Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Para educar é preciso tanto livro?

Se para educar é necessário tanta leitura, tanta consulta no livro da educação pergunto:
Porque razão há tanta criança mimada, obstinada, teimosa a mandar nos adultos?
Tanto leitura para educar, prateleiras cheias de livros sobre psicologia infantitl e depois é o que vê.

Ai almas do Purgatório naquele tempo não era assim, não havia livro não esperávamos que a nossa mãe lesse a página referente à gestão de conflitos antes de dar o correlativo adequado, aliás o correlativo era sempre o mesmo para qualquer situação. Mas nós fazíamos birras naquele tempo?
Mas hoje é assim:
Ao fazer a birra a mãe consulta a página referente e decide o que fazer. Esta birra merece uma tapona bem dada no rabo, um ralhete ou vai de castigo para o quarto e reflectir sobre o assunto?
Antigamente um simples olhar, um revirar de olhos, um sobrolho levantado era sinal de que algo estava errado. E já ficávamos à espera do que por ali vinha. Sem livros, sem páginas marcadas, o que ficava marcado era a nádega!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Qualquer dia desato a brigar. Mães especiais de filhos normais

Adoro aquela mamã que acha que o seu filho é diferente dos outros e, por isso - por ser diferente, merece um tratamento diferenciado. Isto a propósito de, ao ir deixar o seu menino à escola, parar o carro para ele sair mesmo em frente da porta, sair do carro para ajudá-lo, abrir a bagageira, tirar a mochila, metê-la nos ombros do menino, ajeitar o cabeção do uniforme - coisas que o seu menino de vidro não sabe fazer - dar o beijo de despedida, meter-se no carro. Não liga o motor nem avança porque, o seu rebento que é diferente de todos e único na sua espécie, ainda antes de entrar na porta da sala vai, certamente, olhar para trás e dizer o adeus e jogar o beijinho à sua rica mamã. E como ele vai devagarinho!
Depois mete-se no carro e os otários que estão atrás que se danem e montem no cavalo branco de Napolão, porque a senhora-mamã nem olha para lado nenhum. Nem agradece, caramba!
Esta é uma chica-esperta. E como esta há muitas. E o seu menino não é diferente nem especial, mas a mamã torna-o especial...

E os outros que são iguais na sua espécie que fazem? Saem do carro muito antes da porta da escola, porque o trânsito está parado devido à mamã do menino diferente, dizem um breve "até logo" e dão um beijo corrido e voam até ao portão não sem antes dizer o adeus.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Anda meio mundo a bater no outro meio. Professores e alunos...

Sempre que leio algo relacionado com docentes que batem em alunos dá-me um arrepio pela espinha acima.
Durante a minha vida profissional também levantei a mão os alunos não poderei dizer que nunca bati num - e que atire a primeira pedra aquele que nunca bateu ou ameaçou um aluno - mas a maior parte das vezes eram só ameaças, do tipo: vou-te dar dar um "pancume" (isto aos mais crescidos que já me conheciam), e não passava de ameaças...
Castigos, sim castigos: sem recreio, sem saídas da escola, sem participação nas festas, mas não saía daí; nada que se compare ao que se ouve, actualmente. Professores que racham a cabeça a alunos, professores que partem braços, mas a algum tempo a esta parte virou-se o bico ao prego e são agora os alunos que levantam a mão aos professores.

Mas digam-me lá uma coisa: onde está a assertividade? Onde está o diálogo, a compreensão? Será que é necessário se cair no campo da violência física, tanto da parte dos alunos como dos docentes?
Por este andar qualquer dia bate-se em alguém só por que sim. Apeteceu.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"Pais helicóptero", já leram? Ide a correr ler...

Excelente trabalho do psicólogo Javier Urra, autor de livros tais como: "O pequeno ditador". Deixo alguns excertos só para adoçar a mente.


Aqui nos nossos países....
Tão mas tão real! Meninos e menimas que crescem sem saber o valor da palavra "não". Pais que compensam a falta de tempo com a falta de autoridade e deixam as crianças tomar as rédeas do seu crescimento.
Infelizmente pode faltar uma palmada mas sobra falta de empenho.
Como diz Javier "querê-la e amá-la não é dizer sim a tudo".

Na Finlândia é assim em Portugal é assado

Estou de total acordo com todos os itens da notícia. Melhor que ninguém sei o quanto as crianças passam tempo demais na escola, por vezes dez horas. Mas não temos bases políticas para tomar estas experiências no nosso país. Teríamos de renascer.

