Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Eu tão só tão só

Há muito tempo que não tinha um dia só para mim. E, sendo eu como sou, sagitariana ao expoente máximo, adoro estes dias.
Dias em que não programo almoços jantares, dias em que tenho a casa só para mim e oiço até o meu estômago a roncar. Sem Pulgas, sem o mê senhor que foi para o rallie, nem vejo horas. E o que se faz nestes dias em que estou só?
Queriam, se estão a pensar que relaxei deitei espreguicei e sornei, desenganem-se...escafiei a casa, desde banho de lixívia a cera e a roupas lavadas nada ficou por fazer. E Moi-Même? Essa bitche, nem levantou o aspirador do chão quando me caiu em cima do pé.
Gosto de estar só, com a certeza porém que não estou só.

É já a partir de amanhã...

...que fico com o coração cheio.
Aquela parte que me parte e reparte pela saudade chega logo pela manhã. Amanhã, de manhã, a família está completa. Chega o mê Bisalho com a sua Madame (projecto-nora) do norte.
Amanhã salto de alegria. Se o mu do tremer ou chocalhar não se aflijam, saibam que sou eu com aqueles saltos que dou para me pendurar ao seu pescoço e enchê-lo de baba.
Amanhã pode o mundo acabar que não me importo, pois tenho a família à minha roda. É e será sempre a minha maior alegria.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Detesto gente mal-humorada

Tenho o prazer de conviver de perto com gente carrancuda que não esboça um sorriso como se eu tivesse culpa do dia não ter corrido bem.
Custa sorrir mesmo que a vida nos dê limões quando nós queríamos laranjas?

Vá lá chamem-me estúpida

Tonta, tantã, parva, retrógrada, velha, inculta e outros, mas que eu não oiça, vá lá, respeitinho, sim?, mas comer bolas de Berlim na praia tem um não sei quê que não me agrada.
Aquele açúcar, aquele creme, aquele pegajanço nas mãos aliado à areia que com o vento salpica na bola, deixa-me nauseabunda. E, bolas de Berlim com areia não é para mim, mas já se for um prato de lapas, camarão e polvo de cebolada vai tudo. Assim a modos que lamber os dedos desde o mindinho ao polegar.
Bola de Berlim só mesmo ao longe. E no Inverno.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Procriar também é um acto natural, não é?

E podemos fazê-lo em público, assim como dar a mama?
Esta dúvida corroi-me. É que por este andar vamos passar a ver tudo só porque são "actos naturais" de animais. E para quando um parto natural enquanto se debate a lei da adopção? Ou a da IVG?
Isto (ainda) a propósito da deputada argentins que amamentou o seu bebé no parlamento.

Peste grisalha

Há para as bandas da Assembleia da República quem chame aos reformados "peste grisalha".
Ora bem senhor deputado eu, na qualidade de aposentada tenho o prazer de ser grisalha, assim como a senhora sua mãe e pai, e, certamente devem estar triste com Vossa Excelência por serem assim considerados. Não sei o vosso relacionamento mas, tendo em conta, a forma como fala dos reformados julgo que os seus progenitores, neste momento, devem pensar que raio de filho que abrótea que misantropo conceberam.
Eu ficaria triste se filho meu me chamasse e incluísse neste fragelo que é a peste.
E já agora, deixo o artigo de opinião de Ferreira Fernandes sobre o assunto.

"Porque me doem as cruzes, a figadeira já não é a mesma e... e... ai, queres ver que me esqueci do que estava a dizer... ah, já me lembro! Porque há razões para isso, só agora vou escrever sobre um assunto que veio à baila há duas semanas. Carlos Peixoto, deputado pela Guarda, deitou crónica no jornal i. Onde escreveu: "A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha." E acabou assim: "Se assim não for, envelhecemos e apodrecemos com o País." O resto do texto era sobre não nascerem portugueses suficientes, o que é facto, mas escrito por ângulo insultuoso para os idosos. Daí as tais duas frases em que aos velhos o deputado colou as seguintes ideias: contaminar, peste e apodrecer. Ele disse e foi silêncio. Na semana seguinte, Peixoto disse que quem aceita "o casamento homossexual pode também vir a aceitar o casamento entre irmãos, primos diretos ou pais e filhos...". Foi um escândalo. Ora num país que já foi governado por D. Maria I, casada com o tio, o que deu com que o seu filho, D. João VI, fosse primo direito dela e sobrinho-neto do pai, D. Pedro III, comparações tão tolas como a do Peixoto deveriam levar ao sorriso. Mas foi um escândalo, porque com a sua tolice Carlos Peixoto indispôs-se com poderoso lobby. Já o insulto à peste dos apodrecidos velhos passou incólume... E Carlos Peixoto apresentar-se-á fresco às próximas eleições, na jovem Guarda, terra de ganapada, maternidades prenhes e liceus à cunha."

Tão bom.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Faz muita falta

Como já referi o meu telemóvel aquece como se fosse uma panela de água a ferver, atão, hoje, munida do respectivo, mais a garantia, mais a caixa ainda nova e guardada religiosamente para o dia em que ele adoecesse, fui até à FNAC, passo a publicidade.
"Tem algo aqui com importância?" Pergunta o empregado. Retórica, a pergunta, uma vez que tudo o que tenho é importante, seja jogos, contactos ou fotografias.
"Mas tenho uma cópia de segurança, porquê?" disse eu.
"Ah, vou ter de limpar tudo, pode haver aplicações em conflito. Se não resultar assim tem de ir à fábrica e demora um mês.
Aí arregalei os olhos o quanto pude. "Um mês e que faço o quê, sem telemóvel durante um mês?"
Encolheu os ombros. Claro, se fosse o dele outro galo cantaria, mas é o de uma cliente. Daí que para ele um mês ou um segundo equivale ao mesmo.
O peito, o meu, sobe e desce de raiva. Raiva da boa, assim como há inveja da boa, suponho que haja, também, "raiva da boa".
E salta e pula olé olé


Ai é!? Os portugueses têm uma má imagem de Portugal?

