Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Já alguma vez ouviram-me dizer isso?

Atão façam o favor de se sentar numa poltrona almofadada que vou dizer algo de semenas importancia.
Detesto esta hora de inverno, ouviram? Detesto ter as luzes acesas às seis e trinta da tarde; detesto esta soneira que me dá aí pelas sete e detesto a sorna que tem este corpo, tudo, mas tudo, devido à mudança da hora.

Chupa-me essa cana!

E, não leiam o título muito rápido, não me responsabilizo pelo que sai ... Mas essa xaba é tão doce!
Eu adorava chupar...

A minha vida resume-se a isto

Alimentar cães e gatos mesmo ainda antes de alimentar o meu corpo. Agora vou ali matinar...

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Uma novidade

Vou voltar a pintar as unhas dos pés.
Já as tinha preparado para o outono, mas ao ter os pés a transpirar devido ao calor vou dar uso às sandálias.
Prontes, era só isto.

E agora o que fazer?

Como resolver este assunto. Está um na prisão, com pena de doze anos, e um cá fora que diz que matou a pessoa pelo qual está um a cumprir a pena.
E acrescenta que matou duas. Mas que sarilho!
Justiça em Portugal é a melhor. Agora descalcem esta bota.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Odeio esta gente

Iraniana enforcada por ter morto o seu violador. Uma facada. (Somente uma? Presa por uma presa por muitas.)
Ela tinha dezanove quando foi violada. Esteve presa e foi condenada à forca. Aos vinte e seis anos. Dizem que o julgamento não foi justo. Pudera! Num país onde as mulheres não têm voz como poderia defender-se?
Povo que trata a mulher como um objecto, onde a mulher não tem direitos só obrigações. Povo de homens religiosos onde só eles são pessoas. Abomino todo o tipo de fundamentalismo.
Chamava-se Reyhaneh Jabbari foi enforcada na madrugada de sábado. 

Não sei o que fazer

Partiram-me a caneca de meio litro na qual eu bebia o meu café matinal e agora tenho de injectar o líquido numa chávena bem pequena, quiçá, de um decilitro e, a bem dizer, não me dá jeito nenhum.
Isto de não ter a tal com a qual eu partilho as novidades do dia dá-me uma grande vontade de esgaçar quem a partiu.
E dizer, ariu!

Viaje com segurança na Transavia

Estando eu, já com o bilhete na mão e na fila da porta de embarque sou surpreendida com esta frase que arrepia até aqueles que enfrentam o medo: " Por problemas técnicos o voo está suspenso".
Sentei-me logo quando a funcionária dirigiu-se à rua onde já estavam as primeiras pessoas para atravessar a pista e dirigir-se ao aparelho e convida-as a voltar para dentro.
Borburinho, dúvidas, medos, e conversas ao telefone aliados a uma mistura de sentimentos entre todos os passageiros que olhavam uns para os outros à procura de esclarecimentos.
Até que vem a justificação. "O avião estava muito pesado e só podia levar 35 pessoas sem bagagem". E nós eramos oitenta.
E agora pasmem-se com aquilo que foi acrescentado. "A pista é pequena para tanto peso e o comandante tem receio de aterrar..."
Bem, aqui é que eu desisti de voar naquele domingo!

domingo, 26 de outubro de 2014

Uma chinesa por um euro e setenta é, bué, caro.

Caro, estapor! Refiro-me à meia de leite que, no meu rural se chama chinesa e, não me perguntem porquê, porque não sei responder, mas, adiante que o avião está mesmo ali e eu ainda aqui a escrever...
Uma meia de leite e, digo assim pois que, ainda estou em solo continental, custou-me 1,70€.
Ora bolas, senhores, com esta quantia ia ao super e comprava uma saqueta de café, um pacote de leite, um copo de plástico...colher não preciso pois não uso açucar e com a águaquente da casa de banho fazia uma chinesa.
Careiros estes estapilhas do "orioporto".
E mais, por este preço a colher devia ser de metal e não de plástico. Ora esta coisa! Eu é que fiquei com os olhos em bico.

sábado, 25 de outubro de 2014

Em Braga...

Vou bracarando por aí, queimando calorias...e comendo bolas de Berlim com recheio de maracujá.

E eu aqui a pensar...

Quando soube que o euro milhões estava em Portugal não sei porquê, mas pensei que podia, em última hipótese, ser meu.
Não é que eu precise de tanto dinheiro, mas havia de dar cabo dele.
Mas, saber que o Estado, sem jogar, lhe saiu também o euro milhões. Ladrões do estapor!
Caramba, era isso que eu queria, ter essa sorte., sem ter de me preocupar de deitar o bilhete todas as quintas feiras E já agora será que não me vão malhar mais, uma vez que, já têm 38 milhões? 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O quê? Imposto sobre as dormidas?

Atão quer dizer que agora até se vai pagar para dormir? Quer dizer que este governo tinha de arranjar um imposto para nos manter acordados?

Muita gente doente


Do lugar onde me encontro vejo mulheres com botas altas de pelo, camisolas de manga comprida, gabardine e cachecol. Estão doentes, só pode, pois que, com 29 graus apetece estar de topes e sem mangas. Aliás, eu, mulher que não trouxe roupa adequada a este calor, teve, obrigatoriamente, que se dirigir ao Primomarque mais próximo e adquirir umas pecinhas de roupa.
São estas, as desafiadoras que fazem a dança do inverno.

