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Há situações que me transcendem!

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Pulga. AVOGI A Pulga na sua brincadeira com os bonecos fala de uma forma que me assusta. De uma forma imperativa: Deita-te. Não batas nele. Vais levar. Vais para a sala dos bebés. Dorme. Não ouviste? Deita-te, já! Não quero ouvir um pio. Agora dorme, ouviste L. Barros. Ouviste? Pára. E muitas vezes repete as palavras: dorme, cala-te, levas. Isto acompanhado de berros, muitos berros. Fico a pensar se será uma imitação da escola ou se é invenção dela próprio da idade.

Amanhã é um novo dia. Melhor, hoje é um novo dia

Marcava meio dia no relógio da cozinha. Vou ao quarto chamar a tia-velha. "Que horas são?" pergunta ela. - Ainda ficava mais um bocadinho na cama- sempre a mesma frase: o chavão matinal. Mas hoje como eu estava de boa maré e logo após a toma das pastilhas e do café dei autorização (até me rio com esta palavra) a que deitasse mais um pouco. Duas horas da tarde. - Vamos se levantar- digo-lhe. - Que horas são? - O tal chavão matinal. - Cinco horas - respondo delicadamente. - Dormi o dia todo? - Vá. Toca a se levantar. Andei numas voltas cá em casa e ...de repente lembrei-me que não a sentia de pé. Pois...continuava na cama. -Titia, são 6 horas! Mas na realidade eram 4 horas da tarde - Hã? Dormi o dia todo? Levantou-se e dirigiu-se à cozinha. Sentou-se no lugar onde costuma tomar o pequeno almoço. Mexia e remexia na caixa de medicamentos. Olho e apercebo-me de que está pronta para a primeira refeição da manhã. Para ela era um novo dia!

Chuva

Ai chuva... tu "na matentes"* mais! E penso muito a sério. Será que ainda temos nuvens? Será que ainda vai chover mais? Poça, há qu´anos nã chuvuia assem... Com tanta chuva o slogan que havia (digo havia porque nunca mais o vi na televisão) sobre poupar água estará agora fora de moda porque ela cai do céu . * Não me atentes, não me irrites, não me chateies

Pensamento meu: Mulher sofre!

Isto de viver numa casa é... "ai é tão bom viver numa casa!" Além de não ter ninguém por cima e por baixo a chatear, silencioso, mais isto e mais "aquilho", mas quando o tecto mais parece estalactites e a água cai alagando o chão... aí sim, vejo como é bom... E disse bom-dia à esfregona e ao balde. E o meu senhor pôs-se por cima de mim (salvo seja a má intenção) a deitar toda a folhagem do telhado/telha/terraço para baixo e eu por baixo dele (salvos sejam os maus pensamentos) a recolher toda a "matagueira" que caía... Era esta que "atopia" (entopia) os ralos. Por isso a manhã foi assoberbada de trabalho.

Há canos

Credo! "Há qu´anos" que não dizia esta expressão! Disse-a ainda há pouco a uma amiga que não falava com ela há qu´anos!* * há que anos

Porque...

...É que hoje em dia as mães têm medo de dar um raspanete nas crianças? Traumatiza? Quem? Os adultos que presenciam tamanha falta de civismo e educação em crianças com 3...4 anos.

Há...

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bisalho. AVOGI ...Um mês que não vejo estes olhos! Que saudades do meu bisalho!

Em fatigas ou em feitias?

E que tal um pão fatigado? Ah, também não são todos os madeirenses que dizem "assem"(assim). Alguns pedem um pão "feitiado". Mas são só alguns... Não sei qual será melhor forma de comer pão: se em "feitias" ou em "fatigas". Ahhhhh, também não são todos os madeirenses que dizem desta forma. Repito, se for o caso de não terem lido no inicio do poste.... (E antes que venham alguns anónimos dizerem que nem todos falam "assem" já digo logo. Não são todos, ok? Poça!

O Dulxeveita

Há muito tempo que não ia ao centro comercial "Dúl xeveita". Aliás foi a segunda vez que lá entrei. Não gosto de shopping´s. O "Dulxeveita" é recente. Não sabem? Ah, a tradução: Dolce Vita. Mas é como os madeirenses... alguns madeirenses...muito poucos madeirenses dizem, aliás só 1/4 da população que 2/4 dizem: "duxeivita". Ai, vou esperar por dizerem: que me enganei, que nós nã dizemos "assem" (dizemos a duzentos em vez de a cem). Mas pronto é como eu oiço muitos dizerem...

Quatro anos

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Na praia, na serra, na rede, no carrinho , acordada ou a dormir.... Onde quer que estejas (aqui, ali ou acolá) serás sempre a nossa Pulga. PARABÉNS!

Se a burra nã...

(Esta foi mandada pelo João , madeirense errante que não esquece as suas origens. Obrigada) Certa ocasião havia temporal no Porto Santo e, quer as lenhas quer os combustíveis escasseavam. Na ilha usavam uns fogareiros a que chamavam de ciganos. Eram atacados de serradura ou bosta de burro e, depois pegavam fogo para poderem cozinhar. Acontece que naquela casa não havia nada para queimar e, o velho da casa disse para o filho. - Óh piquene, vai ver se a burra cagou? O piquene chigou e disse que "nã". Atão o pai responde logue: - Olha piquene se a burra nã caga agente nã coume... (Claro que o pobre homem se estava a referir que não tinha combustível para atacar o cigano e pegar fogo.)

