Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 22 de março de 2017

Há quem ache bem mas há quem ache mal.

Numa reunião em que a presidente fazia-se acompanhar pelo seu filho bebé e, aproximando-se a hora da mamada do crianço pois já se ouvia os acordes musicais,  tipo guinchos, ela - a mãe-presidente de um conselho escolar com mais de cem docentes -  tira a mama do sítio, coloca-a à vista de todos, vai ao ovo tira o busico e continua a reunião com ele a mamar.
Ora, eu mulher de sessenta, arregalo os olhos e olhei para os colegas-homens que, de incomodados com a descontracção da presidente, baixaram a cabeça.
Ora agora digam lá...Acham bem ou mal?

Há momentos em que preciso de cinco litros de café

Hoje é um desses momentos.

Mulheres e homens da minha vida e do meu coração, vocês sabem lá o medo que tenho de viajar de avião. Vocês nem sabem quantas vezes vou ao WC tal é a sensação de desconforto e o nervosismo que se instala nas tripas​!
Vocês meus amigos não acham que tenho razão quando digo que num mundo tão grande com tanta terra eu, rapariga dada a medos de avionar, nasce num pedaço que quase não figura no planisfério de tão pequeno que é, e ainda para piorar rodeado de mar todos os lados que é como dizer que para qualquer lado que me vire é sempre mar?

Vocês meus amigos e amigas a sorte que têm de poder meter as unhas no guiador do carro e comer alcatrão, que é como quem diz: andar sem parar, por essa estrada fora, porque eu se quiser sair da minha zona só de avião, de barco ou a nado mas já experimentei - a nado - e só avancei um bocadinho como daqui ali...e olhem, estou a apontar com o indicador de onde até onde...

Fotografia: Santa Cruz, vendo-se, ao fundo, o orioporto, arioporto, aroporto, araporte ou orioporto, qualquer uma quer dizer: aeroporto

terça-feira, 21 de março de 2017

Juro que vi mas ela não viu que eu vi

Sentada dentro do carro à espera da hora em que começa a ginástica e, como o carro estava virado para o passeio em frente da farmácia que fica ao lado do ginásio, presenciei este episódio.
Sem nada para fazer olhava para dentro da farmácia onde somente umas moscas voavam pois que doentes não havia nenhum e ainda bem. Nisto a doutora, já de bolsa a tiracolo para sair, sem bata, vai à prateleira tira uma embalagem de creme, desenrosca a tampa, espreme a quantidade equivalente a uma ervilha, das grandes, de creme na costa da mão, enrosca a tampa e vualá, coloca na prateleira para ser vendida e sai a massajar as mãos.
E eu a ver a cena, mas ela não me viu. 
Amanhã vou à farmácia e peço uma embalagem do dito creme e digo logo: "senhora doutora, não quero aquele que ontem tirou uma ervilha, das grandes, e deitou nas mãos". 
É muita lata! Daqui para a frente levo a balança para pesar tudo o que comprar na dita farmácia!

E, pronto, estalou o verniz

Eu não queria acreditar no que os meus olhos viam! Eu que perdi tempo da minha vida, da minha vida que é a modos que um carrocel, vai acima vem abaixo...
Não mereço, vocês sabem, pois conto aqui passo a passo a minha vida!
Julguei e mal aquilo que pensei ser a coisa certa, era o que esperava e digo que esperei tanto e agora acontece isto!?
Queria ser como aquelas mães de antigos alunos que tinham umas unhas de causar inveja até aos roedores. E, depois de muito pensar comprei o catalisador ou forno ou máquina de unhas de gel, como queiram chamar.
Mas as minhas unhas, malvadas do diacho, lascam. Leio sobre mulheres cujas aguentam quinze dias. Eu pergunto: não usam as mãos para trabalhar? Ou o defeito é das minhas. Será?
Se assim for não há volta a dar estas são as minhas unhas e não há tempo para mudar. Teria de renascer.
"Dilhemas", como se diz em madeirense puro, "dilhemas" de quem gosta e quer ter umas unhas como as que passam na televisão e baba só de ver!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Anda ver o mar e esfoliar as costas e os calcanhares nas pedras

Ohhhhhh, é de areia preta! Devem estar a dizer baixinho com ar de decepção! Pois é, não estamos nas Caraibas! Atão não sabem que a nossa pedra é basáltica? Nunca poderia dar areia amarela.
Mas é linda!
Ohhhhhhh, mas tem pedras! Ah, pois tem. Atão não gostam de esfoliar os calcanhares e o corpo? Não pagam por uma sessão de massagens com pedras quentes nas costas?
Aqui é de borla!
Vamilhá correr na praia...Se conseguirem!

Fotografia: Praia Formosa, Funchal, Madeira

Começo a ficar farta

Ando aqui numa de: vai-à-rua-entra-pa-dentro-olha-o-norte-olha-o-sul, numa de vigiar o tempo. É que ontem deixei a roupa no estendal da rua a secar ementes almocei.
Já estava enxombrada (como dizia a tia-velha), quer dizer: meia seca, e assim que cheguei vou vigiar e, estava novamente molhada (irra espirra) . Tirei da rua, coloquei no estendal interior e pela manhã olhei o céu, não vá o Pedrocas mandar baldes d´'água e eu estar desprevenida, mas começo a fartar de andar a vigiá-lo. Ainda há pouco, cabeça espetada pó ar, nuvens carregadas lá pó norte, o sol brilha cá em baixo.
Será que...? Ou será que não... ?
É melhor não me fiar no tempo. Vou mazé voltar a por a roupa cá dentro.
Ai vida esta de mulher a dias! E Moi-Même (a rais-parta da empregada ucraniana achou de ir de férias!) que não aparece há tanto tempo! É que eu e Moi-Même sempre eram duas a vigiar: uma vigiava o norte outra vigiava o sul. É que a minha cabeça parece um cata-vento. E, também começo a ficar farta dela!