Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 30 de março de 2014

E foi assim...

...Um belo fim de semana.
Boa comida, boa bebida, gargalhadas, asneiras, mesmo com mau tempo é possível passar-se um óptimo fim de semana.

sábado, 29 de março de 2014

Bem sei que primavera não é verão...

...mas não é preciso tanta chuva, frio, vento e...neve. E este fim de semana era para ser um em grande, mas com a previsão do tempo mais vale estar aconchegada.
Bem, temos de viver com aquilo que temos como dizia Mario Soares (e por isso ele vive à grande e à francesa), e é o que temos por aqui, no meu rural.
De qualquer forma, não quero que vos falte nada, por isso, como sou amiga de "vocezes" envio um punhado de neve, frio, vento. Ide acender a lareira e colocar os "pezes" no calor. Cuidado, já vi sapatos ficarem encrequilhados (como se diz por aqui) por causa do calor. E da cabeça, que quem põe sapatos a aquecer na lareira só pode ser tonto.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Violetta

E diz a minha Baixinha, ao receber um convite para a festa de anos de uma amiga que esta letra é de bruxa. Referia-se à letra da palavra Violetta. E eu fiquei a saber que Violetta é uma novela que a criançada adora ver e, passe a publicidade, passa no  Disney Channel. E, as minhas Pulgas põem a gravar (e eu nem sabia disso), quando vêm almoçar para verem depois ao lanche.
Vício, só vício.
E cada artigo da Violetta abrasa como lume. Sei do que falo, pois tive uma encomenda, e o mais caricato é que estava esgotado. As coisas que eu faço, as voltas que eu dou, para satisfazer o desejo dos netos.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Vá para fora, se puder, se não fique cá dentro

Quem vive na Madeira, por vezes, é mais barato ir de férias às Canárias do que propriamente a Portugal Continental. Daqui ao arquipélago vizinho é, sensivelmente, quarenta minutos, se optar por visitar Tenerife. As viagens são baratas, e há pacotes de tudo incluído bem ao bolso de um madeirense. O caso muda de figura quando se pretende e deseja fazer uma viagem de longo curso.

O facto de se viver numa ilha (rodeada por mar, como diz o nosso secretário da Educação, e uma novidade para mim) encarece, pois há que rumar até à capital ou Porto. Ora, tendo em conta os preços exorbitantes que as companhias que fazem ligação com o continente nos presenteiam, há sempre um motivo para se pensar em viajar. Juntando a deslocação da Madeira para o continente, e ter de passar uma noite, não ao relento, mas num hotel e ainda mais o custo da viagem além-mar leva-se logo um murro no estômago.
Isto a propósito do desejo que tenho de cruzar o Atlântico e ir até às américas. Mas pensem comigo, eu já vivo no Atlântico, porque raio tenho de viajar até Portugal (precisamente para o lado contrário) quando já estou a meio caminho?
E não, a nado não vou, ficaria cansada, certamente.

terça-feira, 25 de março de 2014

Um mês

Faz hoje um mês que perdi uma pessoa. Uma pessoa daquelas que enche a casa. Uma mulher baixinha, somente um metro e meio, mas que onde estava, estava também, a boa-disposição. Amigas de sempre. Nem um mês viveu desde que soube que o seu corpo se desintegrava. Malvada a doença que leva sem dó as pessoas. Nem teve tempo de lutar contra este demónio. A minha mãe, queDeus a levou, também, com esta doença malvada, chamava de "Salvo-seja" ao cancro, pois, dizia ela, que cada vez que pronunciássemos a palavra ele crescia e fazia mais uma vítima.
Infelizmente, não se pode fazer um contrato com este malvado "Salvo-seja".

