Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Por vezes, muitas vezes nem tudo o que parece é

Por vezes escrevemos um texto e quem lê sente como se fosse escrito a pensar em si. Por vezes identificamo-nos com determinados temas.
Por vezes, porque estamos sensíveis o pensamento viaja e sai textos mais lamechas os quais são escritos com o coração na mão.
Por vezes e só por vezes os textos são direccionados.
Por vezes escrevemos aquilo que nos dói, tomando pelo princípio que quem lê interpreta como nós escrevemos. Porque, por vezes, os textos têm um fundo de verdade e são tidos por mentira. Outros há que, por vezes, não têm nada de verdadeiro e quem lê dá um sentido que não é aquele pelo qual foi escrito.
Por vezes, fazemos um bicho de sete cabeças quando, afinal, o bicho nem cabeça tem.
Por vezes quem lê coloca maldade onde não existe, porque, por vezes, consegue ler nas entrelinhas.
Por vezes, algumas vezes nem tudo o que parece é.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Pergunta do dia, esta para queijinho...

Imaginem esta cena: avô no sótão da casa; Baixinha - a neta de oito anos - no quintal, por baixo, ele joga o atilho...prontes, o barbante com um gancho na ponta, ela mete o gancho na asa do garrafão, ele puxa um de cada vez os cinco garrafões para guardar no sótão.
Ela coloca a mão na anca assim a modos que peixeira do Bolhão quando termina o trabalho com o avô, e pergunta:
- Avô, para que queres tu essa tralha toda guardada no sótão?!

A bem dizer, só os homens e mulheres do meu tempo é que são gardadeiros (que guardam tudo, como se diz em Câmara de Lobos, zona piscatória da Madeira).
E digo: até um ferro de engomar que já faleceu há três anos está "gardado", não sei se à espera do dia do Juízo Final...
Mas, digam-me, vocês também guardam em vez de deitar no lixo?

Não há nada melhor que ter uma boa vizinhança

O meu vizinho da esquerda...esquerda se estiver virada para norte e se estiver de frente para o mar é à direita, é um bom vizinho, deixa sempre a luz do quintal acesa toda a noite até de madrugada e assim não preciso de acender as luzes da minha casa quando vou ao quintal; já o vizinho da frente se estiver virada para a casa dele e de trás se estiver de costas, é um bom companheiro, põe o Carlos do Carmo a cantar "os Putos" toda a tarde e depois o Toni de Matos "Não venhas tarde" que até já sei as letras de cor e trauteio quando estou na rua, a estender a roupa (ainda bem que não é a Ana Malhoa, canão punha a dançar aquela dança louca que chocalha o corpo todo e a roupa, cá-te-vistes), por isso, não preciso de ligar a telefonia. Assim poupo uns trocos na conta da electricidade à conta da boa vizinhança que tenho.
Olarilha! Tudo boa gente.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Se para emagrecer é necessário sofrer...

...atão deixem-me ser como sou: com umas lombas bem delineadas, uns pneus recauchutados, umas gorduras localizadas e embutidas, mas sem dores, porque sofrer para ser magra não está nos meus planos. Um corpo de manequim dá trabalho, todo aquele osso à vista.
Ossos eu também tenho só que estão cobertos por uma leve camada (mentira, é bem grossa), de gordura. Mas sabem a gordura na carne de porco é o que dá sabor, não é?
E dizem que as gordinhas são mais felizes...

E depois há aqueles fins de semana

Aqueles que não sabes que para que lado te viras de tantos convites. É pra jantar, almoçar, penicar...
E, caramba, por que razão só me convidam para comer? Porque não me convidam para correr, mesmo que fosse antes de comer? É só para ingerir calorias. É farinheiras, alheiras, chouriço e bacon. É queijos da  serra, de meia serra, é amanteigados, salgados e afins...
Uai (inglês)? Não sabem que estou de dieta, não? Não se lembram que prometi não comer enchidos? Certamennte, já notaram que fecho os olhos quando do me deparo com umas entradas de arregalar o olho...
Ah, entendo, querem que eu só faça companhia, é isso? Pois, desenganem-se. Eu vou e vou encher o pandulho que é o mesmo que comer à fartazana...
Ou não me chame eu Avogi. Ver e não comer...Consigo lá eu!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Se fôr galinha ainda vá-que-não-vá,...

Costumo me aliviar, ou melhor dizendo aliviar o porta-moedas num mini-mercado cá da zona que é propriedade de um venezuelano. Sempre que passo em frente ao dito ele chama-me para me alertar dos frescos. "Vezeinha, hoje os grelos estão em promoção, vezeinha as nonas baratearam". Vezeinha, os tomates ca vezeinha gosta tão mai baratos . São realmente um espanto. São do melhor que há. Frescos, sumarentos, vermelhos...
Mas hoje reparei que cocheava, tinha o pé a apontar para fora em vez de ser para a frente. "O que lhe aconteceu, senhor José?" Pergunto colocando o meu ar de pena pela situação.
"É a gota, vezeinha, e sempre que como frango duei vezes num dia fico pior". Mas sabe, continua ele, se fôr galinha não me faz nada."
Como?! Pergunto admirada.
Verdade, vezeinha, se fôr galinha velha não me faz mal. Agora se for frango fico assim.
Bem, eu vim para casa rir...A imaginar o senhor José - o Venezuelano a trincar uma galinha velha e a dar umas carreiras atrás de um frango.