E depois, nem sempre há uma avó disponível para ficar com o restante tempo porque, infelizmente, ainda há avós no activo.
Mas sim, em Portugal, hoje em dia há crianças que permanecem na escola desde a oito até às sete; é o pão nosso de cada dia por variadas razões. E ainda bem que podem ficar onde há pessoal qualificado para olhar por eles.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Encarregados de educação só às vezes

Na semana passada muitas escolas encerraram portas devido à greve dos funcionários e, por conseguinte, muitos pais e encarregados de educação manifestaram o seu desacordo em frente à televisão, pelo facto das crianças ficarem sem aulas.
Hoje um grupo de encarregados de educação fecharam a cadeado uma escola devido à falta de funcionários e às más condições de funcionamento da cantina. À conta deste fecho as crianças ficaram sem aulas.
Quando é por conta de outrem reclamam, acham incorrecto e pedem explicações, mas a mesma atitude tomada pelos pais já está correcta e é um direito.
Mas entende-se este povo?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

E agora que faço? Deve ter perguntado ela ao ver o TGV a andar!

Uma jovem de 18 anos, ementes o combóio parou na estação de Lê Mans, saiu para dar atenção ao vício, deixando o seu bebé de seis meses na carruagem. Ora, o comboio não se compadece de quem por um instante vai "ali e já volta" e segue viagem. Quem se preocupou foram mesmo as restantes pessoas que estavam na carruagem e ainda puxaram o alarme, mas o TVG não podia voltar atrás nem parar.

Resta-me pensar que esta jovem deve ter apanhado um pequeno susto, ou seria grande susto!?, e daqui para a frente vai pensar duas vezes antes de puxar um cigarro e fumar deixando o seu rebento ao Deus dará. Ou na próxima vai a mãe e fica o pai sem vez de irem os dois. Mas que querem?, sabe bem uma passa a dois!
Este mundo de cão!

Se não chega o que escrevi leiam tudo, entrando aqui.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

É normal ter sexo aos 11 anos?

Pois, meus e minhas ou eu sou retrógrada ou otária.
Normal ter sexo aos onze anos, diz o juiz; pis para mim, que sou retrógrada e otária, normal é brincar ao pai e à mãe mas sem sexo. Brincar às casinhas, aos coubóis, aos médicos isso sim é normal.
E se...
E se fosse a filha do juíz ele acharia normal?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Até acho que deviam jantar e dormir na escola

Comássim, até podiam facultar cama no mesmo espaço em que estudam. E iam ao fim semana a casa só numa de não se esquecer o caminho.
Isto a propósito das crianças poderem ficar na escola até às sete e meia. Aplaudo de pé o idiota que teve esta brilhante ideia. E aplaudo os pais e mães que não trabalhando são os primeiros a aplaudir de pé esta ideia e neste momento esfregam as mãos de contente.
Coitadas das crianças!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Quando as crianças são os reis da casa. E mandam e desmandam

Quando os príncipes e princesas, como agora se banalizou, são reis e rainhas da casa e decidem o que fazer sobre assuntos de adultos.
Bole-me com o sistema nervoso central quando presencio pais a deixarem a decisão para as crianças sobre assuntos da vida familiar.
Entendo que elas sintam a necessidade de se sentirem presentes com a sua opinião mas deixar a decisão para crianças de tenra idade é dar-lhes uma tarefa, um peso, demasiado pesado para transportar. E sofrem por não poderem solucionar os problemas da família.
Excelente artigo este que li, hoje, e não posso deixar passar sem partilhar.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Dá-me uma comichão no céu da boca

Estando eu sentada na galeria das piscinas vendo as Pulgas na aula, estando eu num banco e havendo outros bancos disponíveis, estando eu a desejar espaço eis que vem uma senhora e pergunta se pode sentar-se. Se o banco fosse meu diria que não, mas como pertence às piscinas e é público não fiz questão.
Mas mais valia ter dito que procurasse outro! A dita senhora -mamã de um criança que estava na água não parou de dar dicas ao filho...."estica o braço, bate os pés, endireita a touca..."
Que irritante, ainda mais que ele estava na presença do monitorno decorrer de uma aula. Mas ela é que percebia do assunto. E se vos disser que estávamos a mais de vinte metros acima da piscina? E se vos disser que ela gritava para se destacar no meio do ruído da água, mais os assobios do monitor, mais a algarviada das crianças?
Queredo! Há mães que subestimam os filhos. E os professores. E a sociedade em geral.
Eu, farta do assunto e com o céu da boca a arder de comichão levantei-me e procurei um espaço mais sossegado

