Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ora toma e vê lá com quem te metes!

Estava eu e a Pulga - a Maiveilha a cortar folhas velhas dos cântaros cá da quinta (cof cof), melhor dizendo: eu cortava e ela apanhava, quando o mê senhor que assistia às brincadeiras das outras Pulgas que andavam de bicicleta, diz que vai ao computador.
Pulga sem tirar os olhos da pá e da vassoura diz com ar de desalento, já prevendo a vida de casada...
- Ai - e dá aquele suspiro de desalento -  também quando eu for casada vou estar a trabalhar no quintal e o meu marido no computador.
Embrulha avô, disse eu. E mete um laço de papel que esta piada vai de encomenda.

O "Francês" é um filha da mãe mãe dum judeu

Estou possesssa com o meu vizinho de apelido "O Francês". O sacristo tem ali a me fazer gretar "ei beiças" só de ver, uma figueira carregadinha de figos. Ora, o judeu, como eu o chamo deixa os frutos caírem, morrerem, ou falecerem como diz o mê Gu-Gu, e não vende, nem dá. Nem oferece.
Este gajo é mesmo um furcas do demo. Ainda há dias alguém lhe perguntou se vendia, e ele simplesmente virou rabo e nem respondeu.
Judeu do estapor que prefere ver os figos no chão do que oferecer aqui à vizinha do lado esquerdo uma safatinha de figos de mel, sabendo, como vocês sabem, a loucura que tenho poe figos que sou capaz de subir àrvores maiores que eu, e eu até sou mulher alta (aqui suspiro por só ter um metro e noventa), e vendo a cena dos figos espalhados no chão, apetece-me chamá-lo de judeu, furcas, inguista e outros epítetos que agora não me vêem ao miolo.
Ah, acrescento também que este sovina é também o "Mata gatos"

domingo, 30 de agosto de 2015

Parece um grande feito!

Falo do primeiro-ministro. Cunquentão licenciou-se aos 34 anos. E pergunto: o que andou a fazer dez anos na faculdade? Sim, que o curso dele não são assim tantos anos.
E faz porta-estandarte desta situação? É até desagradável saber que "andou a patinar" em vez de estudar, quando outros com 24 anos têm o canudo e a cartola na mão.

Multimédia? Que raio de coisa é essa?!

Fui até à loja fnac para deixar o meu novo telemóvel pois que há algum tempo aquece que dá para frigir um ovo e descarrega como se nunca tivesse carregado. Ora, um produto que ainda não tem um ano fez-me ficar com uma raiva danada que entrei a matar pela loja adentro afastando tudo o que estava à minha frente.
Em casa já tinha retirado toda a informação do telemóvel e entrego-o ao funcionário após dizer a "doença" do dito.
Ele manuseia e diz que descarrega porque uso muita multi-média.
Pergunto-lhe o que é multimédia, fazendo-me de tonta-parva-estúpida (às vezes é preciso).
"Ah, é videos, fotografias..." Disse-lhe que video não vejo, mas para que é que quero eu um telemóvel top se for só para fazer chamadas. Para isso comprava um de dez euros. "Mas assim descarrega rápido", disse.
Ora tretas...
Ele mexe remexe e diz que leva um mês entre ir e vir. UM MÊS?! Arregalo os olhos.
Deixe-me o seu contacto para ligar assim que chegue. Qual contacto? - disse. - Eu só tenho um telemóvel e pra já, é com dois micro cartões e você tem-no na mão. Não tenho outro. Coça a cabeça.
"Nós não temos equipamento para emprestar"...já com ar de coitada-da-senhora-que-ficou-sem-telómóvel-mas-temos-pena!
Não tem? Pergunto eu. Nunca ouviu falar na satisfação do cliente? Engoliu em seco, e nem falou. E já agora: o que faço durante um mês sem telemóvel, chucho no dedo?
Riu-se. E prontus, meu pipole, estou a modos que retida no século dezanove.

