Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Há momentos em que preciso de cinco litros de café

Hoje é um desses momentos.

Mulheres e homens da minha vida e do meu coração, vocês sabem lá o medo que tenho de viajar de avião. Vocês nem sabem quantas vezes vou ao WC tal é a sensação de desconforto e o nervosismo que se instala nas tripas​!
Vocês meus amigos não acham que tenho razão quando digo que num mundo tão grande com tanta terra eu, rapariga dada a medos de avionar, nasce num pedaço que quase não figura no planisfério de tão pequeno que é, e ainda para piorar rodeado de mar todos os lados que é como dizer que para qualquer lado que me vire é sempre mar?

Vocês meus amigos e amigas a sorte que têm de poder meter as unhas no guiador do carro e comer alcatrão, que é como quem diz: andar sem parar, por essa estrada fora, porque eu se quiser sair da minha zona só de avião, de barco ou a nado mas já experimentei - a nado - e só avancei um bocadinho como daqui ali...e olhem, estou a apontar com o indicador de onde até onde...

Fotografia: Santa Cruz, vendo-se, ao fundo, o orioporto, arioporto, aroporto, araporte ou orioporto, qualquer uma quer dizer: aeroporto

terça-feira, 21 de março de 2017

E, pronto, estalou o verniz

Eu não queria acreditar no que os meus olhos viam! Eu que perdi tempo da minha vida, da minha vida que é a modos que um carrocel, vai acima vem abaixo...
Não mereço, vocês sabem, pois conto aqui passo a passo a minha vida!
Julguei e mal aquilo que pensei ser a coisa certa, era o que esperava e digo que esperei tanto e agora acontece isto!?
Queria ser como aquelas mães de antigos alunos que tinham umas unhas de causar inveja até aos roedores. E, depois de muito pensar comprei o catalisador ou forno ou máquina de unhas de gel, como queiram chamar.
Mas as minhas unhas, malvadas do diacho, lascam. Leio sobre mulheres cujas aguentam quinze dias. Eu pergunto: não usam as mãos para trabalhar? Ou o defeito é das minhas. Será?
Se assim for não há volta a dar estas são as minhas unhas e não há tempo para mudar. Teria de renascer.
"Dilhemas", como se diz em madeirense puro, "dilhemas" de quem gosta e quer ter umas unhas como as que passam na televisão e baba só de ver!

sábado, 18 de março de 2017

Vá lá, perguntem-me por que estou tão feliz

Eu respondo a dar saltinhos de contente e a bater palmas que nem bebé quando vê um frasco de Nutella. Que felicidade em mim parece que o coração quer sair do peito e gritar: "finalmente!"
O ferro de engomar avariou-se. Aleluia. Agora tenho desculpa. A resposta vai ser: "querido, amor de mi bida, por supuesto, no hay fierro, tienes de esperar que se lo compre, si carinho mio?
Alegria! Finalmente, um descanso.
Olarilha!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Versão moderna do Capuchinho Vermelho

 Vai uma rapariga de cesta metida no braço qual Capuchinho Vermelho pela estrada fora, olha para a melhor e mais bonita couve do poio: fechada, em forma de coração de boi, de um verde que satisfaz, apanha-a e assim que a vira descobre que alguém chegou antes dela - da rapariga de cesto no braço que alegremente cantava.
Mas que coisa é esta! (desculpem, eu não disse "coisa", mas imaginam o que eu disse, não, ou tenho de dizer tudo?).
Um lagarto. Um lagarto estuporado comera toda a parte que estava junto à terra, numa de me enganar. Ai se eu te pego...ai ai se eu te pego, lagarto, deito-te as mãos ao pescoço, aperto-o, morres esganado com falta de ar e de papo cheio, mas nunca mais na vida comes as minhas couves.
"Aquilho" (como se diz por aqui) é que foi um verdadeiro repasto. Comeu até ao olho. Seria só um? Se foi já anda há muito tempo. E eu à espera que a bendita da couve crescesse! Crescia de um lado diminuía do outro.
Deve ter sido uma família de famintos.
Dúvidas, só dúvidas nesta linda cabeça loira de caracóis ou de lagartos que ainda mantém o barrete, perdão, quero dizer o capuchinho enfiado na cabeça.

