Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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domingo, 12 de março de 2017

É por esta e por outras que eu sou assim e não mudo

São estas atitudes que me tocam o coração. E me enterneço.
Não teve tempo de arrumar, mas deixou um pedido de desculpa ao avô. Quem pode zangar-se pelo comportamento com esta atitude?
Poder-me-ão dizer que não justifica, mas pior seria se deixasse tudo desarrumado e saísse porta fora (porque tinha uma aula).
Pulgas, sempre a mexer no coração desta humilde avó!

terça-feira, 7 de março de 2017

Deixem-me desabafar, canão sufoco! Diz ela que não faço nada

Não tenho tempo para nada nem para uma coçadura no lombo, e a minha Pulga - a Maivelha diz que passo o dia sentada a jogar Candy Crush...Que sou uma sortuda, que não tenho de estudar nem de ir para a escola, que posso me levantar tarde e passar o dia sem fazer nada, que queria ser reformada, que os reformados é que estão bem porque não fazem nada, e ela tem de estudar.
Mas onde já se viu?! É a ideia que estes gasguitos têm de mim. "Avó, tu não fazes nada".

Pois olhem, a minha vida não é fácil, não senhora, a minha vida é um pião, um rodopio valente.
De manhã faço os meus abdominais, coisa que comecei há muito tempo e ainda não acabei; é assim como bordar uma toalha de bordado madeira, depois dá-me aquela roeza no estômago e meto lá para dentro quase meio litro de café. Sento-me. Levanto-me para alimentar cachorros e gatos, faço o almoço para os netos e sento-me. Eles chegam almoçamos e sento-me para comer, depois levanto-me para me sentar, desta vez no sofá. Dou umas volitnhas a fim de digerir a quantidade de calorias injetadas e ...sento-me. Cansada, caramba!
Passo a tarde sentada pois que de pé canso-me.
Ali pelas cinco horas levanto para me sentar à mesa da cozinha para o lanche. Levanto-me, dirijo-me à padaria e, pasmem-se, sento-me na "minha poltrona", se não estiver ocupada. Venho para casa e cansada, sento-me.
Mais tarde o jantar e adivinhem.... sento-me. E que faço depois?
Claro, acertaram. Sento-me. E ainda diz a minha neta que passo o dia sem fazer nada! Só sei que à noite estou cansada e vou dormir mas deitada porque estou cansada de estar sentada.
Não ficaram cansados de ler? Atão sentem-se.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A Pulga faz anos. É dia de cantar os parabéns a ela

Há onze anos, numa segunda-feira, pelas oito e oito da manhã nascia a minha Pulga - a Maiveilha.
Assim que nasceu veio logo para os meus braços, a partir desse momento os nossos braços andam sempre entrelaçados.
Uma pré-adolescente com manias de adulta, que julga saber tudo e, por isso, não aceita ser contrariada. A vida encarregar-se-à de lhe demonstrar que também é saudável aceitar outras opiniões e nem sempre temos razão. Faz-nos crescer com objectivos, dando segurança às nossas escolhas.
Parabéns minha Pulga.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Mas interessa?!

Estávamos na cama, eu entre as duas Pulgas mais velhas: eu a contar a história elas atentas ao romance e começo como todas as histórias começam...
"Era uma vez um princesa que vivia num palácio tão grande e com umas torres tão altas que ela demorava um ano a subir até elas."
Sou interrompida pela Baixinha, a de sete anos, espevitada como uma bimbi à moda antiga, que me diz que falta uma "coisinha".
O quê?, pergunto eu já à procura do detalhe que faltava.
"Não disseste se o ano era comum ou bissexto".

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Decidi arriscar

Pintei as unhas de castanho escuro, coisa que nunca fiz pois sou rapariga de vermelhos, laranjas e cor de tijolo, mas aos sessenta resolvi dar um volta na cor.
Castanho escuro oferecido pelos filhos, genro e nora e, claro, as Minhas PULGAS, no dia dos meu anos.
Adorei a cor escolhida pela Madame (anterior Projecto)-nora que já vai sabendo os meus gostos e as minhas mudanças nos sessenta.
Mostrei às Pulgas e a admiração foi total. "Preto no Natal!?"
Ou, diacho, a cor das unhas tem algo a ver com esta época? De que cor se pinta no Natal? Vermelho?, perguntei. Resposta: Claro.

sábado, 21 de novembro de 2015

Duas na Terra uma no Céu

O mê Gugu falava que temos duas mães: a Mãe do Céu que é de todos e a nossa mãe na Terra, e desenhava com o dedo um semi-círculo em frente das suas duas manas, indicando que a mãe era dos três.
A Maiveilha diz que até "pode haver quem tenha três".
- Como assim, mana?!
"Então, se duas mulheres casarem o filho terá duas mães na Terra e mais a do Céu".
Fiquei sensibilizada, como aos olhos de uma criança o amor não escolhe sexos e tudo é claro.
E ainda nesta semana foi assinado...

