Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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sábado, 15 de abril de 2017

Não vai dar tudo ao mesmo?

Estava eu a andar a quatro patas, punhos fechados no chão, braços esticados e cara de má a aproximar do mê Gu-Gu, o neto de sete anos e, distraído como estava, digo-lhe na mira de olhar para mim.
- Olha, Gu-Gu, sou um macaco.
Ele olha e deixa de olhar, sem se rir (e queria eu que ele achasse piada às minhas asneiras!), ao mesmo que diz: "não és nada um macaco!"
- Não sou? - pergunto eu e continuo a andar a quatro patas - mas estou a andar como os macacos, não?
Abana a cabeça em negação, como que a dizer: "esta nunca mais aprende, por mais que lhe ensine"
- Gorila, avó, os gorilas é que andam assim. Aprende. - e continua a olhar para a televisão.
Ora toma e vê se aprendes. E tristezinha, levantei-me, deixando somente os pés no chão a pensar se realmente macacos, gorilas, orangotangos e chimpanzés não andam todos de igual forma.
Dúvidas, só dúvidas...

Fotografia: O mê Gugu em modo desporto radical

quinta-feira, 16 de março de 2017

Pensionista e penso muito

-Avóóóóó (e este óó parece que não tem fim), pensionista quer dizer que a pessoa pensa muito, não é? - pergunta o mê Gugu, de sete anos, ao ouvir falar sobre os pensionistas.

Podia eu dizer que os pensionistas são os escolhidos, que são como um saco onde o governo vai roubar, perdão, retirar dinheiro sempre que precisa.
E que sim, que quando se recebe a pensão pensa-se nos descontos feitos e até demasiado quando se vê os euros a escorrer por entre os dedos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

segunda-feira, 7 de março de 2016

Tal qual eu

O mê Gugu, neto de seis anos, esperto que nem um alho (não percebo a lógica desta frase, mas adiante), disse-me que tinha um cromo do Cristiano Ronaldo, contente que estava (afinal este craque move corações), e que ia escondê-lo "bem escondido para ninguém roubar, tão bem escondido que passados dez dias nem eu vou saber onde o escondi, avó".
Ri-me porque, afinal isto toca a todos: novos e velhos, está mania de esconder e passados "dez dias", como diz o meu Gugu, não saber onde se escondeu o dito.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Eu ponho-me a jeito para isso...

Adoro fazer-me de inculta e, por vezes, tonta para atinar e brincar com as minhas Pulgas quando me fazem perguntas. Para constatar se elas sabem a resposta, digo que não sei, muitas vezes são assuntos de escola, por exemplo: contas de somar, sons de letras, reis, rios, metade dobro e por aí adiante...
Há dias o mê Gugu, na mesa, ao almoço, dizia ao avô ao mesmo templo que saboreava o lombo de porco com nozes que: "a avó é boa a fazer comidas não não é boa da inteligência" e com o dedo indicador fazia círculos na têmpora.
Burra sim, mas com mãozinhas de fada para as tarefas domésticas. Ao ponto que cheguei! Mas pronto, pus-me a jeito de ouvir...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

E vai mudar o nome para Cristiano Ronaldo

Diz o mê Gugu que quando for grande vai ser jogador de futebol e homem do lixo. "Vou ter duas profissões, avó". Este meu neto sabe que a vida é dura!
O dilema é que não sabe se vai ser jogador durante a semana e trabalhar com o lixo aos fins de semana se ao contrário: homem do lixo na semana e jogador aos sábados e domimgos que, vendo bem, é isso que acontece.
Mas, como diz ele: "ainda é cedo para decidir".
Tão responsável e inteligente este busico!
E acrescento que trabalhar no carro do lixo está na massa do sangue. Já o tio Bisalho, e o padrinho/primo tinham esta pretensão.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Vá lá respondam

O mê Gugu, o busico de seis anos, perguntou-me, e juro não sei responder, porque razão o país Peru tem este nome. Se era por os habitantes comerem demasiado  - segundo ele, perú ou se o país tem a forma de um perú?
Por isso deixo aqui no ar a pergunta. Responda quem souber.
(Juro que já fui ao mapa ver a configuração do dito só numa de confirmar que não tem a forma de um perú).