Ironia

Ronaldo o homem que tem as bolas (de ouro) no sítio. E são duas. O que sobra a ele falta ao outro. O outro é um homem sem bolas!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

No final de Outubro verão...

...que o tempo vai mudar. Verão que este calor não é do verão, verão que o verão ainda há-de vir. Verão nesta altura não é surreal e verão gente a bufar de calor por causa do verão, mas verão como é tão bom gostar de verão e até vão entender porque eu, rapariga de meia idade, amo o verão. Lá mais para o final quando chover a potes e invernar verão então a falta que faz o verão. E verão que afinal era melhor ser sempre verão.
Euq nasci no inverno, mas sou mulher para agarrar o verão em todas as estações. Verão que verão em qualquer altura é sempre bem-vindo.
Verão sempre verão...

Só dúvidas, esta minha vida, só dúvidas!

Estou aqui a tentar me decidir sobre qual o meio de transporte utilizar, se o comboio se o autocarro. Já excluí o barco pois que não há transbordo do Douro para o Cávado. Esta minha vida é cheia de dúvidas. E dívidas, também.

Mas, afinal em que é que ficamos? É que eu já não sei...

...Se me delicie com uma taça de gelado com três bolas e montes de natas com pepitas de amendoim, passas e nozes se um cone feito de diário com umas belas castanhas assadas.
A dúvida, meu pipol, está em escolher entre um cone e uma taça. Mas é Outono, não é? Esclarecida. Mas a dúvida continua...

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

EDP

Mas é que adoro mesmo quando me põem em casa à espera do serviço e depois não aparecem. Estão a brincar  comigo? Não pago já o suficiente para ser respeitada? Tenho idade para brincar, é isso? Se é, então brinquemos "aos escondidos",  "à pilhagem" ou ainda "à matança" e não ao "vou-dar-te-uma-seca-à-espera-e-depois-não-vamos-a-casa"...
EDP um serviço sem igual.
Aliás, igual (o serviço) em todo o Portugal desde norte a sul passando pelas ilhas...

Numa saída à noite o que fazer?

Ora bem, o que não fazer sei eu.
Duas amigas já entradotes ou quarentonas melhor dizendo, combinam uma saída nocturna, num sábado quente, quiçá numa esperança de caça ao homem. Boca pintada de vermelho escalarte, risco delineador dos lábios, preto, assim a modos que teatral para aumentar o pouco lábio existente, saia curta (há panos de pó maiores), blusa decotada preta, também, transparente vislumbrando-se o interior, com reuzidas alças para slientar o colar de prata com corações e berloques, cabelo oxigenado com poupa alta uma e a outra com uma franja de meter medo aos olhos. Sentam-se numa esplanada à beira-mar, ouvindo as ondas a bater nas rochas. Copo de vinho tinto meio cheio ou meio vazio, depenende da perspectiva, telemóvel entre os dedos com unhas grandes de fazer inveja às águias e....
Sentadas lado a lado cada qual agarrada ao telemóvel, quiçá, colocando as fotos do momento e cada uma metida consigo mesma à janela o mundo sem ligar à amiga ao lado.
E, assim, estiveram durante todo o tempo em que eu, mê senhor, cunhado, cunhadas e sobrinhas estivemos no mesmo bar...a falar de tudo sem olhar ao estapilha do telemóvel que jazia dentro da bolsa.
Que rica saída à noite...com o telemóvel porque a amiga foi somente porque os pais não a deixam sair sozinha.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aqui não há quem durma...

Logo eu que sou friorenta e calorenta, dependendo da situação e estação, estou a pingar água pela testa abaixo. E rola e rebola de calor!
Será pedir muito, se fizesse um pouco de fresco pela noite? É que eu trouxe (e como já devem saber, estou fora do meu habitat), roupa para passar uns dias de outono, aqui no norte de Portugal, e tive até o cuidado de perguntar à Madame-nora e Bisalho como estava a temperatura por aqui. "À noite está uns oito graus, corre uma brisa fria, chuva muita chuva".
Ouvindo isto uma pessoa, que é friorenta como reage, hã? Reage da pior forma e ataca-se de roupa quente; e, afinal, sai o tiro pela culatra. Está calor de dia e de noite.
Calha bem que, mulher prevenida vale por um cento e vai daí mete no fundo da mala uma leve camisolinha. Foi o que lhe salvou!

Sou, de facto, uma iluminada

A noite cai e, a bem dizer, adoro este momento. E a luz inunda o meu espaço.  O pior é durante a noite!

Crianças e facebook

Algo que, na minha opinião, não combina. Entendo até que é uma dupla de risco e explosiva; e saber que pais permitem (ou certamente não supervisionam, não sei) a colocação de fotos em biquini, a tomar banho, nuas, desculpem pais, mas na minha modesta maneira de ver o mundo, entendo que há tempo para tudo. Deixem as crianças serem crianças, não pretendam que elas sejam adultas antes do tempo, porque, ao chegarem à adolescencia já estão cansados. Cansados de terem responsabilidades, cansados da exposição, cansados de serem adultos, cansados da vida.
Mas, como disse, isto sou eu que tenho netos e não filhos em idade de exigirem o que querem só porque o colega da mesa do canto tem.
Crianças de 12 anos que colocam fotos a  dizer algo assim: "esta sou eu quando era criança". Não entendo, sinceramente. E julgo que aos doze anos ainda são crianças. Mas já cresceram, sentem-se adultos. E quando chegarem a aultos sentir-se-ão idosos.
Facebook coisa de adultos que já com supervisão é um risco.

