afinal, há diferentes funções, se existem diferentes funções então somos colegas dos nossos pares e não de todos. Se o Sumo Pontífice é o Papa, o padre António não é colega do Papa embora pertença à mesma instituição. Ou seria papa também.

Se, por ter esta opinião sou apelidada de preconceituosa, das duas uma: ou eu não sei o significado da palavra ou ela está banalizada. E tudo ou qualquer ideia contrária a algumas opiniões é preconceito. É um lugar-comum!

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Escandalizada

Vou ao parque com as Pulgas ementes a mãe não passa para nos dar boleia mas penso seriamente em deixar de ir; é que, por coincidência, vai também à mesma hora um grupo de adolescentes e, não me incomodam que andem no balancé, nos baloiços, no escorrega, embora seja para as crianças o que me incomoda é o palavreado que usam uns com os outros. Ainda há dias ia perguntar a um deles se falam assim em casa com os pais, mas depois..
Mantive a boca fechada. E comecei a pensar se os pais também não falariam da mesma forma. E depois, sujeitava-me a ouvir umas bujardas dirigidas a mim.
Não sou mulher de não dizer um palavrão, mas na boca de adolescentes dá-me uma coceira na sola do pé.

E com esta me despeço

Quando queremos dar por concluída uma conversa nada como mandar a outra pessoas "caçar grilhos".
Ou então, como se diz em Câmara de Lobos, uma cidade piscatória cá do rural, "sai da minha trás".
Por isso, a partir de agora discussão encerrada ali no andar de baixo.
E isto é só blogues, não é?

Cada macaco no seu galho

Aquintrodia ou melhor dizendo aqui há dias, estava eu na porta do sítio onde vou dar uns pulinhos e umas carreirinhas, juntamente com o resto do maralhal que frequenta o mesmo e cumprimento uma ajudante do infantário onde a mãe das Pulgas é docente. Cumprimento-a e a senhora ao meu lado que também a conhecia pergunta-lhe.
-Ah, conhece a avoGi?
Ao que ela respondeu: sim, claro, é a mãe de uma colega de trabalho.
Eu reprimi o sorriso pois que, sem menosprezar cada qual e qualquer profissão é digna de respeito vai uma grande diferença entre educadora e auxiliar, assim como também as antigas servas do hospital agora promovidas a auxiliares, certamente, se virem a mãe do médico não dirão que é a mãe de um colega de serviço ou estarei errada?
Somos todos irmãos, lá diz a Biblia, mas não temos todos a mesma profissão para sermos colegas.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Pensei que era hoje...

...que ia colocar o edredon de penas na cama, mas não. Está frio, sim, mas não o necessário para dormir com penas de galo em cima do corpo.
Este frio já lembra a Festa.

Hoje bateu-me uma saudade

Às vezes fico assim, não que eu queira, mas fico. A saudade bate no coração e relembro momentos passados com aqueles cuja presença física não se faz notar.
Hoje é um desses dias, quiça, porque se aproxima o Natal, época em que se reune família e amigos e, esses que partiram deixaram um lugar vago que nunca será ocupado.
A minha tia-velha, a minha comadre...esta então tem-me feito deitar rios de lágrimas e, a pergunta sem resposta mantém-se. Como? Como deixaste a doença te levar? Nem um mês viveste com ela! Como não percebi, neste mês, há um ano atrás quando nos encontrávamos para o café que estavas tão doente?
Saudade, essa palavra que só existe na língua portuguesa mas que nos acompanha como o fado.

Não entendo, por isso peço ajuda os mais entendidos

Os piscas nos carros servem exactamente para quê? Para sinalizar é que não, se assim fosse o marmanjo que ia à minha frente teria accionado quando parou assim sem mais nem, ontem, tendo eu que adivinhar o que pretendia. E ainda põe-se a gesticular, o sacristo, "passa por cima" dizia ele. Por cima de ti? Nem morta. Se é um adorno o pisca que o ponha na ponta dos....e assim sempre lhe embeleza a cabeça.
E resmungo mais umas coisas só para mim.

Que vício este!

