Nunca tive tanta pulga. Para qualquer lado que me vire lá está uma. É à frente, é atrás, mas no colo é onde mais as encontro. Todos os dias me perseguem, eu fujo, escondo-me mas encontram-me sempre. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Só numa de...

...matar saudades deste bicho. Já fui tão feliz nele. E já levei a família a ser feliz, porque a felicidade que sinto gosto de partilhar com os meus. E, sempre que por aqui passa bate uma saudade. E esteve na Pontinha, hoje. Tão bom cruzeirar!

Mas que enjoo!

Acabei de passar por uma madame que de tanto perfume que tinha enjoava.
Mê Dês, é preciso tanto para dar um ar de sua graça? Inda por cima daqueles fortes...
Fiquei com uma dor de cabeça! Agora vou ali fazer uma cura de desenjoo. Com alecrim. Para tirar este pivete.

Sou, realmente, abençoada

Apanho as Pulgas e decido passar no cabeleireiro onde sou ciliente, embora, como já referi, há muitos anos que por lá não ia, mas a amizade ficou, para apresentar as Pulgas à dona do espaço, pois que na última vez em que lá estive havíamos falado delas.
Entro e digo "pronto, o prometido é devido cá estão as minhas Pulgas".
Depois dos cumprimentos...
'Ai, dona Gi, sente-se para dar um jeitinho" ao cabelo, mas respondi que não tinha tempo que queria ir ao cais e a  nmãe das Pulgas estava à espera...
"Não sai daqui sem dar um jeitinho, não demora muito" e já me põe o penteador segura na escova e começa.
Entretanto fazem duas tranças à Baixinha e uma à Pulga maiveilha. O mê Gu-Gu a ver que nada ia chegar resolve que quer uma crista. Alta, muito alta.
Depois de todos penteados, Gu-Gu feliz com a sua crista não parava de a amaciar...
A Baixinha, neta de seis anos com humor sui generis, olha para o irmão e diz...
Ai, rapaz pareces um ananás.

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Por acaso sabem me dizer...

...onde é que está o comando da televisão? É que tenho o técnico da Zon para arranjar a box já desmontei a casa e não o encontro. De uma coisa tenho a certeza: aqui há mão de Pulga. Elas escondem para que o outro não mude de canal. Já telefonei a ver se se lembram, nada; nenhuma escondeu, nenhuma sabe...não foi uma não foi outra e não foi o buzico...
Até que...
Baixinha lembra-se. Ah, já sei onde está, diz ela. Claro, foi ela quem escondeu. Desta vez.
Mas que Pulgas que põem a cabeça da avó pior do que já está. E o técnico agradece! Eu também, mas quando estiverem aqui vão levar uma malha de fio de luz dobrado. Olarilha! Uora se vão!

Eu, como sempre, muito convidada

Ainda não comprei nada, nadinha de prendas de natal. Ainda não decorei nada nadinha da casa, ainda nem sei para que lado me voltar devido a tantos convites para jantar. Viro-me para um lado, lá está um convite; viro-me para o outro, ops, um convite, levanto a cabeça, mais um. É de antigas colegas....ops...colegas de profissão (não venham lá os quiduchos levantar poeira outra vez!), é de amigos, família, dos aposentados, de ginástica, do voluntariado, do póquer, da canastra e depois as missas do Parto e o mais importante: o meu aniversário...hip hip hurra.
Caramba, é tudo em Dezembro? E Dezembro só tem 31 dias. Sou, realmente, uma rapariga muito socialaite.

Árvores de natal dentro de casa ainda não, obrigada

Que se enfeite os shopingues (pois que é uma manobra de marquetingue), que se decore as ruas ainda vá-que-não-vá, que nos entre em casa a publicidade através da televisão, que se faça listas imaginárias e listas de desejos, que se prepare os licores e as carnes, bem como os picles aceito mas decorar a casa com o pinheiro e a lapinha...jamé.
Vivamos cada mês intensamente...aproveitemos o Novembro sem antecipar o Dezembro. 
Mais dia menos dia a lapinha é enfeitada em Outubro ou no primeiro dia de aulas.
Ainda hoje comi castanhas assadas. Enquanto me cheirar a outono...
...E, no meu palácio, enquanto houver castanhas o pinheiro continuará na floresta.

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Não percebo nada de política

Sou, portantus, inculta neste capítulo, mas percebo de justiça. Sei que pode tardar como o frio, que ande por onde andar no inverno há-de chegar. Entendo que, num de-repente muda o governo assim como se muda de meias e, aqueles que agora esfregam mãos de satisfação, cá fora, num instantezinho estão lá dentro.
É uma questão de tempo. Também acredito em manobras de diversão tanto quanto acredito em bruxas.

E o que dizer disto?

Estou pronta para sair. Lábios pintados de vermelho escarlate, cara fresca cheia de creme anti-rugas, carteira numa mão, chave do carro na outra, olho ao espelho e sorrio. Estou bem, muito bem mesmo. Ego nos píncaros e saio.
Mas algo não batia certo nem mesmo a insistência do olhar das Pulgas me alertou. Só quando coloco o pé na degrau das escadas é que o branco do calçado contrastava com a meia castanha. Oh, diacho! Oh, mulher perdida! Nãn tás bem!
Tinha as chinelas de andar em casa ainda calçadas. E não fazia conjunto! Estas que, aqui, estão nos pés da Pulga-a maiveilha.