É um erudito

O meu neto de cinco anos -  o mê Gu-gu - é um rapazinho que fala bem, usando as palavras finas - as do domingo e feriado.
Ora, o meu Gu-gu não diz "morreu", "azougou", "finou"... Ele diz somente "faleceu". E aplica-a em todas as situações em que algo deixou de existir.
E eu rio-me sempre que diz que uma planta "faleceu" em vez de murchou.
Vai ser padre ou na pior das hipóteses, político. Tem queda.

sábado, 29 de agosto de 2015

Sou mulher fiel

É do conhecimento geral quão gulosa eu sou por poncha. Para não perder o paladar ontem foram a modos que cinco. Mas, atente-se foi desde as sete da tarde às cinco da manhã, com incidência por volta das dez.
Poncha é aquela bebida tradicional da região que é um néctar divino. Atão agora há de tudo, desde couve e hortelã à tradicional "à pescador" que, quanto a mim é mesmo forte e só homens de barba rija e mulher de armas é que bebem. Eu bebo, prontus, já disse; não venham os "carrapatos de estimação" ou seja os anónimos lindos e fofinhos (e já agora vão até até à...que eu mando, sim? E fiquem por lá.) chamar-me epítetos menos bons...
E ontem deu-me para inovar no capítulo das ponchas. E comecei com a minha escolhida a nível de sabores por ser muito nossa. Pitanga. Olhem nem sei o que dizer, ah, já sei, era boa pa deu-deu. Depois tomate inglês, tangerina, maracujá e para finalizar em beleza a mais forte de todas. "Regional" de seu nome. Ah, aquietem-se que bebo ao natural. Detesto a adulteração do sabor em virtude do gelo se derreter.
Portantus, vinde aqui e provai a poncha e escolham de entre os variadíssimos sabores. Faz-se poncha de todas as frutas até de anona.

Se era para me fazeres aborrecer, enganaste-te

Tem sido uns dias de loucura total. Estas festas populares põem-me derreada, mas adoro. Verão é assim, com bailaricos até cair de lado, um equilíbrio nas pernas e na mão, pois que, o copo não pode verter o sagrado líquido. O pior, bem, o pior é aguentar até de madrugada a dançar em cima de uma calçada de pedra.
Mas o melhor passou na noite de quinta-feira quando eu atravessava a arena, qual forcado amador de Sintra, à procura do touro, perdão, da família, sítio estava montado o palco para o Toni Carreira e que, pelas oito horas - e ele actuava às dez e meia, já o mulheredo vibrava e cantava: umas sentadas a aguardar o lugar bem por baixo do cantor, outras de pé a bambolear o corpo aos titmos modernos. Eu, rapariga a queimar os últimos dias nos meus cinquenta e nove anos (uma vez que em Dezembro entro nos sessenta), passo por um camafeu talvez com a minha idade, bem parecido, chapéu à venezuelano, calções curtos, tentando encobrir a idade julgando-se com menos trinta quem sabe?, copo de cerveja na mão, sentado na beira do muro quando eu passo diz, retirando os olhos do copo e olhando para mim:
- "O Toni Carreira atrai quarentonas."
Bem, olhei para ele e ri-me de satisfação, se era para ofender pois provocou o contrário. Fiquei vaidosa. Caramba, uma p' ssoa tenta parecer mais nova, uma p' ssoa cuida-se, mas parecer ter vinte anos menos é coisa boa. É coisa para elevar o ego aos céus e ouvir violinos no paraíso.
Foi tema recorrente da noite toda: os meus quarenta anos!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É desta que emagreço

As manas pulgas, é mais a Maiveilha, agora deram para me dar chá todo o dia. Isto porque é facil ir à horta, apanhar caninha e hortelã, colocar água na cafeteira, premir o botão, esperar com a mão à cintura igual à peixeira do Bolhão, que muito admiro, abanar a anca ementes espera que ferva, lavar as folhas deitar no bule e vualá: um bule cheio de chá perfumado para beber. O pior, o pior é ter de correr à "casinha" de meia em meia hora. De fome posso morrer agora de sede é difícil.
São tão prestáveis estas minhas Pulgas e só querem o meu bem-estar. Chá chá chá meu rico chá chá chá...assim a modos que a dança latina.