Fotografia: Hortaliças do meu quintal, plantadas e cuidadas por mim.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Cuidado, eu sou uma mulher que mata

 O meu vizinho deve pensar que eu sou assim, a modos que tontinha quando ouve-me dar palmas sem haver festa. E sem estar o Quim Barreiros a tocar. Sim, que aqui quando há festa os pimbas vêm todos que até ficam roucos de tanto cantar.

Mas, voltemos...Por aqui, no meu rural, há uma epidemia de mosquitos, não há casa que se gabe de não ter pelo menos um. Eu, que nem sempre tenho o Dum Dum (passe a publicidade e não recebo nada por dizer isto), à mão e, como tenho as mãos à mão, bato palmas numa de acertar no demo do mosquito, e posso até me gabar que sou certeira, devia receber um louvor ou uma menção honrosa.
Adiante, ainda há pouco um desses atormentava-me. Batia palmas e não acertava e o estapor fugia, quiçá conhece os meus tiques e truques. Tive de me valer do insecticida. Dei tanto que até não preciso de colocar perfume em mim. E, certamente, hoje, não há mosca que resista ao meu charme. Morre logo.
Mas o pobre mosquito de perna longa e peito cheio jaz aqui ao meu lado e eu cheia de pena fico a pensar que o traste do triste mosquito tem um papel no ambiente.. Agora, paciência! Bem-feito, para não te cruzares na minha vida.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Bom dia sol

Adoro pela manhã abrir a janela e dar de caras com ele, ali, à minha frente desejando de entrar. Afasto as cortinas e deixo-o beijar todo o quarto.
Não gosto é de olhar para o chão e ver a poeira que o vento que fez nestes dias aqui, no meu rural. Mas ele não tem culpa de brilhar com tamanha intensidade que na presença dele tudo se vê. Bem me apetecia voltar a fechar os tapa-sóis para não me lembrar que a vassoura ou o aspirador também esperam por mim, não para desejar bom-dia mas para lembrar que domingo - dia de preguiça foi ontem.
Mas bom-dia a quem por aqui passa e boa semana, sim?

quinta-feira, 9 de março de 2017

Eu, ele e ela - a outra

Esta noite éramos três na cama. Eu, ele e ela - a outra - a que de vez em quando aparece para partilhar o leito conjugal.
Assim que me deitei percebi logo que ela viria aninhar-se entre nós dois. Lentamente, meteu uma perna, depois um braço quando dei por ela já se instalara e, depois, é ela quem toma as rédeas.
Eu sabia que um dia ela voltava. Há muito tempo que não aparecia. Esteve ausente em parte incerta, perdida nos braços de um outro qualquer, mas esta noite veio para ficar.
Quando não é uma é outra. Perdi a conta de quantas vezes somos três na cama.
E se viessem as duas ao mesmo tempo? Impossível quatro às voltas na cama!
Na semana passada "a outra" veio enroscar-se no mê senhor, que noite, mês dês, que noite!, Memorável! Hoje, esta agarrou-se a mim.
Não há quem durma com esta insónia e "a  outra" a enxaqueca.

Atão mulheres da minha vida...

...contem tudo, não se acanhem. Os vossos amores trataram-nas bem no dia de ontem? Sim, no dia da Mulher, claro (esquecidas!). Fizeram a comidinha, da boa, enquanto vocês descansavam a canela e o corpo no sofá? Não me digam que foi um dia normal!

Por aqui, houve muito marido (companheiro, amante, noivo, juntado) que deitou as mãozinhas à comida e saciaram as mulheres. E digo...
Sorte têm vocês, mulheres da minha vida, de terem um homem assim que arregaça as mangas e faz-se à cozinha.
Coisa boa é ver as mulheres sentadas, com um copo de vinho na mão e os homens de avental, empoleirados, à roda do fogão.
Ponham as mãozinhas para o céu e benzam-se que maridos desses não há em stock. Esgotou-se o fabrico antes do mê senhor nascer.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Isto não vai só com flores...






Porque
Enquanto houver uma mulher morta às mãos de um homem..
Uma menina violada...
Uma jovem mutilada...

Enquanto houver mães a matar as filhas a fim de evitar violações...
Enquanto houver uma mulher apedrejada em hasta pública por um grupo de homens na presença de outras mulheres que riem da situação...
Muito há para ser feito.