E dizem que...

Ai, férias não cansa? Atão porque raio tenho as pernas a doer, hã? Já sabia que iam dizer isso, e abanar a cabecinha aomesmo tempo, mas é que eu adivinho, mesmo!
Eu sei meu pipol, eu sei que nadar dá cabo das canelas, sim, também sei que passear à beira do Cávado mói.
É verdade, este corpo outrora Danone, assim que anda um poucochinho fica logo a arfar, mas...vir até aqui e estar só dentro do tanque não tinha piada, por isso toca a estrafegar o corpo pelo matagal acima e abaixo para depois poder comer e abusar da posta à Mirandesa.
Mas eu cá sou rapariga pa dar cabo de uma bela posta.
E dizem que não cansa?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Gerês e depois?

Depois, vou até Braga, mas antes como este belo prego no prato, cheio de quetechape, mais um ovo a cavalo e salada com lotes de maionese. Tudo, mas tudo macrobiótico e nada calórico. São servidos? Nan nan que vocezes fazem dieta.


domingo, 19 de outubro de 2014

Eu estou aqui

E passei o dia nisto! Chatice!

Mas onde andas tu, avoGi?

É a pergunta que fazem à boca pequena por aqui, enquanto tamborilam os dedos no tampo da mesa e franzem o sobrolho. Eu bem vos podia dizer mas é segredo. Um segredo daqueles guardados a sete chaves.
Óh, agora fazem aquele encolher de ombros como que a dizer: "quero lá saber onde anda ela! A mim não me aquece nem me arrefece."
Atão, se é assim, não digo onde estou, promtuus.

sábado, 18 de outubro de 2014

Zon Fon Free Internet

Coisa maiboa é esta. Em qualquer espaço, lugar onde me encontre basta ir às Definições e, lá está a opção. Clico, espero e num de repente estou à janela do mundo.
Se pago? Pago a mensalidade de Nos e somente aderi, não pago mais por isto.
Se dá jeito? Uora se dá!
Vá, não recebo nada por dizer isto, não pensem que é publicidade encapotada e que eu, pobre rapariga, recebo donativos. Mas dava jeito.

Corram vem aí o Alerta Laranja

E a única coisa cor de laranja que vejo é a bandeira do PSD, na janela do meu vizinho. E uma laranja que tenho na fruteira.
Mas até pode chover e ventar que já não ligo a estes alertas do Instituto. Só digo que está calor E hoje caminhei de casa com sapato aberto e blusa sem manga. E vi bués de gente com topes e calções, daqueles que mais parecem uma tira de pano do pó de tão curtos.
Mas corram, meu pipol...

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Amor de perdição

Porto  no seu esplendor. Que querem? Adoro esta cidade e no outono ainda mais. Vou ali ver o Douro e já volto.
Bom fim de semana, pois então!

Alguém sabe o significado de fila única?

Atão expliquem à senhora que, numa fila (e sendo eu a pessoa a ser atendida), se meteu para perguntar, e só para perguntar "se as fichas estavam prontas",  e que levou um tempo,  pois que, depois das fichas veio outra conversa, sempre a propósito de fichas, leia-se; o que me fez dizer à senhora que atendia para que serve o grande cartaz de fila única pregado na montra.
Ah, e tal, é professora.
Uóte!? Pergunta a minha alma incrédula! Só gostava de estar presente na sala quando do tema: "Regras de Convivência Social" que eu ia avivar a memória da Senhora Professora.
Só percebi que o grande cartaz de fila única é "SÓ" para os encarregadosde educação, e demais pessoas em geral...pois que logo de seguida veio outro docente...e sabem? Fez a mesma coisa.

Francesinha

Se há comida que não aprecie é esta mesmo: francesinha. Aliás posso até dizer que detesto, comi uma e nunca mais meti a francesinha na boca. Pão com molho, pão embebido, pão com migalhas, pão esfarelado, pão húmido... não obrigada.
Se vou muitas vezes ao Porto? Sim. Se como francesinha? Não decididamente. Há tanta comida tradicional tão boa, tirando as papas de serrabulho, tirando as tripas, tirando a francesinha, tirando o arroz de cabidela...
Prontus, sou uma saloia do ilhéu, onde o mar restringe a mente, e por isso falta-me o paladar.
Se estão a pensar convidar-me para um deguste de um que seja destes pratos, por obséquio, não me convidem. Mas sou amiga de uma boa pinga.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dia Mundial do Pão

E tenho um pão por aqui. De cereais com passas e nozes. E tenho outro. Muesli...
Ah, preferiam que eu falasse de outro pão, é isso? Oquei, eu falo. Pão de cruz, com castanhas a lembrar o Outono.
Há mais pães? Ah, pois há, aqueles brindeiros, papo-secos, de água, do caco...para comer com manteiga, com banana e pera abacate.e....há aqueles pães das telenovelas (que não vejo, mas que conheço), os da televisão, do cinema...
Desses nem falo e come-se ao natural, sem manteiga...

