Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quinta-feira, 17 de março de 2016

Sapatos novos pés antigos

E, hoje, levei os meus sapatos novos a passear e eles portaram-se tão bem. Assim que cheguei a casa dei-lhes um beijo e agradeci por não terem atrofiado os meus ricos pezinhos de cinderela número 39.
Umas pantufinhas estes queridos! Foi como se tivesse saído descalça a pisar, com os meus finos pés, as pedras da calçada.
Obrigada a quem me proporcionou a compra de uns sapatos tão quiduxos, tão fofos tão queridos. Eu e Moi-Même. Porque se há coisas na vida que para mim é um tormento é, precisamente, ter sapatos a martirizar os pés.

quinta-feira, 10 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

Pai Mãe e Filho

Estas são as datas que aprecio: Dia do Pai, Dia da Mãe e Dia da Criança.
Embora o Dia do Pai a mim não me diga nada, em virtude de não ter tido pai, mas tive um tio e irmãos que me estimavam e, diria que, podia até riscar do calendário, mas tenho filhos que têm pai. Dia da Mãe porque sou mãe, tive uma mãe biológica e uma de coração, a minha tia-velha, e é um dia em que relembro todas as mães que conheço, mesmo aquelas que não tendo parido são mães ( novamente aqui incluo a minha tia-velha), Dia da Criança porque já fui criança muito amada e querida por duas mães e irmãs e em mim existirá sempre uma criança e na minha casa houve e haverá sempre crianças - as Minhas lindas Pulgas.

Quantos estúpidos existem...

Ou são estúpidos ou não vêem a lua, mas querem ver a cor do verniz ou o tamanho do dedo.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Não sei porquê!

Coloco as meias casadas, ou seja aos pares na máquina de lavar e ao tirar coloco no estendal, quando estão secas faço o que se faz: juntá-las ou casá-las duas a duas, o pior é que há sempre meias a mais (ou a menos depende da perspectiva).
Isto leva-me a pensar que dentro da máquina elas zangam-se e na rua descasam-se. Divorciam-se. Só pode ser por esta razão que ao dobrá-las há sempre meias solteiras.
Ou divorciadas. Ou viúvas, credo em cruz, sim se calhar morrem afogadas, coitadas! Ou então desintegram-se tipo "Missão Impossível"! Mas que sobram ou faltam lá isso é verdade! E eu juro: meto-as aos pares...

Tal qual eu

O mê Gugu, neto de seis anos, esperto que nem um alho (não percebo a lógica desta frase, mas adiante), disse-me que tinha um cromo do Cristiano Ronaldo, contente que estava (afinal este craque move corações), e que ia escondê-lo "bem escondido para ninguém roubar, tão bem escondido que passados dez dias nem eu vou saber onde o escondi, avó".
Ri-me porque, afinal isto toca a todos: novos e velhos, está mania de esconder e passados "dez dias", como diz o meu Gugu, não saber onde se escondeu o dito.

sábado, 5 de março de 2016

Já vos aconteceu certamente

Hoje, chego aqui ao meu humilde casebre para poisar a modos que passarinho num galho e dizer alguma coisa, mas não sai nada. Estou sem cérebro. Perdi-o, não sei onde o deixei, certamente algures entre o dia de ontem e o de hoje.
Por isso meus e minhas darlingues nada a dizer. Aliás, digo que a minha cabeça já não é uma boa cabeça. Outrora sim, ó se era, muito boa mesmo, redondinha como uma bola de catchu, e rodava como um pião! Hoje não! Que pena!

quinta-feira, 3 de março de 2016

Eu ponho-me a jeito para isso...

Adoro fazer-me de inculta e, por vezes, tonta para atinar e brincar com as minhas Pulgas quando me fazem perguntas. Para constatar se elas sabem a resposta, digo que não sei, muitas vezes são assuntos de escola, por exemplo: contas de somar, sons de letras, reis, rios, metade dobro e por aí adiante...
Há dias o mê Gugu, na mesa, ao almoço, dizia ao avô ao mesmo templo que saboreava o lombo de porco com nozes que: "a avó é boa a fazer comidas não não é boa da inteligência" e com o dedo indicador fazia círculos na têmpora.
Burra sim, mas com mãozinhas de fada para as tarefas domésticas. Ao ponto que cheguei! Mas pronto, pus-me a jeito de ouvir...

Ou o síndroma da pergunta/resposta

Infelizmente, é um mal desgastante no dia a dia. Ouvimos e no preciso momento já estamos desejosos que o outro acabe de falar para responder. Será tido como um direito de resposta?