Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Paz e Sossego quem não quer?

Na brincadeira, no carro, digo às Pulgas que "Estou rica. Podem pedir o que quiserem que abro o porta-moedas e desembolso logo a fortuna para satisfazer os desejos".
O mê Gu-gu pede o carro que anda a namorar há vários anos e que, por força das circunstâncias a compra tem sido adiada. As circunstâncias, melhor dizendo, é a careza do dito.
A Baixinha pede o conjunto de materiais da Violleta, desde o lápis à escola de dança com todo o elenco (até nem sei se está à venda, mas enfim, deu-lhe para ser esbanjadora uma vez que disse estar rica). Nesta galhofa toda olho para a Maiveilha que de cara à banda, desafogada de pretensões, metida nos seus pensamentos, nem dava conta da brincadeira, ou melhor dava no silêncio. Perguntei-lhe o que queria e, que diga depressa que o dinheiro esfuma-se num instante.
"Olha avó, Paz e Sossego!"
Olhei com admiração e pedi-lhe para justificar.
Sossego: é que estes dois todo o dia fazem barulho ao meu lado e Paz: porque não me deixam (em paz) um minuto.
Sindroma de filha mais velha a desejar ser filha única.

1 comentário:

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