Como detesto!

Detesto aquele tipo de mulher que julga que o seu marido é um santo-devoto e, para justificar as investidas dele às mulheres dos outros, diz que, elas é que se enfiam por ele adentro, elas é que o provocam, elas é que são umas galdérias, ele até nem quer mas elas não o deixam. Elas sempre elas - as mulheres.
Ai povo enganado! Como se julga, como se deturpa as situações e se vive na ilusão de que o marido nem liga (ai não que não liga!) e ela...bem, ela até nem se importa, diz ao mesmo tempo que faz aquele encolher de ombros e franze o nariz. Ou importa-se e é desta forma que engana-se a si própria, engolindo o despeito, pois sabe a bisca que tem?
Ai filha lava-lhe os pés com água benta e coloca-o num andor. Ele é um santo!
Mas antes, abre os olhos, mas abre bem.
Amizade não é eterna.

Eu seria incapaz!

Tenho plena consciência que tudo fiz pelos meus familiares mais idosos. Nunca abandonaria um idoso no corredor do hospital. Se a minha tia-velha vivia com medo de ser abandonada no hospital? Sim. Se ela tinha medo de ser deixada num lar? Tinha.
Nunca faria isso, é contra os meus princípios. Tive uma educação religiosa, bases morais e cristãs que me impedem de abandonar um ser humano frágil, indefeso à sua mercê ou a cuidado de terceiros.
Estou plenamente consciente que nada sei a nível de futuro, mas resta-me uma certeza: "cá se faz cá se paga" e se assim for estou grata e sinto-me confiante.
Eu tudo fiz pela minha tia-velha, espero nunca ser um impecilho para os meus descendentes. Quando isso acontecer, avisem-me.
Se tenho medo do futuro?  Muito mesmo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Oiço cada uma que a minha alma fica parva!

Afinal, dizem por cá, que a Praia do Almirante Reis não é praia? Eu cá não sei não, mas embora não tenha estruturas de apoio aos banhistas, tais como: balneários, duches é um óptimo lugar para se esfolear o corpo no basalto.
Atão, o que eu sei é que anda muita gente enganada no que respeita a esta praia. E, os meus olhinhos já viram o povo lá a apilhar o sol.
Ai este nosso governo que deita calhau para os olhos do povedo.
Ora, aqui está a justificação: "Apesar do nome o espaço não será para banhistas mas para depósito de inertes."
Esta merecia o Nobel da Estupidez.

Pensamento meu: Hoje vou falar de filhos

Filhos que passam pelos pais e não falam, filhos que não cumprimentam os pais tratando-os como se fossem apenas amigos ou conhecidos; filhos que brigam por causa de heranças, filhos para quem todo o esforço é sempre pouco, filhos que tratam os pais com desprezo, que os ignoram, filhos que não sabem dizer "obrigada".

Estes são uma classe de filhos, mas há outros. Há os que se preocupam com os pais, que os tratam com carinho e furam uma multidão só para os cumprimentar, que beijam os pais desejando-lhes boa noite, que telefonam aos pais, que abraçam, que reconhecem o quanto os pais se esforçaram para que hoje estejam bem na vida. E que agradecem.
Há filhos e filhos. E há pais que sofrem com a insensibilidade dos filhos. E choram e rezam. Pedem para que haja mais amor, carinho, reconhecimento. E palavras de conforto.

"Vivemos ao lado de nossa mãe pelo tempo determinado por Deus, porém só descobrimos o profundo amor que tempos por ela, quando as cortinas se fecham..."

Filhos, não deixem que as cortinas se fechem sem antes acarinhar agradecer.  Demonstrem em vida não a título póstumo. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Já experimentaram?

Agarrar numa fatia de pão torrado, em cima colocar queijo fresco, barrar, espalhar bem em todos os cantinhos, e depois, aí é que é o delírio, a loucura...doce de abóbora em cima do queijo. Daquela abóbora, que não conhecia, assim quase vermelha, feita pela comadre da Covilhã e oferecida com todo o gosto...
Nem vos digo! Aliás digo, digo que viciei-me nesta coisa.
Sai daqui, ó balança malvada! Tu, tá caladinha e deixa-me deliciar-me, depois logo se vê.

Passar a tarde no bem-bom é bom

E foi isso que aconteceu, passei a tarde a surfar; apanhei cada onde assim como aquelas da Nazaré, mas por aqui as boas ondas eram no Jardim do Mar - mas houve um Jardim que achou de fazer um paredão e as ondas, essas que eram conhecidas pelo mundo fora, deixaram de existir.
Mas, prontes, sarfei sarfei até cansar, ou melhor, até não haver ondas, nem prancha, nem camisas, nem toalhas, nem calças.
Foi uma boa sarfadela desta vez, para a próxima hei-de escalar o Everest. É que, esta roipa cresce como cogumelos.

