Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Quando se pensa ser uma rainha e passar o dia no relax

.... sai uma gata Borralheira ou uma bruxa agarrada ao cabo da esfregona a limpar água todo o dia.
Eu explico, afinal para que nasci eu senão para vos ensinar o caminho da luz e da água?

Acordei cedo, ali pelas dez horas de uma manhã​ que tinha tudo para ser perfeita. Acordei e fiquei-me no ron-ron do calor das minhas penas. Mas, de repente, disse cá pra mim, uma vez que só eu é que me ouvia. "Levanta-te corpo de Cristo e vai mazé procurar que fazer."
Enchi o peito de ar e, assim que coloco o pé no chão, sinto que algo não está perfeito!
"Ah, diacho, ah estapilha que coisa (eu não disse coisa, disse outra, tá bem?), santo Cristo? Água!?
Meus queridos, eu pus os meus lindos pés na água. O meu quarto estava alagado, os sapatos nadavam alegremente, a água dava pelos tornozelos e já descia as escadas com tanta intensidade que  o eu por mais que corresse não  é a apanhava. Do tecto do andar de baixo pendiam estalactites e gotas de água em fila. Até que fumo subia pelo ar e um cheiro a queimado inundava as narinas.
Curto-circuito: água e electricidade uma dupla explosiva.

Limpei água todo o dia, e na rua chovia torrencialmente.
A minha cabeça está em água...Os sapatos estão encharcados...
Agora tenho uma explosão de tacos do chão a saltar. Sempre quis ter soalho flutuante mas não era desta forma...
E tenho um avião para apanhar...
Se não nos vermos por aqui é que, certamente, já estou aí.

domingo, 23 de abril de 2017

Hoje é domingo dia de cruzar as pernas

Domingo...
Se antes detestava este dia é só a pronúncia do seu nome dava-me uma brotoeja no corpo e ficava de trombas o dia inteiro: por ser véspera de semana preenchida de aulas, dia de preparar as lições, programar, projectar a semana, presentemente, só a pronúncia do seu nome faz aparecer um sorriso rasgado na cara.
Domingo, na actualidade, é um dia para relaxar. Nao que não faça planos semanais, mesmo sem ser profissional o hábito ficou, mas agora aproveito para passear pela minha ilha, captar bons momentos, brincar com os netos e retomar energias positivas. Uma leveza portanto.

À noite mostro alguns sítios bonitos do meu rural.
A todos um excelente domingo, força para iniciar a semana de trabalho. Custa, eu sei, mas no fim é compensador. Palavra de avoGi, Técnica Superior de Lazer.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Já preenchi, já submeti, já recebi

Refaço a frase: não preenchi pois que já estava preenchido pelas Finanças, só concordei, que trabalhadores da Função Pública não há como fugir do que está lá averbado, mas dizia eu que submeti e uma semana depois "ei-lho" (falando madeirense), depositado na conta.
Tão bom não é? E por aí já canta bem alto o dinheirinho do IRS ou canta baixinho? O meu cantou pianinho, mas foi bom ouvir o seu sussurro.
Ide a correr, rápido, que rápido vem. E sigam a frase: "não deixem para receber amanhã o que podem ainda receber hoje".

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Ainda que fosse verdade

Ainda que natal seja sempre que uma mulher quiser há limites. E os meus limites por vezes andam baralhados e de vez em quando sai asneira da mais grada.

Ontem ao passar por conhecidos e, como habitualmente se deseja votos de feliz época, cá a rapariga que vos escreve também quis ser bem educada desejando "Feliz Natal" com toda a convicção que estava a dizer "Feliz Páscoa". Só dei conta que algo estava mal, quando olham (para a rapariga que vos escreve) com tal ponto de interrogação de mão dada com o ponto de exclamação ambos espelhados na cara e a pensarem: "tá tontinha?!"
Aí sim, esta rapariga cuja cabeça dita a sentença fica assim, a modo que encavacada e a pensar que eles eram Jeová.
Atão eu desejo feliz Páscoa e eles olham para mim de boca aberta a fazer um grande "ó" em vez de agradecer e retribuir?! Atão onde já se viu ficar sem dizer nada à pessoa que deseja que a páscoa seja replecta de paz?
Só quando disseram: "andas adiantada ou atrasada?"
Aí virou o bico do prego e era já eu de boca aberta, sobrolho franzido, e a pensar: "Uóte (pensei em inglês), tás tontinha ou fazes-te? As amêndoas entupiram-te o cérebro, ou quê?!"
Depois esclarecemos e chegámos à conclusão que eu é que tinha amêndoas a entupir o cérebro e que já tinham substituído os miolos. Depois gargalhada geral por esta cabeça ser, a modos que, uma moganga!
Ora o Natal ainda há dias foi mas não tarda a chegar...

