Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

A vida é para ser vivida e não tirada

Foi a sepultar a jovem vítima de violência por parte do antigo namorado. Ela advogada, ele personal trainer, portanto, pessoas com formação académica. Tinham já posto termo à relação, mas ele não aceitou.
É difícil entender ou compreender que, alguém de quem se gostou, possa ter um comportamento tão obsessivo/compulsivo. Como pode uma pessoa munir-se de uma faca, sair de casa às quatro da manhã para matar alguém que um dia foi-lhe chegado?
Ela foi apanhada de surpresa por ele que lhe desferiu umas facadas e espalhou o sangue pela casa. Macabro!
A violência doméstica não tem idade nem classe social. A violência está entre nós, está num momento em que o cérebro deixou de comandar os movimentos, trazendo ao de cima o lado mais negro de uma pessoa.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Eles tiveram tudo excepto a educação

Desde que  nasceram fizeram-lhes crer que só tinham Direitos e que não precisavam de estudar nem trabalhar. Durante anos disseram-lhes que nada lhes era negado e que poderiam até destruir o mundo que nunca lhes seria imputada a culpa. Sempre lhes transmitiram a ideia de uma vida fácil pois os pais tudo fizeram para que nada lhes faltasse.

Durante anos sempre lhes disseram que pais, professores e ou qualquer adulto não podiam tocar com um dedo que fosse e até tinham o dever de os denunciar. E nunca podiam ser contrariados, a razão estaria sempre do seu lado. Foi-lhes transmitido que o respeito, o civismo e a responsabilidade são palavras em desuso. Devem ser respeitados sempre, isso sim, mas respeitar os adultos é coisa que não merece o esforço. Durante anos viveram numa sociedade que lhes facultou tudo desde dinheiro, estudos, livros, materiais e os pais as coisas supérfluas.

Estes jovens cresceram e descobriram que não é bem assim. Os pais defendem os seus filhos e até acreditam no que eles dizem pois que "deram-lhes tudo" e esmeraram-se no esforço para que nada lhes faltasse mas, nesta ânsia desmedida esqueceram-se do mais importante: a educação. Têm uma mão cheia de nada!

Quem terá a culpa do sucedido em Torremolinos? Certamente que os professores não pois estão de pés e mãos atados pelos pais. Os jovens? Os pais? A sociedade? Alguém que se acuse!
Nem toda a gente está disposta a desculpar actos de vandalismo​!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Carta aberta aos papás dos seus lindos filhos que frequentam o colégio onde também estão as mnhas Pulgas

(Carta aberta...sim, ainda não a meti no envelope nem passei a língua na cola para fechar...)
Aos papás e mamãs e pais dos papás e mamãs que vão buscar as suas lindas meninas de laço grande na cabeça e mochila violeta e meninos de colete e calção pelo joelho ao colégio e interrompem o trânsito porque param a bomba assim a modos que mal parada e ficam ali a criar raízes até que os seus meninos lindos de cabelo engomado e meninas lindas de laço virado para Belém cheguem à porta.
Papás e mamas e papás e mamas dos papás e mamas, saibam que a campainha da escola toca às quatro horas e só a essa hora é que os lindos filhos e filhas e netos e netas saem da sala. Saibam que ainda a porta da sala não é paralela ao portão e não fica ao virar para norte. Saibam que as professoras...e aqui deixo o meu longo cumprimento a elas, não estão, como pensam que elas estão, atrás da porta à espera que dê o badalo para mandar os alunos sairem a correr qual galinheiro de porta aberta a deixar bisalhos ao deus dará. Saibam que as suas meninas lindas de laço à cabeça e meninos coisa mailhinda do mundo vêm a patinhar ovos à conversa com os seus pares mostrando o brinquedo...refiro-me àquele que custa mais de quatrocentos euros, que o papá deu pela festa dos seus anos e por isso demoram a chegar ao portão, e porque sabem que o seu extremoso pai, avô, mãe ou avó, estão ali já à espera, mas dá tempo, os outros que esperem, porque "eu" sou a filha de quem sou e por isso esperem. Saibam que o parque perto da escola proporciona meia hora sem pagar mesmo a pensar nos colégios ali à beira.