Esparguete à bolonhesa com macarrão

- Avó, o que é o almoço? - É a pergunta da Pulga mais velha, todos os dias, ainda antes de chegar a casa.
E todos os dias lhe respondo e até de véspera já lhe digo a ementa do dia seguinte.
Ontem, para aproveitar um resto que tinha ficado de quando fiz Esparguete à Bolonhesa, cozi macarrão. Numa taça de ir ao forno, deitei a massa e por cima o resto da carne moída com molho bechamel.
Bem, o problema era inventar um nome para o prato e disse que era massa com carne.
Assim que viu a taça na mesa, aqueles olhinhos abriram e só viram a carne moída.
Desatou a chamar a mana que estava na casa de banho a lavar as mãos.
- Mana, sabes o que é o almoço? - Ao que a outra respondeu que sim. Era massa com carne.
- Não mana, não. É esparguete à bolonhesa com macarrão.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Aborto sim ou não?

Falava eu com uma fundamentalista da vida sobre o tema "aborto" e fui logo mal interpretada.
Gente, oiçam-me, aborto é sempre que se interrompe a gravidez, não há desculpas se o bebé for deficiente, fruto de uma violação, incesto. Aborto é sempre uma interrupção da gravidez. "Ah, mas sabes eu sou contra o aborto, mas se for por essas razões aceito".
E disse eu: "então és a favor do aborto."

Uá mãe, o que eu fui dizer! Só faltou jogar bolos do caco de lá para cá. Só faltou tirar-me os olhos da cara.
Querida darlingue, não há dois pesos e duas medidas. Só há a favor ou contra. Se és a favor nada a acrescentar se és contra não há cá precedentes. Seja fruto de violação, seja deficiente, seja vítima de incesto és, e serás sempre, contra a interrupção voluntária da gravidez. Lá terás de ser a favor e não contra como apregoas, sim? Porque o bebé fruto destas situações é um bebé ou achas que não? Entendes, querida? Ou serei eu a ver mal?
Ó que coisa, meto-me em cada uma!

Aquela sensação de...

...Estar a nadar contra a maré perseguida por uma manada de tubarões e piranhas e nadar nadar, pedir as barbatanas ao demo, nadar...nadar; ver o calhau de uma praia ao longe nadar nadar, senti-la perto já com os pés nas pedras ainda nadar nadar, os tubarões em perseguição na mira de uma dose de ventrecha com molho de sangue e, ao chegar à praia morrer.
Estou assim pó diabo me levar com botas e tudo.
Obrigada pelos abraços.

Tenho um nó na garganta

E estou de mal com o mundo. Apetece-me gritar.
Sabem a sensação de vazio que se sente quando alguém nos abandona? Eu não fui abandonada mas sinto-me carente. Alguém dá-me um abraço? Agradecida.


domingo, 12 de outubro de 2014

Cagar de saco, que por aqui tem outro sentido

A propósito do postezinho de ali de baixo sobre "conselhos aos homens" lembrei-me da outra coisa que se faz na sanita ou seja, defecar.
Ora, dizem os entendidos em auto-caravanismo que os verdadeiros auto-caravanista defecam num saco de plástico, preto é melhor, mas se não houver pode ser do Continente, Pingo Doce, Mini-Preço ou Intermarché, e porque não é preto, há que usar muitos sacos, claro, e deitam no primeiro caixote de lixo que encontram nem que para isso tenham de atravessar toda a cidade com um saco de merda na mão. E, entrementes não deitam no caixote de lixo fica a torrar ao sol na parte de trás da carripana.
Lembrei-me desta cena do defecar dentro de auto-caravanas, pois que eu, rapariga que adora auto-caravanar, mas que não percebe nada de auto-caravanas e de auto-caravanismo, segundo a leitura de quem se acha entendido, nunca nesta vida faria tal coisa dentro de  um saco, mesmo sendo preto, e nunca atravessaria o parque de auto-caravanas com um saco cheio de merda preso no dedo.
Cagar sim, mas com dignidade e com toda a serenidade que o momento merece, no sítio certo e para dentro da cassete com produto próprio para desfazer a caquinha.
E gostava tanto de falar com outros auto-caravanistas para trocarmos impressões sobre esta matéria.

Tons da moda

Porque o castanho, doirado e bronze são os tons da época, o meu humilde casebre recebe em tons outonais. E espero satisfazer a minha anónima critica de fotografia, sincera quanto basta, e a minha amiga Afrodite que diz ser eu uma mestra em cabeçalhos.
Satisfeitas? Só acrescento que o mestre destas fotografias é o mê senhor. Tiremos-lhe o chapéu.

sábado, 11 de outubro de 2014

Conselho aos homens

Será pedir muito?

O que uma mulher é capaz de fazer por amor

Uma mulher é capaz de fazer tudo. Um salto mortal com pirueta à rectaguarda. Nadar num lago cheio de tubarões, mudar a cor do cabelo, fazer uma dieta a pão e água ou mudar o cabeçalho do blogue para satisfazer uma anónima.
Satisfeita, Ana?

Olha-me esta!

Na despedida de solteira uma noiva engravida do stripper que sofria de nanismo.
O marido, e como se costuma dizer: "o corno é o último a saber", só soube quando nove depois de casar a mulher teve um crianço anão.
As amigas da noitada nem sabiam que tinham chegado a vias de facto. Que segredo bem guardado!
Até tem piada. É que se o crianço não nascesse com a mesma doença do progenitor, nada se saberia. Muigo menos o noivo encornado.
E baii de uei, grande noite ela teve.
Leiam aqui., se pretenderem saber da notícia toda.

E vou dizer-te uma coisa...

..."Nem te digo nada".