Pensamento meu: E já dizem por aí que a vida vai melhorar

E eu acredito.
Que seria de nós se não acreditassemos, como se, de repente, a palavra fosse riscada da nossa linguagem. Confiar. Outra palavra que está a cair em desuso. Será que estas duas palavras não têm efeito nas pessoas?
Este país precisa de pessoas como eu que acredita e confia num futuro melhor. Num futuro próximo onde haverá trabalho para quem quiser, dinheiro na bolsa para gastos, onde os jovens não precisarão de emigrar. Acredito num futuro sorridente para os meus netos. Acredito num futuro próspero onde a alegria dos jovens e as gargalhadas dos velhos ecoarão na terra. Acredito num país onde os velhos vão ser acarinhados e não roubados. E confio.
Acredito num futuro cheio de dignidade. Acredio porque é por falta de acreditar e confiar que grandes sonhos se perdem. É por falta de acreditar que vivemos dias diferentes de formas iguais. Sou daquelas pessoas que vivem a acreditar, que vêem o copo meio cheio ao invés de meio vazio. Acredito e confio, isso faz-me ser alegre, acredito porque quando não acreditar é sinal que não vivo cada dia.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Enganar crianças

A minha Baixinha chega à cozinha munida de um envelope que estava na caixa do correio. Era publicidade. Começa ela a ler, e, tenho de esclarecer que, ainda não sabe.
- "Pa-ra a se-nho-ra Gi, e-ra fa-vor de re-ce-ber es-ta-car-ta." Inventa, soletrando a modos como se estivesse no primeiro ano,com acompanhamento de dedo indicador em cima das palavras.
Entrega-me e, como sabia que no dia anterior tinha feito birra à porta da escola digo:
- senhora avoGi, avó da aluna Baixinha. Informo que, se amanhã a sua neta fizer birra à porta da escola...
Nem me deixa acabar, tira-me o papel da mão, corre para o avô e...
"Avô, lê o que está escrito"
O avô que tinha ouvido a "minha leitura" diz exactamente o que eu acabara de dizer.
- "Mentira, mentira, não é isso que está escrito."
Não fizeste birra à porta da escola? Pergunto-lhe. E tiro-lhe o papel da mão.
Ah, e diz ainda que...
"Senhora avoGi, se a sua neta voltar a fazer a mesma cena terá um castigo."
Perdoai, a estas avós que inventam leituras com base naquilo que ouvem.

É tão bom ser pequenino...

...Ter pai, ter mãe, ter avós, e ter quem gosta de nós, era assim um fado que a minha mãe cantava-me. Ao ter as Pulgas a bailar à minha volta, lembrei desta cantiga e, senti-me pequenina. Não por ter pai, mãe e avós mas, por ter quem gosta de nós. E ao brincarmos todos juntos eu volto a ser pequenina. Como elas. Duplamente pequenina.


sábado, 22 de março de 2014

Tou feita ao bife!

Atão não é que hoje devia ser um dia lindo de primavera e, afinal, tenho frio? Eu bem sei que primavera não é verão, mas ela - a Primavera, podia mostrar uma cara alegre. Algo deve ter-se passado! É que há pouco chorou. Aquele choro miudinho pela cara abaixo que, faz pensar que nesta estação ainda cai umas gotas de chuva e faz frio. Logo hoje, que tinha um programa ao ar livre, a modos um daqueles de pôr a roupa a secar na rua. E tapetes dos grandes, afinal, cá-te-vistes. Mantém-te quietinha dentro de casa que o tempo não está seguro. Seguro até está que não há-de cair.
Por isso, minhas e meus dalingues, falando em inglês, mantenham-se de casaso vestido, meias quentes nos pés e se sairem levem o guarda-chuva.
Bom fim de semana e nada de constipações. Atchimmmmm, atchimmmmm, desculpem, parece que....vou constipar....estes espilros, como se diz por cá, deixam-me sem nariz.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Ai se era eu!...

Ao aproximarmo-nos de um semáforo com o sinal vermelho aceso, o senhor guarda de trânsito montado na mota à nossa frente pára, também e, assim como quem não quer a coisa, quiçá, achando-se impune por ser polícia fardado com colete amarelo e tudo, arrasta-se para a outra faixa, ajudado pelo movimento dos pés, passando o traço contínuo, e fica em cima da linha anterior à passadeira, atravessado à frente da viatura (adoro esta palavra quando relatada pelos senhores guardas) que estava parada.
Tentei captar o momento para mostrar a uns polícias cá do burgo, e ainda barafustei, para dentro, claro, com a boca fechada não fosse o senhor guarda polícia de trânsito, achar que a infratora era eu. Que lata, meus senhores, que lata a deste polícia que faz, precisamente, o que andam a caçar todo o dia. Três infracções assim de seguida é obra. Ai se era eu!...Levava logo o carimbo.