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Fico possessa com determinados progenitores

E mais uma vez sinto-me a otária.
Hora de ponta na rua do colégio das Minhas Pulgas tudo porque os papás têm um ritual de manejo que, a mim, salta-me a brotoeja. Uma ocasião que podia ser rápida sem entupir o trânsito, mas que por força da etiqueta se torna complexa. Os papás de fato e gravata abrem a porta do carro, saem do lugar do volante, ficam de pé a olhar para a fila infindável de carros, abotoam os botões do casaco e só depois é que abrem a porta para o menino sair. Tadito do crianço já com dez aninhos mas não sabe abrir a porta do bólide! E vem a cena dos abraços e beijos...
Depois estica o pescoço, endireita a gravata, abre os botões do casaco e mete-se no carro mas não arranca o diacho da viatura, fica ali parado a ver o menino, tadito!,  a acenar e a jogar beijinhos ao papá de fato e gravata, e casaco desabotoado sentado ao volante.
Caramba, com tanta etiqueta não seria melhor ter um motorista?

sábado, 10 de outubro de 2015

Eu e Moi-Même uma dupla perfeita

As Pulgas pediram para comprar castanhas para comerem assadas. Avó que é avó cumpre logo e mata o desejo da canalha. Só que...
Estava eu na lide doméstica, sim, darlingues, tive de avergar a giba e fazer tudinho que a louca de Moi-Même, a empregada imigrante, faltou hoje à picagem do ponto no trabalho. Atão, eu, madame, rainha deste palácio substituí Moi-Même. E vai na volta mê senhor escorrega na escada bate cu traseiro na esquina da gaveta e, as castanhas cá-te-vistes, ou melhor, ficaram adiadas do almoço pó jantar.
O problema é que esta canalha não me larga a roda da saia sempre a me perguntar se já estão cozidas, assadas ou refogadas. Ora, uma mulher, que é uma autêntica fada do lar não faz duas coisas ao mesmo tempo, ou seja, não posso cortar as castanhas e aspirar. Por isso, elas jazem dentro do saco à espera da sua sorte.
E as Pulgas estão aqui ao meu lado a puxarem pela saia,vou ter que ir canão em vez de castanhas tenho "Cozido de Beiças" pó jantar.
E deveria ser Moi-Même a descascar as castanhas por que é trabalho de uma empregada de alto gabarito, mas vou ter de ser eu, já vi a coisa!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Crianças omnipotentes

Palavras santas! Há muito que digo: "as crianças têm direito a dar a sua opinião, mas a decisão compete aos adultos"
Detesto quando oiço pais ou avós a dizer" elas é que escolheram", "ele é que decidiu", ela quer..."
Não os tornem omnipotentes, a fazerem tudo à sua maneira. O mundo não é só das crianças, não lhes dêem o poder da decisão, deixem-nos brincar enquanto as responsabilidades da vida adulta não chegam, não tornem crianças em adultos frustrados e ditadores.
Crianças mandonas, egoístas é o que abunda e a culpa é de quem as deixou tornarem-se adultos à pressa, gerindo a vida deles e dos pais. Como se fossem o centro do mundo.

(Parte de um texto escrito por uma psicóloga. Artigo de opinião do JM)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sem comentários...meus.

Como os valores e o respeito mudaram dando lugar à permissividade e impassividade dos pais, responsáveis pela educaçaão dos filhos. Presentemente a culpa de todos os males é sempre dos outros. E os professores são o bombo do arraial.
Que bom era antigamente onde pais e professores davam as mãos na educação das crianças.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A mim transcende-me