É melhor assim.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

E eu digo: já não há homens como os de antigamente

Sou surda, sim senhora, é um facto e já toda a gente sabe e depois este estatuto deixa-me constrangida e inferior aos demais mortais, por uma simples razão quero ouvir tudo e não posso! Quero ouvir o que de mim dizem; quero ouvir os meus pensamentos; quero ouvir...tudo, e os ouvidos não deixam.

Ainda há pouco, a Pulga - a maiveilha, estava sentada no trono, a destronar e, por mais que me chamasse eu não ouvia. E chamava.. e chamava...e eu aqui, sem saber de nada. E o cocó esfriava e o rabinho da rapariga desesperava.
Até que, mê senhor que ouve bem, bem de mais, aliás, ouve o que quer e o que não quer, tem dias... é que levantou aquele corpo já cansado de tanto vai-e-vem para me dizer que a rapariga estava a chamar para lhe limpar o sítio.
E eu pergunto: ó senhor, mê senhor, em vez de me chamar (para fazer isso), porque não agarrou num metro e meio de papel higiénico e fez o serviço?
Tinha de ser eu?
Por isso a minha reflexão: Já não há homens como os de antigamente. E ainda bem!

Bicho-vaca

Com a vinda da chuva... Chuva!? Eu disse "chuva"? Deveria antes dizer dilúvio, mas eu, rapariga surda que nem ouve o sino da igreja...também não toca, é verdade, não ouvi a tempestade durante a noite. Só dei de conta quando de manhã acordei com os pés molhados...
Deixem-me dizer um segredo bem guardado: assim que me deito eu apago. E pode até cair um raio ao lado da cama que eu, rapariga surda e ferrada no sono, não me acorda.
Mas eu vinha cá para falar de outra coisa. Dos bichos-vaca. Sim, aqueles  bichos pequenos e pretos que se enrolam quando lhe tocamos e que estalam quando se põem o pé em cima deles. É que com a chuva fico com as paredes coroadas deles.
E a minha Baixinha que tem medo de tudo o que mexe, faz cada cena ao ver um desses. Cena do tipo "ver um elefante"

Ai que corpo!

Diz a minha Baixinha, a Pulga de seis anos a frequentar o primeiro ano do primeiro ciclo, que está desejando de, na escola falar do "corpo do mano".
Eu disse que esssa matéria era lá para o terceiro ano, mas ela recarga a dizer que, no ano passado, ainda na pré, ja dei a matéria do corpo do mano.
Há quem diga que "errar é o mano"...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"Estou derreada!"

Esta frase era muito aplicada há uns tempos atrás pelas mulheres de Câmara de Lobos, a justificar o trabalho que tinham quando o marido vinha da pesca.
Eu, "professora-ruça-quixinhas-dócles" novata no serviço (de leccionar) não entendia a razão de estarem derreadas, só porque o marido tinha regressado da pesca. Foi preciso me fazerem um desenho e explicarem através de gestos o que significava.
Hoje, estou derreada! E não, mê senhor não é pescador, mas pesca sim senhora. Refiro-me a bodiões, que é como quem diz cabecear com sono, assim que se senta.
Mas, estou como as mulheres de Câmara de Lobos. Derreada!

Passa para cá o atarraxador

O mê Gu-gu, e porque o pai é do retângulo, não sabe o que isto é. Sim, amigos é que por cá, no meu rural, chamamos atarraxador à chave de fenda.
O pequêno fala "à política" como se dizia antigamente àqueles que puxavam pela via para falar à continental.

Avô com engenho e arte tal qual Camões

Quando temos um avô engenhocas e que trata os trabalhos manuais por tu o resultado é este.
O mê Gu-gu há tempos que pedia uma caixa como a das manas para colocar na baique, e poder meter lá dentro as luvas, o telemóvel, os óculos de sol, e outras coisas lá dele, tais como o martelo, a chave de fendas...enquanto que as manas colocam as bonecas, os vestidos, as escovas o batom, o verniz...
E, o rapaz está tão feliz com a sua caixa que nem uma de ouro incrustada a diamantes o faria substituir por esta. Ah, e a tampa abre e fecha, por isso melhor ca das manas que...não tem tampa. E ninguém lhe tira o sorriso de superioridade da cara.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A um passo do céu

Isto de ter netas, tem muito que se lhe diga. Não só o facto de as netas mas sim por elas adorarem música, dança e tudo o que inclua motricidade.
Esta canção: "A um passo do céu" passa no canal infantil, é portuguesa e, na hora em que estão relaxadas a ver televisão é um momento digno de se ver. As duas a cantar e dançar e o buzico do rapazinho a tentar o mesmo.
E eu, parto-me a rir.

Queria saber o nome da canção. Elas não sabiam. Mas cantam toda. E diz-me a Baixinha, quando eu, de lambreta em punho, tentava procurar a cantiga.
- Procura: "A um passo do céu" é capaz de ser.
Bingo, acertou. Ah, e tal, é que ele diz a um passo do céu e joga-se...

Primeiro os juízes. Depois os outros, ou não?