Senhora professora, cara colega

Escrevo para lhe dizer que, por cá, não temos touros, quiçá, será essa a razão pela qual aplicamos a palavra "lidar" muitas vezes, não só quando falamos de crianças.
A frase: " com esta criança é difícil lidar" está correcta. E, nós por cá, aplicamos também esta acção: "lidar" quando nos referimos aos trabalhos domésticos, ou melhor dizendo, às lidas da casa.

Quero dizer que, se uma aluna madeirense usa este termo não a deve chamar à atenção dizendo que a frase está incorrecta que, "lidar" é com touros e não crianças, além de mostrar o seu ar de desagrado e, desculpe, de mete nojo.
Lidar, segundo o dicionário Priberam, significa trabalhar, andar na lida, combater, pelejar, além de tourear.

Quem nunca lidou com uma criança rebelde? Sim, não me refiro a tourear uma criança rebelde, segundo o que deu a entender esta minha cara colega, professora com estagiárias (sendo uma madeirense  que ficou arregalada quando foi corrigida por ter dito esta frase). Corrija sim, quando tiver a certeza de que está certa. Documente-se, colega, documente-se.

Senhora professora, cara colega, se nunca toureou em casa, credo, refaço a frase, se nunca lidou em casa é porque tem um touro, perdão, um marido que taureia por si. Se nunca lidou, e não me refiro a tourear, com pessoas é porque é má toureira, perdão, pouco assertiva.
Cara colega, lidar consigo deve ser frustrante, se calhar é melhor tourear em Salvaterra. Aprenda a lidar com pessoas. Deixo-lhe este artigo : "Aprenda a lidar com pessoas difíceis" e, a jornalista não se refere a touros. Obrigada e...disponha.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Blogue cor de rosa

Eu, sempre desejei ter um blogue cor de rosa. Já o tenho. É por causa da (minha) prima...Vera. Descobri que ela adora esta cor e, é por isso que enche os pessegueiros, tornando-os nas árvores mais lindas desta estação. Falo por mim que esbabaco-me em frente a elas.
Mas, a minha prima chegou de mau humor e com uma carranca de meter medo. Era tal que cobriu o sol e, embora agradável não me satisfez. A ver se melhora daqui para a frente que se estiver como  hoje, ainda peço ao primo Inverno para voltar do Brasil.
Isto tudo a propósito do meu blogue cor de rosa. Adoro.



Hoje vou ao aeroporto


É com imenso prazer que vou receber a minha prima...Vera que chega hoje perto das cinco da tarde. Nunca desejei tanto ver o primo Inverno de partida, embora no meu rural as temperaturas sejam na maioria dos dias bem agradáveis. Mas estou farta dele e a minha prima...Vera é alegre, bem-disposta e vem cheia de flores e passarinhos, além de que há-de trazer também dias maoiores.
Estou morta por dar-lhe aquele abraço de saudade, pois desde o ano passado que não a vejo..
Prima...Vera, vem aos meus braços, querida.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Melhor que Detox ou detocse

Eu não disse que não gostava de misturar frutas com vegetais crus, o que disse é que não gosto desta mistura no estado líquido, para beber. Gosto de mastigar estes ingredientes. Estas aqui documentadas fizeram as delicias dos convivas de sábado passado. Espinafres, rúcula, alface, couve, alho francês, pimentos vermelhos, maçãs, iogurte, rebentos de feijão entre outros. Não é de agora que faço estas misturas.
Mas cada um tritura a sua porção. Com os seus dentes.
E como diz uma amiga: "Ai, as saladas da Gi. Adoro-as."

terça-feira, 18 de março de 2014

E hoje deu-me pra isto!