Numa de reduzir encargos

Adeus Telecines 1,2,3 e 4 e tv séries. Fomos muito felizes enquanto durou. Mas olha, o dinheiro é pouco para supérfulos e prefiro alimentar a boca que viver de ilusões; é que não prescindo de um bom vinho acompanhado de um bom queijo antes da refeição. Posso ainda vir a cortar mais mas nisso eu não corto ou não me chame avoGi-aquela-que-abre-uma-garrafa-de-vinte-euros-para-molhos.

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

É tão fácil ser feliz...

...Nós é que complicamos a vida com as decisões que tomamos, com as escolhas que fazemos no caminho que traçamos.
Para ser feliz há que dar apreço aos momento que vivemos, encontrar prazer no que fazemos. Para ser feliz há que viver a vida consoante as nossas expectactivas e não de acordo com o que os outros pensam ser melhor para nós. Para ser feliz não podemos permitir que as opiniões dos demais nos distraiam do caminho.
A vida tem um fio condutor, é a modos que um elástico preso entre os nosso dedos; pelo caminho da vida deixe-o esticar até mais não, mas não o solte. Nunca. Assim perderá o controle sobre a sua vida, deixando que os outros se apoderem da ponta do elástico. Não tente agradar a todos, essa é uma missão impossível pois que somos todos diferentes.
É este o meu lema de vida. E tento aproveitar ao máximo nunca me esquecendo de mim própria só para que os outros gostem de mim.

E dizem que os homens são mais desarrumados?

Meu povo, estais enganado. Há homens tão mas tão arrumados e mulheres tão mas tão desengonçadas no que toca à arrumação.
Há homens que mesmo estando num hotel para passar duas noites, assim que chegam ao quarto, mesmo ainda antes de ver as vistas, vão logo tirar a roupa da mala e colocar nos cabides tão alinhados, milimetricamente colocados, no roupeiro. Eu, mulher despachada e com outros interesses em mente deixo a mala e dirijo-me à varanda, observo as áreas circundantes, olho para as varandas a ver se tenho vizinhança, ver as vistas vá lá...só depois é que faço uma vistoria ao quarto. Cheiro os lençóis, passo a mão na cabeceira, vejo debaixo da cama, sei lá, pode ter um esqueleto...e concentro-me na casa de banho. Verifico a desinfecção, cheiro as toalhas...e depois disto olho para a mala e penso: desarrumar para quê? Está tão bem assim. Já arrumada para a saída.

E depois há aqueles momentos em que...

...reparas que estão todos entretidos e aproveitas para te sentares no trono, porque quando lá estás precisas de estar só. E, sentada ouves passos. De repente entram três Pulgas apressadas, uma que quer pentear-se, outra que quer uma mola para o cabelo e o mais novo pretende fazer chichi, e já salta e pula logo seguidas pelo macho da casa que, sabendo o quanto gostas de sossego quando obras vem atrás (das Pulgas) para que não aborreçam a avó.
E, assim, a obra que ia fazer...não foi feita.
E existem mais dois tronos nesta casa.

domingo, 23 de Novembro de 2014

Eu indico o caminho da luz, sigam-me

Dizem que não sou a única madeirense na internet. Oh, que coisa! Eu aqui a pensar que não havia mais ninguém com internet cá no rural.
Chatice! Mas de uma coisa tenho a certeza: sou a única com este blogue. E, neste reino sou a rainha, por isso, mando eu, sim? Faço e aprovo as leis também. Aqui recebo amigos, faço as honras da casa e dito as regras. Quem vier com um sorriso recebe um de volta, ou até dois vá lá, os outros que vêm com pedras na mão cá estou de peito aberto para receber e me defender como posso. Cuidado, pode fazer ricochete. Este espaço não representa os madeirenses em geral mas sim eu e as minhas Pulgas, em particular.
Que fique bem claro que escrevo como quero, uso as palavras da forma que gosto. Sou como sou e não deixarei de ser quem sou só para satisfazer egos que por aqui povoam.
E agora falemos de flores e da fotossíntese. Ou se preferirem, e porque estamos a um mês da Festa, de sandes de vinha d' alhos e de cebolas descabeche. Chega de amargos de boca!
Afinal nasci para mostrar o caminho da luz.

Pensar uma coisa e fazer outra

Resume-se a isto. Pensava eu que ia ter uma tarde sentada de sofá a preguiçar depois de ter dado descaminho às Pulgas, ou melhor depois de tê-las entregue aos pais, eis que, aquele com quem vou à bola, lembra-se de ir até aos píncaros da montanha captar uns momentos pois que não chove, está sol e uma temperatura que convida ao passeio.
Atão esta rapariga que vos quer bem, vai ter de se levantar âncora da cadeira que já tem lomba, e acompanhar o hôme. De uma coisa tenham a certeza: vou tomar uma bela poncha.
Mas estes maridos não deslargam...

Parecem bandos de pardais...

As minhas vizinhas do bairro até parece que vigiam a chuva é que, assim que dá um esteio, metem a chave da porta no dedo mindinho da mão, telemóvel última geração entre os dedos, porque as unhas de gel, compridas, com estrelinhas e corações não permitem agarrar, porta-moedas debaixo do braço, e caminho chão com elas até à tasca da esquina para aquele cafézinho em grupo. E viva a ajuda do senhor governo.