Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai

Nestes últimos dias tenho rido muito, foi um fim de semana recheado de boas energias, família reunida, passeios pela ilha, mas...
Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai. O avião que desceu e pousou na quinta levantou hoje e os que entraram na minha mansão saíram. Entraram quatro numa assentada e hoje foi dia de despedida. Tudo o que entra sai e leva um pouco de nós.

É mais forte do que eu e ainda não consigo despedir-me sem derramar aquele líquido precioso que Nero guardava numa pipeta. Assim que o avião levanta baixa uma corrente delas.
Agora só, orgulhosamente, só vou entreter-me a limpar, sacudir, esfregar e resta-me pouco tempo para brincar. Só assim esqueço que durante uns dias fui mãe-pata com os patinhos atrás.

Fotografia: Ponta de São Lourenço, península a este da ilha da Madeira, onde se avista a sul as Desertas e a norte a ilha do Porto Santo

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Duas num dia... Não aguento

Ontem, de manhã, ali pelas nove horas, fui acordada com uns "pampulhões" na porta do meu quarto. Ora, eu que ia no quarto sono acordei sobressaltada e logo o meu fraco coração saiu do peito. Eu sou rapariga que em toda a sua curta existência teve surpresas a entrar pela casa adentro. Mais uma, a primeira do dia. O mê Bisalho e respectiva madame-nora.
Credo! Abri os braços como o Cristo Rei de Almada e foi um abraço forte: eu, ainda deitada, e ele em cima de mim como quando era criança. Bom, bom, bom, não há no mundo nada melhor que um braço entre duas pessoas que se amam.
Foi uma alegria para mim, a minha filha e Pulgas. Surpresa do mê senhor para nós.

Ainda o dia completava as doze horas, portanto pelas nove da noite, com o jantar na mesa outra surpresa: a minha sobrinha e companheiro entram pela porta dentro surpreendendo-me. Não aguento, é desta que morro! (Esta minha sobrinha nasceu em Londres mas vive em Santarém. Um dia conto a história de vida dela, uma história de vida como poucas... ). Ela faz cinquenta anos a próxima segunda feira e então, mê senhor, sabendo do gosto que eu tinha de estarmos juntas nesse dia fez-me a surpresa de trazê-la até ao meu rural.
Duas num dia é assim a modos que uma felicidade redobrada.
Estou nas nuvens, quando descer aviso.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Estava a morrer e ressuscitou

A minha filha tinha uma Phalaenopsis mais murcha que os dedos quando estão muito tempo na água. As quatro folhas que a compunham estavam a apontar para o chão de tristes e cansadas e, quiçá a precisarem de um alento para prosseguir.
Ela disse que a planta não dava nada assim naquele estado . Eu, como boa samaritana, livrei-a (a planta) de morte anunciada  e recolhia na minha humilde casa.
Prestei-lhe os cuidados paliativos, facultando-lhe: bem estar, apoio psicológico e emocional. Até música lhe dei. A planta, cujas folhas olhavam para o chão, aos poucos elevaram-se para o alto.

Eu estava satisfeita com a progressão da dita phanaenopsis, lenta, mas mesmo assim a arrebitar. Mudei de vaso, deitei terra fresca e quando a minha filha veio buscar as Pulgas, eu quis logo mostrar a evolução da planta.
 Ela olha para a planta e...
- Óh, mas não tem flor!
Ora agora! Já queria uma flor! Na próxima espeto-lhe uma de plástico do chinês.

E, depois, minha filha, aqui nesta casa tudo floresce, mas leva o seu tempo. É como o dinheiro, sempre vai aparecendo, demora é muito.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amor de mãe

A minha gata embora não aproveite as promoções do Pingo Doce nem do Continente não faz com que as suas crias se privem do melhor manjar. E ontem houve um belo dum repasto.
Caçou um murganho e trouxe para o sítio onde estão as crias no intuito de lhes mostrar - já que estão em crescimento e em aprendizagem - a arte da caça e da confecção da comida. E estavam todas satisfeitas de boca fechada e olhos abertos à volta da sua vetusta mãe a observá-la na preparação do jantar. E ai delas se se mexessem, ouviam logo uns rosnares entre dentes. Quietas e caladas.
Temos muito a aprender com os animais!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mas só a mim!? Porquê mas porquê?

