Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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quinta-feira, 23 de março de 2017

Na minha mala tem de tudo

Na mala de uma mãe cujo filho está emigrado mesmo sendo ali ao lado em Portugal Continental (para mim é como se estivesse na Austrália, tal é a sensação de lonjura) tem de tudo.
Ora, o Bisalho (para quem ainda não saiba "Bisalho" quer dizer pintainho em madeirense) manda-me uma lista de saudades, que é como quem diz comidas, para eu levar.
Assim, mesmo antes de colocar a roupa meto as saudades dele. É anonas, bolachas inglesas e palitos de cerveja. É fígado de novilho que levo já preparado) e milho para fritar. É milho para cozer com espada de cebolada. É bananas, é espigos...
Broas de mel, de coco, de manteiga...
Só depois disto tudo é que meto a roupa.

Onde cabe a roupa, pergunto também vocês, meus amigos, enquanto tamborilham os dedos na mesa e franzem o sobrolho?
Só acrescento que vamos dois, e só vai a mala de cabine que, na Transavia, tem o peso máximo de dez quilos.
Agora é aquele momento em que levantam as sobrancelhas e dizem: hããã!? Como?!
E nem pensem por um instante que vou andar nua e descalça.
Ah, e a minha filha, que faz e vende granola  da "gran'all"....(Correi ao feicebuque e encomendei), trouxe-me umas para levar que haviam sido encomendadas.
Agora podem pôr a mão no peito e abanar a cabeça de admiração.

domingo, 19 de março de 2017

No dia do pai lembro-me da minha mãe

Nunca chamei pai a ninguém. Não vivi com o meu pai, mas nunca me faltou a figura paterna.
Sou a mais nova de cinco filhos. A minha mãe tomou o controle da casa quando o meu pai emigrou. Passou dez longos anos longe de casa, regressou mais pobre do que quando emigrou e com umas ideias que não agradavam à minha mãe; uma delas era violência doméstica.
Eu nasci passados uns meses da separação dos meus pais.

Conseguem imaginar as dificuldades pelas quais a minha mãe passou por se ter separado do marido, mesmo sendo ele um agressor? Há mais de sessenta anos nenhuma mulher dava este passo. A minha mãe deu, pois não dependia do marido para sobreviver.
Tornou-se numa mulher dura. Não manifestava os seus sentimentos. Tinha de trabalhar para sustentar os filhos. E eu crescia sem um pai. Mas cresci. E hoje devo tudo à minha mãe e à minha tia-velha - pois que cuidou dos sobrinhos como se fossem seus filhos para que a minha mãe trabalhasse.

Pai? Não precisei de um, tive muitos. Super-protegida por toda a família tornei-me numa pessoa alegre, divertida que leva a vida a sorrir. Estimada e amada.
Esta sou eu, filha sem pai e com uma mãe que lutou para que eu crescesse sem precisar de um.
Por isso, no Dia do Pai lembro-me da minha mãe. É para ela que escrevo.
Obrigada, minha mãe por teres sido também o meu pai.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Pensionista e penso muito

-Avóóóóó (e este óó parece que não tem fim), pensionista quer dizer que a pessoa pensa muito, não é? - pergunta o mê Gugu, de sete anos, ao ouvir falar sobre os pensionistas.

Podia eu dizer que os pensionistas são os escolhidos, que são como um saco onde o governo vai roubar, perdão, retirar dinheiro sempre que precisa.
E que sim, que quando se recebe a pensão pensa-se nos descontos feitos e até demasiado quando se vê os euros a escorrer por entre os dedos.

domingo, 12 de março de 2017

É por esta e por outras que eu sou assim e não mudo

São estas atitudes que me tocam o coração. E me enterneço.
Não teve tempo de arrumar, mas deixou um pedido de desculpa ao avô. Quem pode zangar-se pelo comportamento com esta atitude?
Poder-me-ão dizer que não justifica, mas pior seria se deixasse tudo desarrumado e saísse porta fora (porque tinha uma aula).
Pulgas, sempre a mexer no coração desta humilde avó!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Agora é sempre a festejar

