Nunca tive tanta pulga. Para qualquer lado que me vire lá está uma. É à frente, é atrás, mas no colo é onde mais as encontro. Todos os dias me perseguem, eu fujo, escondo-me mas encontram-me sempre. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Por que eu faço anos

De braços abertos porque vou fechar a década de cinquenta. Parabéns a mim que mereço estar aqui. Completo, hoje, cinquenta e nove invernos...Sim, que sou aquela que nasceu numa noite invernosa com trovões e tudo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Começo a ficar farta

Hoje só recebo mensagens de ofertas. Primeiro foi uma limpeza dos dentes, depois um tablet, agora uma viagem de sonho. Parem, se faz favor.
Não quero limpar os dentes, não quero um tablet e sonhar dá tempo quando estiver na cama.
Irra pah! Desimpeçam a caixa de correio.

O que eu me ri

Acabadinha de limpar os vidros da porta, olho para eles e comprovo que estão muito bem limpos e, até me lembro de uma cornada dada pelo meu cunhado na Primeira Oitava do Natal quando ia entrar sem ter corrido a porta e bateu de frente, só não partiu o vidro, mas quase...
O meu gato, um pequenino que me atropela por estar sempre a curvar nas minhas pernas, estava ao meu lado a ver, claro, que limpar ele diz que não sabe, quando enxoto-o par a rua e, faço-o a bater palmas, mas nem eu nem ele reparámos que  porta estava fechada. Coitado o bichano, ia obedecer tão rapido, antes de levar um pontapé no traseiro que fez exactamente como o meu cunhado, que Deus o tenha, bateu de frente no vidro que até abanou. Abanou o vidro e ele esfregou o focinho, só não chorou o peste.
E eu ri-me da cena. Ri-me por me lembrar do falecido que andou uns dias com a testa inchada e, ri-me do gato que vai andar uns dias com o focinho vermelho.

Gingó beles gingó beles

Eu cá não sei vocezes, mas eu sou apanhada pelo Natal. É assim, custa a entrar, mas depois já custa a sair. Tou desejando, prontus, é aquela magia que anda no ar como a poeira, é as iguarias que provocam largura na zancas, mas nada importa, pois que este é o mês da engorda. Enfardar sandes de vinh' alhos e pão frito na banha de porco é a meta, abrir as prendas e ter aquele almoço de família que nos faz dormir toda a tarde uns em cima dos outros é o desejo.
Mas estou ansiosa para ver pela milésima vez o "Sozinho em casa" e "O amor acontece", e ver circo ainda com animais. Estou a caçoar, detesto um como o outro e circo. Por isso, enquanto dá estes filmes eu durmo com Morfeu. Ai, sou pior qu' a canalha.
Gingo Beles...Gingo Beles..

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Mas querem mesmo saber?!

O Bisalho chegou bem, com as penas molhadas mas já sequei-as. A aterragem foi péssima e, aqui, o rapaz tem a quem sair, pois é, pra mim as aterragens no meu rural são sempre péssimas, pode até o avião nem abanar, e até deslizar bem mas eu, rapariga com pânico travo com os pés assim que o aparelho bota as rodas na pista.
Ora, como estava a dizer, antes de me interromperem, os voos anteriores ao do mê Bisalho, foram desviados...não, credo, não foi  pelos terroristas, por Deus, foi por causa do vento e chuva eh, pah, ventava tanto!
Houve um que fez-se à pista e nem poisou a roda da frente, alevantou-se logo.
E eu a ver o rapaz cagado de medo (desculpem a expressão) lá dentro do avião! É que mãe sofre cá fora como se estivesse lá dentro.

Como criar inimigos, isso eu sei bem

"Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa."
Essa frase foi dita pelo (meu amigo) Martin Luther King e está cheia de verdade. Senti e sinto cravado ainda na pele os inimigos que criei por ser verdadeira, por ter uma opinião contrária, por expôr as ideias, argumentando a realidade. São poucas as pessoas que aceitam ideias divergentes, fazendo com que desperte a ira num rebate-bate até que, cansado por não convencer, abandona a conversa, virando as costas, deixando o outro a falar sozinho. Eu entendo como covardia, falta de educação levantar-se da mesa, com esta frase: " não tenho pachorra para lavar a cabeça a burros". 
Burros? Burros por divergir, burros por apresentar um ponto de vista deferente, um raciocínio baseado na veracidade, burros...por que em falta de argumentos é a forma mais fácil de acabar a conversa. Só os ignorantes não sabem respeitar as opiniões diferentes, li algures e encaixa perfeitamente nesta situação.

Mas nesta altura toda a gente tem pressa?

É que é um ai-nos-acuda andar nas ruas da cidade. Toda a gente apressada cheia de sacos, num entra e sai das lojas, carros e mais carros a tentar um lugar para estacionar, mal-parados em cima de passeios, atravessados na rua a obstruir outros...
Enfim, neste mês toda a gente tem pressa.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sagitariana, a idealista do Zodíaco

A mulher nativa de Sagitário é muito social e extrovertida. A essa personalidade efervescente junta um grande idealismo. As Sagitarianas acham que é possível fazer sempre mais e melhor, e mudar o mundo.
Para uma mulher Sagitário a palavra "impossível" não existe.

