Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Caralhinho

Não há casa madeirense que não tenha...1, 2, 3 ou mais.
Todo o madeirense que se preze tem o seu caralhinho bem guardado. Há de vários tamanhos e feitios: grossos, finos, largos, estreitos, compridos, curtos. Na minha casa existem dois: um grande e grosso e um fino e pequeno.
Por aqui vêem-se muitos, dependurados.
É mais usado à noite e em dias de festa. Aliás, não há festa nenhuma que não se vejam os caralhinhos todos na rua e uma multidão à roda deles. Então esta malta nova fica eufórica quando vê algum. Já sabe o que vem a seguir: uma noite de prazer!

Devo dizer que o do meu senhor também sai à rua em dias de festa cá no rural. Geralmente ele pede a um amigo que o sabe manusear muito bem para se servir dele.
O meu bisalho quando foi estudar fez-se acompanhar do seu caralhinho que na altura era pequeno, mas agora tem um grande.

Como usar o caralhinho:
Tire-o do sítio onde está, segure-o com ambas as mãos, agarre-o delicadamente a principio, coloque-o na posição vertical.
Com ambas as mãos faça movimentos para cima e para baixo. Quando o tiver bem seguro bata com força só com uma mão. Para ter o efeito desejado deve ser bem batido. Pode até segurar na extremidade e fazer movimentos circulares. Nunca o deixa da mão, agarre-o sempre com as duas e com força.
Bata bem sempre em movimento seguro de cima para baixo, usando uma só mão. Descanse. Mude de mão se isso lhe der jeito ou se já estiver cansada. Pare um pouco. Limpe o suor que se acumulou na testa.

Recomece e sempre com ele entre as mãos faça-o deslizar da ponta dos dedos até à palma das suas mãos (como se estivesse a bater palmas). Movimentos rápidos e enérgicos até ver um liquido começar a se formar. Quando tiver um quantidade considerável entorne-o em copos pequenos e sirva aos seus convidados.
Contemple a maravilha de sabor.
Oh, não sobrou para si? Pena, não há como metê-lo na boca e lamber.
Depois de usar o caralhinho lave-o bem lavado e sacuda. Não o guarde molhado pois pode inchar.

Eis o caralhinho (cuidado ao abrir) E com ele se faz a deliciosa poncha.

30 comentários:

  1. Agora fiquei sem fala. Pensei que fosse alguma brincadeira, afinal é um utensílio. Está melhor!

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  2. Bem eu a imaginar as voltas e beldrocas e pensei: porraaaaaaa coitado do homem loll e afinal é o pau da poncha...o que eu aprendo:):)

    Só tu me fazias rir à gargalhada:)

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  3. ahaha está brilhante...fartei-me de rir!!! Ahahahaha

    O teu blog está cada vez melhor!

    beijos

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  4. Tens que arranjar vários...prepara-te...e descobre porquê? :)

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  5. Este post devia ter bolinha vermelha!

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  6. 0
    Lool
    E eu a pensar que a malandrice era típica das Caldas da Rainha, como seu celebre Falo kkkk, que também há de vários tamanhos e feitios para todos os gostos, politícos intelectuais, clubistas, religiosos,Zé Povinho todos tem direito ao seu Falo.
    E agora é que esta avogi me bem com caralhinho kkk e eu que bebi aí a poncha, não sabia que era feita assim kkk

    Também acho Quicas, falta a a bolinha no canto superior direito eu vou pôr no comentário loool, falta a tinta vermelha...
    bjocas

    Atenção só estamos a falar de tradições e regiões, não é nada daquilo que estão pensar kkk

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  7. Pronto eu já vi a bolinha saltou para esquerda, mas está lá...

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  8. Eu bem digo
    :- só para mentes sãs. Não há o ditado que diz; cada terra com seu uso cada roca com seu fuso? Ora aí está. Cá no meu castelo há pelo menos 4 mas dois pouco uso têem , outro é ainda muito pequeno para trabalhar e o outro não sei o tamanho, mas de certeza já trabalhou muito. Muita poncha se bebe por estes lados. Não esquecer que também o cesto da grande gávea nas antigas naus os castigos eram passados no "caralhinho" se tiverem dúvidas vão a uma ciclopédia. Aos que já provaram a poncha, certamente que gostaram em especial quando o dito cujo era bem manejado.