Aqui há dias fez 11 anos a minha Pulga primogénita, hoje faz 9 a Baixinha - a Pulga do meio, a que é espevitada como uma cozinheira, ainda em Março o pai delas, em Abril, a mãe Pulga, depois há um tempo para descansar.
Maio, Junho e Julho estágio...Em Agosto há o grande arraial - anos do Bisalho (meu filho), em Setembro o mê Gu-Gu, faz oito, três dias depois o avô entra nos 61. Em Outubro e Novembro há anos de primas e algum descanso. Em Dezembro cá a avoGi faz 62 anos.... Chiça, caneco, e novamente há um grande arraial  com comes e bebes (se quiseres, claro, ninguém t' obriga).
E, como sempre, o lugar para a realização destas festas é nem mais nem menos que "o palácio" desta escriba. E usando as palavras do meu pequeno homem, o mê Gugu que é um verdadeiro gentleman no que toca a elogios: "avó, tu não és princesa tu és rainha".
E depois encho-o de beijos...

Parabéns, que sejas feliz

Faz nove anos que nasceu uma das minhas Pulgas.
Baixinha é a filha do meio e, como todas as filhas do meio é atrevida, desenrascada, refilona quanto basta, sempre com resposta na ponta da língua, com uma piada genuína. Sem medos de assumir.
Dizem ser parecida comigo e isso dá-me um prazer enorme.
O que poderei dizer mais àcerca desta gasguita?
Somente que lhe desejo uma vida repleta de saúde, que se mantenha íntegra nas suas atitudes.
Por isso, parabéns Baixinha que a vida te sorria da mesma forma que tu sorris para a vida.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Eu, ele e ela - a outra

Esta noite éramos três na cama. Eu, ele e ela - a outra - a que de vez em quando aparece para partilhar o leito conjugal.
Assim que me deitei percebi logo que ela viria aninhar-se entre nós dois. Lentamente, meteu uma perna, depois um braço quando dei por ela já se instalara e, depois, é ela quem toma as rédeas.
Eu sabia que um dia ela voltava. Há muito tempo que não aparecia. Esteve ausente em parte incerta, perdida nos braços de um outro qualquer, mas esta noite veio para ficar.
Quando não é uma é outra. Perdi a conta de quantas vezes somos três na cama.
E se viessem as duas ao mesmo tempo? Impossível quatro às voltas na cama!
Na semana passada "a outra" veio enroscar-se no mê senhor, que noite, mês dês, que noite!, Memorável! Hoje, esta agarrou-se a mim.
Não há quem durma com esta insónia e "a  outra" a enxaqueca.

terça-feira, 7 de março de 2017

Ele não fala comigo. O que devo fazer?

Nunca pensei dizer isto mas é a realidade. Eu sou fiel. É um dos princípios básicos de uma relação e, assim que surge uma dúvida nada volta a ser como dantes.
Ele que não saía de casa, ele que estava sempre ao meu lado, era com quem eu desabafava as minhas mágoas pois que sabia ouvir sem me julgar...
Mas um dia tudo mudou. Deixou de estar ao meu lado, passa os dias fora e algumas noites também. Vou para a varanda a ver se o vejo, pode dar-se o caso de estar por ali, à espera que eu o vá chamar. Mas não o vejo, se bem que já dei voltas a procurar no meu coração o que o levou a isto?! Não sei. Sou-lhe fiel, como já disse, sim, às vezes zango-me quando me afronta com alguma patifaria, mas depois fazemos as pazes peço-lhe desculpa pelos pontapés que lhe dou e pelas vezes que me apetece esganá-lo, mas depois penso que, ele não tem culpa de não me entender.

