Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Anda ver o mar e esfoliar as costas e os calcanhares nas pedras

Ohhhhhh, é de areia preta! Devem estar a dizer baixinho com ar de decepção! Pois é, não estamos nas Caraibas! Atão não sabem que a nossa pedra é basáltica? Nunca poderia dar areia amarela.
Mas é linda!
Ohhhhhhh, mas tem pedras! Ah, pois tem. Atão não gostam de esfoliar os calcanhares e o corpo? Não pagam por uma sessão de massagens com pedras quentes nas costas?
Aqui é de borla!
Vamilhá correr na praia...Se conseguirem!

Fotografia: Praia Formosa, Funchal, Madeira

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mulheres, sabem o que fazem os homens!?

Cheguem-se aqui à minha beira, aproveitem os banquinhos ainda livres e virados para o sol que vamos dar início ao uorquechope sobre o tema: "o que fazem os homens quando as mulheres se juntam para uma saída só de mulheres que inclui jantar".
Não sabem, pois não? Atão eu digo, afinal nasci para vos ensinar o caminho da luz.
Os homens também se juntam numa galhofada sem mulheres por perto a travar as brincadeiras e vão jantar fora.
Pensam que eles ficam em casa a remoer o abandono? Pensam que ficam a encharcar lenços de papel com lágrimas, suor e moncos por serem preteridos?
Povo enganado! Eles partem numa aventura em grupo, quiçá, melhor e mais recheada que o programa das suas mulheres.
E a felicidade estampada na cara deles é notória, digna de registo.
Olhem que eu vi com estes lindos olhos cor de alface, mentira, são de beringela. Mas vi tantos grupos de homens felizes, no dia em que as mulheres se juntaram para uma saída....

quarta-feira, 1 de março de 2017

Se tu visse o que eu vi o-i-o-ai

Como já referi, ontem, foi um dia "pra lá de Bagdade" de bom tanto a nível da comida como o passeio. Alias, passear à beira-mar tem o seu quê de romantismo. Não é para onde vão os casais namorar?
Oras, estava eu a passear pela marginal do Paul do Mar, quando a fazer uma panorâmica de 180 graus, olho para o hotel sobranceiro à dita marginal e que vejo.
Vejo....
Vejo um turista na varanda do seu quarto de hotel completamente nu a assistir ao belíssimo pôr-do-sol, de pé, com as mãos pousadas no varandim, com total desembaraço, nada acanhado, sem se preocupar com quem estava a passear na marginal.
Uma descontracção que deixa com contracção quem por lá passava.
Haja decoro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Há dias assim...

Há dias que, sem nada previsto, acabam por ser espectaculares.
Começa com a pergunta: "onde vamos?" Depois, é só meter-se a caminho.
Almoço num sítio à beira-mar, um pôr-do-sol magnífico que nos deixa românticos e, por fim, a célebre poncha.
Porque a vida sem romance é como um jardim sem flores.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

É com muita vaidade que anuncio que...

...O meu rural é um destino popular.
Alô gran-canários e esta que tal? Fiquem lá com as praias de areia amarela, quilos e quilos de areia a perder de vista, as dunas e os dragoeiros  que nós com o nosso basalto e areia preta entrámos a matar logo para quarto lugar. Não temos praias de areia amarela mas temos floresta, levadas, montanhas...
Obrigada a quem nos visita. Voltem sempre.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Só quem vê é que entende!

Meus senhores (e minhas senhoras também) que falta de responsabilidade existe neste mundo redondo! Que falta de civismo, meu Deus! Mas anda tudo louco?!

Atão não é que alguém entra numa via rápida e bate em quem lá circula e arma-se em triste coitada?! Atão não é que para se armar em vítima diz que quem circulava é que tem de assumir a culpa!?
Onde já se viu entrar numa via-rápida, cruzar logo duas faixas arrastar quem lá circula até os rails de separação, encurralá-la e dizer que esta pessoa bateu atrás quando é o lado dianteiro que está amolgado!?
Haja civismo e responsabilidade...Admitir os erros custa, mas liberta a consciência!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Não entendo! Camada de gente insatisfeita!