Pudera, se somos nós que vivemos neste país como não ter uma (má) imagem, quiça a mais correcta?
Pensem comigo, se faz favor. Os estrangeiros adoram Portugal, acredito, eles ganham mais que nós e estão de férias logo, toca a não olhar a meios, e desembolsar o que amealharam para as férias, cpisa que nós não temos hipótese de fazer. Nós quando vamos de férias para a estranja tudo é mais caro. Atentem no exemplo: em Espanha Continental, uma bica custa mais de um euro em qualquer café espeluncoso que por lá haja. Em Portugal uma bica custa menos de um euro em qualquer sítio tomando de exemplo a espelunca que falei. Um castelhano que por cá faça férias toma dois café pelo preço de um, logo, acha que em Portugal é barato. E depois, o ordenado mínimo e a reforma de outros países da zona Euro, são superiores ao nosso e, por isso, mesmo doentes, de bengala, em cadeira de rodas, e de idade avançada têm possibilidades de férias. Nós por cá...bem, não preciso de dizer que os nossos reformados não possuem verbas suficientes para férias, preciso ou sabem do que falo?
Ah, e Portugal é lindo, dizem eles. Oquei, venham para cá, e tenham a ousadia de adoecer, assim estão aptos a comparar a lindeza deste com o seu país de origem.

Vida difícil a minha e a de Moi-Même.

Ementes os netos piscinam, a avó - eu, coloco-me em posição de relax. Assim que esta criatura - eu, assento a cesta na rede, Moi-Même faz exactamente o mesmo. Esta diaba de empregada imita-me em tudo! Farta, fartinha dela!
A bicha que me ajuda nas lides domésticas, imigrante ilegal do Caribe, acha-se dona do espaço, quando me vê de perna esticada na rede, tungas, vai de descanso, exactamente para o mesmo sítio.  Diz ela que a vida é dura. E eu não sei?

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Isto de colocar a mama de fora para dar de mamar

Uma deputada argentina está a ser tema de conversa devido a ter amamentado a filha bebé no parlamento.
Ora, a mim não me choca o facto de dar a mama, o que faz soltat a brotoeja é ter colocado a mesma de fora, e diga-se uma grande mama, sem se cobrir, uma vez que estava num local público. É um acto natural, sempre foi, não é de agora, mas antigamente a mama não era para mostrar a todo um país.
Caramba, há tantas formas de amamentar sem ser tirar a dita por cima do soutien.
Só me lembrei da Ciciolina que foi tão afamada e difamada por isto mesmo: andar no parlamento com a mama de fora. Qual a diferença?

Este meu telemóvel...

...aquece tanto que julgo poder estrelar um ovo em cima dele.
Ainda há dias estava eu com ele encostado à orelha e tive a sensação que ela - a orelha pegava fogo, ou então, estavam a falar mal de mim. Não dizem que as orelhas fervem quando somos objecto da conversa alheia?
Mas vero, vero, este estapilha dum raio ferve e aquece que se puser uma frigideira faço um bolo do caco. Para comer com o ovo frito que falo em cima supra.

Amor sem limites

"A menina, de doze anos pertence a uma família de baixo nível socioeconómico e tem perturbações de desenvolvimento, o que torna o caso, descoberto em abril, ainda mais polémico.
Os psicólogos que acompanham o caso sublinham que a rapariga não está consciente da real situação e que ao desejar ter o bebé pretende preservar o relacionamento com o pai, que atualmente está preso."
Transcrito do Jornal de Notícias.

Mais um bandido a ver o sol aos quadradinhos.

domingo, 26 de julho de 2015

O que é que vais fazer domingo à tarde?

Ora bem, queria eu trocar a perna, dançar, kizombar como se fosse o dia do Juízo Final; queria eu cruzeirar pela Europa do Norte; queria eu adormecer e acordar nas Caraíbas ao lado do pirata Jonhnny Depp, mas não.
Não sei se continue a sonhar ou se acorde porque...
Domingo à tarde vou mazé surfar! Tenho a prancha, tenho o fato, alguns, melhor dizendo, tenho o tempo a meu favor, só falta mesmo agarrar uma boa onda.
Bora lá passar a roupa a ferro que faz-se tarde.

sábado, 25 de julho de 2015

Eu prevejo, eu adivinho tudo, excepto...

A sério, muitas situações consigo prever com antecedência (prever tem sempre de ser com antecedência, não é? Um pleonasmo!), mas sim, consigo adivinhar algumas reacções das pessoas, frases que vão dizer mediante uma situação à qual são postas à prova, prevejo, também, quando numa estrada o carro da frente vai voltar à direita mesmo sem fazer o pisca, imagino o que acontecerá em certos momentos da minha (curta), existencia e, não tarda, acontece exactamente como imaginei, mas só não consigo prever os números que irão sair da tombola à sexta e ao sábado. Ou seja, os números que me dariam uma felicidade tamanha!
E isto irrita-me, completamente.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ciúme patológico

Hoje debati este tema com uma vítima desta patologia. Uma vida controlada e vasculhada até ao ínfimo pormenor. Uma obsessão que faz da vida conjugal um inferno. Raiva, vingança e sofrimento de ambas as partes numa relação já afectada pela doença. Um flagelo.
Ela morreu devido à doença, ele tenta, agora, viver. Bem merece, pois viveu no inferno estes últimos anos.
E eu que, na maioria das vezes, defendo as mulheres, neste caso, estou do lado dele.