Não fala comigo. Chamo-o para as refeições e fica ali, a comer com a cabeça dentro da taça sem esboçar, sequer, um sorriso e sem olhar para mim.
Mas quantas vezes já o pus fora de casa e ele volta manso, com aqueles olhos verdes e de rabo entre as pernas e eu, coração mole, aceito-o e volta.
Mas hoje pus um fim e disse-lhe:
- Chega, ináfe, põe-te daqui para fora e não voltes mais. Entendeste? Estou farta de ti e das tuas ausências.
Sabem? Mas sabem o que fez o peste do gato? Olhou para mim, bocejou, coçou  as orelhas, enrolou-se ainda mais sobre si mesmo e continuou a apanhar sol.
Não há quem possa!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Coitada de mim!

Quando as Pulgas - os meus três lindos netos...
Esperem, antes de continuar a desenvolver, vou limpar a baba, que já escorre, não quero que caia no écran da minha lambreta (nome carinhoso com o qual eu chamo o meu tablet)
...de 11, 8 e 7 anos, ficam na minha casa, gosto que, ao se levantarem da cama, se dirijam ao meu quarto "cumprimentar a avó", como diz o mê Gugu, mas é mais para saber que já estão de pé pois que cada um tem o seu ritmo e horas de sono.

Hoje uma discussão...
A Maiveilha disse que a Baixinha - a do meio - já estava a ver TV e não tinha ido ao quarto da avó cumprimentar. O Gugu, o Mainovo, mete-se ao baralho e diz que "quando se levantou ela - e aponta para a Baixinha - já não estava na cama".
Para acabar, falo à Maiveilha para que a outra oiça.
- Diz à Baixinha que vai escrever 50 vezes: "quando me levanto devo ir ao quarto cumprimentar​ a avó".
Responde-lhe Baixinha, bem alto para que eu oiça, colocando as mãos em forma de concha na boca:
- Diz à avó que vai escrever 200 vezes: "não dou ordens à neta do meio".

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Pergunta do dia, esta para queijinho...

Imaginem esta cena: avô no sótão da casa; Baixinha - a neta de oito anos - no quintal, por baixo, ele joga o atilho...prontes, o barbante com um gancho na ponta, ela mete o gancho na asa do garrafão, ele puxa um de cada vez os cinco garrafões para guardar no sótão.
Ela coloca a mão na anca assim a modos que peixeira do Bolhão quando termina o trabalho com o avô, e pergunta:
- Avô, para que queres tu essa tralha toda guardada no sótão?!

A bem dizer, só os homens e mulheres do meu tempo é que são gardadeiros (que guardam tudo, como se diz em Câmara de Lobos, zona piscatória da Madeira).
E digo: até um ferro de engomar que já faleceu há três anos está "gardado", não sei se à espera do dia do Juízo Final...
Mas, digam-me, vocês também guardam em vez de deitar no lixo?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Se sou feliz com ele para quê me separar?

Não consigo, desculpem, porque sou bué teimosa, por mais que me obriguem, não me separo dele. Foi uma união para a vida.
Estarei sempre em desacordo com acordo. De água e cal a deitar nas paredes, a fumegar pelas orelhas se fôr obrigada a escrever sem acentos...
Que escrevam segundo o acordo não me importuna, mas eu não consigo.

Mas há um problema é que, por vezes, ajudo as Minhas Pulgas nos trabalhos a efectuar em casa. Há dias dei por mim a ler teto (têto) em vez de teto (této). Ora a Maiveilha que tem onze anos desatou a rir com a pronúncia da palavra. E eu a dizer que estava escrito "têto" que para ser "této" teria de ter um c antes do t, para abrir a vogal. A rapariga do dêmo olhava fixamente para mim com aqueles olhos lindos cor de azeitona verde.
Até que lembrei-me que neste momento não posso remar contra o acordo para não fazer confusão na cabeça da canalha, mas estarei sempre casada com o português sem acordo. E, se sou feliz com ele para quê me separar?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sentada a ver televisão ao som de roncos