Hoje esteve frio; deixem-me acrescentar que para nós, madeirenses, frio é a temperatura aos treze graus. Pelas catorze horas estava a vinte e já se bufava de calor.
Nunca estamos satisfeitos. Se está frio reclamamos, se faz calor há queixas, se está a treze já se briga com o tempo porque está um frio do diacho, se logo de seguida sobe a vinte, como agora, já se ouve gente a dizer que "está impossível"...
Até eu que vesti uma camisola de lã já barafustei com o sol a ferver nos pés...
Será que algum dia vamos aceitar o tempo? Jamé!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Viver à conta do governo é tão bom!

Que o diga os meus vizinhos, um casal cá da urbe que nada faz a nível profissional, e que faz-me pensar que quem vive à sombra dos que trabalham (e por isso descontam para estes) é que são uns felizardos.
Além de não se apoquentarem com as tarefas inerentes ao trabalho que, como todos sabeis, dão cabo da saúde e desgastam o cérebro, além de não cumprirem horários, além de não terem tarefas de cozinha uma vez que os filhos passam o dia na escola e por lá almoçam têm dinheiro suficiente para ter um Iphone 7.
Iphone7 é uma careza, senhores! Há muita gente que trabalha e não pode comprar este equipamento!

Mas por outro lado penso que uma vez que vivem em casa do governo com renda baixa, ou sem pagar, nem sei!,  uma vez que por isso os filhos têm apoio social, uma vez que auferem um rendimento social, esse é para as futilidades e para comprar um telemóvel topo de gama e andar a fazer "ciganas" a quem não tem.
Por isso, digo e redigo: mais vale viver de esmola do governo do que trabalhar....
Burra, otária que sou em não ter pensado nisso!

sábado, 14 de janeiro de 2017

O varrer dos armários




Aqui, no meu rural, o Dia de Santo Amaro marca o fim das Festas, o dia em que se desmancha o pinheiro e se guarda todos os ornamentos do Natal.
Ontem e hoje é dia de varrer os armários ou seja, comer tudo o que restou do Natal. É o momento de guardar os frascos de licor.
Por esta época as pessoas reunem-se em casas de amigos para dar fim das iguarias da Festa.
Como manda a tradição, e eu sou rapariga de cumprir à risca, logo vou a casa de amigos para "varrer os armários".
Ora bem, aqui deixo umas quadras da época

Dá-nos licença de entrar
Ó minha rica vizinha
Queremos varrer os restos
Que sobraram da lapinha

Vamos varrer a lapinha
Deixai-nos entrar senhora
Trazemos connosco a pá
E também a vassoura

É o Santo Amaro
Que hoje aqui vem
Varrer dos armários
Os restos que tem.

Por isso meus e minhas darlingues hoje é dia de festejar o santo. O Santo Amaro.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sexta-feira dia 13

Usando as palavras da minha Baixinha, a neta de oito anos sempre pronta a responder, assim como eu, prontes, dizia ela para não me preocupar pois que é um mito.
Ora bem, eu sou rapariga dada a medos e superstições, mas é coisa que não me atemoriza é mesmo sexta-feira dia 13.
Logo eu que tenho amor pelos gatos pretos, tenho vão de escada por onde passo muitas vezes, mas também tenho uma cruz de alecrim debaixo do tapete para evitar os maus-olhados e deito uma pitada de sal para trás das costas. Viram? Não sou supersticiosa, mas não vá o diabo fazer cenas....

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Eu também fui à neve

Há quem viaje milhas para ir até à neve, há quem faça férias na neve todos os anos, pois eu, meus e minhas, nunca gastaria um cêntimo para sair da minha zona de conforto para ver branco mais branco. Detesto neve e frio já sabem, mas é agradável subir aos píncaros da Madeira para tocar no granizo. Apanhar frio e regressar ao calor...
Por isso também fui à neve numa de: "veja a neve cá dentro".

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Poupe água, ela não cai do céu

Eis a prova de que não é bem assim...
Ela cai do céu ali para os lados da Madalena do Mar. É lindo, não? E tem dupla função: lava o carro e a alma!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A ilha da eterna primavera

Não sabem onde fica? A CNN descobriu-a.
Mas eu sou rapariga simpática e gosto de divulgar aquilo que me faz feliz. Daí que essa "ilha da eterna primavera" é...
Exactamente. É onde me encontro. A minha Madeira.

