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É sexta-feira

E, por aqui, no meu rural chove. É o bastante para me pôr de mau humor, de beiças, com a brotoeja em erupção e com a bílis a sair pelos cantos da boca. Por isso, darlingues, "saiam da minha trás" que isto hoje está numa de espalhar-brasas... Boa sexta-feira àqueles como eu que adoram um naco de chuva a cair do céu como se fosse canivetes.

Desejosa de chegar a Janeiro

Segundo o que ouvi dizer, de fonte segura, se os partidos não chegarem a acordo sobre o OE, o mesmo que Orçamento de Estado, vai voltar a ser como antes. E venha o subsídio de Natal por inteiro, e venham salários e pensões roubados aos portugueses e, segundo ouvi dizer, de fonte segura, a era "Passos Portas e Múmia" está pelas pelinhas. Bem, enquanto a vara vai e vem sempre alivia as costas, dizem por aí. E cantemos o troliró... Troliró venha o roubado à minha pensão só, troliró venha o subsídio numa vez só, troliró vai cair o governo duma banda só. Troliró esta malta não se entende uma vez só, troliró as medidas implementadas pela Coligação vão cair só. Troliró sem maioria absoluta a coisa não vai só. Vou voltar a respirar de alívio de uma vez só.... E outros trolirós...

Pronto, estalou o verniz!

Como sabem, minhas darlingues do coração andava aqui às voltas como um cachorro em busca da esmeralda perdida para ter as minhas lindas unhas sempre e repito: sempre pintadas e, estive em vias de comprar a máquina a lazer para tê-las como as apresentadoras de televisão ou como as socialaites da urbe, e, assim de repente, uma grande amiga cá deste berlogue e que frequenta o meu palácio deu-me a receita milagreira, sem ter de comprar a tal da máquina cara como o diacho. Segui os passos à risca como se de uma receita de bolo se tratasse e, quando hoje de manhã vi uma rodela vermelha na cama nem por um rasgo de memória me inclinava para a unha. Procurei o sítio de onde poderia vir a mancha vermelha, poderia ser um botão, uma gota grande de sangue, um olho (credo em cruz!) e quando olhei o meu dedão do meio, aquele mal-encarado que a canalha gosta de espetar, soltei o grito do Epiranga, mais forte que o dele e um sonoro:ooooooooooohhhhhhh!!!!!,  saíu das entranhas. Darlingues, nunca ...

Crianças omnipotentes

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Palavras santas! Há muito que digo: "as crianças têm direito a dar a sua opinião, mas a decisão compete aos adultos" Detesto quando oiço pais ou avós a dizer" elas é que escolheram", "ele é que decidiu", ela quer..." Não os tornem omnipotentes, a fazerem tudo à sua maneira. O mundo não é só das crianças, não lhes dêem o poder da decisão, deixem-nos brincar enquanto as responsabilidades da vida adulta não chegam, não tornem crianças em adultos frustrados e ditadores. Crianças mandonas, egoístas é o que abunda e a culpa é de quem as deixou tornarem-se adultos à pressa, gerindo a vida deles e dos pais. Como se fossem o centro do mundo. (Parte de um texto escrito por uma psicóloga. Artigo de opinião do JM)

Vou sentar-me para ver...

...porque, certamente, de pé vai cansar-me as canelas, pois que vai demorar muito esta "obrigação" que decretou o senhor poresidente "Múmia da Silva". Entendam-se, pede ele aos partidos, com o mesmo timbre de voz, como se dissessse: "ohhh, pra mim todo lindo a mandar!". Sento-me ou mantenho-me de pé? Oh pra mim já a prever a queda.....

Uorqueshope de boas maneiras precisa-se

Paguei eu um uorqueshope de boas maneiras e educação aos meus grades, o mesmo que cachorros cujo título era "Como ladrar sem incomodar as pessoas e manter-se de boca fechada quando a senhora está em casa", para agora estarem eles de olhos abertos e boca fechada, e os da vizinhança a ladrar como se fosse o Dia do Juízo Final. Irrita-me solenemente esta situação. Estou eu, mulher de fraca cabeça e a precisar de descanso depois de umas mini-mini-férias galopantes, e os meus grades em silêncio e o cachorro do vizinho, sem ofensa a ele, a ladrar e a escumar pelos cantos da boca. Devo pagar um uorquesope também ao vizinho, só numa daquela de "Como manter a bocarra dos grades bem fechada e não incomodar quem precisa de descanso?" Ao vizinho, vizinho! Fecha a boca! Já.