É superior ao que eu desejo, é deveras constrangedor, mas não consigo parar de roer os sabugos. Basta sentar-me a ver televisão que começo logo no serviço.
Funciona assim, eu ensino se quiserem seguir este (bom) exemplo.
Primeiro sentem-se relaxadamente em frente à televisão, em seguida estiquem as pernas de uma forma confortável, depois procurem uma pelinha de um dedo qualquer à volta da unha que já esteja levantada, segurem, não a deixem fugir, com os dentes puxe-a de soquête, como diria a tia-velha referindo ao puxão, quando já está eriçada é hora de juntar o indicador e o polegar da outra mão e puxar até sangrar. É uma alegria vê-las espetadas e, aí sim é como gosto, deito logo mãos ao trabalho e nem dá tempo. Depois é contemplar a obra tal qual Miguel Ãngelo contemplava os seus quadros.
E havia logo de transmitir este vício ao mê Bisalho. Se ainda fosse um bom vício! Mas ter as pontas dos dedos inchadas e vermelhas de tanto puxar peles é feio.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Hoje deu-me para falar de beleza

Dizem por aí que a beleza não está por fora ms sim por dentro, eu, rapariga do rural, pergunto: atão por que raio as pessoas mudam de visual? Se está por dentro, o que têm a fazer é mudar os interiores, ou seja os órgãos, mas não, as pessoas preocupam-se é com o que vêem no espelho e não no raio x.
Isto a propósito do noivo árabe que, depois de ver a sua mulher sem o véu pediu pernas ao demo para fugir.
Mal sabe ele que a rapariga em um bom coração que bate forte por dentro, ao invés da má cara e que até os pulmoões são saudáveis, bem como os rins e a bexiga e que tinha ali uma mulher com uma longa longevidade e, como não gostou da cara, nada como vê-la sempre às escuras ou de véu.
Mas não, a beleza exterior pesou mais que o interior.

A beleza é como um pêssego

Por fora uma textura fina, aveludada de cor suave, um delicado sabor doce e fresco, um aroma delicado que, apetece trincar mesmo antes de o ter. Pêssego uma fruta saborosa e plena de vitamina C. Pega-se num e, à primeira dentada algo não está bem. Um sabor amargo enche a boca. O pêssego que por fora estava apetecível, por dentro está estragado, corroído, cheio de hematonas, pisaduras... E deita-se fora.
Estou a falar de pêssegos mas a beleza enquadra-se bem nesta descrição. Conheço mulheres que bem podiam ser pêssegos.

Fotografia: Pêssegos da casa da comadre da Covilhã. Obrigada, oh comadre, sim?

Mas todas as vacas são felizes

Está provado que as vacas felizes dão um bom leite e, até se faz disso estandarte.
Acrescento que pelo que sei todas as vacas que conheço são felizes e todas têm tetas cheias. De leite penso eu.
E as cabras também não são felizes? E ninguém fala delas. Mal-injusto!
Agora, o que eu gostaria de saber era se alguém já provou leite de vacas infelizes numa de poder relativizar.

Casa e descasa no mesmo dia.

Um noivo não gostou da cara da sua esposa quando no dia do casamemto a viu pela primeira vez e, logo ali, pediu o divórcio.
Não sei que cara tinha mas, isto das mulheres andarem de burka tapadas dos pés à cabeça dá nisto. Este casal resolveu casar-se sem nunca se terem visto frente a frente, uma espécie de casamento à moda dos tempos da guerra colonial e, quando o fotógrafo pede para tirar o véu para uma fotografia é aí que o mancebo fica desiludido. Coitado! Esperava uma Claudia ou uma Angelina...
Mas não entendo um coisa: durante o casório a manceba esteve sempre de cara tapada? Na Arábia Saudita é capaz de ser assim. Até no casamento vêem atravez das quadrículas da tapagem.
E a noiva, perguntam vocês. A noiva desfez-se em lágrimas, pobre coitada que casou e descasou no mesmo dia.
Há cada uma! Leiam tudo, indo por aqui.

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

É preciso tê-los no sítio para dizer isto

"Se é o meu filho que está no vídeo da decapitação, então que seja executado"

Peter Kassig foi ontem vítima da violência do ISIS. Num vídeo difundido nas redes sociais, os terroristas do Estado Islâmico decapitaram o norte-americano. Mas nestas imagens apareceram mais pessoas e nela surge, alegadamente, um estudante de medicina, oriundo do Reino Unido, de nome Nasser Muthana. Hoje, em declarações ao Telegraph, o seu pai diz que se provar que é o seu filho este deve ser executado.


E eu pergunto: O que leva um rapaz, estudante, a tornar-se um assassino a soldo de uma religião? Onde é que, durante o seu crescimento, houve uma quebra de valores? Onde é que os pais erraram, se erraram!

Tantas perguntas que faria aqui, mas, certamente, não obteria respostas, estas só mesmo o rapaz.
Agora, eu não teria coragem de dizer a frase que o pai disse.  Por muito que seja, c'um catano, é  filho.