Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Implicâncias

Havia um lindo casal, ela dizia ser "o homem da sua vida" bem como toda a família assim achava. Foram namorados, acabaram, cada um seguiu a sua vida e voltaram a reencontrar-se passados uns anos já maduros, com vidas passadas, com filhos.
Mas tudo mudou. Ele que era "uma jóia" tornou-se numa jóia mas não preciosa. Começaram os maus-tratos, as ofensas mútuas, as mãos pelo ar, as vigias a ela e pior as perseguições.
A bebida. Quando ele bebe torna-se violento, dizia ela numa de tentar levar o casamento, como se fosse um barco, até a um bom porto. Não, não havia maneira de ele mudar!
Tomou uma iniciativa e, numa noite de inverno, fugiu. Ele andou perdido à procura dela. Perguntava a todos os amigos se a viram. Ninguém sabia, aliás alguém sabia. Eu sabia, mas guardarei este segredo até ao céu.
Ela está feliz longe dele, pelo menos assim demonstra. Ele continua perdido pelos caminhos à procura dela.
Implicâncias quem não as tem. Implicar com o outro é uma forma de sentir-se superior. E de inferioriar o elo mais fraco.

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