Porque nós, mulheres, ainda somos quem carrega o futuro no ventre

Feliz Dia para todas as mulheres da minha vida e para aquelas que me visitam.
E para os homens vai daqui um abraço.

terça-feira, 7 de março de 2017

Ele não fala comigo. O que devo fazer?

Nunca pensei dizer isto mas é a realidade. Eu sou fiel. É um dos princípios básicos de uma relação e, assim que surge uma dúvida nada volta a ser como dantes.
Ele que não saía de casa, ele que estava sempre ao meu lado, era com quem eu desabafava as minhas mágoas pois que sabia ouvir sem me julgar...
Mas um dia tudo mudou. Deixou de estar ao meu lado, passa os dias fora e algumas noites também. Vou para a varanda a ver se o vejo, pode dar-se o caso de estar por ali, à espera que eu o vá chamar. Mas não o vejo, se bem que já dei voltas a procurar no meu coração o que o levou a isto?! Não sei. Sou-lhe fiel, como já disse, sim, às vezes zango-me quando me afronta com alguma patifaria, mas depois fazemos as pazes peço-lhe desculpa pelos pontapés que lhe dou e pelas vezes que me apetece esganá-lo, mas depois penso que, ele não tem culpa de não me entender.

Não fala comigo. Chamo-o para as refeições e fica ali, a comer com a cabeça dentro da taça sem esboçar, sequer, um sorriso e sem olhar para mim.
Mas quantas vezes já o pus fora de casa e ele volta manso, com aqueles olhos verdes e de rabo entre as pernas e eu, coração mole, aceito-o e volta.
Mas hoje pus um fim e disse-lhe:
- Chega, ináfe, põe-te daqui para fora e não voltes mais. Entendeste? Estou farta de ti e das tuas ausências.
Sabem? Mas sabem o que fez o peste do gato? Olhou para mim, bocejou, coçou  as orelhas, enrolou-se ainda mais sobre si mesmo e continuou a apanhar sol.
Não há quem possa!

Deixem-me desabafar, canão sufoco! Diz ela que não faço nada

Não tenho tempo para nada nem para uma coçadura no lombo, e a minha Pulga - a Maivelha diz que passo o dia sentada a jogar Candy Crush...Que sou uma sortuda, que não tenho de estudar nem de ir para a escola, que posso me levantar tarde e passar o dia sem fazer nada, que queria ser reformada, que os reformados é que estão bem porque não fazem nada, e ela tem de estudar.
Mas onde já se viu?! É a ideia que estes gasguitos têm de mim. "Avó, tu não fazes nada".

Pois olhem, a minha vida não é fácil, não senhora, a minha vida é um pião, um rodopio valente.
De manhã faço os meus abdominais, coisa que comecei há muito tempo e ainda não acabei; é assim como bordar uma toalha de bordado madeira, depois dá-me aquela roeza no estômago e meto lá para dentro quase meio litro de café. Sento-me. Levanto-me para alimentar cachorros e gatos, faço o almoço para os netos e sento-me. Eles chegam almoçamos e sento-me para comer, depois levanto-me para me sentar, desta vez no sofá. Dou umas volitnhas a fim de digerir a quantidade de calorias injetadas e ...sento-me. Cansada, caramba!
Passo a tarde sentada pois que de pé canso-me.
Ali pelas cinco horas levanto para me sentar à mesa da cozinha para o lanche. Levanto-me, dirijo-me à padaria e, pasmem-se, sento-me na "minha poltrona", se não estiver ocupada. Venho para casa e cansada, sento-me.
Mais tarde o jantar e adivinhem.... sento-me. E que faço depois?
Claro, acertaram. Sento-me. E ainda diz a minha neta que passo o dia sem fazer nada! Só sei que à noite estou cansada e vou dormir mas deitada porque estou cansada de estar sentada.
Não ficaram cansados de ler? Atão sentem-se.

segunda-feira, 6 de março de 2017

"Teja à vontade" e por isso avançou reclamação. Ou eu é que sou a otária?