É verdade. Dizem que com o avançar da idade, melhor dizendo, ao irmos para a velhice os gostos mudam e passamos a gostar de alimentos que, em novos, não metiamos à boca nem que estivessemos na mira de um canhão. Acontece comigo.

Nunca na vida meti uma goma na boca quando era jovem. Primeiro, porque não havia dinheiro para essas guloseimas; depois, quando eu já podia comprar desabituei-me disso e, nas festas de anos da canalha, embora houvesse, eu não me deitava por uma goma.
Até há pouco tempo. Agora é ver-me pedir que as Pulgas deixem de comer para que eu possa, às mãos cheias, metê-las de uma vez à boca. Foi o que aconteceu com estas (que a minha filha escondeu no dia de anos da Baixinha, e eu descobri-as). Ora, foi um regalo. Foi de uma vez à boca, estas, que a foto reproduz, uma combinação de frutos silvestres com açucar. Meu Deus, a linha... a linha...

segunda-feira, 17 de março de 2014

Esta moda de misturar frutos com vegetais crus

Chama-se sumos Detrox a nova moda, e é ver as meninas de copo na mão passeando pelas ruas. Francamente, a mim dá-me uma vontade de ir a correr à casinha só de imaginar o conteúdo do copo. Tudo o que misture frutos, vegetais crus e sementes a mim não me agrada. Refiro-me a reduzir a líquido, isso é que me incomoda.

Dizem que desintoxina o corpo, até acredito, mas eu sou uma rapariga de campo no que toca a estas misturas estranhas de frutas e raízes, vegatais crus, ervas frescas e os afamados supealimentos: bagas gojo,camu, cacau cru, algas clorela e spirolina, semente de chia e erva trigo.

Náo haverá outra forma de desintoxicar o nosso corpo? Há. Não perguntem nada sobre isso, pois ainda não cheguei a esse capítulo. Mas garanto, Detrox só mesmo em última hipótese, somente quando estiver com prisão de ventre, daquelas de quinze dias e depois de esgotadas todas as outras hipóteses.

domingo, 16 de março de 2014

Em modo maratona

Depois de uma noite que se prolongou até às quatro da manhã, quase a ver o nascer do sol...depois de se ter dançado todas as músicas pimbas e brasileiras da moda, além dos Abba e Queen e ainda Boney M, eis que alguém se lembra de que caí sempre bem umas lapinhas grelhadas pela calada da noite e, mete-se à estrada, vai a casa, enquanto segue o baile na rua, chega com lapas que dá para uma camada de esfomeados que, nem parecia terem ingerido um belo dum churrasco (bem sei que fora pelas dez da noite, mas...) caramba, caíu mesmo bem.
O pior...bem, o pior é que por ter dançado toda a noite não lavei, enxuguei e arrumei a loiça que, julgo ter-se reproduzido pelo nascer do sol enquanto eu dormia.
Agora jaz ali enquanto eu jazo aqui, com as pernas esticadas, sem pachorra de fazer seja o que for!
Por isso, alguém quer dar uma mãozinha e fazemos uma meia maratona?
Ah, ainda sobrou lapas.

sábado, 15 de março de 2014

E hoje é dia de festa

A minha Baixinha fez seis anos na passada segunda-feira e, como aqui festeja-se os aniversários ao fim de semana, hoje, tenho cá em casa uma festa de princesas. E por sinal, até convite e tudo. Mas, como diz a catraia que é baixinha em tamanho, mas grande na conversação, eu "tive" de ser convidada porque a festa é na minha casa.
Pronto, era só isto, se quiserem vir até ao meu rual façam o favor de se apresentarem pela manhã para a festa das princesas e, à noite, para a dos adultos, em qualquer das duas é obrigatório uma prenda.
Venham todos para sermos muitos. E, pelo menos, geleia há de fartura: verde e vermelho.

