Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

segunda-feira, 30 de março de 2015

Poder eu posso, mas com calma e quando puder

Domingo cheio de sol e de gente já em biquíni a passear o corpo pelo Paul do Mar...
Estava eu à beira do balcão para pedir duas caipirinhas quando um jovem com uma criança às cavalitas, muito educadamente, pedia-me licença para passar. Eu olhei para ele e mantive- me quieta, sem, contudo, desviar o olhar. Volta a pedir, mas em tom mais alto já com labaredas a sair dos olhos e dos ouvidos.
- Pode-se afastar, por favor? - pronunciando cada letra muito bem, não fosse eu estrangeira ou surda.
Olhei-lhe bem dentro do olho e a sorrir digo.
- Poder eu posso, mas só quando tirar o pé de cima do meu.
E as labaredas dos seus olhos transformaram-se em desculpas. E risos.

5 comentários:

  1. Eheh!
    Quanta emoção amiga!
    Por aqui...a ideia do biquini esvai-se na nebulosidade do tempo!
    Uma semana bem "aprazível"!

    ResponderEliminar
  2. Ahahahaha ... o homem "apatalhou-te"! :))))

    ResponderEliminar
  3. então o homem vai assim se alapando em cima do teu pé e ainda quer passar??? sacana! :))

    ResponderEliminar

Como? O que disse?
Não ouvi nada.
É melhor escrever...