Atão porque raio chegam à porta da escola às dez para as quatro ou melhor três e cinquenta puxam o travão de mão ficam a coçar os cabelos ou a atender um telefonema da empresa que de tão importante nem ouvem os apitos e businadelas dos outros, e os avós que devido à hora perderam uma tarde de sono e aproveitam para passar umas brasas, as avós que entrementes tentam passar de nível no Candy Crush, e as mamas que passam os olhos na última revista sobre a moda de primavera, sabendo que só depois das quatro e meia é que as lindas meninas de laço grande já virado para Marrocos e os meninos de colete, calção e cabelo penteadinho de risco outrora ao lado, agora ao meio chegam ao portão.
Poça, difícil entender, caramba! E os outros é que são os otários, é isso?

Fernando Pessoa sempre tão actual

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Ele diz tudo nada a acrescentar. Acrescento eu que daqui a pouco retomo a visita aos meus amigos virtuais, deixem só acalmar a poeira que é do o quem diz: lavar a roupa, tratar de animais, da horta...
Não me esqueci dos meus deveres de bloguista!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Correr atrás dos sonhos e se possível espezinhando os que se atravessam no caminho

Desde pequenos ouvimos dizer que devemos correr atrás dos nossos sonhos e nunca desistir deles pois só assim alcançaremos a felicidade, certo?
Presentemente a felicidade é entendida como o hipotético resultado de ter podido satisfazer o maior número de desejos ou sonhos num curto espaço de tempo. Para isso implica sonhar enquanto houver ar nos pulmões.
Mas nem sempre os nossos sonhos se realizam. Quando a vida que sonhávamos não se apresenta como no sonho é o sofrimento!

Muita gente na ânsia de realizar os seus sonhos entra numa espiral de mesquinhez e faz do dorso das pessoas trampolim. A ambição desenfreada de realizar o seu objectivo de vida - a realização dos seus sonhos - faz algumas pessoas serem capazes de tudo sem conta e medida. Os desejos são realizados através de atitudes mesquinhas de quem não olha a meios para atingir os fins. Com uma certeza porém para elas: os seus sonhos são realizados. Não importa a custo de quê.
Realizar sonhos uma tarefa difícil para quem tem nobreza de carácter!

Fotografia: Outono em Londres. Novembro de 2016

sexta-feira, 31 de março de 2017

Geração cabisbaixa e não é à procura de moedas

Assiste-se a um elevado número de pessoas que caminham de cabeça baixa. Se antes era uma prova de reflexão, dizia-se estar metida nos seus pensamentos, hoje a razão é bem diferente, não é um acto de introspecção, mas sim um acto de comunicação ou, tão somente, estar em sintonia com o mundo ignorando um momento não à sua volta.

Caminhamos, futuramente, para uma geração de mulheres girafas ou corcundas pelo simples facto de que o pescoço vai desenvolver um bócio traseiro que vamos querer olhar o céu e será, de todo, impossível!

O uso do telemóvel tornou-se num vício, numa droga social que relegamos as tarefas do dia a dia, banimos as conversas em grupo, as saídas e encontros sociais devido ao apego ao telemóvel....E não é para telefonar.... Infelizmente!
Podemos, até, passear nus na rua que só alguns se dão conta porque a larga maioria está de cabeça baixa, olhando para o telemóvel.

Ver crianças coladas a tablets e telemóveis nem falo ou melhor falarei noutra altura...

terça-feira, 28 de março de 2017

Acordei de olhos abertos. É um bom presságio


Vamilhá a ver se a boa disposição e os olhos abertos - sinal que estou viva e a mexer o dedo do pé, se mantêm até à noite ou se ainda mato alguém antes do adormecer por me ter tirado este sorriso, o 75 - o da satisfação - da cara.
Bom dia, minhas amigas e amigos. Que o vosso dia seja prenhe de alegria. E façam como eu: matem que lhes infernizar a vida, por que hoje é dia de ser feliz.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A felicidade é como o telemóvel. Temo-la na mão e andamos à procura

Pareceu-me ouvir o telemóvel tocar. Não parece, toca mesmo. Levanto-me apressada e vou a correr à procura do dito que tocava sem parar. Não o encontro. Mas estava mais perto, percebia pelo tom do toque.
E tocava...

Até que dei de conta que andava de um lado para outro, como um mosca à procura da luz, com ele entre os dedos.
Tive-o sempre na mão e procurava-o.