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Paz e Sossego quem não quer?

Na brincadeira, no carro, digo às Pulgas que "Estou rica. Podem pedir o que quiserem que abro o porta-moedas e desembolso logo a fortuna para satisfazer os desejos".
O mê Gu-gu pede o carro que anda a namorar há vários anos e que, por força das circunstâncias a compra tem sido adiada. As circunstâncias, melhor dizendo, é a careza do dito.
A Baixinha pede o conjunto de materiais da Violleta, desde o lápis à escola de dança com todo o elenco (até nem sei se está à venda, mas enfim, deu-lhe para ser esbanjadora uma vez que disse estar rica). Nesta galhofa toda olho para a Maiveilha que de cara à banda, desafogada de pretensões, metida nos seus pensamentos, nem dava conta da brincadeira, ou melhor dava no silêncio. Perguntei-lhe o que queria e, que diga depressa que o dinheiro esfuma-se num instante.
"Olha avó, Paz e Sossego!"
Olhei com admiração e pedi-lhe para justificar.
Sossego: é que estes dois todo o dia fazem barulho ao meu lado e Paz: porque não me deixam (em paz) um minuto.
Sindroma de filha mais velha a desejar ser filha única.

domingo, 27 de setembro de 2015

É de deitar por terra as expectativas!

Chamo pela Pulga - a Maiveilha.  Volto a chamar desta feita mais alto, não fosse a rapariga estar distraída e não ouvir a minha voz. Não me responde porque sabe que é para fazer "algum servicinho". Chamo, mais alto, enquanto me dirijo para ela. Oiço uns suspiros de desalento, mas nem me sente.
Vou até à sala e digo: "oh, rapariga eu chamo, chamo e tu nem apareces nem respondes. Imagina que me tinha dado alguma coisinha e estava morta no chão?"
Olha para mim, com cara franzida de admiração e, nas calmas, diz: "Morta? E a chamar?!"
Raça de pequena!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ora toma e vê lá com quem te metes!

Estava eu e a Pulga - a Maiveilha a cortar folhas velhas dos cântaros cá da quinta (cof cof), melhor dizendo: eu cortava e ela apanhava, quando o mê senhor que assistia às brincadeiras das outras Pulgas que andavam de bicicleta, diz que vai ao computador.
Pulga sem tirar os olhos da pá e da vassoura diz com ar de desalento, já prevendo a vida de casada...
- Ai - e dá aquele suspiro de desalento -  também quando eu for casada vou estar a trabalhar no quintal e o meu marido no computador.
Embrulha avô, disse eu. E mete um laço de papel que esta piada vai de encomenda.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É desta que emagreço

As manas pulgas, é mais a Maiveilha, agora deram para me dar chá todo o dia. Isto porque é facil ir à horta, apanhar caninha e hortelã, colocar água na cafeteira, premir o botão, esperar com a mão à cintura igual à peixeira do Bolhão, que muito admiro, abanar a anca ementes espera que ferva, lavar as folhas deitar no bule e vualá: um bule cheio de chá perfumado para beber. O pior, o pior é ter de correr à "casinha" de meia em meia hora. De fome posso morrer agora de sede é difícil.
São tão prestáveis estas minhas Pulgas e só querem o meu bem-estar. Chá chá chá meu rico chá chá chá...assim a modos que a dança latina.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cabra?

-  Avó, a mãe é cabra! - diz a Pulga, a Maiveilha na hora do almoço. Engoli em seco, caramba, ouvir isto da boca duma criança referindo-se à mãe, uma p' ssoa até fica encabeçada. - Avó, e tu o que és?
Ai, Jesus, piorou, esta agora!, se a mãe é cabra eu serei, supostamente, um ....
Recuso-me a pensar. Olhei bem no olho da gasguita e ela, arregalada por ver-me arregalada, diz:
-Avó, é aquilo dos signos! A mãe é cabra qual é o teu? - até suspirei de alívio. E bati no peito...e sentei-me a respirar fundo.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sem resposta

Estava eu "nuínha só com um véu", mentira tinhas as cuecas vestidas, quando reparo que Pulga - a Maiveilha olha mirando bem com um franzir de sobrolho e cara de repugnância para o meu corpo de viola portuguesa, hummmm, é mais harpa, mas enfim...Pergunto qual a admiração, ao olhar para a minha barriga com lombas e valetas e digo-lhe que, quando tiver a minha idade, certamente, terá gordura na barriga e nas ancas, por isso não faça aquela cara de "mete nojo".
Pois avó, também vou ter as mamas descaídas. Como tu.
Eu ainda olhei a confirmar...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Abre a porta que eu dou-te um beijo

