Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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terça-feira, 21 de março de 2017

Juro que vi mas ela não viu que eu vi

Sentada dentro do carro à espera da hora em que começa a ginástica e, como o carro estava virado para o passeio em frente da farmácia que fica ao lado do ginásio, presenciei este episódio.
Sem nada para fazer olhava para dentro da farmácia onde somente umas moscas voavam pois que doentes não havia nenhum e ainda bem. Nisto a doutora, já de bolsa a tiracolo para sair, sem bata, vai à prateleira tira uma embalagem de creme, desenrosca a tampa, espreme a quantidade equivalente a uma ervilha, das grandes, de creme na costa da mão, enrosca a tampa e vualá, coloca na prateleira para ser vendida e sai a massajar as mãos.
E eu a ver a cena, mas ela não me viu. 
Amanhã vou à farmácia e peço uma embalagem do dito creme e digo logo: "senhora doutora, não quero aquele que ontem tirou uma ervilha, das grandes, e deitou nas mãos". 
É muita lata! Daqui para a frente levo a balança para pesar tudo o que comprar na dita farmácia!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mulheres, sabem o que fazem os homens!?

Cheguem-se aqui à minha beira, aproveitem os banquinhos ainda livres e virados para o sol que vamos dar início ao uorquechope sobre o tema: "o que fazem os homens quando as mulheres se juntam para uma saída só de mulheres que inclui jantar".
Não sabem, pois não? Atão eu digo, afinal nasci para vos ensinar o caminho da luz.
Os homens também se juntam numa galhofada sem mulheres por perto a travar as brincadeiras e vão jantar fora.
Pensam que eles ficam em casa a remoer o abandono? Pensam que ficam a encharcar lenços de papel com lágrimas, suor e moncos por serem preteridos?
Povo enganado! Eles partem numa aventura em grupo, quiçá, melhor e mais recheada que o programa das suas mulheres.
E a felicidade estampada na cara deles é notória, digna de registo.
Olhem que eu vi com estes lindos olhos cor de alface, mentira, são de beringela. Mas vi tantos grupos de homens felizes, no dia em que as mulheres se juntaram para uma saída....

quarta-feira, 1 de março de 2017

Se tu visse o que eu vi o-i-o-ai

Como já referi, ontem, foi um dia "pra lá de Bagdade" de bom tanto a nível da comida como o passeio. Alias, passear à beira-mar tem o seu quê de romantismo. Não é para onde vão os casais namorar?
Oras, estava eu a passear pela marginal do Paul do Mar, quando a fazer uma panorâmica de 180 graus, olho para o hotel sobranceiro à dita marginal e que vejo.
Vejo....
Vejo um turista na varanda do seu quarto de hotel completamente nu a assistir ao belíssimo pôr-do-sol, de pé, com as mãos pousadas no varandim, com total desembaraço, nada acanhado, sem se preocupar com quem estava a passear na marginal.
Uma descontracção que deixa com contracção quem por lá passava.
Haja decoro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

No Brasil é verão por conseguinte calor

Isto vem a propósito do carnaval em Portugal - seja continental, insular ou ultramarino - onde assiste-se a uma leva de rabos ao léu com as "cachadas" (ide lá saber o que significa) à mostra.
Até a minha Pulga - a Maivelha, de onze anos, perguntou-me se era "obrigatório" ir com as cuecas metidas dentro da cesta.
Uma coisa que constatei é que, este ano, no Brasil, iam tapadas com fatos estilo baianas e, mais comedidas na roupa. Como se sabe, e se ainda o Brasil está no mesmo sítio, lá é verão. Ora, aqui, neste pedaço que é Portugal é inverno, ainda, e as trupes optaram por irem ao relento. É uma imitação barata do carnaval do Rio de épocas passadas, acho até que caiu em desuso por lá enquanto que aqui é o apogeu.
A mim dá-me uma brotoeja no céu na boca e dou estalinhos com a língua, e pergunto-me se será mesmo necessário despir-se tanto? E vão ali semi-nuas a bater válvulas devido à corrente de ar fria que vem do mar.
Mas isto sou eu que participei nos cortejos de carnaval aqui na região por mais de trinta anos na altura em que era mais criativo, original e nada colado ao do Brasil.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Porque é que as mulheres andam com o telemóvel no bolso de trás?

