E é o fim


Acabou, chega, sem pachorra para isto. A partir de hoje não há mais.

Tudo tem um começo e tudo tem um fim, aliás, ao começarmos sabemos que mais dia menos dia acaba. E, para mim, hoje é o the end.

Sabem aquela empreitada da renovação das casas de banho? Sabem, não sabem? Pois, acabou. Finitto....

Tenho eu de me convencer que aos 65 anos não tenho cabedal para andar a escolher mosaicos, azulejos, loiças, tintas e afins. Não tenho tempo a perder em lojas, de cabeça vazia e escolher de entre centenas de azulejos os que me satisfazem tanto no preço como na cor, tamanho, espessura, etc.

Estou a ficar velha e só quero o meu sofá, a minha televisão e o meu sossego, nada de poeiras, martelos, mestres e limpezas a fundo, sim, que a poeira de obras penetra em todos os buracos que encontra. Fiquei farta de ver cartões no chão, marcas de sapatos, e esfregona, caramba a minha mão quase que não descolava da esfregona e do balde. Mas acabou e diga-se: valeu a pena.

Agora quero é que amanhã venha a mulher limpar a casa, tirar o pó acumulado nas portas, janelas, candeeiros e ver-me de perna estendida, podem crer, só me levanto para ir ao porta-moedas e tirar a dinheiro para lhe dar. Vai-lhe custar mais a ela que a mim.

Fotografia:  Novelos ou hortênsias, do meu quintal

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