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Remédio santo para as insónias e eu só estava constipada

Há muita gente a sofrer com esta malvada doença, que não deixa unir pestana de cima com pestana de baixo e faz-nos ouvir tudo à nossa volta. Eu, da minha parte, não oiço quase nada assim que tiro os aparelhos das orelhas a não ser a respiração profunda (se eu disser roncos ele fica aborrecido), do vizinho do lado ou seja do mê senhor.
Nem Valdespert nem Valeriana nem Valium nem Xanax...
Estava eu a dizer que há um medicamento eficaz para a insónia, para quem deseja uma noite tranquila nas asas de Morfeu, sossegada, silenciosa, enfim, descansada. Seu nome Actifed.
Oh mês dês, tomei uma colher deste remédio e podia cair um bolo do caco em cima da cara e, na pior das hipóteses ir para a outra banda para a zona dos calados que nem dava conta.
Foi preciso a minha Pulga -a Maiveilha, a de onze anos, perfurar a testa com aquele dedo em riste para me lembrar que, afinal, ainda estava no mundo de cá.
Dormi tão bem e só tomei uma colher de Actifed, que é um anti-histamínico imaginem se tomasse duas...

domingo, 2 de abril de 2017

Cuidado, tenham isto em atenção

E não digam que não avisei. Afinal eu nasci para vos ensinar como lidar com cachorros.

(Desculpem, tinha um erro ortográfico, já emendei, entretanto; isto de mandar postas e fazer o almoço ao mesmo tempo alguma coisa sai mal. Inda bem que não foi o almoço! Agradeço a quem me alertou)

quinta-feira, 30 de março de 2017

Entenderam, homens? Espero ter ajudado

Afinal eu nasci para vos ensinar o caminho da felicidade.

Ouviram-me dizer que ia à Primark?

E ouviram-me dizer que ia atestar a cesta com umas coisinhas que precisava, não foi?
Acreditem, era só uma brincadeira e...sou mentirosa. Meia mentirosa, pois que, entrei naquela loja do diacho, agarrei no cesto, percorri o espaço, levei pisadelas, encontrões. Era um carrinho de bebé tão grande que parecia um autocarro, era um catraio que chorava e gritava que tinha fome e a mãe continuava a ver vestidos sem valorizar a birra, e os outros que se amofinem. Irritei-me. Larguei o cesto. Deixei as roupinhas. Cumássim era tudo supérfluo que roupa tenho que chegue. E meia-louca da vida por ter perdido um bocado do meu precioso tempo saí e nem olhei para trás.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A felicidade é como o telemóvel. Temo-la na mão e andamos à procura

Pareceu-me ouvir o telemóvel tocar. Não parece, toca mesmo. Levanto-me apressada e vou a correr à procura do dito que tocava sem parar. Não o encontro. Mas estava mais perto, percebia pelo tom do toque.
E tocava...

Até que dei de conta que andava de um lado para outro, como um mosca à procura da luz, com ele entre os dedos.
Tive-o sempre na mão e procurava-o.

Fez-me lembrar que acontece com a felicidade. Temo-la na palma da mão e procuramos. Camnhamos com ela entre os dedos, debaixo dos nossos olhos e não damos conta. E quando nos apercebemos, deixou de tocar como o telemóvel.

(Pronto, cuidado que as minhas "armonas" estão a saltitar como pipocas.)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ai, povo enganado! "Vaiam" mas é vestir a gabardina e calçar as botas d' água!