Fez-me lembrar que acontece com a felicidade. Temo-la na palma da mão e procuramos. Camnhamos com ela entre os dedos, debaixo dos nossos olhos e não damos conta. E quando nos apercebemos, deixou de tocar como o telemóvel.

(Pronto, cuidado que as minhas "armonas" estão a saltitar como pipocas.)

quarta-feira, 22 de março de 2017

Há quem ache bem mas há quem ache mal.

Numa reunião em que a presidente fazia-se acompanhar pelo seu filho bebé e, aproximando-se a hora da mamada do crianço pois já se ouvia os acordes musicais,  tipo guinchos, ela - a mãe-presidente de um conselho escolar com mais de cem docentes -  tira a mama do sítio, coloca-a à vista de todos, vai ao ovo tira o busico e continua a reunião com ele a mamar.
Ora, eu mulher de sessenta, arregalo os olhos e olhei para os colegas-homens que, de incomodados com a descontracção da presidente, baixaram a cabeça...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Por favor chame-me doutora

"Aquintrodia" (o mesmo que: aqui há dias, em madeirense), falei no meu vizinho venezuelano, proprietário do mini-mercado onde avio os legumes frescos e que trata os clientes por "vezeinha".
Ora, há dias estava ele meio encabrunhado e perguntei-lhe a razão.
-Vezeinha, a vezeinha fica chateada por eu a tratar por "vezeinha"?
Respondi-lhe que não e perguntei porquê.
Ah, sabe, vem cá um senhora e tratei-a por "vezeinha" e ela pediu-me para "tratar-ela" por "sinhora doutora", mas nunca por vezeinha.
Peneirices.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Antigamente...

...quando uma rapariga engravidava recorria à mãe, à tia, à avó para lhe explicar como proceder com um bebé. O que fazer, como dar banho...qualquer dúvida esclarecia com as mulheres da família.
Presentemente, recorre à internet, à barra de endereços do Google, frequenta uorqueshoopes e fórum de futuras mamãs. E lê, devora todos as páginas dos livros.
Sabem para que servem as mães hoje em dia? Para serem contrariadas em tudo o que dizem sobre o assunto. Porque não percebem nada e tudo o que fizeram estava errado.
Como mudou!

Para educar é preciso tanto livro?

Se para educar é necessário tanta leitura, tanta consulta no livro da educação pergunto:
Porque razão há tanta criança mimada, obstinada, teimosa a mandar nos adultos?
Tanto leitura para educar, prateleiras cheias de livros sobre psicologia infantitl e depois é o que vê.

Ai almas do Purgatório naquele tempo não era assim, não havia livro não esperávamos que a nossa mãe lesse a página referente à gestão de conflitos antes de dar o correlativo adequado, aliás o correlativo era sempre o mesmo para qualquer situação. Mas nós fazíamos birras naquele tempo?
Mas hoje é assim:
Ao fazer a birra a mãe consulta a página referente e decide o que fazer. Esta birra merece uma tapona bem dada no rabo, um ralhete ou vai de castigo para o quarto e reflectir sobre o assunto?
Antigamente um simples olhar, um revirar de olhos, um sobrolho levantado era sinal de que algo estava errado. E já ficávamos à espera do que por ali vinha. Sem livros, sem páginas marcadas, o que ficava marcado era a nádega!

Por vezes, muitas vezes nem tudo o que parece é

Por vezes escrevemos um texto e quem lê sente como se fosse escrito a pensar em si. Por vezes identificamo-nos com determinados temas.
Por vezes, porque estamos sensíveis o pensamento viaja e sai textos mais lamechas os quais são escritos com o coração na mão.
Por vezes e só por vezes os textos são direccionados.
Por vezes escrevemos aquilo que nos dói, tomando pelo princípio que quem lê interpreta como nós escrevemos. Porque, por vezes, os textos têm um fundo de verdade e são tidos por mentira. Outros há que, por vezes, não têm nada de verdadeiro e quem lê dá um sentido que não é aquele pelo qual foi escrito.
Por vezes, fazemos um bicho de sete cabeças quando, afinal, o bicho nem cabeça tem.
Por vezes quem lê coloca maldade onde não existe, porque, por vezes, consegue ler nas entrelinhas.
Por vezes, algumas vezes nem tudo o que parece é.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Anda meio mundo a bater no outro meio. Professores e alunos...

