Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sábado, 10 de outubro de 2009

A avó Ginja

A avó Ginja é a bisavó das Pulgas (avó do pai). É uma velhota simpática. Nunca saiu do seu meio nem de carro nem de avião. Tem medo, diz ela.
Sempre que vou lá "tiro-a a terreiro" (brinco com ela). E passamos bons momentos a rir.
Hoje estivemos a conversar e o tema era doenças, médicos.
Ela nunca adoeceu e nunca foi ao médico. Não toma medicação.
Dizia ela.- Quando eu disser que tenho de ir ao médico é que estou p´ra morrer.
Como nunca foi ao médico naturalmente também não vai ao dentista.
Tem os dentes estragados, mas tem medo de tratar, principalmente por causa das injecções..
A filha diz-lhe: - Oh minha mãe, vossemecê que veja as outras da sua idade. Têm dentes postiços e são bons.
E diz ela:
-Para que quero dentes postiços? Elas tiram os dentes para comer!

4 comentários:

  1. "Tem os dentes estragados"...os que tem, que já são poucos!

    hi hi

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  2. Pois , acabei de escrever e lembrei -me de que ela nem tem dentes e os poucos que tem é que estão estragados.

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Como? O que disse?
Não ouvi nada.
É melhor escrever...