Julgavam vocês que o sol vinha para ficar? Julgavam que iam colocar a bela da tamanca no pé e caminhar porta fora até à babuginha do calhau e espalhar-se ao comprido num metro quadrado de cimento, ai era? Desenganem-se meus e minhas, hoje aqui chove facas e canivetes do céu e o Pedrocas anda a fazer churrasco e a deitar o fumo cá para baixo. E que belo churrasco! A julgar pelo fumo a lenha estava molhada. Pudera, se chove e volta a chover...
Mas adiante.
Atão, as minhas lindas mulheres cá do burgo até arranjaram as unhinhas dos pés para poder arejar os dedinhos? Vão mazé ao baú buscar o sobretudo, as luvas, cachecol e as meias tricotada pelas mãos da avó que isto ainda vem muito frio.
Sabem o adágio popular: "Abril águas mil" que em madeirense se diz: "abrilhe águas milhe?" A água ainda vai cair antes do fim deste mês, palavra de quem nunca mente.
Ui, que frio aqui, no meu rural, deixa-me fazer um chá de limão com sumo, deitar mel de cana e um cálice de aguardente a ver se aqueço.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Seria o milagre que tanto espero

Para dormir, como um anjo, nada melhor que juntar três factores no quarto: arejado, escuro, silêncio.
Eu, rapariga que sentada no sofá dormita mesmo que o filme seja de acção e faz aquele esforço mórbido para ver até final e quando dá por si tem a baba a escorrer pelos cantos da boca e os óculos dependurados no nariz mas virados para Marrocos (que fica ali em frente), assim que desperta do sono, olha para a televisão e fica como que perdida pois que no seu cérebro de abóbora amarela cheia de pevides, não percebe que o filme que começara a ver já acabara há, sensivelmente, uma hora e três quartos e que este já é outro.
Atão, a rapariga que sou eu levanta este corpo que já foi danone, mas agora é Michelin, agarra nele ainda cansado e todo torcido que mais parece uma rosca, devido a estar sentado no sofá, e leva-o até à casa de banho para fazer o que tem a fazer neste sítio, despe-o, ou melhor tira o robe, fica com o rico pijama de bordado Madeira e deita-o. Assim que o deita no quarto arejado, escuro ...descobre que não há silêncio. E porque não há silêncio?, perguntam vocês que tudo querem saber? E eu respondo porque não sou de meias palavras. Por que alguém, que não me atrevo a dizer quem, toca piano. E saem uns acordes musicais, tipo tum tum tum tum acompanhados de uns suspiros como se competisse com Bitoven.
Mas a rapariga que para dormir precisa dos três factores juntos, e só tem dois, decide acompanhar o ritmo mas a dançar o fandango, desatando a dar pontapés no pianista. Pelo menos, durante um instante deixou de tocar piano.

terça-feira, 14 de março de 2017

Nunca vos aconteceu?

Não. Não digam que não que começo logo a chorar com pena de mim! Não digam que não porque eu, que já tenho a mórbida ideia que esta cabeça só tem pevides de abóbora amarela, vou ali tomar um copo de antidepressivos acompanhado com uma caneca de poncha de Madeira e um cálice de Porto Vintage.
Não digam: "ah, cá nada, cá a mim nunca me aconteceu" que eu garanto a nossa amizade termina com este poste.
Posto estas referências vamilhá à pergunta:
Nunca vos aconteceu chegar à arca congeladora para tirar, neste caso bacalhau demolhado, para fazer uma receita pela qual pensaram a noite toda e chegar lá constatar que o dito bacalhau tinha evaporado? Ou usado noutro prato? Ou, quiçá, nunca existiu?
Não?! Ou eu é que sou a descompensada cá do burgo?

quinta-feira, 9 de março de 2017

Eu, ele e ela - a outra

Esta noite éramos três na cama. Eu, ele e ela - a outra - a que de vez em quando aparece para partilhar o leito conjugal.
Assim que me deitei percebi logo que ela viria aninhar-se entre nós dois. Lentamente, meteu uma perna, depois um braço quando dei por ela já se instalara e, depois, é ela quem toma as rédeas.
Eu sabia que um dia ela voltava. Há muito tempo que não aparecia. Esteve ausente em parte incerta, perdida nos braços de um outro qualquer, mas esta noite veio para ficar.
Quando não é uma é outra. Perdi a conta de quantas vezes somos três na cama.
E se viessem as duas ao mesmo tempo? Impossível quatro às voltas na cama!
Na semana passada "a outra" veio enroscar-se no mê senhor, que noite, mês dês, que noite!, Memorável! Hoje, esta agarrou-se a mim.
Não há quem durma com esta insónia e "a  outra" a enxaqueca.

terça-feira, 7 de março de 2017

Deixem-me desabafar, canão sufoco! Diz ela que não faço nada

Não tenho tempo para nada nem para uma coçadura no lombo, e a minha Pulga - a Maivelha diz que passo o dia sentada a jogar Candy Crush...Que sou uma sortuda, que não tenho de estudar nem de ir para a escola, que posso me levantar tarde e passar o dia sem fazer nada, que queria ser reformada, que os reformados é que estão bem porque não fazem nada, e ela tem de estudar.
Mas onde já se viu?! É a ideia que estes gasguitos têm de mim. "Avó, tu não fazes nada".