Se uma mulher tem uma bolsa a tira-colo por que tem o telemóvel no bolso de trás? Assim meio dentro meio fora.
É para ser roubado, sentir a vibração ou por que sim?

A mim lembra-me um empreiteiro! Eu jamé...Mas isto sou eu que sou antiquada.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tesos e forretas

Estava um bêbedo à porta da padaria com uma moeda de cinquenta cêntimos na mão. Falava mas ninguém lhe dava ouvidos. Mas que aspecto ele tinha! Sem dentes e com um cheiro que demonstrava que a água tinha passado ao lado. Também não choveu...
Esticava a mão a cada pessoa que passava. Ninguém lhe dava ouvidos!
Eu não percebi nada do que ele dizia quiçá por causa dos dentes ou da falta deles.
- Forretas. Não têm dinheiro. Andam todos tesos. Forretas. Vão....E continuava a frase com impropérios.
De repente irrompe pela padaria dentro a aborrecer quem lá estava. Mas sempre com a mão esticada mostrando os cinquenta cêntimos. Veio uma funcionária, nada meiga, agarra pelo bracinho dele e porta fora, mas com tanta força que o pobre do coitado do bêbedo tropeçava a cada passo.
Afinal o hôme só queria trocar os 50 cêntimos. As aparências iludem...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Por favor chame-me doutora

"Aquintrodia" (o mesmo que: aqui há dias, em madeirense), falei no meu vizinho venezuelano, proprietário do mini-mercado onde avio os legumes frescos e que trata os clientes por "vezeinha".
Ora, há dias estava ele meio encabrunhado e perguntei-lhe a razão.
-Vezeinha, a vezeinha fica chateada por eu a tratar por "vezeinha"?
Respondi-lhe que não e perguntei porquê.
Ah, sabe, vem cá um senhora e tratei-a por "vezeinha" e ela pediu-me para "tratar-ela" por "sinhora doutora", mas nunca por vezeinha.
Peneirices.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Não há nada melhor que ter uma boa vizinhança

O meu vizinho da esquerda...esquerda se estiver virada para norte e se estiver de frente para o mar é à direita, é um bom vizinho, deixa sempre a luz do quintal acesa toda a noite até de madrugada e assim não preciso de acender as luzes da minha casa quando vou ao quintal; já o vizinho da frente se estiver virada para a casa dele e de trás se estiver de costas, é um bom companheiro, põe o Carlos do Carmo a cantar "os Putos" toda a tarde e depois o Toni de Matos "Não venhas tarde" que até já sei as letras de cor e trauteio quando estou na rua, a estender a roupa (ainda bem que não é a Ana Malhoa, canão punha a dançar aquela dança louca que chocalha o corpo todo e a roupa, cá-te-vistes), por isso, não preciso de ligar a telefonia. Assim poupo uns trocos na conta da electricidade à conta da boa vizinhança que tenho.
Olarilha! Tudo boa gente.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fome, preguiça, sono ou mal do dono?

Numa loja cá da urbe entro e vejo uma funcionária que pela cara mostrava estar a fazer um frete. Quando a chamei para tirar uma dúvida veio lentamente, que o patrão não lhe paga mais se andar depressa e, a muito custo, explicou-me mas, sempre a abrir a boca sem pôr a mão a tapar. Que dentição, que cavidade bocal quase que vi o esófago e se me pusesse em bicos de pés era capaz de ver o estômago. Mais uma pergunta mais uma resposta a bocejar de uma maneira que me estava a incomodar e lembrava-me um jacaré. Sim, é isso! Um jacaré!
Até que lhe perguntei se tinha fome visto ser hora do almoço. Não, respondeu ela. Acabei de almoçar.
Ah, está explicado o bocejo. Sono. Aconselhei-a a deitar a cabeça numa almofada e passar por umas brasas. E regressar com vontade de trabalhar.
Riu-se.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Encarregados de educação só às vezes