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  9. Oh Gi!!!!!
    Só mesmo a senhora!!!!
    Estava eu a ler o seu texto... completamente boquiaberta, a pensar com os meus botões "como é possível a Gi ter escrito isto aqui.... ela só pode estar a brincar... só pode!!!"... quando afinal É APENAS UM UTENSÍLIO DE MEXER A PONCHA!!!!!
    Oh Sô Dôna Gi... isso não se faz!!!
    Marotaaaa...
    ;)

    Beijoquinhas fofas

    Maria & Companhia

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  10. Avogi.

    Balamento. Agora sim, pelas .00.00horas pelo menos uma vez vou acertar.

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  11. Eu cheguei primeiro João. 3-0. Vais pagar o almoço aqui ou aí. depois vê-se.

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  12. rrrss rrss rrss

    Muito bem, conseguiu manter o suspense até ao fim...

    Um abraço.

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  13. ahahah
    tive muuuuito cuidado ao abrir, e é um utensílio, lol

    xoxo

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  14. Post espectacular, muito imaginativo e bem escrito (como é hábito)!
    Para mim a sua leitura só devia ser aconselhada a maiores de 18 anos!!! (ah!ah!ah!)
    Bjs

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  15. olá avó Gi , olhe na minha terra os nossos caralhinhos são mais.... ..... .... expressivos vá .... sou das Caldas da Rainha , conhece ?

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  16. Não há poncha sem o seu caralhinho !
    Gostei do erotismo :P

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  17. LOL lol lol
    Não conhecia este utensílio por este nome.
    Bjocas
    Patty

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  18. Menina,
    você tira o fôlego a qualquer um.
    Antes mesmo de beber a poncha eu já estava com a cabeça às voltas com tal descrição.
    :):)
    Um abraço.
    Kao.

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  19. kkkkkkkkkkkkkk
    Que prazer conehcer um blog com tanto humor. Já virei freguês, tb. Muito prazer, será sempre bem vinda no meu espaço.
    bjo!

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  20. AVOGI

    Agradeço as gargalhadas que me proporcionaste.

    Estava prestes a colocar-me frente ao espelho para tentar perceber.

    :):):)

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  21. Ê nâ disse que esta gente tem a mente suja? Arreparem só nos cumentários? Só pensam naquolhe que nãp é precise pensar. Nos cá sabemos porquê nos chamam de pove superior.

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  22. Ola
    Bela descrição da tradição madeirense e do manuseio do dito cujo instrumento.Fique admirada com a tua mensagem ,até pensei ser alguma foto engraçada mas sinceramente nunca pensei que fosse um texto tão elucidativo e dercritivo sobre um tema tão interessante e regional . Estás de parabens bjs Isabel

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  23. Querida GI.
    Já viste no que a minha mensagem que te dirigi em que confusão meteste toda esta gente? O texto está fenomenal e, os vários comentários idem-ibidem.Parece uma coisa doutro mundo, depois admiram-se desta "nossa" juventude ser preversa. Qualquer dia deixo de divulgar as nossas receitas. Beijo amigo. João

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  24. AHAHAHHHAAHAHHAHAAHAAHHHAHHAHAHHHHHAHAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!! Fiquei sem palavras!!! lol, obrigado por passar pelo meu blog. Achei o seu divertidíssimo! Aposto que deve ser uma pessoa muito bem disposta e é disso que precisamos sempre à nossa volta!... Pena que esteja tão longe.
    Bjnhs, e continue assim!

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  25. Avogi... Avogi... Avogi!...

    Vivendo e aprendendo!!!...:)))

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  26. Imaginei logo que se tratava de um utensílio, mas seu texto foi fenomenal!!!

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Como? O que disse?
Não ouvi nada.
É melhor escrever...