Pois olhem, a minha vida não é fácil, não senhora, a minha vida é um pião, um rodopio valente.
De manhã faço os meus abdominais, coisa que comecei há muito tempo e ainda não acabei; é assim como bordar uma toalha de bordado madeira, depois dá-me aquela roeza no estômago e meto lá para dentro quase meio litro de café. Sento-me. Levanto-me para alimentar cachorros e gatos, faço o almoço para os netos e sento-me. Eles chegam almoçamos e sento-me para comer, depois levanto-me para me sentar, desta vez no sofá. Dou umas volitnhas a fim de digerir a quantidade de calorias injetadas e ...sento-me. Cansada, caramba!
Passo a tarde sentada pois que de pé canso-me.
Ali pelas cinco horas levanto para me sentar à mesa da cozinha para o lanche. Levanto-me, dirijo-me à padaria e, pasmem-se, sento-me na "minha poltrona", se não estiver ocupada. Venho para casa e cansada, sento-me.
Mais tarde o jantar e adivinhem.... sento-me. E que faço depois?
Claro, acertaram. Sento-me. E ainda diz a minha neta que passo o dia sem fazer nada! Só sei que à noite estou cansada e vou dormir mas deitada porque estou cansada de estar sentada.
Não ficaram cansados de ler? Atão sentem-se.

domingo, 5 de março de 2017

E é amar-te assim perdidamente

Sou uma apaixonada pelo Porto (mas isso já toda a gente sabe), desde que o mê Bisalho (meu filho), optou por estudar nesta cidade. E, assim que posso, meto-me ao mar.
Porque ama ela o Porto? Perguntam vocês enquanto batem com as pontas dos dedos no tampo da mesa e franzem o sobrolho.
Não sei, só sei que é um amor correspondido. É uma relação para durar.

Uns e outros

Há filhos que ao tornarem-se pais esquecem-se que são filhos. Dali para a frente só a família que constituiu é que passa a ser "a sua família", passando os pais a serem parentes, alguns muito afastados.
E depois...
Depois, há os outros...Os que tratam os pais como sendo família e não parentes...com o respeito que merecem, nunca os pondo de lado, tornando-os presentes em todos os bons e maus momentos da sua vida.

sábado, 4 de março de 2017

Uma comichãozinha...

Tenho comichão na garganta, o que faço? Não é por fora, se assim fosse, ora bem, era só meter as unhas acabadas de pintar com vermelho vivo e coçar até arranhar. Mas não, senhores, mas não. É por dentro!
Coçar está fora de questão pois não meto os dedos (com as unhas acabadas de pintar com vermelho vivo), nem a mão pela goela abaixo; depois, a minha garganta é funda, e, de certeza que me dará "engulhos", pois sempre que o senhor doutor - aquele que tem um nome comprido - me punha o pau de gelado lambido na língua dava-me umas ganas de "rabiçar".
Vou ter de esfregar a língua no céu da boca e dar estalinhos a ver se passa a comichão, esquisito, não é? Que raio de sítio para dar comichão!
Com tanto corpo onde posso pôr as unhas (acabadas de pintar com vermelho vivo), calhou-me logo este: dentro do corpo!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Já vai em quinze dias e nada

Tomei uma resolução e vou tentar seguir à risca.
Meteu-se na cabeça reduzir os quilos de trago alojados nas nádegas, na cintura, na barriga, nos ombros...
Adiante...
É mais ou menos assim: sou rapariga de ideias fixas e se me mete uma coisa na cabeça dou a volta ao mundo mas tenho de a concretizar. Agora é esta, daqui a dias pode ser outra, enfim... Quero tirar estas lombas e valetas que possuo.
Atão, eu, de ideias fixas, escrevi num grande cartaz uma frase e colei-a com fita-cola atrás da porta. E cada dia quando acordo, leio a frase e fico tão feliz porque...
"Amanhã começo a dieta, hoje não".
E dou um pulinho de contente. "Ah, é amanhã! Não é hoje!" Digo satisfeita.
Já há mais de quinze dias que leio ainda não emagreci, mas já sei dar pulinhos.