Na semana passada muitas escolas encerraram portas devido à greve dos funcionários e, por conseguinte, muitos pais e encarregados de educação manifestaram o seu desacordo em frente à televisão, pelo facto das crianças ficarem sem aulas.
Hoje um grupo de encarregados de educação fecharam a cadeado uma escola devido à falta de funcionários e às más condições de funcionamento da cantina. À conta deste fecho as crianças ficaram sem aulas.
Quando é por conta de outrem reclamam, acham incorrecto e pedem explicações, mas a mesma atitude tomada pelos pais já está correcta e é um direito.
Mas entende-se este povo?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

De que serve avisar?

Nota-se uma crescente desobediência da população em relação aos avisos de mau tempo. Tanta recomendação em vista à sua própria segurança e vão tirar fotos para o sítio de onde se deviam afastar.
Demonstra um desrespeito pelas regras de cidadania...Que a meu ver é basicamente a conduta social de hoje em dia. Uma falta de civismo generalizada seja em que situação for. E nesta dá-me uma brotoeja saber que educação transmitem em casa? Que regras de conduta social são passadas. Uma educação centrada em si e nas suas ideias e pensamentos que não permite contradições.

Ainda me lembro quando não havia estas chamadas de atenção e previsões de mau tempo e nós aceitavamos com resignação estas mudanças, sim queridos, sempre houve mudanças bruscas no tempo, e no ninguém nos avisava com antecedência, mas hoje sabemos das intempéries e a pergunta mantém-se: por que raio vão para o meio da tempestade?
É como nos incêndios! Quase que estão no fogo!
Pessoas, aceitem as previsões de quem sabe, de quem trabalha na meteorologia, mas se façam metereólogos de curso tirado em dois meses. Para vosso bem e segurança!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Ai sim?! Ai pois é!



Ai pois, agora chupa essa manga, melhor dizendo, atão vocês autarcas da minha vida queriam roubar o erário público e era para manter segredo?
Mas vocês, autarcas do meu mundo, pensavam que essas voltas que iam dar...quando faziam as viagens à conta dos munícipes, usando não o da algibeira mas sim o do cofre...que ninguém ia saber?
Otários! Agora andam com as calças na mão a correr no tribunal!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

The Big Picture

Não sei se acompanham este programa na RTP. Refiro-me ao The Big Picture. Cá para mim que ninguém me ouve ou me lê digo que parto-me a rir, deixem-me usar esta metáfora, ao ver a cultura geral dos concorrentes. Eu também não sou uma enciclopédia e a minha cabeça já não é o que era, mas sei que tenho 32 dentes na boca sem precisar de a abrir, meter o dedo indicador e contar em frente às câmaras...
E depois ainda duvidar da contagem, dizendo que na realidade são 36 pois faltam-lhe os do siso.
Mas a melhor foi nem ter essa opção nas alíneas. Posso rir?

Só quem vê é que entende!

Meus senhores (e minhas senhoras também) que falta de responsabilidade existe neste mundo redondo! Que falta de civismo, meu Deus! Mas anda tudo louco?!

Atão não é que alguém entra numa via rápida e bate em quem lá circula e arma-se em triste coitada?! Atão não é que para se armar em vítima diz que quem circulava é que tem de assumir a culpa!?
Onde já se viu entrar numa via-rápida, cruzar logo duas faixas arrastar quem lá circula até os rails de separação, encurralá-la e dizer que esta pessoa bateu atrás quando é o lado dianteiro que está amolgado!?
Haja civismo e responsabilidade...Admitir os erros custa, mas liberta a consciência!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Viver à conta do governo é tão bom!