Uma pessoa senta-se no sofá da sala, liga a televisão e põe quase sem som.
Outra pessoa senta-se assim pó deitado ao lado e fecha os olhos.
Uma pessoa começa a ouvir uns ruídos vindo das entranhas da outra pessoa. Uma pessoa pensa: "ah, se eu tivesse a facilidade de assim que me sento fechar os olhos e mandar uns rocos era tão mas tão feliz."
Uma pessoa começa a ficar surda de tanto ouvir roncar e decide altear o som da televisão para abafar os ruídos. Outra pessoa apercebe-se que os ruídos estão, também, mais potentes e aumenta o som.
A pessoa já não sabe o que fazer para disfarçar, outra pessoa que está ao lado de repente acorda. Uma pessoa decide justtificar o som tao alto dizendo ser para abafar os roncos. A outra pessoa responsável de: "Ah, e tal, eu não estava a dormir, estava atento à televisão". A pessoa pensa que é só para não dar parte de fraco.
Porque foi um daqueles tão mas tão forte que o acordou.

Na minha cama com elas

É motivo de festa estar na cama da avó (aqui é tudo da avó) nós as três.
As Pulgas são mesmo pulgas. É saltos com as pernas, é rabos no ar, é conversas entre as duas. E eu a pedir para que sosseguem...
É a historia que eu só conto se houver silêncio, bem eu diria que é um arraial assim como o da Nossa Senhora da Agonia. Agoniada fico eu de brigar com estes estrepelas.
Mas hoje subiu-me uns calores pelo corpo e só se estivessem caladas e quietas é que ia sair a história.
Mas a festa continuou, já que ninguém tinha nada a perder...a não ser eu.
A páginas tantas digo, do alto do meu olhar sério:
"Se continuam assim eu saio daqui da cama e já não volto. Vou contar até três"
1....
Continuou o reboliço.
2...
E antes que eu dissesse 3, diz a Pulga toda arrebitada com a crista no ar.
- Se sais daqui faço uma birra.
Mas onde já se viu? E eu com medo da birra, fiquei.
Brincadeira, fiquei porque adoro estas Pulgas e as suas tiradas de mandonas....

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Ainda há quem seja pior do que eu, espelho meu?

No aeroporto entro no elevador, Pulgas à frente diante dos olhos, Bisalho atrás, para nos levar ao piso inferior (ao parque) onde tínhamos estacionado o carro.
Estava já cheio, mas há sempre lugar para mais uns tantos, espremidos como sardinhas. Reparei que o botão piscava, sinal de que alguém já havia carregado e aguardei que ele deslizasse enquanto púnhamos a conversa em dia e olhávamos enternecidos para as Pulgas cujos olhos atravessavam a mala do tio, quiçá, imaginando as prendas que vinham dentro. De repente a porta do elevador abre e nós saímos. Novamente Pulgas à frente, tio a arrastar a mala e...
Estamos no mesmo piso."Oh diacho!"

Nem tinha descido nem subido. Ora, nós somos desenrascados, e como dizem os franceses: no hay que temer, hay otro  por supuesto, entrámos no outro que, desta vez, levou-nos até ao parque.
O mê senhor que desceu pelas escadas por achar que o elevador estava a demorar muito, fez uma cara de espanto, arregalando os olhos, ao ver-nos sair do outro elevador.

Estava eu a fazer o report do sucedido quando saem as sardinhas, perdão, quero eu dizer as pessoas, que estavam no primeiro. E desta feita os olhos postos em nós, julgando que.. seilhá... julguem o que quiserem o que eu sei é que ainda cheguei primeiro e sabem por quê?
Por que alguém que não eu, tinha carregado no botão........... para subir.