Uma pessoa toma banho, está toda ensaboada, de repente apercebe-se que a água esfria. Chama pelo cabeça de casal, ele não ouve. Berra o nome dele "caté" os cachorros responderam, mas ele não.
Uma pessoa gela dentro do poliban, embrulha a toalha no corpo cheio de sabão. Chega à boca da escada volta a gritar pelo hôme, hôme responde, aleluia! Diz que estava longe, caramba, a casa é grande, mas...
Diz-me que provavelmente não há gás... Uma pessoa arregala os olhos ementes treme de frio...uma pessoa desespera enquanto o hôme arrasta a garrafa, muda a cabeça, encaixa, roda, guarda, fecha o espaço das garrafas entra em casa e grita que está pronto.
Valha-me Nossa Senhora do Banho Tomado e da Água Quente! Agora sim vou -me vingar! Não há  corpo que aguente este estado de congelação!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Eu também já fui criança

Falando da infância...
Eu também fui criança. Embora pareça que ainda sou e tenho um grande prazer em ser/parecer uma criança embora crescida - pois que, com o meu pequeno metro e noventa, ninguém diria - esta situação agrada-me, porque para as crianças há desculpa assim a mim desculpam-me nestes meus desvarios.

Adorei ser criança. Daí que não queira deixar de ser...ou parecer vá lá...
Como costumo dizer às minhas Pulgas quando tentam me passar a perna "sabem, eu já fui criança, também tentei enganar a minha avó, mas ela também tinha tentado enganar a avó dela e não conseguiu. Por isso não vale a pena porque quando vocês iam eu já vinha".

Fotografia: numa excursão pela ilha eu a dançar com a minha madrinha. Se há memórias que não fogem do pensamento esta é uma delas.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Há muito muito tempo...esta sou eu e não tenho te po para mudar. Nem quero.

....era eu uma pré-aposentada sem "nada para fazer" - isto para brincar com aqueles que julgam que os aposentados e reformados deixam de ter fases: ou fazes ou não fazes nada - e a minha filha tinha um blogue onde eu comentava já com o meu célebre "avogi", e como já tinha Pulgas (sempre tive melhor dizendo), além da minha tia-velha, uma grande Pulga e que foi o mote para este  blogue, decidi escrever as minhas peripécias.
Quem é novo por aqui não se lembra da minha tia-velha, mas ela deu origem a muitas publicações​ hilariantes devido à sua idade e esquecimentos (ali na etiqueta: "titia").
Oras... e horas passadas aqui neste meu humilde casebre. Tantas mas tantas alegrias (e tristezas mas isso são aqueles carrapatos de estimação que tenho grudados nas pernas)...
Pois bem, são oito senhores e senhoras são oito anos a escrever neste meu projecto. São oito anos a relatar acontecimentos do dia a dia.
Por isso meus amigos que todos os dias ou dia sim dia não, deixam aqui uma pulga para me coçar, a todos vocês o meu muito obrigado.
Parabéns​ a nós porque isto sem vocês não funciona.

(E aqui vai a minha faceira aprantada na publicação​.... vejam​ que dentro de momentos​ a  mensagem desintegra-se). Mas já muitos me conhecem...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Já briguei, já aliviei e daqui para a frente "ai dele" se volta a fazer o mesmo

Ontem, na lista de chamadas recebidas e não atendidas estava uma de alguém que não vejo há mais de seis anos - e a Madeira é pequena, não é? Ligo de volta não sem antes no meu pensamento passar a imagem da pessoa, e o que terá motivado a chamada, e logo penso: morreu alguém?, alguma bilhardice pronta a ser partilhada, uma das boas, quentes e frescas, só pode...
Como não atendeu mandei mensagem com a pergunta óbvia: "telefonou-me?" Recebo de volta a frase: "Eu liguei-lhe porque a professora ligou-me!"
"Eu? Não me lembro. Mas já agora pergunto se esta tudo bem."
Conclusão: este estapilha dum raio anda a ligar para velhos conhecidos meus sem minha autorização.
Já  briguei com ele e daqui para a frente se quiser que eu fale com alguém, faz favor, vai dizer-me antes de ligar sem minha autorização. Mas depois arrependo-me e penso que...
"Pode ser saudade" como me disse o Nuno da Câmara Pereira quando lhe contei este episódio.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

E, aos 61 anos 4 meses e 29 dias de existência​...

...fiz uma tatuagem.
Podia dar-me para pior mas não. Fiz uma tatuagem linda que simboliza a minha família, aquela que constituí e está preparada para aumentar por cada neto que chegue.
E com um simbolismo ainda maior. Oferta dos meus filhos no Dia da Mãe.

Sim, eu sei que sou velha, sim, também sei que perdi o juízo (e não sei onde, é que não o consigo encontrar, caramba!), sim claro são coisas de adolescentes....sim....sim... sim...para tudo o que estão a pensar.... Mas estou feliz​ com a bela da tatuagem.
E depois... até as minhas Pulgas adoraram.
E porque não se sou jovem? Que culpa tenho eu de ter nascido antes do tempo?

domingo, 7 de maio de 2017

Porque dia da mãe é sempre que alguém chame mãe

Só mesmo para pedir a todos os filhos que nunca, por motivo algum, se esqueçam da sua mãe.

