Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Por vezes, muitas vezes nem tudo o que parece é

Por vezes escrevemos um texto e quem lê sente como se fosse escrito a pensar em si. Por vezes identificamo-nos com determinados temas.
Por vezes, porque estamos sensíveis o pensamento viaja e sai textos mais lamechas os quais são escritos com o coração na mão.
Por vezes e só por vezes os textos são direccionados.
Por vezes escrevemos aquilo que nos dói, tomando pelo princípio que quem lê interpreta como nós escrevemos. Porque, por vezes, os textos têm um fundo de verdade e são tidos por mentira. Outros há que, por vezes, não têm nada de verdadeiro e quem lê dá um sentido que não é aquele pelo qual foi escrito.
Por vezes, fazemos um bicho de sete cabeças quando, afinal, o bicho nem cabeça tem.
Por vezes quem lê coloca maldade onde não existe, porque, por vezes, consegue ler nas entrelinhas.
Por vezes, algumas vezes nem tudo o que parece é.

14 comentários:

  1. Aconteceu-me, pela primeira vez nestes 6 anos.
    Aconteceu há pouco tempo.
    Aconteceu e não gostei.
    Aconteceu!
    Acontece!
    Beijinhos

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    1. Janita, estive 10 meses afastada, regressei em fevereiro por causa disso.
      Kis :=}

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  2. Agora é que disseste tudo!
    Assino ao lado ... bj amigo

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  3. Também acho o mesmo. Mas a interpretação daquilo que se escreve pertence a quem lê... Não há volta a dar a isso.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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    1. Graça, tens toda a razão. A interpretação é de quem lê. Por isso , out vezes há mal-entendidos entre as pessoas
      Kis :=}

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  4. Escrito com o coração na mão,
    nem sempre tudo que perece é,
    muito enggraçado o seu texto pois enão
    continue caminhando com esperança e fé!

    Boa Segunda-Feira.

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  5. Quase nunca é. Mas quase existe em algum canto uma pessoa que se sente identificada. Eu só escrevo histórias. Até agora as únicas 3 que não eram totalmente ficção, foram identificadas como tal e dizem-me respeito ou aos meus pais.
    Pois quando acabei de publicar um conto, intitulado Maria, recebi um mail de alguém que me perguntava quem eu era, onde morava e como tinha sabido da sua história. Disse-me que excetuando os nomes, era a história dela.
    Já vê. Mesmo sem se pensar em nenhum santo, há sempre um que se sente atingido.
    Um abraço e uma serena e saudável semana

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  6. É tudo uma questão de interpretação! Há uma frase que acho bastante curiosa e que acaba por se aplicar neste contexto: «Sou responsável pelo que eu digo, não pelo que você entende».

    Beijinhos*

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  7. Cada qual interpreta à sua maneira, seja nos livros que lemos, ou no que escrevemos na blogosfera.
    Gostei da reflexão.

    Beijinhos

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  8. Que de assim ser
    repara no que vais ler :

    "Ó Avozinha
    só cá vem quem quer
    agora de Foleirices descritas
    magoa-se seja que alma mais proscrita
    ou aflita...

    Saiba Vossa Exa
    que fazer Sku, não é andar todo nu
    ou então caiu da cama
    e magoou o quê ? O Coxis ?

    Parabéns com flor "

    ~_````http://anjodaesquina.blogs.sapo.pt/

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  9. E por vezes ficamos a remoer, a remoer e sem razão nenhuma aparente.
    Como te entendo. Sou ótima a fazer histórias na minha cabecinha!

    Beijinhos,
    Clarinha
    http://receitasetruquesdaclarinha.blogspot.pt/2017/02/farrapo-velho-de-3-peixes.html

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Não ouvi nada.
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