Li que serão os senhores doutores juízes os primeiros a ter aumento de vencimento na era pós troika? Que bom, maravilhoso, mas dá-me uma volta nos intestinos, saber que é logo uma subida de escalão e um aumento, coisa pouca, assim de uns mil euros, tornando-se nos primeiros funcionários públicos a serem premiados.
Eu cá não sei não....mas que apetece "mardar-eles" ver se está a chover e aconselhá-los a meter a língua dentro de um saco para pararem de se lamentar, bem me apetecia dizer-lhes também que tenho levado no rabinho tanto tau-tau devido a estapilha da troika que já dói e saber que os magistrados são os primeiros funcionários a levarem com um aumentozinho, pergunto: os outros são filhos da....?

Há sempre um emplastro nas fotografias

Há pessoas que acham muita graça se fazerem engraçados e colocar-se nas fotografias, sem serem chamados, deliberadamente a meio, quando somos dois, atrás ou ao lado da pessoa que vai ser retratada.
Oras, hoje foi o dia escolhido para cortar essses emplastros das fotografias. É que pretendia colocar no perfil e sempre que gostava de alguma, tungas, havia alguéim infiltrado.
Cortei-as de tesoura virtual, sim, que hoje em dia fazemos tudo no computador. Tudo tudo não, ainda há situações que o estapilha não substitui o homem. Ou a mulher, se é que me faço entender.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Perdi o meu Ipod

Mas não deixo de ouvir o relato do meu clube. Isso é que era bom! Em falta do pequeno vou ao Ipod de grandes dimensões, este não perco.

É que já não há pachorra!

É que é necessário uma boa dose de pachorra,com grãos de paciência e litros, litradas de boa educação para aturar certas pessoas. E, infelizmente, ela escasseia cá por casa. A pachorra, não a boa educação.
Avisem-me quando houver a granel à venda no chinês.

Será de propósito?

Ou antes, pressa, daltonia, taralhice ou moda?

Quer dizer: esta gente compra dois pares de sapatos, mesmo modelo, para depois fazerem estes conjuntos. Assim do género: "hoje vai direito verde esquerdo vermelho.....não, ah, já foi o de ontem, hummmm, deixa cá ver se não é, pela fotografia que coloquei no facebook e instagram. Ah, pois, atão hoje vai esquerdo verde direito vermelho".
Há cada moda!

A minha avó é que já em 1960, andava à moda, pois várias vezes calçava um sapato castanho outro preto.
Acontecer acontece, mas....propositadamente...
E lá vai a senhora do Clooney toda satisfeita com um sapato de cada cor, a caminho do escritório. E não há ninguém que lhe diga que se enganou no par?

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Se há noras que dão cabo da cabeça da sogra...

...Há encarregados de educação que mais valia terem tempo de educar os seus filhos em vez de chatearem os docentes por causa de ....desculpem...merdinhas sem importância; há professores que tendem a implicar com o uniforme dos alunos como se as crianças tenham a culpa e, como diria uma pessoa amiga "paneleirices" de quem tem na mão o papel de educar e não o de vistoriar; e há alunos que põem a cabeça do professor a cem à hora devido à neglicência dos pais ou simplesmente porque os pais estão-se maribando para a escola e delegam a educação aos filhos.
Hoje passei por todas estas situações. Irra, mais valia ser taxista. E chamar-me Maria José.

Pensamento meu: Esta nora é um diabo!

É uma realidade: não se conhece as pessoas. E descobrir que aquela que tem o nosso filho não é a pessoa que aparentava ser quando nos foi apresentada é um desgosto. As pessoas mudam, bem sei, mas há mudanças tão radicais que nos deixa a pensar se a pessoa mudou ou se estará a jogar com os sentimentos dos outros.
Descobrir ao fim de algum tempo a víbora que tem manipulado o filho, que tem criado confusões, que joga ditos, que envergonha a sogra é deveras frustrante. E depois, nada há a fazer. O filho está casado. E diz que gosta dela assim. A mãe é que é ultrapassada, a mãe é que não a entende, a mãe precisa de acompanhar o progresso. A mãe, sempre a mãe. Até parece que foi a mãe que o empurrou igreja adentro para o entregar a ela.
Noras, sempre as noras. Sogras, sempre as sogras.
Noras que põem a cabeça das sogras a andar à nora há muitas espalhadas pelo mundo. E sogras também.

domingo, 5 de outubro de 2014

Mas quem pode ter confiança?

A minha admiração ao ouvir a notícia de que um instrumento cirúrgico ficou, quiçá, esquecido dentro do corpo de um doente; digo esquecido, pois não acredito que fosse deliberado.
Nós vamos ao médico na esperança de cura, entramos no consultório doentes, esperando sair de lá curado. Afinal, não é bem assim. Lembro-me, também, da minha tia-velha que entrou com uma doença e saiu com várias. Bem, sair não saiu por que eu, rapariga ciente da situação, não a trouxe para casa.
Mas deixar um instrumento dentro do corpo é algo impensável para quem procura ajuda.
E perde-se a confiança nos profissionais de saúde. E duvida-se, pondo em causa a ida de uma próxima vez ao médico. Onde raio está a deontologia inerente à profissão?

Olhem-me esta novidade!

Um honroso quarto lugar para Portugal.

"Um estudo afirma que Portugal é um dos países com mais corrupção no Governo."

Até me ia caindo os óculos de tanta admiração e a boca ainda não me fechou. Será que ainda há quem não saiba?
Tudo para ler, entrando aqui.

Por três décimos não entrou em Medicina...

...Décimo...Décimo Primeiro... e Décimo Segundo.