Sempre que leio algo relacionado com docentes que batem em alunos dá-me um arrepio pela espinha acima.
Durante a minha vida profissional também levantei a mão os alunos não poderei dizer que nunca bati num - e que atire a primeira pedra aquele que nunca bateu ou ameaçou um aluno - mas a maior parte das vezes eram só ameaças, do tipo: vou-te dar dar um "pancume" (isto aos mais crescidos que já me conheciam), e não passava de ameaças...
Castigos, sim castigos: sem recreio, sem saídas da escola, sem participação nas festas, mas não saía daí; nada que se compare ao que se ouve, actualmente. Professores que racham a cabeça a alunos, professores que partem braços, mas a algum tempo a esta parte virou-se o bico ao prego e são agora os alunos que levantam a mão aos professores.

Mas digam-me lá uma coisa: onde está a assertividade? Onde está o diálogo, a compreensão? Será que é necessário se cair no campo da violência física, tanto da parte dos alunos como dos docentes?
Por este andar qualquer dia bate-se em alguém só por que sim. Apeteceu.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"Pais helicóptero", já leram? Ide a correr ler...

Excelente trabalho do psicólogo Javier Urra, autor de livros tais como: "O pequeno ditador". Deixo alguns excertos só para adoçar a mente.


Aqui nos nossos países....
Tão mas tão real! Meninos e menimas que crescem sem saber o valor da palavra "não". Pais que compensam a falta de tempo com a falta de autoridade e deixam as crianças tomar as rédeas do seu crescimento.
Infelizmente pode faltar uma palmada mas sobra falta de empenho.
Como diz Javier "querê-la e amá-la não é dizer sim a tudo".

Na Finlândia é assim em Portugal é assado

Estou de total acordo com todos os itens da notícia. Melhor que ninguém sei o quanto as crianças passam tempo demais na escola, por vezes dez horas. Mas não temos bases políticas para tomar estas experiências no nosso país. Teríamos de renascer.

E depois, nem sempre há uma avó disponível para ficar com o restante tempo porque, infelizmente, ainda há avós no activo.
Mas sim, em Portugal, hoje em dia há crianças que permanecem na escola desde a oito até às sete; é o pão nosso de cada dia por variadas razões. E ainda bem que podem ficar onde há pessoal qualificado para olhar por eles.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Farinha para hóstias?! Ai que mentiroso!

Há cada uma!
Senhor padre olhe que mentir é pecado e ainda vai parar ao inferno.
Senhor padre, ora diga lá: dez quilos de farinha, perdão cocaína dá para quantas hóstias, perdão rolinhos?
Já agora uma dúvida m'atormenta: era para consumo próprio ou para vender? Só Deus sabe! É o senhor padre também.

Eu dava tudo

A sério, minha gente, eu dava um rim, um olho, uma orelha e um coração (embora só tenha um) mas dava para que alguém da minha família que neste momento está a atravessar por uma fase crítica sorria. Sorria de confiança com muita fé e convicção, mas nunca cruze os braços. Não dê espaço à depressão.
E caminhe de braço dado com a Esperança. E como dizia a minha tia-velha (que saudades dela em cada dia que passa): "A Deus nada é impossível". Acredito que sim, cada vez mais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Quem se lembra do caso "Maddie"?


Dor... Dinheiro...
Para colmatar a dor fazem relatos e por isso recebem somas avultadas? A dor é sofrida no aconchego do coração. Nunca me convenceram da sua inocência.
Aproveitam a morte de um filho para receberem dinheiro.
Oportunistas, só demonstram que são capazes de matar.
Podia aqui deixar uma frase bem brejeira do nosso vocabulário português que começa por "p.......e acaba em ariu".

(Deus não dorme e observa-nos. Se não forem castigados nesta vida alguém que se encarregue na outra. Se há vida para além desta...)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Encarregados de educação só às vezes

Na semana passada muitas escolas encerraram portas devido à greve dos funcionários e, por conseguinte, muitos pais e encarregados de educação manifestaram o seu desacordo em frente à televisão, pelo facto das crianças ficarem sem aulas.
Hoje um grupo de encarregados de educação fecharam a cadeado uma escola devido à falta de funcionários e às más condições de funcionamento da cantina. À conta deste fecho as crianças ficaram sem aulas.
Quando é por conta de outrem reclamam, acham incorrecto e pedem explicações, mas a mesma atitude tomada pelos pais já está correcta e é um direito.
Mas entende-se este povo?