Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Para onde é que ela vai?

Chego à lavandaria e vejo a máquina de lavar roupa - a tal que faz tudo desde esticar a encolher - a correr. Esperei para ver o jeito dela e pensei cá comigo: "deve ir à tasca do Bexiguento mas está, redondamente, enganada". Não que eu não permita, por mim até pode, mas ainda não a vi dar grandes passeios, só de aqui para ali e mainadinha".
Deixei um instante mais, sempre atenta a ela, não vá a estapilha da máquina meter-se a descer três lances de escadas.
Esperei. Enquanto pôde lá foi a toda a velocidade até que parou.
- Paraste? - Perguntei-lhe. - Tens medo. Ah, atão era isso!- Ainda lhe disse.
E voltei a chamar à atenção da menina e a ameaçar que é a última vez que vou buscá-la à porta da entrada e a dar-lhe a mão até ao sítio de onde nunca devia ter saído.
"Agora de castigo vais lavar enquanto não chega o dia do Juízo Final e sem sair do lugar, canão...."
Nem lhe disse que depois da afronta de borrar os meus lençóis brancos de rosa choque, de ter encolhido um casaco que eu estimava tanto e que nem nos nenucos das minhas Pulgas serve, além de ter perdido meia dúzia de meias e cuecas que estou a pensar em mandá-la a Marrocos que fica mesmo em frente à minha casa, numa viagem sem camebaque (em inglês, pelise).
Mas ela nem sonha!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Segunda volta. Outra vez os óculos! Ai vida minha!

Ontem foi a vez do passaporte pois daqui a dias vou precisar e o que tinha estava caducado.
Em chegando ao sítio a mesma coisa por causa dos óculos. Desta vez ripostei menos e convenci de que é um documento que não uso tanto que não faz diferença. Mas antes contei-lhe do sucedido e da minha pega de caras com o touro, perdão, com a simpática menina, rimo-nos e até acrescentei que nasci sem dentes e sem cabelo ...e que a resposta do "adereço" referente aos óculos não me caiu bem no estômago.
Desta vez tirei os óculos e com a recomendação que "pode sorrir não pode é mostrar os dentes".
Quer dizer uma p' ssoa gasta dinheiro para ter uns dentes lindos e não pode mostrar? Arranja o cabelo e pedem-me para afastar da cara? Que cena é esta?
Coloquei-me sem óculos, sem dentes e sem cabelo em frente à máquina.
- Tá a ver o círculo vermelho? Pergunta ela.
- Não senhora. - resposta seca.
- Não vê um círculo vermelho aí em cima!? - Já admirada.
- Não menina, não vejo. Como quer que veja sem óculos? - digo. Riu-se.
Depois...
- Veja se a foto está boa. E assine nesse papelinho que está por baixo. - Pede ela já a rir...
- Espere, vou pôr os óculos. Eu devia mazera assinar sem eles postos para verem o que acontece.
- Ah, senhora que coisa horrorosa! Parece que estou morta, desfalecida devia ter dado pó de arroz e umas rosas vermelhas nas cachadas.... Que horrível: sem óculos, sem dentes e sem cabelo....pareco uma morta! Credo, almas do céu!
- Tiramos outra, então?! - Pergunta a rir.
- Olhe deixe assim. Que pode piorar!
Olhei para a fotocópia do passaporte, caramba, aquela não sou eu: branca, arregalada, sem feição, lábios cerrados, esta pode figurar na minha campa, pois é assim que vou para a outra banda. Como sabeis, ir eu vou mas contrariada e aos empurrões.
Farta farta saí a rir com a minha Pulga - a Maiveilha que a saber com aparelho nos dentes está fora de questão uma fotografia para passaporte.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Usar óculos é um adereço e não uma necessidade