(AQUI) podem ler o artigo todo.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O poder da anona

Diz que a anona é 10.000 mais potente que a quimioterapia.
É das frutas que mais gosto e tenho uma anoneira plantada no meu terreno. Sei que, em adolescente, dava-me uma dor no lado direito, ao mesmo tempo que me dava também um medo terrível de ser operada. Tomei litros de chá de folha de anoneira para evitar uma cirurgia ao apêndice.
A sério, nunca mais tive essa tal dor.
Se fez efeito, não sei. Mas mentalizei-me que sim. Por isso, acredito no poder da anona.
Hoje comi estas que a fotografia apresenta.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Nem parece que vivemos no mesmo país

Oiço falar em chuva, mau tempo, cheias, frio. Vejo o jogo na Catedral da Luz e chove canivetes. Nas notícias aconselham cuidados que a temperatura vai ficar negativa neste fim de semana.
Ora, eu vivo em Portugal, mas nem parece. Nós, por cá, até temos sol à noite (brincadeira), e uma temperatura que mais parece que estamos no Rio de Janeiro.
Ai querem sol? Só há uma forma de o terem. Vinde até aqui. E deliciem-se com esta temperatura agradável de uns míseros vinte graus e....chuva qu' adela? Niqueles...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Há muito muito tempo era eu...

...uma rapariga que vivia o carnaval em toda a plenitude.
Era com alegria e ansiedade que começávamos logo após o natal a preparar os trajes para o cortejo alegórico do sábado, e desfiles nos hotéis.
Eram dias e dias a trabalhar nos fatos, à noite, pois que durante o dia a vida seguia igual. Era mulher, mãe, docente, dona de casa com todos os trajectos necessários para que as actividades corressem da melhor forma. À noite era outra pessoa.
Durante mais de trinta anos fizemos carnaval. Mesmo grávida participava no cortejo, dançava até ser dia, a barriga nunca me atrapalhou nem pesou (a minha filha nasceu em Abril o mê Bisalho em Agosto, por isso, no carnaval estava grávida). A gravidez não me inibia de dançar e participar no cortejo.
Depois, os caminhos divergiram, o grupo acabou, o bichinho que roía o corpo morreu.
Ontem reunimos alguns membros e foi um reviver de emoções. Saudades que eu tinha de estar no sítio onde tudo começou! Parecia que sempre estiveramos ali, que os anos não tinham passado, que este interregno nunca existiu.
E, passados estes anos chego à conclusão que: não deixei de ser uma rapariga que vive o carnaval em toda a plenitude.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Eis aqui a fotografia daquele amor

E perguntam vocês, meus aqueles e aquelas que me visitam: ainda falas nisso? Mas eu prometi, lembrai-vos? Eu prometi que assim que o galo m'acordasse ia eu a caminho do céu tirar a fotografia do dito.
E como se diz em madeirense: "eilhos", em cima, a encabeçar o poste. Os tais amores de Burro planta daninha que se prega à roupa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Amor de Burro, ai não sabeis!?

Cunquentão, não sabeis o que é Amor de Burro!
Não estou a chamar burro ao amor nem a dizer que o amor é burro; somente fiquei cheia de amor de burro. Quiçá tem nome científico, eu não sei, mas no meu rural é assim que chamamos a uma erva daninha que por aqui abunda.
Quem sabe o que é estique o dedo, sim?
E digo, em boa verdade vos digo, se eu fosse boa pequena ia já agora tirar a fotografia, mas está escuro, estou de pijama, estou ca manta a aquecer os pés e não sou boa pequena, por isso, estejam atentas e atentos c' amanhã coloco aqui uma fotografia do dito.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mê rico genro

Um genro violou a sogra de 88 anos até à morte. Dizem que, quando estava sério era boa pessoa, mas quando bebia ficava louco. Já tinha dado umas investidas à sogra que, certa vez, saiu nua para a rua, a fim de fugir dele.
As coisas que oiço! E como as pessoas ficam quietas no seu espaço sem acusar!
No meu rural, mais precisamente no Farrobo, São Jorge, no norte da ilha também há cenas destas.
Cada vez mais desmotivada com a humanidade.