Hoje foi dia de compras e, com mê senhor e Pulga Maivelha "foi-se" fazer as comprinhas do mês. Escusado será dizer que o carrinho estava cheio. Dirigi-me para uma caixa que estava vazia e limpa que até perguntei se a funcionava. A menina, de longos cabelos negros, disse que sim com a sua cabeça e enceto o transbordo do carrinho para o tapete.
Eis que...
Aproximou-me uma senhora com um "piqueno" talvez de oito anos, e olha para a menina da caixa pois que, só tinha um cesto. A menina da caixa faz sinal à senhora e ela passa por detrás dela - da menina da caixa, deixa o cesto no chão ao lado dela dá a volta e coloca-se de forma que dava a entender ter chegado primeiro. A menina tira uma a uma as compras do cesto, passa pelo aparelho e mete no saco. A senhora, sempre de boca fechada, mete as compras, paga, e dá de frosques.
Aqui a escriba que vos escreve esta narrativa olha para a menina (da caixa, linda, com os seus cabelos negros) e diz, com toda a calma das ondas num dia de verão, mas cá por dentro um vendaval espreitava:
- Para a próxima vez pergunte-me se autorizo a que passe à frente.
Diz ela: "ah, esta senhora estava primeiro."
Digo:  Estava primeiro? Se estava primeiro não precisava passar as compras por trás de si, ponha-as no tapete. Para a próxima vez avança uma reclamação.
"Teja à vontade para reclamar", assim a abanar os ombros. Bem, aqui, começa a brotoeja a saltar e uma erupção lavra como se fosse um vulcão.
Calei-me e continuei a arrumar as compras nos sacos. Por fim, perguntei-lhe o nome, se bem estivesse no crachá.
Dirigi-me à recepção e contei o sucedido. A gerente admirou-se quando referi que o cesto estava ao lado da funcionária sem passar pelo tapete.
Reclamei não por ter dado a vantagem à senhora, mas pela arrogância da resposta.
Digo que houve reunião: eu, a funcionária, a gerente e o director.
Lágrimas, muitas lágrimas deslizaram pela cara abaixo. Pediu desculpa e disse-lhe que tudo se evitava se tivesse tido a capacidade de pedir desculpa quando do sucedido ao invés de tão arrogante.
Agora vai por escrito...

E não pensem que não tenho vida além desta

Na padaria (que não é minha mas é quase, o dinheiro que gasto em pão, café e outros bem que já podia ser) onde vou comprar o pão, ler o diário e toma a bica tem um recanto com uma poltronas de tão boas que são que fico recapachada quando me sento e sinto como se estivesse no trono, de tão reais, só faltando a coroa para ser rainha.

Quando entro e as "minhas poltronas" estão ocupadas faço questão de mostrar o meu desagrado a quem passa e a quem está lá sentado. A sério, adoro tanto que sou capaz de mandar umas bocas para dentro, do género: "vai demorar muito? Não tem nada que faça? Meias para apontear?"...que não sou rapariga de mandar cá pra fora umas...tal é o desagrado. Já cheguei a sair e esperar fora que as pessoas se levantassem para que eu assentasse o meu rico...(eu ia dizer traseiro mas fica mal, não fica?), corpo, outrora Danone agora Michellin, na bendita da poltrona de cabedal. Tanto que amigos meus que se aviam, também, na mesma padaria quando entram já olham para o sítio a ver se estou "embuseirada" e gozam a dizer: " assim que entro, olho logo a ver se a "reformada" está sentada.
Não é que eu não tenha cadeiras de cabedal em casa, tenho sim senhora, e do bom, como dizia a tia-velha, mas as da padaria têm cheiro a pão fresco e café.

domingo, 5 de março de 2017

Uns e outros

Há filhos que ao tornarem-se pais esquecem-se que são filhos. Dali para a frente só a família que constituiu é que passa a ser "a sua família", passando os pais a serem parentes, alguns muito afastados.
E depois...
Depois, há os outros...Os que tratam os pais como sendo família e não parentes...com o respeito que merecem, nunca os pondo de lado, tornando-os presentes em todos os bons e maus momentos da sua vida.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