Quando precisei de renovar o cartão de cidadão dirigi-me à loja do cidadão ao balcão correspondente e  disse ao que ia. A menina pede para que me sente para a fotografia.
Ah, e tal, tem de tirar os óculos, diz a menina linda, olhando para mim.
"Comé?" pergunto em bom madeirense à simpática e adianto que não tiro, que uso desde sempre, que é a primeira e a última coisa que faço todos os dias é pôr e tirar do nariz, que identifica-me....
Ela mostrando desalento e tornando a dizer que "é sem óculos" e eu a ripostar que não tiro, chame quem quiser, os óculos para mim são uma necessidade, a minha vida é com eles, sempre usei....
Ela olha para mim e diz que "os óculos são um adereço, você não nasceu com eles."
Aí deu-me aquela volta no estrampalho e antes que vomitasse tal era o desejo que tinha disse-lhe serenamente.
- Também nasci nua, devo despir-me?
Calou e engoliu em seco pois tinha gasto a saliva a mastigar o "gâmesse" que dava voltas na boca.
Na foto do cartão de cidadão estou com óculos. É assim que sou.

domingo, 11 de junho de 2017

Não roubei só surrupiei....oh diacho... gamei, prontus

Adoro figos (e bêberas e tabaibos e goliabas e pitangas...)
E por gostar tanto de figos ( e bêberas e voiabas e tabaibos) e por serem caros (8 euros), não resisti a roubar. Dizem que a ocasião faz o ladrão. Nada mais verdadeiro.
                                            
Passava eu debaixo de uma figueira quando olhei e vi aqueles malvados cheios de mel no bico. A escorrer.
Pensei: "Ai se era de noite!"
Mas eu sou uma mulher que quando se lhe mete algo na cabeça é o inferno.
Deixei anoitecer e...
Voltei à figueira.
Mas o que me sobrava em coragem para roubar, faltava-me em estatura.
Estavam altos, demasiados altos para o meu comprimento, por mais que me esticasse.
E como me estiquei!! Pus-me em ponta de pés, fazendo inveja à Margot Fonteyn. Nem ela conseguiu tanto!!
                                          
Apanhei um. Apenas um. Vim triste com um figo na mão! Um?! Não dá nem pá cova d´um dente.
Mas isto não fica assim...
Não, que eu não deixo que esses melosos se riam de mim.
                                       
Por isso, deixo aqui um aviso, um alerta vermelho: afastem as figueiras de mim. Tapem-nas. Com rede verde, se possível. A primeira que eu veja,  vou-me a ela. Ataco. E se não a vir vou pelo cheiro.
Estou disposta a roubar. Mas pagar oito euros por um quilo de figos, não. Jamé!!!

sábado, 10 de junho de 2017

Absolutamente imperdoável

Para quem não tem amor-próprio, para aqueles que não se prezam e esquecem a sua dignidade. Ninguém merece a perda de tempo. E há uma vida lá fora para quem quer viver.
Imperdoável esperar que alguém modifique as suas atitudes. Tempo perdido...

terça-feira, 6 de junho de 2017

Se um dia alguém perguntar por mim...

....digam que eu nasci para viajar. E que vivi a sonhar com isso.
Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu extravasei, cansada de magicar numa forma de ser rica para poder viajar.
Digam que ninguém ouviu as minhas preces e o meu coração sofreu, sentiu paixão e cedeu...
Se um dia alguém perguntar por mim só têem de dizer que fiz muitos planos e, devagarinho, voltei a aprender que não se faz nada sozinho e nem com preces e oração o dinheiro chega.
Digam que sem nada para dar sou uma pobre rapariga com um desejo imenso de ser rica...
Meu bem, se um dia aqui não estiver é que sem fazer planos do que virá depois o meu coração sucumbiu por dois.

Hoje deu-me para isto: ser parvinha. Olhem se um dia alguém perguntar por mim digam que também era parvinha nalgumas horas...

Ando a sonhar com barcos...

....e dizem que "quem fala no barco é que quer embarcar". E eu quero. E muito.
Andei a ver fotografias de anos atrás (esperem, tenho de limpar o nariz devido ao pó é que faz comichão), e a última vez que me meti num barco foi há sete anos, exceptuando os dois cruzeiros no Douro no ano passado, pois refiro-me a um cruzeiro num navio grande.
Há sete anos fiz o cruzeiro pelas ilhas de Córsega, Sardenha, Palma saindo de Roma. Ora para mim é muito tempo em terra a olhar os barcos que chegam e saem desta ilha minúscula no Atlântico.
E como comsrumo dizer: "tanta terra, tanto mundo, tanto país imenso e vim nascer numa ilha - que para aparecer à vista num mapa qualquer é preciso ampliar - perdida no oceano que me dificulta e aprisiona os desejos de viajar! Que é necessário ter um fundo de maneio ou pé de meia sempre reservado para as passagens de e para o continente.
Se eu vissessse num continente seria rapariga de navegar todos os anos.