Que o diga os meus vizinhos, um casal cá da urbe que nada faz a nível profissional, e que faz-me pensar que quem vive à sombra dos que trabalham (e por isso descontam para estes) é que são uns felizardos.
Além de não se apoquentarem com as tarefas inerentes ao trabalho que, como todos sabeis, dão cabo da saúde e desgastam o cérebro, além de não cumprirem horários, além de não terem tarefas de cozinha uma vez que os filhos passam o dia na escola e por lá almoçam têm dinheiro suficiente para ter um Iphone 7.
Iphone7 é uma careza, senhores! Há muita gente que trabalha e não pode comprar este equipamento!

Mas por outro lado penso que uma vez que vivem em casa do governo com renda baixa, ou sem pagar, nem sei!,  uma vez que por isso os filhos têm apoio social, uma vez que auferem um rendimento social, esse é para as futilidades e para comprar um telemóvel topo de gama e andar a fazer "ciganas" a quem não tem.
Por isso, digo e redigo: mais vale viver de esmola do governo do que trabalhar....
Burra, otária que sou em não ter pensado nisso!

terça-feira, 1 de março de 2016

Dez anos é muito tempo

Dizem os cientistas da Universidade do Porto que, "parar dez anos para que a sardinha seja reposta em stoque".
Ora bem, eu que até gosto de sardinhas, embora deteste o cheiro que prevalece durante dias no corpo, nos lençóis, na casa, acho que não aguento dez anos sem comer uma boa sardinhada.
Entendo que se pescarmos desenfreadamente como tem acontecido nem daqui a cinquenta anos se come uma bela pratada delas e, adeus são João e todas as festividades onde a sardinha é rainha. Mas dez anos é muito tempo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O que faria se visse um homem de 65 anos a casar com uma menina de doze?

É o vídeo que está a circular nas redes sociais,como forma de consciencialização para o casamento de crianças com homens adultos e idosos acrescento.
Em pleno praça em Nova Iorque um homem passeia de braço dado com uma menina de doze anos vestida de noiva mas, com cara de quem está a ser obrigada ao acto.
As pessoas olham incrédulas e há até quem se intrometa fazendo perguntas.
Assistam ao video (aqui).
"De acordo com as estimativas mais recentes, a cada dia que passa há 33 mil meninas a serem casadas contra a vontade, perdendo a hipótese de serem crianças e vendo negados os seus direitos à educação e a toda uma vida em liberdade."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A Polícia também faz milagres

Lá nas terras das américas do sul a polícia opera milagres que nem Deus nem os Santos conseguem.
Um amputado consegue andar. Um mudo falar...
Vejam o vídeo, (aqui) do cambado (como se diz em madeirense), a andar. Que milagre, Mê Dês!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Sou só eu que reparo nestas coisas?

Salta-me aos olhos, estes meus olhos que vêem mais do que é permitido, a beiça insuflada das mulheres que esticam o maxilar superior, numa de atenuar as rugas, Que coisa!, parece que levaram um murro na boca e inchou de seguida,até querem falar e não conseguem, lembro-me daqueles rolinhos de algodão que o dentista collca na nossa boca, parece que têm isso. Pois, é isso! E, atão de lado é mesmo desagradável de ver, aquela protuberância...
Mas se elas acham que ficam lindas deixá-las, tomara eu ter carcanhol e retirava era estas rugas de expressão (pois rio-me muito), dos olhos, mas inchar o maxilar nunca. Jamé!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quem muito fala pouco acerta

A minha tia, que já prestou contas a Deus, dizia esta frase. Não sei porquê mas hoje deu-me para pensar nela (bem, todos os dias penso nela), nas frases que dizia, nos seus ensinamentos.
Lembrei-me porque presenciei uma pessoa a falar alto, a gesticular que até julguei que ia bater em alguém devido ao esbracejar em demasia, mas não bateu, por sorte não passou ninguém e, realmente, a pessoa em questão falava consigo mesma, alto sem interromper, mas no findo não dizia coisa com coisa. Expressava-se, atabalhoadamente, sem respirar frases sem nexo. Parecia nervoso. Ainda pensei recomendar um Xanax, passe a publicidade, mas com a exaltação em que se encontrava ainda me mandava lamber sabão. E detesto sabão!
Eu e as minhas manias de que sozinha dou conta do recado.