Digo mãe:
- aquelas mulheres que pariram e protegem as crias dos ventos e tempestades e de todas as agruras da vida;
- aquelas que não pariram mas são mães em toda a acepção da palavra;
- aquelas que insistem e depois de esgotadas todas as possibilidades não cruzam os braços e abraçam outras hipóteses;
- aquelas que não podendo gerar cruzam os braços e olham pelos filhos das irmãs, como a minha tia-velha (eu tinha de falar dela, não poderia não falar).
E...
- Àquelas que se esquecem do seu papel sendo só a mera portadora de um bebé que se demitam da sua função de mãe espero que um dia reflitam e que as suas filhas não tenham a mesma atitude.
 - àquelas que fazem filhos como quem faz tricot e os deitam ao vento,
- àquelas que fazem dos filhos o bombo da sua fúria,
- àquelas que olham para os filhos como a fonte de rendimentos, a estas e a outras aqui não incluídas, desejo que um dia, um dia ponham a mão na consciência...

Às mulheres que ouvem todos os dias a palavra "mãe" tenham um dia muito feliz.
Àquelas que, como eu, já ouvem mais a palavra "avó" do que mãe a essas o meu abraço apertado.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fiquei possessa! E foram só quatro dias...

Ontem foi dia de peso. De me pesar quero dizer.
Atão, como eu sei que a balança marca sempre um pouco mais (é defeito dela), eu coloco o ponteiro antes do zero.
Mas hoje ela irritou-me. Andou muito mais do que eu pensava. Só me apetecia pegar num malho que o mê senhor tem na oficina e dar até o ponteiro desaparecer como o sol no horizonte.

Ora, uma p'ssoa vai de minimini-férias, a p'ssoa fica na casa da comadre e para não fazer a desfeita diz que sim a tudo: "gosta de arroz de pato? Gosta de favas guisadas com carne de porco, vaca e galinha? E coelho, gosta? E para sobremesa quer leite-creme? E quer provar um vinho cá da casa? Verde ou tinto? Para digestivo vai uma cachaça? Ah, o jantar ainda não está pronto mas vai sair uns queijinhos com presunto e uns rissóis. Prefere chouriço ou paio?

O depois é que está a pôr-me possessa.
Dois quilos?! Mas como!? Se andei a pé pela margem do Lima, se andei por Braga de mala na mão, se pus as pernas numa roda-viva sem descanso!
Mal-injusto! Mas não quero ser indelicada e fazer "bico a tudo" quando se trata de comida. Atão comi. Agora chupa o pirolito...

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Quando se pensa ser uma rainha e passar o dia no relax

.... sai uma gata Borralheira ou uma bruxa agarrada ao cabo da esfregona a limpar água todo o dia.
Eu explico, afinal para que nasci eu senão para vos ensinar o caminho da luz e da água?

Acordei cedo, ali pelas dez horas de uma manhã​ que tinha tudo para ser perfeita. Acordei e fiquei-me no ron-ron do calor das minhas penas. Mas, de repente, disse cá pra mim, uma vez que só eu é que me ouvia. "Levanta-te corpo de Cristo e vai mazé procurar que fazer."
Enchi o peito de ar e, assim que coloco o pé no chão, sinto que algo não está perfeito!
"Ah, diacho, ah estapilha que coisa (eu não disse coisa, disse outra, tá bem?), santo Cristo? Água!?
Meus queridos, eu pus os meus lindos pés na água. O meu quarto estava alagado, os sapatos nadavam alegremente, a água dava pelos tornozelos e já descia as escadas com tanta intensidade que  o eu por mais que corresse não  é a apanhava. Do tecto do andar de baixo pendiam estalactites e gotas de água em fila. Até que fumo subia pelo ar e um cheiro a queimado inundava as narinas.
Curto-circuito: água e electricidade uma dupla explosiva.

Limpei água todo o dia, e na rua chovia torrencialmente.
A minha cabeça está em água...Os sapatos estão encharcados...
Agora tenho uma explosão de tacos do chão a saltar. Sempre quis ter soalho flutuante mas não era desta forma...
E tenho um avião para apanhar...
Se não nos vermos por aqui é que, certamente, já estou aí.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Mas diz-me, tu vais a Braga a um almoço?

Perguntava-me a minha neta Baixinha, de nove anos franzindo o sobrolho, olhos arregalados​ e mãos nas ancas a modos que peixeira do Bolhão (sem ofensa), quando lhes disse que na próxima quinta feira vou viajar para me encontrar com amigos que não conheço pessoalmente.
- Não conheces pessoalmente? Nunca os viste? - parou para pensar e remata depois de refazer as ideias. - Espera....Vais encontrar-te com pessoas que não conheces? 
Respondo que sim.
- Não é perigoso? - e aqui está a demonstrar preocupação.