terça-feira, 11 de março de 2014

Tão bom viver nos suburbios

E ter uma mão-cheia de abraços ao regressar a casa, daqueles que apertam o pescoço e não nos deixam espaço para respirar, daqueles que se dependuram ao esticar, daqueles de saudades sentidas. São assim as minhas Pulgas, principalmente, a maiveilha que se colou e, repetia vezes sem conta, agarrada ao pescoço: "saudades tuas!"
É tão bom sentir-se amada, querida. Sou abençoada.
E nem falo no dia de sol e, pelas sete de uma tarde, o sol a fazer o seu ocaso no horizonte. Sou abençoada.

sábado, 8 de março de 2014

Dia da mulher só quando não houver mulheres a sofrer

Porque enquanto houver uma mulher a sofrer na pele, no corpo horrores nunca será um dia a comemorar. Que neste dia uma mulher seja libertada das garras de um homem violento, abusador. Que o dia da Mulher seja um dia de recordar todas as que lutaram, as que levantaram a voz e que se fizeram ouvir além fronteiras.
A todas elas o meu voto de solidariedade.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Cheiro a campo

Aquele cheiro a lareiras acesas à noite e o aquecer dos pés enquanto as chouriças tostam na brasa é algo que aprecio. E comer umas belas dumas farófias, que a bem dizer nuncatinha metido à boca, feitas pela comadre, depois de um jantar regado com vinho caseiro. Se gosto? Claro. É a razão que me faz voltar à Beira Baixa sempre por esta altura do ano. Se gosto de provar um belo chá de urtigas, com uma fatia de queijo serrano em plena Serra da Estrela? Nem perguntem. É algo que me dá prazer.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Parar ou não num STOP

Estando eu a chegar a um cruzamento eis que me deparo com um carro a chegar vindo de um sinal de paragem. O rapazinho que estava ao volante achando-se com prioridade, pois vinha da direita, não pára.
Ora, eu que estava no lugar do co-piloto, apercebi-me do cegueta que continuava a acelerar. O meu condutor ou chofer, como se diz no meu rural, trava a fundo e eu que não me esperava da "travage" bati com a testa no para-brisa do bólide.
O rapazinho não parava de pedir desculpa,mas o que é certo é que, as desculpas não evitaram que a testa batesse e doesse durante algum tempo.
Isto de ser quase idosa e ter o corpo de borracha faz com que, neste momento, tenha o rabo e a testa a doer. O rabo do trambolhão na neve, a testa da travage da viatura.
Mas é que ando numa maré de azares!

Mas que grande trambolhão!


E é isto. Uma pessoas cai de rabo ao chão, uma pessoa fica com as "cachadas" molhadas, uma pessoa quer competir com a malta nova no capítulo da agilidade e, a pessoa descobre que, afinal, já não tem vinte (já teve, há mais de trinta anos) por isso, assim que montou na neve escorregou, queimou um dedo da mão esquerda por que o meteu neve adentro e deu de rabo na branca alva criatura não sem antes rodopiar sempre em grande atitude, ou uma pessoa não visse como fazia uma criança mais acima.
E depois, ainda vê que a malta nova ri-se e a malta velha, ou seja, o mê senhor, está de máquina retrateira em riste para registar o momento.
Mas, caí em grande estilo. Não há dúvida.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Então essa barriga não é de grávida?

Vejo uma chinesa que conheço e, como não a via desde o verão passado, reparo que tem uma barriga redonda escondida dentro de um casaco.
Eu, como sou perguntadeira e adoro movidades, principalmente de nova gente a nascer, faço-lhe o gesto de barriga de grávida ao mesmo tempo que pergunto: bebé?, isto acompanhado com o meu grande sorriso de satisfação.
Ela olha-me bem no olho e a sorrir diz: "Comer...", acompanhado pelo gesto característico de levar comer à boca.
"Ah, comeste um bebé! E ainda não digeriste. Pelo tamanho da barriga era já de sete meses. Vai mazé enganar outra,  pensei cá comigo. Ao sair da loja ela com uma mão acariciava "o comer," mas ao ver-me olhar, com a outra mão puxou a banda do casaco.

terça-feira, 4 de março de 2014

Ai que maravilha o que ouvi dizer!