domingo, 4 de junho de 2017

Poncha de tangerina e torresmos coisa maiboa

Eu não sou o Quim Barreiros nem sou um mestre de culinária mas se há coisinhas fofas que eu sei fazer é a bela da poncha. Uma poncha por dia nem sabem a gripe para onde ia. Ia e não voltava.
Este belo exemplar não foi feito por mim. Eu simplesmente emborquei goela abaixo é que parece que vou ter gripe e como diz o outro "mais vale prevenir" e "mulher prevenida vele por duas", bebi, portanto, duas.
E soube-me tão bem, é que estive a queimar gordura na serra - uns chouriços, umas tiras de bacons, umas salsichas, porque a minha médica de família diz: "queimar gordura e beber muitos líquidos". Atão, depois de queimar a gordura, passei aos líquidos: Pera Doce, Capote Velho, Mula Velha, Piteira...e por fim a bela da poncha de tangerina. Estou satisfeita a dar saltinhos: cumpri na íntegra o conselho da médica de família.

Estou apaixonada. Perdidamente apaixonada

Vi-o e o meu coração acelerou de tal forma que saiu do peito e corri para o apanhar.
E depois, os meus olhos não viam mais nada a não ser ele. Uma audição de bandolins e nem conseguia ouvir a música só porque o som aos meus ouvidos não era tal qual o do meu coração apaixonado.

Mê Dês, que sufoco! Ainda disse em boca-pequena à minha filha, sem que nada ninguém ouvisse, se ela conhecia. Disse-me que  não. Pedi-lhe que perguntasse à professora, mas, certamente, era mais conveniente mandar mensagem para que ninguém ouvisse.
Lindo e estou completamente perdida de amores por ele...e sonho....e imagino-o aos meus pés rendidos a mim...
Dsejo há muito tempo uma lufada de ar fresco na minha vida...tem de ser meu....

Estou à espera que me diga. Por favor, por favor, pelise (e aqui colo as mãozinhas para o céu), diz-me se sabes onde posso comprar um par de sandálias iguais às que estavam nos pés da professora de bandolim, diz-me filha linda, canão a mami morre de desejo!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Não aguentava mais esta situação

Pus termo a uma relação que já durava há algum tempo. Não se admirem, aqueles que me conhecem sabem do que falo.

Há uns tempos para cá sentia-me desconfortável, a sua constante presença tirava o ar. Era um sofuco, eu estava no limite. Olhava para ele e pensava no quanto o amei, o quanto sofri para o ter ao meu lado. Mas nestes dias, sozinha, equacionei esta relação e  cheguei à conclusão que já era altura de partir para outra que não me deixasse desconfortável, ansiosa e, acima de tudo, que me fizesse feliz.
Ontem, depois de muito ponderar olhei bem para ele ali, esticado na cama disse do alto da minha pessoa, do alto do meu quase metro e noventa....
- Hoje vais sair daqui. Vais dar lugar a outro.
Ele ainda questionou que "quem aguentou até agora aguenta mais uns tempos".
Mas eu, altiva e orgulhosa, jogando todos os trunfos que tinha na mão, ripostei:
- Chega! Ináfe (inglês). Esta relação termina agora.

E, juntando todas as forças que ainda dispunha tirei-o da cama, embrulhei com todo o cuidado e pus na janela a apanhar sol antes de ser guardado até ao próximo inverno.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Dia fresco

Hoje foi dia de mudar os lençóis da cama. Já não os mudava desde a primeira guerra mundial e hoje foi o dia. Atão, estou aqui desejando de saltar para ela, pois se há momentos dignos da minha adoração um deles é meter-me numa cama cheirando a fresco. E eu uso Lenor - amaciador - que vem directamente não da Tailãndia mas de Londres. Adoro o cheiro deste amaciador que perdura desde a primeira guerra até à segunda.
Estou ansiosa para meter este belo corpo enxovalhado, cheio de pregas, nuns lençóis engomados pelas mãos da minha Paula  - a que substitui Moi-Même quando ela está sem pachorra para tarefas domésticas.
Lençóis cheirando a lavado e a Lenor é qualquer coisa como ir ao Céu e voltar enquanto o diabo não vê.
Aguarda-me um momento de verdadeira paixão.

domingo, 28 de maio de 2017

Deu-me uma...