Mal-injusto.

sábado, 4 de outubro de 2014

E eu quero morrer com vida

E, como sou distraída e, por vezes, na pressa do dia a dia, não sei onde guardo as coisas e perco-as, detestaria perder a vida. Prefiro morrer com ela debaixo do braço, com a certeza porém, que se a perder sei onde a encontrar.

Mau feitio aumenta esperança de vida

Um estudo alemão revela que expressar os sentimentos negativos aumenta, em pelo menos, dois anos de vida. Quem diz o que pensa, e é conhecido por ter mau feitio, corre menos riscos, de acordo com os investigadores.
Portanto, o ingrediente, a formula secreta para viver mais é...ter mau feitio, dizer o que pensa e exteriorizar a raiva.
 Era só para avisar que vão aturar-me mais dois anos do que o previsto. Vou ser isto mesmo: reles.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Fico admirada comigo mesma

Sento-me aqui com a minha lambreta no colo, quero dizer tanta coisa, quero transcrever o que as minhas Pulgas me dizem durante o dia, tantas coisas com graça. Sento-me aqui, com um desejo enorme de escrever, registar, comunicar e depois é o que se vê.
As ideias fervilham na cabeça, os dedos prontos para teclar, as pernas estendidas na baquete, almofada atrás das costas e...
Abro as mensagens...clico numa nova mensagem...e olho.
Vazio. Um vazio. Sinto-me vazia.
Foi como se o vento passasse e tudo desaparece. As ideias, as frases...resta um torpor
E nada há pra dizer! Fico admirada. Há un dias a esta parte acontece com frequência.

Eu já cheirei coca

Foi numa altura muito complicada da minha vida, na adolescência, e como todas as adolescentes também fui rebelde. A juntar à rebeldia tinha o estranho vício de cheirar tudo. Até que apareceu a coca e, eu e as minhas amigas resolvemos cheirar.
Foi uma sensação boa, tinha acabado de ser lançada cá na região e todos os trocos que arrecadava era para matar o vício. Cheirei cheirei e cheirei. Maldito vício de cheirar! Por mais que tentasse, não conseguia parar!
Mas...
Pensei..."não vou cheirar mais". E passei a meter na boca.
Cheguei à conclusão que a Coca era igual à Pepsi. O mesmo cheiro o mesmo sabor, por isso não sou viciada em coca. Nem em Pepsi. Mas já cheirei.

Isto de ser "a mana"...

...Não tem nada a acrescentar, só que, confirma-se que os mais velhos adoram mandar nos mais novos.
A minha mãe era a mais velha, por isso era merecedora do respeito e obediência dos quatro irmãos mais novos e, por isso era "a mana". O meu sogro era o mais velho e único filho de sete e, por isso, as manas não agiam sem antes pedir a sua opinião. Era "o mano" que decidia e organizava.
A minha irmã, a mais velha de cinco e já agora, que Deus a guarde, era uma mandona do catano. Era "a mana". Os meus irmãos tinam medo dela e da sua língua viperina. Eu, por ser a mais nova e por ter nascido quando ela já estava noiva, não sofri na pele, antes pelo contrário, fui sempre a sua menina e protegida.
Trinta anos depois, senti isso mesmo quando a minha filha - a mãe das Pulgas, por ser a mais velha mandava no irmão. Era "a mana".
Volvidos cinquenta e nove anos o mundo continua a girar no mesmo sentido e os mais velhos continuam a mandar nos mais novos; as minhas Pulgas são o exemplo vivo disso mesmo. A maiveilha sai à bisavó, à tia-avó, à mãe... É a "a mana" e coitado do mê Gu-gu e da Baixinha.
Há que prestar vassalagem "à mana"...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Quando eu era nova...

...E frequentava a escola, as aulas começavam no dia sete de Outubro. Depois, quando comecei a leccionar, e continuei a frequentar a escola, passaram a iniciar a um. Presentemente é em Setembro. Daqui a dias, pelo andar da coisa, prevejo que se iniciam antes de terminarem. E eu continuo a frequentar a escola.
Logo, a escola está embutida em mim. Estas deduções de jovem pré-idosa surpreendem-me. E hoje estou filosófica.

Hoje é o meu dia

Estamos todos de parabéns, todos os que, como eu, são ou vão "pei idosos", porque celebra-se "O Dia Internacional do Idoso."
Hoje, posso fazer todas as aneiras que quiser,ter todos os esquecimentos, dizer tudo o que vier à boca, já agora, espalhar este azedume porque tenho desculpa.
Ora bem, vamos só a ver se estou incluída na classe dos idosos.

"Indivíduos idosos tendem a ter rugas, algumas manchas na pele, mudança da cor do cabelo para cinza ou branco ou, em alguns casos, alopécia, diminuição da capacidade visual e auditiva, diminuição dos reflexos, perda de habilidades e funções neurológicas diminuídas, como raciocínio e memória, e podem desenvolver doenças como a incontinência urinária e o Mal de Alzheimer."

Ah, pronto, estou esclarecida, isto aplica-se aos indivíduos, eu sou indivídua, mas...
Caramba, segundo o que li, , idoso é aquele que tem mais de 60 anos, mazeu devo ser precoce, pois tenho isto tudo, com a agravante de poder desenvolver doenças como as apresentadas: incontinência e Alzheimer.