No Brasil é verão por conseguinte calor

Isto vem a propósito do carnaval em Portugal - seja continental, insular ou ultramarino - onde assiste-se a uma leva de rabos ao léu com as "cachadas" (ide lá saber o que significa) à mostra.
Até a minha Pulga - a Maivelha, de onze anos, perguntou-me se era "obrigatório" ir com as cuecas metidas dentro da cesta.
Uma coisa que constatei é que, este ano, no Brasil, iam tapadas com fatos estilo baianas e, mais comedidas na roupa. Como se sabe, e se ainda o Brasil está no mesmo sítio, lá é verão. Ora, aqui, neste pedaço que é Portugal é inverno, ainda, e as trupes optaram por irem ao relento. É uma imitação barata do carnaval do Rio de épocas passadas, acho até que caiu em desuso por lá enquanto que aqui é o apogeu.
A mim dá-me uma brotoeja no céu na boca e dou estalinhos com a língua, e pergunto-me se será mesmo necessário despir-se tanto? E vão ali semi-nuas a bater válvulas devido à corrente de ar fria que vem do mar.
Mas isto sou eu que participei nos cortejos de carnaval aqui na região por mais de trinta anos na altura em que era mais criativo, original e nada colado ao do Brasil.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E cookies com canela também gosto

Prontes, fiz o que disseram. Limpei o pó, passei a esfregona debaixo dos móveis, e falaram nos cookies, tive de ir ao sabe-tudo e dizia: cookies= bolachas. Atão fui ao armário da cozinha e munida de uma terrina cheia de cookies limpei o barraco. Também pelo caminho aviei umas malassadas cheias de mel de cana sacarina assim como quem vai levar muito tempo na limpeza e não pretende passar fome.
Depois, sentei-me. Sabem enfardar cookies dá uma sensação de embolada.
Espero que agora possa andar a viajar pelo mundo fora já que limpei o barraco e mandei pó lixo "aquilho" que não fazia falta. Ou seja a lata de cookies uma vez que já está vazia.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

E o que dizer àqueles que açambarcam o diário?

Que os outros esperam...E desesperam?
Costumo ler o diário, tomar a bica (carregar o telemóvel, beber meio litro de água, lavar as mãos, ir à casa de banho e puxar água, mentira, estou a caçoar, não lavo as mãos, nem puxo água)...na padaria perto de casa. Mas o que gosto é daqueles açambarcadores que agarram no diário da casa, colocam os óculos e ao mesmo tempo atendem chamadas do telemóvel, falam com a digníssima esposa, comem uma sandes de fiambre e queijo e não passam da primeira folha.
E os outros que querem ler que montem no cavalo branco de Napoleão e vão pá guerra dos Cem anos.  Não esperem, pois desesperam.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

"São rosas, senhor, são rosas"...

...disse a rainha Santa Isabel quanto foi  interpelada pelo seu marido, El-rei Dom Diniz.
Pois eu também sou rainha do meu palácio e se me perguntarem que fruto é este, direi, do alto da escadaria do reino, a viva-voz:
"São goiabas, senhor, são goiabas".

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Não são marmelos, não são limões, antes que digam que são...

...e vou mazé comer até à exaustão (só para rimar)...
Sirvam-se, há mais na árvore.

Até ontem pensava que ia a Veneza ver o carnaval

Levei a semana a pensar que ficaria rica ontem. Sabem, recebi a previsão de um padre, numa daquelas mensagens de lixo - e só não foi esse o caminho que o senhor padre dizia que ontem dia ia acontecer uma mudança na minha vida.
A p' ssoa vai toda vaidosa de carteira onde guarda o bolhetim do totoloto e, com uma certeza na cara, a sorrir para mundos e fundos, apresenta o benditoso papel e nem ouve a campainha tocar, mas como a p'ssoa ouve mal, e depois o senhor padre tipo mestre Mamadu ou Karimba, garantiu-me que ia ser "a tal", nem liguei ao badalo da caixa.
Nada meu senhores, nem um puto dum cêntimo para, pelo menos, manter o sorriso!
Pensava eu,  mulher que acredita em milagres, que ia a Veneza de Itália ver de corpo presente o Carnaval, até já tinha a máscara pronta.
Bem, já que não vou a Veneza de Itália, vou mazé a Veneza, a pastelaria, me encher de sonhos e malassadas.
Triste ser pobre, sem dinheiro e sonhar que um dia vou partir a loiça toda de plástico e colocar a loiça do Bordalo Pinheiro ou, em vez disso, fazer o gesto do Bordalo...