...Branca, alva, clara,  nívea, assim como quem passou lixívia no cérebro...
Não tenho nada para dizer. Estou vazia de palavras.
Não me lembro de algo com substância e fico aqui a congeminar e a dar cabo da cabeça e não sai nada. Oca, vazia...
Enquanto isso o mundo gira e as horas avançam...
Rezem para que seja passageiro. Vamos fazer a corrente de oração.

sábado, 27 de maio de 2017

Felicidade

Abre a felicidade como se estivesse numa garrafa. Como se fosse champanhe. Inspira o seu aroma, espalha por toda a casa o seu conteúdo. Descansa com a garrafa vazia na mão e olha para ela derramada. Vive a vida. Procura uma garrafa e...
...abre a felicidade, pois então!


"As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade."
                         William Shakespeare


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sempre na vanguarda do bem servir

Ai se não era eu não sabiam conjugar o decote com o colar.
Não pensem que sou "ingoista" e guardo as dicas da moda só para mim.
Que seria da blogolãndia sem os meus conhecimentos? Eu que vim ao mundo para ensinar a forma de usar correctamente os colares.
Agora apareçam aqui com o colar de bico sobre a gola redonda que eu mando ver o manual!.
Futilidades.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Com chocolate nas unhas

Eu não gosto de comer chocolate mas gosto de beber um bom cacau quente. Não aprecio bolos (de chocolate) e até a pronúncia da palavra "chocolate" que, à maioria das pessoas faz salivar, a mim dá-me uma volta no estômago.
Não gosto não como, nem dou um passo à frente quando chamam para partir o bolo. Tonterias minhas, e eu não sei!?
Mas voltando ao chocolate só o aprecio nas unhas. Adoro pintar as unhas​ da cor do chocolate.
E quem mais não aprecia chocolate?

sábado, 20 de maio de 2017

Bom Fim de semana, pois então!

Esta sou eu. Podia dizer que é o meu lema, é a forma que tenho de viver.
Tento tirar sumo mesmo que a fruta esteja seca.
Bom fim de semana que agora vou ali comprar fruta sumarenta.
"Esta Lisboa que eu amo.....

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Também tenho fases

E é assim que digo a Moi-Même, a minha empregada do Belize quando de dedo no ar e a empurrar-ela (como se diz em madeirense), para o trabalho, lhe ordeno:
"Ou fazes agora ou nunca mais fazes", porque Moi-Même trabalha de empurrão.

sábado, 13 de maio de 2017

Hoje é dia F...

Fátima, Futebol, Festival...

Dia Fantástico. Dia Fabuloso...
Começou com Francisco em Fátima a rezar por nós...
Depois um Futebolístico dia...
Dia Fértil em opções que poderá ser Falado a nível mundial. Claro que é Facultativo, mas esperemos pelo Final do dia para sabermos se o Frágil Sobral no concede um Final Feliz.
Um Fim de Semana Frutífero e Formidável para todos nós. Um abraço Fraterno daqui deste lado do mar.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Mas é assim tão boa?!

Confesso: ainda não ouvi a tal canção linda, romântica, carismática que o tal Salvador Sobral interpretou ontem na tal semi-final da Eurovisão da Canção.
Confesso: geralmente não aprecio as canções que levamos ao festival, mas parece que esta vai ser a salvação. Atão, se o intérprete se chama Salvador está tudo a dirigir-se ao pódio.
Confesso: não me causa interesse sentar-me a ver um rol de cantigas que, a saber, já uma está predestinada a vencer.
Confesso: não entendo a razão de a Austrália estar representada (mesmo sendo convidada) que até poderá ser a vencedora. Nem está perto da Europa...
Confesso que este concurso é um cambalacho.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Um conselho por que eu nasci para vos ensinar o caminho certo

Quando sentirem que a vida está amarga, se esgotaram todos os pacotes de açúcar e mesmo assim não adoça, dêem uma mexida forte, agitem bem, abanem a vida é que por vezes o açúcar está no fundo.