E repetia "vais sozinha a um almoço com pessoas que não conheces".
E abanava a cabeça como a dizer: "eles recomendam para não falarmos com estranhos e depois vão almoçar com estranhos! Não entendo os adultos".

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Já preenchi, já submeti, já recebi

Refaço a frase: não preenchi pois que já estava preenchido pelas Finanças, só concordei, que trabalhadores da Função Pública não há como fugir do que está lá averbado, mas dizia eu que submeti e uma semana depois "ei-lho" (falando madeirense), depositado na conta.
Tão bom não é? E por aí já canta bem alto o dinheirinho do IRS ou canta baixinho? O meu cantou pianinho, mas foi bom ouvir o seu sussurro.
Ide a correr, rápido, que rápido vem. E sigam a frase: "não deixem para receber amanhã o que podem ainda receber hoje".

terça-feira, 18 de abril de 2017

E foi assim que aconteceu

Ontem, a mãe das minhas Pulgas fez 37 anos (obrigada, obrigada...) e para descongestionar das comidas do domingo de Páscoa nada como levar os restos (do domingo de Páscoa) para um piquenique na serra, além do bolo de aniversário para o tradicional soprar as velas.
Foi a modos que para lá de bom... Para lá de Marrocos... Sol, calor, família, risos de crianças, descanso e lazer...

Fotografia: As Pulgas a fazer o que melhor sabem: brincar. A prineira foto é Baixinha empunhando a máquina fotográfica do avô a estrear-se nesta modalidade. Tem jeito a peste!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Eu não sei como se pode comer tanto!

Não sei, juro que não sei como se pode comer tanto. Não sei vocês mas eu sentei-me ao meio-dia e levantei-me à meia-noite. Sempre a comer. Os aperitivos, as entradas, o cabrito, as sobremesas, o chá os bolos, o café e o digestivo.
Garanto que se me colocar na balança e ela mexer com o ponteiro mais de dois riscos eu dou-lhe uma martelada.

E foi assim o Domingo de Páscoa. Entre o almoço e o jantar ainda houve tempo de dormir no sofá ementes outros jogava à Bisca e ao Cassino.
Se foi o que esperava? Melhor do que...

sábado, 15 de abril de 2017

Ressuscitou. Aleluia

E Ele ressuscitou dos mortos ao terceiro dia conforme as Escrituras, depois de crucificado pelos romanos na Sexta-feira Santa.

Feliz Páscoa para todos os que me visitam bem como aos seus familiares.
Agradeço também aos que, por esta via, me têm desejado uma Santa e Feliz Páscoa para toda a minha família.

Não vai dar tudo ao mesmo?

Estava eu a andar a quatro patas, punhos fechados no chão, braços esticados e cara de má a aproximar do mê Gu-Gu, o neto de sete anos e, distraído como estava, digo-lhe na mira de olhar para mim.
- Olha, Gu-Gu, sou um macaco.
Ele olha e deixa de olhar, sem se rir (e queria eu que ele achasse piada às minhas asneiras!), ao mesmo que diz: "não és nada um macaco!"
- Não sou? - pergunto eu e continuo a andar a quatro patas - mas estou a andar como os macacos, não?
Abana a cabeça em negação, como que a dizer: "esta nunca mais aprende, por mais que lhe ensine"
- Gorila, avó, os gorilas é que andam assim. Aprende. - e continua a olhar para a televisão.
Ora toma e vê se aprendes. E tristezinha, levantei-me, deixando somente os pés no chão a pensar se realmente macacos, gorilas, orangotangos e chimpanzés não andam todos de igual forma.
Dúvidas, só dúvidas...

Fotografia: O mê Gugu em modo desporto radical

domingo, 9 de abril de 2017

Esta é a Sueca

Apareceu na minha casa vinda não sei de onde e por aqui ficou. Não sei se tem dono, nome...ela não diz nada...(e olhem que já lhe perguntei). Tem comida à descrição, um tecto para se abrigar e carinho das minhas Pulgas. Fez da minha casa o seu lar.
Uma barriga monumental pois está prenha, demasiado prenha para procurar outro lugar.
Já foi batizada de "Sueca" porque apareceu no dia do atentado, também por ser branca de olhos azuis.
Linda, não é?

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Se eu pudesse era assim o resto da minha vida

"Ai, avó, a vida sabe tão bem!" - diz a Pulga - a Maiveilha -, de onze anos, deitada ao meu lado de pernas esticadas na relva do jardim, no primeiro dia de férias, acompanhado de um longo suspiro a olhar o infinito.