Há situações as quais fico estarecida só de assistir.
"Aquintrodia" uma mãe dava bolo na boca dum menino, ele só fazia o favor de abri-la e o bocado de bolo era metido lá dentro, mesmo assim mastigava, já não era mau. O menino tem, seguramente, oito anos, gordinho e sem paciência para comer, nem sei cmo está fofo, deve ser por conta da comida que é facultada pela mãe.
Até aqui nada de mal cada mãe faz pelos seus filhos o que acha ser a melhor forma de os educar para a vida. O que me transcendeu foi o facto do menino ter o tablet ligado nos jogos e usar as mãos para movimentar os bonecos.
Ora, se não tivesse mãos, aí sim, sentiria que a mãe era o elo de ligação entre a comida e a boca mas, com aquelas mãozinhas gorduchas a mexer no tablet deu-me uma vontade mórbida de dizer àquela triste coitada que está a criar um pequeno monstro gordo e sem saber que as mãos também são usadas para levar o comer até à boca e não só, mas também para mexer no pequeno tabloide.

domingo, 6 de setembro de 2015

Muito mal vai o nosso Portugal

"Em 32 cursos houve entradas com média inferior a dez", é um dos títulos do "Notícias o Minuto". São, precisamente 829 alunos que vão "patinar" logo no primeiro ano.
Muito mal se estuda, muito mal vai esta permissividade de entrar num curso com média baixa e esperar que uma estrela brilhe no céu e uma porta se abra no mercado de trabalho.
Mas uma dúvida me assola a consciência, quantos com médias altas não poderão entrar na faculdade por causa de meios económicos? Continuo a achar que a sociedade é injusta e premeia os que menos se esforçam na vida.
A notícia toda (aqui).

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dois anos e já viciado?

Oiço cada coisa que me caem os dentes!
Atão não diz um casal com um filho de dois anos que o menino é um viciado no tablet?
Pois olhe minha senhora devia era ser viciada na persistência, na assertividade e quiçá na pedagogia aplicada na palavra "não".
E já agora para que lhe deu o tablet? Ah, já sei, para ele se entreter e não chatear os papás.
Minha alma está perplexa!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Quando sou eu tudo bem, agora se é outra pessoa, cuidado!

A propósito de alguém que, muito aborrecida, comentava acerca de, na praia, estar uma pessoa tirando fotos onde as filhas eram "a figura central".
Ora, esta mesma pessoa coloca fotografias das filhas em todas as posições até na retrete. Estava ela muito aborrecida e cheia de medo porque o homem poderia ser um predador. Aceitava eu os medos e as dúvidas se soubesse que a pessoa em questão preservava a sua privacidade. Mas não. Toda a sua vida e a das filhas é relatada em pormenor no seu blogue acompanhado com fotografias bem explícitas das crianças.
Daí que uma pessoa seja difamada e apelidada de predador sexual e pedófilo só porque estava a fotografar o sítio onde as crianças brincavam vai a distância do sol à lua.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pede desculpa à menina (ainda a propósito da palavra: desculpe)

"Aquintrodia" no parque estava eu com as Minhas Pulgas e chega um pai com a sua cria, coisa mailhindinha do mundo mas coisa mais estupidazinha da terra, um inção com quatro anos que faz as delícias do seu dadi. A minha Baixinha queria andar no escorrega lá estava o tampão perdão, a criança coisa linda a obstruir a descida. "Tu és feia" disse ela. Baixinha não estimou a afronta até porque não é feia e veio fazer queixinha à sua avó.
Avó diz à Pulga para não fazer caso até porque " quem chama é que é". Vai o GuGu andar de baloiço vai a peste a correr e tira-lhe o lugar. A coisa ferve cá no corpo da AvoGi e uma brotoeja começa a saltar. A dita continua a chamar feia a torto e direito. Caramba, já chateia e vai avó das Pulgas perguntar ao dadi da criança se pode dar uma palavrinha à sua cria. Abana a cabeça que sim e digo à estuporada pequena, coisa mailindinna do universo se acha a Baixinha feia? E depois faço a lição de moral enquanto o dadi continua a resolver os negócios por telemóvel.
Quer saber o que foi, conto-lhe que a minha neta já chora devido à insistencia da menina em chamar feia. Pois, a culpa é da escola, diz ele. Caíu-me o queixo ao ouvir isto.
"Pede desculpa à menina. Não ouves? Pede desculpa à menina". Moita, boca fechada e não sai nada.
"Deixe lá...não faz mal mas que não se repita", digo.
À saída do parque o dadi olha para mim quando passo por ele e com olhos melosos diz-me: "desculpe" com um leve encolher de ombros.
Respondo: " quem tem de pedir desculpa é a sua filha e não o senhor". E anda pá frente, AvoGi c 'atrás vem gente... E com gente deste calibre mais vale não falar.