Não são palavras minhas, mas é o meu retrato. É mesmo isto sem tirar nem pôr.
Sou Sagitariana com muito prazer e bebo cada uma das palavras escritas, nesta página. E bai de uei, sou não sou? E ainda faltam outros atributos...

E vou ter mais um em cima de mim

E estou tão empolgada e desejosa de o carregar nas omoplatas.
Amigos, eu bem queria mas, não é neto que vem a caminho, é somente o meu dia de anos. Se induzi em erro e fiz-vos pensar em Pulgas ou Bisalhos desenganem-se, eu bem mando umas piadas, umas bocas ou até mesmo indirectas, mas nada. Não há moita por onde saia coelho.
E vem mais um (ano) a caminho...
E vou ter mais um (ano) em cima de mim...
Daqui a três dias...
Nada de mais netos por enquanto. Bem que eu queria!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

BenFica e faltava eu falar...

E fica bem estar no topo para alegria do sócio cá da casa. Pronto, eu também me manifesto calada, mas esta não podia deixar escapar. Deixem passar o Glorioso - o maior de Portugal.
Ser benfiquista, como é o mê Bisalho, é ter na alma a chama imensa...

E vem mais um a caminho

E não estou preparada para o receber. Estamos tão bem assim para quê mais um? Estou contente e vou recebê-lo de braços abertos, de sorriso largo e de coração cheio de felicidade.

Por que razão as mulheres gostam de coisas grandes?

Eu respondo: para depois terem dificuldade em manejar.
Ela leva a coisa para a cidade e procura enfiar no primeiro buraco que encontra, olha para um e chega à conclusão que é apertado, nem tenta, neste não. Decididamente, a coisa é comprida, larga, o buraco é pequeno...
De repente, mais à frente um buraco fica livre e...agora sim, um buraco bom. Vai à frente e toca, vai atrás não entra. Nem de frente nem de trás. Como sozinha não dava conta, pede ajuda à p' ssoa que de fora olha pó buraco, olha pá coisa, mentalmente tira medidas e diz que sim, cabe. Ela tenta. Não dá. Desiste. Se não entra à primeira mais vale desistir. A coisa não entrava mesmo, nem com a ajuda  de dez camelos. Ela desespera. Não entra, o espaço até é largo, dava para meter dois, mas não quer estragar a coisa que é grande, bem sei, que é do marido, ainda por cima, embora tivesse visto uma mulher a sair do mesmo buraco com uma coisa que até parecia ser um pouco mais comprida. E os outros em fila à espera, também, de um buraco e ela ali...
Ai, se fosse mais pequena tinha dado para meter mas o tamanho aliado à falta de jeito faz com que não estacione o carro e desista, procurando um buraco ainda maior.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Não sabia!

E se não lesse o Diário de Notícias continuaria na penumbra. Diz que "a onda de frio que se está a sentir na região deve-se a uma descida de temperatura".
Esperteza.

Tão preguiçosa a minha empregada

A minha empregada doméstica - Moi-Même, imigrantre ilegal, recolhida em minha casa por mim, grande benemérita das causas perdidas, anda com umas ideias no que toca à limpeza da casa.
Ainda ontem vi-a de perna cruzada, sentada no sofá, precisamente no lado que uso para descansar, a ver um filme indiano-policial-de amor no faroeste e a casa toda para aspirar, e o pó a brilhar ao sol.
Eu, dona do palácio, pergunto a Moi-Même - empregada, se não era boa ideia fazer as limpezas da Festa, uma vez que elas estão a chegar.
Estava a roer uma maçã reineta e continuou sem me passar cartão. Irritei-me, caramba, eu falo com ela e finge que não me ouve. Mas amanhã sssim que Moi-Même se levantar da cama lá estarei a dar-lhe as boas-vindas, de pano, avental, vassoura e pá numa mão e o aspirador na outra para lhe explicar como se faz a limpeza da Festa.

Na Festa mata-se o porco

Lido e pedido para trazer até ao meu humilde casebre e veio directamente de Macau, deste blogue: "Devaneios a Oriente". 

Passos Coelho e o motorista passeavam por uma estrada no Alentejo quando, subitamente, atropelaram um porco matando-o instantaneamente.
Passos Coelho disse então ao motorista que fosse até à quinta e explicasse o que tinha acontecido ao dono do animal.
Uma hora mais tarde, Passos Coelho vê o motorista a cambalear em direcção ao carro, com um charuto numa mão e uma garrafa de uísque na outra. 
A roupa estava toda amarrotada.
- O que é que aconteceu? - perguntou Passos Coelho.
O motorista respondeu:
- Bem, o dono da quinta deu-me vinho, a mulher cigarros e a boa da filha de 19 anos fez amor comigo apaixonadamente.
- Meu Deus! Mas o que é que lhes disseste? - perguntou Passos Coelho.

- Sou o motorista do Passos Coelho e acabo de matar o porco!