Touca, toupa, touba

A minha Baixinha, a Pulguinha de oito anos, repetia uma palavra que eu não entendia. Perguntou-lhe onde a ouviu e responde que foi na televisão, e que a tinha acabado de ouvir. Mas acentua que eu também a digo muitas vezes. Ponho-me  a pensar que palavra será pois parecia-me toupa, touca, poupa, louca...
De repente vira-se para mim e...
- Tens os aparelhos? - referindo-se aos aparelhos auditivos que uso, ao mesmo tempo que com os dedos indicadores apontava os ouvidos.
Como não percebia, continuou. - quer dizer que tens os aparelhos e não percebes nada do que digo?
Tá visto que mesmo com aparelhos não oiço bem. Afinal a palavra era: tola. E sim uso-a algumas vezes.
A idade, senhores, não perdoa.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Eu dava tudo

A sério, minha gente, eu dava um rim, um olho, uma orelha e um coração (embora só tenha um) mas dava para que alguém da minha família que neste momento está a atravessar por uma fase crítica sorria. Sorria de confiança com muita fé e convicção, mas nunca cruze os braços. Não dê espaço à depressão.
E caminhe de braço dado com a Esperança. E como dizia a minha tia-velha (que saudades dela em cada dia que passa): "A Deus nada é impossível". Acredito que sim, cada vez mais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Dúvidas que me tiram o sono

Mê senhor ofereceu-me uma raspadinha. "Raspa" diz ele. Eu, mulher submissa, obedeci logo ao seu pedido.
Caramba, tem prémio e vou às carreiras à loja da esquina levantar o prémio.

Quando chego...
"Ah, e então, o dinheiro?"
"Dinheiro? Qual dinheiro?" Digo eu. É meu...
"Ah, podias dar-me, fui eu que comprei." responde.
Desculpa?! Deste-me o cartão. O prémio é meu. Quanto muito dou-te o euro que foi quanto gastaste - ripostei.
- Ah, mas fui eu quem escolheu e comprou.
- Tens razão, mas ofereceste-me. Não tenho nada a dar...

E agora!? De quem é o prémio!? Uma dúvida me assola! Dou? Não dou? Ganhou o "não dou".
Não lhe digam nada, por favor, fica o segredo entre nós, mas na próxima digo-lhe que não teve prémio. Não é assim que se faz?

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Um dia arranco-lhe os dentes

Estou farta de que ele olhe para mim mostrando os dentes numa forma de dizer: "qualquer dia mordo-te".
Sempre que me aproximo dele, obviamente,  mostra-me a dentadura perfeita e completa, mas irrita-me sobejamente esta atitude. Eu sei que ele tem dentes, eu sei que por serem perfeitos deve mostrar aos outros, não a mim que o alimento todos os dias.  Há dias, numa atitude desesperada, abri a porta da rua e disse-lhe: "Sai. Estou farta de ti!". Mas manteve-e estático sem perceber a minha intenção! Fiz-lhe ver que outros já repararam no seu comportamento e que sinto-me frustrada.
Expliquei, fazendo um desenho pormenorizado, que devemos ser delicados com as pessoas, quanto aos intrusos que, porventura, possam invadir o meu palácio, a esses sim que lhe mostre a dentadura, e lhe ferre os dentes. Mas o estapilha do grade não entende (miolos de galinha dum caneco). Melhor dizendo: cachorro estúpido que continua a me mostrar os dentes!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A Pulga faz anos. É dia de cantar os parabéns a ela

Há onze anos, numa segunda-feira, pelas oito e oito da manhã nascia a minha Pulga - a Maiveilha.
Assim que nasceu veio logo para os meus braços, a partir desse momento os nossos braços andam sempre entrelaçados.
Uma pré-adolescente com manias de adulta, que julga saber tudo e, por isso, não aceita ser contrariada. A vida encarregar-se-à de lhe demonstrar que também é saudável aceitar outras opiniões e nem sempre temos razão. Faz-nos crescer com objectivos, dando segurança às nossas escolhas.
Parabéns minha Pulga.