Mãe aos 43

A minha sobrinha nunca pensou em ser mãe. De repente, aos quarenta, deu-lhe um desejo. Iniciou o processo de inseminação artificial. Não surtiu efeito, perdeu o embrião. Depois do período de espera, acho que são dois anos, volta a Barcelona, lugar onde se faz inseminação depois dos quarenta (pois que, em Londres, onde reside, não é permitido) e submete-se a novo tratamento.
Está grávida de gémeos aos quarenta e três anos. Claro que estamos todos a torcer para que chegue ao fim e nasçam na paz do Senhor. Mas é uma empreitada!
Não foi o caso de querer antes dos quarenta e não poder. Foi mesmo não querer. Até agora.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

As histórias infantis têm muita influência na vida das crianças

O mê Gu-Gu vê um rapaz portador de nanismo e chama por mim que, ao longe, olhava para ele.
-Avó, avóóó, é um duende. - e apontava para o rapaz.
Palavra de honra, fingi que não conhecia a criança que, alto, chamava pela avó. Certamente não era eu, pois se tivesse um buraquinho metia-me.

Avó aos 33 anos

Até me subiu um arrepio pela espinha acima quando a brasileira que me vendeu duas farturas e seis churros me perguntou se as três Pulgas eram meus filhos.
Diz ela que no "Braziu" não é "normau" as mulheres terem filhos tarde mas que aqui em "Portugau é normau".
E continuou. A mãe dela foi avó aos 33 anos, e mãe aos 15. Portanto, digo eu que é normalíssimo. E a irmã - a que nasceu quando a mãe tinha 15 vai ser avó aos 35.  Tudo nos conformes, atão!
Bem sei que, e aqui coloco a minha opinião, ser mãe depois dos 40  é...bem, como dizer sem melindrar....é um pouco velha, como também acho que antes dos 20 é um pouco nova.
Mas cada um é dono de si e dos seus projectos e se quer adiar a maternidade para perto da menopausa que seja. Enfim.

Parecia ser seguro

Um migrante escondeu-se dentro da caixa da guitarra de uma banda rock para fazer a travessia da Mancha. Um outro estava escondido na bagageira. A banda só os descobriu quando pararam a setenta quilómetros de Calais para abastecer.
Com pena, mas impossibilitados de ajudar pediram aos refugiados para sairerm ao que um obedeceu prontamente mas o outro só pedia "por favor".
Sujeitam-se a tudo para fugirem da miséria de vida e da guerra. Voltar atrás é um esforço uma vez que a liberdade, a humanidade está na outra margem.
Podem ler toda a notícia (aqui).

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dois anos e já viciado?

Oiço cada coisa que me caem os dentes!
Atão não diz um casal com um filho de dois anos que o menino é um viciado no tablet?
Pois olhe minha senhora devia era ser viciada na persistência, na assertividade e quiçá na pedagogia aplicada na palavra "não".
E já agora para que lhe deu o tablet? Ah, já sei, para ele se entreter e não chatear os papás.
Minha alma está perplexa!

Oito leitões, duas porcas, dois coelhos, uma cabra...

...um carneiro, dois cachorros, vinte bisalhos, um porco, três gatos, uma ninhada de muitos gatinhos e duzentas e noventa e nove moscas compõem o espólio do meu vizinho.
E, hoje, as Pulgas foram à quinta do senhor Agostinho, que se situa em frente à minha casa.
E se pensam que vivo na meia serra, desenganem-se.
Foi uma alegria! Além dos animais há as bananas, maracujás, pêras abacates, semilhas... Tudo aqui no Funchal.

Uma grande mulher!

Uma mulher com 250 quilos deu à luz um bebé com15 quilos e oitocentas gramas, acrescento. É entrar (por aqui) para ler.
Eita, minha gente, aquele bebé parecia um boneco Michelin! Até tinha os mesmos pneus! Mas tão fofinho!
Mas imaginam um bebé acabado de nascer com quase desasseis quilos? É fora do normal. E imaginam 250 quilos com mais desasseis na barriga? A "mãe ntureza" tem destas coisas. Impressionante! E emocionante para quem acompanhou este nascimento.
Uma grande mulher mas também um grande bebé e um grande momento para registar no livro dos recordes