Vai dar sol já a partir de amanhã? Só pode ser mesmo a partir de amanhã, é que, daqui do lugar onde escrevo e, olhando pela janela, chove e muito. E saber que no meu rural - Madeira, estão as Pulgas no Funchal a ver o Cortejo Trapalhão de mangas cavas com o sol a aquecer o corpo. Ninguém merece levar com jactos de água assim que põe a cabeça de fora da janela. Venha sol que quase já tenho lodo no corpo.

Eu não mereço, ninguém merece

Toda a gente sabe o quanto eu gosto de ingerir calorias, toda a gente sabe o quanto eu sou doida por sonhos e malassadas, toda a gente sabe que eu não sou boa nos doces e tenho de esperar que alguém me ofereça. O que também toda a gente sabe é que no meu rural é esta a época de comer malassadas e sonhos por que é Carnaval.  O que nem toda a gente sabe é que a minha filha mandou-me uma fotografia duma bela duma taça cheia deles a convidar-me para lanchar e, como como ainda nem toda a gente sabe é que estou praqui a roer as unhas de inveja porque tenho um desejo de besuntar cada um deles no mel de cana, lamber os dedos e, se possível, passar a língua na taça cheia de sonhos e mel, tal é a vontade. (Estarei grávida sem saber? Não terei tomado as precauções? Desenganem-se. Estou mazé com um desejo, e sonho com eles).
Isso não se faz a uma mãe. Eu não mereço. Mereço sim comer os sonhos, e não sonhar com eles.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Baby sellers

Um (excelente) telefilme que conta a história de Carla Huxley, dona de uma agência de adopção que ajuda futuros pais a constituirem família, não olhando a meios para atingir os fins, mas que, por detrás de uma facada inocente controla o tráfego internacional de recém-nascidos de zonas pobres da Índia, Brasil e México.
Bebés roubados às mães, colocados em caixas e transportados em camiões, para iludir a polícia, muitos dos quais não chegam aos braços dos futuros pais. Basta somente pedir um bebé com determinadas características que logo chega à agência. Arrepiante e tão verdadeiro. Bseado em factos verídicos.

Aprendam comigo agora porque eu não vou repetir

Quando viajarem de avião nunca calcem aquelas botas lindas compradas pela Festa e que faz conjunto com a vestimenta preparada para a viagem só porque vão viajare querem ir a modos que bem arranjadas.
É que, ao chegarem à zona de passagem, a menina simpática diz que quer ver o calcado e estica o pescoço para olhar com ar de cobiça aquelas botas lindas e confortáveis que fazem pandã com a roupa preparada para a viagem... e,  aí se tiverem as botas lindas que ficam tão bem além de super cómodas, há que tirá-las dos pés e calçar umas pantufas de plástico, azuis, que mais parecem uns sacos de plástico, coisa mailhinda (mas que não combinam nada, mesmo nada, com a roupa que vestem e fazer a travessia com essa coisa mailhinda calçada, mas que ficam horrivelmente com o resto da roupa), enquanto as botas lindas e demasiado cómodas, compradas pelo Natal, passam pelo raio X. Depois, é aquela cena em que todo o mulheredo se senta, se houver cadeiras (se não faz-se o trabalho em pé segurada ao polícia, se ele deixar) a calçar as botas lindas e confortáveis que fazem pandã, mas que demoram um tempo do diabo a meter nas patas, e, só depois é que se apercebem que, afinal, esqueceram-se de tirar dos pés aquelas pantufinhas lindas azuis oferecidas pela alfândega para fazer a travessia, porque os olhos deitam sentido à mala, ao casaco e ao saco das sandes feitas para meter na jaca dentro do avião.
Cena digna de uma reportagem: o mulheredo todo a tirar e calçar as botas. E por que não a reter no pensamento que na próxima vão de chinelas de meter o dedo e sem meias, porque as botas super cómodas compradas pela Festa e que ficam a matar com a roupa vestida para viajar ficam dentro do armário, porque sacos de plástico azuis não meto mais nos meus ricos e refinados pés.