A prenda

A Pulga faz anos. A pergunta da praxe é: o que queres que te ofereça? (Escusado será dizer que já esperava por esta resposta.) - Umas botas como as tuas, mas de verdade! Entendi, não umas botas grandes (como as minhas) que lhe caem dos pés, mas umas do tamanho certo.

Desejo profundo da Pulga

Quando eu for grande vou ter sempre batom nos lábios como tu. Mas esta Pulga vai imita-me em tudo. E a outra também já usa, bem, não usa correctamente, mas dá bâton: nas bochechas, nariz, em volta dos lábios. Não importa, o que conta é a intenção!

A agendar

Hoje fui buscar as Pulgas. E geralmente vou primeiro à sala da Pulguinha e logo de seguida à da Pulga. Não sei porque o faço, mas vou ter de repensar agora nas minhas prioridades. - Porque não me vais buscar primeiro? - perguntava-me a Pulga. Lá tive de inventar umas desculpas: "que procurei por ela e como não a vi fui à sala da mana; "que olhei para o baloiço e como não estava fui primeiro buscar a Pulguinha" e outras que agora não me recordo... - Mas tu vais sempre buscar primeiro a ela. Resumindo e abreviando que vou fazer o jantar para não queimar outra vez: a mão tem de ser a mesma para as duas, a perna ambas querem a mesma, o colo é dividido, e agora até o "ir buscar" ? A relembrar: Na agenda tenho de escrever quem vou buscar primeiro para não haver "cozido de beiças."

Não sejas má pra mim!

Meio dia. Fui chamar a tia-velha para tomar café. Sim, esta mulher que antes pelas sete da manhã já andava lavar panelas e o chão da casa, hoje ao meio dia ainda dorme e bem. Mudam-se os tempos...e a idade também muda. A esta hora ainda ressonava. Acordei-a. Ao chegar à cozinha já vem com cara de enfado. "Tenho dores nas costas". Digo-lhe: Pudera!De estar tanto tempo na cama. -Tou mal disposta. Posso me encostar um bocadinho? -Nem pensar... - Ainda é cedo...posso me deitar? - Não. - Não quero comer! Posso me encostar? - referindo-se à cama. - Encoste-se à cadeira. E se começa a pedir para se deitar vou levá-la para o hospital . Aí pode estar sempre deitada. (fez-me lembrar as mães que dizem aos filhos: "se nã te portas bem vais ao hospital levar um pica") - Não sejas má p´ra mim...Tu és reles...não és boa enfermeira. Ai pois sou... um dia apanha-me reles e... vai de corça pelo caminho chão abaixo...e então vai ver o que é ser reles e má...(God make good.....

Braço de ferro

Tem sido um braço de ferro por causa dos "remédios" como diz ela. Se por um lado sei que seria melhor ser eu a tirar das caixas, colocar na mesa e ela só fazer o favor de abrir a "goela" e engolir, por outro continuo a deixar que seja ela e só supervisiono a toma dos medicamentos. Mas a confusão é grande. - Tire uma caixa de cada vez. (do recipiente onde tem todos). De cada caixinha tire a pastilha. Leia (que ela sabe ler) o que está escrito na caixa (se é tomado de manhã ou à noite). Ela lá tira um por um do recipiente lê, se for para tomar tira a pastilha, se não deixa de fora( é que se deixa dentro, não sabe se já tomou e faz nova ingestão porque volta a pegar, a ler e a tirar a pastilha) para poder controlar os que já tomou dos que ainda faltam tomar(se estão no recipiente é que não tomou). Eu digo-lhe que o recipiente tem de ficar vazio sem nenhuma caixa. Hoje ela estava novamente a confundir. Tira, olha, (irra, leva meia hora nesta tarefa) e vendo eu qu...

Bacalhau? Cadêle?" ( tradução: bacalhau que é dele?)

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Agarrei em duas postas de bacalhau (do bom da Noruega), preparei com muito amor e carinho. Coloquei no tabuleiro, cortei cebola (chorei), pimentos, alho, cegurelha, salsa. Reguei com azeite (de Monte do Bispo-caseiro feito pelos compadres). Estava um primor. Uma delícia para os olhos um regalo para o paladar. Regulo o temporizador do forno e enquanto vou ao supermercado. Ao chegar a casa fumo, muito fumo a sair da cozinha, o vapor a escorrer pelas janelas. A tia-velha dormindo o sono dos anjos. A cozinha com um smell adorável! "O meu bacalhau" - pensei logo. Aquele que preparei com tanto amor e carinho....esturricado! Negro como uma noite de trovões. Nem sobrou uma pele para provar. Os cachorros adoraram. E rezaram para que outro dia queime novamente. ("Não é todos os dias que se come bacalhau....esturricado!"- pensaram eles.) E então para consolo da vista, do coração e do estômago imprimi estas fotos e colei no tabuleiro!

Boa noite. Até amanhã

Foi desta forma que minha tia se despediu de mim. Eram 19:00. - Boa noite, até amanhã! - Onde vai?- perguntei admirada. - Vou-me deitar. Já está de noite. - Mas ainda não jantou! E são 7 horas. - Ainda? Ser velho, sem nada para fazer o dia rende e a hora não passa!

Esta tá boa!

Há um aluno que não frequenta a escola esta semana. Está doente com laranjite. Coitado, deve ter engolido a laranja inteira e ficou entalada na laringe. Daí a ...LARANJITE.

Ainda...

...Não coloquei na cama o edredão este Inverno! E vivam as calorias e os maridos quentes. E a temperatura no meu rural...