As minhas Pulgas fêmeas brincavam na porta, uma por dentro a outra por fora, numa porta de vidro transparente.
- Mana, abre a porta, deixa-me entrar - pedia Baixinha que estava na rua.
A Maiveilha, que estava dentro ria e não abria.
-Mana, abre a porta, não estou a brincar e quero entrar. - já de narinas abertas e cara de poucos-amigos. - Abre.
Durante um tempo só se ouvia: "abre a porta"; "abre a porta, mana", e a porta mantinha-se fechada. Uma ria a bandeiras despregadas outra deitava línguas de fogo. Até que...
-Só abro a porta se me deres um beijo - disse a Maiveilha, com o indicador a indicar na face o lugar onde a outra tinha de dar "o beijo".
- Oquei, Mana. Atão, abre a porta! - isto já de sorriso aberto e palmas das mãos para cima e encolher de ombros.
Levou a sua avante. A porta abriu-se e juro estava esperando ver o beijo. Não o vi.

domingo, 3 de maio de 2015

Redon, é o melhor que há

Hoje, depois do almoço comemorativo do Dia da Mãe na casa das Pulgas, ao despedir-me pergunta a Maiveilha o que ia ser o almoço de amanhã.
Ora, se há uma coisa que não consigo fazer é pensar com a barriga cheia. E muito,mmenos pensar em fazer comer. Ainda se fosse o jantar como era perto das seis poderia dizer-lhe que seria "redon", uma coisa fabulosa que faço, aliás sou perita em "redon".
Em verdade vos digo, se ainda tiver o estômago cheio, dá-me uma volta na tripa se me perguntam o que vai ser a seguir. A sério, e dá-me aquela vomtade mórbida de desatar às bolachadas em quem pergunta.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A estudar o Estudo do Meio

A Pulga, a Maiveilha tem ficha amanhã e, hoje, ficou na "azavó" (como diz o Gu-Gu),  por que está doente. Ora, a recomendação era: estudar. Atão, nós sentámo-nos de sofá, e a bem dizer, já tenho uma cova nele, a estudar. E foi o sol, pontos cardeais, lua, mais planetas, satélites, Terra e estrelas. Passou-se pelos seres vivos, ambiente; deu-se uma volta pelos solos, rochas e relevos.
Enfim, voltei a ser professora e a ter de puxar pelas gavetas da memória e colocar resposta nas perguntas feitas por ela.
E sabem que fez-me bem, pois pensava que vivia na Lua, afinal, sgundo o livro, ainda vivo na Terra, que a lua ilumina a noite e o sol aquece durante o dia; e que nasce sempre a Oriente que também é Nascente e Este e colocar-se no Poente, Oeste e Ocidente. Além de voltar a dizer de repelão os planetas do sistema solar, sendo emendada porque, e aqui deixo a parvoíce, Plutão já não é planeta. É que não dá jeito nenhum cantar os planetas sem dizer Plutão, caramba.

Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Nepturno e ....já fostes.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Náo importa sol ou sombra...

Porque tudo o mais são tretas.

Uma Pulga a fazer os trabalhos de casa no parque infantil. Há imagem mais bonita que esta?

terça-feira, 31 de março de 2015

É ouvir, calar e obedecer

- Avó, já jantaste? - pergunta a Pulga - a Maiveilha, quando ontem, à noite, chegou para dormir. Disse que não.
- E já fizeste o jantar, pelo menos?! - novamente disse que não.
- Atão o que fazes, sentada, agarrada ao telemóvel?
Lá língua afiada tem ela.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Passei, passei a ser avó

Há nove anos atrás nascia a Pulga, a primeira, a mais velha, e a partir desse dia a minha vida mudou. Passei para outro clube, passei a brincar mais, passei a ser mais permissiva. Mais tolerante.
Há nove anos atrás passei a ser a avoGi.
Parabéns, Pulga, minha pequena flor.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Isto de ser "a mana"...

...Não tem nada a acrescentar, só que, confirma-se que os mais velhos adoram mandar nos mais novos.
A minha mãe era a mais velha, por isso era merecedora do respeito e obediência dos quatro irmãos mais novos e, por isso era "a mana". O meu sogro era o mais velho e único filho de sete e, por isso, as manas não agiam sem antes pedir a sua opinião. Era "o mano" que decidia e organizava.
A minha irmã, a mais velha de cinco e já agora, que Deus a guarde, era uma mandona do catano. Era "a mana". Os meus irmãos tinam medo dela e da sua língua viperina. Eu, por ser a mais nova e por ter nascido quando ela já estava noiva, não sofri na pele, antes pelo contrário, fui sempre a sua menina e protegida.
Trinta anos depois, senti isso mesmo quando a minha filha - a mãe das Pulgas, por ser a mais velha mandava no irmão. Era "a mana".
Volvidos cinquenta e nove anos o mundo continua a girar no mesmo sentido e os mais velhos continuam a mandar nos mais novos; as minhas Pulgas são o exemplo vivo disso mesmo. A maiveilha sai à bisavó, à tia-avó, à mãe... É a "a mana" e coitado do mê Gu-gu e da Baixinha.
Há que prestar vassalagem "à mana"...