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Dia de erguer a voz bem alto...

...e cantar os "parabéns a você".
O mê Gu-gu faz, hoje, seis anos. E vai encetar a caminhada da escolaridade obrigatória. "Vais ser político", digo-lhe eu. " Não, avó, vou ser o homem do lixo".
E digo-lhe que todos os trabalhos são importantes e dignos do nosso respeito.
Mas..."no carro do lixo?" digo eu sem que ele me oiça. Até lá que mergulhe na vida sempre de cabeça, que faça as escolhas correctas, que nos dê muitas alegrias. E nunca perca o sorriso de boca aberta, franco, estridente e sincero.
Parabéns.

domingo, 30 de agosto de 2015

É um erudito

O meu neto de cinco anos -  o mê Gu-gu - é um rapazinho que fala bem, usando as palavras finas - as do domingo e feriado.
Ora, o meu Gu-gu não diz "morreu", "azougou", "finou"... Ele diz somente "faleceu". E aplica-a em todas as situações em que algo deixou de existir.
E eu rio-me sempre que diz que uma planta "faleceu" em vez de murchou.
Vai ser padre ou na pior das hipóteses, político. Tem queda.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

As histórias infantis têm muita influência na vida das crianças

O mê Gu-Gu vê um rapaz portador de nanismo e chama por mim que, ao longe, olhava para ele.
-Avó, avóóó, é um duende. - e apontava para o rapaz.
Palavra de honra, fingi que não conhecia a criança que, alto, chamava pela avó. Certamente não era eu, pois se tivesse um buraquinho metia-me.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bucho virado

O mê Gu-Gu - o rapazinho que a foto apresenta, andava semenos, emantado, melhor dizendo. Assim que vi aquele estrepela que não pára um instante sossegado, ali jogado num canto de cabeça deitada percebi que algo estava mal.
Ontem esteve num insuflável, deve ter dado tantas cambalhotas e trambolhões que virou o bucho. Atão, não há como munir-me de creme, antes era com azeite, mas está caro para isto, deitar o buzico na minha cama, de barriga para o ar e dar-lhe uma massagem a fim de endireitar o bucho. E não é que, agora, o estapilha do pequeno já corre e salta como nunca? E já se baloiça na rede? Daqui a pouco tem, novamente o bucho virado.
Mãos milagrosas, as minhas! E as minhas manias de endireitar o que está torto.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Uma sombra

Mê senhor está a lavar o quintal e constacto que há uma sombra que o persegue. Mas ao reparar bem a sombra não se assemelha, em nada, a ele: mais pequena, mais estreita, mais nova (como se pudéssemos identificar a idade numa sombra, mas enfim!); e depois tanto está atrás como ao lado como à frente. Uma sombra movediça. Um sombrinha que atropela o avô.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

É quase a mesma coisa

-São biológicas? - pergunta o mê Gu-Gu, o neto de cinco anos, ao homem que à porta bateu para vender as ameixas que havia colhido.
- Não, são de damasco - responde o homem.

sábado, 9 de maio de 2015

Eu vou ser uma estrela

Diz o mê Gu-Gu, o neto de cinco anos, uma delícia de rapaz no que toca aos galanteios que, quando eu morrer, ele vai tatuar uma estrela no pulso, e assim, sempre que olhar para ela lembrar-se-á de mim.
Não apetece espremer as bochechas dele?
Eu até fico arrepiada só de tentar visualizar a estrela no pulso e ele a olhar, embevecido, para ela. Um querido este peste, é o que ele é, e assim, tem-me presa pelo beicinho!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A falar é que nos entendemos

-Avô, se tiver pão de leite podes comprar um para mim? - pede o mê Gu-Gu, olhos vivos, à porta da padaria.
O avô, diz baixinho,  olhando para mim, assim a modos que a perguntar: "não sei se vai ter".
O gasguito que, está sempre atento, remata:
- Eu disse "se tiver"... Eu disse: "se tiver" repete silabando por via de dúvidas, com aquele dedo indicador, pronto a apontar para o céu, a modos que professor.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Pequeno mas grande

- Avó, posso mexer a panela da sopa? - pede-me o me Gu-Gu, o busico ruço, agora careca.
Claro que lhe nego o pedido, sou desnaturada mas nem tanto ao mar nem tanto à serra, justificando que, ainda é pequeno., referia-me aos seus cinco anos.
Responde-me logo, sem hesitar:
- Avó (e este óóó é infindável), mas eu ponho uma banca.
Pior a emenda...

terça-feira, 31 de março de 2015

Este rapaz é um judeu

O mê Gugu acaba de jogar um rato de computador com o qual brincavam. Baixinha, a alcoviteira de serviço permanente sobe a correr os degraus, de dois em dois, para não perder as palavras que vinha dizer, e comunicar em primeira mão, o acontecimento.: que jogou pelo, que caiu ao chão, que partiu...e agora, avó!...
Chamo o rapazinho para a respectiva sarambanda e mando-o sentar de castigo no banco da cozinha e reflectir no que fez. Senta-se e ri-se, enquanto eu, avó extremosa, tenta, vá lá, arranjar com fita-cola o desdito, olho para ele e digo-lhe, muito séria, que vá pensando em tirar dinheiro do mealheiro para a compra de um.
Bem, aqui é que abriu a torneira dos olhos, e como se dizem em bom madeirense: "ai, Virgem Maria, aquilho à que foi chorar!" Assim que ouviu desembolsar dinheiro parecia filho e neto de judeus.

domingo, 1 de março de 2015

E pela primeira vez

Ontem, o me Gu-Gu queria tirar a rodinha que tinha na bicicleta, lá andou atrás do avô que ele lhe fez a vontade. Sozinho intentava andar, perna aqui, pé acolá, meia volta, um trambolhão, outra meia um raspão na parede mas, aos poucos, foi aprendendo sozinho.
Hoje a história era essa mesmo: a de um menino que com perseverança começou a andar sem ajuda de ninguém.
Contava eu às Pulgas, já na cama que quando queremos conseguimos com esforço e vontade. "Pela primeira vez " o menino conseguiu e que "pela primeira vez" andou...
E fui logo interrompida pela Baixinha, a de seis anos, que rematou e "pela primeira vez" o menino rebentou com a bicicleta.
Não há volta a dar, esta Pulga vai-me comer as papas na cabeça.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

É ele que me enche

Perto da hora do almoço, escovo o cabelo, passo baton rosa nos lábios, sei que ele gosta, e gosto que me olhe nos olhos e diga: tás bonita, eu penso que certamente tem miopia, pois não vê os anos acumulados no meu rosto. Olho o relógio, desço as escadas e espero para vê-lo subir rapidamente e, com força agarrar-se ao meu pesçoco, dar-me aquele abraço de saudades.
Oiço a porta da garagem a abrir. Chegou. Olho, novamente ao espelho e penso: estou bem. Ele entra e logo sorrio. Pergunto-lhe como correu o dia. Está cansado, é natural, trabalhar cansa, dizem.
À mesa diz-me que a comida está boa. Derreto-me toda. Sempre numa de me agradar. É verdadeiramente um rapaz gentil, sabe como convencer uma mulher, com galanteios.
Falo do mê Gu-Gu, o neto caçula de cinco anos, mas de coração grande e frases bonitas que me aperta com abraços tanto que quase sufoco.